Curso de Design Linguagem Visual. Luciano Pedroza

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1 Curso de Design Linguagem Visual Luciano Pedroza

2 O Designer O designer, ao contrário do pensamento comum não é artista, mas utiliza elementos da arte no desenvolvimento do projeto. O artista, por definição, expressa uma idéia ou sentimento em um determinado meio, não tendo preocupação com aqueles que entrarão em contato com a peça, enquanto o Designer tem como objetivo o mercado consumidor. O seu produto deve alcançar um padrão de venda satisfatório, considerando-se técnica, qualidade, estética, público-alvo, ou possibilitar a divulgação e melhora de um já existente. Restrições técnicas-projetivas são uma constante no trabalho do designer. O seu mérito é superá-las e transformar o produto em um sucesso comercial. O designer tem que ser capaz de adaptar o seu trabalho à vontade do cliente e encontrar a melhor solução para o caso. Produção em série e design andam juntos. Essa é uma das mais marcantes definições do designer, caso contrário poderemos considerar o profissional um artesão ou artista.

3 As decisões compositivas determinam o objetivo e o significado da manifestação visual e têm fortes implicações com relação ao que é recebido pelo espectador; Nesta etapa do processo criativo o designer tem a oportunidade de exercer controle sobre o seu trabalho e de expressar o que sua obra deseja transmitir; Sintaxe significa disposição ordenada das palavras segundo uma forma e uma ordenação adequadas; No alfabeto visual, a sintaxe só pode significar a disposição ordenada de partes; O problema é: como abordaremos o processo da composição com inteligência e conhecimento de como as decisões compositivas irão afetar o resultado final?

4 1º) não há regras absolutas; 2º) pode ocorrer uma compreensão do que vai acontecer em termos do significado; 3º) o entendimento do significado da forma visual vem do conhecimento do processo da percepção humana

5 Fundamentos da Composição O processo de composição passa de um momento de desordem, experimentação, e por outro, de organização e planejamento em busca de uma unidade estética;

6 A unidade estética de uma composição está intimamente ligada à especifidade da linguagem empregada. A unidade não exclui a multiplicidade, a variedade e o interesse da composição. O grande desafio é criar uma unidade tendo como diretrizes a multiplicidade e a diferença.

7 A mais importante influência psicológica e física sobre a percepção humana é a necessidade do equilíbrio. É a referência visual mais forte e firme do homem. EQUILÍBRIO

8 EQUILÍBRIO Manutenção de um corpo na sua posição ou postura normal, sem oscilações ou desvios.(dic.aurélio) O equilíbrio é instável. Numa composição pode-se equilibrar formas regulares com irregulares, de dimensões, cores, texturas, tons e pesos desiguais. Pode-se fazer uma equivalência de elementos diferentes desde que consiga passar uma idéia de harmonia, que é, na verdade, o que define o equilíbrio de uma imagem. GRINSPUM, ESTER A trama das idéias.

9 EQUILÍBRIO Na composição visual, o equilíbrio se estrutura pela diferença das tensões e intensidades das formas que integram a composição. Em cada composição há um equilíbrio, resultado do processo criativo do artista. Equilíbrio não quer dizer simetria. A composição pode ser assimétrica e equilibrada. GRINSPUM,ESTER (Recife, PE, 1955) Onde um eu era havia um círculo desenhado a lápis - amor ícone 1985 O fundo branco destaca os elementos que, apesar de terem volumes distintos, estão equlibrados. Os elementos desenhados vagam por ele e se equilibram.

10 Tensão a. b. É o meio visual mais eficaz para criar um efeito em resposta ao objetivo da mensagem, efeito que tem um potencial direto e econômico de transmitir a informação visual, por que se caracteriza por ser inesperado, complexo, irregular e instável. A relação entre tensão relativa e equilíbrio pode ser demonstrada em qualquer forma regular. Por exemplo, um raio em ponta no interior de um círculo (a) provoca uma maior tensão visual porque o raio não se ajusta ao eixo visual invisível, perturbando, portanto o equilíbrio (...), podemos dizer que, se tivermos dois círculos lado a lado, o que mais atrairá a atenção do espectador será o círculo com o raio em ponta, ou o nãoconcordante.

11 Tensão As opções visuais são polaridades, tanto de regularidade e simplicidade de um lado, ou de variação complexa e inesperada de outro. A escolha entre essas opções determina a resposta relativa do espectador, tanto em termos de repouso e relaxamento quanto de tensão.

12 Tensão The Intervention of the Sabine Women (1799), de Jacques-Louis David.

13 Tensão A tensão, ou sua ausência, é o primeiro fator compositivo que pode ser usado sintaticamente na busca do alfabetismo visual.

14 Nivelamento e Aguçamento O poder do previsível empalidece diante do poder da surpresa. A estabilidade e a harmonia são polaridades daquilo que é visualmente inesperado e do que cria tensões na composição. Esses opostos são chamado nivelamento e aguçamento.

15 Nivelamento e Aguçamento 1 - Exemplo simples de nivelamento: 2 Aguçamento: Não oferece nenhuma surpresa visual, é totalmente harmoniosa. O ponto está fora do centro não apenas na estrutura vertical, mas também na horizontal. Nem mesmo se ajusta aos componentes diagonais do traçado estrutural. Em ambos os casos, nivelamento e aguçamento compositivos há uma clareza de intenção.

16 Nivelamento e Aguçamento Há um terceiro estado da composição visual que não é o nivelado nem o aguçado, no qual o olho precisa esforçar-se por analisar os componentes no que diz respeito ao seu equilíbrio. A esse estado dáse o nome de ambigüidade. Nas figuras abaixo, o ponto não está claramente no centro, nem está muito distante do mesmo. Em termos visuais, sua visão não é clara, e poderia confundir o espectador que, inconscientemente, pretendesse estabilizar sua posição em termos de equilíbrio relativo. Assim como a ambiguidade verbal, a ambiguidade visual obscurece não apenas a intenção compositiva, mas também o significado. O processo de equilíbrio fica refreado, tornando-o confuso.

17 Nivelamento e Aguçamento

18 Nivelamento e Aguçamento

19 Atração e Agrupamento a) b) c) Na figura b) os dois pontos disputam atenção em sua interação, criando manifestações comparativamente individuais devido a distância que os separa, dando a impressão de se repelirem mutuamente. Na figura c) há uma interação imediata e mais intensa; os pontos se harmonizam, e portanto se atraem. Quanto maior for a proximidade dos elementos, maior será a atração

20 Atração e Agrupamento Na linguagem visual os opostos se repelem e os semelhantes se atraem. Assim, o olho completa as conexões que faltam, mas relaciona automaticamente as unidades semelhantes. A similaridade demonstrada é a forma, mas outras afinidades visuais regem a lei do agrupamento no ato de ver, tais como o tamanho, a textura, o tom, etc.

21 Atração e Agrupamento

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