Professora Edna Ferraresi. Aula 2

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1 Aula 2 Escolas e Teorias Jus filosóficas Modernas: a Escola da Exegese: positivismo jurídico ideológico; redução do Direito à lei; "In Claris NON cessat interpretatio"; aplicação mecânica do Direito.

2 Escolas e Teorias Jus filosóficas Modernas: a Escola da Exegese

3 Escola da Exegese A surgiu como uma das consequências da criação do Código de Napoleão (1804), forma de interpretação que ocorria mediante privilégio dos aspectos gramaticais e lógicos. Com ela, tem-se o ápice do positivismo jurídico.

4 É o método dos intérpretes do Código de Napoleão, que, considerando a norma como dogma, limita a interpretação à indagação da vontade do legislador. Os que o defendiam diziam que este método nada deixava ao arbítrio do intérprete, pois o Direito estava escrito em textos autênticos e que representava a vontade do legislador.

5 O Método Tradicional ou da Escola da Exegese Método: Gramatical; Sistemático.

6 Positivismo Jurídico do século XIX O positivismo jurídico ou juspositivismo é uma corrente da teoria do Direito que procura explicar o fenômeno jurídico a partir do estudo das normas positivas. Ao definir o Direito, o positivismo identifica, o conceito de Direito com o Direito efetivamente posto pelas autoridades que possuem o poder político de impor as normas jurídicas.

7 Escolas e Teorias jus Filosóficas Modernas Justiça formal garante a igualdade Preocupações: Margarida: Cap. 2

8 Segurança? São valores típicos do mundo moderno Certeza? Razão e bom senso tem que eliminar a insegurança. Cartesianismo que dá condições ao contratualismo. Laicização do Poder estatal.

9

10 Positivistas Thomas Hobbes Século XVII cria o Soberano Absoluto John Locke Século XVII e XVIII cria o Soberano coletivo ato volitivo dos homens Rousseau Século XVIII Enaltece a figura do cidadão que tem soberania e conduz a vida pública Estado Liberal de Locke seguido de perto por Montesquieu estabelece os Fouding Fathes americanos que melhor estrutura o Governo

11 Montesquieu Teoria da Separação dos Poderes Garante: 1.Igualdade; 2.Aplicação regular da lei; 3.Garante a estrutura formal e os ideais do Estado de Direito

12 Redução do Direito à Lei A Crítica de François Gény e Escola Histórica do Direito Não desconsidera a lei como fonte principal do Direito; Defende que uma pesquisa científica, de base sociológica, seria capaz de oferecer ao intérprete os critérios de justiça prevalecentes na sociedade e que, na realidade, dariam ensejo ao surgimento de novas leis. 1.A grande contribuição de Gény foi para a teoria das lacunas porque o princípio da subsunção é insuficiente.

13 Escola Histórica do Direito movimento de reação cultural contra a filosofia das luzes opôs-se à Escola da Exegese; prega que a interpretação da lei deve evoluir; ser adaptada às condições do meio social na época em que seria aplicada; propicia nova interpretação de seu aplicador; enaltece a interpretação histórica.

14 Savigny Século XIX Ferraz Júnior Ponto 5 Novo método entendimento, compreensão e aplicação do Direito. A afirmação da historicidade do Direito foi uma resposta à perplexidade gerada pela positivação, não será a lei, norma racionalmente formulada e positivada pelo legislador, que será primariamente o objeto de ocupação do jurista, mas a convicção comum do povo". Essa perspectiva dá sentido histórico ao Direito em constante transformação.

15 Escola do Direito Livre O ordenamento jurídico não deve estar vinculado apenas ao Estado; Deve ser livre em sua realização e constituir-se de convicções numa relação de tempo e espaço; Direito Positivo não deve ser apenas imposto pelo Estado, mas também legitimado pela sociedade em razão de suas necessidades.

16 A Interpretação no Brasil LINDB parece inclinar para a Escola do Direito Livre Moderada, quando em seu artigo 4º, prescreve que: "quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito", pois concede ao julgador uma certa discricionariedade, no julgamento do feito.

17 "In Claris cessat interpretatio" NOM Enuncia que o texto legal, quando redigido de forma clara e objetiva, não necessita de interpretação. Sobre a matéria há escritos doutrinários que o Hermeneuta ou Exegeta em sua atividade interpretativa torcia o significado das normas jurídicas, no afã de atender aos seus interesses.

18 In Claris NON Cessat Interpretatio O Princípio In Claris Cessat Interpretatio significa que ao proceder a interpretação de um texto legal, em sendo o mesmo de uma clareza sem contrastes, não se vê a necessidade da continuação do trabalho de revelar: o sentido (finalidade) e o alcance (campo de incidência) da norma interpretada.

19 Até a próxima Aula

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