Restituição de cauções aos consumidores de electricidade e de gás natural Outubro de 2007

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1 Restituição de cauções aos consumidores de electricidade e de gás natural Outubro de 2007 Ponto de situação em 31 de Outubro de 2007 As listas de consumidores com direito à restituição de caução foram publicadas até ao dia 21 de Setembro, nos termos previstos no Despacho n.º 18837/2007, aprovado pela ERSE. Após a publicação das listas de consumidores iniciou-se o processo de restituição de cauções. O ponto de situação do processo de restituição de cauções em 31 de Outubro de 2007 era o seguinte: No sector eléctrico foram restituídas cauções, a que correspondeu o valor total de ,48. No sector do gás natural foram restituídas 729 cauções, a que correspondeu o valor total de ,99. O número de cauções reclamadas é ainda pouco expressivo, cerca de 2,6% do número total de cauções a restituir no sector eléctrico e 9,9% no sector do gás natural. O processo de restituição de cauções tem decorrido com normalidade, não tendo sido identificadas especiais dificuldades. O número de reclamações apresentadas às empresas reguladas e à ERSE sobre o processo de restituição de cauções é em número limitado. A restituição de cauções através de crédito na factura ainda não se iniciou, devido à necessidade de proceder a adaptações nos sistemas comerciais das empresas. Esta forma de restituição de cauções (aplicável no caso de clientes com contratos activos) será iniciada durante o mês de Novembro, o que fará aumentar significativamente o número de cauções restituídas. O valor médio das cauções restituídas no sector eléctrico foi de 17, 21 /caução restituída. No sector do gás natural este valor atingiu 51,43 /caução restituída. 1

2 Acompanhamento do processo de restituição das cauções A ERSE é responsável pela verificação do cumprimento do Despacho n.º 18837/2007. Neste quadro, a ERSE tem vindo a promover a realização de diversas acções, designadamente a análise do conteúdo das listas de consumidores disponibilizadas pelos prestadores de serviços, a recolha de informação junto das empresas reguladas sobre a forma como está a decorrer a restituição das cauções e a divulgação de informação junto dos consumidores para que estes exerçam o direito à restituição das cauções. Para além de assegurar que a informação disponibilizada pelas empresas e os procedimentos adoptados são facilitadores do exercício dos direitos dos consumidores, assume especial importância a divulgação de informação junto dos consumidores sobre o processo de restituição de cauções actualmente em curso. Neste âmbito, através da comunicação social, a ERSE tem vindo a informar os consumidores sobre o direito à restituição das cauções, tendo desenvolvido para tal uma estratégia de comunicação que já teve três momentos comunicacionais, o primeiro a 25 de Julho com a comunicação da aprovação das regras de restituição das cauções, o segundo com a publicação do despacho da ERSE em Diário da República (22 de Agosto) e por fim, a 21 de Setembro a comunicação de que as listas estavam disponíveis para consulta. Desta iniciativa resultaram cerca de 120 notícias, sendo mais de 1/3 em TV`s ou rádios). A ERSE, através do seu Núcleo de Apoio ao Consumidor de Energia (NACE), tem informado os consumidores sobre o processo de restituição das cauções. Em complemento, e com o objectivo de ajudar os consumidores no acesso às listagens, a ERSE disponibilizou os links, bem como os contactos das diferentes empresas, no seu site (www.erse.pt). Finalmente, importa sublinhar o papel que tem sido assumido pelas associações de consumidores em todo o processo de restituição das cauções, através do envio de sugestões à ERSE e de informação aos consumidores. Próximos passos e recomendações aos consumidores Mensalmente, até Abril de 2008, a ERSE fará um ponto de situação do processo de restituição de cauções que será divulgado na página da ERSE na Internet e através da comunicação social. Findo o prazo estabelecido para a reclamação das cauções (21 de Março de 2008), as empresas de electricidade e de gás natural apresentam à ERSE, um relatório com informação completa sobre o 2

3 processo de restituição de cauções, designadamente sobre o número total de cauções não restituídas e o respectivo valor. Os consumidores devem consultar as listas de consumidores divulgadas pelas empresas para verificarem se têm direito à restituição de cauções. Como já anteriormente referido, as listas estão disponíveis nas Juntas de Freguesia, nos centros de atendimento das empresas e nas respectivas páginas na Internet. A ERSE disponibiliza também na sua página na Internet os links directos para as listas de consumidores publicadas nas páginas na Internet das empresas. A reclamação da caução pode ser efectuada até 21 de Março de 2008 junto do prestador de serviço, ou, até Março de 2013, junto da Direcção Geral do Consumidor. Os procedimentos a seguir e os documentos a apresentar estão disponíveis nos locais de consulta das listas de consumidores. Em caso de dúvida, os consumidores poderão obter mais informações junto dos serviços de atendimento telefónico e presencial das empresas, bem como nas respectivas páginas na Internet. A ERSE disponibiliza igualmente informação aos consumidores na sua página na Internet (www.erse.pt) ou através da linha telefónica do Núcleo de Apoio ao Consumidor de Energia (NACE) (dias úteis entre as 15h e as 18h). A ERSE recomenda aos consumidores que exerçam os seus direitos logo que lhes seja possível. Em caso de dúvidas ou reclamações, sugerimos contacto com as entidades anteriormente referidas. Processo de restituição das cauções actualmente em curso Nos termos estabelecidos no Decreto-Lei n.º 100/2007, de 2 de Abril, a ERSE aprovou através do Despacho n.º 18837/2007, de 22 de Agosto, o prazo e as condições para a elaboração das listas de consumidores a quem não foi restituída a caução prestada aos fornecedores de electricidade e de gás natural. O Despacho da ERSE definiu igualmente os aspectos relacionados com a publicação das listas de consumidores a quem não foi restituída a caução, a forma de divulgação e acesso à lista de consumidores, o processo de restituição, informação sobre a processo de restituição de cauções e, por fim, os procedimentos associados à transferência para a Direcção Geral do Consumidor do montantes que não venham a ser restituídos pelas empresas. 3

4 Os fornecedores de electricidade e de gás natural elaboraram e publicitaram as listas de consumidores a quem não foi restituída a caução no prazo estabelecido de 30 dias a contar da data de entrada em vigor do Despacho da ERSE (até 21 de Setembro). As listas de consumidores contêm informação sobre o nome dos consumidores e as razões que estiveram na origem da não restituição das cauções aos consumidores identificados, tendo sido objecto de afixação em editais nas Juntas de Freguesia e publicitada a sua existência em dois dos jornais de maior tiragem nacional. Os editais informam sobre o prazo de reclamação do valor da caução junto dos prestadores de serviços respectivos, os procedimentos a seguir pelos consumidores e os documentos a apresentar para efeitos de restituição do valor da caução. Os consumidores que ainda mantenham contrato de fornecimento a que corresponde a caução são avisados do direito à restituição da caução através das facturas que lhes são enviadas pelos prestadores de serviços. Durante o período de reclamação das cauções, a lista dos consumidores titulares do direito à restituição da caução está disponível, designadamente nas Juntas de Freguesia, nos locais de atendimento ao público dos fornecedores de electricidade e de gás natural e nas suas páginas na Internet. A restituição da caução é efectuada por compensação de créditos nas facturas respectivas ou por depósito em conta bancária do cliente quando o consumidor seja titular de um contrato de fornecimento em vigor. Nos casos em que o contrato já tenha cessado, a restituição da caução pode ser efectuada por emissão de cheque à ordem do consumidor, pessoalmente nos locais de atendimento ao público do prestador de serviço ou por qualquer outro meio de pagamento acordado entre as partes. O valor da caução a restituir é actualizado com base no índice de preços no consumidor. As cauções prestadas antes de 1 de Janeiro de 1999 são actualizadas a partir desta data. Os consumidores podem exercer o seu direito de reclamação da caução junto dos fornecedores de electricidade e de gás natural no prazo de 180 dias a contar da data da publicação da lista de consumidores a quem não foi restituída a caução. Findo o prazo de 180 dias para reclamação junto das empresas, os montantes não restituídos serão depositados em conta à ordem da Direcção Geral do Consumidor, que os utilizará para financiar projectos de promoção dos direitos dos consumidores a aprovar ministerialmente. 4

5 No entanto, e durante os 5 anos seguintes, os consumidores podem ainda reclamar junto da Direcção Geral do Consumidor a caução prestada, não restituída, a que tenham direito. Cronograma do processo de restituição de cauções actualmente em curso Entrada em vigor do Despacho da ERSE Publicação e divulgação da lista de consumidores 23 de Agosto 21 de Setembro Prazo Máximo Depósito em conta à ordem da Direcção Geral do Consumidor dos montantes não restituídos 21 de Março de de Maio de 2008 Março de meses 30 dias 180 dias (Prazo de reclamação junto das empresas) 5 anos (Prazo de reclamação junto da Direcção Geral do Consumidor) Histórico do Processo Em cumprimento do disposto no Decreto-Lei n.º 195/99, de 8 de Junho, e do Regulamento de Relações Comerciais para o sector eléctrico, publicado em Setembro de 1998, a ERSE aprovou em Novembro de 1999 um plano de devolução das cauções prestadas pelos consumidores de electricidade (domésticos e não domésticos, com potência contratada até 41,4 kva). Os referidos diplomas determinaram que a prestação de caução só poderia ser exigida aos consumidores em causa nas situações de restabelecimento do fornecimento, na sequência de interrupção decorrente de facto imputável ao cliente. Ou seja, a caução deixara de ser exigida como garantia do cumprimento do contrato de fornecimento e como requisito para a sua celebração. A natureza essencial dos serviços públicos abrangidos e o entendimento de que as cauções não estariam a funcionar como verdadeiras garantias, pois não impediam, designadamente a interrupção do fornecimento em caso de falta de pagamento da factura, conduziu à sua proibição e à devolução de todas as cauções prestadas até então. A execução do plano de devolução de cauções aprovado pela ERSE em 1999 para o sector eléctrico não conduziu à restituição integral das cauções prestadas, restando ainda uma parte significativa dos montantes afectos a essas cauções (cerca de 20 milhões de euros), para os quais não foi determinado qualquer destino. Estavam em causa as cauções prestadas pelos consumidores de electricidade, em Portugal continental, uma vez que só a partir de finais de 2002 a ERSE viu as suas 5

6 atribuições alargadas aos sistemas eléctricos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e ao sector do gás natural. Em face da situação descrita, que se repetia nos restantes serviços públicos essenciais abrangidos, foi publicado o Decreto-Lei n.º 100/2007, de 2 de Abril, que veio alterar o Decreto-Lei n.º 195/99, de modo a definir um prazo durante o qual os consumidores podem ainda reclamar as cauções prestadas junto dos respectivos prestadores de serviços e findo esse prazo dar um destino aos montantes das cauções que não venham a ser reclamadas. A informação sobre o número e o valor das cauções não restituídas no início do novo processo de restituição de cauções consta do quadro seguinte. Número de cauções não devolvidas Montante não restituído ( ) Sector Eléctrico Sector do Gás Natural Lisboa, 13 de Novembro de

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