Inadimplência municipal às distribuidoras de energia elétrica: um entrave ao desenvolvimento da economia brasileira

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Inadimplência municipal às distribuidoras de energia elétrica: um entrave ao desenvolvimento da economia brasileira"

Transcrição

1 Inadimplência municipal às distribuidoras de energia elétrica: um entrave ao desenvolvimento da economia brasileira Aldem Johnston Barbosa Araújo Advogado da UEN de Direito Administrativo do Escritório Lima & Falcão e assessor jurídico da Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Recife - Nunca serão!. Esta frase, já icônica, é bradada a plenos pulmões pelo personagem principal do Filme/Fenômeno Cultural: Tropa de Elite. Na película, o Capitão Nascimento, em tom provocativo e desafiador, afirma categoricamente aos policiais militares que se inscrevem como alunos do curso formação para integrar o Batalhão de Operações Especiais BOPE que eles jamais vestirão o uniforme negro com a insígnia da faca encravada na caveira que caracteriza a tropa de elite, que dá título ao longa. O Brasil, colosso geográfico cercado de liliputianos vizinhos na América do Sul, se assemelha aos destinatários dos gritos do Capitão Nascimento nas suas pretensões de pertencer à Tropa de Elite da Economia Mundial, principalmente quando comparamos sua tímida economia de commodities com as diversificadas economias de vanguarda dos países do Primeiro Mundo. Na era do silício, da química fina, da mecatrônica e da informação interativa e digital, o fato de um país ter energia que dê suporte à demanda gerada por estas áreas é vital para aproximar sua economia daquelas que disputarão as melhores market shares e ao mesmo tempo se distanciar daquelas que, tal quais os peixes-rêmoras, ficarão apenas com os desprezíveis restos dos tubarões que eles parasitam. A inadimplência dos municípios brasileiros para com as concessionárias de serviço público que fornecem energia elétrica, ao ser albergada por inconseqüentes decisões judiciais que impedem a suspensão do fornecimento do serviço, cria um dantesco quadro de um bombeiro apagando um incêndio com gasolina, onde ele alimenta aquilo que devia combater. Diante do fato de termos no Brasil o beneplácito de um Estado-Juiz que unge os municípios alçando-os à condição de mártires da economia e demoniza as concessionárias que distribuem energia elétrica, incentivando a prática por parte destas de uma benemerência/beneficência compulsória como forma de expiarem o pecado mortal de almejarem lucro, pergunta-se: Como fica o Estado-Administração compelido pela necessidade de atrair investimentos para o setor elétrico tão vital para o desenvolvimento de um país como o nosso, que deseja ser tubarão e não peixe-rêmora? 1

2 A resposta é simples, fica o Estado-Administração com a mesma credibilidade dos pregadores de barba comprida que perambulam nas cidades com cartazes de papelão com os dizeres de o fim está próximo. E sem credibilidade para atrair o capital necessário para se investir no setor elétrico brasileiro, o sistema atual não se expande, pelo contrário definha e, por conseqüência, as áreas de química fina, informática, mecatrônica e telecomunicações, que geram a riqueza necessária para alçar o Brasil à condição player de destaque no teatro de operações do mercado global -, não se desenvolvem e o Estado-Administração continuará o seu périplo de mendicância às associações de proteção ao comércio, batalhando arduamente por taxas alfandegárias mais camaradas para o feijão, o fumo, o algodão, o açúcar e outras commodities que compõem um quadro de comércio exterior que remonta aos tempos das pré-capitanias hereditárias. Ou seja, por causa do Estado-Juiz, o bombeiro que apaga o fogo com gasolina, o Estado-Administração tem de se apequenar diante de um Capitão Nascimento que está ocupando o cargo de porteiro do clube privê dos países ricos, e que toda vez que vê o Brasil plantando minas terrestres no caminho do seu próprio desenvolvimento, brada para ele quando questionado sobre a pretensão do Brasil em entrar no clube dos países de Primeiro Mundo: - Nunca será!. Por mais incrível que possa parecer, é quase patente a certeza de que todas as pessoas que vivem no Brasil entendem muito perfeitamente que energia elétrica é uma necessidade vital. Porém, paradoxalmente, neste mesmo Brasil, temos um quadro contraditório: Se a energia é tão vital para o País do Carnaval, porque vivemos à beira de um apagão? E se alguém duvida de tal risco, veja-se o seguinte: A limitação das usinas e a escassez de água, motor propulsor das hidrelétricas, deixem sempre possível haver um apagão. O Brasil produz, normalmente, 75 mil megawatts de energia elétrica. A quantidade é suficiente para o consumo habitual, mas não para os picos momentos como o intervalo do futebol, quando milhões brasileiros abrem a geladeira para pegar uma cerveja, ou às 19h30, quando a maioria liga o chuveiro. Quando as 158 hidrelétricas não dão conta da demanda, o país é obrigado a acionar as usinas termoelétricas, que usam como combustível gás natural, carvão, xisto ou óleo diesel e lançam muito dióxido de carbono na atmosfera. Com todos os tipos de usinas ligados, a capacidade a capacidade de fornecimento sobe para 100 mil megawatts. Já que é impossível armazenar energia em grande quantidade, qualquer consumo superior a isso obrigaria à construção de mais usinas e linhas de transmissão. Imagine se os 186 milhões de brasileiros decidissem tomar banho em chuveiros elétricos às 19h30. Como cada chuveiro gasta cerca de 1 kwh em 11 minutos de banho, o país precisaria de quase duas vezes mais usinas para não apagar. (matéria extraída da revista Superinteressante, edição 247, 15 dez/2007, pág. 61) O quadro descrito acima é deveras grave e, em curto prazo, imutável conforme se depreende desta reportagem da revista Veja sobre as novas usinas hidrelétricas a serem 2

3 construídas no Complexo do Rio Madeira, a de Santo Antonio cuja concessão foi a leilão em dezembro de 2007, e a de Jirau, ainda não licitada à época da publicação da revista: Santo Antonio e Jirau são duas das obras estrategicamente mais importantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com o qual o governo espera colocar de pé a combalida infra-estrutura do país. Visam a reduzir o risco de racionamento que ronda o sistema elétrico desde o apagão de A situação é dramática. Só não houve um novo colapso até agora porque as chuvas ajudaram a encher os reservatórios, e o crescimento da economia vinha em ritmo de banho-maria. O país precisa urgentemente de fontes novas de energia porque o consumo per capita, que aumentou 1% ao ano entre 2000 e 2005, vai crescer a taxas três vezes mais altas entre 2005 e A região amazônica, onde fica o Complexo do Madeira, é a mais promissora fronteira energética do país, pouco aproveitada em relação aos grandes centros consumidores. Alguns estudos indicam que a exploração na região pode chegar megawatts nos próximos dez anos. Isso equivale a mais de três usinas de Itaipu. Também na região, o governo pretende levar a leilão a construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, entre 2009 e As três usinas juntas vão adicionar megawatts ao potencial de produção de energia um pouco menos que a capacidade instalada do estado de São Paulo. Será um enorme avanço, mas talvez venha tarde demais. Estimativas mostram que, se o país crescer a 5%, serão necessários megawatts por ano, já em 2008, para que não haja falta de energia. O problema é que Santo Antonio, a primeira das duas usinas do Madeira, só começará a gerar energia em 2012, inicialmente com apenas 450 megawatts. (matéria extraída da revista Veja, edição 2.040, nº 51, 26 dez/2007, pág. 69) Cabe ao Estado-Administração trazer o Estado-Juiz para um debate acerca do papel do Estado, não apenas do Estado-Administração e nem tampouco do Estado-Juiz, mas dele (Estado) como um todo, que é o de fomentar o pleno desenvolvimento da sociedade da qual ele é, em última análise, servo incondicional. Inexistindo tal debate, corremos o risco de assistir o Estado-Juiz - ao permitir que os municípios utilizem energia elétrica sem ter que pagar por ela de, primeiro: promover o assassinato das empresas concessionárias que distribuem energia elétrica e, segundo: fulminar de morte às pretensões do seu irmão bifronte (o Estado-Administração) de um dia ser um país que integre o rol das grandes economias mundiais. A incúria dos alcaides aliada à exagerada municipalização gerou uma miríade de municípios-parasitas que sobrevivem unicamente à custa do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do naco a que lhes cabem da receita proveniente da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Tais municípios, ainda que não bastassem estar em lamentável situação de penúria, muitas vezes tem como gestores pessoas despreparadas para o trato com a coisa pública, o que faz com que estes entes da federação se tornem caloteiros contumazes daqueles que tem o azar de com eles ter de manter relações comerciais. 3

4 Imaginemos a seguinte anátema: Um empresário qualquer, que tem de cumprir suas obrigações com empregados, fornecedores e fisco e depois ainda tentar obter lucro, firma um negócio, sob contrato, é claro, com um consumidor, onde ficou acordado um pagamento X pelo serviço Y a ser fornecido pelo empresário. O consumidor, após se beneficiar do serviço oferecido pelo empresário resolve não lhe pagar pelo serviço. Não disposto a engrossar às fileiras da mão de obra escrava, resolve o empresário suspender o serviço e cobrar a quantia que lhe é devida pelo consumidor. Entretanto, sentindo-se ameaçado no seu legítimo direito de ter outrem lhe fornecendo benesses de forma gratuita, resolve o consumidor ingressar na justiça e, surpreendentemente obtém êxito. E o que era antes da intervenção judicial um simples contrato, tornou-se uma relação de vassalagem onde o tirânico senhor feudal dá lugar a um todo poderoso consumidor que passa a contar com um serviço gratuito (e que mesmo assim terá de atender os requisitos de qualidade e segurança) quando, na verdade, deveria estar a pagar por ele. As distribuidoras de energia elétrica caminham, de joelhos e com uma pedra nas suas cabeças, sobre os mesmos cacos de vidro do amaldiçoado empresário citado no parágrafo anterior e que, no exemplo acima, foi reduzido à condição análoga de escravo (vez que trabalha compulsoriamente de graça). Com a desvantagem de que o fictício empresário citado neste texto, se conseguir reverter a decisão judicial que lhe converteu em legítimo genitor do consumidor (pois quem acolhe os outros da forma como foi obrigado a fazer o empresário, só pode ser pai ou mãe do acolhido), poderá nunca mais celebrar contrato com aquele mau pagador que tanto lhe rendeu aborrecimentos. As distribuidoras não têm a mesma sorte. Elas são obrigadas a continuar a fornecer energia elétrica para os municípios mesmo que eles tenham, em passado recente ou remoto, se negado a lhes pagar um mísero centavo que seja. Não há prerrogativa de se vetar um consumidor problemático. Assim, ao se negar o direito das distribuidoras de suspender o fornecimento de energia elétrica aos municípios inadimplentes, lança-se as empresas que exercem tal atividade a seguinte maldição: além de não poderem escolher os seus clientes (vez que estão num mercado regulado), também não podem suspender os serviços pelos quais eventualmente não estejam sendo remuneradas. Ou seja, a distribuidora de energia elétrica tem necessariamente de trabalhar para o município, fornecer-lhe um serviço de qualidade e seguro e de forma gratuita. Nem dos escravos que trabalhavam nas lavouras de cana-deaçúcar era exigido tanto! E qual é o grande argumento utilizado pelos municípios (e abraçado notadamente pelos juízes da 1ª instância) para serem agraciados com a dádiva de utilizarem energia elétrica à vontade sem a necessidade de pagar por ela e sem o risco de o serviço ser suspenso pelo seu não pagamento? É o da continuidade do serviço público. Os que alegam a impossibilidade de ser suspensa a prestação do serviço público por falta do pagamento respectivo, invocam as disposições contidas na referida lei, em especial o artigo 22: 4

5 "Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos." Apesar de garantir a continuidade dos serviços (art. 22), o Código de Defesa do Consumidor não emoldurou quais deles poderiam ser considerados essenciais, o que dificulta a aplicação do dispositivo supra mencionado. A Carta Magna de 1988 (em seu art. 9º, 1º, que trata do direito de greve) também foi omissa no que se refere à identificação dos serviços essenciais deixando ao alvedrio do legislador ordinário a função de defini-los. Como, então, identificar os serviços essenciais? A jurisprudência mais esclarecida tem apontado na direção de que deve ser aplicado, por analogia, o art. 10, da Lei Federal nº 7.783/89 (trata do direito de greve) e que prevê, in verbis: "Art. 10. São considerados serviços ou atividades essenciais: I - tratamento e abastecimento de água; produção e distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis; II - assistência médica e hospitalar; III - distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos; IV - funerários; V - transporte coletivo; VI - captação e tratamento de esgoto e lixo; VII - telecomunicações; VIII - guarda, uso e controle de substâncias radioativas, equipamentos e materiais nucleares; IX - processamento de dados ligados a serviços essenciais; X - controle de tráfego aéreo; XI compensação bancária." Seguindo este raciocínio, nas relações contratuais que regem o serviço do fornecimento de energia elétrica, o Princípio da Continuidade do Serviço Público, alcança, para fins do art. 22, do CDC, unicamente os serviços essenciais constantes no rol do art. 10, da Lei Federal nº 7.783/89. Ainda sobre esta necessária delimitação ao alcance do art. 22 do Código de Defesa do Consumidor, deve ser dito que o Princípio da Continuidade do Serviço Público é uma garantia para a coletividade de que jamais os serviços qualificados como essenciais poderão deixar de ser oferecidos à comunidade administrada. É, portanto, uma exigência legal que determina que o Poder Público não poderá se eximir da oferta dos serviços: Não pode a Administração, por exemplo, de uma hora para outra, decidir que não mais prestará serviços de telefonia, sobre o pretexto de que o próprio mercado deles se encarregará. Uma vez que a iniciativa privada não esteja habilitada a atender, com eficiência, as necessidades dos consumidores, o Poder Público acha-se, então obrigado a dar continuidade ao serviço que prestava anteriormente. (Antônio Herman Benjamin, Comentários ao Código do Consumidor, Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1999, pág. 111) 5

6 Assim, está evidenciado que a finalidade do art. 22 do Código de Defesa do Consumidor é de garantir que o Poder Público não se omita de ofertar o serviço. Revelado, pois, o real espírito do Princípio da Continuidade do Serviço Público encartado no Código de Defesa do Consumidor, conclui-se que é plenamente possível a suspensão do fornecimento de energia elétrica, até porque, se esta não fosse permitida, corre-se o risco de a inadimplência fulminar a prestação do serviço público: O usuário dos serviços remunerados por taxa ou tarifa, deve satisfazer as obrigações concernentes ao pagamento e, ainda, observar as normas administrativas e técnicas da prestação, sob pena de sanções que podem chegar à suspensão do fornecimento. (Diógenes Gasparini, Direito Administrativo, São Paulo: Saraiva, 2000, pág. 149) Em interessante exposição, Fábio Amorim da Rocha, faz alguns questionamentos sobre as conseqüências da inadimplência e da eventual impossibilidade do fornecimento de energia elétrica sob a alegação da proteção ao Princípio da Continuidade do Serviço Público: Podem as distribuidoras de energia elétrica, apenas por serem concessionárias de um serviço essencial e pondo em risco, inclusive a sua própria subsistência como empresas, submeterem-se ao sacrifício de fornecer energia elétrica a consumidor inadimplente, sem dele receber a contrapartida financeira respectiva, inobstante tentados exaustivamente, todos os meios suasórios para o recebimento das contas em atraso? E quem responderá pelo pagamento da energia elétrica comprada à supridora, de energia dessas distribuidoras, que é portadora, por força da legislação aplicável à concessão (art. 3º, 4º, da Lei nº 8.631, de 4/3/1993, DOU de 5/3/1993), de procuração com poderes para movimentar as contas das distribuidoras, na hipótese de inadimplemento no tocante às faturas mensais emitidas contra essas concessionárias pela referida supridora? E quem responderá pelos pagamentos dos serviços, materiais e equipamentos adquiridos com a finalidade de manter o sistema elétrico em pleno funcionamento e em níveis tensão recomendados pela legislação específica não apenas dos inadimplentes, mas de todos os consumidores de energia do País, sob pena de cassação da concessão pelo Poder Concedente, a teor do disposto na Lei nº 9.074, de 7/7/1995 (DOU de 8/7/1995)? E quem, afinal, assumirá o ônus pela prestação do serviço de distribuição de energia elétrica se todos os consumidores, a exemplo do que vêm fazendo o os inadimplentes, se julgarem no direito de consumir e não pagar a fatura respectiva? (Fábio Amorim da Rocha, A Legalidade da Suspensão do Fornecimento de Energia Elétrica aos Consumidores Inadimplentes, Rio de Janeiro: Editora Lúmen Juris, 2004, págs. 37/38) Verifica-se, ante aos questionamentos acima expostos, que, se prejuízos poderão advir para o município devedor por um eventual corte no fornecimento de energia elétrica, muito maiores serão eles para as concessionárias de distribuição de energia elétrica do País 6

7 e para toda a população brasileira se, apenas por ser um serviço essencial e de natureza contínua, o inadimplemento dos consumidores, que deve ser exceção, passar a ser regra. Permitindo-se a perpetuidade do inadimplemento ao fornecimento de energia elétrica, gravosas conseqüências irão se abater não só sobre a concessionária prestadora de serviço público, mas também sobre outras pessoas (físicas e jurídicas): Que muitos clientes consomem energia elétrica, mas não pagam é fato incontroverso. Portanto, a suspensão desse fornecimento configura-se como uma rescisão de contrato perfeitamente legal (art. 476 do Código Civil), visando proteger o patrimônio do fornecedor, posto que interrompe o fornecimento futuro em face da inadimplência do consumidor. Outrossim, o usuário inadimplente não tem idoneidade para compelir a concessionária a manter o fornecimento da mercadoria. A inadimplência carrega quase sempre o mesmo caráter pejorativo de desonestidade. É de se observar também que, em toda a extensão das ações judiciais propostas em face das concessionárias de distribuição, os inadimplentes raciocinam como se as mesmas não fossem empresas, mas sim espécies de instituições de caridade que distribuem gratuitamente a sua mercadoria. Aliás, tem-se a impressão de que a crise econômica que assolou o País atinge só os inadimplentes. Por esse motivo, vale destacar que a inadimplência dos consumidores de energia elétrica causa às concessionárias os mesmos transtornos suscitados pelos devedores, só que em proporções infinitamente maiores, como por exemplo: - dispensa de milhares de trabalhadores, agravando a situação financeira das famílias que dela dependem; - o orçamento das empresas também necessita de um certo equilíbrio, como já foi demonstrado, porque poderá tornar-se inoperante se todos os usuários seguirem o exemplo dos inadimplentes; - com a inadimplência dos usuários fica impraticável a expansão do sistema energético, o que, conseqüentemente obsta o desenvolvimento do País. (Fábio Amorim da Rocha, A Legalidade da Suspensão do Fornecimento de Energia Elétrica aos Consumidores Inadimplentes, Rio de Janeiro: Editora Lúmen Juris, 2004, págs. 27/28) Como em todo negócio jurídico, o fornecimento de energia elétrica objetiva o lucro, ou seja, é carente de uma contraprestação pelo seu exercício. A Administração Pública deve cumprir com as obrigações contratuais negociadas, sendo o pagamento do preço seu principal dever, não sendo justo exigir-se que a concessionária de energia elétrica continue a prestar serviços apesar da falta de pagamento, muitas vezes contumaz, do órgão público. Nos contratos sinalagmáticos, o cumprimento das obrigações ajustadas é dever indisponível das partes e sua inadimplência autoriza a exceção do contrato não cumprido. 7

8 Negar-se a possibilidade de suspensão do fornecimento de energia elétrica a pessoas jurídicas de direito público inadimplentes, à guisa de observância ao Princípio da Continuidade do Serviço Público, sem os devidos limites, é estimular o administrador ineficaz a não cumprir suas obrigações. A mencionada possibilidade, todavia, deve sofrer com a limitação de não alcançar os serviços públicos essenciais, assim considerados aqueles constantes no rol do art. 10, da Lei nº 7.783/89. Aliás, esse é o posicionamento do STJ, conforme se constata nas decisões que passamos a citar: "ADMINISTRATIVO - FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA - FALTA DE PAGAMENTO - CORTE - MUNICÍPIO COMO CONSUMIDOR. 1. A Primeira Seção já formulou entendimento uniforme, no sentido de que o não pagamento das contas de consumo de energia elétrica pode levar ao corte no fornecimento. 2. Quando o consumidor é pessoa jurídica de direito público, a mesma regra deve lhe ser estendida, com a preservação apenas das unidades públicas cuja paralisação é inadmissível. 3. Legalidade do corte para as praças, ruas, ginásios de esporte, etc. 4. Recurso especial provido." (STJ, REsp n /SP, Rel. Min. ELIANA CALMON) PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. ARTIGO 535 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. VIOLAÇÃO. INOCORRÊNCIA. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. IMPOSSIBILIDADE. INADIMPLEMENTO. UNIDADES PÚBLICAS ESSENCIAIS. INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA DOS ARTS. 22 DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR E 6º, 3º, II, DA LEI Nº 8.987/95. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL INDEMONSTRADA. 1. Não basta que o recorrente postule a nulidade do acórdão dos embargos de declaração, é necessário que indique precisamente sobre quais pontos o julgado tenha supostamente incorrido em omissão, contradição ou obscuridade, demonstrando os motivos de sua relevância, a fim de possibilitar o exame da preliminar de ofensa ao artigo 535 do Código de Processo Civil, sob pena de não conhecimento do recurso especial, ante o óbice da Súmula 284 da Suprema Corte. 2. O artigo 22 da Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), dispõe que: "os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos". 3. O princípio da continuidade do serviço público assegurado pelo art. 22 do Código de Defesa do Consumidor deve ser amenizado, ante a exegese do art. 6º, 3º, II da Lei nº 8.987/95 que prevê a possibilidade de interrupção do fornecimento de energia elétrica quando, após aviso, permanecer inadimplente o usuário, considerado o interesse da coletividade. 4. Quando o consumidor é pessoa jurídica de direito público, prevalece nesta Turma a tese de que o corte de energia é possível, desde que não aconteça de forma indiscriminada, preservando-se as unidades públicas essenciais. 5. A interrupção de fornecimento de energia elétrica de Município inadimplente somente é considerada ilegítima quando atinge as 8

9 unidades públicas provedoras das necessidades inadiáveis da comunidade, entendidas essas - por analogia à Lei de Greve como "aquelas que, não atendidas, coloquem em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população", o que se perfaz na hipótese. 6. Não se conhece do recurso especial interposto pela alínea "c" do permissivo constitucional quando os casos trazidos pra confronto não possuem a mesma moldura fática do acórdão paradigma. 7. Recurso especial improvido." (STJ, RESP nº RN, Rel. Min. Castro Meira, DJ Data: 1/2/2006). Observe-se que o STJ, nos precedentes colacionados, assegura a continuidade dos serviços públicos considerados essenciais, sem impedir, todavia, de forma absoluta, a suspensão do fornecimento de energia elétrica, tendo em vista o inadimplemento da contraprestação pelo Poder Público respectivo. Conclui-se, ante o exposto, que o Princípio da Continuidade do Serviço Público, impede a interrupção do fornecimento de energia elétrica, por falta de pagamento, apenas e tão somente quanto aos serviços públicos essenciais, assim entendidos, por analogia, aqueles constantes no rol, do art. 10, da Lei nº 7.783/89. Some-se ao entendimento acima exposto o fato de haver expressa previsão legislativa que autoriza a suspensão do fornecimento de energia elétrica de serviços nãoessenciais em caso do inadimplemento do usuário do serviço: Lei Federal Nº 8.987, de 13 de fevereiro de Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal, e dá outras providências. (... omissis...) Art. 6º Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, conforme estabelecido nesta Lei, nas normas pertinentes e no respectivo contrato. (... omissis...) 3º Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de emergência ou após prévio aviso, quando: (... omissis...) II - por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade. Sobre esta possibilidade de suspensão do fornecimento do serviço prestado pela concessionária prevista na Lei Federal Nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, assim se manifesta Luiz Alberto Blanchet: O artigo transcrito acima ressalva que certas circunstâncias justificam a interrupção, não configurando, em conseqüência, afronta ao princípio da permanência do serviço público: são as situações decorrentes de razões de caráter técnico ou de segurança das instalações utilizadas na execução do serviço e o inadimplemento, por parte do usuário, considerado o interesse da coletividade. Ao excetuar estas duas circunstâncias, o 3º 9

10 estabelece como pressupostos a emergência ou o prévio aviso, e o faz alternativa e não cumulativamente, ou seja, se a situação não for de emergência, mas os usuários forem previamente avisados a interrupção é admissível. O segundo motivo legitimador da suspensão inadimplemento do usuário põe termo a equivocado entendimento de alguns no sentido de que o consumidor de energia elétrica, por exemplo, mesmo quando inadimplente teria direito à continuidade do serviço. O princípio da permanência do serviço público ampara exclusivamente aqueles que se encontram em situação juridicamente protegida, e o consumidor inadimplente evidentemente não se encontra em tal situação, inclusive em fincão do princípio da igualdade dos usuários perante o prestador de serviço. Além do que, até por motivos de natureza material e não apenas jurídica, não pode prevalecer aquele paradoxal entendimento, pois basta que o inadimplemento seja maciço ou apenas considerável para se inviabilizar qualquer prestador de serviço público resultando, daí sim, na interrupção do serviço, e não apenas em relação ao inadimplente, mas também para o usuário que sempre cumpriu sua contraprestação. Esta regra é válida para todo serviço público cuja remuneração (paga pelo usuário) represente uma contraprestação, ou contrapartida, de caráter contratual, pela prestação do serviço remunerado por tarifa (preço público), e não por taxa, e tampouco por preço político. (Luiz Alberto Blanchet, Concessão e Permissão de Serviços Públicos, 1ª Ed. Curitiba: Editora Juruá, 1995, pág.41/42) A hipótese de suspensão da execução do serviço por inadimplemento do usuário prevista na Lei Federal Nº 8.987/95 assim reverbera em nossa jurisprudência: Acórdão Origem: STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Classe: RESP - RECURSO ESPECIAL Processo: UF: SP Órgão Julgador: SEGUNDA TURMA Data da decisão: 17/04/2007 Documento: STJ Fonte DJ DATA:30/04/2007 PÁGINA:305 Relator(a) ELIANA CALMON Ementa ADMINISTRATIVO SERVIÇO PÚBLICO CONCEDIDO ENERGIA ELÉTRICA INADIMPLÊNCIA. 1. Os serviços públicos podem ser próprios e gerais, sem possibilidade de identificação dos destinatários. São financiados pelos tributos e prestados pelo próprio Estado, tais como segurança pública, saúde, educação, etc. Podem ser também impróprios e individuais, com destinatários determinados ou determináveis. Neste caso, têm uso específico e mensurável, tais como os serviços de telefone, água e energia elétrica. 2. Os serviços públicos impróprios podem ser prestados por órgãos da administração pública indireta ou, modernamente, por delegação, como previsto na CF (art. 175). São regulados pela Lei 8.987/95, que dispõe sobre a concessão e permissão dos serviços públicos. 3. Os serviços prestados por concessionárias são remunerados por tarifa, sendo facultativa a sua utilização, que é regida pelo CDC, o que a diferencia da taxa, esta, remuneração do serviço público próprio. 10

11 4. Os serviços públicos essenciais, remunerados por tarifa, porque prestados por concessionárias do serviço, podem sofrer interrupção quando há inadimplência, como previsto no art. 6º, 3º, II, da Lei 8.987/95. Exige-se, entretanto, que a interrupção seja antecedida por aviso, existindo na Lei 9.427/97, que criou a ANEEL, idêntica previsão. 5. A continuidade do serviço, sem o efetivo pagamento, quebra o princípio da igualdade das partes e ocasiona o enriquecimento sem causa, repudiado pelo Direito (arts. 42 e 71 do CDC, em interpretação conjunta). 6. Recurso especial conhecido em parte e, nessa parte, provido. Indexação Aguardando análise. Data Publicação 30/04/2007 Acórdão Origem: STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Classe: RESP - RECURSO ESPECIAL Processo: UF: RJ Órgão Julgador: PRIMEIRA TURMA Data da decisão: 08/08/2006 Documento: STJ Fonte DJ DATA:31/08/2006 PÁGINA:239 Relator(a) DENISE ARRUDA Ementa PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. INAPLICABILIDADE DO ART. 542, 3º, DO CPC. ALEGADA VIOLAÇÃO DOS ARTS. 165, 294, 458, II, E 535, II, DO CPC. NÃO-OCORRÊNCIA. FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. SUSPENSÃO. MUNICÍPIO. DISCUSSÃO JUDICIAL DO DÉBITO ARGÜIDO PELA CONCESSIONÁRIA. INADIMPLÊNCIA NÃO-CONFIGURADA. SUPOSTA OFENSA AOS ARTS. 17, DA LEI 9.427/96, E 476 DO CC/2002. EXAME PREJUDICADO. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA E JURÍDICA. NÃO-CONHECIMENTO. PRECEDENTES DO STJ.... omissis É lícito à concessionária interromper o fornecimento de energia elétrica se, após aviso prévio, o usuário permanecer inadimplente (Lei 8.987/95, art. 6º, 3º, II). 4. Tratando-se de pessoa jurídica de direito público, prevalece nesta Corte Superior a tese de que o corte de energia é possível, desde que não aconteça de forma indiscriminada, preservando-se as unidades públicas essenciais. Data Publicação 31/08/2006 Acórdão Origem: STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Classe: RESP - RECURSO ESPECIAL Processo: UF: RS Órgão Julgador: PRIMEIRA TURMA Data da decisão: 11/04/2006 Documento: STJ Fonte DJ DATA:15/05/2006 PÁGINA:167 Relator(a) LUIZ FUX Ementa ADMINISTRATIVO. CORTE DO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. RECONHECIMENTO, PELO MUNICÍPIO, DA INADIMPLÊNCIA DO PAGAMENTO DA TARIFA RELATIVA À ILUMINAÇÃO PÚBLICA. "UNIDADES PÚBLICAS ESSENCIAIS". ILEGALIDADE. SEGURANÇA PÚBLICA. INTERESSE DA 11

12 COLETIVIDADE. GARANTIA. PRINCÍPIOS DA ESSENCIALIDADE E CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO. OBSERVÂNCIA. 1. A Corte Especial, no julgamento do AgRg na SS 1497/RJ, perfilhou o entendimento de que: "AGRAVO REGIMENTAL - SUSPENSÃO - DEFERIMENTO - FORNECIMENTO DE ENERGIA - CORTE POR INADIMPLÊNCIA - MUNICÍPIO - POSSIBILIDADE. 1. A interrupção do fornecimento de energia elétrica por inadimplemento não configura descontinuidade da prestação do serviço público. Precedentes. 2. O interesse da coletividade não pode ser protegido estimulandose a mora, até porque esta poderá comprometer, por via reflexa, de forma mais cruel, toda a coletividade, em sobrevindo má prestação dos serviços de fornecimento de energia, por falta de investimentos, como resultado do não recebimento, pela concessionária, da contra-prestação pecuniária.... omissis Destarte, é lícito à concessionária interromper o fornecimento de energia elétrica se, após aviso prévio, o consumidor de energia elétrica permanecer inadimplente no pagamento da respectiva conta. 3. A Lei de Concessões, entretanto, estabelece que é possível o corte desde que considerado o interesse da coletividade (artigo 6º, 3º, inciso II, da Lei 8.987/95), que significa não empreender o corte de utilidades básicas de um hospital ou de uma universidade, quando a empresa tem os meios jurídicos legais da ação de cobrança. (...) 3. O princípio da continuidade do serviço público assegurado pelo art. 22 do Código de Defesa do Consumidor deve ser amenizado, ante a exegese do art. 6º, 3º, II da Lei nº 8.987/95 que prevê a possibilidade de interrupção do fornecimento de energia elétrica quando, após aviso, permanecer inadimplente o usuário, considerado o interesse da coletividade. 4. Quando o consumidor é pessoa jurídica de direito público, prevalece nesta Turma a tese de que o corte de energia é possível, desde que não aconteça de forma indiscriminada, preservando-se as unidades públicas essenciais. 5. A interrupção de fornecimento de energia elétrica de Município inadimplente somente é considerada ilegítima quando atinge as unidades públicas provedoras das necessidades inadiáveis da comunidade, entendidas essas - por analogia à Lei de Greve como "aquelas que, não atendidas, coloquem em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população", o que se perfaz na hipótese. Data Publicação 15/05/2006 Registre-se que, com muito acerto, resolveu o Tribunal de Justiça de Pernambuco, seguindo a mesma linha de raciocínio do Superior Tribunal de Justiça, colocar em súmula, a possibilidade de a concessionária de serviço público vir a promover a suspensão do fornecimento de energia elétrica de município inadimplente: Súmula 014 do Tribunal de Justiça de Pernambuco - É possível a suspensão do fornecimento de energia elétrica a pessoa jurídica de direito público, desde que preservadas as unidades que prestam serviços essenciais à comunidade. 12

13 Por força dos argumentos elencados, reiteramos que o Princípio da Continuidade do Serviço Público impede a interrupção do fornecimento de energia elétrica, por falta de pagamento, apenas e unicamente quanto aos serviços públicos essenciais, assim entendidos, por analogia, aqueles constantes no rol, do art. 10, da Lei nº 7.783/89, podendo desta forma, à luz da legislação aplicável (art. 6º, 3º, II, da Lei 8.987/95) e de entendimentos jurisprudenciais como a súmula nº 14 do Tribunal de Justiça de Pernambuco, ser possível a suspensão do fornecimento de energia elétrica a pessoa jurídica de direito público, desde que preservadas as unidades que prestam serviços essenciais à comunidade. Verifica-se, por tudo o que foi até aqui exposto, que a diferença de posicionamentos sobre as repercussões sociais da questão do fornecimento da energia elétrica repousa basicamente na 1ª instância das decisões judiciais, onde vemos nitidamente um Estado-Juiz dissociado da preocupação do Estado-Administração de garantir o perfeito funcionamento do setor elétrico brasileiro. No STJ, longe das pressões exercidas pelas lamúrias dos Administradores Municipais, que chegam ao Juiz da comarca com lágrimas nos olhos e em genuflexão, clamando para que não tenham a energia cortada, já há uma consonância de objetivos entre o Estado-Juiz e o Estado-Administrador. À exemplo do STJ, deveria todo o Poder Judiciário ter ciência do seu papel de preservar a higidez do sistema elétrico nacional, pois caso se perpetuem as decisões que convertem as distribuidoras de energia elétrica em instituições de caridade e benemerência, corremos o sério risco de inviabilizar os investimentos necessários para manutenção (e sobretudo ampliação) do sistema de distribuição de energia no Brasil e, sem uma rede de distribuição, de nada valerão os esforços (tardios) para a construção de novas hidrelétricas, pois não haverá malha hábil para distribuir a nova energia gerada. Ou seja, ou se passa a ter uma postura mais dura para com os municípios que almejam perpetuar-se na inadimplência, ou corremos o risco de pagarmos um pesado tributo, que nos alijará da competição por mercados mais atraentes e que repelirá investimentos externos no Brasil. Um país que não consegue garantir uma relação harmoniosa entre os atores que contracenam no palco de um setor tão estratégico como é o da geração de energia, está fadado à bancarrota, pois a energia é a mola-motriz para o desenvolvimento e para a produção de riquezas. Por fim, há de ser dito que, a continuar o Estado-Juiz a tratar o setor de distribuição de energia elétrica como Robin Hood tratava os asseclas do Xerife de Nottingham, o Brasil não irá agendar jogos noturnos na Copa do Mundo que ele sediará em 2014, vez que não haverá energia elétrica para ligar os refletores. 13

i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll

i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll sajfâu PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO 397 ACÓRDÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SAC>PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRATICA REGISTRADO(A) SOB N i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll Vistos,

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 809.962 - RS (2006/0007992-0) RELATOR : MINISTRO LUIZ FUX RECORRENTE : COMPANHIA RIOGRANDENSE DE SANEAMENTO - CORSAN ADVOGADO : OSVALDO ANSELMO REGINATO E OUTROS RECORRIDO : JARBAS

Leia mais

CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA RURAL INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO RE Nº 363.852/MG.

CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA RURAL INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO RE Nº 363.852/MG. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA RURAL INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO RE Nº 363.852/MG. Como amplamente noticiado nestes últimos dias, o Supremo Tribunal Federal, em decisão

Leia mais

CONTRATO DE FORNECIMENTO DE GÁS NATURAL CANALIZADO CONTENDO AS CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO DE GÁS CANALIZADO REFERENTES AOS CLIENTES COMERCIAIS

CONTRATO DE FORNECIMENTO DE GÁS NATURAL CANALIZADO CONTENDO AS CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO DE GÁS CANALIZADO REFERENTES AOS CLIENTES COMERCIAIS CONTRATO DE FORNECIMENTO DE GÁS NATURAL CANALIZADO CONTENDO AS CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO DE GÁS CANALIZADO REFERENTES AOS CLIENTES COMERCIAIS DA CEG 1.º PARTES a) CEG: COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE

Leia mais

EMENTA ACÓRDÃO. LUÍSA HICKEL GAMBA Relatora

EMENTA ACÓRDÃO. LUÍSA HICKEL GAMBA Relatora INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO JEF Nº 2005.70.53.001322-8/PR RELATOR : Juiz D.E. Publicado em 20/02/2009 EMENTA ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PUBLICO. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. ANUÊNIOS SUBSTITUÍDOS POR QÜINQÜÊNIOS.

Leia mais

Honorários advocatícios

Honorários advocatícios Honorários advocatícios Os honorários advocatícios são balizados pelo Código de Processo Civil brasileiro (Lei de n. 5.869/73) em seu artigo 20, que assim dispõe: Art. 20. A sentença condenará o vencido

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO PARECER Nº 12672

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO PARECER Nº 12672 PARECER Nº 12672 Faixas de domínio marginais às estradas de rodagem cuja exploração é objeto de contrato de concessão. Uso por particulares, sem exclusividade. Autorização. Competência. Licitação. Expondo

Leia mais

JUROS NA INCORPORAÇÃO

JUROS NA INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA JUROS NA INCORPORAÇÃO Inicialmente, é importante esclarecer de forma bastante sintética, que os juros na incorporação imobiliária, consistem na remuneração do capital que os incorporadores

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.255.823 - PB (2011/0129469-7) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL PROCURADOR : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECORRIDO : DESTILARIA MIRIRI S/A

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.084.748 - MT (2008/0194990-5) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO SIDNEI BENETI : AGRO AMAZÔNIA PRODUTOS AGROPECUÁRIOS LTDA : DÉCIO JOSÉ TESSARO E OUTRO(S) :

Leia mais

Cuida das relações coletivas de trabalho, onde os interesses cuidados são os de um grupo social. São instituições do direito coletivo do trabalho:

Cuida das relações coletivas de trabalho, onde os interesses cuidados são os de um grupo social. São instituições do direito coletivo do trabalho: Legislação Social Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 38 DIREITO COLETIVO DO TRABALHO Cuida das relações coletivas de trabalho, onde os interesses cuidados são os de um grupo social. São instituições

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 1.420.880 - PE (2011/0125824-8) RELATOR : MINISTRO NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO AGRAVANTE : FAZENDA NACIONAL : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGRAVADO : ACUMULADORES

Leia mais

DIFERENCIAÇÃO NO PREÇO PELO PAGAMENTO EM DINHEIRO E COM CARTÃO DE CRÉDITO/DÉBITO

DIFERENCIAÇÃO NO PREÇO PELO PAGAMENTO EM DINHEIRO E COM CARTÃO DE CRÉDITO/DÉBITO DIFERENCIAÇÃO NO PREÇO PELO PAGAMENTO EM DINHEIRO E COM CARTÃO DE CRÉDITO/DÉBITO Com o constante crescimento das relações de consumo e a permanente busca por novos clientes, os fornecedores de produtos

Leia mais

A configuração da relação de consumo

A configuração da relação de consumo BuscaLegis.ccj.ufsc.br A configuração da relação de consumo Samuel Borges Gomes 1. Introdução O Código de Defesa do Consumidor (CDC) foi sem dúvida um marco na legislação brasileira no sentido de legitimação

Leia mais

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento.

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. Limitações na ação de consignação em pagamento Kiyoshi Harada* Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. 1 Conceito O que significa consignação em pagamento?

Leia mais

(ambas sem procuração).

(ambas sem procuração). ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa AGRAVO DE INSTRUMENTO N. 001.2009.006097-9 / 001 Relator: Des. José Di Lorenzo Serpa. Agravante: Itatj Seguros S/A. Advogado:

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 437.853 - DF (2002/0068509-3) RELATOR : MINISTRO TEORI ALBINO ZAVASCKI RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL PROCURADOR : DANIEL AZEREDO ALVARENGA E OUTROS RECORRIDO : ADVOCACIA BETTIOL S/C

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL

PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL \d \w1215 \h1110 FINCLUDEPICTURE "brasoes\\15.bmp" MERGEFORMAT PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL Processo n. 001.08.020297-8 Ação: Ação Civil Pública Autor: Ministério

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO 34 a Câmara Seção de Direito Privado Julgamento sem segredo de justiça: 27 de julho de 2009, v.u. Relator: Desembargador Irineu Pedrotti. Apelação Cível nº 968.409-00/3 Comarca de São Paulo Foro Central

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO ADEQUADO. Olá, pessoal, vamos falar um pouco hoje sobre serviços públicos.

SERVIÇO PÚBLICO ADEQUADO. Olá, pessoal, vamos falar um pouco hoje sobre serviços públicos. SERVIÇO PÚBLICO ADEQUADO Olá, pessoal, vamos falar um pouco hoje sobre serviços públicos. Segundo o art. 175 da CF/88, incumbe ao Poder Público, na forma da lei, a prestação de serviços públicos. Essa

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 1.375.078 - MT (2010/0221460-4) RELATOR AGRAVANTE PROCURADOR AGRAVADO ADVOGADO : MINISTRO LUIZ FUX : ESTADO DE MATO GROSSO : ULINDINEI ARAÚJO BARBOSA E OUTRO(S) : CERÂMICA NOVA

Leia mais

EMB. DECL. EM AC 333.188-CE (2002.81.00.013652-2/01). RELATÓRIO

EMB. DECL. EM AC 333.188-CE (2002.81.00.013652-2/01). RELATÓRIO RELATÓRIO 1. Trata-se de Embargos Declaratórios interpostos pela FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO VALE DO ACARAÚ- UVA, contra Acórdão da Segunda Turma deste TRF de fls. 526/528, nos autos de AC 333.188-CE,

Leia mais

Ministério da Justiça Conselho Administrativo de Defesa Econômica CADE

Ministério da Justiça Conselho Administrativo de Defesa Econômica CADE Ministério da Justiça Conselho Administrativo de Defesa Econômica CADE Consulentes: Comércio de Bebidas Branco Ltda. Advogados: Nacir Sales Relator: Conselheiro Roberto Augusto Castellanos Pfeiffer EMENTA:

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 897.205 - DF (2006/0235733-6) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS RECORRENTE : VOLKSWAGEN LEASING S/A - ARRENDAMENTO MERCANTIL ADVOGADO : VINICIUS OLLIVER DOMINGUES MARCONDES E OUTROS

Leia mais

DEPÓSITO DO PEDIDO DE PATENTE: MERA EXPECTATIVA DE DIREITO.

DEPÓSITO DO PEDIDO DE PATENTE: MERA EXPECTATIVA DE DIREITO. DEPÓSITO DO PEDIDO DE PATENTE: MERA EXPECTATIVA DE DIREITO. Inicialmente cabe definirmos o que é patente, a qual nada mais é que uma propriedade temporária, legalmente concedida pelo Estado, sobre uma

Leia mais

http://www.lgncontabil.com.br/

http://www.lgncontabil.com.br/ ADICIONAL NOTURNO - PROCEDIMENTOS 1. INTRODUÇÃO O adicional noturno é devido ao empregado que trabalha a noite no período biológico em que a pessoa deve dormir. É no período noturno que o organismo humano

Leia mais

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social 1.4.7.3. Contribuições do art.195 CF Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social (previdência, saúde e assistência social), espécies de contribuições sociais, como

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.374.048 - RS (2013/0073161-8) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO HUMBERTO MARTINS : FAZENDA NACIONAL : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL : EMERSON DA SILVA

Leia mais

I. Da natureza jurídica da assinatura telefônica.

I. Da natureza jurídica da assinatura telefônica. DA COMPETÊNCIA, NAS AÇÕES CONTRA A COBRANÇA DE ASSINATURA TELEFÔNICA. I. Da natureza jurídica da assinatura telefônica. A cobrança da tarifa de assinatura telefônica surgiu em 1966, em plena época da ditadura

Leia mais

O julgamento teve a participação dos Desembargadores BORIS KAUFFMANN (Presidente) e ELLIOT AKEL. São Paulo, 01 de junho de 2010.

O julgamento teve a participação dos Desembargadores BORIS KAUFFMANN (Presidente) e ELLIOT AKEL. São Paulo, 01 de junho de 2010. th.-,; V. pjúk-^i ** "i' ''" >*.. > ' * ' PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACORDAO/DECISÃO MONOCRÁTICA REGISTRADO(A) SOB N ACÓRDÃO I llllll MU llfll lllli

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 627.970 - RJ (2004/0015047-6) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON EMENTA TRIBUTÁRIO - ICMS - IMPORTAÇÃO - DESEMBARAÇO ADUANEIRO - COMPROVANTE DE RECOLHIMENTO, ISENÇÃO OU NÃO-INCIDÊNCIA

Leia mais

PARECER CEE/PE Nº 116 /2014-CLN APROVADO PELO PLENÁRIO EM 17/11/2014 I DO PEDIDO:

PARECER CEE/PE Nº 116 /2014-CLN APROVADO PELO PLENÁRIO EM 17/11/2014 I DO PEDIDO: INTERESSADO: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO 28ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE DEFESA DA CIDADANIA DA CAPITAL - RECIFE - PE - PROMOÇÃO E DEFESA DO DIREITO HUMANO À EDUCAÇÃO ASSUNTO: ILEGALIDADE DE

Leia mais

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO. PROJETO DE LEI N o 637, DE 2011 I - RELATÓRIO

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO. PROJETO DE LEI N o 637, DE 2011 I - RELATÓRIO COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO PROJETO DE LEI N o 637, DE 2011 Altera a Lei nº 6.830, de 22 de setembro de 1980, para incluir o segurogarantia dentre os instrumentos de garantia nas ações de execução

Leia mais

O JUDICIÁRIO E A CARGA TRIBUTÁRIA NO SETOR ELÉTRICO ISABEL LUSTOSA

O JUDICIÁRIO E A CARGA TRIBUTÁRIA NO SETOR ELÉTRICO ISABEL LUSTOSA O JUDICIÁRIO E A CARGA TRIBUTÁRIA NO SETOR ELÉTRICO ISABEL LUSTOSA Agosto de 2007 Tópicos da Apresentação Questões tributárias já decididas pelo Judiciário Questões tributárias pendentes de apreciação

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECLAMAÇÃO Nº 14.424 - PE (2013/0315610-5) RELATORA : MINISTRA MARIA ISABEL GALLOTTI RECLAMANTE : SANTANDER LEASING S/A ARRENDAMENTO MERCANTIL ADVOGADO : ANTÔNIO BRAZ DA SILVA E OUTRO(S) RECLAMADO : SEXTA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 712.998 - RJ (2004/0180932-3) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROCURADOR : MARIANA RODRIGUES KELLY E SOUSA E OUTRO(S) RECORRIDO : ADELINO

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA PRESIDÊNCIA

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA PRESIDÊNCIA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA PRESIDÊNCIA RECURSO ESPECIAL N 200.2006.042.358-5/001 RECORRENTE: Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil PREVI. ADVOGADOS: Urbano Vitalino

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA AGRAVANTE : ONDREPSB LIMPEZA E SERVIÇOS ESPECIAIS LTDA ADVOGADO : IVAR LUIZ NUNES PIAZZETA E OUTRO(S) AGRAVADO : FAZENDA NACIONAL PROCURADORES : ANGELA T GOBBI ESTRELLA

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 777.906 - BA (2005/0144695-7) RELATOR RECORRENTE RECORRIDO : MINISTRO JOSÉ DELGADO : ADALTRO FERRERA DE SOUZA : YOLANDA SANTOS DE SANTANA E OUTROS : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF :

Leia mais

PROCURADORIA-GERAL DO TRABALHO CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

PROCURADORIA-GERAL DO TRABALHO CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO Origem: PRT da 4ª Região Órgão Oficiante: Dr. Roberto Portela Mildner Interessado 1: Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região. Interessado 2: Banco Bradesco S/A. Assuntos: Meio ambiente do trabalho

Leia mais

Inscrição de Pessoas Jurídicas no Conselho que Terceirizam Serviços de Fonoaudiologia. Consulta

Inscrição de Pessoas Jurídicas no Conselho que Terceirizam Serviços de Fonoaudiologia. Consulta Inscrição de Pessoas Jurídicas no Conselho que Terceirizam Serviços de Fonoaudiologia. Parecer Jurídico Consulta A Comissão de Orientação e Fiscalização do Conselho Regional de Fonoaudiologia 6ª Região,

Leia mais

O Dano Moral no Direito do Trabalho

O Dano Moral no Direito do Trabalho 1 O Dano Moral no Direito do Trabalho 1 - O Dano moral no Direito do Trabalho 1.1 Introdução 1.2 Objetivo 1.3 - O Dano moral nas relações de trabalho 1.4 - A competência para julgamento 1.5 - Fundamentação

Leia mais

Nº 2324/2014 - ASJTC/SAJ/PGR

Nº 2324/2014 - ASJTC/SAJ/PGR Nº 2324/2014 - ASJTC/SAJ/PGR Suspensão de Liminar nº 764/AM Relator: Ministro Presidente Requerente: Estado do Amazonas Requerido: Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas Interessado: Ministério Público

Leia mais

PODER JUDICIáRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

PODER JUDICIáRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO PARTE A ADV/PROC PARTE R REPTE ORIGEM RELATOR : JORGEVALDO ROBINSTON DE MOURA : FÁBIO CORREA RIBEIRO E OUTROS : INSS INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA ENTIDADE : JUÍZO

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ. EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ. Assunto: Desconto da Contribuição Sindical previsto no artigo 8º da Constituição Federal, um dia de trabalho em março de 2015.

Leia mais

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Legitimidade ativa (Pessoas relacionadas no art. 103 da

Leia mais

NOTA PGFN/CRJ/Nº 73 /2016

NOTA PGFN/CRJ/Nº 73 /2016 NOTA PGFN/CRJ/Nº 73 /2016 Documento público. Ausência de sigilo. Recurso Especial nº 1.400.287/RS. Recurso representativo de controvérsia. Feito submetido à sistemática do artigo 543-C do CPC/1973. Art.

Leia mais

Preliminarmente à inscrição em dívida ativa, é necessário, sob pena de nulidade, a constituição do crédito tributário através do lançamento.

Preliminarmente à inscrição em dívida ativa, é necessário, sob pena de nulidade, a constituição do crédito tributário através do lançamento. A intimação do contribuinte por edital e o protesto da dívida tributária à luz da A constituição da dívida ativa tributária e não tributária do Município pressupõe a inscrição do crédito tributário e não

Leia mais

COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR PROJETO DE LEI N o 1.103, DE 2007 Dispõe sobre a desvinculação nas faturas de energia elétrica, dos valores relativos ao consumo mensal de energia e à contribuição de iluminação

Leia mais

RECURSO ORDINÁRIO TRT/RO - 0033300-35.2009.5.01.0017 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma

RECURSO ORDINÁRIO TRT/RO - 0033300-35.2009.5.01.0017 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma Convenção coletiva. SESI O SESI não é representado por sindicato de hospitais e estabelecimentos de serviços de saúde, sendo entidade cuja atividade preponderante é orientação e formação profissional.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.094.735 - PR (2008/0223408-4) RELATOR : MINISTRO FRANCISCO FALCÃO RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL PROCURADOR : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECORRIDO : ADELSON BARBOSA DOS

Leia mais

Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso

Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso Ensino Fundamental com 9 anos de duração - Idade de Ingresso A respeito da idade de ingresso das crianças, no ensino fundamental de 9 anos de duração, ocorreram acaloradas discussões na esfera educacional

Leia mais

A COBRANÇA DE TARIFAS ADMINISTRATIVAS EM CONTRATOS DE CONCESSÃO DE CRÉDITO

A COBRANÇA DE TARIFAS ADMINISTRATIVAS EM CONTRATOS DE CONCESSÃO DE CRÉDITO A COBRANÇA DE TARIFAS ADMINISTRATIVAS EM CONTRATOS DE CONCESSÃO DE CRÉDITO Moisés da Silva Advogado Pós-graduando em Direito Processual e em Direito do Estado 59 EXCERTOS Se a instituição financeira presta

Leia mais

Desembargador JOSÉ DIVINO DE OLIVEIRA Acórdão Nº 373.518 E M E N T A

Desembargador JOSÉ DIVINO DE OLIVEIRA Acórdão Nº 373.518 E M E N T A Poder Judiciário da União Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios Órgão 6ª Turma Cível Processo N. Agravo de Instrumento 20090020080840AGI Agravante(s) POLIMPORT COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO

Leia mais

ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS POR MILITARES

ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS POR MILITARES ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS POR MILITARES 1. INTRODUÇÃO O presente estudo tem por finalidade analisar a possibilidade de um militar exercer, na ativa ou na reserva remunerada, outro cargo público e receber,

Leia mais

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO SILVA SANTOS

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO SILVA SANTOS fls. 122 Processo: 0135890-46.2012.8.06.0001 - Apelação Apelante: Sindicato dos Guardas Municipais da Região Metrolitana de Fortaleza - SINDIGUARDAS Apelado: Município de Fortaleza Vistos etc. DECISÃO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.228.778 - MT (2010/0217471-4) RELATOR RECORRENTE RECORRIDO RECORRIDO : MINISTRO SIDNEI BENETI : WANDER CARLOS DE SOUZA : SÉRGIO DONIZETE NUNES : GILBERTO LUIZ DE REZENDE : DANIELA

Leia mais

URGENTE. Para: SINDICATO DOS FISCAIS E AGENTES FISCAIS DE TRIBUTOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS- SINDIFISCO/MG PARECER

URGENTE. Para: SINDICATO DOS FISCAIS E AGENTES FISCAIS DE TRIBUTOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS- SINDIFISCO/MG PARECER URGENTE De: Departamento Jurídico do SINDIFISCO/MG Belo Horizonte, 23 de abril de 2009. Para: SINDICATO DOS FISCAIS E AGENTES FISCAIS DE TRIBUTOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS- SINDIFISCO/MG PARECER Trata-se

Leia mais

R E L A T Ó R I O. A Senhora Ministra Ellen Gracie: 1. Eis o teor da decisão embargada:

R E L A T Ó R I O. A Senhora Ministra Ellen Gracie: 1. Eis o teor da decisão embargada: EMB.DECL.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.572-8 BAHIA RELATORA EMBARGANTE(S) ADVOGADO(A/S) EMBARGADO(A/S) ADVOGADO(A/S) : MIN. ELLEN GRACIE : TELEMAR NORTE LESTE S/A : BÁRBARA GONDIM DA ROCHA E OUTRO(A/S)

Leia mais

LIMITES À REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS EM ANO ELEITORAL

LIMITES À REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS EM ANO ELEITORAL LIMITES À REALIZAÇÃO DE LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS EM ANO ELEITORAL 1. INTRODUÇÃO Em anos de eleições municipais, estaduais e federais, devem ser observadas várias limitações à realização de

Leia mais

Estado de Goiás Procuradoria-Geral do Estado Procuradoria Judicial

Estado de Goiás Procuradoria-Geral do Estado Procuradoria Judicial Interessados: L. P. D. Processo : 2008.0000.300.6494 Assunto : Ação de Cobrança Expurgos Inflacionários Condenação no Juízo Singular Apelação Provimento Parcial Embargos Declaratórios Improcedência - Dispensa

Leia mais

DECRETO N 6611de 10 de Setembro de 2015.

DECRETO N 6611de 10 de Setembro de 2015. DECRETO N 6611de 10 de Setembro de 2015. Ementa: Estabelece medidas administrativas de racionalização, controle orçamentário e contenção de despesas no que se refere aos gastos com pessoal no âmbito da

Leia mais

Administrando o Fluxo de Caixa

Administrando o Fluxo de Caixa Administrando o Fluxo de Caixa O contexto econômico do momento interfere no cotidiano das empresas, independente do seu tamanho mercadológico e, principalmente nas questões que afetam diretamente o Fluxo

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO. Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO. Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº Registro: 2013.0000605821 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0002348-73.2011.8.26.0238, da Comarca de Ibiúna, em que é apelante ASSOCIAÇAO DOS PROPRIETARIOS DO LOTEAMENTO

Leia mais

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014

FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014 FATO GERADOR DO ICMS NA IMPORTAÇÃO RE 540.829-SP - 11/09/2014 ASPECTOS HISTÓRICOS Em passado remoto, o Estado de São Paulo tentou instituir a cobrança do ICMS na importação de mercadorias e o fez por decreto.

Leia mais

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº, DE 2013

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº, DE 2013 PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº, DE 2013 (Do Sr. CARLOS SOUZA) Susta a aplicação dos artigos 62 e 63 do Regulamento do Serviço Móvel Pessoal SMP, anexo à Resolução nº 477, de 7 de agosto de 2007, da

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo Registro: 2011.0000018579 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0142773-50.2009.8.26.0100, da Comarca de, em que é apelante MARITIMA SAUDE SEGUROS S/A sendo apelado LIDIA ZAHARIC.

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br ICMS no Contrato de Demanda Reservada de Potência de Energia Elétrica Tenille Gomes Freitas* 1. ICMS O ICMS (imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 3.998, de 2012

PROJETO DE LEI N.º 3.998, de 2012 1 COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR PROJETO DE LEI N.º 3.998, de 2012 Altera a Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, que "dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde", para incluir os

Leia mais

CONSULTA N. 605/2014 CONSULENTE: UFSC - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA EMENTA: 1. PERGUNTA:

CONSULTA N. 605/2014 CONSULENTE: UFSC - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA EMENTA: 1. PERGUNTA: CONSULTA N. 605/2014 CONSULENTE: UFSC - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA EMENTA: Contrato. Obras e serviços de engenharia. Faturamento em nome de fornecedor/fabricante que não participou da licitação.

Leia mais

A EXPLORAÇÃO DE FAIXA DE DOMÍNIO POR CONCESSÕES DISTINTAS E O INTERESSE PÚBLICO

A EXPLORAÇÃO DE FAIXA DE DOMÍNIO POR CONCESSÕES DISTINTAS E O INTERESSE PÚBLICO A EPLORAÇÃO DE FAIA DE DOMÍNIO POR CONCESSÕES DISTINTAS E O INTERESSE PÚBLICO Luiz Antonio Sanches Diretor Adjunto da ABCE II Simpósio Jurídico-Tributário da ABCE 13 de novembro de 2006 Problema: Com amparo

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 32.453 - MT (2010/0118311-2) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : VIVO S/A ADVOGADO : SACHA CALMON NAVARRO COELHO RECORRIDO : ESTADO DE MATO GROSSO PROCURADOR

Leia mais

Controvérsias sobre o fato gerador do IPI

Controvérsias sobre o fato gerador do IPI Controvérsias sobre o fato gerador do IPI Kiyoshi Harada* Não há unanimidade na doutrina e na jurisprudência quanto ao fato gerador do IPI. Muitos doutrinadores sustentam que o produto industrializado

Leia mais

INFORMATIVO JURÍDICO

INFORMATIVO JURÍDICO 1 ROSENTHAL E SARFATIS METTA ADVOGADOS INFORMATIVO JURÍDICO NÚMERO 5, ANO III MAIO DE 2011 1 ESTADO NÃO PODE RECUSAR CRÉDITOS DE ICMS DECORRENTES DE INCENTIVOS FISCAIS Fiscos Estaduais não podem autuar

Leia mais

Teoria Geral do Processo II Matrícula: 11/0115791 Vallisney de Souza Oliveira O ÔNUS DA PROVA NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

Teoria Geral do Processo II Matrícula: 11/0115791 Vallisney de Souza Oliveira O ÔNUS DA PROVA NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA Aluno: Endrigo Araldi Teoria Geral do Processo II Matrícula: 11/0115791 Vallisney de Souza Oliveira O ÔNUS DA PROVA NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR Brasília, 30 de Maio de 2013

Leia mais

Instrução Normativa RFB nº 1.293, de 21 de setembro de 2012

Instrução Normativa RFB nº 1.293, de 21 de setembro de 2012 Instrução Normativa RFB nº 1.293, de 21 de setembro de 2012 DOU de 24.9.2012 Dispõe sobre o despacho aduaneiro de bens procedentes do exterior destinados à utilização na Copa das Confederações Fifa 2013

Leia mais

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI PROJETO DE LEI Nº 6835, DE 2010 Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de pontos de acesso sem fio à Internet nas ERB Estações

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.279.941 - MT (2011/0167277-9) RELATOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES RECORRENTE : ESTADO DE MATO GROSSO PROCURADOR : PATRYCK DE ARAUJO AYALA E OUTRO(S) RECORRIDO : VALDECIR AUGUSTO

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA GABINETE DO DESEMBARGADOR ROMERO MARCELO DA FONSECA OLIVEIRA APELAÇÃO CÍVEL N. 001.2008.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA GABINETE DO DESEMBARGADOR ROMERO MARCELO DA FONSECA OLIVEIRA APELAÇÃO CÍVEL N. 001.2008. Ntátuald, TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA GABINETE DO DESEMBARGADOR ROMERO MARCELO DA FONSECA OLIVEIRA - APELAÇÃO CÍVEL N. 001.2008.012051-0/002, ORIGEM :Processo n. 001.2008.012051-0 da 3 a Vara

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete do Desembargador Federal Marcelo Navarro

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete do Desembargador Federal Marcelo Navarro RELATÓRIO O Senhor DESEMBARGADOR FEDERAL MARCELO NAVARRO: Cuida-se de apelação criminal interposta por Alfredo de Oliveira Santos contra sentença (fls. 455/471) da lavra do MM. Juízo da 13ª Vara Federal

Leia mais

PAINEL 2 Ações de Nulidade e Infrações e seu Cabimento: Estratégias no Cenário Brasileiro. Guilherme Bollorini Pereira 19 de agosto de 2013

PAINEL 2 Ações de Nulidade e Infrações e seu Cabimento: Estratégias no Cenário Brasileiro. Guilherme Bollorini Pereira 19 de agosto de 2013 PAINEL 2 Ações de Nulidade e Infrações e seu Cabimento: Estratégias no Cenário Brasileiro Guilherme Bollorini Pereira 19 de agosto de 2013 Esse pequeno ensaio tem por objetivo elaborar um estudo a respeito

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA ADVOGADO : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(S) EMENTA DIREITO SINDICAL. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL. ART. 8º, IV, DA CF/88. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PUBLICAÇÃO

Leia mais

ESTADO DO RIO DE JANEIRO PODER JUDICIÁRIO. NONA CÂMARA CÍVEL Agravo de Instrumento nº 0047746-68.2014.8.19.0000 Desembargador GILBERTO DUTRA MOREIRA

ESTADO DO RIO DE JANEIRO PODER JUDICIÁRIO. NONA CÂMARA CÍVEL Agravo de Instrumento nº 0047746-68.2014.8.19.0000 Desembargador GILBERTO DUTRA MOREIRA 1 Agravo de instrumento. Mandado de segurança. Suspensão de exigibilidade de tributo. ICMS. Desembaraço aduaneiro. Contrato de afretamento de embarcação em regime de admissão temporária. REPETRO. Decisão

Leia mais

Discussões previdenciárias relevantes nos Tribunais Superiores. Evolução da jurisprudência sobre o tema

Discussões previdenciárias relevantes nos Tribunais Superiores. Evolução da jurisprudência sobre o tema Discussões previdenciárias relevantes nos Tribunais Superiores. Evolução da jurisprudência sobre o tema Teses Judiciais Previdenciárias Alíquota diferenciada de Seguro contra Acidente de Trabalho SAT com

Leia mais

Nº 70020131579 COMARCA DE PORTO ALEGRE BANCO DO BRASIL S/A MARINA HELENA ALENCASTRO

Nº 70020131579 COMARCA DE PORTO ALEGRE BANCO DO BRASIL S/A MARINA HELENA ALENCASTRO AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. LITISCONSÓRCIO PASSIVO. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDENCIA, CONDENANDO APENAS UMA DAS PARTES DEMANDADAS. NÃO INCIDÊNCIA DO ART. 191, DO CDC. SÚMULA 641, DO STF. PRAZO SIMPLES PARA RECORRER.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 704.881 - RS (2004/0126471-0) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN AGRAVANTE : TRANSPORTADORA DE CARGAS MERCOSUL LTDA ADVOGADO : CLÁUDIO LEITE PIMENTEL E OUTRO(S) AGRAVADO

Leia mais

Em face do acórdão (fls. 1685/1710), a CNTU opõe embargos de declaração (fls. 1719/1746). Vistos, em mesa. É o relatório.

Em face do acórdão (fls. 1685/1710), a CNTU opõe embargos de declaração (fls. 1719/1746). Vistos, em mesa. É o relatório. A C Ó R D Ã O 7ª Turma CMB/fsp EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO DE REVISTA. Embargos acolhidos apenas para prestar esclarecimentos, sem efeito modificativo. Vistos, relatados e discutidos estes autos

Leia mais

PARCELAMENTO TRIBUTÁRIO

PARCELAMENTO TRIBUTÁRIO PARCELAMENTO TRIBUTÁRIO Depósitos Judiciais (REsp. 1.251.513/PR) e a conversão do depósito pela Fazenda Pública José Umberto Braccini Bastos umberto.bastos@bvc.com.br CTN ART. 151 o depósito é uma das

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.237.894 - MT (2011/0026945-1) RELATOR : MINISTRO SIDNEI BENETI RECORRENTE : BANCO DO BRASIL S/A ADVOGADO : NAGIB KRUGER E OUTRO(S) RECORRIDO : SUSSUMO SATO E OUTRO ADVOGADO : GILMAR

Leia mais

ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa

ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa Agravo de Instrumento n 2 073.2012.001287-4 /001 Relator: Des. José Di Lorenzo Serpa Agravante: Marina Jacaré Clube Advogado:

Leia mais

Convém ressaltar, de início, que o benefício do diferimento não se confunde com a isenção ou com a suspensão do imposto.

Convém ressaltar, de início, que o benefício do diferimento não se confunde com a isenção ou com a suspensão do imposto. ICMS/SP - Diferimento - Tratamento fiscal 6 de Abril de 2010 Em face da publicação do Decreto nº 55.305/2009 - DOE SP de 31.12.2009, este procedimento foi atualizado (tópico 9 - bens do ativo imobilizado

Leia mais

JURIDICIDADE DO AUMENTO DA JORNADA DE TRABALHO DE SERVIDORES PÚBLICOS

JURIDICIDADE DO AUMENTO DA JORNADA DE TRABALHO DE SERVIDORES PÚBLICOS ESTUDO JURIDICIDADE DO AUMENTO DA JORNADA DE TRABALHO DE SERVIDORES PÚBLICOS Leonardo Costa Schuler Consultor Legislativo da Área VIII Administração Pública ESTUDO MARÇO/2007 Câmara dos Deputados Praça

Leia mais

EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DA COMARCA DE...

EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DA COMARCA DE... EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DA COMARCA DE... Excelência, INTERPOR..., vem por intermédio de sua advogada infra-assinada, à presença de Vossa AÇÃO DE CONCESSÃO

Leia mais

Parecer Coletivo Município. Transporte de Pacientes e Passageiros. RECEFITUR. DAER. Lista Prévia. Exigência. Multas. Descabimento.

Parecer Coletivo Município. Transporte de Pacientes e Passageiros. RECEFITUR. DAER. Lista Prévia. Exigência. Multas. Descabimento. Parecer Coletivo Município. Transporte de Pacientes e Passageiros. RECEFITUR. DAER. Lista Prévia. Exigência. Multas. Descabimento. Decisão Judicial Trata o presente parecer acerca da imposição do DAER/RS

Leia mais

Valor adicionado do ICMS Kiyoshi Harada*

Valor adicionado do ICMS Kiyoshi Harada* Valor adicionado do ICMS Kiyoshi Harada* Continua a insegurança jurídica quanto ao critério correto para atribuição de valor adicionado do ICMS decorrente da comercialização de energia elétrica produzida,

Leia mais

OAB 2ª FASE DE DIREITO EMPRESARIAL Profª. Elisabete Vido PEÇA 01

OAB 2ª FASE DE DIREITO EMPRESARIAL Profª. Elisabete Vido PEÇA 01 OAB 2ª FASE DE DIREITO EMPRESARIAL Profª. Elisabete Vido PEÇA 01 (OAB/LFG 2009/02). A sociedade Souza e Silva Ltda., empresa que tem como objeto social a fabricação e comercialização de roupas esportivas,

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.881, DE 12 DE NOVEMBRO DE 2013. Mensagem de veto Dispõe sobre a definição, qualificação, prerrogativas e finalidades das

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.039.784 - RS (2008/0055814-3) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : CORCEL CORRETORA DE SEGUROS LTDA ADVOGADO : JOSÉ FRANCISCO SASSONE EDOM RECORRIDO : FAZENDA NACIONAL

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.228.173 - MT (2010/0215316-5) RELATOR : MINISTRO PAULO DE TARSO SANSEVERINO RECORRENTE : SIRIANNI E SIRIANNI LTDA ADVOGADO : MARCELO MARTINS DE OLIVEIRA RECORRIDO : ELÉTRICA SERPAL

Leia mais

O ISS E A PESSOALIDADE DO TRABALHO DOS SÓCIOS NAS SOCIEDADES UNIPROFISSIONAIS

O ISS E A PESSOALIDADE DO TRABALHO DOS SÓCIOS NAS SOCIEDADES UNIPROFISSIONAIS O ISS E A PESSOALIDADE DO TRABALHO DOS SÓCIOS NAS SOCIEDADES UNIPROFISSIONAIS Flavio Castellano Alguns municípios introduziram discriminações no que se refere ao tratamento tributário das chamadas sociedades

Leia mais