Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal"

Transcrição

1 SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA Jornada sobre Navegação no Rio Douro e transporte fluvial do minério de Moncorvo Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal Luis Carvalho Peixeiro Outubro, 2012 Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 1

2 ESTRUTURA DA PRESENTE COMUNICAÇÃO 1. BREVE APRESENTAÇÃO DA VIA NAVEGÁVEL DO DOURO a) Características gerais do Canal de Navegação b) A nova Barra do Douro c) As Eclusas do rio Douro d) Os Portos Comerciais existentes 2. OS PRINCIPAIS ESTRANGULAMENTOS IDENTIFICADOS a) Conclusão da dragagem de projecto do canal b) Melhoria das condições de segurança da navegação c) Criação de condições para a navegação nocturna d) Intervenções nas Eclusas 3. A CAPACIDADE DA VIA NAVEGÁVEL a) Cenários de crescimento da actividade marítimo-turística b) Cenários de crescimento da Náutica de Recreio c) Cenários de crescimento do transporte fluvial de mercadorias d) Disponibilidade das Eclusas para novos tráfegos e) Condicionantes impostas pelo regime de cheias 4. TRANSPORTE FLUVIAL DO MINÉRIO DE MONCORVO a) Identificação do Projecto b) Infra-estruturas portuárias c) Restrições a ter em conta na oferta da via navegável d) Investimentos necessários na via navegável Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 2

3 1. BREVE APRESENTAÇÃO DA VIA NAVEGÁVEL a) CARACTERÍSTICAS GERAIS DO CANAL DE NAVEGAÇÃO Uma via navegável singular Hidrovia com cerca de 200 quilómetros de extensão que permite a navegação do rio Douro desde a barra até à foz do rio Águeda, no limite com o Douro Internacional. É acessível a navios fluvio-marítimos até 2500 toneladas (atualmente apenas até ao porto comercial de Lamego). Largura do canal de navegação: 40 m (leito rochoso) a 60m (leito aluvionar) Profundidade mínima: 4,2 m (mas apenas 2,5 m entre o Pinhão e o Pocinho) Navegabilidade entre a cota 0,0m (Barra) e a cota 125,0m (Barca d Alva) Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 3

4 1. BREVE APRESENTAÇÃO DA VIA NAVEGÁVEL b) A NOVA BARRA DO RIO DOURO Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 4

5 1. BREVE APRESENTAÇÃO DA VIA NAVEGÁVEL b) A NOVA BARRA DO RIO DOURO Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 5

6 1. BREVE APRESENTAÇÃO DA VIA NAVEGÁVEL c) AS ECLUSAS DO RIO DOURO Infra-estruturas ou obras de arte? Os desníveis são vencidos por 5 Eclusas, cujas caldeiras têm comprimentos compreendidos entre 86,0 e 92,0 m e uma largura constante de 12,1 m: Crestuma-Lever (desnível máximo de 13,9 m) Carrapatelo (desnível máximo de 35,0 m) Régua (desnível máximo de 28,5 m) Valeira (desnível máximo de 33,0 m) Pocinho (desnível máximo de 22,0 m) A Eclusa do Carrapatelo, construída em 1971, é uma das maiores do mundo, vencendo um desnível de 35 m ECLUSA DO POCINHO ECLUSA DA VALEIRA ECLUSA DA RÉGUA ECLUSA DE CARRAPATELO ECLUSA DE CRESTUMA Pag. 6 Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 6

7 1. BREVE APRESENTAÇÃO DA VIA NAVEGÁVEL d) OS PORTOS COMERCIAIS EXISTENTES Porto Comercial da Sardoura Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 7

8 1. BREVE APRESENTAÇÃO DA VIA NAVEGÁVEL d) OS PORTOS COMERCIAIS EXISTENTES Porto Comercial da Várzea do Douro Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 8

9 1. BREVE APRESENTAÇÃO DA VIA NAVEGÁVEL d) OS PORTOS COMERCIAIS EXISTENTES Porto Comercial da Régua - Lamego Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 9

10 1. BREVE APRESENTAÇÃO DA VIA NAVEGÁVEL d) OS PORTOS COMERCIAIS EXISTENTES Porto de Vega Terrón Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 10

11 2. PRINCIPAIS ESTRANGULAMENTOS IDENTIFICADOS a) CONCLUSÃO DA DRAGAGEM DE PROJECTO DO CANAL Intervenção entre o Pinhão e o Pocinho Zona de intervenção estende-se desde o Pinhão (Albufeira da Régua) e o Pocinho (Albufeira da Valeira), com 2 troços críticos: Foz do Tua (Qta de Malvedos a Alegria Velha 10 km); Foz do Sabor até à barragem do Pocinho 7 km Secção de projecto: canal com largura de rasto de 40 m, taludes 2:1 (v:h) e profundidade mínima garantida 4,2m, para o Nível mínimo de Exploração das Albufeiras (NmE) Estimativa de Volumes de Escavação Cota da rasante de projecto do canal Troço/ Albufeira NmE (m) Profundidade Rasante Projecto Régua 72,00 4,2 m 67,8 m Valeira 103,50 4,2 m 99,3 m O volume global estimado de dragagem para conclusão do canal de navegação, com o perfil de projecto, é de m3 Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 11

12 2. PRINCIPAIS ESTRANGULAMENTOS IDENTIFICADOS a) CONCLUSÃO DA DRAGAGEM DE PROJECTO DO CANAL Intervenção entre o Pinhão e o Pocinho Exemplo da aplicação da medição das dragagens ao troço imediatamente a jusante da Barragem do Pocinho, com recurso ao módulo de análise do Autocad 3D Civil Extracto Carta Suporte Superfície final com os valoresao da Modelo de Digital dedeterreno Roteiro da vectorial) Via Navegável profundidade (formato Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 12

13 2. PRINCIPAIS ESTRANGULAMENTOS IDENTIFICADOS b) MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE SEGURANÇA DA NAVEGAÇÃO Modernização do Assinalamento Marítimo tendo em conta as características físicas do canal e o regime de correntes, que recomendarão os tipos de marcas a utilizar (enfiamentos em terra, farolins de sectores, balizas ou bóias, - cegas ou luminosas) e o regime de cheias e de descargas de emergência; Implementação de um Sistema AIS (Automatic Identification System) para águas interiores INLAND AIS - para garantir um correcto e eficaz controlo e seguimento permanente e em tempo real, da navegação ao longo do CN, em complemento da rede de comunicações VHF já existente; Elaboração e Operacionalização de um Plano de Emergência ou de Intervenção Rápida para a via navegável, informatizado e georeferenciado, criação de um Centro de Coordenação e, complementarmente, a Reformulação do Plano de Cheias (existente), além da elaboração de um Plano de Comunicações Integrado; Produção e publicação de Cartas de Navegação actualizadas, aprovadas pela Autoridade Marítima. Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 13

14 2. PRINCIPAIS ESTRANGULAMENTOS IDENTIFICADOS c) CRIAÇÃO DE CONDIÇÕES PARA A NAVEGAÇÃO NOCTURNA Alargamento à navegação nocturna de todas as medidas atrás referidas para melhoria das condições de segurança da navegação, incluindo eventuais medidas adicionais no assinalamento marítimo, quer em número de marcas luminosas quer na instalação de transponders especiais em algumas das bóias, que constituirão uma importante ajuda à navegação; Adequação do sistema de iluminação e de captação de imagens nas eclusas e áreas envolventes e garantia de permanência 24 horas / dia, nas várias eclusas, de meios humanos que garantam a operação dos seus equipamentos e a assistência de segurança durante a operação de eclusagem; Assegurar 24 horas / dia o Serviço de Pilotagem, na entrada / saída da barra, e o serviço dos Práticos do rio ou Mestres de Tráfego Local em toda a via navegável. Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 14

15 2. PRINCIPAIS ESTRANGULAMENTOS IDENTIFICADOS d) INTERVENÇÕES NAS ECLUSAS Em todas as eclusas os equipamentos e sub-sistemas que as compõem padecem da obsolescência técnica, logística e funcional que lhes é imposta pelos muitos anos que decorreram desde a sua entrada ao serviço. Acções/medidas estratégicas comuns a todas as eclusas que se consideraram mais importantes: Substituir os sistemas electromecânicos de actuação das portas de montante das eclusas por sistemas hidráulicos sincronizados entre lados da comporta; Dotar as portas de jusante de accionamento vertical com sincronismo activo entre lados da comporta; Instalação de sistema de CCTV com capacidade de operação e visualização nocturnas, e registo digital de imagem, para monitorização das operações de eclusagem dos navios; Trabalhos de manutenção correctiva, para repor a condição dos vedantes das comportas das eclusas; Instalação de equipamentos/sistemas de auxílio na caldeira, para escape e fuga, combate a incêndios e socorro a náufragos. Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 15

16 3. CAPACIDADE DA VIA NAVEGÁVEL a) CENÁRIOS DE CRESCIMENTO DA ACTIVIDADE MARÍTIMO-TURÍSTICA Cenário Base TMCA de passageiros na ordem de 2,0% de 2010 a 2015 e de 1,5% de 2016 a Cenário de Expansão - TMCA de passageiros na ordem de 2,8% de 2010 a 2015 e de 2,2% de 2016 a Projecções da procura da navegação marítimo-turística ECLUSA Crestuma Carrapatelo Régua Valeira Pocinho Total As eclusagens entre 2008 e 2011 da navegação marítimo-turística cresceu a uma TMCA de 2,5%, acompanhando o crescimento de passageiros previsto no Cenário de Expansão Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 16

17 Número de embarcações CAPACIDADE DA VIA NAVEGÁVEL b) CENÁRIOS DE CRESCIMENTO DA NÁUTICA DE RECREIO Projecções da procura da frota de Recreio Náutico Situação em 1994, e Cen A Cen 2032 B Cen C As eclusagens entre 2008 e 2011 da frota de Recreio Náutico cresceu a uma TMCA de 3,2%, acompanhando o crescimento da frota previsto nos Cenários A e B Cenário Base (A) TMCA da frota da ordem de 3,8% idêntica à verificada na Capitania do Douro ( ). Cenário (B) TMCA da frota da ordem de 3,0%. Cenário (C) TMCA da frota da ordem de 4,7%. ECLUSA Crestuma Carrapatelo Régua Valeira Pocinho Total Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 17

18 3. CAPACIDADE DA VIA NAVEGÁVEL c) CENÁRIOS DE CRESCIMENTO DO TRANSPORTE FLUVIAL DE MERCADORIAS Foram encarados diferentes cenários de crescimento do transporte fluvial de mercadorias nos 2 portos comerciais em actividade Sardoura e Várzea do Douro. Na última década verificou-se uma tendência clara de decréscimo da actividade. A médio / longo prazo, poderá ser travada esta queda e recuperado o valor máximo de ton, já atingido em 2004 e que é cerca de 1,7 vezes o valor registado em Evolução do tráfego nos portos comerciais em actividade Assinala-se ainda uma manifestação de interesse por parte da Dirección General de Transportes, de Espanha, para activação do Porto de Vega Terrón, com vista ao tráfego fluvial de mercadorias, envolvendo os portos de Vega Terrón e de Leixões, mas que não teve sequência até agora. Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 18

19 3. CAPACIDADE DA VIA NAVEGÁVEL d) DISPONIBILIDADE DAS ECLUSAS PARA NOVOS TRÁFEGOS Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 19

20 3. CAPACIDADE DA VIA NAVEGÁVEL d) DISPONIBILIDADE DAS ECLUSAS PARA NOVOS TRÁFEGOS PERFIL ACTUAL DE EXPLORAÇÃO DAS ECLUSAS Distribuição por tipo de operação Taxa de exploração anual (bruta) (período diurno) Perfil por tipo de meio náutico Impacto das intervenções nas eclusas (totais no período ) Total de ECLUSA intervenções Impacto Impacto Impacto planeado imprevisto total (dias) (dias) (dias) CRESTUMA ,5 12,5 CARRAPATELO 12 10,5 5 15,5 RÉGUA VALEIRA POCINHO Total 26 30,5 20,5 51 Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 20

21 3. CAPACIDADE DA VIA NAVEGÁVEL e) CONDICIONANTES IMPOSTAS PELO REGIME DE CHEIAS Número médio de dias Caudal de Dezembro a Fevereiro (acumulado) médio diário (m3/s) (Média para 11 anos hidrológicos) BARRAGEM superior a: Crestuma Carrapatelo Régua Valeira Pocinho No período de Dezembro a Fevereiro, o caudal máximo para navegar em segurança, nas condições actuais (600m3/s), é ultrapassado em: 38 dias (42% do tempo) na albufeira de Crestuma; 23 dias (26% do tempo) na albufeira de Pocinho; Mesmo para navios fluvio-marítimos tecnológicamente avançados, capazes de navegar em segurança com caudais mais elevados (800 a 1000m3/s), eles deverão parar em cerca de 30% do tempo (1 mês) neste período de Dezembro a Fevereiro Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 21

22 Local da Barragem Ferradosa Cotas (m) Foz do Sabor Pocinho 3. CAPACIDADE DA VIA NAVEGÁVEL e) CONDICIONANTES IMPOSTAS PELO REGIME DE CHEIAS Q = 700 m3/s Q = m3/s Q = m3/s Q = m3/s Q = m3/s Q = m3/s CURVA DE REGOLFO DA BARRAGEM DA VALEIRA Barragem Caudal de ponta (m3/s) T = 5 T= 10 T = 25 T = 50 T = 100 Valeira Distância à origem (km) Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 22

23 4. TRANSPORTE FLUVIAL DO MINÉRIO DE MONCORVO a) IDENTIFICAÇÃO DO PROJECTO PROJECTO DE EXPLORAÇÃO DAS MINAS DE FERRO DE MONCORVO DA MTI As embarcações a utilizar serão do tipo Douromax com um deslocamento de ton e porte útil de ton, seguras, com duplo fundo e de fácil manobrabilidade; O Projecto exige que sejam garantidos os ajustamentos da via navegável (dragagem e segurança) e a navegação nocturna; Prevê-se que cada embarcação transporte anualmente cerca de 350 mil toneladas de minério, admitindo um ciclo de transporte de 48 horas e um trabalho anual de 11 meses, perfazendo 330 eclusagens (nos dois sentidos); Com uma frota que permita uma largada do Pocinho de duas em duas horas (mínimo de 24 navios), podem ser escoadas 8,5 milhões de toneladas de minério e 17 milhões com largadas horárias e frota mínima de 48 navios; Nº anual de eclusagens exigido por este tráfego (nos dois sentidos e por eclusa): Para 8,5 milhões ton: 24 x 330 Para 17 milhões ton: 48 x eclusagens eclusagens Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 23

24 4. TRANSPORTE FLUVIAL DO MINÉRIO DE MONCORVO b) INFRA-ESTRUTURAS PORTUÁRIAS Terminal Portuário para navios graneleiros fluvio-marítimos, implantado na margem direita, imediatamente a jusante da Barragem do Pocinho Parque de recepção e stocagem do minério (cota superior ao nível da maior cheia) Sistema Stacker-Reclaimer s de recolha e alimentação do equipamento de carga dos navios Cais de carga dos navios (mínimo de dois postos) Porto de estacionamento e aprestamento da frota de graneleiros, implantado na margem direita, na Albufeira do Pocinho Cais de espera junto às eclusas para facilitar a gestão do tráfego e contribuir para optimizar a exploração das eclusas (redução das eclusagens de preparação) Estaleiro de Reparação Naval para apoio a esta frota e, em complemento, a toda a restante navegação que opera no Douro Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 24

25 4. TRANSPORTE FLUVIAL DO MINÉRIO DE MONCORVO c) RESTRIÇÕES A TER EM CONTA NA OFERTA DA VIA NAVEGÁVEL DISPONIBILIDADE DAS ECLUSAS Disponibilidade de eclusagem em Crestuma (descontadas as eclusagens de manutenção) Navegação apenas diurna eclusagens (1 eclusagem 45 min) Navegação diurna + nocturna eclusagens (1 eclusagem 45 min) Operacionalidade efectiva do tráfego tradicional na Eclusa de Crestuma Média dos últimos 4 anos eclusagens (com navios/embarcações) No ano (crescimento de 15% de eclusagens do tráfego tradicional) Utilização pelo novo tráfego de minérios de cerca de metade das eclusagens de preparação que actualmente se verificam no regime diurno; Inexistência de eclusagens de preparação na navegação nocturna (essencialmente transporte de minérios) Disponibilidade remanescente das eclusas para o tráfego de minérios, no horizonte 2020 (canal não navegável em 1 mês/ano, por razões hidrodinâmicas) 11 meses/ano Diurno Diurno + nocturno eclusagens eclusagens Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 25

26 4. TRANSPORTE FLUVIAL DO MINÉRIO DE MONCORVO c) RESTRIÇÕES A TER EM CONTA NA OFERTA DA VIA NAVEGÁVEL ESTIMATIVA DA QUANTIDADE DE MINÉRIO POTENCIALMENTE TRANSPORTÁVEL ATRAVÉS DA VIA NAVEGÁVEL DO DOURO Considerando : 1 eclusagem de descida 1 navio toneladas de carga Temos: Navegação 11 meses/ano Regime Eclusagens com navios carregados ton/ano Diurno Diurno + nocturno Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 26

27 4. TRANSPORTE FLUVIAL DO MINÉRIO DE MONCORVO c) RESTRIÇÕES A TER EM CONTA NA OFERTA DA VIA NAVEGÁVEL O CONSUMO DE ÁGUA NAS OPERAÇÕES DE ECLUSAGEM As 4 eclusagens feitas por viagem de navio carregado de minério retiram ao ciclo de produção de energia apenas o volume de água equivalente ao volume de uma caldeira das eclusas atravessadas, ou seja, cerca de m3. Em termos energéticos, essa perda corresponde à energia potencial deste volume de água com uma queda da ordem de 105m (NPA da Alfufeira da Valeira em relação ao nível do mar). (-) (-) (+) (+) (-) (+) (-) m3 Na fase de pleno aproveitamento da capacidade da VN o intervalo entre eclusagens com navios carregados será de 90 minutos, o que significa que o caudal não turbinado, durante os 11 meses de operacionalidade da via navegável, será: m3/5400segundos = 5,5m3/segundo. Este caudal desviado do ciclo energético do Douro, na situação limite de exploração da VN, não ultrapassará cerca de 1% do caulal efluente médio diário, que é de 530m3/s em Crestuma e poderá ter um peso ainda menor quando gerido como parte do caudal regularmente descarregado pelas barragens sem ser turbinado, para regularização dos níveis das albufeiras ou outras razões. Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 27

28 4. TRANSPORTE FLUVIAL DO MINÉRIO DE MONCORVO d) INVESTIMENTOS NECESSÁRIOS NA VIA NAVEGÁVEL Custos estimados no ESTUDO DE DESENVOLVIMENTO DA NAVEGABILIDADE NO RIO DOURO, a preços de 2010 Canal de navegação (dragagem do canal com rasto de 40 m e 4,2 m de profundidade) 25,5 milhões de euros Eclusas (melhoria dos equipamentos e segurança) 19,5 milhões de euros Segurança (assinalamento marítimo, seguimento e controlo de navegação AIS, plano de emergência / contingência) 9,5 milhões de euros Investimento total 55 milhões Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 28

29 OBRIGADO PELA ATENÇÃO DISPENSADA Navegação no rio Douro Infra-estruturas e canal 29

Estatística Via Navegável do Douro (VND) 2014

Estatística Via Navegável do Douro (VND) 2014 Estatística Via Navegável do Douro (VND) 214 1. Introdução A Delegação do Douro do IMT, I.P., no âmbito das suas atribuições e competências no que concerne à navegabilidade do douro, da responsabilidade

Leia mais

NAVEGAÇÃO NO RIO DOURO E TRANSPORTE FLUVIAL DO MINÉRIO DE MONCORVO

NAVEGAÇÃO NO RIO DOURO E TRANSPORTE FLUVIAL DO MINÉRIO DE MONCORVO INTRODUÇÃO E PROGRAMA DA JORNADA MEIOS NECESSÁRIOS PARA A EXPANSÃO DA NAVEGAÇÃO VIABILIDADE DO TRANSPORTE DO MINÉRIO ALGUMAS CONCLUSÕES 1 RIO DOURO VIA NAVEGÁVEL 2 RIO DOURO APROVEITAMENTO HIDROELÉTRICO

Leia mais

SEGURANÇA DA NAVEGAÇÃO no CANAL NAVEGÁVEL DO RIO DOURO

SEGURANÇA DA NAVEGAÇÃO no CANAL NAVEGÁVEL DO RIO DOURO SEGURANÇA DA NAVEGAÇÃO no CANAL NAVEGÁVEL DO RIO DOURO ORLANDO TEMES DE OLIVEIRA 1 SEGURANÇA DA NAVEGAÇÃO NO CN Regulamento da VN Canal Navegável (CN) Documentos naúticos Assinalamento Marítimo Sistema

Leia mais

Sistema GEODOURO. A LOCALIZAÇÃO ELECTRÓNICA DE EMBARCAÇÕES NA VIA NAVEGÁVEL DO DOURO. LOPES, Francisco; MASSA, Luís

Sistema GEODOURO. A LOCALIZAÇÃO ELECTRÓNICA DE EMBARCAÇÕES NA VIA NAVEGÁVEL DO DOURO. LOPES, Francisco; MASSA, Luís Sistema GEODOURO. A LOCALIZAÇÃO ELECTRÓNICA DE EMBARCAÇÕES NA VIA NAVEGÁVEL DO DOURO. LOPES, Francisco; MASSA, Luís PALAVRAS CHAVE: Embarcações, Localização, Electrónica Apresentação do sistema GEODOURO

Leia mais

Linha do Douro A Importância da Interoperabilidade dos Transportes Ferroviário e Fluvial na Estratégia de Desenvolvimento do Turismo do Vale do Douro

Linha do Douro A Importância da Interoperabilidade dos Transportes Ferroviário e Fluvial na Estratégia de Desenvolvimento do Turismo do Vale do Douro Alberto Aroso - (texto) Dario Silva - (fotos) I I www.transportesemrevista.com I 6 Linha do Douro A Importância da Interoperabilidade dos Transportes Ferroviário e Fluvial na Estratégia de Desenvolvimento

Leia mais

NAVEGAÇÃO NO RIO DOURO E TRANSPORTE FLUVIAL DO MINÉRIO DE MONCORVO. É esta a pergunta chave da apresentação, mas deixemos a resposta para o fim.

NAVEGAÇÃO NO RIO DOURO E TRANSPORTE FLUVIAL DO MINÉRIO DE MONCORVO. É esta a pergunta chave da apresentação, mas deixemos a resposta para o fim. NAVEGAÇÃO NO RIO DOURO E TRANSPORTE FLUVIAL DO MINÉRIO DE MONCORVO 1 Introdução e programa da Jornada Que futuro para a navegação do Douro? É esta a pergunta chave da apresentação, mas deixemos a resposta

Leia mais

NAVEGABILIDADE do ESTUÁRIO do TEJO - APL

NAVEGABILIDADE do ESTUÁRIO do TEJO - APL PLANEAMENTO, COMPETITIVIDADE e SUSTENTABILIDADE 1. Aspectos Gerais da Navegabilidade no Estuário 2. Situação Actual e Futuro 2.1. Assinalamento Marítimo e Apoios à Navegação 2.2. Manutenção de Fundos Dragagens

Leia mais

PROJECTO DE EXPANSÃO E MODERNIZAÇÃO DO PORTO DA PRAIA.

PROJECTO DE EXPANSÃO E MODERNIZAÇÃO DO PORTO DA PRAIA. PROJECTO DE EXPANSÃO E MODERNIZAÇÃO DO PORTO DA PRAIA. Objecto Geral do projecto: Este projecto insere-se no âmbito do "Projecto Infra-estrutura" do MCA-CV (Millennium Challenge Account Cabo Verde) e tem

Leia mais

E S T A D O D O P A R A N Á SECRETARIA DE ESTADO DE INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA. Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina Superintendência

E S T A D O D O P A R A N Á SECRETARIA DE ESTADO DE INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA. Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina Superintendência 7. OS ELEMENTOS DE INTERESSE NO PDZPO Este capítulo apresentará os elementos condicionantes do PDZPO incluídos no PA, quais sejam: As projeções de fluxos de carga; A frota prevista; Os usos previstos do

Leia mais

PORTO FLUVIAL DE PORTO DE PORTO ALEGRE

PORTO FLUVIAL DE PORTO DE PORTO ALEGRE PORTO FLUVIAL DE PORTO DE PORTO ALEGRE Integrantes: Mauricio Beinlich Pedro Granzotto Características físicas: O Porto de Porto Alegre é o mais meridional do Brasil. Geograficamente, privilegiado em sua

Leia mais

AS ENERGIAS DO PRESENTE E DO FUTURO 21, 22 de Novembro de 2005 ENERGIA HÍDRICAH

AS ENERGIAS DO PRESENTE E DO FUTURO 21, 22 de Novembro de 2005 ENERGIA HÍDRICAH AS ENERGIAS DO PRESENTE E DO FUTURO 21, 22 de Novembro de 2005 ENERGIA HÍDRICAH ANTÓNIO NIO GONÇALVES HENRIQUES APROVEITAMENTOS HIDRO-ELÉCTRICOS EM PORTUGAL 35 médios m e grandes aproveitamentos hidroeléctricos

Leia mais

MARINHA MERCANTE COMO UM DOS FACTORES IMPULSIONADORES DE DESENVOLVIMENTO

MARINHA MERCANTE COMO UM DOS FACTORES IMPULSIONADORES DE DESENVOLVIMENTO MARINHA MERCANTE COMO UM DOS FACTORES IMPULSIONADORES DE DESENVOLVIMENTO Arlindo Zandamela Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) Lisboa, Portugal Zandamela.arlindo@gmail.com Sumário

Leia mais

SIIG Sistema de Identificação e Informação Geográfica

SIIG Sistema de Identificação e Informação Geográfica Especializações em Transportes e Vias de Comunicação e Sistemas de Informação Geográfica Transportes / SIG / INSPIRE Painel Lisboa 6 novembro 2012 SIIG Sistema de Identificação e Informação Geográfica

Leia mais

LOCALIZAÇÃO DO NOVO TERMINAL DE CONTENTORES NO BARREIRO

LOCALIZAÇÃO DO NOVO TERMINAL DE CONTENTORES NO BARREIRO LOCALIZAÇÃO DO NOVO TERMINAL DE CONTENTORES NO BARREIRO Acessos Marítimos Terminal Contentores no Barreiro 1 LOCALIZAÇÃO Distância Barra do Tejo TCB = cerca de 10 milhas Tempo de percurso = cerca de 1

Leia mais

Base Legal da Ação Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001, arts. 81 e 82; Lei nº 5.917, de 10 de Setembro de 1973, e suas alterações.

Base Legal da Ação Lei nº 10.233, de 5 de junho de 2001, arts. 81 e 82; Lei nº 5.917, de 10 de Setembro de 1973, e suas alterações. Programa 2073 - Transporte Hidroviário Número de Ações 107 110S - Melhoramentos no Canal de Navegação da Hidrovia dos Rios Paraná e Paraguai Garantia da navegabilidade durante todo o ano na hidrovia, mediante

Leia mais

DESENVOLVIMENTO PORTUÁRIO DA ILHA BOA VISTA

DESENVOLVIMENTO PORTUÁRIO DA ILHA BOA VISTA PERSPECTIVAS DE DESENVOLVIMENTO PORTUÁRIO DA ILHA BOA VISTA A Economia Caboverdiana tem resistido relativamente bem a crise mundial graças uma boa politica macroeconómica: a divida externa reduziu consideravelmente,

Leia mais

Transporte Marítimo e Portos

Transporte Marítimo e Portos Transporte Marítimo e Portos Disposição de Terminais num Porto - 1 Disposição geral do porto de Leixões. 1 Disposição de Terminais num Porto - 2 Porto de Rotterdam (Holanda), o maior porto europeu. Disposição

Leia mais

PESQUISA CNT DA NAVEGAÇÃO INTERIOR 2013

PESQUISA CNT DA NAVEGAÇÃO INTERIOR 2013 PESQUISA CNT DA NAVEGAÇÃO INTERIOR 2013 Considerando o potencial de expansão do transporte hidroviário, a sua importância para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil e a necessidade

Leia mais

APROVEITAMENTO HIDROELÉCTRICO DE AGILDE

APROVEITAMENTO HIDROELÉCTRICO DE AGILDE APROVEITAMENTO HIDROELÉCTRICO DE AGILDE Ribeira de Santa Natália Concelho de Celorico de Basto Acesso rodoviário Açude Canal e conduta forçada Câmara de carga Central hidroeléctrica O aproveitamento hidroeléctrico

Leia mais

P R O J E T O D E P E S Q U IS A IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO. Título: Projeto de Portos no Amazonas. Aluno Pesquisador:Ricardo Almeida Sanches

P R O J E T O D E P E S Q U IS A IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO. Título: Projeto de Portos no Amazonas. Aluno Pesquisador:Ricardo Almeida Sanches P R O J E T O D E P E S Q U IS A IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO Título: Projeto de Portos no Amazonas Aluno Pesquisador:Ricardo Almeida Sanches Curso: Engenharia Civil Duração: fevereiro de 2008 a junho de 2008

Leia mais

TENDÊNCIAS ACTUAIS DA LEGISLAÇÃO DE BARRAGENS. Laura Caldeira

TENDÊNCIAS ACTUAIS DA LEGISLAÇÃO DE BARRAGENS. Laura Caldeira TENDÊNCIAS ACTUAIS DA LEGISLAÇÃO DE BARRAGENS Laura Caldeira Índice 1. Conceitos de segurança estrutural 2. Conceitos de risco 3. Utilização de sistemas de classificação 4. Considerações finais 2 1. Conceitos

Leia mais

Contributo da AIA no âmbito da Segurança Marítima

Contributo da AIA no âmbito da Segurança Marítima CNAI 10 4ª Conferência Nacional de Avaliação de Impactes Contributo da AIA no âmbito da Segurança Marítima Victor F. Plácido da Conceição Vila Real Trás-os-Montes, 20 de Outubro de 2010 Agenda 1. O Instituto

Leia mais

MINISTÉRIO DO EQUIPAMENTO, DO PLANEAMENTO E DA ADMINISTRAÇÃO DO TERRITÓRIO E MINISTÉRIO DO AMBIENTE

MINISTÉRIO DO EQUIPAMENTO, DO PLANEAMENTO E DA ADMINISTRAÇÃO DO TERRITÓRIO E MINISTÉRIO DO AMBIENTE MINISTÉRIO DO EQUIPAMENTO, DO PLANEAMENTO E DA ADMINISTRAÇÃO DO TERRITÓRIO E MINISTÉRIO DO AMBIENTE DECRETO-LEI N.º 344-A/98 DE 6 DE NOVEMBRO, QUE APROVA O REGULAMENTO DA VIA NAVEGÁVEL DO DOURO O Decreto-Lei

Leia mais

Hidrologia, Ambiente e Recursos Hídricos 2009 / 2010. Rodrigo Proença de Oliveira

Hidrologia, Ambiente e Recursos Hídricos 2009 / 2010. Rodrigo Proença de Oliveira Hidrologia, Ambiente e Recursos Hídricos 2009 / 2010 Rodrigo Proença de Oliveira Simulação do funcionamento de uma albufeira IST: Hidrologia, Ambiente e Recursos Hídricos Rodrigo Proença de Oliveira, 2009

Leia mais

GESTÃO E ESTRATÉGIA PORTUÁRIA 5 MÓDULOS 2 SEMINÁRIOS VISITAS TÉCNICAS

GESTÃO E ESTRATÉGIA PORTUÁRIA 5 MÓDULOS 2 SEMINÁRIOS VISITAS TÉCNICAS P Ó S - G R A D U A Ç Ã O GESTÃO E ESTRATÉGIA PORTUÁRIA 5 MÓDULOS 2 SEMINÁRIOS VISITAS TÉCNICAS 2ª EDIÇÃO DATA 22 DE MAIO A 29 DE JUNHO E DE 17 A 27 DE SETEMBRO CARGA HORÁRIA 191 HORAS LOCAL CENTRO DE

Leia mais

(RE)VIVER O TEJO (Fórum Empresarial do Mar)

(RE)VIVER O TEJO (Fórum Empresarial do Mar) (RE)VIVER O TEJO (Fórum Empresarial do Mar) Projectos Previstos para o Estuário do Tejo Porto Multifuncional TURISMO CARGA CRUZEIROS NÁUTICA RECREIO DESPORTO MARÍTIMO- TURÍSTICA OUTRAS TUTELLE CONTENTORES

Leia mais

11.º Congresso Nacional ADFERSIT Sistema Portuário Português: Contributo para a Competitividade das Cadeias Logísticas Multimodais

11.º Congresso Nacional ADFERSIT Sistema Portuário Português: Contributo para a Competitividade das Cadeias Logísticas Multimodais 11.º Congresso Nacional ADFERSIT Sistema Portuário Português: Contributo para a Competitividade das Cadeias Logísticas Multimodais João Pedro Braga da Cruz 17 de Outubro de 2013 1. Introdução Uma das características

Leia mais

ELEMENTOS NECESSÁRIOS À INSTRUÇÃO DO PEDIDO DE TÍTULO DE UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS

ELEMENTOS NECESSÁRIOS À INSTRUÇÃO DO PEDIDO DE TÍTULO DE UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS ELEMENTOS NECESSÁRIOS À INSTRUÇÃO DO PEDIDO DE TÍTULO DE UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS HÍDRICOS I. IDENTIFICAÇÃO DO REQUERENTE Nome/Denominação social, identificação fiscal n.º, com residência/sede em, código

Leia mais

22/11/2012. Principais características / Acessos. Índice. Os SIG aplicados à Gestão Portuária. Porto de Sines Porta Atlântica da Europa

22/11/2012. Principais características / Acessos. Índice. Os SIG aplicados à Gestão Portuária. Porto de Sines Porta Atlântica da Europa 22/11/2012 Índice Enquadramento do Porto de Sines SIG Histórico Porto de Sines Principais Características Os SIG aplicados à Gestão Portuária Projeto SIIG SIIG - Sistema de Identificação e Informação Geográfica

Leia mais

O que é o porto de Leixões. O porto de Leixões é o maior porto artificial de Portugal.

O que é o porto de Leixões. O porto de Leixões é o maior porto artificial de Portugal. Porto de leixões O que é o porto de Leixões O porto de Leixões é o maior porto artificial de Portugal. História do porto de Leixões O porto de Leixões foi construído na foz do rio leça, aproveitando três

Leia mais

Redes de Acesso Unificado: Oportunidade ou Necessidade

Redes de Acesso Unificado: Oportunidade ou Necessidade Cisco Innovation Day 20 maio 2014 Porto Estádio do Dragão O que é a APDL? APDL Administração dos Portos do Douro e Leixões, SA - Sociedade Anónima de capitais exclusivamente públicos Tem como função a

Leia mais

Logística e Gestão da Distribuição

Logística e Gestão da Distribuição Logística e Gestão da Distribuição Depositos e política de localização (Porto, 1995) Luís Manuel Borges Gouveia 1 1 Depositos e politica de localização necessidade de considerar qual o papel dos depositos

Leia mais

O PAPEL DA AUTORIDADE MARÍTIMA PORTUÁRIA NA GARANTIA DA SEGURANÇA DA CARGA, NOS NAVIOS E NO ESPAÇO PORTUÁRIO

O PAPEL DA AUTORIDADE MARÍTIMA PORTUÁRIA NA GARANTIA DA SEGURANÇA DA CARGA, NOS NAVIOS E NO ESPAÇO PORTUÁRIO O PAPEL DA AUTORIDADE MARÍTIMA PORTUÁRIA NA GARANTIA DA SEGURANÇA DA CARGA, NOS NAVIOS E NO ESPAÇO PORTUÁRIO Victor Alexandre de Carvalho Director Geral do IMPA Instituto Marítimo Portuário de Angola 1

Leia mais

OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTO NO SECTOR DOS TRANSPORTES E LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO

OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTO NO SECTOR DOS TRANSPORTES E LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTO NO SECTOR DOS TRANSPORTES E LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO FÓRUM ECONÓMICO E DE NEGÓCIOS ANGOLA-ITÁLIA Fevereiro 2014 INDÍCE: Estratégia do Sector 2013-2017; Áreas/Projectos com

Leia mais

21 ANEXO IV MAPA GLOBAL DOS PROJETOS PRIORITÁRIOS

21 ANEXO IV MAPA GLOBAL DOS PROJETOS PRIORITÁRIOS ANEXO IV MAPA GLOBAL DOS PROJETOS PRIORITÁRIOS 1330 .1 SECTOR FERROVIÁRIO PROJETO - PRIV. PUB. RTE-T CORREDOR DA FACHADA ATLÂNTICA 734 0 5 0 2 Conclusão do Plano de Modernização -Linha do Norte 400 300

Leia mais

AULA 5. PROJECTO DE SANEAMENTO Aula 5 - Sumário RESERVATÓRIOS

AULA 5. PROJECTO DE SANEAMENTO Aula 5 - Sumário RESERVATÓRIOS PROJECTO DE SANEAMENTO Aula 5 - Sumário AULA 5 RESERVATÓRIOS Função dos reservatórios. Tipos de Reservatórios. Localização. Aspectos construtivos. Órgãos e Acessórios e Instrumentação. Dimensionamento

Leia mais

Projeto PLADE (JICA) Foz do Rio Itajaí-Açu. Por: Dr. João Luiz Baptista de Carvalho

Projeto PLADE (JICA) Foz do Rio Itajaí-Açu. Por: Dr. João Luiz Baptista de Carvalho Projeto PLADE (JICA) Foz do Rio Itajaí-Açu Por: Dr. João Luiz Baptista de Carvalho Para a região da foz do Itajaí-Açu Melhoramento fluvial ao longo do rio Itajaí; Canal extravasor; Melhoramento fluvial

Leia mais

Concurso Público de Concepção para a Elaboração do Projecto do Terminal de Cruzeiros de Lisboa

Concurso Público de Concepção para a Elaboração do Projecto do Terminal de Cruzeiros de Lisboa Concurso Público de Concepção para a Elaboração do Projecto do Terminal de Cruzeiros de Lisboa Breve descrição do projecto Constituem-se como objectivos estratégicos do projecto do Terminal de Cruzeiros

Leia mais

Desempenho energético dos edifícios o impacto dos regulamentos na construção e as oportunidades de melhoria do parque habitacional

Desempenho energético dos edifícios o impacto dos regulamentos na construção e as oportunidades de melhoria do parque habitacional Desempenho energético dos edifícios o impacto dos regulamentos na construção e as oportunidades de melhoria do parque habitacional Paulo Santos ADENE Agência para a Energia Nuno Baptista ADENE Agência

Leia mais

PROJECTO DA ESTAÇÃO ELEVATÓRIA PRINCIPAL DE PEDRÓGÃO, NA PERSPECTIVA DOS EQUIPAMENTOS

PROJECTO DA ESTAÇÃO ELEVATÓRIA PRINCIPAL DE PEDRÓGÃO, NA PERSPECTIVA DOS EQUIPAMENTOS PROJECTO DA ESTAÇÃO ELEVATÓRIA PRINCIPAL DE PEDRÓGÃO, NA PERSPECTIVA DOS EQUIPAMENTOS Pedro SANTOS Eng.º Mecânico, COBA, Av. 5 de Outubro, 323, 1649-011 Lisboa, +351210125000, pgs@coba.pt Luís GUSMÃO Eng.º

Leia mais

Principais Investimentos em Infraestruturas Portuárias em Portugal um Balanço da última década. 1.º Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa

Principais Investimentos em Infraestruturas Portuárias em Portugal um Balanço da última década. 1.º Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa + 1 Principais Investimentos em Infraestruturas Portuárias em Portugal um Balanço da última década 1.º Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa José Luís Cacho Presidente da Associação de Portos de

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA BARRAGEM ECLUSA DO CANAL SÃO GONÇALO PARA A REDE PORTUÁRIA TRANSFRONTEIRIÇA VIA HIDROVIA BRASIL URUGUAI

A IMPORTÂNCIA DA BARRAGEM ECLUSA DO CANAL SÃO GONÇALO PARA A REDE PORTUÁRIA TRANSFRONTEIRIÇA VIA HIDROVIA BRASIL URUGUAI A IMPORTÂNCIA DA BARRAGEM ECLUSA DO CANAL SÃO GONÇALO PARA A REDE PORTUÁRIA TRANSFRONTEIRIÇA VIA HIDROVIA BRASIL URUGUAI Este artigo tem como objetivo abordar a importância estratégica da Barragem Eclusa

Leia mais

Sec. XIX Porta de entrada dos imigrantes e comércio fluvial. 2001-1905 Primeiro estudos técnicos 1914 Construção do molhe sul 1938 Primeiro trecho do

Sec. XIX Porta de entrada dos imigrantes e comércio fluvial. 2001-1905 Primeiro estudos técnicos 1914 Construção do molhe sul 1938 Primeiro trecho do Sec. XIX Porta de entrada dos imigrantes e comércio fluvial. 2001-1905 Primeiro estudos técnicos 1914 Construção do molhe sul 1938 Primeiro trecho do cais (233m) 1950/56 Complementação do cais (total 703m)

Leia mais

Visão Ser o porto de referência para as cadeias logísticas da costa leste de África.

Visão Ser o porto de referência para as cadeias logísticas da costa leste de África. Corredor de Nacala Engloba : O Porto de Nacala, elemento central do Corredor; O Sistema ferroviário do Norte de Moçambique O Sistema ferroviário do Malawi; e O troço ferroviário Mchinji/Chipata, que permite

Leia mais

Informações do Porto de Ilha Guaíba

Informações do Porto de Ilha Guaíba Informações do Porto de Ilha Guaíba Sumário 1. Introdução... 3 2. História e Desenvovimento do Porto... 3 3. Vista Panorâmica de Ilha Guaíba... 4 4. Infra-Estrutura Portuária... 4 4.1. Localização... 4

Leia mais

Observação do Comportamento Estrutural da Barragem de Beliche após a Realização de Obras de Reabilitação

Observação do Comportamento Estrutural da Barragem de Beliche após a Realização de Obras de Reabilitação Observação do Comportamento Estrutural da Barragem de Beliche após a Realização de Obras de Reabilitação Fernando Pardo de Santayana Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Lisboa, Portugal RESUMO:

Leia mais

As tecnologias ao serviço da prevenção e segurança no contexto das pescas portuguesas

As tecnologias ao serviço da prevenção e segurança no contexto das pescas portuguesas As tecnologias ao serviço da prevenção e segurança no contexto das pescas portuguesas ZODPORT EQUIPAMENTOS, ASSISTÊNCIA E ENGENHARIA, S.A. EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA MARÍTIMA 1 ZODPORT 2 INTERNATIONAL MARITIME

Leia mais

Av. Mauá, nº 1.050 Centro Porto Alegre CEP 90010-110 Telefone: 3288-9200 e-mail: executiva@sph.rs.gov.br

Av. Mauá, nº 1.050 Centro Porto Alegre CEP 90010-110 Telefone: 3288-9200 e-mail: executiva@sph.rs.gov.br Av. Mauá, nº 1.050 Centro Porto Alegre CEP 90010-110 Telefone: 3288-9200 e-mail: executiva@sph.rs.gov.br PORTO DE PORTO ALEGRE Histórico: Início da obra: 28 de outubro de 1911, pelo Governo Federal construído

Leia mais

BOAS PRÁTICAS AMBIENTAIS NA RECUPERAÇÃO DE PEDREIRAS: GESTÃO DA ÁGUA E SISTEMAS DE DRENAGEM. Carla Rolo Antunes

BOAS PRÁTICAS AMBIENTAIS NA RECUPERAÇÃO DE PEDREIRAS: GESTÃO DA ÁGUA E SISTEMAS DE DRENAGEM. Carla Rolo Antunes BOAS PRÁTICAS AMBIENTAIS NA RECUPERAÇÃO DE PEDREIRAS: Carla Rolo Antunes Recuperação DL nº 270/2001, 6 out. 2001 (DL nº 340/2007, 12 out. 2007) normas para projeto, exploração, encerramento e desativação

Leia mais

CANAL DE ACESSO DO PORTO DE PARANAGUÁ : ASPECTOS SOB A ÉGIDE DA AUTORIDADE MARÍTIMA BRASILEIRA (AMB)

CANAL DE ACESSO DO PORTO DE PARANAGUÁ : ASPECTOS SOB A ÉGIDE DA AUTORIDADE MARÍTIMA BRASILEIRA (AMB) CANAL DE ACESSO DO PORTO DE PARANAGUÁ : ASPECTOS SOB A ÉGIDE DA AUTORIDADE MARÍTIMA BRASILEIRA (AMB) SUMÁRIO A QUESTÃO DA SEGURANÇA DA NAVEGAÇÃO SITUAÇÃO ATUAL DO CANAL DE ACESSO AOPORTO DE PARANAGUÁ A

Leia mais

Vetor UF Nome Localização / Descrição Tipo de Intervenção PAC? Status Extensão

Vetor UF Nome Localização / Descrição Tipo de Intervenção PAC? Status Extensão Angra dos Reis/ Angra dos Reis/ Ampliação/Melhorias Não Planejado 30.000 N.A. Pós 2015 Angra dos Reis: ampliação do Pátio de Aeronaves, Terminal de Passageiros e Ampliação de Pista. Área do Terminal: 450m2.

Leia mais

SETOR DE TRANSPORTE... 3. 1. TRANSPORTE AQUAVIÁRIO... 5 1.1. Transporte hidroviário marítimo... 5 1.2. Transporte hidroviário fluvial...

SETOR DE TRANSPORTE... 3. 1. TRANSPORTE AQUAVIÁRIO... 5 1.1. Transporte hidroviário marítimo... 5 1.2. Transporte hidroviário fluvial... Versão em EDIÇÃO SETOR DE TRANSPORTE... 3 1. TRANSPORTE AQUAVIÁRIO... 5 1.1. Transporte hidroviário marítimo... 5 1.2. Transporte hidroviário fluvial... 5 2. TRANSPORTE TERRESTRE... 7 2.1. Estruturas Rodoviárias...

Leia mais

Gestão Financeira do Espaço Portuário: Visão Institucional AMADEU ROCHA

Gestão Financeira do Espaço Portuário: Visão Institucional AMADEU ROCHA Gestão Financeira do Espaço Portuário: Visão Institucional AMADEU ROCHA 1. Introdução 2. Modelo de Gestão dos Portos Portugueses 3. O Regime de Gestão Financeira dos Portos 4. Conclusão 2 1. Introdução

Leia mais

Plano de Segurança da Água: gestão do risco e emergências Um caso prático

Plano de Segurança da Água: gestão do risco e emergências Um caso prático Sessão Temática AdP Planos de Segurança da Água em Portugal: Onde estamos, para onde vamos Plano de Segurança da Água: gestão do risco e emergências Um caso prático Inês Freitas Responsável pelo Sistema

Leia mais

Requalificação da Frente Ribeirinha do Concelho de Vila Franca de Xira Polis & Polis XXI

Requalificação da Frente Ribeirinha do Concelho de Vila Franca de Xira Polis & Polis XXI Requalificação da Frente Ribeirinha do Concelho de Vila Franca de Xira Polis & Polis XXI Luís Matas de Sousa Director do Projecto de Requalificação Urbana da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira Área

Leia mais

Porto de Lisboa. Desenvolvimento portuário e Competitividade. Dr. Manuel Frasquilho. Presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa

Porto de Lisboa. Desenvolvimento portuário e Competitividade. Dr. Manuel Frasquilho. Presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa Porto de Lisboa Desenvolvimento portuário rio, Logística e Competitividade Dr. Manuel Frasquilho Presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa 18 de Abril de 2007 Porto de Lisboa Porto de

Leia mais

MODERNIZAÇÃO E OPERACIONALIZAÇÃO DAS ESTAÇÕES AUTOMÁTICAS DAS REDES DE MONITORIZAÇÃO HIDRO METEOROLÓGICA

MODERNIZAÇÃO E OPERACIONALIZAÇÃO DAS ESTAÇÕES AUTOMÁTICAS DAS REDES DE MONITORIZAÇÃO HIDRO METEOROLÓGICA MODERNIZAÇÃO E OPERACIONALIZAÇÃO DAS ESTAÇÕES AUTOMÁTICAS DAS REDES DE MONITORIZAÇÃO HIDRO METEOROLÓGICA Lisboa, 18 de julho de 2014 Cláudia Brandão APA Missão Propor, desenvolver e acompanhar a gestão

Leia mais

PLANO DIRECTOR DO AEROPORTO REGIONAL DE BRAGANÇA

PLANO DIRECTOR DO AEROPORTO REGIONAL DE BRAGANÇA DEZEMBRO DE 2008 ÍNDICE PLANO DIRECTOR... 2 1.1. INTRODUÇÃO... 2 1.1.1. Antecedentes... 2 1.1.2. Análise da envolvente... 2 1.1.3. Situação actual do aeroporto... 2 1.1.4. Situação futura... 3 1.2. OBJECTIVOS

Leia mais

Grupo Investidor 50,1% 24,5% 24,5% 0,9%

Grupo Investidor 50,1% 24,5% 24,5% 0,9% Gerência Técnica Grupo Investidor 50,1% 24,5% 24,5% 0,9% Grupo Construtor Obras Civis e Montagem Eletromecânica Engenharia Contratada: Fornecimentos Eletromecânicos Fornecimentos Eletromecânicos Principais

Leia mais

PORTO DE PELOTAS PLANO DE DESENVOLVIMENTO E ZONEAMENTO PORTUÁRIO

PORTO DE PELOTAS PLANO DE DESENVOLVIMENTO E ZONEAMENTO PORTUÁRIO PORTO DE PELOTAS PLANO DE DESENVOLVIMENTO E ZONEAMENTO PORTUÁRIO Í N D I C E Aprovações e Alterações Resolução nº. 011, de 11 de Fevereiro de 2010, do Conselho de Autoridade Portuária do Porto de Pelotas/RS

Leia mais

O movimento de passageiros nos aeroportos nacionais em tráfego comercial totalizou 32,6 milhões em 2013 (+4,9%).

O movimento de passageiros nos aeroportos nacionais em tráfego comercial totalizou 32,6 milhões em 2013 (+4,9%). Estatísticas dos Transportes e Comunicações 2013 13 de novembro de 2014 Dinâmicas diferenciadas nos vários modos de transporte Passageiros transportados aumentaram nos aeroportos nacionais (+4,9%) mas

Leia mais

Central Hidroeléctrica da Calheta de Inverno

Central Hidroeléctrica da Calheta de Inverno Central Hidroeléctrica da Calheta de Inverno Descrição Geral A Central da Calheta de Inverno foi construída em 1992, com o objectivo de aproveitar os caudais excedentários ao abastecimento público e garantidos

Leia mais

O Novo terminal de Contentores de Leixões e a remodelação do Porto de Pesca Emílio Brògueira Dias 1, José Luis Estrada 2, Ruis Passos Mealha 3

O Novo terminal de Contentores de Leixões e a remodelação do Porto de Pesca Emílio Brògueira Dias 1, José Luis Estrada 2, Ruis Passos Mealha 3 O Novo terminal de Contentores de Leixões e a remodelação do Porto de Pesca Emílio Brògueira Dias 1, José Luis Estrada 2, Ruis Passos Mealha 3 1 Administração dos Portos de Douro e Leixões, SA, Portugal

Leia mais

A NAVEGAÇÃO FLUVIAL NA AMAZÔNIA AMAZONAV LTDA

A NAVEGAÇÃO FLUVIAL NA AMAZÔNIA AMAZONAV LTDA A NAVEGAÇÃO FLUVIAL NA AMAZÔNIA CARACTERÍSTICAS Área aproximada em km²: 3.900.000 23.000 Km de rios navegáveis. Estados Abrangidos: Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Amapá e norte do Mato Grosso

Leia mais

REGULAMENTO DE OPERAÇÃO DAS INFRA-ESTRUTURAS

REGULAMENTO DE OPERAÇÃO DAS INFRA-ESTRUTURAS REGULAMENTO DE OPERAÇÃO DAS INFRA-ESTRUTURAS DO SECTOR DO GÁS NATURAL Fevereiro 2010 ENTIDADE REGULADORA DOS SERVIÇOS ENERGÉTICOS Rua Dom Cristóvão da Gama n.º 1-3.º 1400-113 Lisboa Tel: 213 033 200 Fax:

Leia mais

NOVOS INVESTIMENTOS NA FERROVIA ESTRATÉGIAS E ARTICULAÇÃO INTERMODAL 9 DE NOVEMBRO DE 2015

NOVOS INVESTIMENTOS NA FERROVIA ESTRATÉGIAS E ARTICULAÇÃO INTERMODAL 9 DE NOVEMBRO DE 2015 NOVOS INVESTIMENTOS NA FERROVIA ENQUADRAMENTO DA IMPLEMENTAÇÃO DA REDE TRANSEUROPEIA DE TRANSPORTES E DO MECANISMO INTERLIGAR A EUROPA JOSÉ VALLE / CEETVC ORIENTAÇÕES BASE DO PROGRAMA DA CEETVC PARA O

Leia mais

4 ESCOAMENTOS COM SUPERFÍCIE LIVRE

4 ESCOAMENTOS COM SUPERFÍCIE LIVRE 4 ESCOAMENTOS COM SUPERFÍCIE LIVRE PROBLEMA 4.1 Trace as curvas representativas das funções geométricas S(h), B(h), P(h). R(h) e da capacidade de transporte de um canal de secção trapezoidal, revestido

Leia mais

ESCAPADINHA NO DOURO PROGRAMA 1. Porto/Régua/Porto. Subida de Barco e descida de Comboio

ESCAPADINHA NO DOURO PROGRAMA 1. Porto/Régua/Porto. Subida de Barco e descida de Comboio ESCAPADINHA NO DOURO PROGRAMA 1 Porto/Régua/Porto Subida de Barco e descida de Comboio 09h00 Concentração dos passageiros no Cais do Freixo Shipping at Freixo Quay 09h15 Início do Cruzeiro com destino

Leia mais

Visão dos armadores sobre potencial, investimentos e obstáculos no corredor Centro Norte SINDARPA

Visão dos armadores sobre potencial, investimentos e obstáculos no corredor Centro Norte SINDARPA Visão dos armadores sobre potencial, investimentos e obstáculos no corredor Centro Norte SINDARPA SINDARPA INSTITUCIONAL O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial e Lacustre e das Agências de Navegação

Leia mais

Concepção do Complexo Portuário da EMBRAPS em Santarém

Concepção do Complexo Portuário da EMBRAPS em Santarém Concepção do Complexo Portuário da EMBRAPS em Santarém Objetivo Elaborar o projeto conceitual do Terminal Portuário da EMBRAPS em Santarém, para exportação de granéis sólidos (soja e milho). O projeto

Leia mais

MOBILIDADE DE MERCADORIAS - RODOVIAS, FERROVIAS E PORTOS (MAR E TERRA)

MOBILIDADE DE MERCADORIAS - RODOVIAS, FERROVIAS E PORTOS (MAR E TERRA) MOBILIDADE DE MERCADORIAS - RODOVIAS, FERROVIAS E PORTOS (MAR E TERRA) Vigo, 1 de março de 2012 José António de Barros Presidente de AEP 0 Alguns dados sobre o sector europeu dos transportes Representa

Leia mais

Renato Ferreira Barco

Renato Ferreira Barco 27/08/2013 OS PROBLEMAS LOGÍSTICOS DO PORTO DE SANTOS E SOLUÇÕES A CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZO Renato Ferreira Barco DIRETOR PRESIDENTE 34 35 36 38 39 42 43 48 53 60 68 72 76 80,7 81,1 83,2 96 97,2 104,5

Leia mais

MOVIMENTO DE CARGA E DE NAVIOS NOS PORTOS DO CONTINENTE

MOVIMENTO DE CARGA E DE NAVIOS NOS PORTOS DO CONTINENTE MOVIMENTO DE CARGA E DE NAVIOS NOS PORTOS DO CONTINENTE Página 1 de 35 ÍNDICE Factos mais relevantes do movimento portuário no período janeiro-dezembro de 2014 0. Movimento por Tipo de Carga e por Porto

Leia mais

A Competitividade dos Portos Portugueses O Turismo e o Sector dos Cruzeiros

A Competitividade dos Portos Portugueses O Turismo e o Sector dos Cruzeiros O Turismo e o Sector dos Cruzeiros Agenda 1. Portugal e o Mar 2. Os Cruzeiros no PENT 3. O Turismo na Economia Portuguesa 4. O Segmento de Cruzeiros Turísticos 5. Cruzeiros Turísticos em Portugal Terminais

Leia mais

Bruno Batista Diretor Executivo da CNT Brasília, Abril de 2009

Bruno Batista Diretor Executivo da CNT Brasília, Abril de 2009 Gargalos no Sistema de Transporte de Cargas no Brasil Bruno Batista Diretor Executivo da CNT Brasília, Abril de 2009 Panorama do Transporte Composição da Matriz de Transportes comparação outros países

Leia mais

TARIFA PORTUÁRIA DO PORTO DE ILHÉUS

TARIFA PORTUÁRIA DO PORTO DE ILHÉUS SECRETARIA DE PORTOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA TARIFA PORTUÁRIA DO PORTO DE ILHÉUS TAXAS, PREÇOS, FRANQUIAS E OBSERVAÇÕES Resolução nº 4.093 ANTAQ, de 07/05/2015 Vigência: 15/05/2015 TABELA I - UTILIZAÇÃO

Leia mais

NAVEGAÇÃO Características do Sistema Eclusa 1 Eclusa 2

NAVEGAÇÃO Características do Sistema Eclusa 1 Eclusa 2 NAVEGAÇÃO Em um país com as dimensões e as características do Brasil, seria um contrasenso não se procurar desenvolver o transporte por vias navegáveis, permitindo desta forma, com aplicação de recursos

Leia mais

Potencial e estratégia de desenvolvimento da energia das ondas em Portugal

Potencial e estratégia de desenvolvimento da energia das ondas em Portugal WAVE ENERGY CENTRE Potencial e estratégia de desenvolvimento da energia das ondas em Portugal Versão 0.1 1 INDICE 11.. OO RREECCUURRSSOO EENNEERRGGÉÉTTIICCOO... 3 22.. AACCTTUUAAIISS PPRROOTTÓÓTTIIPPOOSS

Leia mais

Análise de sustentabilidade da empresa nos domínios económico, social e ambiental

Análise de sustentabilidade da empresa nos domínios económico, social e ambiental Análise de sustentabilidade da empresa nos domínios económico, social e ambiental Estratégias adoptadas As estratégias adoptadas e o desempenho da APFF nos três domínios da sustentabilidade encontram-se

Leia mais

M A R I N A D E A L B U F E I R A A L B U M A R I N A - S O C I E D A D E G E S T O R A D E M A R I N A S S. A REGULAMENTO INTERNO

M A R I N A D E A L B U F E I R A A L B U M A R I N A - S O C I E D A D E G E S T O R A D E M A R I N A S S. A REGULAMENTO INTERNO M A R I N A D E A L B U F E I R A A L B U M A R I N A - S O C I E D A D E G E S T O R A D E M A R I N A S S. A REGULAMENTO INTERNO DO EXERCÍCIO DA ACTIVIDADE MARITIMO TURÍSTICA NA Índice Capitulo I Disposições

Leia mais

SEMINÁRIO ENCHENTES NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO SITUAÇÃO ATUAL DA CALHA DO RIO TIETÊ

SEMINÁRIO ENCHENTES NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO SITUAÇÃO ATUAL DA CALHA DO RIO TIETÊ SEMINÁRIO ENCHENTES NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO SITUAÇÃO ATUAL DA CALHA DO RIO TIETÊ 10 de novembro de 2009 DAS CHEIAS ÀS INUNDAÇÕES Em meados do século XIX, surgem os primeiros registros da transformação

Leia mais

NAVEGAR RUMO AO FUTURO

NAVEGAR RUMO AO FUTURO NAVEGAR RUMO AO FUTURO NAVALRIA HISTÓRIA DESDE 2008 2013 Os navios AmaVida e Queen Isabel são entregues em fevereiro, e batizados em março. As atrizes Sharon Stone e Andie MacDowell foram as madrinhas,

Leia mais

ANÁLISE EXTERNA ANÁLISE INTERNA

ANÁLISE EXTERNA ANÁLISE INTERNA 3. DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO Neste último sub-capítulo do diagnóstico procurar-se-ão cruzar as diversas componentes analisadas nos pontos anteriores, numa dupla perspectiva: Análise externa - a avaliação

Leia mais

A Região Autónoma dos Açores é composta por nove ilhas localizadas no Atlântico Norte, entre a América do Norte e a Europa;

A Região Autónoma dos Açores é composta por nove ilhas localizadas no Atlântico Norte, entre a América do Norte e a Europa; 1 2 A Região Autónoma dos Açores é composta por nove ilhas localizadas no Atlântico Norte, entre a América do Norte e a Europa; As ilhas encontram-se dispersas por uma extensão de 600km, desde Santa Maria

Leia mais

PORTO MEARIM AESA UM PORTO NÃO É GRANDE APENAS POR SEU CAIS, SUA INFRAESTRUTURA OU CAPACIDADE LOGÍSTICA

PORTO MEARIM AESA UM PORTO NÃO É GRANDE APENAS POR SEU CAIS, SUA INFRAESTRUTURA OU CAPACIDADE LOGÍSTICA v UM PORTO NÃO É GRANDE APENAS POR SEU CAIS, SUA INFRAESTRUTURA OU CAPACIDADE LOGÍSTICA UM PORTO É UM GRANDE PORTO QUANDO ELE OFERECE OPORTUNIDADES No litoral Maranhense, na margem leste da Baía de São

Leia mais

SOBRE OS PRESSUPOSTOS SUBJACENTES AO PLANO

SOBRE OS PRESSUPOSTOS SUBJACENTES AO PLANO No âmbito do procedimento de consulta pública do Plano Estratégico de Transportes 2008-2020 (PET), vem a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza apresentar o seu parecer. SOBRE OS PRESSUPOSTOS

Leia mais

Porto de Fortaleza. O desenvolvimento do Ceará passa por aqui

Porto de Fortaleza. O desenvolvimento do Ceará passa por aqui Porto de Fortaleza O desenvolvimento do Ceará passa por aqui O Porto de Fortaleza: porto de múltiplo uso Navios de Carga Geral / Navios Roll-on e Roll-off Navios Porta-Contêineres Navios de Passageiros

Leia mais

HIDROVIA DA LAGOA MIRIM: UM MARCO DE DESENVOLVIMENTO NOS CAMINHOS DO MERCOSUL

HIDROVIA DA LAGOA MIRIM: UM MARCO DE DESENVOLVIMENTO NOS CAMINHOS DO MERCOSUL HIDROVIA DA LAGOA MIRIM: UM MARCO DE DESENVOLVIMENTO NOS CAMINHOS DO MERCOSUL Eng. José Luiz Fay de Azambuja azambuj@uol.com.br TREINTA Y TRES 04.10.2012 CARACTERIZAÇÃO Lagoa Mirim São Gonçalo Lagoa dos

Leia mais

ENEC 2011 - Encontro Nacional de Engenharia Civil

ENEC 2011 - Encontro Nacional de Engenharia Civil ENEC 2011 - Encontro Nacional de Engenharia Civil Sistema Ferroviário: Estagnação ou Desenvolvimento? Alberto Castanho Ribeiro Porto, 21 de Maio de 2011 Estrutura 1. Evolução do Caminho de Ferro 2. Desafios

Leia mais

Gestão Comercial Portuária

Gestão Comercial Portuária www.cpcis.pt Agentes de Navegação Serviços Administração Auditoria Empresas de Estiva Gestão Comercial Portuária Gestão de Recursos Facturação Intranet Internet Encomenda Alocação de Recursos Registo de

Leia mais

ANEXO AO EDITAL Nº1/2010 ÍNDICE ÍNDICE 2 1. DISPOSIÇÕES GERAIS 4 2. ARRIBADAS 4 3. AVARIAS E REPARAÇÕES A BORDO 5

ANEXO AO EDITAL Nº1/2010 ÍNDICE ÍNDICE 2 1. DISPOSIÇÕES GERAIS 4 2. ARRIBADAS 4 3. AVARIAS E REPARAÇÕES A BORDO 5 ANEXO AO EDITAL Nº1/2010 ÍNDICE ÍNDICE 2 1. DISPOSIÇÕES GERAIS 4 2. ARRIBADAS 4 3. AVARIAS E REPARAÇÕES A BORDO 5 4. VISITA A BORDO PELA AUTORIDADE MARÍTIMA (AM) 5 a. Visita de entrada 5 b. Documentos

Leia mais

Diferenciais Competitivos do Porto do Rio Grande

Diferenciais Competitivos do Porto do Rio Grande Diferenciais Competitivos do Porto do Rio Grande Fórum de Infraestrutura e Logística do RS Nov/2009 Eng. Darci Tartari Divisão de Planejamento Localização do Porto do Rio Grande no Conesul São Francisco

Leia mais

- Águas durante a actividade. 1º Dia * Boas Vindas à chegada ao BEST WESTERN Hotel Rainha D. Amélia * Alojamento

- Águas durante a actividade. 1º Dia * Boas Vindas à chegada ao BEST WESTERN Hotel Rainha D. Amélia * Alojamento BTT * Pequeno Almoço Buffet - servido no Restaurante Varanda Real entre as 07h30 e as 10h00 * 10h00 Passeio de bicicletas Herdade do Regato Albufeira de Santa Águeda Herdade do Regato Descrição: É um percurso

Leia mais

REVITALIZAÇÃO DO CAIS COMERCIAL DO PORTO DE VITÓRIA

REVITALIZAÇÃO DO CAIS COMERCIAL DO PORTO DE VITÓRIA REVITALIZAÇÃO DO CAIS COMERCIAL DO PORTO DE VITÓRIA O projeto de revitalização do Porto de Vitória é uma obra do Plano de Aceleração do Crescimento PAC e complementa os projetos de Ampliação do Cais Comercial,

Leia mais

Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas Departamento de Engenharia Civil CIV 640 Saneamento Urbano

Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas Departamento de Engenharia Civil CIV 640 Saneamento Urbano Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas Departamento de Engenharia Civil CIV 640 Saneamento Urbano Reservatórios e Redes de Distribuição de Água Universidade Federal de Ouro Preto Escola de

Leia mais

DECLARAÇÃO AMBIENTAL 2012. Aproveitamentos Hidroelétricos da Direção de Produção Hidráulica

DECLARAÇÃO AMBIENTAL 2012. Aproveitamentos Hidroelétricos da Direção de Produção Hidráulica DECLARAÇÃO AMBIENTAL 2012 Aproveitamentos Hidroelétricos da Direção de Produção Hidráulica Centro de Produção Cávado-Lima Alto Lindoso, Touvedo, Alto Rabagão, Vila Nova/Venda Nova, Vila Nova/Paradela,

Leia mais

TRANSPORTE MARÍTIMO: REGRAS DE TRÁFEGO E DE SEGURANÇA

TRANSPORTE MARÍTIMO: REGRAS DE TRÁFEGO E DE SEGURANÇA TRANSPORTE MARÍTIMO: REGRAS DE TRÁFEGO E DE SEGURANÇA Ao longo dos últimos anos, as diretivas e regulamentos da UE, em particular os três pacotes legislativos adotados no seguimento dos desastres que envolveram

Leia mais

Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes da Região de Aveiro

Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes da Região de Aveiro Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes da Região de Aveiro www.regiaodeaveiro.pt PIMT de Aveiro, Aveiro TIS.PT Transportes Inovação e Sistemas, S.A. 1 16 Breve enquadramento A Comunidade Intermunicipal

Leia mais

Comercialização de grãos. Frota fluvial. Geração. Terminal flutuante. Terminal. Grupo André Maggi. Fundação André Maggi. Originação.

Comercialização de grãos. Frota fluvial. Geração. Terminal flutuante. Terminal. Grupo André Maggi. Fundação André Maggi. Originação. Grupo André Maggi Comercialização de grãos Divisão Agro Energia Navegação Originação Processamento Frota fluvial Soja Geração Exportação Terminal Milho Algodão Terminal flutuante Fundação André Maggi Geração

Leia mais

U H E S Ã O S A LVA D O R

U H E S Ã O S A LVA D O R SÃO SALVADOR Estudo de impacto ambiental U H E S Ã O S A LVA D O R Anexos Volume IV Anexo A A-1 Anexo A. Capítulo I Caracterização do empreendimento Anexo A A-2 A1. Fases de Desvio do rio Tocantins para

Leia mais