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1 Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, A LOGÍSTICA COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO Douglas Fernandes 1, Josélia Galiciano Pedro 1 Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: RESUMO Logística é a palavra da moda, no entanto, não se trata de modismo, pois seria algo passageiro, rapidamente substituível. Não é o caso da logística, que apesar de ser um termo muito empregado recentemente e, em muitas situações até mesmo de forma indevida por falta de conhecimento do seu real significado e potencial de geração de resultados, evoluiu significativamente nas últimas décadas, ampliando suas operações inicialmente focadas no transporte. Integra o conjunto de operações básicas da logística, além do transporte, armazenagem, suprimentos e distribuição. Tal evolução implicou na abrangência do conceito de logística, que envolve o planejamento e gestão do fluxo de materiais, pessoas e informações. Esse artigo tem como objetivo demonstrar como a logística a ser realizada de maneira eficaz pode afetar positivamente uma empresa. Sobre a metodologia, foram utilizadas pesquisas bibliográficas. Desta forma, o alcance de diferencial competitivo é possível a qualquer empresa, independente de seu porte ou segmento. Palavras chave: Logística. Planejamento. Vantagem Competitiva INTRODUÇÃO No rastro da globalização, surge o aumento da incerteza econômica, a crescente troca de bens e serviços entre as nações aumentou substancialmente a interdependência e a volatilidade econômica. Mudanças ou crises nacionais têm reflexo regional imediato, e tendem a espalhar se numa escala mundial. Mudança no câmbio, recessão, novas regulamentações sobre o comércio nacional e exterior, são fatores de incerteza no dia a dia da economia globalizada. Para a logística, que precisa atuar em antecipação à demanda, produzindo e colocando o produto certo, no local correto, no momento adequado e ao preço justo, o aumento da incerteza econômica cria grandes dificuldades para a previsão de vendas e o planejamento de atividades. Durante a década de 1990, a logística, no Brasil, passou por extraordinárias mudanças, por um processo revolucionário, tanto em termos das práticas empresariais, quanto da eficiência, qualidade e disponibilidade da infraestrutura de transportes e comunicações, elementos fundamentais para a existência de uma logística moderna. Para as empresas que operam com a logística, é um período de riscos e oportunidades. Riscos devido às enormes mudanças que precisam ser implementadas e, oportunidades devido aos enormes espaços de melhorias de qualidade do serviço e de produtividade, fundamentais para o aumento da competitividade empresarial.

2 Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, METODOLOGIA O presente artigo usou pesquisas bibliográficas como fontes. De acordo com Cervo e Bervian (1983, p. 55) a pesquisa bibliográfica pode ser caracterizada da seguinte forma: A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos. Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa descritiva ou experimental. Em ambos os casos, busca conhecer e analisar as contribuições culturais ou científicas do passado existentes sobre um determinado assunto, tema ou problema. A pesquisa bibliográfica é elaborada com base em material já publicado. Tradicionalmente, esta modalidade de pesquisa inclui material impresso, como livros, revistas, jornais, teses, dissertações e anais de eventos científicos. (GIL, 2010, p. 29). Deste modo, pesquisa bibliográfica em fontes secundárias, ou seja, já tornadas públicas com relação ao tema estudado, auxiliando assim o pesquisador no estudo realizado. RESULTADOS Percebe se que a falta de conhecimento sobre o conceito de logística faz com que muitos empresários e gestores desperdicem excelentes oportunidades de otimizar recursos de seus fornecedores, e por consequência deixam de alcançar diferencial competitivo frente a seus concorrentes. Muitas indústrias, atacadistas e distribuidores sabem valorizar empresas varejistas que compreendem a logística como diferencial competitivo, fazendo destes, parceiros que proporcionam condições de agregar valor a seus produtos e serviços, gerando resultados positivos para todos. É importante observar também que além de se investir em logística sejam utilizadas ferramentas para a mensuração dos resultados obtidos. Logo, investir, gerenciar e controlar a área de logística são atividades que quando bem executadas podem proporcionar um diferencial competitivo para a empresa a fim de que esta se diferencie diante das suas concorrentes e se destaque no acirrado mundo dos negócios. LOGÍSTICA INTEGRADA O fluxo de informações é um elemento de grande importância nas operações logísticas, pedidos de clientes e de ressuprimento, necessidades de estoque, movimentações nos

3 Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, armazéns, documentação de transportes e faturas são algumas formas mais comuns de informações logísticas. Antigamente, o fluxo de informações baseava se principalmente em papel, resultando em uma transferência de informações lenta, pouco confiável e propensa a erros. O custo decrescente da tecnologia, associado a sua maior facilidade de uso, permitem aos executivos poder contar com meios para coletar, armazenar, transferir e processar dados com maior eficiência, eficácia e rapidez. Segundo Fleury; Wanke; Figueiredo et al (2000); a transferência e o gerenciamento eletrônico de informações proporcionam uma oportunidade de reduzir os custos logísticos mediante sua melhor coordenação, além disso, permite o aperfeiçoamento do serviço baseandose principalmente na melhor da oferta de informações aos clientes. Para que possa ser gerenciada de forma integrada, a logística deve ser tratada como um sistema, ou seja, um conjunto de componentes interligados, trabalhando de forma coordenada, com o objetivo de atingir uma meta em comum. Um movimento em qualquer um dos componentes de um sistema tem, em princípio, efeito sobre outros componentes do mesmo sistema. A tentativa de otimizar cada um dos componentes, isoladamente, não leva à otimização de todo o sistema, ao contrário, leva à subutilização. Tal princípio é normalmente conhecido como trade off, o princípio das compensações, ou perdas e ganhos. Assim, para alcançar a excelência logística, torna se necessário conseguir ao mesmo tempo redução de custos e melhoria do nível de serviço ao cliente. A busca simultânea desses dois objetivos quebra um antigo paradigma, segundo o qual o trade off inexorável entre custos e qualidade de serviços, ou seja, a crença de que melhores níveis de serviço implicam necessariamente maiores custos. As empresas que conseguem alcançar a excelência logística tendem a quebrar esse paradigma. Segundo Fleury; Wanke; Figueiredo et al (2000); as empresas excelentes em logística entendem que seu sucesso depende do sucesso de seus clientes, pois ambos fazem parte de uma mesma cadeia de suprimento. Desta forma, as empresas que buscam a excelência logística se esforçam para conhecer o negócio de seus clientes, a fim de prestar um serviço customizado que contribua para o sucesso dos mesmos. A integração externa, outra das dimensões de excelência logística, significa desenvolver relacionamentos cooperativos com os diversos participantes da cadeia de suprimentos, baseados na confiança, capacitação técnica e troca de informações. A integração

4 Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, externa permite eliminar duplicidades, reduzir custos, acelerar o aprendizado e customizar serviços. No mundo incerto e dinâmico dos dias atuais, a velocidade de resposta é um fator determinante para a construção de vantagem competitiva, por essa razão, empresas excelentes em logística procuram desenvolver processos baseados no tempo, ou seja, processos que permite oferecer respostas rápidas às exigências do mercado. SISTEMAS DE INFORMAÇÕES LOGÍSTICAS Os sistemas de informações logísticas funcionam como elos que ligam as atividades logísticas em um processo integrado, combinando hardware e software para medir, controlar e gerenciar as operações logísticas. Essas operações tanto ocorrem dentro de uma empresa específica, como ao longo de toda cadeia de suprimentos. Segundo Fleury; Wanke; Figueiredo et al (2000); os sistemas de informações logísticas possuem quatro diferentes níveis funcionais: sistema transacional, é a base para as operações logísticas e fonte para atividades de planejamento e coordenação; controle gerencial, permite que se utilizam as informações disponíveis no sistema transacional para o gerenciamento das atividades logísticas; apoio a decisão, caracteriza se pelo uso de softwares para apoiar atividades operacionais, táticas e estratégicas que possuem elevado nível de complexidade; planejamento estratégico, as informações logísticas são sustentação para o desenvolvimento e aperfeiçoamento da estratégia logística. O grande desafio das organizações na implementação de sistemas de informação é avaliar o valor que esses pacotes, sejam eles transacionais ou de apoio à decisão, trará para os negócios da empresa. As empresas não podem deixar se levar por modismos, e sim ter a convicção da escolha mais adequada a suas necessidades. DISCUSSÃO A aplicação do conceito de logística por meio de suas operações básicas proporciona naturalmente o alcance de diferencial competitivo às empresas, visto que gerenciando o fluxo de informações, passa se a conhecer melhor as necessidades, direcionando serviços específicos para perfis de clientes, em termos de prazo e quantidades. Otimizar o capital de giro e reduzir custos com armazenagem a partir de uma melhor gestão de estoques reflete em melhores margens para a empresa, tornando a mais competitiva.

5 Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, Em um primeiro contato com o conceito de logística, o leigo pode interpretar de forma equivocada, que o conceito aplica se somente a empresa do segmento industrial e atacadista. Um olhar mais atento a logística nos permite compreender que é amplamente aplicável a todas as empresas integrantes da cadeia de distribuição, aqui compreendida como o conjunto de empresas que de forma integrada permite não apenas produzir o produto, mas também disponibilizá lo ao consumidor final, por meio dos diversos canais de distribuição disponíveis. Integra essa cadeia, o pequeno varejo, que se tiver fornecedores que também aplicam o conceito de logística, proporcionando flexibilidade na quantidade e prazo nas entregas, reduz significativamente seu nível de estoque, bastando administrar algo chamado informação, seja sobre perfil de seus clientes, periodicidade de consumo, grupos de produtos e quantidades. Outro segmento que em nosso entender possui muitas empresas que apesar de ter a palavra logística pintada no furgão de seus caminhões, ainda desperdiça oportunidades por não compreender claramente o conceito básico, é o segmento de transporte rodoviário, ainda muito focado no coletar e entregar. Existem exceções é claro, com empresas que atentas a evolução do conceito e das exigências do mercado, deixaram de apenas vender frete e passaram a oferecer serviços logísticos de transporte, armazenagem e distribuição, de forma a atender necessidades semelhantes a grupos de clientes, ou até mesmo serviço personalizado, alcançando diferencial competitivo e agregando valor aos serviços prestados. CONSIDERAÇÕES FINAIS A busca pela melhoria contínua, num ambiente em constante mudança tecnológica, faz dos programas de benchmark uma prioridade para as empresas que buscam a excelência logística. Identificar melhores práticas, estejam elas onde estiverem, e sua adaptação para as condições do próprio negócio, tem se re revelado um procedimento fundamental para manter competitividade no longo prazo. A implementação do moderno conceito de logística integrada exige substanciais mudanças culturais e organizacionais, assim como significativos investimentos em tecnologia de informação. O sucesso dependerá de persistência, paciência, habilidade de negociação e conhecimento dos responsáveis pelo processo.

6 Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, REFERÊNCIAS CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A.. Metodologia científica: para uso dos estudantes universitários. 3. ed. São Paulo: McGraw Hill, FLEURY, P. F.; WANKE, P.; FIGUEIREDO, K. F. et.al. Logística empresarial. A perspectiva brasileira. São Paulo: Atlas: Gil, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5.ed. São Paulo: Atlas: MEGIDO, J. L. T.; SZULCSEWSKI, C. J. Administração estratégica de vendas e canais de distribuição. São Paulo: Atlas, 2002.

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