JUPRUDÊNCIA DOS CONCEITOS - PUCHTA

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "JUPRUDÊNCIA DOS CONCEITOS - PUCHTA"

Transcrição

1 JUPRUDÊNCIA DOS CONCEITOS - PUCHTA Ponto de partida: - idéia de sistema (influência de Schelling) - visão do Direito como um organismo vivo; Influência do idealismo alemão (Hegel): identificação entre o real e o racional; interpretação da realidade em referência a um princípio unitário; Influência de Savigny: caráter sistemático do Direito (Direito Romano, pandectista produção de conceitos gerais abstratos); não considera, porém, o caráter histórico (costumes, tradição, história do povo alemão) Influência de Newton: uma teoria científica não trata dos fatos do mundo, mas procura explicar como eles acontecem.

2 JUPRUDÊNCIA DOS CONCEITOS - PUCHTA Conclusão: o sistema deve procurar a unidade na diversidade, com a utilização do método lógicomatemático, através da construção lógico-científica do Direito; Imagem representativa do sistema: a pirâmide, em cujo topo se encontra um conceito supremo não jurídico (ético), do qual os conceitos jurídicos derivam até a base, decompondo-se em espécies e subespécies; Puctha, discípulo de Savigny, propõe a criação da genealogia dos conceitos, através de operações lógicoindutivas e lógico-dedutivas.

3 JUPRUDÊNCIA DOS CONCEITOS - PUCHTA Função da Ciência jurídica: verificar as etapas deste processo de derivação, conferindo a produção de cada conceito, identificando os passos intermediários da sua formação; ciência jurídica formalista e funcionalista. Exemplo prático: conceito de servidão, do Direito Romano: passos = pessoa coisa coisa alheia uso social conceito jurídico geral; A pirâmide jurídica encabeçada por um conceito ético, evolui para um exagerado abstracionismo, desviando o Direito da sua função social, tornando-se um conceitualismo vazio, abrindo caminho para o positivismo.

4 JURISP. CONCEITOS - JHERING primeira fase Ponto de partida: Direito como organismo objetivo da liberdade humana. Atribui ao Direito as qualidades de um produto da natureza. Cria o método históriconatural da ciência do Direito. Rejeita os fins sociais. Função sistemática do Direito consiste em desmontar os institutos jurídicos e as proposições jurídicas em seus elementos lógicos, combiná-los entre si de modo a extrair destes tanto as normas conhecidas como normas novas e em seguida reconstituir tudo lógicamente. Mediante a combinação de elementos diversos, a ciência pode criar novos conceitos e proposições jurídicas: os conceitos são produtivos acasalam-se e geram novos conceitos.

5 JHERING - Método e Conceito do Direito Aproxima o Direito do modelo de pensamento típico das ciências da natureza. O seu método de construção de conceitos não se alicerça num conceito supremo (como em Puchta), mas apenas na indução, semelhante ao estudo das ciências naturais. Compara com os procedimentos do alfabeto para a formação de novas palavras mediante a combinação das letras, e da química para a formação de novos corpos a partir da matéria prima dada. O Direito é como uma química jurídica formando 'corpos jurídicos'. A descoberta de novas proposições jurídicas não se deve a nenhuma necessidade prática da sociedade, mas a uma necessidade lógica: elas não podem não existir.

6 Críticas e mudança de posição Muitas críticas abalaram profundamente as estruturas intelectuais de Ihering, que passou a reconhecer a insuficiência da pandectista e começou a dar mais atenção aos problemas do seu tempo. A partir de 1861, começou a escrever cartas aos jornais, provocando debates sobre a jurisprudência e assinando como um desconhecido. Vinte anos depois (1884) ele publicou essas cartas junto com outros estudos em livro ( O que é sério e o que não é sério na jurisprudência ), reconhecendo a construção jurídica formal como algo imprestável e contraditória com o sadio entendimento. A coerência lógica nem sempre conduz à validade prática.

7 JHERING jurisprudência pragmática 2a fase A vida não provém dos conceitos, mas estes sim é que existem por causa da vida. Não é o que a lógica deduz que tem de acontecer, mas o que a vida postula é o que tem de acontecer, seja isso lógico ou ilógico. As fontes primárias dos conceitos jurídicos devem ser buscadas nas razões psicológicas e práticas, éticas e históricas, assim a dialética jurídica, na discussão sobre conceitos e princípios jurídicos, determina-se pela adequação prática do resultado. Jhering lança os pressupostos de uma jurisprudência pragmática, e não mais formalista, e propõe o elemento teleológico como norteador do Direito. Para Jhering, o fim é o criador de todo o Direito, pois não existe nenhuma norma jurídica sem uma finalidade, sem um motivo prático. Ou melhor, toda proposição jurídica deve sua existência a um motivo prático, um fim subsistente em si mesmo.

8 O fim social como criador do Direito Isso não significa que os fins são a motivação criadora do Direito como algo automático, e sim que o sujeito humano estabelece esses fins, ou seja, o novo fio condutor do pensamento de Ihering muda o foco para o sujeito dos fins, o sujeito que está por trás das proposições jurídicas, o sujeito coletivo. Um tal sujeito, que não é o legislador, só se pode descobrir na sociedade, pois esta é uma cooperação para fins comuns, em que cada qual, enquanto trabalha para os outros, trabalha também para si, e enquanto trabalha para si, trabalha também para os outros.

9 Direito, Sociedade e Estado A essência da sociedade é a promoção recíproca dos fins de todos os seus membros. Assim, para assegurar-se de que as condições de existência dos sujeitos será preservada, a sociedade precisa de regras de conduta estáveis e, para isso, cria no Estado um poder coercitivo que garanta o seu cumprimento. Desse modo, surge o Direito, ou seja, todas as proposições jurídicas têm por fim a segurança das condições de existência na sociedade e, portanto, a sociedade é o sujeito do fim de todas as proposições jurídicas. O Estado é o guardião do Direito.

10 Jurisprudência dos Interesses A hierarquização dos fins sociais resulta das necessidades vitais (apetites) de uma sociedade historicamente dada. O que uma certa sociedade humana entende como útil e relevante para si é o que determina a sua exigência de felicidade. Tal relativização dos temas jurídicos vale também para os temas morais, na medida em que as normas morais também têm por fim a subsistência e a prosperidade da sociedade; O Direito como função social e a idéia da jurisprudência pragmática foram o ponto de partida de uma jurisprudência dos interesses, desenvolvida pelos discípulos de Ihering, sobretudo por Philipp Heck.

11 Resumo da doutrina de Jhering A nova teoria de Ihering pode ser disposta em nove pontos: 1 desloca o eixo do problema do legislador (sujeito individual) para a sociedade (sujeito coletivo); 2 defende o monopólio do Estado em matéria de criação do Direito; 3 atribui a cada norma jurídica uma relação de conteúdo com um fim social determinado, motivo da existência da norma; 4 abandona a perspectiva formalista da jurisprudência dos conceitos, pela sua falta de coerência com a vida prática; 5 a compreensão da norma jurídica passa menos por uma análise lógica ou psicológica e mais por uma análise sociológica;

12 Resumo da doutrina de Jhering A nova teoria de Ihering pode ser disposta em nove pontos: 6 a hierarquização dos fins sociais resulta das necessidades vitais (apetites) de uma sociedade historicamente dada. O que uma certa sociedade humana entende como útil e relevante para si é o que determina a sua exigência de felicidade. 7 Tal relativização dos temas jurídicos vale também para os temas morais, na medida em que as normas morais também têm por fim a subsistência e a prosperidade da sociedade;

13 Resumo da doutrina de Jhering A nova teoria de Ihering pode ser disposta em nove pontos: 8 o Direito como função social e a idéia da jurisprudência pragmática foram o ponto de partida de uma jurisprudência dos interesses, desenvolvida pelos discípulos de Ihering, sobretudo por Philipp Heck. 9 A jurisprudência dos interesses considera o Direito como tutela de interesses : as leis são as resultantes dos interesses de ordem material, nacional, religiosa e ética que existem numa comunidade jurídica.

A HISTÓRIA DO PENSAMENTO JURÍDICO. Aula n.º 02

A HISTÓRIA DO PENSAMENTO JURÍDICO. Aula n.º 02 A HISTÓRIA DO PENSAMENTO JURÍDICO Aula n.º 02 A HISTÓRIA DO PENSAMENTO JURÍDICO Correntes de pensamento que tem o objetivo de explicar a origem do direito; Cada uma afirma que o direito provém de uma fonte

Leia mais

22/08/2014. Tema 7: Ética e Filosofia. O Conceito de Ética. Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes

22/08/2014. Tema 7: Ética e Filosofia. O Conceito de Ética. Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes Tema 7: Ética e Filosofia Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes O Conceito de Ética Ética: do grego ethikos. Significa comportamento. Investiga os sistemas morais. Busca fundamentar a moral. Quer explicitar

Leia mais

TEORIA GERAL DO DIREITO PRIVADO

TEORIA GERAL DO DIREITO PRIVADO CUSTÓDIO DA PIEDADE U. MIRANDA Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra Doutor em Direito pela Universidade de São Paulo Professor Associado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

Leia mais

Escritos de Max Weber

Escritos de Max Weber Escritos de Max Weber i) 1903-1906 - A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo (1ª parte, em 1904; 2ª parte em 1905; introdução redigida em 1920); - A objetividade do conhecimento nas Ciências Sociais

Leia mais

Os Sociólogos Clássicos Pt.2

Os Sociólogos Clássicos Pt.2 Os Sociólogos Clássicos Pt.2 Max Weber O conceito de ação social em Weber Karl Marx O materialismo histórico de Marx Teoria Exercícios Max Weber Maximilian Carl Emil Weber (1864 1920) foi um intelectual

Leia mais

Professora Edna Ferraresi. Aula 2

Professora Edna Ferraresi. Aula 2 Aula 2 Escolas e Teorias Jus filosóficas Modernas: a Escola da Exegese: positivismo jurídico ideológico; redução do Direito à lei; "In Claris NON cessat interpretatio"; aplicação mecânica do Direito. Escolas

Leia mais

"O verdadeiro é o todo." Georg Hegel

O verdadeiro é o todo. Georg Hegel "O verdadeiro é o todo." Georg Hegel Hegel: o evangelista do absoluto By zéck Biografia Georg Wilhelm F. Hegel (1770-1831) 1831) Nasceu em Stuttgart. Foi colega de Schelling. Influências Spinoza, Kant

Leia mais

A teoria do conhecimento

A teoria do conhecimento conhecimento 1 A filosofia se divide em três grandes campos de investigação. A teoria da ciência, a teoria dos valores e a concepção de universo. Esta última é na verdade a metafísica; a teoria dos valores

Leia mais

CIÊNCIA & CONHECIMENTO CIENTÍFICO

CIÊNCIA & CONHECIMENTO CIENTÍFICO CIÊNCIA & CONHECIMENTO CIENTÍFICO A CIÊNCIA E O CONHECIMENTO CIENTÍFICO Ciência propõe a aquisição sistemática de conhecimentos sobre a natureza com a finalidade de melhoria da qualidade de vida, intelectual

Leia mais

FILOSOFIA - 2 o ANO MÓDULO 14 O POSITIVISMO DE COMTE

FILOSOFIA - 2 o ANO MÓDULO 14 O POSITIVISMO DE COMTE FILOSOFIA - 2 o ANO MÓDULO 14 O POSITIVISMO DE COMTE Fixação 1) Para Comte, o que define a sociedade? Fixação 2) A filosofia de Comte considera a humanidade como uma unidade essencial; para compreender

Leia mais

Hans Kelsen. Prof. Nogueira. O que é Justiça?

Hans Kelsen. Prof. Nogueira. O que é Justiça? Hans Kelsen Prof. Nogueira O que é Justiça? Biografia Básica 1881 1973 Austríaco Judeu Biografia Básica 1 ed. Teoria Pura do Direito 1934 O que é Justiça? 1957 2 ed. Teoria Pura do Direito 1960 Histórico

Leia mais

SOCIOLOGIA PRINCIPAIS CORRENTES.

SOCIOLOGIA PRINCIPAIS CORRENTES. SOCIOLOGIA PRINCIPAIS CORRENTES Augusto Comte 1798-1 857 Lei dos três estados: 1ª) Explicação dos fenômenos através de forças comparáveis aos homens. 2ª) Invocação de entidades abstratas (natureza). 3ª)

Leia mais

SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 1 EPISTEMOLOGIA CRÍTICA 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 8 REFERÊNCIA 9

SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 1 EPISTEMOLOGIA CRÍTICA 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 8 REFERÊNCIA 9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 1 EPISTEMOLOGIA CRÍTICA 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 8 REFERÊNCIA 9 3 INTRODUÇÃO Este trabalho enfoca o tema epistemologia crítica e foi elaborado segundo a técnica de resumo do texto com

Leia mais

PARADIGMAS SOCIOLÓGICOS DECORREM DA FORMA DE VER A RELAÇÃO ENTRE O INDIVÍDUO E A SOCIEDADE.

PARADIGMAS SOCIOLÓGICOS DECORREM DA FORMA DE VER A RELAÇÃO ENTRE O INDIVÍDUO E A SOCIEDADE. PARADIGMAS SOCIOLÓGICOS DECORREM DA FORMA DE VER A RELAÇÃO ENTRE O INDIVÍDUO E A SOCIEDADE. 1. Teorias que consideram que a sociedade é uma instância que se impõe aos indivíduos sendo estes produto dessa

Leia mais

MÉTODO CIENTÍFICO. Patrícia Ruiz Spyere

MÉTODO CIENTÍFICO. Patrícia Ruiz Spyere MÉTODO CIENTÍFICO Introdução Método científico Modelos de método científico INTRODUÇÃO Mitos Explicação da realidade e dos fenômenos naturais de forma simbólica, por meio de deuses, semi-deuses e heróis

Leia mais

Hugo Goes Direito Previdenciário Módulo 02 Aula Direito Previdenciário para o Concurso do INSS

Hugo Goes Direito Previdenciário Módulo 02 Aula Direito Previdenciário para o Concurso do INSS Hugo Goes Direito Previdenciário Módulo 02 Aula 001-005 Direito Previdenciário para o Concurso do INSS Fontes Hierarquia (ordem de graduação) Autonomia (entre os diversos ramos) Aplicação (conflitos entre

Leia mais

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE. O que é Ciência?

CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE. O que é Ciência? CIÊNCIA, TECNOLOGIA E SOCIEDADE O que é Ciência? O QUE É CIÊNCIA? 1 Conhecimento sistematizado como campo de estudo. 2 Observação e classificação dos fatos inerentes a um determinado grupo de fenômenos

Leia mais

Taxonomia. Profa. Lillian Alvares, Faculdade de Ciência da Informação. Universidade de Brasília

Taxonomia. Profa. Lillian Alvares, Faculdade de Ciência da Informação. Universidade de Brasília Taxonomia Profa. Lillian Alvares, Faculdade de Ciência da Informação. Universidade de Brasília Origem O termo taxonomia tem sua origem no grego Táxis (ordem) Nomos (lei, norma) e...... derivou-se de um

Leia mais

Teoria de Karl Marx ( )

Teoria de Karl Marx ( ) Teoria de Karl Marx (1818-1883) Professora: Cristiane Vilela Disciplina: Sociologia Bibliografia: Manual de Sociologia. Delson Ferreira Introdução à Sociologia. Sebastião Vila Sociologia - Introdução à

Leia mais

Profa. Dra. Maria da Conceição Lima de Andrade

Profa. Dra. Maria da Conceição Lima de Andrade Profa. Dra. Maria da Conceição Lima de Andrade Conceitos de pesquisa A Pesquisa é: procedimento reflexivo sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis,

Leia mais

Sumário. Apresentação A SOCIOLOGIA DOS PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS

Sumário. Apresentação A SOCIOLOGIA DOS PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS Sumário Apresentação... 11 A SOCIOLOGIA DOS PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS 1. Razões de nosso interesse por este assunto. Por que usamos a imagem do vale de lágrimas... 21 2. A geologia do vale de lágrimas e

Leia mais

Vocabulário Filosófico Dr. Greg L. Bahnsen

Vocabulário Filosófico Dr. Greg L. Bahnsen 1 Vocabulário Filosófico Dr. Greg L. Bahnsen Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto / felipe@monergismo.com GERAL Razão: capacidade intelectual ou mental do homem. Pressuposição: uma suposição elementar,

Leia mais

Faculdades Cathedral Curso de Direito DIREITO CIVIL - I. Professor Vilmar A Silva

Faculdades Cathedral Curso de Direito DIREITO CIVIL - I. Professor Vilmar A Silva Faculdades Cathedral Curso de Direito DIREITO CIVIL - I Professor Vilmar A Silva NORMA JURÍDICA É a condição garantida pelo poder coercitivo do Estado, tendo como objetivo teórico a garantia da vida em

Leia mais

INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA

INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA INTRODUÇÃO A PSICOLOGIA Objetivos Definir Psicologia Descrever a trajetória historica da psicologia para a compreensão de sua utilização no contexto atual Definir Psicologia Organizacional A relacão da

Leia mais

AULA AO VIVO. Professora Laira Pinheiro

AULA AO VIVO. Professora Laira Pinheiro AULA AO VIVO Professora Laira Pinheiro Folha de São Paulo, São Paulo, 28 out., 1993, pg.6, cad.4. Você sabe o que é ética? Será que ela tem preço? Qual é o seu valor? A ética está em crise? Vivemos numa

Leia mais

SISTEMAS JURÍDICOS NA VISÃO DE JUSFILÓSOFOS

SISTEMAS JURÍDICOS NA VISÃO DE JUSFILÓSOFOS SISTEMAS JURÍDICOS NA VISÃO DE JUSFILÓSOFOS Prof. Dr. João Carlos Medeiros de Aragão Currículo Lattes: Lattes.cnpq.br/49114444160 OBJETIVOS Objetiva-se apresentar a definição de Sistema Jurídico, com base

Leia mais

NODARI, Paulo César. Sobre ética: Aristóteles, Kant e Levinas. Caxias do Sul: Educs, 2010

NODARI, Paulo César. Sobre ética: Aristóteles, Kant e Levinas. Caxias do Sul: Educs, 2010 NODARI, Paulo César. Sobre ética: Aristóteles, Kant e Levinas. Caxias do Sul: Educs, 2010 12 Daniel José Crocoli * A obra Sobre ética apresenta as diferentes formas de se pensar a dimensão ética, fazendo

Leia mais

PROGRAMA DA DISCIPLINA DE INTRODUÇÃO AO DIREITO (1. ANO)

PROGRAMA DA DISCIPLINA DE INTRODUÇÃO AO DIREITO (1. ANO) FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE DE MACAU CURSO DE LICENCIATURA EM DIREITO EM LÍNGUA PORTUGUESA ANO LECTIVO DE 2011/2012 PROGRAMA DA DISCIPLINA DE INTRODUÇÃO AO DIREITO (1. ANO) DISCIPLINA ANUAL CARGA

Leia mais

METODOLGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA

METODOLGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação METODOLGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA Prof. José Geraldo Mill Diretor de Pós-Graduação A origem do conhecimento Conhecer: É buscar explicações para os fatos que podem

Leia mais

PESQUISA CIENTÍFICA -Aula 4-

PESQUISA CIENTÍFICA -Aula 4- PESQUISA CIENTÍFICA -Aula 4- Prof. Alexandre Paiva da Silva Pombal PB SUMÁRIO Pesquisa Conceitos Características Objetivos Finalidades Requisitos Qualidades do pesquisador Tipos de pesquisa científica

Leia mais

IDEOLOGIA: UMA IDEIA OU UMA INFLUÊNCIA?

IDEOLOGIA: UMA IDEIA OU UMA INFLUÊNCIA? Matheus Silva Freire IDEOLOGIA: UMA IDEIA OU UMA INFLUÊNCIA? Introdução Em resumo, todos têm costumes e coisas que são passadas de geração para geração, que são inquestionáveis. Temos na nossa sociedade

Leia mais

Produção de conhecimento: uma característica das sociedades humanas

Produção de conhecimento: uma característica das sociedades humanas 1 Produção de conhecimento: uma característica das sociedades humanas Os seres humanos sempre buscaram formas de compreender os fenômenos que ocorrem em seu dia a dia, de modo a procurar soluções para

Leia mais

MORAL E ÉTICA. Consciência Moral: noção de bem e mal/certo e errado/justo e injusto.

MORAL E ÉTICA. Consciência Moral: noção de bem e mal/certo e errado/justo e injusto. MORAL E ÉTICA O homem é um ser dotado de senso moral. Consciência Moral: noção de bem e mal/certo e errado/justo e injusto. Senso moral se manifesta em sentimentos, atitudes, juízos de valor Moral vem

Leia mais

Teorias do conhecimento. Profª Karina Oliveira Bezerra

Teorias do conhecimento. Profª Karina Oliveira Bezerra Teorias do conhecimento Profª Karina Oliveira Bezerra Teoria do conhecimento ou epistemologia Entre os principais problemas filosóficos está o do conhecimento. Para que investigar o conhecimento? Para

Leia mais

AULA 06 Diretrizes para a leitura, análise e interpretação de textos

AULA 06 Diretrizes para a leitura, análise e interpretação de textos 1 AULA 06 Diretrizes para a leitura, análise e interpretação de textos Ernesto F. L. Amaral 19 de março de 2010 Metodologia (DCP 033) Fonte: Severino, Antônio Joaquim. 2007. Metodologia do trabalho científico.

Leia mais

Contador Público: O Guardião da Transparência e da Responsabilidade Fiscal

Contador Público: O Guardião da Transparência e da Responsabilidade Fiscal Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina Contador Público: O Guardião da Transparência e da Responsabilidade Fiscal Prof. Arlindo Carvalho Rocha e2acr@udesc.br Normas Brasileiras de Contabilidade

Leia mais

MATÉRIA DA DISCIPLINA ÉTICA E CIDADANIA APLICADA AO DIREITO I

MATÉRIA DA DISCIPLINA ÉTICA E CIDADANIA APLICADA AO DIREITO I 4 MATÉRIA DA DISCIPLINA ÉTICA E CIDADANIA APLICADA AO DIREITO I MINISTRADA PELO PROFESSOR MARCOS PEIXOTO MELLO GONÇALVES PARA A TURMA 1º T NO II SEMESTRE DE 2003, de 18/08/2003 a 24/11/2003 O Semestre

Leia mais

Curso TURMA: 2101 e 2102 DATA: Teste: Prova: Trabalho: Formativo: Média:

Curso TURMA: 2101 e 2102 DATA: Teste: Prova: Trabalho: Formativo: Média: EXERCÍCIOS ON LINE 3º BIMESTRE DISCIPLINA: Filosofia PROFESSOR(A): Julio Guedes Curso TURMA: 2101 e 2102 DATA: Teste: Prova: Trabalho: Formativo: Média: NOME: Nº.: Exercício On Line (1) A filosofia atingiu

Leia mais

INTRODUÇÃO À NATUREZA DA CIÊNCIA. O conhecimento científico é uma forma específica de conhecer e perceber o mundo!!! 2. A PRINCIPAL QUESTÃO: Modelos

INTRODUÇÃO À NATUREZA DA CIÊNCIA. O conhecimento científico é uma forma específica de conhecer e perceber o mundo!!! 2. A PRINCIPAL QUESTÃO: Modelos INTRODUÇÃO À NATUREZA DA CIÊNCIA 2. A PRINCIPAL QUESTÃO: 1. INTRODUZINDO A QUESTÃO: O QUE É CIÊNCIA, AFINAL????? Modelos Leis Por que estudar natureza da ciência???? Qual a importância desses conhecimentos

Leia mais

Pensamento do século XIX

Pensamento do século XIX Pensamento do século XIX SÉCULO XIX Expansão do capitalismo e novos ideais De acordo com a periodização tradicional, considera-se a Revolução Francesa o marco inicial da época contemporânea. Esse movimento

Leia mais

Da teoria da ação mediada ao modelo topológico de ensino.

Da teoria da ação mediada ao modelo topológico de ensino. Da teoria da ação mediada ao modelo topológico de ensino. A idéia de ação mediada que trazemos para compreender a sala de aula inspira-se nos estudos de James Wertsch, discutidas em seu livro Mind as Action

Leia mais

CURSO: JORNALISMO EMENTAS º PERÍODO

CURSO: JORNALISMO EMENTAS º PERÍODO CURSO: JORNALISMO EMENTAS - 2016.1 1º PERÍODO DISCIPLINA: TEORIAS DA COMUNICAÇÃO Estudo do objeto da Comunicação Social e suas contribuições interdisciplinares para constituição de uma teoria da comunicação.

Leia mais

FILOSOFIA BREVE PANORAMA GERAL FILOSOFIA ANTIGA

FILOSOFIA BREVE PANORAMA GERAL FILOSOFIA ANTIGA FILOSOFIA BREVE PANORAMA GERAL FILOSOFIA ANTIGA SOBRE FILOSOFIA DEFINIÇÃO TRADICIONAL (segundo a perspectiva ocidental) TEOLOGIA CIÊNCIA certezas dúvidas Bertrand Russell (1872-1970) utiliza seus temas

Leia mais

CONCEPÇÕES ÉTICAS Mito, Tragédia e Filosofia

CONCEPÇÕES ÉTICAS Mito, Tragédia e Filosofia CONCEPÇÕES ÉTICAS Mito, Tragédia e Filosofia O que caracteriza a consciência mítica é a aceitação do destino: Os costumes dos ancestrais têm raízes no sobrenatural; As ações humanas são determinadas pelos

Leia mais

MÉTODOS EM PESQUISA 01/07/ INTRODUÇÃO TÓPICOS A SEREM ABORDADOS 1.1 CONCEITO DE MÉTODO. 1. Introdução. 2. Método Indutivo

MÉTODOS EM PESQUISA 01/07/ INTRODUÇÃO TÓPICOS A SEREM ABORDADOS 1.1 CONCEITO DE MÉTODO. 1. Introdução. 2. Método Indutivo DISCIPLINA: METODOLOGIA CIENTÍFICA CURSO: ENGENHARIA AMBIENTAL PROF. ALEXANDRE PAIVA DA SILVA MÉTODOS EM PESQUISA TÓPICOS A SEREM ABORDADOS 1. Introdução 2. Método Indutivo 3. Leis, regras e fases do método

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO. PLANO DE ENSINO Ano Semestre letivo º. 1. Identificação Código

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO. PLANO DE ENSINO Ano Semestre letivo º. 1. Identificação Código MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO PLANO DE ENSINO Ano Semestre letivo 2016 1º 1. Identificação Código 1.1. Disciplina: FUNDAMENTOS DE SOCIOLOGIA 0560076 1.2.

Leia mais

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA GERAL DO DIREITO

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA GERAL DO DIREITO PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA GERAL DO DIREITO P á g i n a 1 Questão 1. Hans Kelsen em sua obra Teoria Pura do Direito : I. Define a Teoria Pura do Direito como uma teoria do Direito positivo

Leia mais

Quem criou o termo e desenvolveu a sociologia como ciência autônoma foi Auguste Comte. Sua obra inicia-se no início do século XIX e é central a noção

Quem criou o termo e desenvolveu a sociologia como ciência autônoma foi Auguste Comte. Sua obra inicia-se no início do século XIX e é central a noção Quem criou o termo e desenvolveu a sociologia como ciência autônoma foi Auguste Comte. Sua obra inicia-se no início do século XIX e é central a noção de evolução social na compreensão deste sociólogo sobre

Leia mais

Aula 2 Teoria Geral do Processo. DEFINIÇÃO DE TEORIA GERAL DO PROCESSO.

Aula 2 Teoria Geral do Processo. DEFINIÇÃO DE TEORIA GERAL DO PROCESSO. Aula 2 Teoria Geral do Processo. DEFINIÇÃO DE TEORIA GERAL DO PROCESSO. Teoria, qual o seu significado? É um corpo de conceitos sistematizados que nos permite conhecer determinado domínio da realidade.

Leia mais

Ordem Internacional e a Escola Inglesa das RI

Ordem Internacional e a Escola Inglesa das RI BRI 009 Teorias Clássicas das RI Ordem Internacional e a Escola Inglesa das RI Janina Onuki IRI/USP janonuki@usp.br 23 e 24 de setembro de 2015 ESCOLA INGLESA Abordagem que busca se diferenciar do debate

Leia mais

Filosofia Moderna: a nova ciência e o racionalismo.

Filosofia Moderna: a nova ciência e o racionalismo. FILOSOFIA MODERNA Filosofia Moderna: a nova ciência e o racionalismo. Período histórico: Idade Moderna (século XV a XVIII). Transformações que podemos destacar: A passagem do feudalismo para o capitalismo

Leia mais

Sobre Metodologia Científica

Sobre Metodologia Científica 2013 Sobre Metodologia Científica Sergio Scheer TC022 Introdução a Engenharia UFPR Motivação Para que serve Metodologia Científica? Ciência e Conhecimento A produção de Conhecimento: Pesquisa O Processo

Leia mais

IMMANUEL KANT ( )

IMMANUEL KANT ( ) CONTEXTO HISTÓRICO Segunda metade do século XVIII época de transformações econômicas, sociais, políticas e cultural-ideológicas. A Revolução Industrial e a consolidação do Capitalismo. A Revolução Científica,

Leia mais

História das Teorias Econômicas Aula 5: Karl Marx Instituto de Geociências / Unicamp

História das Teorias Econômicas Aula 5: Karl Marx Instituto de Geociências / Unicamp História das Teorias Econômicas Aula 5: Karl Marx Instituto de Geociências / Unicamp 2 Semestre de 2008 1 Apresentação - de origem alemã - 1818 1883 - Economista, sociólogo e filósofo - Recebeu influência

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br A aplicabilidade da norma jurídica frente o problema da revogação e o controle da constitucionalidade Rafael Damaceno de Assis SUMÁRIO: 1. Teoria da Norma Jurídica 2. Poder Constituinte

Leia mais

Versão A. Grupo I (10 x 3 = 30 pontos) Assinala a alternativa correta

Versão A. Grupo I (10 x 3 = 30 pontos) Assinala a alternativa correta Versão A Grupo I (10 x 3 = 30 Assinala a alternativa correta 1.A filosofia não é uma ciência: a) Porque a filosofia consiste na procura do conhecimento factual. b) Porque os problemas e métodos da filosofia

Leia mais

FILOSOFIA MODERNA (XIV)

FILOSOFIA MODERNA (XIV) FILOSOFIA MODERNA (XIV) CORRENTES EPSTEMOLÓGICAS (I) Racionalismo Inatismo: existem ideias inatas, ou fundadoras, de onde se origina todo o conhecimento. Ideias que não dependem de um objeto. Idealismo:

Leia mais

22/08/2014. Tema 6: Ciência e Filosofia. Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes. Ciência e Filosofia

22/08/2014. Tema 6: Ciência e Filosofia. Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes. Ciência e Filosofia Tema 6: Ciência e Filosofia Profa. Ma. Mariciane Mores Nunes Ciência e Filosofia Ciência: vem do latim scientia. Significa sabedoria, conhecimento. Objetivos: Conhecimento sistemático. Tornar o mundo compreensível.

Leia mais

VISÃO DE MUNDO E CTS

VISÃO DE MUNDO E CTS VISÃO DE MUNDO E CTS Visão de mundo A visão de mundo caracteriza-se como um conjunto pré-estabelecido de suposições que dá suporte para a formação da visão da realidade (CORBEN, 1991,1996) e constitui

Leia mais

Introdução ao pensamento de Marx 1

Introdução ao pensamento de Marx 1 Introdução ao pensamento de Marx 1 I. Nenhum pensador teve mais influência que Marx, e nenhum foi tão mal compreendido. Ele é um filósofo desconhecido. Muitos motivos fizeram com que seu pensamento filosófico

Leia mais

ETAPAS E CRONOGRAMA DO PROGRAMA DE REESTRUTURAÇÃO

ETAPAS E CRONOGRAMA DO PROGRAMA DE REESTRUTURAÇÃO ETAPAS E CRONOGRAMA DO PROGRAMA DE REESTRUTURAÇÃO ETAPA ATUAL: PROPOSIÇÕES DATA 12 e 15 de Abril Locais: Paranavaí e Curitiba Maio a julho (em cada Colegiado) ENCONTRO, ATIVIDADE E CONTEÚDOS 2º Encontro

Leia mais

Biografia de Augusto Comte

Biografia de Augusto Comte Biografia de Augusto Comte Augusto Comte nasceu em 19 de janeiro de 1798, em Montpellier, e faleceu em 5 de setembro de 1857, em Paris. Filósofo e auto-proclamado líder religioso, deu à ciência da Sociologia

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA DISCIPLINAS DE PESQUISA PROF. DR. LUÍS EDUARDO ALMEIDA

REFLEXÕES SOBRE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA DISCIPLINAS DE PESQUISA PROF. DR. LUÍS EDUARDO ALMEIDA REFLEXÕES SOBRE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA DISCIPLINAS DE PESQUISA 2016-2 PROF. DR. LUÍS EDUARDO ALMEIDA CIÊNCIA Etimologia: Ciência vem da palavra latina scientia, que significa conhecimento;

Leia mais

Noções de Direito Administrativo e Constitucional

Noções de Direito Administrativo e Constitucional Considerações iniciais Considera-se Direito como um sistema normativo do qual são extraídos imperativos de conduta. Embora seja único e indivisível, a subdivisão se torna uma prática importante para o

Leia mais

Locke ( ) iniciou o movimento chamado de EMPIRISMO INGLÊS. Material adaptado, produzido por Cláudio, da UFRN, 2012.

Locke ( ) iniciou o movimento chamado de EMPIRISMO INGLÊS. Material adaptado, produzido por Cláudio, da UFRN, 2012. Locke (1632-1704) iniciou o movimento chamado de EMPIRISMO INGLÊS. Material adaptado, produzido por Cláudio, da UFRN, 2012. Racionalismo x Empirismo O que diz o Racionalismo (Descartes, Spinoza, Leibiniz)?

Leia mais

LIBERDADE E POLÍTICA KARL MARX

LIBERDADE E POLÍTICA KARL MARX LIBERDADE E POLÍTICA KARL MARX MARX Nasceu em Tréveris (na época pertencente ao Reino da Prússia) em 5 de Maio de 1818 e morreu em Londres a 14 de Março de 1883. Foi filósofo, jornalista e revolucionário

Leia mais

Conceito de Moral. O conceito de moral está intimamente relacionado com a noção de valor

Conceito de Moral. O conceito de moral está intimamente relacionado com a noção de valor Ética e Moral Conceito de Moral Normas Morais e normas jurídicas Conceito de Ética Macroética e Ética aplicada Vídeo: Direitos e responsabilidades Teoria Exercícios Conceito de Moral A palavra Moral deriva

Leia mais

Volume 2 Fascículo 2 Filosofia Unidade 3

Volume 2 Fascículo 2 Filosofia Unidade 3 Atividade extra Volume 2 Fascículo 2 Filosofia Unidade 3 Questão 1 A ideia de que, pela Ciência e pela técnica, o homem se converterá em senhor e possuidor da natureza está presente no pensamento do filósofo

Leia mais

INFORMAÇÃO-PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA

INFORMAÇÃO-PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA INFORMAÇÃO-PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA Ciências Naturais 2016 3.º CICLO DO ENSINO BÁSICO O presente documento visa divulgar as características da prova de equivalência à frequência do 3.º Ciclo

Leia mais

- Identificar as características da norma, as fontes de Direito, sua vigência e hierarquia;

- Identificar as características da norma, as fontes de Direito, sua vigência e hierarquia; FUNDAMENTOS DO DIREITO [11111] GERAL Regime: Semestre: OBJETIVOS A unidade curricular de Fundamentos do Direito visa fornecer aos alunos uma introdução ao conceito, problemas e método do Direito, construindo

Leia mais

III Estado Romano de um pequeno grupamento humano ao primeiro império mundial. Características: a) Base familiar de organização; b) Cristianismo.

III Estado Romano de um pequeno grupamento humano ao primeiro império mundial. Características: a) Base familiar de organização; b) Cristianismo. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO ESTADO I Estado Antigo, Oriental ou Teocrático não se distingue o pensamento político da religião, da moral, da filosofia, ou das doutrinas econômicas. Características: a) Natureza

Leia mais

Texto 5: BACKHEUSER, E. Geopolítica e geografia política. In: Revista Brasileira de Geografia. Jan-Mar, 1942.

Texto 5: BACKHEUSER, E. Geopolítica e geografia política. In: Revista Brasileira de Geografia. Jan-Mar, 1942. Texto 5: BACKHEUSER, E. Geopolítica e geografia política. In: Revista Brasileira de Geografia. Jan-Mar, 1942. Disciplina: Geografia Política 2015.1 Prof.ª Dr.ª Larissa da Silva Ferreira Alves 1º interpretação:

Leia mais

CURSO: PEDAGOGIA EMENTAS º PERÍODO

CURSO: PEDAGOGIA EMENTAS º PERÍODO CURSO: PEDAGOGIA EMENTAS - 2016.1 1º PERÍODO DISCIPLINA: HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO Estudo da história geral da Educação e da Pedagogia, enfatizando a educação brasileira. Políticas ao longo da história engendradas

Leia mais

COLÉGIO DE SANTA DOROTEIA LISBOA ANO LETIVO 2016/2017 DEPARTAMENTO DE PASTORAL DISCIPLINA: EDUCAÇÃO MORAL E RELIGIOSA CATÓLICA PLANIFICAÇÃO DE 7º ANO

COLÉGIO DE SANTA DOROTEIA LISBOA ANO LETIVO 2016/2017 DEPARTAMENTO DE PASTORAL DISCIPLINA: EDUCAÇÃO MORAL E RELIGIOSA CATÓLICA PLANIFICAÇÃO DE 7º ANO 1º PERÍODO UL1 - As origens ÉTICA E MORAL Calendarização - 26 aulas A. Construir uma chave de leitura religiosa Os dados da ciência sobre a origem do Diálogo com os alunos, relacionado da pessoa, da vida

Leia mais

ATENÇÃO. Ao desenvolver o tema é indispensável:

ATENÇÃO. Ao desenvolver o tema é indispensável: ATENÇÃO Ao desenvolver o tema é indispensável: seguir, atentamente, as instruções sem fugir ao tema; escrever com letra legível ; produzir um texto dissertativo com, no mínimo, 20 e, no máximo, 25 linhas.

Leia mais

Ética Profissional. Curso de Engenharia de Telecomunicações Legislação Professora Msc Joseane Pepino de Oliveira

Ética Profissional. Curso de Engenharia de Telecomunicações Legislação Professora Msc Joseane Pepino de Oliveira Ética Profissional Curso de Engenharia de Telecomunicações Legislação Professora Msc Joseane Pepino de Oliveira Ética Conceitos e Classificações 1: Ética é a ciência do comportamento moral dos homens em

Leia mais

Disciplina de Filosofia. Prof.ª Ana Paula

Disciplina de Filosofia. Prof.ª Ana Paula Disciplina de Filosofia Prof.ª Ana Paula Eixo: Ética Tema: Moral e Ética Objetivo Geral: Refletir sobre os conceitos de Moral e Ética. Reflexão... A Fábula da Convivência [Leitura e Discussão] Imagem ilustrativa

Leia mais

MÉTODO CUCA LEGAL PARA CALCULAR RAÍZES QUADRADAS.

MÉTODO CUCA LEGAL PARA CALCULAR RAÍZES QUADRADAS. MÉTODO CUCA LEGAL PARA CALCULAR RAÍZES QUADRADAS. Autor: Andreilson Oliveira da Silva; Coautores: Edson de Souza Soares Neto; Jonaldo Oliveira de Medeiros; Elionardo Rochelly Melo de Almeida Instituto

Leia mais

História da Ciência e Epistemologia Aplicadas ao Ensino de Química Paulo Alves Porto Instituto de Química - USP 17 / 09 / 2004

História da Ciência e Epistemologia Aplicadas ao Ensino de Química Paulo Alves Porto Instituto de Química - USP 17 / 09 / 2004 Mesa-redonda: Implicações da pesquisa nas atividades de formação de professores História da Ciência e Epistemologia Aplicadas ao Ensino de Química Paulo Alves Porto Instituto de Química - USP 17 / 09 /

Leia mais

ESCOLA ESTADUAL DR JOSÉ MARQUES DE OLIVEIRA TRABALHO DOS ESTUDOS INDEPENDENTES JANEIRO/2015

ESCOLA ESTADUAL DR JOSÉ MARQUES DE OLIVEIRA TRABALHO DOS ESTUDOS INDEPENDENTES JANEIRO/2015 ESCOLA ESTADUAL DR JOSÉ MARQUES DE OLIVEIRA TRABALHO DOS ESTUDOS INDEPENDENTES JANEIRO/2015 Escola- Referência Aluno: turma: 2º CN Data: Matéria: Sociologia Turno: Noite Valor: 30 Nota: Professor: Alessandro

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE DESIGN. Método Dialético. Profª: Kátia Paulino

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE DESIGN. Método Dialético. Profª: Kátia Paulino CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE DESIGN Método Dialético Profª: Kátia Paulino Dialética No dicionário Aurélio, encontramos dialética como sendo: "[Do gr. dialektiké (téchne), pelo lat. dialectica.]

Leia mais

Docente: Gilberto Abreu de Oliveira (Mestrando em Educação UEMS/UUP) Turma 2012/

Docente: Gilberto Abreu de Oliveira (Mestrando em Educação UEMS/UUP) Turma 2012/ Docente: Gilberto Abreu de Oliveira (Mestrando em Educação UEMS/UUP) Turma 2012/2014 Email: oliveira.gilbertoabreu@hotmail.com Blog: http://historiaemdebate.wordpress.com 1 O QUE É SISTEMA? Conjunto de

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DISCIPLINA : METODOLOGIA DA PESQUISA ASSUNTO: CIÊNCIA E CONHECIMENTO

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DISCIPLINA : METODOLOGIA DA PESQUISA ASSUNTO: CIÊNCIA E CONHECIMENTO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DISCIPLINA : METODOLOGIA DA PESQUISA ASSUNTO: CIÊNCIA E CONHECIMENTO PROFESSOR : Romilson Lopes Sampaio CIÊNCIA Etimologia: Ciência

Leia mais

Objetividade do conhecimento nas ciências sociais. - primeiro passo: evitar confusões entre juízos de fato e juízos de valor.

Objetividade do conhecimento nas ciências sociais. - primeiro passo: evitar confusões entre juízos de fato e juízos de valor. Objetividade do conhecimento nas ciências sociais Objetividade +> rejeição à posição positivista no que se refere à neutralidade valorativa: rígida separação entre fatos e valores; => demarcação entre

Leia mais

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular OPÇÃO III - CRIMES EM ESPECIAL Ano Lectivo 2015/2016

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular OPÇÃO III - CRIMES EM ESPECIAL Ano Lectivo 2015/2016 Programa da Unidade Curricular OPÇÃO III - CRIMES EM ESPECIAL Ano Lectivo 2015/2016 1. Unidade Orgânica Direito (1º Ciclo) 2. Curso Direito 3. Ciclo de Estudos 1º 4. Unidade Curricular OPÇÃO III - CRIMES

Leia mais

O contexto filosófico e histórico em Paul Vidal de la Blache

O contexto filosófico e histórico em Paul Vidal de la Blache O contexto filosófico e histórico em Paul Vidal de la Blache Deyse Cristina Brito Fabrício deyse_nytzah@hotmail.com IG/UNICAMP Antonio Carlos Vitte IG/UNICAMP Palavras-chave: História da Geografia, Paul

Leia mais

Sociedade e indivíduo. Cultura e socialização: cultura.

Sociedade e indivíduo. Cultura e socialização: cultura. Sociedade e indivíduo Cultura e socialização: cultura. Todo este património de artefactos materiais ou espirituais em que o Homem se movimenta e de que se serve para satisfazer as suas necessidades físicas,

Leia mais

Por uma definição de estado sob a ótica de norberto bobbio

Por uma definição de estado sob a ótica de norberto bobbio ISSN 1127-8579 Pubblicato dal 07/03/2013 All'indirizzo http://xn--leggedistabilit2013-kub.diritto.it/docs/34733-por-uma-defini-o-deestado-sob-a-tica-de-norberto-bobbio Autore: Rodrigo Janoni Carvalho Por

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE DIREITO. Método Dialético. Profª: Kátia Paulino

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE DIREITO. Método Dialético. Profª: Kátia Paulino CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE DIREITO Método Dialético Profª: Kátia Paulino Dialética No dicionário Aurélio, encontramos dialética como sendo: "[Do gr. dialektiké (téchne), pelo lat. dialectica.]

Leia mais

CURSO: MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA: METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA

CURSO: MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA: METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA CURSO: MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA: METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA Prof. Dra. Renata Cristina da Penha França E-mail: renataagropec@yahoo.com.br -Recife- 2015 MÉTODO Método, palavra que vem do

Leia mais

TEORIA GERAL DO ESTADO

TEORIA GERAL DO ESTADO TEORIA GERAL DO ESTADO APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA Prof. Thiago Gomes Apresentação da Disciplina 1. IDENTIFICAÇÃO DA DISCIPLINA Teoria Geral do Estado 2. PROFESSOR Me. Thiago Gomes 3. CARGA HORÁRIA 2 h/a

Leia mais

Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra. Ter, 11 de Maio de :24

Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra. Ter, 11 de Maio de :24 Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra. Ter, 11 de Maio de 2010 19:24 Projeto de Declaração Universal dos Direitos da Mãe Terra Elaborado na Conferência Mundial dos Povos sobre Mudança Climática

Leia mais

INFORMAÇÃO- PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA

INFORMAÇÃO- PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA PROVA 344 INFORMAÇÃO- PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA 12º Ano de Escolaridade CURSOS CIENTÍFICO-HUMANÍSTICOS SOCIOLOGIA ANO LECTIVO 2011/2012 Tipo de prova: Escrita Duração (em minutos): 90 TEMAS CONTEÚDOS

Leia mais

Aula 2: Cultura e Sociedade: Objeto e método das Ciências Sociais.

Aula 2: Cultura e Sociedade: Objeto e método das Ciências Sociais. Aula 2: Cultura e Sociedade: Objeto e método das Ciências Sociais. CCJ0001 - Fundamentos das Ciências Sociais Profa. Ivana Schnitman Centro Universitário Estácio da Bahia Conteúdo O contexto histórico

Leia mais

1 - PROCESSO COLETIVO E SUAS PECULIARIDADES

1 - PROCESSO COLETIVO E SUAS PECULIARIDADES RESUMO DE EMENTAS 1 - PROCESSO COLETIVO E SUAS PECULIARIDADES 1. Análise das principais ações coletivas e sua aplicabilidade no cotidiano Forense. 2. As ações coletivas e a sua legitimidade. 3. As ações

Leia mais

na Rede Rede IDEIAS PARA DESENVOLVIMENTO DE Maestro Assessoria Educacional

na Rede Rede IDEIAS PARA DESENVOLVIMENTO DE Maestro Assessoria Educacional B la Rede na la na Rede na Rede IDEIAS PARA DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS Maestro Assessoria Educacional PROPOSTA 1 Observe a obra de Arte feita por Tarsila Amaral e liste quais pessoas poderiam representar

Leia mais

Modernidade: o início do pensamento sociológico

Modernidade: o início do pensamento sociológico Modernidade: o início do pensamento sociológico Os dois tipos de solidariedade Solidariedade Mecânica Solidariedade Orgânica Laço de solidariedade Consciência Coletiva Divisão social do trabalho Organização

Leia mais

2.º Ciclo do Ensino Básico (Decreto-Lei n.º 17/2016, de 4 de abril)

2.º Ciclo do Ensino Básico (Decreto-Lei n.º 17/2016, de 4 de abril) INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA CIÊNCIAS NATURAIS 2016 Prova 02 / 2016 1ª e 2ª fase 2.º Ciclo do Ensino Básico (Decreto-Lei n.º 17/2016, de 4 de abril) O presente documento divulga informação

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VIZELA VIZELA Escola sede: ESCOLA SECUNDÁRIA DE CALDAS DE VIZELA INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA DE SOCIOLOGIA

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VIZELA VIZELA Escola sede: ESCOLA SECUNDÁRIA DE CALDAS DE VIZELA INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA DE SOCIOLOGIA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VIZELA VIZELA Escola sede: ESCOLA SECUNDÁRIA DE CALDAS DE VIZELA INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA DE SOCIOLOGIA Prova: 344 / 2015 12.º Ano de Escolaridade Formação

Leia mais

Sumário. Nota do Editor... xv Introdução: O quarto quadrante do círculo de Álvaro Vieira Pinto... 1

Sumário. Nota do Editor... xv Introdução: O quarto quadrante do círculo de Álvaro Vieira Pinto... 1 Sumário VOLUME I Nota do Editor.................................................. xv Introdução: O quarto quadrante do círculo de Álvaro Vieira Pinto............. 1 Parte Um Análise de algumas noções fundamentais

Leia mais