VII Congresso Latino-Americano de Estudos do Trabalho. O Trabalho no Século XXI: Mudanças, impactos e perspectivas

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1 VII Congresso Latino-Americano de Estudos do Trabalho O Trabalho no Século XXI: Mudanças, impactos e perspectivas GT 06 - Subcontratación y organización de trabajadores precarios Título da apresentação: Terceirização e resistência: em direção a novos contornos na gestão dos efetivos na CSN Sabrina de Oliveira Moura Dias, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) 1

2 Terceirização e resistência: em direção a novos contornos na gestão dos efetivos na CSN 1 Sabrina de Oliveira Moura Dias 2 RESUMO Esta apresentação tem por objetivo discutir o processo de terceirização na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta Redonda, bem como seus desdobramentos mais recentes. Dois acontecimentos principais neste caso se apresentam como fontes interessantes e, até certo ponto, inovadoras nesta temática: as greves sucessivas organizadas por trabalhadores terceirizados na CSN nos anos de 2005, 2006 e 2007; a segunda diz respeito à inversão da terceirização iniciada na empresa desde 2007, quando parte dos efetivos terceirizados começou a ser progressivamente (re)incorporado ao quadro da contratante. A partir destes acontecimentos pretendemos discutir a construção e o fortalecimento de um sentimento de identidade entre os trabalhadores terceirizados, bem como o papel da greve e de outras formas de luta e de resistência como motivadores da desterceirização de parte dos efetivos terceirizados na CSN. INTRO A terceirização consiste na subcontratação de serviços e produtos por uma empresa chamada contratante, junto a uma outra empresa, chamada terceirizada, contratada ou prestadora de serviços. Embora tenha existência anterior, seu desenvolvimento e expansão estão ligados à difusão das práticas de organização da produção japonesa, e do conjunto de prescrições de eficiência produtiva veiculados pelo Toyotismo. Essa expansão da terceirização e sua intensificação como prática de gestão em empresas de diferentes ramos, no mundo inteiro, aconteceu de maneira tardia no Brasil por volta dos anos de 1990 e 2000 se comparada com os países da Europa ou os EUA onde a adoção de técnicas e estratégias do modelo japonês já vinham sendo colocadas em prática desde os anos de 1970 e O que nomeamos fenômeno da terceirização remete a este período recente da história no qual a força alçada por tal 1 Esta apresentação é parte de uma pesquisa desenvolvida pela autora desde o início do mestrado em Ela apresenta resultados tanto da pesquisa de mestrado, já concluída, quanto daquela de doutorado, em andamento. 2 Doutoranda do curso de Sociologia e Antropologia da UFRJ e bolsista do CNPq. Contato: 2

3 forma de organizar a produção confere-lhe um status de regra, de pilar essencial da maneira mais eficiente de produzir. A defesa da terceirização como forma mais eficiente de organização da produção e de gestão dos efetivos estava ancorada em duas constatações: a terceirização permitia à empresa se concentrar em seu core business e possibilitaria a transformação de custos fixos do trabalho em custos variáveis, substituindo o contrato de trabalho com trabalhadores individuais pelo contrato de prestação de serviços com a empresa terceirizada. Uma profusão de autores e de artigos se propuseram a analisar as características e as conseqüências da intensificação do processo de terceirização nas décadas finais do século XX e no início do século XXI. Se por um lado sobretudo aquele dos autores da Administração e da Economia a terceirização era celebrada como a modernidade em termos de gestão da produção e do trabalho, ou como condição de sobrevivência das empresas em um ambiente concorrencial acirrado, para os críticos ela era responsável pela deterioração das relações de trabalho e emprego, processo este sumarizado no conceito de precarização. Enquanto a maior parte dos administradores de empresas e economistas abordou o tema da terceirização do ponto de vista da redefinição das fronteiras da empresa, de seu novo dinamismo e plasticidade, os sociólogos entre outros buscavam apontar para a redefinição das fronteiras da proteção social e da estabilidade que conduziu ao crescimento da precarização. Seja ao buscar demonstrar seu caráter maligno ou suas virtudes a maioria dos escritos sobre a terceirização, em maior ou menor grau, direta ou indiretamente apontavam o fenômeno como algo irremediável e irreversível. Isto porque para além da ênfase nas virtudes produtivas ou nos malefícios ao trabalho e suas instituições havia o consenso de que a terceirização era a forma mais lucrativa para a empresa conduzir seus negócios. Tendo em vista este panorama, como explicar a desterceirização por iniciativa da empresa? Como uma prática considerada com algum grau de acordo mais lucrativa e eficiente retrocede? Entre os autores da Administração e os altos quadros das empresas ainda há muitas divergências sobre a desterceirização: seria ela resultado de uma terceirização mal feita ou de uma intensificação da flexibilidade e do poder de escolha das empresas? 3

4 A desterceirização, como o nome sugere, consiste no processo inverso à terceirização, ou seja, na retomada de atividades, funções ou áreas anteriormente subcontratadas à empresas prestadores de serviços. Em lugar de contratar o serviço, a empresa passa a realizá-lo com funcionários próprios. Entre as causas da desterceirização autores apontam o aumento dos custos da terceirização (ou sua falha em produzir redução de custos), a perda do know-how, perda de mão de obra qualificada e a queda na qualidade dos serviços. Embora os autores da Administração de empresas e da Economia apontem razões para a desterceirização, em geral, o argumento não é desenvolvido. Poucos buscam responder: porque subcontratar se tornou mais caro do que produzir em casa em alguns casos? Porque os contratos com as empresas terceirizadas aumentaram? Por que em lugar de eficiência a terceirização trouxe, em alguns casos, a baixa qualidade dos serviços e a perda de mão de obra qualificada? Menos consensual do que se fez crer, a terceirização engendra contradições e disputas nas relações entre contratante e contratada, entre contratante e trabalhadores da contratada, e trabalhadores contratados e a contratada. Obviamente, se a relação de forças tende quase sempre a favorecer a contratante, em determinadas conjunturas trabalhadores terceirizados ou empresas terceirizadas podem galgar espaços e alargarem o espectro de concessões previsto pela contratante. Apesar de a desterceirização ser um processo ligado a múltiplas causas, nos concentraremos neste texto em apontar como uma de suas razões as pressões exercidas pelos trabalhadores terceirizados de uma grande usina siderúrgica brasileira sobre as empresas contratada e contratante. Neste contexto, desenvolvem-se formas de ação diretas e coletivas sobre as empresas no caso das greves, mas também formas de não cooperação individuais e menos visíveis. Sendo a terceirização um mecanismo propiciador da precarização das relações de trabalho e emprego, não é de se espantar a emergência de oposições a sua instalação e permanência. Ao rebaixar os direitos, as condições de trabalho e emprego de trabalhadores muitos deles ligados diretamente à produção as empresas em geral fracassam em mobilizar seu comprometimento e cooperação. Consideramos neste caso que, quanto mais estratégica e vinculada às atividades diárias e indispensáveis da empresa, mais risco a terceirização oferece à produção, à manutenção da estrutura produtiva e à qualidade do produto. 4

5 A TERCEIRIZAÇÃO NO BRASIL E NA CSN A terceirização do trabalho caracteriza-se, grosso modo, pela flexibilização da produção através da transferência de atividades consideradas acessórias à consecução dos objetivos da contratante. Com o intuito de concentrar esforços nas etapas consideradas essenciais à produção o chamado core business empresarial a empresa contratante transfere para sua(s) contratada(s) a realização de serviços ou a produção produtos considerados complementares ou periféricos. Como resultado da adoção generalizada da prática terceirizante tem sido diagnosticado no Brasil, bem como em outros países, o aprofundamento da precarização das relações de trabalho e emprego. Embora grande esforço tenha sido realizado para distinguir a boa terceirização caracterizada pela especialização e pelo know-how da má terceirização praticada exclusivamente com o intuito de reduzir custos o conceito tem sido associado de maneira geral à deterioração das condições de trabalho e emprego. Demissões, redução de salários e postos de trabalho, aumento dos riscos à saúde e à integridade física dos trabalhadores, intensificação e extensão da jornada de trabalho, discriminação e preconceitos entre trabalhadores do quadro e terceirizados, instabilidade no emprego, redução de benefícios e fragmentação da categoria são as principais conseqüências apontadas como resultado da terceirização no Brasil. Embora a terceirização possa ter diferentes significados para os trabalhadores terceirizados, entre os críticos há certa ênfase nos casos e situações mais vulneráveis de terceirização, pois além de eles comporem a maioria dos casos, eles permitem chamar atenção para as mazelas que a prática impõe ao trabalho. Aliado a esta forma de encarar a terceirização, como sinônimo de vulnerabilidade e instabilidade, está um discurso político contra seus efeitos desreguladores. Embora o termo terceirização seja muitas vezes tratado como um bloco monolítico, a abrangência de práticas que a designação reúne compreende uma variedade de realidades específicas. Sob a designação terceirização estão reunidas práticas como a contratação de autônomo para trabalho doméstico ou domiciliar; rede de contratações de empresas fornecedoras de produtos, equipamentos ou peças; a subcontratação de serviços de apoio, realizado por empresas especializadas em uma determinada atividade; 5

6 a subcontratação de empresas prestadoras de serviço ou trabalhadores autônomos para atuarem em áreas produtivas centrais; a quarteirização, prática na qual a empresa terceirizada subcontrata outra empresa para prestação de serviços a sua contratante; e por fim, a terceirização via cooperativas de produção ((Druck, 1999; Alves apud Artur, 2007). A terceirização no Brasil abrange uma grande variedade de estatutos e condições de trabalho e de emprego. As modalidades de contratação legal da mão de obra terceirizada compreendem o contrato de trabalho por tempo indeterminado, o contrato por tempo determinado e o contrato temporário. Isto quer dizer que o trabalhador terceirizado pode ter tanto um contrato padrão, por tempo indeterminado, quanto um contrato temporário, variando seu nível de desproteção social e de precarização. Enquanto o trabalhador terceirizado com contrato de trabalho por tempo indeterminado tem mais garantias que o terceirizado temporário ou com contrato por tempo determinado, eles são, por sua vez, menos estáveis e têm menos direitos que os trabalhadores da empresa contratante, mesmo quando realizam tarefas e funções iguais e/ou similares àqueles. Em comparação com os trabalhadores da empresa contratante, os terceirizados com contrato por tempo indeterminado têm, em geral, acordos coletivos menos vantajosos. O contrato por tempo indeterminado terceirizado apresenta frequentemente uma contradição: enquanto o contrato do trabalhador com a empresa terceirizada é permanente, estável, o contrato entre a empresa contratante e a contratada é temporário (no Brasil ele tem uma duração média de 2 a 3 anos). Uma vez que a maioria dos empregos das empresas terceirizadas depende da renovação do contrato comercial interempresas, o contrato por tempo indeterminado terceirizado não é um contrato estável, pois ele depende quase sempre da continuidade da parceria entre empresa contratante e contratada. 6

7 No Brasil, o debate recente 3 sobre a criação de uma lei que regulamente a terceirização reacende as disputas em torno de sua expansão de um lado, e do seu refreamento de outro. Como não há no país uma lei específica sobre a terceirização a atual definição de terceirização lícita é assegurada por um enunciado ou súmula elaborado a partir das decisões da Justiça do Trabalho, e consolidadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A terceirização lícita no Brasil segundo o enunciado nº 331 consiste na contratação de empresas fornecedoras de produtos ou serviços por uma outra empresa para atuação em sua atividade-meio, ou seja, atividades consideradas acessórias e complementares. De acordo com o enunciado não são permitidas terceirizações na atividade-fim das empresas, isto é, em funções e/ou etapas da produção consideradas essenciais à elaboração do produto final. Embora o enunciado limite a terceirização às atividades-meio, ele não define quais atividades estão abrangidas pela designação. Esta falta de precisão do enunciado, e a não definição das áreas e funções consideradas essenciais ou acessórias conduz a interpretações e decisões diferentes por parte do judiciário brasileiro. O enunciado nº 331 findou por caracterizar como atividade-meio não apenas os serviços de apoio como segurança, jardinagem ou alimentação, como também atividades produtivas estratégicas e diretamente ligadas à produção, como é o caso da manutenção. A intensificação do processo de terceirização na CSN está ligada a um contexto nacional e local específicos, cujos principais acontecimentos foram: a intensificação da assimilação do paradigma flexível pelas empresas brasileiras na década de 1990; a privatização da CSN em 1993 e o apogeu de um discurso pela eficiência e pelo enxugamento da empresa; a publicação do enunciado nº 331 do TST também em 1993, que regulamentou a terceirização nas atividades consideradas acessórias às empresas. O enunciado nº 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) abriu o precedente para a 3 A luta em torno da definição dos limites e possibilidades da terceirização no Brasil ganhou ainda mais foco nos últimos anos devido a um acontecimento emblemático: em 2010 pela primeira vez o TST realizou uma audiência pública, convidando diversos atores e segmentos da sociedade (representantes de empresas, sindicalistas, pesquisadores e professores universitários, membros do Ministério Público do Trabalho) a se posicionarem em relação à esta forma de organização do trabalho. Através do debate, o TST pretendia reunir argumentos e informações técnicas, sociais e econômicas para auxiliar os magistrados nos julgados sobre a terceirização. Além disso, tramitam no congresso dois projetos de lei, um deles buscando expandir as possibilidades de terceirização, e outro que busca limitar os efeitos precarizadores e diferenciadores de tal prática. 7

8 licitude da terceirização em atividades antes consideradas centrais às empresas. Atividades como a manutenção industrial, embora de caráter permanente e contínuo para a produção, e realizadas em grande medida na planta da contratante, tornaram-se passíveis de terceirização (Faria, 1994; Druck, 1999). Na CSN em Volta Redonda mais da metade do quadro de manutenção foi terceirizado a partir da década de Em 1994, ano seguinte à privatização e à publicação do enunciado do TST, a empresa japonesa Sankyu firmou um contrato de prestação de serviços com a CSN para a preservação da área da Coqueria. Mas os grandes contratos de prestação de serviços na área de manutenção dos equipamentos só foram firmados à partir dos anos À partir de então e, sobretudo em 2002 quando da extinção da Fábrica de Estruturas Metálicas (FEM) 5, as atividades de manutenção foram transferidas majoritariamente à duas empresas terceirizadas: a italiana Comau, e a japonesa Sankyu. A CSN manteve em seus quadros próprios um número reduzido de trabalhadores de manutenção com a função de elaborar as OSs (ordens de serviços) e fiscalizar os serviços terceirizados. Há um esforço de separação entre a concepção do serviço (em geral à cargo dos trabalhadores da contratante) e a sua execução (de responsabilidade dos efetivos terceirizados). Assim como em outras situações de terceirização, muitos trabalhadores apenas mudaram de camisa, expressão utilizada para denunciar a permanência de trabalhadores nas mesmas funções e áreas da usina, contudo não mais na condição de contratados diretos, mas de terceirizados. É importante ressaltar que neste processo de intensificação da terceirização acentuou-se a pulverização dos efetivos de manutenção em diversas empresas. Considerados a força das greves durante a década de 1980, os quadros de manutenção da CSN foram sistematicamente divididos, inicialmente entre a empresa e sua subsidiária FEM, e em seguida entre a CSN, a Sankyu, a Comau, e outras empresas menores de manutenção. A representação desses trabalhadores de manutenção, então terceirizados, continuou a ser feita pelo Sindmetal-SF, mesmo sindicato dos trabalhadores diretos 6. Entretanto, as negociações coletivas foram multiplicadas pelo número de empresas 4 Em 2009 trabalhavam na UPV 8524 trabalhadores diretos e 9967 terceirizados (Dados da Delegacia Regional do Trabalho/Volta Redonda DRT/VR). As empresas terceirizadas com maior número de trabalhadores dentro da CSN naquele ano eram a japonesa Sankyu (1379), a italiana Comau (868), a brasileira Magnesita (105), a alemã Vais do Brasil (215) e as brasileiras Verzani & Sandrini (974) e Cikel (1272). 5 Subsidiária responsável pela maior parte dos serviços de manutenção na CSN. 8

9 subcontratadas, criando condições de trabalho diferentes entre os trabalhadores de manutenção dentro da usina. Uma marca importante do início da terceirização da manutenção na usina foi o grau extremo de degradação das condições de trabalho ao qual foram submetidos os trabalhadores. Além de salários baixos e inferiores aos de antes da terceirização, e da perda dos direitos conquistados nos acordos coletivos 7 as entrevistas apontam para a ausência de refeitórios, e de condições de higiene nas refeições e nos vestiários dos terceirizados, bem como para a falta constante de equipamentos de segurança (EPIs). A inexistência de condições básicas de trabalho está presente mesmo nos acordos coletivos de empresas como a Sankyu, em que o sindicato reproduz sucessivamente uma cláusula em que a prestadora de serviços se comprometeria a fornecer água gelada e vestiários e refeitórios em condições de higiene para seus trabalhadores. Alguns sindicalistas atuantes na época do início da terceirização utilizam a expressão sub-raça para descrever a situação dos terceirizados dentro da usina. Esta situação era agravada pelo fato de ela contrastar com aquela dos trabalhadores da CSN. GREVES, RESISTÊNCIA E DESTERCEIRIZAÇÂO NA CSN A partir dos anos 2000 um número crescente de empresas no Brasil começou a desterceirizar parcial ou completamente funções e setores de produção 8. Na CSN no ano de 2006 e 2007 foram desterceirizadas a Guarda Patrimonial, a atividade de transporte e manutenção de linhas férreas e parte da manutenção 9. No ano de 2010 a empresa deixou 6 Embora mesmo no caso da CSN a terceirização tenha contribuído para o enquadramento sindical de trabalhadores em sindicatos diferentes daqueles de antes da terceirização (e em geral mais fracos que o Sindimetal-SF), no caso da manutenção, não houve mudança de representação sindical. 7 Perdas para aqueles que foram transferidos da CSN para a terceirizada. 8 Grandes empresas como Fiat, Cenibra, Xerox do Brasil, Petrobrás, TAM, Telemar e Caixa Econômica Federal (CAIXA) entre outras realizaram a desterceirização de parte de suas atividades nos últimos anos. 9 Segundo a imprensa virtual da Confederação Nacional dos Metalúrgicos de 01/08/2007, a CSN tinha a intenção de desterceirizar o setor de manutenção industrial, o transporte e manutenção de linhas férreas e o setor de embalagens. O programa de primarização, segundo a notícia, estaria sendo implantado na CSN porque os serviços terceirizados estariam saindo a custos mais elevados do que se realizados pela empresa, e porque a CSN teria o interesse em aumentar o controle e a fiscalização sobre os trabalhadores da UPV. As principais vantagens para os trabalhadores estariam no incremento dos benefícios, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), no direito a plano de saúde (ou a uma cobertura mais abrangente), na filiação à previdência privada dos trabalhadores da CSN (Caixa Beneficente dos Empregados da CSN - CBS) e, em alguns casos, no aumento de salário. Disponível em: Acesso em: 25/11/

10 de renovar contrato com a Comau, uma das empresas terceirizadas de manutenção com maior número de trabalhadores na usina, e que prestava serviços para a CSN desde Em lugar de contratar outra firma terceirizada para substituir o contrato da Comau, a CSN optou pela desterceirização e incorporação de parte do quadro efetivo da terceirizada. Antes disso, desterceirizações pontuais na manutenção foram feitas com o objetivo de recompor a manutenção volante da CSN. Contrariando a tendência à terceirização, amplamente defendida e realizada pela administração flexível, a CSN iniciou um processo de reversão de um dos pilares da reestruturação produtiva. Embora nem toda a manutenção da empresa tenha sido desterceirizada, parte importante da função foi reintegrada pela empresa. As razões arroladas pelos entrevistados para a mudança são muitas, analisaremos e discutiremos algumas delas a seguir. Antes, porém, recuperaremos um pouco da história das greves na CSN, para demonstrar que previamente à decisão de reintegrar parte da manutenção a empresa vinha sofrendo com a ação grevista de trabalhadores terceirizados. Durante três anos seguidos os trabalhadores terceirizados de manutenção da CSN organizaram greves, a mais longa delas chegando a durar 21 dias. Neste cenário destacaremos os seguintes aspectos: o ressurgimento da greve como forma de protesto e de reivindicação dos trabalhadores da usina; a organização política de trabalhadores terceirizados e seu sentimento de identidade forjado à partir da comparação com a condição do trabalhador da CSN; os novos horizontes e demandas, pautados por argumentos morais de igualdade de condições. A desterceirização parcial da manutenção começa a ser colocada em prática em 2007, talvez não por coincidência o último ano em que os terceirizados fizeram greve juntos. Embora as greves não sejam a única forma de protesto e demanda por melhores condições, ela representa um importante recurso no repertório de luta da classe trabalhadora na medida em que permite exercer sobre o empregador uma pressão econômica. A parada parcial ou total da produção e dos serviços ameaça o lucro, os prazos, a confiança e a qualidade assumidos pelas empresas com seus clientes. Em comum com as greves, outras práticas como absenteísmo, evasão, falta de motivação para o trabalho foram atribuídas pelos entrevistados à atitude dos trabalhadores terceirizados como resultado da sua condição precária ou do seu sentimento de não reconhecimento. 10

11 Na CSN as greves tiveram seu ápice nos anos de Período de grande efervescência no cenário político brasileiro devido à luta pela redemocratização do país, os anos de 1980 testemunharam a ascensão de novos grupos politicamente engajados e organizados, entre eles os trabalhadores. As greves por muito tempo duramente reprimidas durante a ditadura militar no Brasil explodiram naquela década. É neste contexto, dos anos de 1970 e 1980, com o fortalecimento da classe trabalhadora e de sua combatividade, que as greves se multiplicaram entre trabalhadores de diferentes ramos ou setores da economia 10. Em Volta Redonda na CSN duas grandes greves foram realizadas pelos trabalhadores nos anos de 1988 e Particularmente a greve de 1989 ganhou contornos dramáticos por causa da intervenção e repressão do exército brasileiro, que culminou com a morte de três trabalhadores. A partir do final do ano de 1990, não há mais registro de greve entre os trabalhadores da CSN. Sobretudo a partir de 1993, a privatização da então estatal representou, segundo sindicalistas, um recuo das estratégias de confronto. A política das gestões sindicais assumida a partir de então enfatizava o discurso da concertação de classes em lugar de estratégias de confronto como a greve. Embora não houvesse estabilidade no emprego nem mesmo na época em que a empresa era pública, anteriormente a 1993, o crescimento da instabilidade no emprego na CSN é ressaltado como resultado da mudança para a propriedade privada 11. Além disso, uma grande redução do número de funcionários da CSN foi realizada através de demissões e terceirizações no período de transição para a propriedade privada, com vistas a torná-la mais eficiente e competitiva. O enfraquecimento da greve na CSN está relacionado com a privatização, mas não apenas com ela, mas também com as mudanças na organização dos trabalhadores. A reestruturação produtiva alterou quantitativa e qualitativamente as relações de trabalho e emprego dentro das empresas através da redução de postos de trabalho, da alteração do estatuto dos trabalhadores, da terceirização das atividades e da 10 O novo sindicalismo foi um movimento surgido na década de 1980 no Brasil que contribuiu para o fortalecimento das demandas da classe trabalhadora e para o movimento de redemocratização no país. O novo sindicalismo tinha por objetivo se diferenciar do sindicalismo do período anterior, considerado pelego, e pressionar o Estado por uma democracia política e social. Greves, manifestações e grandes mobilizações de trabalhadores com a emergência de líderes são marcas do sindicalismo deste período. O expoente mais famoso do novo sindicalismo foi Lula, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, que assumiu a presidência do país entre os anos de 2003 a E do estatuto dos trabalhadores, que passaram de empregados de empresa pública a funcionários do setor privado. 11

12 diversificação das condições de trabalho e emprego. No entanto, embora a reorganização do trabalho e da produção na CSN tenha atingido diretamente a identidade e a subjetividade dos trabalhadores, novas solidariedades e identidades se forjaram nos anos seguintes. À partir dos anos de 2005, três greves importantes foram realizadas, e se elas não chegaram a parar a CSN como outrora, elas exigiram da empresa saídas para cobrir a ausência de um número substancial de trabalhadores alocados na produção por empresas terceirizadas de manutenção. Apoiados pelo Sindmetal-SF os trabalhadores de grandes empresas terceirizadas como a Sankyu e a Comau, entre outras, entraram em greve reivindicando melhores salários e a extensão de direitos. A greve de 2007 mostrou o grau de separação ao qual foram submetidos os trabalhadores da usina. A tentativa de greve e parada da usina fracassou, pois os trabalhadores da CSN, embora em sua maioria votando em favor da greve, não a colocaram em prática. Apenas os trabalhadores terceirizados, sobretudo os de manutenção votaram e realizaram a greve naquele ano. Em entrevistas feitas com trabalhadores terceirizados e sindicalistas a principal demanda durante as greves era por melhores salários, direitos e benefícios. Nas falas dos trabalhadores terceirizados não raras vezes transparecia a ideia de que a responsabilidade por sua condição era da empresa contratada, mas também da CSN. Era comum encontrar nesses depoimentos um ressentimento em relação à CSN juntamente com um sentimento de que a condição de trabalho e emprego degradada era resultado não apenas da relação com a prestadora de serviços com a qual possuíam seu contrato e vínculo de trabalho, mas também dos contratos e exigências impostos pela contratante que gere e organiza o seu espaço de trabalho e que paga indiretamente seus salários. A CSN seria responsável pelos baixos salários e direitos na medida em que ela estaria sempre em busca de firmar contratos com menor custo 12. Além disso, através de seus funcionários, a CSN propiciava aos trabalhadores terceirizados um tratamento como uma subcategoria. Portanto, ao falar sobre a greve, bem como sobre o cotidiano de trabalho na usina, os terceirizados deixavam transparecer o sentimento contraditório de trabalhar na CSN, e não ser trabalhador da CSN. A greve foi apontada pelos terceirizados como uma forma de pressão contra as prestadoras de serviços que os empregavam, mas também como meio 12 O custo dos contratos de manutenção é em geral calculado sobre a base homem/hora. Quanto mais baixo o valor homem/hora negociado com a contratada, maior o impacto sobre os salários e benefícios. 12

13 de causar prejuízo para a CSN. Entre os trabalhadores terceirizados havia a expressão de um forte ressentimento contra a CSN, sobretudo devido às políticas de segregação espacial e subjetiva 13, levando-os a uma sensação de pertencer e não pertencer ao mesmo tempo, em participar e não serem devidamente reconhecidos e recompensados por seu trabalho. A visão de precarização veiculada pelos trabalhadores terceirizados era resultado de uma comparação com a situação de trabalhador de manutenção anterior à terceirização, mas sobretudo da comparação com a condição e os direitos do trabalhadores diretos da CSN. Portanto, é significativo na construção da identidade de trabalhador terceirizado a apreciação relacional de sua condição vis-à-vis a condição do assalariado da contratante. A identidade política e as demandas veiculadas durante as greves, portanto, carregavam uma demanda de fundo moral: a trabalhos iguais e similares não deveriam ser pagos salários e benefícios diferentes. Em lugar de uma condição imaginada, a condição de trabalhador direto fornece um horizonte concreto de perspectivas aos trabalhadores terceirizados. Por outro lado, em entrevistas com trabalhadores da CSN, a causa utilizada para explicar a não adesão ao esforço grevista incentivado pelo sindicato e levado à cabo pelos terceirizados em 2007 era o argumento de que eles (os terceirizados) têm menos a perder do que nós. Outras declarações mais ou menos explícitas expressavam esta descontinuidade que a intensa terceirização da manutenção impôs aos interesses dos trabalhadores da usina. Entre os trabalhadores da CSN a não realização da greve estava ancorada justamente na diferença de condições e na situação relativamente superior em que eles se encontravam vis-à-vis os terceirizados. Desta forma, para os trabalhadores da CSN, embora sua condição absoluta não fosse necessariamente satisfatória, aderir ao esforço grevista juntamente com os trabalhadores terceirizados significaria pôr em risco 13 Segundo relatos, os terceirizados possuem refeitórios e vestiários diferentes e (em geral) inferiores aos dos trabalhadores da CSN. A ausência de ar-condicionado nas salas de trabalho foi um aspecto repetido por diversos terceirizados. O que poderia parecer um luxo é na verdade uma demanda por um artigo que poderia amenizar o incômodo e o mal-estar causados por se trabalhar em um ambiente extremamente quente. Em contraposição aos terceirizados, os trabalhadores da CSN têm ar-condicionado nas salas, água gelada e direito a estacionar o carro na usina. Muitos terceirizados demonstravam revolta em seus relatos ao afirmar que mesmo um funcionário ocupando um alto cargo na terceirizada vale menos que um trabalhador de baixo escalão da CSN. Isso demonstra que em lugar da suposta existência de hierarquias paralelas, institucionalizadas pelas empresas, os trabalhadores constroem hierarquias e valorações independentes, não oficiais, que não levam em conta apenas aspectos formais como o cargo e a função, mas o valor dos uniformes e de suas empresas na produção. 13

14 uma situação mais vantajosa e comparativamente mais confortável. Não obstante o fato de compartilharem o mesmo espaço de trabalho, uma identidade comum ligada ao ofício siderúrgico, de estarem sujeitos a uma mesma cultura de chão-de-fábrica e de desempenharem funções e atividades iguais ou similares, naquele momento, esses dois conjuntos de trabalhadores estavam situados em níveis diferentes de conquistas. Enquanto a visão relacional incentivou terceirizados a se reunirem em um esforço conjunto reivindicando direitos, salários e benefícios gozados pelos trabalhadores diretos, ela conferiu aos trabalhadores diretos uma postura defensiva, de não confronto com o objetivo de não correr o risco de terem revogadas conquistas de seus acordos coletivos. Formas de diferenciação e competição trazidas ou aprofundadas pela terceirização findaram por criar uma elite siderúrgica, representada pelos trabalhadores diretos, que vivem afrontados permanentemente pela ameaça de verem seu estatuto rebaixado dentro da usina. Por outro lado, um outro fator historicamente ligado à função de manutenção foi mobilizado de maneira recorrente pelos entrevistados para explicar as greves dos anos de 2005, 2006 e Os trabalhadores de manutenção da usina tinham sido historicamente considerados a vanguarda das grandes greves ocorridas nos anos de A explicação para o maior potencial grevista dos trabalhadores de manutenção em relação aos trabalhadores de operação estava no domínio de um know-how e de uma técnica característicos da função. Durante as entrevistas havia certo consenso entre os entrevistados fossem eles sindicalistas, terceirizados de manutenção ou trabalhadores da CSN sobre a figura do profissional de manutenção como mais independente da empresa: sendo ele um eletricista ou mecânico poderia trabalhar dentro ou fora da indústria, ou até mesmo em diferentes tipos de indústria. Portanto, há uma noção de valor e independência atrelados à atividade de manutenção de equipamentos. Este valor era quase sempre contrastado negativamente com os trabalhadores de operação da CSN, considerados dependentes das máquinas. Outros pontos menos visíveis e espetaculares quanto a greve foram mobilizados durante as entrevistas para argumentar um suposto menor comprometimento do trabalhador terceirizado com o trabalho e com a produtividade. A falta de comprometimento era apresentada pelos trabalhadores terceirizados como uma atitude 14

15 consciente e de reciprocidade: a sua falta de comprometimento seria proporcional à falta de reconhecimento de seu trabalho. Práticas como greves, absenteísmo, falta de comprometimento, baixo rendimento e evasão também apareceram nas entrevistas como resultado da falta de motivação em função do não reconhecimento do trabalhador terceirizado por parte da CSN e da contratada. Neste sentido, fica clara uma das contradições que a terceirização inscreve no seio das práticas cotidianas de trabalho: se por um lado ela é bem sucedida em tornar flexível sua mão de obra, e em dividir os interesses dos trabalhadores, por outro, ela falha em estimular a cooperação e em cooptar os trabalhadores terceirizados. Se na relação trabalhadores terceirizados X empresas prestadoras de serviços e contratante, as contradições e os conflitos emergem, na relação entre as empresas contratada e contratante há também pontos de tensão pouco explorados. Relatos de trabalhadores sobre vistas grossas feitas por chefes das empresas terceirizadas durante as greves, ou mesmo a contratação e o envio de número de trabalhadores inferior àquele considerado necessário para a realização das tarefas (relatado por chefes da CSN) denota que a relação entre as empresas também supõe competição. A pressão das empresas contratantes por baixar os contratos e o custo do trabalho nas empresas terceirizadas gera por parte destas últimas formas de driblar as exigências e baixar os custos. Por outro lado, a pressão e a conquista de melhores salários pelos trabalhadores terceirizados nos últimos anos pressionou o aumento do custo da mão de obra para as prestadoras de serviços e, provavelmente, os contratos de prestação. A inversão da terceirização, ou desterceirização foi concebida e realizada pela CSN a partir dos anos 2006/2007. Embora não possamos avaliar o grau de importância, é certo que as conquistas galgadas pelos terceirizados bem como as greves por eles organizadas tiveram ressonância sobre a decisão de desterceirizar, mesmo que não sejam as únicas causas envolvidas. Muitos dos argumentos utilizados pela bibliografia, bem como pelos atores envolvidos neste caso específico da CSN, recorrem a elementos que podem ser relacionados com as formas acima mencionadas de resistência e pressão direta e indireta contra a condição de terceirizados. Ao justapor as causas da desterceirização apontadas por especialistas da Administração de empresas, e as causas apontadas pelos atores específicos de Volta Redonda, podemos encontrar correspondência e convergência 15

16 empírica. A exemplo disso, podemos avaliar a partir do caso da CSN, a existência de múltiplos fatores que colaboraram para a desterceirização parcial da manutenção, entre eles: - Má qualidade dos serviços prestados e queda na produtividade foram mencionados como resultado da terceirização da manutenção na CSN. Como fora discutido acima, os trabalhadores terceirizados durante as entrevistas por vezes associavam a sua falta de engajamento e cooperação e de seus colegas como resultado da falta de reconhecimento de seu trabalho. Por outro lado, as greves recorrentes também podem ter conduzido a perdas materiais por parte da CSN. - O aumento dos custos da terceirização pode ser resultado das conquistas imprimidas nos acordos coletivos dos trabalhadores terceirizados, e da incorporação desses custos na renovação dos contratos entre a prestadora e a empresa contratante; - Perda de know-how devido à intensa terceirização da atividade de manutenção e a separação entre concepção e execução; - Finalmente a perda de mão-de-obra qualificada, uma vez que os trabalhadores terceirizados estão dispostos à mobilidade, para outras usinas ou empresas, devido ao sentimento de não valorização e reconhecimento do seu trabalho. Todos esses fatores, e o último em especial, estão ligados a uma conjuntura econômica específica e favorável, que levou à expansão do emprego industrial na região nos últimos anos favorecendo a valorização do profissional de manutenção 14. A necessidade de fixar a mão de obra qualificada apareceu nas entrevistas de chefes (supervisores e coordenadores) das empresas siderúrgicas da região, como forma de fazer frente ao que eles identificaram como um apagão da mão de obra qualificada de manutenção. É possível que esta conjuntura tenha contribuído para um rearranjo das relações de forças, aumentando o poder de barganha dos terceirizados e permitindo a assimilação de parte de suas demandas. CONSIDERAÇÕES FINAIS 14 Só no setor siderúrgico, a oferta de empregos na região e no Estado aumentou significativamente com a inauguração da Thyssen Krupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) em 2010 e a Siderúrgica Votorantim em Além disso, a área de petróleo e gás no Estado do Rio de Janeiro foi também responsável pelo aumento de postos de trabalho industriais na área de manutenção. Muitos trabalhadores terceirizados qualificados que prestavam serviços na CSN migraram para estas empresas, seja na condição de contratados diretos ou terceirizados. 16

17 Esperamos nesta apresentação ter conseguido demonstrar a partir do estudo de um caso, da terceirização de trabalhadores de manutenção em uma grande siderúrgica brasileira, que a condição de precarização em alguns casos não gera passividade e fraqueza, pelo contrário. Transformada em recurso a precarização se torna o palco de demandas por supressão/redução das defasagens entre trabalhadores diretos e terceirizados. Ela motivou também a mobilização coletiva de terceirizados de diferentes empresas em greve, mesmo que seus acordos coletivos fossem diferentes. As greves sucessivas permitem vislumbrar uma identidade política emergente, baseada na condição de trabalhador terceirizado, em meio à fragmentação dos estatutos, das condições e dos acordos coletivos de trabalho. Esperamos ter conseguido também apontar para a relação entre as formas de resistência e não cooperação dos trabalhadores terceirizados e os argumentos utilizados por especialistas em administração e gerenciamento para explicar a desterceirização parcial das atividades de manutenção por parte da empresa. Não queremos aqui expandir esta interpretação ou pretender utilizá-la para explicar outros casos. É certo que no Brasil multiplicam-se os casos de greves de terceirizados e desterceirizações, no entanto a associação desses dois fatores, bem como a explicação para o seu desenrolar dependem de estudos de casos específicos. No caso da CSN, a existência de uma conjuntura de crescimento de empregos industriais nos anos recentes contribuiu para o aumento do poder de barganha dos terceirizados. Ressaltamos que apesar da existência de casos de desterceirização na CSN, não estamos afirmando que este processo é irreversível e nem que ele vai se expandir até abarcar a totalidade dos trabalhadores de manutenção. Em conjunturas diferentes, nada impede que a empresa volte a terceirizar seus efetivos de manutenção parcial ou completamente. Esta possibilidade torna saliente a instabilidade criada por este tipo de flexibilidade: se os trabalhadores de manutenção estão constantemente ameaçados de terem seu estatuto de trabalhador direto revogado pela CSN, eles não têm controle nem garantias em relação a sua própria condição e identidade. Por outro lado a flexibilização expande seu significado: ela não está exclusivamente vinculada à terceirização, mas à liberdade de ação empresarial e ao eterno fazer-e-desfazer das relações, e na constante 17

18 mutação das condições de trabalho e do estatuto dos trabalhadores. Contudo é certo que este processo tem levado a reconstruções sucessivas, constantes e cada vez menos espaçadas da subjetividade operária. O medo de que nova terceirização venha a mudar sua condição e revogar seu acordo coletivo de trabalhador direto provavelmente estará sempre ligado à função de manutenção 15. A continuidade da terceirização da manutenção em áreas e setores da CSN aponta para o fato de que a terceirização não esgotou suas virtudes para a empresa. É possível que a desterceirização parcial tenha sido parte de uma estratégia de re-equilíbrio da proporção de trabalhadores diretos de manutenção/trabalhadores terceirizados. A terceirização bem como a desterceirização são fenômenos complexos, fragmentários e controversos. Assim como a tercerização não é o mundo das vantagens ilimitadas para as empresas, como defendiam muitos gestores e administradores, a desterceirização por vezes não vem ao encontro dos anseios de trabalhadores e sindicatos. No entanto cabe aos pesquisadores apreender e demonstrar estas contradições e complexidades como forma de vislumbrar as mudanças no mundo do trabalho atual. Ressaltamos que a desterceirização é um processo em curso, mesmo na empresa em questão, e sua compreensão é dificultada seja devido à recenticidade dos acontecimentos, seja devido à escassez de trabalhos e pesquisas sobre a temática. Portanto assumimos o risco e o desafio de analisar um processo que ainda não esgotou seus traços e possibilidades. No entanto, se admitirmos que a essência da flexibilidade é a constante mudança e a rápida adaptação, e que a organização está fadada a mudar antes mesmo que formas anteriores se consolidem, não nos resta que tentar apreender e interpretar este permanente processo. A terceirização, a flexibilização ou a precarização não findam com as práticas e estratégias de luta dos trabalhadores, mas as alteraram sem dúvida em termos de sua freqüência, seus atores e o conteúdo de suas demandas. O caso acima exposto é profícuo em demonstrar as novas possibilidades e limites das ações coletivas nas empresas, sobretudo no sentido da associação entre trabalhadores terceirizados de diferentes empresas e da competição e reforço das diferenças entre estes e os trabalhadores do quadro direto. Também é interessante notar que no caso acima discutido essas mudanças 15 Pelo menos enquanto a lei permitir esta alteração de estatuto dos trabalhadores de manutenção. 18

19 suscitaram choques com noções de direitos, de valor de mínimo considerados essenciais pelos trabalhadores. Sobre as conseqüências da desterceirização, ainda há poucos trabalhos e interpretações. É sabido, no entanto, que em algumas situações, como no caso aqui apresentado, ela conduz à demissão de parte dos trabalhadores terceirizados, ou seja, a desterceirização e a reintegração de trabalhadores é apenas parcial, desagradando os trabalhadores que são demitidos e em certa medida o sindicato. Por outro lado, ao reduzir o número de terceirizados de manutenção, a desterceirização contribui para o enfraquecimento das demandas daqueles que continuaram terceirizados, dificultando a reedição de greves como as de 2005, 2006 e Para os trabalhadores que passam a compor o quadro da empresa contratante, a nova condição de trabalhador da CSN em muitos casos agrega um sentido de valorização do trabalho e de ascensão social e profissional mesmo quando a transferência leva à ocupação de um mesmo cargo ou função e quando o salário é apenas ligeiramente aumentado (o que acontece na maioria dos casos). Isto posto, é interessante notar que os benefícios de ordem subjetiva desempenham um papel tão importante quanto os ganhos materiais na luta pela redução das desigualdades entre trabalhadores diretos e subcontratados. Fazer parte da empresa contratante, principal, propicia um orgulho ligado não apenas à identidade de trabalhador dentro da usina, mas também fora, na condição de cidadão, uma vez que o uniforme de funcionário da CSN pode ser reconhecido numa cidade cuja história e sociabilidade estão diretamente ligados à existência da empresa, e cujos mecanismos de leitura dos símbolos de diferenciação e de status transcendem os muros da fábrica. Referências bibliográficas Antunes, et al. (2002). Neoliberalismo, trabalho e sindicatos: Reestruturação produtiva no Brasil e na Inglaterra. 2ª edição. São Paulo: editora Boitempo, Appay, B. (1998). Economic concentration and the externalization of labour. Economic and industrial democracy, 19, Artur, K (2007). O TST frente a terceirização. São Carlos: EDUFSCAR. Barthélémy, J., & Donada, C. (2007). Décision et gestion de l externalisation: une approche integrée. Revue française de gestion, 177 (8), Bouquin, S (2008). Résistances au travail. Paris, Editions Syllepse. 19

20 Cardoso, L. A, & Romão, F. L (2011). Primeirização : um modelo pós-fordista de organização do trabalho na indústria brasileira. In. XV Congresso Brasileiro de Sociologia (SBS), Curitiba. Carelli, R. de L (2003). Terceirização e Intermediação de Mão-de-obra na Administração Pública. Revista LTR, 67 (6), p Carelli, R. de L (2007). Terceirização e direitos trabalhistas no Brasil, in: Druck, G., Franco, T. (orgs.) A perda da razão social do trabalho: terceirização e precarização. São Paulo: Boitempo. Castel, R (1998). As metamorfoses da questão social: uma crônica do salário. Petrópolis: Vozes. Conceição, J. J, & Lima, C. R. de (2009). Empresários e trabalhadores diante da terceirização: é possível um acordo mínimo?, In: Dau, et al (orgs). Terceirização no Brasil: do discurso da inovação à precarização do trabalho. São Paulo: Annablume. Coriat, B (1994). Pensar pelo avesso: o modelo japonês de trabalho e organização. Rio de Janeiro: UFRJ/Revan. Dau, D. M (2009). A expansão da terceirização no Brasil e estratégia da CUT de enfrentamento à precarização do trabalho, in: Dau, et al (orgs). Terceirização no Brasil: do discurso da inovação à precarização do trabalho. São Paulo: Annablume. Dias, S. de O. M., & Oliveira, R. G. (2011). Depois da terceirização, a desterceirização: comparações dos processos na CSN e na CAIXA, in. XV Congresso Brasileiro de Sociologia (SBS), Curitiba. Available in: option=com_docman&task=cat_view&gid=174&limit=150&order=name&dir=asc&ite mid=170 Druck, M. da G (1999). (Des)fordizando a fábrica: um estudo do complexo petroquímico. Salvador/São Paulo: Edufba/Boitempo. Druck, M. da G., & Franco, T (2007). Terceirização e precarização: o binômio antisocial em indústrias. In: DRUCK, G.; FRANCO, T. (orgs.) A perda da razão social do trabalho: terceirização e precarização. São Paulo: Boitempo. Everaere, C. (2012). Flebixilité apliquée aux resources humaines. Compatibilités et contradictions. Revue française de gestion, 221 (2), Fréry, F., & Law-kheng, F. (2007). La réinternalisation, chainon maquant des theories de la firme. Revue française de gestion, 177 (8), Graciolli, E. J (2007). Privatização da CSN: da luta de classes à parceria. São Paulo: Editora Expressão Popular. Groux, G., & Pernot, J-M (2008). La grève. Paris: Presses de Sciences Po. Kakabadse, A., & Kakabadse, N. (2005). Outsourcing: current and future trends. Thunderbird International business review, 47 (2), Marcelino, P. R. P (2007). Afinal, o que é terceirização? Em busca de ferramentas de análise e ação política. Revista Pegada Eletrônica FCT/Unesp. Morel, R.L. de M (1989). A ferro e fogo: construção e crise da família siderúrgica : o caso de Volta Redonda ( ) Tese (doutorado em Sociologia) Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Universidade de São Paulo, São Paulo. Nollet, J., & Tchokogué, A. (2010). Gestion des achats: aller au-delà des tendances et paradigms. Revue française de gestion, 205 (6), Oliveira, R. G. de (2009). Desterceirização e a intensificação do trabalho: idas e vindas da flexibilidade no setor bancário Estatal f. Dissertação (Mestrado em 20

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