CURSO LINUX Módulo Administração UNIX por Celso Kopp Webber

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1 CURSO LINUX por Celso Kopp Webber

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3 SUMÁRIO 1 ATRIBUIÇÕES DO SUPERUSUÁRIO 1 2 CADASTRAMENTO DE USUÁRIOS E GRUPOS Como São Definidas as Contas e os Grupos Criação de Contas Criação de Grupos 4 3 SISTEMAS DE ARQUIVOS Particionamento Criação de Sistemas de Arquivos Montando Sistemas de Arquivos fstab Controle de Ocupação do Espaço em Disco 11 4 BACKUP Cópia de Arquivos Compressão de Dados Filesystems dos Quais se Deve Fazer Backup 19 5 OS PROCESSOS DE BOOT E SHUTDOWN BSD vs. System V init e inittab O arquivo inittab Os scripts de boot Shutdown do sistema 24 6 EXECUÇÃO PROGRAMADA DE TAREFAS 27 7 IMPRESSORAS printcap lpc 31 8 TERMINAIS 33 i

4 8.1 termcap Strings Parametrizadas 34 ii

5 1 ATRIBUIÇÕES DO SUPERUSUÁRIO O superusuário, como administrador do sistema e da rede, possui várias tarefas. O objetivo delas é manter a configuração do equipamento bem afinada, isto é, manter o sistema funcionando da melhor maneira possível, permitindo aos usuários trabalhar tranqüilamente. Algumas tarefas precisam ser feitas diariamente, como verificar a ocupação dos discos. Outras são realizadas apenas uma vez, como adicionar um servidor ou cliente à rede. Há ainda aquelas, como recuperar filesystems após um crash, que um administrador espera nunca ter que realizar. Entre as tarefas de administração de sistema mais comuns, temos: Adicionar e remover usuários; Instalar software, como aplicações e upgrades do sistema operacional; Instalar hardware, como discos, cdroms, impressoras, terminais e modems; Manter a segurança e integridade do sistema e da rede; Diagnosticar e consertar problemas de software e hardware; Verificar o espaço disponível nos filesystems, evitando sua ocupação completa; Manter impressoras, modems e terminais; Fazer backups dos filesystems; Manter os serviços de rede, como mail, www, ftp, news e outros; Gerenciar o desempenho da rede (colisões, taxas de transferência, erros, demandas); Manter logs com as atividades do sistema e da rede. Em geral, a recomendação é que o administrador de sistema nunca esteja logado como root. Assim, ele deve entrar com seu próprio login e senha, e quando necessário, pode tornar-se root com o comando su. NOME su - altera o user-id da sessão corrente SINOPSE su [ - ] [ username ] DESCRIÇÃO su cria um novo shell que usará o user-id do usuário especificado. Se o parâmetro username não for especificado, o usuário root é assumido para o comando Se o usuário executando su for o root, nenhuma solicitada, caso contrário o sistema solicita a senha do usuário desejado antes de alterar o user-id da sessão corrente. Se for digitado o sinal de menos após o comando su, os arquivos de inicialização do usuário serão processados, conforme o shell do usuário (.bash_profile,.profile,.login, etc). 1

6 2 CADASTRAMENTO DE USUÁRIOS E GRUPOS 2.1 Como São Definidas as Contas e os Grupos O Unix mantém no diretório /etc arquivos com informações sobre usuários e grupos locais. Em extensão a essas bases de dados há o NIS, que é explicado no capítulo sobre Configuração de Redes TCP/IP. Mesmo os arquivos tomados como base pelo NIS mantêm esse formato original. O arquivo /etc/passwd, onde se definem as contas, se apresenta como uma sequência de linhas da seguinte forma: usuário:senha:uid:gid:nome:home:shell Os significados dos campos são: usuário login do usuário; senha senha criptografada; uid User ID - o número identificador do usuário (de 0 a 65535); gid Group ID - o índice do grupo primário do usuário; nome O nome completo do usuário; home O diretório home; shell O shell usado pelo usuário (Bourne Shell, C-Shell, etc.). Abaixo vemos uma amostra de um arquivo passwd, com três usuários administrativos (daemon, sys e bin) e outro comum (ze): daemon:*:1:1::/: sys:*:2:2::/:/bin/csh bin:*:3:3::/bin: ze:wbdjcqojfexdy:1322:11:jose Maria da Silva:/home/ze:/bin/csh O arquivo /etc/group define os grupos, sendo formado por uma sequência de linhas da seguinte forma: grupo:senha:gid:users Onde: grupo senha gid users traz o nome do grupo; traz a senha criptografada do grupo; mostra o Group ID - número identificador do grupo no sistema; é a lista dos usuários pertencentes ao grupo, separados por vírgulas; Um arquivo /etc/group poderia ser: nogroup:*:65534: daemon:*:1: kmem:*:2: alunos:*:11:joao,maria,joaquim Um detalhe importante se refere aos membros de um grupo. Tal conjunto é formado pelos usuários listados na respectiva linha em /etc/group, mais aqueles que possuem o gid correspondente em /etc/passwd. 2

7 2.2 Criação de Contas Algumas versões do Unix oferecem ferramentas do sistema que permitem criar contas de forma fácil e flexível. Porém, mesmo que se esteja trabalhando com uma versão que disponha desse recurso, pode-se fazer um script sem muita dificuldade para executar esta tarefa. Basicamente devem-se obter login, uid e diretório home únicos, além de shell e gid válidos. Quanto ao login, tanto pode ficar a cargo do usuário a escolha, quanto se criar uma regra de cadastramento, como a abreviação do departamento em que o usuário está locado mais suas iniciais. Ao se fazer um script, devem-se tomar os seguintes passos: Obter da linha de comando o login, o grupo primário, o nome completo, o diretório home, o shell e algum comentário opcional sobre o usuário; Verificar a unicidade do login, a existência do grupo, do shell e da possibilidade de criação do diretório home; Armazenar de alguma forma informação sobre uid livre, para associá-lo à conta criada, e atualizar esse dado; Gerar uma senha aleatória, para evitar que se crie uma conta sem senha. Este item é crucial para a segurança do sistema; Adicionar uma entrada para a conta no arquivo passwd; Criar um alias de mail (arquivo aliases), caso seja necessário; Criar o diretório home; Copiar os arquivos de configuração do shell, do ambiente gráfico e outros que porventura se façam necessários, para o diretório home; Mudar o user owner e group owner do diretório home para os da conta criada; Definir as quotas para a conta, pelo menos no filesystem que contém o diretório home e naquele onde reside o mailbox do usuário; Enviar um mail de boas vindas, com informações úteis para o usuário começar a utilizar o sistema, tais como sua quota, seu , diretório home, shell e como entrar em contato com a administração da rede. Todo sistema possui algum utilitário de adição de usuários para que não seja necessário editar o arquivo /etc/passwd diretamente. No Linux, além do utilitário LinuxConf, temos um utilitário de linha de comando, chamado useradd. Uma conta pode ser removida com o comando groupdel. NOME useradd ou adduser - adiciona uma nova conta ao sistema SINOPSE useradd [ -c nome-completo ] [ -d diretório-pessoal ] [ -g grupo-primário ] [ -s shell ] login-do-novo-usuário useradd -D [ -b base-diretório-pessoal ] [ -s shell ] ARGUMENTOS 3

8 -c nome Especifica o nome completo do usuário, caso contrário é deixado em branco -d dir-pess Especifica o diretório home do usuário -g grp-prim Grupo primário do usuário. O grupo especificado deve existir no sistema. O default é criar um grupo primário com o mesmo nome de login -s shell Shell do usuário. O shell default é especificado com a segunda forma, usando a opção D -D Esta opção mostra os valores default para criação de contas -D -b base Especifica diretório onde será criado o diretório pessoal da conta. Normalmente este diretório é o /home -D -s shell Shell default para a conta caso não seja especificado na criação DESCRIÇÃO Na primeira forma de uso, useradd cria uma conta normalmente no sistema. Na segunda forma, os valores default para shell, diretório base onde será criado o diretório home do usuário podem ser alterados. NOME userdel Remove usuários do sistema SINOPSE userdel [ -r ] login ARGUMENTOS -r Esta opção especifica que o diretório pessoal do usuário deve ser também removido. Vale observar que o grupo primário do usuário não é automaticamente removido, mesmo que não haja outros usuários associados a ele login Especifica o login do usuário a ser removido 2.3 Criação de Grupos A criação de grupos é muito mais simples que a de contas. Basta adicionar uma linha ao arquivo group, contendo o nome do grupo, o gid e a lista de usuários membros, no formato mostrado anteriormente. Deve-se observar que o nome do grupo e principalmente o gid devem ser únicos. Normalmente a senha do grupo é bloqueada ( * ). Os usuários membros são listados seqüencialmente, separados por vírgulas, podendo-se sempre alterar esta lista. A adição e remoção de grupos pode ser feita através dos comandos groupadd e groupdel. NOME groupadd Adiciona grupos ao sistema SINOPSE 4

9 groupadd [ -g gid ] nome ARGUMENTOS -g gid GID para o grupo a ser criado. O default é o maior GID usado + 1 nome Nome do grupo NOME groupdel Remove grupos no sistema SINOPSE groupdel grupo ARGUMENTOS grupo Nome do grupo a remover. Não devem existir usuários associados com o grupo 5

10 3 SISTEMAS DE ARQUIVOS Sistemas de arquivos (filesystems) são estruturas usadas para armazenar e organizar os arquivos na mídia. Essas estruturas são formadas pelo superbloco, que contém informações gerais sobre o filesystem (como o número máximo de inodes), a tabela de inodes (cada inode referencia um bloco no filesystem) e a área de alocação desses blocos, onde se armazena o conteúdo dos arquivos. Todo esse conjunto termina por organizar hierarquicamente a distribuição dos arquivos em diretórios, formando uma árvore. Assim, um arquivo se localiza através de um caminho (path) e seu nome. Filesystems podem ser conectados também hierarquicamente, ao se construir a árvore de diretórios, num processo chamado montagem. Os pontos de conexão são os mount points, que nada mais são que diretórios. O principal mount point é a raiz ( / ), onde se inicia a árvore. A figura 5.1 mostra um esquema que ilustra os filesystems e o mount point de um deles em /usr/local: Figura mount de Sistemas de Arquivos 3.1 Particionamento Filesystems são criados em partições. Estas, por sua vez, são feitas através do comando fdisk. NOME: 6

11 fdisk - utilitário de manutenção e particionamento do disco SINOPSE: fdisk dispositivo DESCRIÇÃO: fdisk permite particionar discos. Basicamente um administrador de sistemas precisa apenas entender os conceitos de particionamento, e utilizar o help do fdisk para saber o que fazer. No Linux, os dispositivos IDE são /dev/hd[a-h], os discos SCSI são /dev/sd[a-p], os discos de máquinas XT são /dev/xd[a-b]. 3.2 Criação de Sistemas de Arquivos Após criar uma partição, deve-se construir o filesystem correspondente. O Linux suporta vários tipos de sistemas de arquivos, incluindo FAT e VFAT, FAT32, HPFS (OS/2), NTFS (Win NT), HFS (Mac), UFS (UNIX). Para criar sistemas de arquivos para estes tipos, é necessário possuir instalados os programas de criação destes sistemas de arquivos. NOME: mkfs, mkfs.*, mke2fs, - cria um novo filesystem SINOPSE: mkfs [ -t tipo-fs ] [ opções-fs ] dispositivo [ tamanho ] ARGUMENTOS: -t tipo-fs Especifica qual o tipo de sistema de arquivos deve ser criado. Alguns dos tipos suportados são: ext2 (nativa Linux), msdos, vfat (Win 95) dispositivo Informa o arquivo de dispositivo (geralmente sob /dev) a ser formatado com o tipo especificado tamanho este parâmetro é opcional. Caso não seja especificado, o tamanho total da partição especificado por dipositivo será usado DESCRIÇÃO: mkfs é apenas um programa que chama o programa mkfs.tipo correspondente. Assim, é possível criar qualquer tipo de sistema de arquivos no Linux, desde que esteja disponível no sistema o programa mkfs.tipo correspondente. É possível que cada mkfs.tipo possua opções específicas, que podem ser especificadas com o parâmetro opções-fs. Muitos sistemas Linux não possuem mkfs, mas simplesmente mke2fs, que cria partições nativas Linux (formato Extended 2, ext2). O exemplo abaixo mostra a criação de um sistema de arquivos em uma partição virtual. Na verdade, um arquivo comum é criado com o comando dd, e o sistema de arquivos é criado sobre este arquivo. Observe a mensagem do comando mke2fs informando que o dispositivo não é do tipo especial bloco. /root]# dd if=/dev/zero of=teste bs=1024 count= records in records out 7

12 /root]# mke2fs teste mke2fs 1.14, 9-Jan-1999 for EXT2 FS 0.5b, 95/08/09 teste is not a block special device. Proceed anyway? (y,n) y Linux ext2 filesystem format Filesystem label= inodes, blocks 3276 blocks (5.00%) reserved for the super user First data block=1 Block size=1024 (log=0) Fragment size=1024 (log=0) 8 block groups 8192 blocks per group, 8192 fragments per group 2048 inodes per group Superblock backups stored on blocks: 8193, 16385, 24577, 32769, 40961, 49153, Writing inode tables: done Writing superblocks and filesystem accounting information: done /root]# 3.3 Montando Sistemas de Arquivos O processo de montagem dos sistemas de arquivos é feito através do comando mount, e o contrário por umount. NOME: mount, umount - monta e desmonta filesystems SINOPSE: mount -a [ -t tipo ] mount [ -r ] [ -t tipo ] [ -o opções ] dispositivo diretório mount [ -o opções ] dispositivo diretório umount -a [ -t tipo ] umount dispositivo diretório ARGUMENTOS: -a Monta todos os sistemas de arquivos descritos em /etc/fstab (veja abaixo) -t tipo Especifica o tipo do sistema de arquivos sendo montado. No caso de ser usado em conjunto com a opção a, monta ou desmonta todos os sistemas de arquivos do tipo especificado. Entre os tipos suportados, podem ser especificados os mesmos tipos do mkfs, além de outros, como nfs (para conexões via rede), iso9660 (para CDROMs), e outros documentados na página de manual do mount -r Monta o sistema de arquivos em modo read-only (somente leitura). Isto equivale a especificar o ro -o opções Especifica opções para o comando mount. Algumas opções disponíveis são: ro (read-only), rw (read-write). Outras opções incluem aquelas específicas para o NFS (descritas mais adiante) 8

13 DESCRIÇÃO: mount conecta o filesystem especificado no diretório indicado da hierarquia de sistemas de arquivos, o qual deve existir de antemão. Se esse diretório contiver quaisquer arquivos antes do mount, esses ficarão escondidos enquanto o filesystem estiver montado. Se o filesystem for especificado na forma host:pathname, então assume-se que este seja um filesystem de rede (tipo nfs). Quando o comando mount é usado na primeira forma (-a), todos os sistemas de arquivos especificados em /etc/fstab são montados. Na segunda forma, o dispositivo especificado é montado no diretório especificado. Na terceira forma, o arquivo /etc/fstab é consultado para descobrir os parâmetros necessários para montar o diretório ou dispositivo especificado. umount desconecta um filesystem atualmente montado, que tanto pode ser especificado como um diretório quanto como um filesystem. Opções específicas para o tipo NFS: bg fg Se a primeira tentativa falhar, tenta novamente em background, ou em foreground. retry=n O número de tentativas para montar, em caso de falha. rsize=n O tamanho do buffer de leitura, em bytes. wsize=n O tamanho do buffer de escrita, em bytes. timeo=n Define o timeout do NFS para n décimos de segundo. retrans=n O número de retransmissões do NFS. soft hard soft = retorna um erro se o servidor não responder, hard = continua tentando até que responda. Exemplos: Montando um filesystem do disco local: # mount /dev/hda7 /var/spool/mail Montando um filesystem localizado em um CDROM: # mount -t iso9660 /dev/hdd /mnt/cdrom Montando um filesystem de rede (NFS) e para leitura somente, num PC com Linux, com buffers de leitura e escrita de 1 kbyte: # mount -t nfs -r -o rsize=1024 -o wsize=1024 micro1:/usr/soft /usr/soft Montando um filesystem descrito no arquivo /etc/fstab. # mount /dev/fd0 Desmontando um filesystem: # umount -v /usr/soft 9

14 Desmontando todos os filesystems montados remotamente via NFS: # umount a t nfs 3.4 fstab A tabela de filesystems a serem montados está armazenada em /etc/fstab. NOME: fstab - tabela estática de filesystems a serem montados SINOPSE: /etc/fstab DESCRIÇÃO: O arquivo /etc/fstab contém entradas para a montagem de filesystems e partições através do comando mount, que é normalmente executado pelos scripts de inicialização. Este arquivo é usado por vários aplicativos que montam, desmontam, verificam e recuperam filesystems. É utilizado pelo próprio sistema na determinação da partição de swap. Geralmente, cada entrada segue o seguinte formato: dispositivo diretório tipo opções freq pass Cada campo tem o seguinte significado: dispositivo É o caminho completo de um dispositivo de bloco (block-special device), o nome de um filesystem remoto na forma host:pathname, ou o nome de um arquivo de swap diretório Ponto de montagem do dispositivo em questão tipo O tipo do filesystem, como referenciado no comando mount opções Lista de opções separada por vírgulas, como no comando mount. Uma opção adicional é a opção noauto, que informa ao sistema para não montar este filesystem automaticamente durante o boot do sistema. A palavra defaults prevê opções razoáveis para cada tipo de filesystem especificado. Opcionalmente, as opções usrquota e grpquota podem ser especificadas para ativar, respectivamente, cotas de disco para usuários e para grupos (veja controle de uso do espaço em disco mais adiante) freq Se for 1, indica ao comando dump(8) que este filesystem deve ser considerado quando o comando for executado pass Indica a sequência em que o comando fsck deve verificar o filesystem, quando da reinicialização do sistema. Se for 0, o filesystem não é conferido. Normalmente, o filesystem correspondente ao diretório raiz possui o número 1, e os demais o número 2. Quando dois ou mais filesystems possuem números iguais, haverá uma tentativa deles serem verificados em paralelo, conforme o hardware permitir ou não 10

15 3.5 Controle de Ocupação do Espaço em Disco Uma das características mais fortes de qualquer sistema UNIX, e portanto do Linux, é a capacidade de monitoramento aprimorado dos usuários. Certamente, uma tarefa importantíssima é o controle de uso do espaço em disco pelos usuários. A ocupação de disco sem controle pode trazer sérios transtornos ao sistema, geralmente chegando ao ponto onde o sistema fica inutilizável. No Linux o controle do espaço em disco pode ser feito a nível de usuário, isto é, controlando quanto cada usuário pode usar em cada sistema de arquivos, ou a nível de grupo, onde o controle é feito para um grupo de usuários, não importando quais usuários do grupo estão utilizando o espaço que o grupo tem direito. O padrão em qualquer sistema é não ativar o sistema de cotas de disco. Os passos necessários para ativar o controle de disco são listados a seguir: 1. Informar ao sistema quais sistemas de arquivos (partições) terão controle de espaço em disco, acrescentando no arquivo /etc/fstab a opção usrquota (cotas de usuários) e/ou a opção grpquota (cotas de grupos) para os sistemas de arquivos a serem controlados. Vejamos um exemplo de ativação de cotas de usuário para o sistema de arquivos / : /dev/hda5 / ext2 usrquota 1 1 /dev/hda6 swap swap defaults 0 0 /dev/fd0 /mnt/floppy ext2 noauto 0 0 /dev/cdrom /mnt/cdrom iso9660 noauto,ro 0 0 none /proc proc defaults 0 0 none /dev/pts devpts mode= Em seguida, é necessário criar um arquivo vazio onde estarão armazenadas as informações sobre as cotas. Este arquivo chama-se quota.user para cotas de usuários, e quota.group para cotas de grupos, e deve estar localizado no diretório raiz da partição. Por exemplo, se a intenção é controlar cotas de disco de usuários na partição correspondente ao diretório /home, então o arquivo chamar-se-á /home/quota.user. O arquivo deve pertencer ao usuário root, com permissões 644 (rw-r--r--). No nosso exemplo, estamos controlando cotas de usuário na partição / : # touch /quota.user cria o arquivo na raiz da partição Importante: O controle de cotas de disco é feito a nível de partição, e não a nível de diretório. Isto quer dizer que pode ser necessária a divisão de alguns diretórios que se deseja controlar em diferentes partições. Ex: uma partição separada para o /home (diretórios de usuários) e outra para o /var/spool/mail (caixas postais dos usuários). 3. O próximo passo é remontar o sistema de arquivos envolvido para refletir as novas opções agora existentes no arquivo /etc/fstab: # mount o remount / remonta a partição / # mount /dev/hda5 on / type ext2 (rw,usrquota) none on /proc type proc (rw) none on /dev/pts type devpts (rw,mode=0622) 4. Resta agora reconstruir a base de dados de cotas, baseada no uso atual do disco pelos usuários e/ou grupos. O comando quotacheck é responsável por reconstruir a base dados para uma partição, mas antes precisamos garantir que o sistema de cotas está desativado para a partição com o comando quotaoff: 11

16 # quotaoff / desliga o sistema de cotas para a partição / # quotacheck v / recria a base de dados de cotas, pode demorar alguns instantes Scanning /dev/hda5 [/] done Checked 2690 directories and files Using quotafile /quota.user 5. Basta agora ativar o sistema de cotas com o comando quotaon. O comando quota v pode ser usado para visualizar as cotas atuais do usuário: # quotaon / liga o sistema de cotas para a partição / # quota v mostra as cotas do usuário atual Disk quotas for user root (uid 0): Filesystem blocks quota limit grace files quota limit grace /dev/hda A partir deste momento, o sistema de cotas está funcionando. Se olharmos para o resultado do comando quota v ilustrado no exemplo acima, veremos para a partição /dev/hda5 (correspondente ao diretório / ), os seguintes valores: blocks: a quantidade de blocos que o usuário está ocupando agora para esta partição. Em diversos sistemas, um bloco corresponde a 512 bytes, mas no Linux, um bloco possui 1024 bytes, ou seja, 1 Kbyte; quota (de blocos): informa a cota que o usuário tem direito quanto aos blocos; limit (de blocos): informa o limite máximo permitido após o usuário ter extrapolado a sua cota. O usuário pode permanecer nesta zona entre a quota e o limit durante um prazo máximo (grace) especificado pelo administrador, que normalmente é de 7 dias. Após este prazo ele deve baixar novamente seus arquivos para um valor abaixo de quota, caso contrário não conseguirá gravar sequer um byte na partição em questão; grace (de blocos): informa o período restante que o usuário ainda pode permanecer com sua cota extrapolada; files: a quantidade de arquivos que o usuário está ocupando agora para esta partição. É muito comum este valor ser também chamado de inodes, já que um arquivo corresponde a um inode; quota (de arquivos): informa a cota que o usuário tem direito quanto aos arquivos; limit (de arquivos): informa o limite máximo permitido após o usuário ter extrapolado a sua cota de arquivos; grace (de arquivos): informa o período restante que o usuário ainda pode permanecer com sua cota extrapolada; NOME quotaon, quotaoff ativa e desativa cotas em sistemas de arquivos SINOPSE quotaon [ -vug ] sistema-de-arquivos quotaon -a [ -vug ] quotaoff [ -vug ] sistema-de-arquivos quotaoff -a [ -vug ] ARGUMENTOS 12

17 -v Mostra uma mensagem para cada sistema de arquivos onde a cota está sendo ativada -u Informa ao comando para ativar/desativar cotas de usuário. O padrão é ativar/desativar cotas de usuário -g Informa ao comando para ativar/desativar cotas de grupo. Se nem -u e nem -g são especificados, o padrão é ativar/desativar cotas de usuário sist-arquiv Especifica um ou mais sistemas de arquivos onde as cotas estão sendo ativadas/desativadas -a Se a opção -a é especificada, então todos os sistemas de arquivos listados em /etc/fstab que contém as opções usrquota e/ou grpquota são ativados/desativados NOME quotacheck Verifica e recria a base de dados de cotas de disco SINOPSE quotacheck [ -vug ] sistema-de-arquivos quotacheck a [ -vug ] ARGUMENTOS -v Mostra uma mensagem para cada sistema de arquivos onde a base de dados de cotas está sendo verificada -u Informa ao comando para fazer a contagem de uso do disco para cotas de usuário. Esta opção é a padrão -g Informa ao comando para fazer a contagem de uso do disco para cotas de grupo. Se nem -u e nem -g são especificados, o padrão é tratar cotas de usuário sist-arquiv Especifica um ou mais sistemas de arquivos onde as bases de dados de cotas estão sendo reconstruídas -a Se a opção -a é especificada, então todos os sistemas de arquivos listados em /etc/fstab que contém as opções usrquota e/ou grpquota são verificados, e suas bases de dados de cotas verificadas NOME quota Mostra cotas de disco para um usuário ou grupo SINOPSE quota [ -vug -q ] quota [ -vu -q ] usuário quota [ -vg -q ] grupo ARGUMENTOS 13

18 -v Mostra quotas mesmo nos sistemas de arquivos onde não há uso algum de espaço -u Informa ao comando para fazer a contagem de uso do disco para cotas de usuário. Esta opção é a padrão -g Informa ao comando para fazer a contagem de uso do disco para cotas de grupo. Se nem -u e nem -g são especificados, o padrão é tratar cotas de usuário -q Mostra somente informações de cota se esta estiver extrapolada usuário Login ou uid do usuário cuja cota será visualizada. Somente o root pode ver cotas de outros usuários grupo Nome do grupo ou gid cuja cota será visualizada. Somente o root pode ver contas de outros grupos NOME repquota Emite um relatório de uso do disco e cotas para usuários ou grupos SINOPSE repquota [ -vug ] sistema-de-arquivos repquota a [ -vug ] ARGUMENTOS -v Reporta todas as cotas, mesmo onde não há uso -u Reporta cotas de usuário. Esta opção é a padrão -g Reporta cotas de grupo. Se nem -u e nem -g são especificados, o padrão é tratar cotas de usuário sist-arquiv Especifica um ou mais sistemas de arquivos para os quais será montado o relatório -a Se a opção -a é especificada, então todos os sistemas de arquivos listados em /etc/fstab que contém as opções usrquota e/ou grpquota são reportados NOME edquota Ajusta quotas para usuários ou grupos SINOPSE edquota [ -p usuário-modelo ] [ -ug ] nome edquota [ -ug ] -t ARGUMENTOS -u Edita cotas de usuário. Esta opção é a padrão -g Edita cotas de grupo. Se nem -u e nem -g são especificados, o padrão é editar cotas de usuário 14

19 -p modelo Especifica o nome de um usuário ou grupo modelo cuja cota será atribuída para a lista de usuários ou grupos especificado em nome nome Nome do usuário ou grupo cuja cota está sendo alterada EXPLICAÇÃO O comando edquota ajusta as cotas de usuários, obtendo as cotas atuais, gerando um arquivo textual temporário, e chamando o editor de texto vi. Caso o usuário deseje utilizar outro editor, basta ajustar a variável de ambiente EDITOR para o caminho completo do editor desejado (ex.: EDITOR=/usr/bin/pico; export EDITOR) Os parâmetros que podem ser ajustados com o comando edquota são os mesmos mostrados pelo comando quota. A opção -p permite que o administrador do sistema ajuste a cota de um usuário para a mesma cota de outro usuário já existente. 15

20 4 BACKUP Backup é uma das mais importantes tarefas a serem realizadas por um administrador, pois envolve a garantia da existência dos arquivos do sistema, usuários e softwares instalados em caso de acidentes. Para se ter uma idéia, podem-se perder arquivos de formas como: danos físicos no disco rígido; danos em filesystems causados por crash; invasão no sistema (violação de segurança); manobras desastradas dos usuários e (por que não?) do próprio administrador. Assim, é importante que se façam cópias de segurança em dispositivos seguros. Comumente os backups são realizados em fitas magnéticas, que é o procedimento mais recomendado. Pode-se utilizar um disco rígido também, porém como meio temporário. 4.1 Cópia de Arquivos No Unix há o comando tar, que fornece quase tudo que se necessita para um backup. Abaixo segue sua forma de utilização. NOME: tar - cria arquivos de fita, adiciona ou extrai arquivos. SINOPSE: tar c r t u x fvxp [tarfile] arquivo1 arquivo2... tar inclui ou extrai múltiplos arquivos de um único, chamado tarfile. tarfile normalmente é uma fita, mas pode ser um arquivo qualquer. As ações do tar são controladas pelo seu primeiro argumento, uma string contendo exatamente uma das letras de função crtux, e um ou mais dos modificadores listados na sinopse. Outros argumentos são os arquivos ou diretórios a serem adicionados ou excluídos de tarfile. Diretórios são processados recursivamente. LETRAS DE FUNÇÃO: c cria um novo tarfile e escreve os arquivos especificados nele; r concatena os arquivos especificados no fim de tarfile; t lista os arquivos contidos em tarfile; u adiciona em tarfile os arquivos especificados caso nele não existam ou tenham sido modificados; x extrai de tarfile os arquivos especificados, mantendo (se possível) as permissões e status dos arquivos. PRINCIPAIS MODIFICADORES: f usa o próximo argumento como o nome do tarfile. Se f for omitido, usa o dispositivo indicado na variável de ambiente TAPE, e, se esta não estiver definida, usa /dev/rmt8 como default. Se tarfile for indicado como -, então tar irá escrever ou ler da entrada/saída padrão; 16

21 v X p mostra cada arquivo que for manipulado de tarfile; usa o próximo argumento como um arquivo contendo uma lista de arquivos ou diretórios a serem excluídos de tarfile quando utilizadas as funções c, x ou t; restaura os arquivos extraídos de tarfile aos seus modos originais, ignorando umask. Se tar estiver sendo executado pelo superusuário, serão restaurados também os user e group owners. EXEMPLOS: Para armazenar um diretório e seus arquivos em exemplo.tar: # tar cvf exemplo.tar diretório Armazenando em fita: # tar cvf /dev/st0 diretório Extraindo da fita: # tar xvf /dev/st0 NOME cpio copia arquivos de e para diretórios e dispositivos de armazenamento SINOPSE cpio -o [acvbc Valor] < arquivo > saída cpio -i [bcdfmrstuvs6bc Valor] [Padrão] < entrada DESCRIÇÃO cpio -o lê nomes de arquivos da entrada padrão e copia os arquivos para a saída padrão, junto com nomes e informações de status. cpio -i lê da entrada padrão um arquivo criado com cpio -o e retira dele aqueles cujo nome combina com o padrão OPÇÕES -c cria um novo arquivo tar e adiciona a ele os arquivos indicados -r escreve os arquivos especificados no fim do arquivo tar -u adiciona os arquivos espeficados ao arquivo tar, caso eles não existam no arquivo tar, ou tenham sido modificados desde a última operação de tar -H formato: o formato pode ser tar (equivalente a -c), bin e outros (conforme implementação). 17

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