Concreto. Prof. M.Sc. Ricardo Ferreira

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1 Conreto Prof..S. Riardo Ferreira

2 O traço Prof..S. Riardo Ferreira Fonte: Dario Dafio Eletrobras Furnas

3 Traço 3/23 A expressão da proporção dos materiais omponentes de uma omposição partiular de onreto. O traço expressa as quantidades relativas de adições, agregados miúdos, agregados graúdos, água e aditivos em relação à quantidade de imento.

4 4/23 Dosagem Ato de medir e misturar os omponentes do onreto a partir de um traço pré-definido. Dosagem ténia é aquela feita em obra que possui o onheimento de um traço elaborado de aordo om uma metodologia ténia. Dosagem empíria é aquela feita em obra que não possui o onheimento de um traço elaborado de aordo om uma metodologia ténia. utiliza um traço empírio, ou seja, uma reeita de bolo que não onsidera a impliação da variabilidade das fontes de materiais para o onreto nas suas propriedades. Atualmente é desaonselhável a utilização de dosagem empíria para o preparo de onreto estrutural.

5 5/23 Estudo de dosagem Proedimento ténio utilizado para obtenção do traço que satisfaça ertos pré-requisitos partiulares de uma obra. resistênia à ompressão; resistênia à tração (por ompressão diametral, na flexão ou direta); módulo de elastiidade; permeabilidade; elevação da temperatura; retração; fluênia; massa espeífia, et.

6 6/23 Estudo de dosagem Estudo de dosagem experimental É aquele realizado utilizando dados de misturas experimentais feitas om amostras dos materiais que serão utilizados para o preparo do onreto. Realiza-se ensaios de araterização dos materiais. Realiza-se ensaios para determinação das propriedades dos onretos, obtidos através das misturas experimentais.

7 Estudo de dosagem 7/23 Estudo de dosagem não experimental É aquele realizado sem os dados de misturas experimentais feitas om amostras dos materiais que serão utilizados no onreto. Utilizam-se valores de referênia aera das araterístias dos materiais da região, para realizar os álulos do estudo, através de simples avaliação visual. Eram muito utilizados antigamente no Brasil para a obtenção de traços para obras de menor porte em função da difiuldade de se enontrar laboratórios espeializados.

8 Expressão do traço do onreto 8/23 O traço do onreto pode ser expresso em termos de proporções em massa ou volume, além de uma forma mista, que expressa o(s) aglomerante(s) em massa e os agregados em volume. Neste urso, a expressão do traço adotada será em proporções sobre a massa de imento (kg/kg), hamado de traço unitário.

9 9/23 Expressão do traço do onreto A expressão do traço unitário de onreto segue a onfiguração: onde: 1:a:b:a/ 1: assa de imento em relação à assa de imento (/ = 1); a: assa de areia em relação à assa de imento (a/ = a); b: assa de brita em relação à assa de imento (b/ = b); a/: assa de água em relação à assa de imento ( água / = a/). Exemplo: Seja uma mistura para onreto omposta por 1 sao de imento, 150 kg de areia, 250 kg de brita 1 e 25 kg de água, então tem-se que: 50 / 50 : 150 / 50 : 250 / 50 : 25 / 50 (imento : areia : brita : água) Logo o traço será expresso omo: 1 : 3 : 5 : 0,5

10 Expressão do traço do onreto 10/23 No aso de se utilizar mais de um agregado miúdo e/ou mais de um agregado graúdo, o traço é expresso do material mais fino para o mais grosso. Por exemplo, 2 areias e 3 britas: 1 : a1 : a2 : b1 : b2 : b3 : a/ Denomina-se traço bruto m ou traço não desdobrado, à proporção de agregado total (miúdo+graúdo) em relação ao imento. Por exemplo: quando m = 3, temos um traço 1:3, e isso signifia que para ada kg de imento temos 3 kg de agregado total.

11 Cálulo da quantidade de imento do onreto 11/23 Para alular a quantidade de imento de um onreto, em kg de imento por m 3 de onreto utiliza-se a equação deduzida a seguir: Sabe-se que um erto volume de onreto é o resultado da soma dos volumes absolutos de seus onstituintes, isto é, do imento, areia (agregado miúdo), brita (agregado graúdo) e água. (1) Sabe-se ainda que, a massa espeifia de um material é por definição a sua massa dividida pelo seu volume absoluto. Logo, o seu volume é a massa dividida pela massa espeifia, ou seja: γ = V V = γ (2)

12 Cálulo da quantidade de imento do onreto 12/23 O objetivo é uma equação para alular a quantidade de imento em 1 m 3 de onreto, que é o mesmo que 1000 dm 3, desta forma adequa-se a equação à unidade de massa espeífia usual em normas ténias que é kg/dm 3, fazendo (2) em (1) temos: γ + γ a a + γ b b + γ água água = 1000 Como a massa espeífia da água é 1 (γ água 1 kg/dm 3 ), tem-se: γ a b água γ γ a b = 1000 Usa-se o artifíio de dividir ambos os lados da equação pela massa de imento ( ), pois trabalha-se om traços, que são proporções em relação à massa de imento, tem-se: a b água =. γ. γ. γ a b (3)

13 Cálulo da quantidade de imento do onreto 13/23 Vê-se na equação resultante as relações estabeleidas para a massa de imento no traço representadas por: 1 : a : b : a/, que substituindo-se em (3) fia: 1 γ a b a / = γ γ Isolando-se a massa de imento obtém-se a equação: = a 1 γ b 1000 a b + + γ γ a É usual representar a massa de imento ontida em um m 3 de onreto pela letra C, maiúsula, de onsumo de imento. Então, substituindo-se por C, tem-se: b + a / C = 1 γ 1000 a b + + γ γ a b + a / (4)

14 Cálulo da quantidade de imento do onreto 14/23 No entanto, na equação (4) não foi onsiderado nenhum teor de ar no onreto (aprisionado ou inorporado), que em onretos plástios normais varia de 20 dm 3 a 30 dm 3 por m 3 de onreto. Para se onsiderar o volume de ar no onreto, faz-se: Novamente, substituindo por C, tem-se: C = 1 γ 1000 V a b + + γ γ a b ar + a /

15 Padiolas Prof..S. Riardo Ferreira Fonte: Dario Dafio Silvia Selmo

16 Cálulo das dimensões das padiolas 16/23 Padiolas são reipientes utilizados para a dosagem dos agregados em volume unitário quando não é possível fazê-lo em massa. É utilizado para a dosagem de onretos em obras de menor porte. A padiola pode ser onstruída em madeira, plástio ou aço. Pode ser feita para ser arregada por dois operários (prismátias), ou montada sobre rodas (estrutura semelhante à de arrinhos de mão), para ser transportada por um operário (trapezoidal). A padiola trapezoidal deve ser utilizada quando se tem betoneira om arregador, que permite a onstrução de uma pequena rampa para o aesso da padiola sobre rodas.

17 Cálulo das dimensões das padiolas 17/23 A equação para o álulo da padiola trapezoidal, adotandose as dimensões ao lado, sendo o volume da padiola V pad em dm 3 e a medida do omprimento inferior L i em dm, é: [ L + ( L +1,5) ] i i.3,5 V = i pad.4 2 L i V = pad 10,5 14

18 Cálulo das dimensões das padiolas 18/23 As dimensões da seção horizontal de uma padiola prismátia usualmente são 45m x 35m, sendo a altura (h em dm) variável onforme o volume (V pad em dm³) neessário para a dosagem. h = V pad 15,75 Uma padiola deve ser dimensionada para uma massa de agregado não superior a 70kg qualquer que seja seu tipo.

19 Exeríios Prof..S. Riardo Ferreira Fonte: Dario Dafio

20 Exeríios 20/23 Para resolução das questões, utilizar as araterístias físias dos materiais a seguir indiadas.

21 Exeríios 21/23

22 Exeríios 22/23

23 Exeríios 23/23

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