ALONGAMENTO MUSCULAR

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1 MOVIMENTOS PASSIVOS E ATIVOS ALONGAMENTO MUSCULAR Prof. Ma. Ana Júlia Brito Belém/PA Aula 03

2 AMPLITUDE DE MOVIMENTO E a medida de um movimento articular, que pode ser expressa em graus. Quanto maior a amplitude de movimento articular, maior e a flexibilidade de uma dada articulação.

3 AMPLITUDE DE MOVIMENTO Fáscias Nervos Ligamentos ADM Músculos Superfícies Articulares Cápsulas

4 AMPLITUDE DE MOVIMENTO PASSIVA RESISTIDA ATIVA

5 AMPLITUDE DE MOVIMENTO MOBILIDADE ADM FUNCIONAL MOBILIDADE FUNCIONAL FLEXIBILIDADE

6 MOBILIDADE E a habilidade das estruturas ou dos segmentos do corpo de se moverem ou serem movidos de modo a permitir a presença de movimentos amplos para as atividades funcionais. Integridade das articulações. Flexibilidade ou extensibilidade dos tecidos moles.

7 FLEXIBILIDADE 0 Capacidade de uma ou mais articulações de desenvolver uma determinada amplitude de movimento considerada ideal. 0 Valência determinada pela genética e pelo meio ambiente. E expressa pela maior medida possível de movimento de um grupo musculoarticular, sem provocar lesões.

8 FLEXIBILIDADE 1. Falta de elasticidade de tecidos conjuntivos nos músculos ou articulações; 2. Tensão muscular; 3. Falta de coordenação e força no caso de movimento ativo; 4. Limitações de estruturas do osso e da articulação; 5. Dor.

9 FLEXIBILIDADE Flexibilidade Dinâmica: amplitude de movimento ativa de uma articulação. Flexibilidade Estática: é o grau onde uma articulação pode ser movida passivamente através da amplitude de movimento.

10 ALONGAMENTO MUSCULAR Conduta terapêutica elaborada para aumentar a mobilidade dos tecidos moles aumentando, assim, a ADM. Conjunto de técnicas utilizadas com o objetivo de se manter ou aumentar a flexibilidade de uma ou mais articulações. Exercícios de alongamento são usados como forma de desenvolver a flexibilidade de maneira segura e eficaz.

11 CAUSAS DE ENCURTAMENTO MUSCULAR 0 Imobilização prolongada / Mobilidade restrita (leito, cadeirantes) 0 Sedentarismo 0 Desalinhamento postural / Deform. ósseas congênitas e adquiridas. 0 Doenças de tecido conectivo (poliomiosite e dores articulares) ou neuromusculares (paralisias, espasticidade e desequilíbrio muscular) 0 Processos patológicos devido a traumas 0 Trauma dos tecidos resultando em inflamação e dor

12 CAUSAS DE ENCURTAMENTO MUSCULAR FRAQUEZA COM RETRACAO: 0 O músculo retraído não é capaz de produzir um pico de tensão. FRAQUEZA POR ALONGAMENTO: 0 O músculo hiperalongado não é capaz de manter a estabilidade normal de uma articulação.

13 EFEITOS DO ALONGAMENTO 0 Aumento da mobilidade articular; 0 Redução de tensões musculares; 0 Prevenção de lesões como distensões e estiramentos; 0 Auxílio na recuperação muscular após uma atividade física.

14 INDICAÇÕES DO ALONGAMENTO 0 ADM limitada por contratura, formação de tecido cicatricial; 0 Prevenção de deformidades; 0 Atividades funcionais limitadas.

15 CONTRAINDICAÇÕES PARA O ALONGAMENTO Falta de estabilidade Integridade vascular comprometida Inflamação ou infecção dentro e ao redor das estruturas envolvidas Lesão aguda dos tecidos moles e músculos (deve ser adiado até que a formação de cicatriz seja suficiente para que as cargas de tensão moderadas sejam toleradas) Doenças dos tecidos moles e músculos Falta de complacência e dor excessiva ou reação

16 PROPRIEDADES NEUROFISIOLÓGICAS DOS MÚSCULOS PLASTICIDADE 0 Novo comprimento muscular, após ter sido eliminada a força do alongamento.

17 PROPRIEDADES NEUROFISIOLÓGICAS DOS MÚSCULOS 0 A deformação depende da quantidade e da frequência da força que é aplicada. 0 Quanto menor a carga e maior a duração do alongamento maior será a deformação plástica. 0 Temperaturas maiores aumentam a deformação pelo aumento da distensibilidade dos tecidos.

18 PROPRIEDADES NEUROFISIOLÓGICAS FUSO MUSCULAR DOS MÚSCULOS RECEPTORES PROPRIOCEPTIVOS 0 É o principal órgão sensitivo do músculo e é sensível ao estiramento rápido e tônico. 0 Função: receber e conduzir informações sobre as mudanças no comprimento do músculo e sobre a velocidade com que ocorre tal mudança.

19 PROPRIEDADES NEUROFISIOLÓGICAS DOS MÚSCULOS RECEPTORES PROPRIOCEPTIVOS ÓRGÃO TENDINOSO DE GOLGI 0 Localizado nas junções musculotendíneas das fibras musculares extrafusais. 0 É sensível a pequenas alterações na tensão do tensão e responder à tensão adicional tanto por estiramento passivo de um músculo como por contração muscular ativa. 0 Função: monitorar mudanças na tensão das unidades musculotendíneas.

20 PROPRIEDADES NEUROFISIOLÓGICAS DOS MÚSCULOS

21 TIPOS DE ALONGAMENTO

22 ALONGAMENTO ESTÁTICO É um método no qual os músculos e os tecidos conjuntivos que estão sendo estirados são mantidos em posição estacionária em seu maior comprimento possível por um certo período. (HALL; BRODY, 2001) É um método pelo qual o músculo é estirado lentamente até o tolerado (confortável e sem dor), e a posição é mantida com o músculo nesse comprimento máximo tolerado. (BANDY & SANDERS, 2003)

23 ALONGAMENTO ESTÁTICO 0 O paciente é posicionado de forma a permitir o relaxamento completo do músculo a ser alongado. 0 Superfície de apoio confortável. 0 O alongamento para aumentar a flexibilidade deve ser realizado após um aquecimento geral. 0 O aquecimento pode ser uma atividade repetitiva por 3 a 5 min, como caminhada, uma corrida lenta, bicicleta estacionária ou exercícios ativos dos braços.

24 ALONGAMENTO ESTÁTICO VANTAGENS 0 Menor força global; 0 Menor demanda de energia; 0 Menor probabilidade de dores musculares; 0 Redução da ultrapassagem dos limites de extensibilidade tecidual; 0 Redução da atividade dos fusos musculares; 0 Aumento da atividade dos OTG. (KISNER; COLBY, 2012)

25 ALONGAMENTO ESTÁTICO MÉTODOS TERAPÊUTICOS TÉCNICA 0 Mecânico 0 Manual 0 Intensidade 0 Velocidade 0 Tempo Inversamente Proporcionais

26 ALONGAMENTO BALÍSTICO O alongamento balístico impõe aos músculos a serem alongados movimentos repetitivos de esticar ou puxar. (BANDY; SANDERS, 2003) Utilização de movimentos rápidos que impõem uma mudança no comprimento do músculo ou do tecido conjuntivo. (HALL; BRODY, 2001).

27 ALONGAMENTO BALÍSTICO 0 Efetivo para aumentar flexibilidade atlética, porém poderá haver maior probabilidade de dor e lesão muscular. 0 A lesão pode resultar de forças excessivas e descontroladas durante o alongamento balístico e das influências inibitórias neurológicas propostas associado com o alongamento tipo rápido. Recomendações: 0 Não usar em idosos ou sedentários; 0 Tecidos enfraquecidos pela imobilização ou por desuso; 0 Contraturas crônicas.

28 ALONGAMENTO POR PNF É um método utilizado para promover ou acelerar a resposta de um mecanismo neuromuscular pela estimulação de proprioceptores (BANDY;SANDERS, 2003). É o método que utilizam de forma integrada contrações musculares ativas nas manobras de alongamento para facilitar ou inibir a ativação muscular ou aumentar a possibilidade de que o musculo a ser alongado permaneça o mais relaxado possível durante o procedimento (KISNER; COLBY, 2012).

29 ALONGAMENTO POR PNF 0 Ação sobre o componente contrátil 0 Relaxamento reflexo 0 R ao alongamento 0 risco de lesão 0 Otimização do efeito de alongamento

30 ALONGAMENTO POR PNF 0 Contrair Relaxar (CR) 0 Contração do Antagonista (CA) 0 Manter Relaxar com Contração do Agonista (MR - CA)

31 ALONGAMENTO POR PNF CONTRAIR RELAXAR (CR) 0 Inibição Autogênica: quando se desenvolve tensão excessiva em um músculo, os OTGs disparam, inibem a atividade dos motoneurônios alfa e diminuem a tensão no músculo.

32 ALONGAMENTO POR PNF Técnica: 1. Move-se passivamente o membro a ser alongado até o final da ADM. 2. Atingida o final da ADM, o cliente aplica uma força isométrica contra o profissional por 10 segundos, contraindo assim o músculo. 3. Estímulo do OTG. 4. Depois da contração isométrica, o paciente é instruído a relaxar e o membro é posicionado a posição inicial.

33 ALONGAMENTO POR PNF CONTRAÇÃO DO ANTAGONISTA (CA) 0 O paciente contrai concentricamente (encurta) o músculo oposto ao que está limitando a amplitude e então mantém a posição final por pelo menos alguns segundos. 0 Quando o agonista é ativado e se contrai concentricamente, o antagonista (músculo que está limitando o movimento) é reciprocamente inibido, o que permite seu relaxamento e facilita o alongamento Inibição Reciproca.

34 ALONGAMENTO POR PNF CONTRAIR RELAXAR COM CONTRAÇÃO DO AGONISTA 0 Inibição autógena + inibição recíproca 0 Técnica

35 TERAPÊUTICA ALONGAMENTO PASSIVO ALONGAMENTO ATIVO ASSISTIDO

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