Mudanças Socioambientais Globais, Clima e Desastres Naturais

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1 Mudanças Socioambientais Globais, Clima e Desastres Naturais (ENSP/FIOCRUZ) Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres (CEPEDES) Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)

2 AS MUDANÇAS SOCIOAMBIENTAIS EM NOSSO PLANETA PODEM SER DIVIDAS EM DUAS GRANDES MUDANÇAS SOCIAIS E AMBIENTAIS

3 AGRICULTURA (+ de anos) FIM DA ERA GLACIAL E DOMESTICAÇÃO DA NATUREZA (entre e anos atrás e escala local) PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES (entre e anos atrás e escala continental) EXPANSÃO DAS CIDADES E EXPLORAÇÃO COLONIAL EUROPÉIA (1500 anos atrás até recentemente e escala intercontinental) A SOCIEDADE INDUSTRIAL (200 anos) REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E SOCIEDADE INDUSTRIAL (dias atuais e escala global)

4 Expansão colonial Revolução Industrial Sociedade Industrial

5 AGRICULTURA 1) o desflorestamento e a modificação de habitats naturais; 2) a ampliação e intensificação das atividades agrícolas e pecuárias; 3) a irrigação e posteriormente construção de represas, alterando os ciclos hidrológicos; 4) a construção de estradas ampliando e intensificando a mobilidade e o acesso às diferentes áreas e regiões; 5) as atividades de extração e mineração de recursos naturais renováveis e não-renováveis;

6 SOCIEDADE INDUSTRIAL Intensificação de todas as outras + 6) o crescimento das cidades e a concentração populacional nos ambientes urbanos; 7) a produção de bens industriais e suas formas de apropriação de energia, matéria prima e produção de resíduos

7 Expansão colonial Revolução Industrial Sociedade Industrial

8 MUDANÇAS AMBIENTAIS INTENSIVAS E EXTENSIVAS (MEA) 1)Nos nos últimos 60 anos, os humanos mudaram os ecossistemas mais rapidamente e extensivamente do que em qualquer outro período da história 2) Aproximadamente 60% dos serviços dos ecossistemas estão sendo degradados ou utilizados de modo insustentável, com custos difíceis de estimar, mas crescentes (ex: regulação do clima e das águas, doenças emergentes e reemergentes).

9 MUDANÇAS SOCIAIS INTENSIVAS E EXTENSIVAS (Berlinguer) 1) Relação proporcionalmente inversa entre a riqueza, instrução e poder com os riscos e danos 2) As ameaças são globais 3) As perdas de muitos resultam em benefícios para poucos 4) Os riscos e danos são produtos de processos sociais e como tais devem ser enfrentados ENSP/FIOCRUZ

10 Pirâmide da distribuição da população mundial por faixas de renda per capita 0,5 bilhão de pessoas Econom ias com renda per capita dólares por ano 2 bilhões de pessoas 4 bilhões de pessoas Econom ias com renda per capita e < dólares por ano Econom ias com renda per capita < dólares por ano

11 Contribuição proporcional para o aquecimento global ENSP/FIOCRUZ

12 Danos (US$ bilhões) Danos correntes (2008) e projetados (2100) para eventos extremos sem a ocorrência das mudanças climáticas Ondas de frio Seca Enchentes Ondas de calor Tempestades Ciclones tropicais Nota: Danos sem mudanças climáticas foram projetados considerando o crescimento da renda e da população Fonte: WB, 2011

13 Efeitos sobre a saúde que já são extensivos mesmo sem mudanças climáticas podem ser intensificados e ampliados com as mesmas

14 Marco de Ação de Hyogo (EIRD) DESASTRE: Combinação de ameaças (eventos de origem natural ou tecnológica), condições de vulnerabilidade (aumento da suscetibilidade social e econômica ou exposição de uma comunidade) e insuficiente capacidade ou medidas para reduzir as conseqüências negativas e potenciais do risco, excedendo a capacidade de uma comunidade, município, estado ou país lidar com a situação com seus próprios recursos

15 FORÇAS MOTRIZES GLOBAIS Modelo de desenvolvimento econômico e urbano Mudanças climáticas Governança frágil e baixa capacidade endógena para Redução Risco de Desastres Fonte: Adaptação de EIRD, 2009 FORÇAS MOTRIZES SUBJACENTES Governança local frágil Precário planejamento urbano Degradação ambiental Comunidades rurais vulneráveis Precária Redução Risco de Desastres e proteção social RISCOS INTENSIVOS Maior concentração de populações vulneráveis e bens econômicos expostos à ameaças extremas RISCOS EXTENSIVOS Dispersos geograficamente e exposição da população e bens econômicos à ameaças de baixa ou moderada intensividade RISCOS COTIDIANOS Comunidades e moradias expostas à insegurança alimentar, doenças, criminalidade, acidentes, poluição e ausência de saneamento e água adequada POBREZA Pobreza de recursos econômicos e políticos, exclusão e discriminação com precário acesso a educação e oportunidades de acesso a bens IMPACTOS DOS DESASTRES Maior mortalidade e perdas econômicas Danos as habitações, infraestrutura local e produção e acesso aos alimentos RESULTADOS DA POBREZA Impactos de curto e longo prazos sobre os rendimentos, consumo, bemestar e equidade

16 Recursos requeridos e potencial de impactos sobre a saúde Meses à anos Semanas à meses 3 à 7 dias Resgate Fonte: EIRD, 2011 Recuperação Reconstrução Tempo

17 Número de desastres naturais registrados Número de desastres naturais registrados Desastres naturais registrados no mundo Desastres naturais registrados no mundo,

18 Número de óbitos humanos em desastres Número de desastres registrados Desastres naturais, (interpolação linear com suavização das linhas Ano

19 Número de ocorrências de desastres relacionados a seca/fome por país, Número de secas/fome

20 Desastres naturais no Brasil estiagem e seca, Fonte: CEPED SC, 2012

21 Número de ocorrências de desastres relacionados a enchentes por país, Número de enchentes

22 IMPACTOS SOBRE A SAÚDE DE SECAS E ENCHENTES ENCHENTES milhões de pessoas a cada ano DESLIZAMENTOS mil pessoas por deslizamentos de terra (enchentes + deslizamentos = 6 vezes mais óbitos) SECAS E ESTIAGENS - perda de 558 mil vidas e afetam 1,6 bilhões de pessoas no mundo desde 1980 MULHERES E CRIANÇAS - 14 vezes mais chances de óbito em um desastre

23 Pirâmide da distribuição da população exposta as enchentes e inundações no nível mundial por faixas de renda per capita 4% Econom ias com renda per capita dólares por ano 96% Econom ias com renda per capita < dólares por ano

24 Pirâmide da distribuição das mortes por enchentes e inundações no nível mundial por faixas de renda per capita 5% Econom ias com renda per capita dólares por ano 95% Econom ias com renda per capita < dólares por ano

25 Desastres naturais no Brasil inundação gradual, Fonte: CEPED SC, 2012

26 Fonte: MS, 2011

27 Desastres naturais no Brasil inundação brusca, Fonte: CEPED SC, 2012

28 União dos Palmares Alagoas (junho de 2010, 50 óbitos e mais de 50 mil desabrigados) Fonte: MMA, 2011

29 Impactos humanos das secas e enchentes no Brasil, População Afetada População Exposta Número de doenças Número de óbitos Seca +48 milhões +1,5 milhões +160 mil Enchentes +38 milhões +4 milhões +300 mil +280 Fonte: CEPED SC, Atlas dos Desastres Naturais no Brasil Fonte: Defesa Civil RJ, 2012

30 Impactos humanos de dois desastres relacionados as chuvas fortes no Brasil Desalojados e desabrigados óbitos Chuvas fortes em Santa Catarina, 2008 Chuvas fortes na Região Serrana RJ, mil mil 918 Fonte: Defesa Civil RJ, 2012

31 Friburgo Rio de Janeiro (janeiro de 2011, 426 óbitos e mais de 12 mil desabrigados) Fonte: MMA, 2011

32

33 Inundações/deslizamentos em Santa Catarina,

34 Leptospirose, Santa Catarina

35 Internação por causa Santa Catarina D. Infecciosas Fraturas AVC 5 Leptospirose /Abr 2008/Ago 2008/Dez 2009/Abr 2009/Ago 2009/Dez 0 35

36

37 Para a Redução do Impacto das Emergências e Desastres em Saúde são previstas as seguintes ações: 1) o desenvolvimento de políticas, o planejamento e a realização de ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e reabilitação para reduzir o impacto dos desastres sobre a saúde pública 2) um enfoque integral com relação aos danos e a origem de todas ou cada uma das emergências ou desastres possíveis na realidade do país 3) a participação de todo o sistema de saúde e a mais ampla colaboração intersetorial e interinstitucional na redução do impacto de emergências ou desastres

38 Obrigado e boa tarde para todos (ENSP/FIOCRUZ) Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde - FIOCRUZ mail: site:

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