HIDROVIA DO RIO GRANDE ATRAVÉS DA INTEGRAÇÃO DE RESERVATÓRIOS DE USINAS HIDRELÉTRICAS

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1 HIDROVIA DO RIO GRANDE ATRAVÉS DA INTEGRAÇÃO DE RESERVATÓRIOS DE USINAS HIDRELÉTRICAS Thiago Roberto Batista 1 & Afonso Henriques Moreira Santos 2 & Alexandre Augusto Moreira Santos 3 & Benedito Cláudio da Silva 4 Resumo Os reservatórios de águas utilizados para geração de energia hidrelétrica podem promover usos múltiplos, tais como a aquicultura, a navegação, a pesca e a irrigação de culturas. Este trabalho surge com o objetivo de sugerir a integração de reservatórios de usinas hidroelétricas ao longo do Rio Grande, permitindo elevar o seu potencial para a navegação interior com o aumento da malha hidroviária. Este uso múltiplo da água envolvendo geração hidroelétrica em cascata e navegação interior permite melhorias na logística de transporte do país, reduzindo custos de transporte e aumentando a eficiência e competitividade do Brasil no mercado globalizado. Palavras-Chave Hidrovia, reservatórios, navegação interior. RIO GRANDE WATERWAY ACROSS THE INTEGRATION OF DAM RESERVOIRS OF PLANTS Abstract The water reservoirs used for hydropower generation can promote multiple uses, such as aquaculture, navigation, fishing and irrigation of crops. This work appears with the aim of suggesting the integration of hydroelectric Rio Grande reservoirs, so as to bring its potential for inland navigation with increasing waterway network. This multiple use of water cascade involving hydroelectric generation and inland allows improvements in transportation logistics in the country, reducing transportation costs and increasing the efficiency and competitiveness of Brazil in the global market. Keywords Waterway, reservoirs, inland. 1 INTODUÇÃO A água é capaz de proporcionar aos seres humanos usos múltiplos, tais como: geração de energia elétrica, abastecimento doméstico e industrial, irrigação de culturas agrícolas, navegação, recreação, aquicultura, piscicultura, pesca, além de atividades sanitárias etc. (SETTI, 2001). A Política Nacional de Recursos Hídricos estabelece em seu inciso IV, artigo 1, que a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas (BRASIL, 2012). Desta forma, fica garantido que os diferentes setores usuários de recursos hídricos têm igualdade de direito de acesso à água. Ela prevê ainda que em situações de escassez devem ser priorizadas as atividades de consumo humano e a dessedentação de animais sobre as demais. A navegação, porém, é um uso não consuntivo da água, ou seja, toda a água captada de uma fonte retorna ao curso d água de origem, ou seja, não há o consumo de água (SETTI, 2001). O processo de globalização da economia devido à abertura do mercado internacional tem resultado em ambientes extremamente competitivos para os setores produtivos da economia de um 1 Universidade Federal de Itajubá UNIFEI, Av. BPS, 1303 Itajubá / MG, (35) , 2 Universidade Federal de Itajubá UNIFEI, Av. BPS, 1303 Itajubá / MG, (35) , 3 Universidade Federal de Itajubá UNIFEI, Av. BPS, 1303 Itajubá / MG, (35) , 4 Universidade Federal de Itajubá UNIFEI, Av. BPS, 1303 Itajubá / MG, (35) , XX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos 1

2 país. Em vista desta elevada competitividade, surge à necessidade de ações para redução de custos, aumento de eficiência e produtividade, cenário na qual os setores de energia e transporte desempenham importante papel. A energia como um dos insumos principais da cadeia produtiva contribui diretamente para a composição dos custos de produção de um produto ou serviço. Da mesma forma, o transporte eficiente contribui para redução de custos no setor produtivo. A integração de reservatórios de usinas hidroelétricas ao longo de um rio permite o aumento da possibilidade de navegação do mesmo. Este uso múltiplo da água envolvendo geração hidroelétrica em cascata e navegação interior, dentre outros usos, proporcionam melhorias na logística de transporte do país, reduzindo custos de transporte e aumentando a eficiência e competitividade do Brasil no mercado globalizado. Em todo o mundo tem se dado prioridade às Hidrovias, como o modo de transporte que mais se adapta a uma visão de sustentabilidade, principalmente quando nos referimos à questões que estão na pauta, como a do Aquecimento Global, Racionalização de Energia e inúmeras outras. Segundo a Agência Nacional de Transporte Aquáviarios (ANTAQ, 2009), o Brasil possui um potencial de navegabilidade em águas superficiais Fúlvio-lacustre de aproximadamente 63 mil quilômetros (navegação de costa, e de interior). A rede hidrográfica nacional (navegação de interior) esta subdividida em nove bacias e conta com aproximadamente 44 mil quilômetros de rios. Destes 29 mil já são naturalmente navegáveis, sem a necessidade de realização de obras de dragagem ou transposição. Atualmente são utilizados apenas 13 mil km economicamente. 2 CONHECIMENTO DO PROBLEMA Os reservatórios criados pelas implantações de usinas hidrelétricas tem objetivo principal utilizá-la para a geração de energia elétrica, entretanto o mesmo (reservatório) oferece diversos outros usos da água represada, independente da atividade fim, como por exemplo, a navegação. O Rio Grande nasce no interior de Minas Gerais, tem extensão de quilômetros e desemboca na confluência do Rio Paranaíba, originando o Rio Paraná. Existem nove barragens nesse rio, quais sejam: Água Vermelha, Marimbondo, Porto Colômbia, Volta Grande, Igarapava, Jaguará, Estreito, Peixoto e Furnas. Seu aproveitamento é destinado apenas à obtenção de energia e, dessa forma, não existem eclusas para navegação. Atualmente, o Rio Grande é navegável apenas no trecho de 80 quilômetros, entre a confluência do Rio Paranaíba, onde forma o rio Paraná, até a barragem de Água Vermelha. A partir desse ponto seria necessária a construção de várias eclusas, canais e elevadores de embarcações. Por esse motivo não utiliza todo seu potencial (ANTAQ, 2009). No entanto no rio Grande é possível identificar um grande conjunto de reservatórios navegáveis, permitindo assim um sistema integrado de transporte. A navegação de interior é aquela realizada através de rios, canais (podendo ser naturais ou artificiais), lagos, lagoas, baias e estuários localizados no interior do Continente (Fernandes, 2001). O transporte de passageiros e carga por via fluvial, lacustre e marítima é uma alternativa que deve sempre ser considerada sob o ponto de vista econômico. A implantação de navegação fluvial e lacustre podem exigir algumas alterações no canal e nas margens do reservatório, como por exemplo, a implantação de barragens com obras de transposição de nível (BRAGA, 2002). O aproveitamento adequado das vias navegáveis depende da realização de obras de infraestrutura, tais como: dragagem; transposição de trechos não navegáveis, por meio de eclusas e canais artificiais de transposição; derrocamentos de obstáculos naturais; e balizamento e sinalização (OLIVA, 2008). XX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos 2

3 Um fator de grande importância para integração dos reservatórios das usinas hidrelétricas inseridas ao longo do rio Grande esta relacionado com as atividades econômicas diretamente afetadas. Os custos inerentes à logística atualmente implantada elevam consideravelmente os custos dos produtos gerados na região ao entorno do rio Grande. Com a implantação desta hidrovia, as atividades agrícolas e industriais desta região reduzirão em muito o custo de transporte, além de aumentar a quantidade de produtos escoada. Uma barcaça pode retirar até 50 caminhões do sistema viário, o que contribui significativamente pra melhoria da qualidade ambiental e da logística nacional. A inciativa da navegação no Rio Grande poderá ser uma nova etapa para a consolidação de hidrovias no Brasil, porém necessita de um amplo trabalho para modelagem e implantação deste transporte fluvial. 3 DEMANDA POR TRANSPORTE HIDROVIÁRIO A utilização de cada modalidade de transporte de forma racional, otimizada e integrada é fundamental para melhoria da eficiência e competitividade da economia de um país, tanto para o mercado regional, quanto para o internacional em que se processam as relações comerciais no mundo globalizado (PNLT, 2007). Atualmente no Brasil observam-se baixos níveis de investimento em infraestrutura que geram problemas a serem superados, distribuídos em todos os diversos modos de transporte, gerando ineficiências, custos adicionais e acidentes. Dentre os modais de transporte existentes no Brasil, as rodovias apresentam níveis insuficientes de conservação e recuperação, déficit de capacidade da malha em regiões desenvolvidas e inadequação de cobertura nas regiões em desenvolvimento. As ferrovias sofrem invasões de faixa de domínio, quantidade excessiva de passagens de nível, falta de contornos em áreas urbanas, extensão e principalmente cobertura insuficiente da malha. Os portos possuem limitações ao acesso marítimo, restrições ao acesso terrestre (rodoviário e ferroviário), deficiências de retro área e berços e modelo gerencial da Administração Portuária desatualizado. As hidrovias possuem restrições de calado, deficiências de sinalização e balizamento e restrições à navegação pela inexistência de eclusas. Quanto ao mercado interno brasileiro, é evidente que a competitividade inter-regional é muito prejudicada pelos elevados custos logística, afetando o crescimento econômico das regiões menos desenvolvidas ou situadas nas novas fronteiras agrícolas, em decorrência de opções de transporte inadequadas. A racionalização dos custos de transporte poderá produzir efeitos significativamente benéficos sobre o componente mais expressivo dos custos logísticos. O transporte hidroviário é um meio de transporte ecologicamente inteligente e aumenta significativamente a capacidade de transporte de cargas e pessoas frente aos demais modais de transporte. Neste contexto o investimento em transporte hidroviário permite uma redução considerável da logística nacional, tornando o país muito mais competitivo frente à economia mundial. 5 HIDROVIA NO RIO GRANDE Para a proposta de determinação do modelo de hidrovia a ser implantado através da integração de reservatórios de usinas hidroelétricas inseridas no Rio Grande será necessário o levantamento de diversas informações econômicas, sociais, e técnicas da região ao entorno do mesmo. Por meio das pesquisas ter-se-á um diagnóstico da situação atual, a análise prospectiva de XX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos 3

4 cargas futuras que irão utilizar-se da hidrovia e os condicionantes ambientais inerentes à rota analisada. Aspectos Físicos e Ambientais Para a determinação dos aspectos físicos serão necessários levantamentos de campo, que se compõem da batimetria do canal navegável e dos acessos aos futuros terminais fluviais necessários à integração com as rodovias. Deverão ser considerados os níveis d água máximos e mínimos operacionais da hidrovia em função da operação dos reservatórios presentes no Rio Grande, de forma a não interromper a hidrovia até a condição de projeto. Os Estudos Ambientais serão elementos iniciais de avaliação dos empreendimentos de forma a verificar os possíveis impactos devidos ao tráfego das embarcações fluviais, à operação portuária e as ações de implantação da Hidrovia (dragagens e derrocamentos). A execução dos Levantamentos dos dados ambientais compreende: Cadastramento dos problemas ambientais, quanto à operação, em relação aos portos projetados (abastecimento das embarcações, à lavagem dos tanques, à lavagem das barcaças, ao descarregamento da água de lastro, à ocorrência de vazamento de produtos perigosos no manuseio e no transbordo e dos resíduos das embarcações); Cadastramento dos problemas ambientais decorrentes de atividades de terceiros (lavouras, indústrias, áreas degradadas, barramentos, tomadas d água, etc.) e; Cadastramento de agentes potencialmente causadores de impacto (agricultura de subsistência, tomadas d água, portos, obras de dragagem e derrocamento do leito se necessário, movimentação das embarcações, etc). Durante o reconhecimento de campo deverão ser observados outros problemas ambientais decorrentes e que tenham possibilidade de interferir no empreendimento. Aspectos Operacionais e de Fluxo de Cargas Para a definição dos aspectos operacionais e de fluxo de cargas, serão necessários levantamentos de dados de pesquisa operacional para a definição dos fluxos de carga atual e futuros, infraestrutura disponível e informações de interesse para a definição de outros aspectos para implantação da Hidrovia do Rio Grande. Deverão ser visitadas as empresas operadoras, empresas usuárias do transporte, armadores, estaleiros, entidades Estaduais e Municipais, associações de produtores rurais, entidades da agroindústria e agronegócios, Sindicatos afins, etc., de forma a se conseguir o maior volume possível de informações com a qualidade que a pesquisa in loco disponibiliza. Deverão ainda, serem pesquisados os pontos existentes de integração de modais de transportes ou rotas específicas que levem aos portos marítimos, permitindo que o projeto da nova hidrovia aperfeiçoe toda a matriz de transportes: marítima, rodoviária, ferroviária, aeroviária e dutoviária, visando assegurar que a infraestrutura de transportes seja fator indutor e catalisador do desenvolvimento, orientado à multimodalidade e racionalidade da matriz de transportes. Perdas energéticas inerentes as transposições de níveis A hidrovia esta inserida no contexto de uso múltiplo. Entre os principais requisitos técnicos necessários para a operacionalização neste cenário de conflito, pode-se citar o consumo de água necessário para o processo de eclusagem (água retirada de um reservatório) e o estabelecimento de níveis limites (máximo e mínimo) para navegação em reservatórios e canais a jusante. XX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos 4

5 Segundo (LOPES, 2011), para a navegação os cenários hidrológicos passam a ser impactantes após a liberação das restrições de níveis operacionais para navegação. Caso contrário o modelo mantém a regularização dos níveis operacionais para navegação em detrimento a geração energética. Ainda segundo (LOPES, 2011), independentemente da situação hidrológica, seus estudos indicaram em termos de consumo energético para o sistema hidroviário, perdas energéticas consideráveis para geração em cascata. Este montante relaciona-se com a retirada de água para o processo de eclusagem. Esta perda energética implica em uma estabilização do número de operações de eclusagens e consequentemente das vazões equivalentes utilizadas para o processo de eclusagem. Identificação e Seleção das Obras e Ações Necessárias para Implantação e Manutenção da Hidrovia Em compatibilidade ao Programa Nacional de Hidrovias PNH, cujo objetivo é a avaliação do estado atual da hidrovia e o planejamento das ações necessárias a médio e longo prazo, deverão ser identificadas as seguintes necessidades: Sinalização de margem e balizamento flutuante da Hidrovia a ser implantada no Rio Grande; Necessidade de dragagem de acesso aos terminais hidroviários; Programa de Manutenção Hidroviária, envolvendo, dragagem, sinalização e balizamento, em trechos contínuos ao longo da hidrovia; Identificação de locais com potencial para instalação de terminais de carga, priorizando a intermodalidade; Identificar outros investimentos de maior porte (eclusas, melhoramento de curvas, derrocamentos, entre outros), de modo a estabelecer a navegação no rio Grande; Identificar ações que gerem interesse do Governo Estadual e da iniciativa privada. Deverão ser selecionados os trechos hidroviários relevantes ao estudo e os correspondentes volumes de cargas movimentadas a serem atingidos nos cenários de projeto. Uma análise do atendimento aos fluxos de cargas estabelecidos deve ser realizada em cada trecho hidroviário tendo por premissa as formações de comboios (simples, duplo ou triplo) com as respectivas alternativas de calados. Estudos das Rotas e da Intermodalidade Deverão ser levantados todos os modais de transporte disponíveis, infraestrutura existente e intermodalidade, em toda a área de influência do estudo. Também deverão ser elaborados mapas indicativos das principais vias e a descrição de todas as infraestruturas de transporte e movimentação de cargas e passageiros existentes, considerando a capacidade de escoamento de cada um dos segmentos dos modais. Devem também ser considerados na análise os fatores preferenciais dos usuários quanto à escolha modal para o transporte de suas mercadorias, quais sejam: Frete: correspondentes aos custos de movimentação, taxas, transbordos, terminais e outros, que incidem sobre a ação do transporte entre a origem e o destino; Tempo de viagem: inclusive os tempos de espera, de carga e descarga, de manobra e de retenção, além de outros tempos que influem na duração total da viagem, que podem estar associados à rotina burocrática do sistema; XX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos 5

6 Confiabilidade: alteração dos horários, perdas e danos, e outros fatores ligados à qualidade dos serviços; Segurança: acidentes, roubos, necessidade de embalagem e outras perdas correlatas; Flexibilidade: atendimento a variações na demanda, no percurso, na frequência e outros fatores não programados e eventuais; Comercialização: serviços oferecidos, propaganda, vantagens no retorno, competitividade no setor das concessões (iniciativa privada) e outros fatores de marketing ; Tecnologia: facilidade para manuseio, acondicionamento, operação e outras que permitam a redução substancial dos custos, mas que exigem cuidados especiais. Interferem, ainda, na escolha pelos usuários do transporte os objetivos da viagem e os aspectos técnico-econômicos intrínsecos a cada modalidade. Portanto, o estudo deve focar os aspectos ligados à segurança, confiabilidade, capacidade das vias e dos terminais, bem como à da integração física do sistema, adaptada para as necessidades operacionais entre os modais, tais como: sistemas de carregamento, facilidades de armazenamento, acessos terrestres confiáveis, entre outras. Objetiva-se nessa análise a identificação de qual parcela dos produtos efetivamente poderá migrar ao transporte hidroviário. Nesse contexto, a pesquisa sobre os produtos e passageiros transportados e o valor da tarifa praticada por cada sistema pertencente à rede multimodal da oferta de transporte da área de influência direta do projeto é elemento fundamental para o estudo de demanda e oferta, no tocante à divisão modal das cargas. Estudo Preliminar de Terminais e Embarcações Típicas A definição dos terminais será composta de desenhos com o arranjo físico geral da área a ser utilizada, os acessos e sistema viário interno, localização de terminais especializados, o zoneamento, as áreas de proteção ambiental, zonas de comércio e de serviços, etc. Quanto às embarcações típicas, devem ser informados quais seriam as dimensões máximas do comboio previstas, bem como a justificativa para a definição sugerida. Apresentação de Modelagem de Gestão da Hidrovia Deverá ser estudada e proposta uma modelagem de Gestão da Hidrovia que seja um fórum de debate e solução de controvérsias entre os diversos setores integrantes do subsistema de transportes e usuários, como: Armadores da navegação fluvial; Operadores dos postos; Mantenedores da infraestrutura hidroviária; Demais usuários envolvidos: Capitania dos Portos; Donos de cargas; Empresas de energia elétrica; Prefeituras Municipais, etc. Neste fórum, eminentemente de gestão e soluções de controvérsias, discutir-se-ão as questões e demandas apresentadas e dar-se-á encaminhamento às instancias adequadas com a apresentação de soluções ou argumentações técnicas entre os envolvidos. XX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos 6

7 Elaboração de um Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica e Ambiental - EVTEA Deverá ser desenvolvido um conjunto de indicadores avaliação da viabilidade do empreendimento, verificando seus benefícios sociais, econômicos e soluções técnico-ambientais decorrentes dos investimentos na Hidrovia do Rio Grande. Serão quantificados os custos envolvidos face à solução técnica encontrada e uma análise ambiental das medidas impactantes (positivas e negativas) decorrentes. O EVTEA deverá ter a necessária abrangência para contemplar todos os investimentos previstos para hidrovia independentemente dos atores e agentes públicos e/ou privados envolvidos. 6 RESULTADOS ESPERADOS Os resultados esperados ao instituir uma via navegável ao longo do Rio Grande, através da integração de reservatórios existentes no mesmo, é a redução em muito do custo de transporte. No caso específico do Rio Grande o transporte aquaviário tornará um novo meio de locomoção econômica e ambientalmente correto, podendo substituir uma quantidade muito grande de caminhões nas estradas, transportando cargas de regiões distantes de produção, porém acessíveis por via aquaviária, até os centros de consumo e terminais logísticos multimodais, dentro de sua área de influência. 7 CONCLUSÃO Considera-se que este tipo de estudo reflete a necessidade de se buscarem alternativas de transporte mais eficientes, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental, e mais sustentáveis do ponto de vista energético, ou seja, que possibilitem utilização mais racional de recursos naturais não renováveis, principalmente do óleo diesel. De maneira geral, este estudo foi realizado com o intuito de compreender melhor a necessidade de instituir uma via navegável ao longo do Rio Grande, através da integração de reservatórios existentes no mesmo, promovendo a redução em muito do custo de transporte, que é um dos maiores dentro da cadeia produtiva. 8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS ANTAQ, Plano Nacional de Integração Hidroviária, Laboratório de Transportes e Logísticas LABTRANS/UFSC, Fevereiro de BRAGA, Benedito et al. (2002). Introdução a Engenharia Ambiental. São Paulo: Prentice Hall. BRASIL. (1997). Lei nº 9.433, de 2 de agosto de Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de Disponível em: < Acesso em 07 jan FERNANDES, M. B. (2001). As Eclusas no Ambiente da Navegação no Brasil, Trabalho de Graduação Interdisciplinar, São Paulo: MACKENZI, 95p. XX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos 7

8 LOPES, Wagner Pernias. (2011). Impactos na produção de energia nas usinas hidroelétricas do rio Tietê em decorrência do transporte hidroviário / Wagner Pernias Lopes. --Campinas, SP: [s.n.]. Ministério da Defesa, Ministério dos Transportes, Plano Nacional de Logística e Transporte PNLT, Relatório Executivo, Rev 00. Brasília: CENTRAN, 2007, 497p. OLIVA, José Alex. (2008). Cenário Atual do Transporte Hidroviário Brasileiro. 5º Seminário Internacional em Logística Agroindustrial, Piracicaba - SP. SETTI, Arnaldo Augusto, et al. (2001) Introdução ao gerenciamento de recursos hídricos. 2ª ed. Brasília: Agência Nacional de Energia Elétrica, Superintendência de Estudos e Informações Hidrológicas. XX Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos 8

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