A "conquista" dos Sete Povos das Missões: de "ato heróico" dos luso-brasileiros a. campanha negociada com os índios

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A "conquista" dos Sete Povos das Missões: de "ato heróico" dos luso-brasileiros a. campanha negociada com os índios"

Transcrição

1 A "conquista" dos Sete Povos das Missões: de "ato heróico" dos luso-brasileiros a campanha negociada com os índios Elisa Frühauf Garcia Em 1801, os Sete Povos das Missões situados na margem oriental do rio Uruguai foram anexados ao território da América portuguesa. A conjuntura bélica européia em 1801, na qual a Espanha, pressionada pela França, declarou guerra a Portugal em 27 de fevereiro deste ano, ensejou nos luso-brasileiros as pretensões que estes tinham de anexar os Sete Povos desde a assinatura do Tratado de Madri em Segundo a maior parte da historiografia sobre o assunto, esta conquista teria sido levada a cabo, principalmente, pela voluntariedade de alguns "aventureiros" luso-brasileiros. No entanto, de acordo com estas mesmas interpretações, a "conquista" só foi possível pela participação dos índios missioneiros que, em menor ou maior escala, teriam facilitado ou efetivamente viabilizado a ação dos portugueses 2. Para compreender melhor esta "conquista", é preciso considerar que os "aventureiros" portugueses não tinham em mente atacar diretamente as Missões. Tanto estes quanto as autoridades portugueses gostariam de anexar os Sete Povos, mas não consideravam que isto fosse possível naquele momento, devido à resistência dos Doutoranda em História Moderna pela Universidade Federal Fluminense. Bolsista CAPES. 1 O Tratado de Madri foi firmado em 1750 entre as duas Coroas Ibéricas. Também conhecido como Tratado de Limites, visava demarcar as linhas fronteiriças entre as suas possessões coloniais. Em relação à América portuguesa, estipulava a troca da Colônia do Sacramento pelo território dos Sete Povos das Missões. A execução do Tratado gerou uma revolta que ficou conhecida como a "Guerra Guaranítica", na qual uma parte dos índios missioneiros se negou categoricamente a entregar as suas terras ao Rei português. Juntamente com outros fatores, a "Guerra Guaranítica" foi um dos motivos da anulação do Tratado. 2 Apesar dos poucos trabalhos acadêmicos sobre o tema, a conquista das Missões foi discutida em quase todos os livros sobre a história geral do Brasil e do Rio Grande do Sul. Ver: CAPISTRANO DE ABREU, João. Capítulos de história colonial & Os caminhos antigos e o povoamento do Brasil. Brasília: Editora da UnB, p.181; SOUTHEY, Robert. História do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Editora da USP, vols. 3º vol. p.376; PINHEIRO, José Feliciano Fernandes, Visconde de São Leopoldo. Anais da província de São Pedro. Petrópolis: Vozes, Brasília: INL, p.144; GAY, João Pedro. História da República Jesuítica do Paraguai. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, p.377; PORTO, Aurélio. História das Missões Orientais do Uruguai. Porto Alegre: Livraria Selbach, p.469; SOUSA DOCCA, Emílio Fernandes de. História do Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro: edição da organização Simões, p.184. Uma análise mais recente pode

2 espanhóis sustentada pelas milícias indígenas missioneiras. Assim, o que os lusitanos pretendiam era roubar as estâncias dos povos 3 e causar embaraços à defesa espanhola, práticas comuns durante os constantes períodos de guerra entre as duas Coroas Ibéricas ao longo do século XVIII e princípios do XIX, chamadas pelos rio-grandenses de "hostilizar o inimigo". Dessa forma, assim que soube, informalmente, da notícia da declaração de guerra pela Espanha, o governador do Rio Grande, Sebastião Xavier da Veiga Cabral da Câmara, decretou o perdão a todos os desertores que se apresentassem para combate. Logo após a notícia do perdão, o soldado desertor José Borges do Canto se apresentou ao comandante da fronteira de Rio Pardo, Patrício José Corrêa da Câmara, solicitando permissão para "hostilizar o inimigo", através do ataque das guardas espanholas 4, para o qual solicitou ao comandante homens e armas. Este respondeu que homens não lhe daria, mas forneceu certa quantidade de munição. Borges do Canto reuniu aproximadamente 40 homens para a sua campanha, entre os quais estava Gabriel Ribeiro de Almeida, que teve um papel principal na "conquista" devido ao seu conhecimento da língua guarani. Nos primeiros dias de agosto, quando Borges do Canto estava marchando com os seus milicianos a fim de "hostilizar o inimigo", encontrou um índio seu conhecido 5. Este estava fugido do povo de São Miguel e lhe disse que se quisesse atacar esta redução poderia contar com a adesão dos seus habitantes, pois estavam insatisfeitos com a ser encontrada em: CAMARGO, Fernando da Silva. O "malón" de 1801: a guerra das laranjas e suas implicações na América meridional. Porto Alegre: PUC, (tese de doutorado) 3 Cada redução tinha uma ou duas estâncias onde eram criados vários tipos de vacuns. Enquanto algumas estâncias ficavam localizadas perto do seus respectivos povos, cerca de 20 quilômetros, outras chegavam a distar 300 quilômetros das suas sedes. No momento da anexação, os Sete Povos tinham nas suas estâncias um total cabeças de gado. MAEDER, Ernesto J. A. Misiones del Paraguay: conflicto y disolución de la sociedad guaraní. Madri: MAPFRE, p As guardas eram postos de vigilância e defesa utilizadas pelos espanhóis na tentativa de manutenção dos limites territoriais. 5 "Notícia abreviada dos principais sucessos da Guerra de 1801, na Campanha do Rio Grande de São Pedro, na América Meridional" s/d (c.1802), por José de Saldanha. Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro MS, 554 (1) Coleção Linhares. fl.3, 3v.

3 administração espanhola dos povos 6. Também informou existir na estância de São João- Mirim uma patrulha formada por cinco espanhóis e vários índios e, um pouco distante desta, se estava formando um acampamento com 30 espanhóis e 300 índios. Borges do Canto atacou tanto a patrulha da estância quanto o acampamento. Segundo ele, no ataque ao acampamento, os índios começaram logo a fugir, ao que Borges do Canto mandou Gabriel Ribeiro de Almeida falar com eles na língua guarani "e dizer, que nós íamos a socorre-los, e não a trazer-lhes dano, [então] se voltaram todos a nosso favor, e muito contentes e prontos a nos acompanhar e auxiliar em qualquer empresa que tentássemos" 7. Segundo a memória escrita por Gabriel Ribeiro de Almeida, no entanto, não foi apenas a sua conversa com os índios que os convenceu a seguirem com Canto para as Missões. Conforme Almeida, Canto, visando a adesão dos missioneiros, proibiu qualquer saque nos pertences dos índios e não permitiu que nenhuma hostilidade fosse cometida contra eles. Quando da partilha dos pertences dos espanhóis, Canto fez questão de dividir o botim com os índios. Segundo Almeida, esta atitude deixou os índios muito "contentes", e foi neste momento que decidiram se aliar aos luso-brasileiros. Foi apenas após esta adesão que Canto decidiu atacar as Missões, pois até aquele momento não tinha homens suficientes para isto, assim como temia uma resposta à altura daqueles diante de qualquer tentativa de ataque 8. 6 Após a expulsão dos jesuítas do Rio da Prata em 1768, o governo dos 30 Povos das Missões passou a ser exercido por administradores leigos espanhóis. Não cabe aqui uma análise pormenorizada da situação dos povos durante esta administração, mas pode-se ressaltar que os problemas surgidos com esta nova gestão agravaram a insatisfação dos índios e corroboram na sua aliança com os luso-brasileiros em Para uma análise mais aprofundada das Missões após a expulsão dos jesuítas veja-se: MAEDER, op. cit.; POENITZ, Edgar & POENITZ, Alfredo. Misiones, Provincia Guaranítica: defensa y disolución [ ]. Posadas: Ed. Universitária/UNAM, CANTO, José Borges do. "Relação dos acontecimentos mais notáveis da guerra próxima passada na entrada e conquista dos Sete Povos das Missões orientais do rio Uruguai" In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. vol.130, t.77, parte II, 1914 [1802]. p.54 8 ALMEIDA, Gabriel Ribeiro de. "A tomada dos Sete Povos das Missões". In: SILVEIRA, Hemetério José Velloso da. As Missões Orientais e seus antigos domínios. Porto Alegre: Companhia União de Seguros Gerais, p

4 Acompanhado destes 300 índios, Borges do Canto rumou para São Miguel, onde sitiou o Povo e intimou o seu tenente governador, dom Francisco Rodrigo, a se render, ao que o governador solicitou três para dias para deliberar. Neste meio tempo, alguns índios começaram a fugir do povo. Enquanto isto, os missioneiros que estavam com Borges do Canto se ofereceram para tentar entrar em São Miguel, para com isto abrirem as suas portas e se apoderarem da munição lá existente. Segundo o combinado, depois disto dariam um sinal para os luso-brasileiros atacarem. Mas dom Francisco Rodrigo desconfiou dos índios e não permitiu que entrassem em São Miguel 9. Pode-se pensar que uma parte do narrado por Borges do Canto integre uma retórica destinada a engrandecer e legitimar os seus feitos, e que a adesão dos guaranis missioneiros não tenha sido tão grande assim. Provavelmente, nem todos os índios aderiram aos planos de conquista dos luso-brasileiros. Porém, algumas informações indicam que houve uma adesão grande por parte dos missioneiros, suficiente para desestabilizar a defesa espanhola. Primeiro, pelo tenente governador dom Francisco Rodrigo não ter permitido a entrada dos índios no povo, denotando a sua desconfiança destes, ou seja, para ele era provável que estes estivessem mancomunados com os portugueses. Em segundo, o próprio tenente governador afirmou que uma das suas dificuldades durante o cerco foi a rebeldia dos índios, pois estes não obedeciam ordem alguma, nem sua, nem dos empregados espanhóis sob seu comando 10. Pressionado por Borges do Canto e pela desordem interna em São Miguel, dom Francisco Rodrigo aceitou a rendição e elaborou uma capitulação em 13 de agosto, devidamente endossada por Canto. De acordo com uma memória anônima sobre as causas da conquista das Missões pelos portugueses, dirigida ao Vice-rei do Rio da Prata, os índios de São Miguel estavam 9 CANTO, op. cit., p.55.

5 sublevados e a rendição de dom Francisco Rodrigo foi motivada pelo seu receio de uma revolta generalizada nos 30 povos. A relação entre os índios e os espanhóis estava bastante tensa, e estes tinham medo da perda de todos povos. Segundo esta memória, o resultado não foi tão desastroso, pois ainda se conseguiu salvar os povos ocidentais, aos quais os portugueses também tencionavam atacar 11. Após a capitulação de São Miguel, afirma Borges do Canto que no dia 15 de agosto mandou avisar através de ofícios aos povos de São João e Santo Ângelo que deveriam se sujeitar à vassalagem do Rei português, cuja informação, em suas palavras: "aceitaram sem repugnância" 12. No mesmo dia 15, os cabildantes 13 de São João escreveram uma carta respondendo aos avisos enviados por Canto, na qual afirmavam estarem inteirados da rendição de São Miguel. Também informaram estarem rendendo vassalagem à Coroa portuguesa, incluindo armas, povos, territórios e demais posses 14. O mesmo fez o povo de Santo Ângelo. Estas duas cartas não corroboram a afirmação de uma sublevação nestes Povos a favor do Rei português. Os índios de São João e Santo Ângelo mais parecem ter aceito a rendição, talvez até por receio de um ataque português, do que terem "entusiasticamente" passado para o lado português, como afirmam algumas memórias. Segundo o relato de Almeida, foi ele quem levou os ofícios aos quatro povos adjacentes: São João Batista, Santo Ângelo, São Lourenço e São Luís Gonzaga. Conforme as informação de Almeida, os povos não tiveram dúvidas em render vassalagem ao Rei de Portugal quando souberam que assim tinham feito em São Miguel. 10 Carta de dom Francisco Rodrigo para o governador Sebastião Xavier Cabral da Câmara. Povo de São Miguel, 22 de agosto de Arquivo Nacional do Rio de Janeiro cód. 104, vol.13, fl "Memória dirigida ao Vice-rei do Prata sobre as causas da conquista dos 7 Povos pelos portugueses". Pueblo de Santa Maria La Mayor, 26 de septiembre de Anônimo. In: CORTESÃO, Jaime. Do Tratado de Madri à conquista dos Sete Povos ( ). Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, (Manuscritos da Coleção de Angelis). p , CANTO, op. cit., p Cabildantes ou mandarins eram os índios que ocupavam os postos de comando nos cabildos das reduções, espécie de câmara municipal. Nas reduções, todos os integrantes dos cabildos eram índios.

6 Em cada um destes povos, Almeida retirou os respectivos estandartes dos cabildos, os quais enviou ao Governador Sebastião Xavier da Veiga Cabral da Câmara. Em cada povo, Almeida reunia os índios e explicava em guarani que os estandartes não deviam mais ser hasteados, porque havia cessado o governo espanhol. Ao mesmo tempo, se reunia com os índios e assistia aos seus festejos. Almeida também conversava com os curas, lhes pedindo para permanecerem nas suas igrejas, sendo bem sucedido neste pormenor, pois muitos dos párocos ficaram nas Reduções 15. A efetiva compreensão do ataque dos súditos de Portugal aos Sete Povos, no entanto, não pode ser compreendida fora do contexto geral do Império português, inclusive dos significados que neste possuía a conquista territorial. Em vários momentos históricos da América portuguesa, a conquista territorial foi efetuada pelos próprios colonos, independente da existência de ordens régias para tal fim, através da qual buscavam benefícios concretos, como a anexação de terras e de homens, geralmente índios, bem como visavam a obtenção de mercês outorgadas pelo Rei em reconhecimento aos serviços prestados. Dessa forma, a problemática entre a voluntariedade dos "aventureiros" ou a existência de ordens para o empreendimento da conquista é uma questão anacrônica, uma vez que este tipo de ambigüidade era característico daquele período histórico 16. Tanto Borges do Canto quanto Gabriel Ribeiro de Almeida foram muito políticos e hábeis na sua relação com os índios missioneiros. A maioria dos relatos 17 afirma que estes gostavam muito de Canto e desejavam a sua permanência no governo das 14 Carta do Povo de São João Batista, 15 de agosto de 1801; Carta do Povo de Santo Ângelo, 15 de agosto de Arquivo Nacional do Rio de Janeiro cód.104, vol.13, fl ALMEIDA, op. cit., p FRAGOSO, João. "A formação da economia colonial no Rio de Janeiro e de sua primeira elite senhorial (séculos XVI e XVII)". In: FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda & GOUVÊA, Maria de Fátima. O Antigo Regime nos trópicos: a dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI-XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, p.42 e segs. 17 Como por exemplo o exposto por José de Saldanha, segundo o qual José Borges do Canto era o "ídolo daqueles povos", por ter respeitado todas as suas propriedades e a sua hierarquia social. In: "Notícia abreviada dos principais sucessos...", fl. 4.

7 Missões. Apesar destes relatos terem sido feitos por luso-brasileiros, podendo ser, portanto, tendenciosos, parece que ambos conseguiram conquistar uma boa parte dos índios das Reduções. O próprio dom Francisco Rodrigo elogia Canto e Almeida, dizendo que eram homens corretos, de bom procedimento. A questão, no entanto, não é se eram ou não homens corretos, mas que eles conseguiram estabelecer relações de reciprocidade com as populações missioneiras, trazendo-as para a sua esfera de influência. Ambos tinham uma história de contato com as populações indígenas e, provavelmente, sabiam muito bem como relacionar-se com estas. Almeida não era apenas uma pessoa que falava guarani. Ele era filho de uma índia guarani e havia passado a sua infância junto da sua mãe, ou seja, ele foi criado dentro dos códigos culturais guaranis. Almeida sabia como relacionar-se com os índios e estes deveriam ver nele uma pessoa mestiça, talvez mais próxima das suas referências culturais. Neste sentido, após passarem algumas décadas sob uma política espanhola que visava extinguir o seu idioma em prol do castelhano, a chegada de um português que falava guarani e neste os convidava para se passarem aos domínios lusitanos, deve ter significado, inclusive, uma maior possibilidade de diálogo, pois a grande maioria dos administradores espanhóis não falava e nem entendia a língua guarani. José Borges do Canto, por sua vez, era um homem que estava acostumado a conviver com as populações indígenas do Continente, tanto os missioneiros quanto os charruas e minuanos, tendo vivido uma boa parte da sua vida entre eles. O pai de Canto era natural dos Açores, enquanto sua mãe havia nascido na Colônia do Sacramento. Ele foi batizado em Rio Pardo em Canto tinha 26 anos quando empreendeu a conquista das Missões, e uma boa parte da sua vida tinha passado nos campos neutrais 18. Ao 18 Em 1777, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Santo Ildefonso, que deveria resolver os problemas de limites na América. Por este Tratado, criavam-se os "campos neutrais", faixa de terra sobre a qual nenhum dos dois impérios, em permanente litígio, teria jurisdição, sendo, como o nome indica, neutra. Nestes campos habitavam desertores, contrabandistas, índios missioneiros fugidos dos seus respectivos povos, assim como índios charruas e minuanos.

8 contrário de Almeida, Canto não era um mestiço biológico, mas era uma pessoa formada nas múltiplas identidades e culturas presentes nos campos neutrais. Segundo Bartolomeu Meliá, a mestiçagem biológica não produz automaticamente indivíduos multiculturais. Os processos de formação de mestiçagem, embora costumem ocorrer em contextos de intercâmbios sexuais, se dão "por aprendizagem, quer dizer, são históricos" 19. Neste sentido, tanto Almeida quanto Canto eram homens mestiços, capazes de circular em meios diferentes, e esta sua habilidade foi fundamental na conquista dos Sete Povos. A partir da pesquisa da documentação surge uma outra interpretação da conquista, muito além de concepções teleológicas, segundo as quais os luso-brasileiros já sabiam que iriam conquistar as Missões antes mesmo de sair em campanha. A própria adesão imediata, e até mesmo anterior, dos índios deve ser repensada. A conquista das Missões foi uma campanha construída na relação entre os missioneiros e os lusobrasileiros que a levaram a cabo. Estes não saíram em campanha pensando em conquistá-las, mas sim em atacar as suas estâncias. No entanto, o contexto histórico se mostrou propício para a tomada, não apenas pela conjuntura de guerra européia, mas também pelo desgaste das relações entre os índios e os espanhóis. Os missioneiros, porém, se estavam suscetíveis a mudança de soberania, não aderiram a esta idéia de uma vez só. Além de um convencimento que vinha sendo feito desde a década de 1750 e intensificado a partir das demarcações do Tratado de Santo Ildefonso, foi neste momento específico que alguns índios de São Miguel resolveram passar-se para o lado português. Entre os outros povos, os de São João Batista, Santo Ângelo, São Lourenço e São Luís Gonzaga não se mostraram tão entusiastas num primeiro momento. Mas, a partir dos discursos de Almeida, garantindo a permanência dos curas e o respeito às suas hierarquias, acabaram por aderir à mudança de soberania. 19 MELIÁ, Bartolomeu. La lengua guarani del Paraguay: historia, sociedad y literatura. Madri: MAPFRE, p.63.

A derradeira expansão da fronteira: a "conquista" definitiva dos Sete Povos das Missões 1801

A derradeira expansão da fronteira: a conquista definitiva dos Sete Povos das Missões 1801 A derradeira expansão da fronteira: a "conquista" definitiva dos Sete Povos das Missões 1801 Elisa Frühauf Garcia Bolsista Capes Em 27 de fevereiro de 1801, pressionada pela França, a Espanha declarou

Leia mais

A tomada dos Sete Povos e a colaboração dos líderes indígenas nos relatos de José Borges do Canto e Manuel Gomes Pedroso RAFAEL BURD*

A tomada dos Sete Povos e a colaboração dos líderes indígenas nos relatos de José Borges do Canto e Manuel Gomes Pedroso RAFAEL BURD* A tomada dos Sete Povos e a colaboração dos líderes indígenas nos relatos de José Borges do Canto e Manuel Gomes Pedroso RAFAEL BURD* Em 1801 o Império Português tomou em definitivo a posse da região das

Leia mais

FRONTEIRA ILUMINADA HISTÓRIA DO POVOAMENTO, CONQUISTA E LIMITES DO RIO GRANDE DO SUL a partir do Tratado de Tordesilhas (1420-1920)

FRONTEIRA ILUMINADA HISTÓRIA DO POVOAMENTO, CONQUISTA E LIMITES DO RIO GRANDE DO SUL a partir do Tratado de Tordesilhas (1420-1920) SUB Hamburg A/548637 FRONTEIRA ILUMINADA HISTÓRIA DO POVOAMENTO, CONQUISTA E LIMITES DO RIO GRANDE DO SUL a partir do Tratado de Tordesilhas (1420-1920) Fernando Cacciatore de Garcia Editora Sulina Porto

Leia mais

CADERNO 1 BRASIL CAP. 3. Gabarito: EXERCÍCIOS DE SALA. Resposta da questão 1: [D]

CADERNO 1 BRASIL CAP. 3. Gabarito: EXERCÍCIOS DE SALA. Resposta da questão 1: [D] Gabarito: EXERCÍCIOS DE SALA Resposta da questão 1: Somente a proposição está correta. Com a expansão napoleônica na Europa e a invasão do exército Francês em Portugal ocorreu a vinda da corte portuguesa

Leia mais

EIXO TEMÁTICO I: HISTÓRIAS DE VIDA, DIVERSIDADE POPULACIONAL E MIGRAÇÕES.

EIXO TEMÁTICO I: HISTÓRIAS DE VIDA, DIVERSIDADE POPULACIONAL E MIGRAÇÕES. EIXO TEMÁTICO I: HISTÓRIAS DE VIDA, DIVERSIDADE POPULACIONAL E MIGRAÇÕES. Tema 1: Histórias de vida, diversidade populacional (étnica, cultural, regional e social) e migrações locais, regionais e intercontinentais

Leia mais

A vinda da família real e o governo joanino no Brasil

A vinda da família real e o governo joanino no Brasil A vinda da família real e o governo joanino no Brasil A Europa no século XIX Napoleão realizou uma série de batalhas para a conquista de novos territórios para a França. O exército francês aumentou o número

Leia mais

23 Os jesuítas e os índios guaranis Estamos acostumados a ver na televisão, jornais e revistas, passeios para visitar as regiões das missões

23 Os jesuítas e os índios guaranis Estamos acostumados a ver na televisão, jornais e revistas, passeios para visitar as regiões das missões 23 Os jesuítas e os índios guaranis Estamos acostumados a ver na televisão, jornais e revistas, passeios para visitar as regiões das missões jesuíticas. Nos mostram fotografias de igrejas destruídas, em

Leia mais

CRISE DO ANTIGO SISTEMA COLONIAL

CRISE DO ANTIGO SISTEMA COLONIAL CRISE DO ANTIGO SISTEMA COLONIAL BASES COMUNS DO SISTEMA COLONIAL PACTO-COLONIAL Dominação Política Monopólio Comercial Sistema de Produção Escravista ESTRUTURA SOCIAL DAS COLONIAS ESPANHOLAS Chapetones

Leia mais

A Cura de Naamã - O Comandante do Exército da Síria

A Cura de Naamã - O Comandante do Exército da Síria A Cura de Naamã - O Comandante do Exército da Síria Samaria: Era a Capital do Reino de Israel O Reino do Norte, era formado pelas 10 tribos de Israel, 10 filhos de Jacó. Samaria ficava a 67 KM de Jerusalém,

Leia mais

Expansão do território brasileiro

Expansão do território brasileiro Expansão do território brasileiro O território brasileiro é resultado de diferentes movimentos expansionistas que ocorreram no Período Colonial, Imperial e Republicano. Esse processo ocorreu através de

Leia mais

De que jeito se governava a Colônia

De que jeito se governava a Colônia MÓDULO 3 De que jeito se governava a Colônia Apresentação do Módulo 3 Já conhecemos bastante sobre a sociedade escravista, especialmente em sua fase colonial. Pouco sabemos ainda sobre a organização do

Leia mais

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG POVOS INDÍGENAS NO BRASIL Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG Conhecendo os povos indígenas Para conhecer melhor os povos indígenas, é importante estudar sua língua.

Leia mais

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA Tânia Regina Broeitti Mendonça 1 INTRODUÇÃO: Os espanhóis fundaram universidades em seus territórios na América desde

Leia mais

A visão geopolítica luso-brasileira: Colônia Império

A visão geopolítica luso-brasileira: Colônia Império A visão geopolítica luso-brasileira: Colônia Império ECEME IMM / CEE 12/JUN/2013 Marcos Henrique Camillo Côrtes Embaixador À guisa de introdução Fundamentos do Relacionamento Internacional 1. Espaço Geopolítico

Leia mais

Escravidão e Relações Diplomáticas Brasil e Uruguai, século 19

Escravidão e Relações Diplomáticas Brasil e Uruguai, século 19 Escravidão e Relações Diplomáticas Brasil e Uruguai, século 19 Keila Grinberg * Este paper está inserido no projeto de pesquisa que venho desenvolvendo atualmente sobre escravidão e formação das relações

Leia mais

Colégio Senhora de Fátima

Colégio Senhora de Fátima Colégio Senhora de Fátima A formação do território brasileiro 7 ano Professora: Jenifer Geografia A formação do território brasileiro As imagens a seguir tem como principal objetivo levar a refletir sobre

Leia mais

TÓPICO ESPECIAL: IMPÉRIOS IBÉRICOS NO ANTIGO REGIME

TÓPICO ESPECIAL: IMPÉRIOS IBÉRICOS NO ANTIGO REGIME TÓPICO ESPECIAL: IMPÉRIOS IBÉRICOS NO ANTIGO REGIME Optativa / Carga Horária: 60hs Ementa: O curso visa analisar a formação dos Impérios Ibéricos entre os séculos XV e XVIII, considerando-se a perspectiva

Leia mais

Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc

Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc Diálogos - Revista do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História ISSN: 1415-9945 rev-dialogos@uem.br Universidade Estadual de Maringá Brasil de Alencar Arnaut de Toledo, Cézar

Leia mais

coleção Conversas #7 - ABRIL 2014 - f o? Respostas que podem estar passando para algumas perguntas pela sua cabeça.

coleção Conversas #7 - ABRIL 2014 - f o? Respostas que podem estar passando para algumas perguntas pela sua cabeça. Eu quero não parar coleção Conversas #7 - ABRIL 2014 - de consigo.o usar que eu drogas f o? aç e Respostas para algumas perguntas que podem estar passando pela sua cabeça. A Coleção CONVERSAS da Editora

Leia mais

Acordo sobre o Aquífero Guarani

Acordo sobre o Aquífero Guarani Acordo sobre o Aquífero Guarani A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai, Animados pelo espírito de cooperação e de integração

Leia mais

Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal

Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal À margem do Fórum promovido pela Associação Mais Portugal Cabo Verde, que o trouxe

Leia mais

Prova bimestral 4 o ANO 2 o BIMESTRE

Prova bimestral 4 o ANO 2 o BIMESTRE Prova bimestral 4 o ANO 2 o BIMESTRE HISTÓRIA Escola: Nome: Data: / / Turma: Pedro Álvares Cabral foi o comandante da primeira expedição portuguesa que chegou ao território que mais tarde receberia o nome

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO É claro que o Brasil não brotou do chão como uma planta. O Solo que o Brasil hoje ocupa já existia, o que não existia era o seu território, a porção do espaço sob domínio,

Leia mais

História. Programação 3. bimestre. Temas de estudo

História. Programação 3. bimestre. Temas de estudo História Olá, pessoal! Vamos conhecer, entre outros fatos, como era o trabalho escravo no Brasil? CHIQUINHA GONZAGA Programação 3. bimestre Temas de estudo O trabalho escravo na formação do Brasil - Os

Leia mais

Provão. História 5 o ano

Provão. História 5 o ano Provão História 5 o ano 61 Os reis portugueses governaram o Brasil à distância, até o século XIX, porém alguns acontecimentos na Europa mudaram essa situação. Em que ano a família real portuguesa veio

Leia mais

O IMPÉRIO DO BRASIL: PRIMEIRO REINADO 1822-1831. Professor Eric Assis Colégio Pedro II

O IMPÉRIO DO BRASIL: PRIMEIRO REINADO 1822-1831. Professor Eric Assis Colégio Pedro II O IMPÉRIO DO BRASIL: PRIMEIRO REINADO 1822-1831 Professor Eric Assis Colégio Pedro II OS DESAFIOS APÓS A INDEPENDÊNCIA I- Manter a unidade territorial do Brasil. II- Construir o Estado Nacional Brasileiro.

Leia mais

CRISE DO PRIMEIRO REINADO RECONHECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

CRISE DO PRIMEIRO REINADO RECONHECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL CRISE DO PRIMEIRO REINADO RECONHECIMENTO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL O que seria necessário, para que o Brasil, após a independência fosse reconhecido como uma Nação Livre e soberana? Seria necessário que

Leia mais

FORMAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E DIVISÃO POLÍTICA DO BRASIL

FORMAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E DIVISÃO POLÍTICA DO BRASIL FORMAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E DIVISÃO POLÍTICA DO BRASIL ORIGEM E FORMAÇÃO HISTÓRICA A AMÉRICA PORTUGUESA Pelo Tratado de Tordesilhas, assinado a 7 de junho de 1494, por Portugal e Espanha, os domínios dessas

Leia mais

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA DOLOROSA: O NAZISMO ALEMÃO A ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha colocou em ação a política de expansão territorial do país e o preparou para a Segunda Guerra Mundial. O saldo

Leia mais

Prefácio Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Antonio de Aguiar Patriota, 25

Prefácio Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Antonio de Aguiar Patriota, 25 Sumário Prefácio Ministro das Relações Exteriores, Embaixador Antonio de Aguiar Patriota, 25 Nota Editorial, 29 Introdução - Rio Branco e a Questão de Palmas Francisco Doratioto, 33 I Assunto do litígio,

Leia mais

Capital- Montevidéu. Língua oficial: Espanhol. Governo: República presidencialista. Presidente: José Mujica. Vice-presidente: Danilo Astori

Capital- Montevidéu. Língua oficial: Espanhol. Governo: República presidencialista. Presidente: José Mujica. Vice-presidente: Danilo Astori Capital- Montevidéu Língua oficial: Espanhol Governo: República presidencialista Presidente: José Mujica Vice-presidente: Danilo Astori PIB(nominal)- estimativa de 2014, US$ 58,569 bilhões IDH: 0,790 (50

Leia mais

Açorianos no Rio Grande do Sul O espaço urbano no século XVIII.

Açorianos no Rio Grande do Sul O espaço urbano no século XVIII. Açorianos no Rio Grande do Sul O espaço urbano no século XVIII. Dr. Arq. Gunter Weimer Orientador Arq. Luisa Durán Rocca UFRGS- Propur, Porto Alegre Brasil l.duran@terra.com.br Este trabalho estuda a configuração

Leia mais

América: a formação dos estados

América: a formação dos estados América: a formação dos estados O Tratado do Rio de Janeiro foi o último acordo importante sobre os limites territoriais brasileiros que foi assinado em 1909, resolvendo a disputa pela posse do vale do

Leia mais

EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR HORISTA

EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR HORISTA EDITAL DE CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR HORISTA 1) Sociologia II A Escola de Ciências Sociais / CPDOC da FGV-RJ informa a abertura de processo seletivo para a contratação de um professor horista para a disciplina

Leia mais

O Brasil holandês http://www.youtube.com/watch?v=lnvwtxkch7q Imagem: Autor Desconhecido / http://educacao.uol.com.br/biografias/domingos-fernandescalabar.jhtm DOMINGOS CALABAR Domingos Fernandes

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES. História

CADERNO DE ATIVIDADES. História COLÉGIO ARNALDO 2015 CADERNO DE ATIVIDADES História Aluno (a): 4º ano: Turma: Professor (a): Valor: 20 pontos Conteúdo de Recuperação O que é História. Identificar a História como ciência. Reconhecer que

Leia mais

MOD. 13 CRISE DO IMPÉRIO COLONIAL ESPANHOL

MOD. 13 CRISE DO IMPÉRIO COLONIAL ESPANHOL MOD. 13 CRISE DO IMPÉRIO COLONIAL ESPANHOL A MUDANÇA DA POLÍTICA COLONIAL ESPANHOLA SE DEU EM FUNÇÃO: DO ENVOLVIMENTO DA ESPANHA NAS GUERRAS EUROPEIAS; DA DECADÊNCIA DA MINERAÇÃO; DAS DIFICULDADES QUE

Leia mais

ENTRE A REDUÇÃO E A ESTÂNCIA: LA CRUZ, OS ÍNDIOS E OS JESUÍTAS NA ESTREMADURA DA AMÉRICA

ENTRE A REDUÇÃO E A ESTÂNCIA: LA CRUZ, OS ÍNDIOS E OS JESUÍTAS NA ESTREMADURA DA AMÉRICA DOI: 10.4025/4cih.pphuem.300 ENTRE A REDUÇÃO E A ESTÂNCIA: LA CRUZ, OS ÍNDIOS E OS JESUÍTAS NA ESTREMADURA DA AMÉRICA Helenize Soares Serres Curso de Especialização em História da URCAMP Campus de São

Leia mais

Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil

Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil Reflexões e atividades sobre Ação Social para culto infantil Apresentaremos 4 lições, que mostram algum personagem Bíblico, onde as ações praticadas ao longo de sua trajetória abençoaram a vida de muitas

Leia mais

Newton Bignotto. Maquiavel. Rio de Janeiro

Newton Bignotto. Maquiavel. Rio de Janeiro Newton Bignotto Maquiavel Rio de Janeiro Introdução No ano em que nasceu Maquiavel, 1469, Florença vivia um período agitado. Embora ainda fosse formalmente uma república, a cidade era de fato administrada

Leia mais

CONVENÇÃO SOBRE ASILO DIPLOMÁTICO

CONVENÇÃO SOBRE ASILO DIPLOMÁTICO CONVENÇÃO SOBRE ASILO DIPLOMÁTICO Os Governos dos Estados Membros da Organização dos Estados Americanos, desejosos de estabelecer uma Convenção sobre Asilo Diplomático, convieram nos seguintes artigos:

Leia mais

1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como:

1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como: 1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como: a) incapacidade dos Braganças de resistirem à pressão

Leia mais

João Paulo I O NORDESTE COLONIAL. Professor Felipe Klovan

João Paulo I O NORDESTE COLONIAL. Professor Felipe Klovan João Paulo I O NORDESTE COLONIAL Professor Felipe Klovan A ECONOMIA AÇUCAREIRA Prof. Felipe Klovan Portugal já possuía experiência no plantio da cana-de-açúcar nas Ilhas Atlânticas. Portugal possuía banqueiros

Leia mais

PATRIMÔNIO EM PROSA E VERSO: a correspondência de Rodrigo Melo Franco de Andrade para Augusto Meyer. Laura Regina Xavier

PATRIMÔNIO EM PROSA E VERSO: a correspondência de Rodrigo Melo Franco de Andrade para Augusto Meyer. Laura Regina Xavier PATRIMÔNIO EM PROSA E VERSO: a correspondência de Rodrigo Melo Franco de Andrade para Augusto Meyer Laura Regina Xavier Justificativa Escolhemos o tema Patrimônio, tendo em vista a nossa realidade profissional,

Leia mais

INTEIRATIVIDADE FINAL CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA. Conteúdo: A Crise Colonial Espanhola

INTEIRATIVIDADE FINAL CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA. Conteúdo: A Crise Colonial Espanhola Conteúdo: A Crise Colonial Espanhola Habilidades: Relacionar as consequências da Revolução Francesa no processo de independência da América Latina Quem foram os Libertadores da América? Influência das

Leia mais

Portugal e Brasil no século XVII. Domínio espanhol no Brasil(1580-1640)

Portugal e Brasil no século XVII. Domínio espanhol no Brasil(1580-1640) Portugal e Brasil no século XVII Domínio espanhol no Brasil(1580-1640) O domínio espanhol. Em 1580, o rei de Portugal, D. Henrique, morreu sem deixar herdeiros ( fim da dinastia de Avis) surgiram disputas

Leia mais

OITAVO ANO ESINO FUNDAMENTAL II PROFESSORA: ROSE LIMA

OITAVO ANO ESINO FUNDAMENTAL II PROFESSORA: ROSE LIMA OITAVO ANO ESINO FUNDAMENTAL II PROFESSORA: ROSE LIMA http://plataformabrioli.xpg.uol.com.br/historiaresumo/2ano/epopeialusitana.pdf http://blog.msmacom.com.br/familia-real-portuguesa-quem-e-quem-na-monarquia/

Leia mais

Decreto nº 77.374, de 01.04.76

Decreto nº 77.374, de 01.04.76 Decreto nº 77.374, de 01.04.76 Promulga a Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção e Estocagem de Armas Bacteriológicas (Biológicas) e à Base de toxinas e sua Destruição. O PRESIDENTE DA

Leia mais

Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa

Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa Olhando as peças Histórias de Deus:Gênesis-Apocalipse 3 a 6 anos Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa História Bíblica: Gênesis 41-47:12 A história de José continua com ele saindo da prisão

Leia mais

Prova bimestral. história. 1 o Bimestre 5 o ano. 1. Leia o texto a seguir e responda

Prova bimestral. história. 1 o Bimestre 5 o ano. 1. Leia o texto a seguir e responda Material elaborado pelo Ético Sistema de Ensino Ensino fundamental Publicado em 2012 Prova bimestral 1 o Bimestre 5 o ano história Data: / / Nível: Escola: Nome: 1. Leia o texto a seguir e responda Na

Leia mais

Unidade 4: Obedeça ao Senhor Neemias e o muro

Unidade 4: Obedeça ao Senhor Neemias e o muro Histórias do Velho Testamento 3 a 6 anos Histórias de Deus:Gênesis-Apocalipse Unidade 4: Obedeça ao Senhor Neemias e o muro O Velho Testamento está cheio de histórias que Deus nos deu, espantosas e verdadeiras.

Leia mais

o Maria Hermínia Cabral o Sérgio Guimarães o Pedro Krupenski

o Maria Hermínia Cabral o Sérgio Guimarães o Pedro Krupenski II Oficina de Trabalho Código de Conduta: Processos e Metodologias 24 de Setembro 2015 Conclusões da Sessão da manhã Com o apoio dos Parceiros do Mecanismo de Apoio à Elaboração de Projetos de Cooperação,

Leia mais

História do Brasil Colônia. Profª Maria Auxiliadora

História do Brasil Colônia. Profª Maria Auxiliadora História do Brasil Colônia Profª Maria Auxiliadora O PERÍODO PRÉ-COLONIAL (1500 1530) Pau-Brasil Extrativismo Vegetal Fabricação de tintura para tecidos. Exploração nômade e predatória. Escambo com índios.

Leia mais

Estudo Dirigido História -6 o ano Luciana Corrêa

Estudo Dirigido História -6 o ano Luciana Corrêa Conteúdos do 3º bimestre No 3º bimestre de 2015 estudaremos alguns povos que viveram na Ásia, na África e na Europa entre os séculos VII e XVI. Vamos conhecer um pouco como era a vida dos árabes, malinquês

Leia mais

2. A A FO F R O M R AÇ A ÃO Ã

2. A A FO F R O M R AÇ A ÃO Ã 2. A FORMAÇÃO TERRITORIAL DO BRASIL 2.3 A cartografia e a definição das fronteiras no Brasil. 2.2 Os grandes eixos de ocupação do território e a cronologia do processo de formação territorial. 1 GPS: Global

Leia mais

GRUPO IV 2 o BIMESTRE PROVA A

GRUPO IV 2 o BIMESTRE PROVA A A GERAÇÃO DO CONHECIMENTO Transformando conhecimentos em valores www.geracaococ.com.br Unidade Portugal Série: 6 o ano (5 a série) Período: MANHÃ Data: 12/5/2010 PROVA GRUPO GRUPO IV 2 o BIMESTRE PROVA

Leia mais

CAMINHOS GERAIS: ESTRATÉGIAS PARA A ABERTURA DE ESTRADAS NAS MINAS DO OURO, UMA RELEITURA HISTORIOGRÁFICA

CAMINHOS GERAIS: ESTRATÉGIAS PARA A ABERTURA DE ESTRADAS NAS MINAS DO OURO, UMA RELEITURA HISTORIOGRÁFICA CAMINHOS GERAIS: ESTRATÉGIAS PARA A ABERTURA DE ESTRADAS NAS MINAS DO OURO, UMA RELEITURA HISTORIOGRÁFICA Rosemary Maria do Amaral 1 RESUMO: Antes mesmo de sua descoberta nas minas, alguns caminhos começaram

Leia mais

CRISE E RUPTURA NA REPÚBLICA VELHA. Os últimos anos da República Velha

CRISE E RUPTURA NA REPÚBLICA VELHA. Os últimos anos da República Velha CRISE E RUPTURA NA REPÚBLICA VELHA Os últimos anos da República Velha Década de 1920 Brasil - as cidades cresciam e desenvolviam * Nos grandes centros urbanos, as ruas eram bem movimentadas, as pessoas

Leia mais

PROVA DE HISTÓRIA 2 a ETAPA DO VESTIBULAR 2007

PROVA DE HISTÓRIA 2 a ETAPA DO VESTIBULAR 2007 PROVA DE HISTÓRIA a ETAPA DO VESTIBULAR 007 01. Leia, com atenção, as considerações sobre o movimento conhecido como Cruzadas e, em seguida, faça o que se pede. Guerra proclamada pelo Papa em nome de Cristo

Leia mais

Imperialismo dos EUA na América latina

Imperialismo dos EUA na América latina Imperialismo dos EUA na América latina 1) Histórico EUA: A. As treze colônias, colonizadas efetivamente a partir do século XVII, ficaram independentes em 1776 formando um só país. B. Foram fatores a emancipação

Leia mais

VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO

VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO A prova de História é composta por três questões e vale 10 pontos no total, assim distribuídos: Questão 1 3 pontos (sendo 1 ponto para o subitem A, 1,5

Leia mais

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer CAUSAS: Acirramento da concorrência comercial entre as potências coloniais; Crise das lavouras de cana; Estagnação da economia portuguesa na segunda metade do século XVII; Necessidade de encontrar metais

Leia mais

CONCURSO DE EXPRESSÃO ESCRITA GERAÇÃO MÓVEL E DESAFIOS. O Real e o Virtual

CONCURSO DE EXPRESSÃO ESCRITA GERAÇÃO MÓVEL E DESAFIOS. O Real e o Virtual CONCURSO DE EXPRESSÃO ESCRITA GERAÇÃO MÓVEL E DESAFIOS 2012 O Real e o Virtual Olá! O meu nome é Real Virtual. A minha família e os meus amigos conhecem-me por Real, já para a malta dos chats e dos jogos,

Leia mais

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL A partir de meados do séc. XVI, o Império Português do Oriente entrou em crise. Que fatores contribuíram para essa crise? Recuperação das rotas

Leia mais

Ap. Ozenir Correia TEMA: OPERAÇÃO JERICÓ X OPERAÇÃO LAVA JATO.

Ap. Ozenir Correia TEMA: OPERAÇÃO JERICÓ X OPERAÇÃO LAVA JATO. Ap. Ozenir Correia TEMA: OPERAÇÃO JERICÓ X OPERAÇÃO LAVA JATO. TEXTO: 1 Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade. 2 Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico, 3 procurava ver

Leia mais

CONFLITOS E ALIANÇAS ENTRE ÍNDIOS GUARANI, JESUÍTAS, BANDEIRANTES E ENCOMENDEIROS NO ITATIM.

CONFLITOS E ALIANÇAS ENTRE ÍNDIOS GUARANI, JESUÍTAS, BANDEIRANTES E ENCOMENDEIROS NO ITATIM. CONFLITOS E ALIANÇAS ENTRE ÍNDIOS GUARANI, JESUÍTAS, BANDEIRANTES E ENCOMENDEIROS NO ITATIM. Neimar Machado de Sousa (UCDB) RESUMO: Esta comunicação tem por objeto as missões jesuíticas, especificamente,

Leia mais

DAVI, O REI (PARTE 1)

DAVI, O REI (PARTE 1) Bíblia para crianças apresenta DAVI, O REI (PARTE 1) Escrito por: Edward Hughes Ilustradopor:Lazarus Adaptado por: Ruth Klassen O texto bíblico desta história é extraído ou adaptado da Bíblia na Linguagem

Leia mais

Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio

Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio Direito Internacional Aplicado Tratados e Convenções Direito Internacional Penal Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio Conclusão e assinatura: Nova Iorque EUA, 09 de dezembro de

Leia mais

Período pré-colonial

Período pré-colonial CHILE Período pré-colonial O navegador português Fernão de Magalhães, a serviço do rei da Espanha, foi o primeiro europeu a visitar a região que hoje é chamada de Chile. Os mapuches, grande tribo indígena

Leia mais

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - Sou so profes r a, Posso m a s n ão parar d aguento m e ai ensinar s? d a r a u la s Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A

Leia mais

LEVANTAMENTO DE FONTES PARA O DICIONÁRIO BRASILEIRO DA GUERRA DO PARAGUAI

LEVANTAMENTO DE FONTES PARA O DICIONÁRIO BRASILEIRO DA GUERRA DO PARAGUAI LEVANTAMENTO DE FONTES PARA O DICIONÁRIO BRASILEIRO DA GUERRA DO PARAGUAI Thasley Westanyslau Alves Pereira 1 ; Marcelo Santos Rodrigues 2. 1 Aluno do Curso de História; Campus de Porto Nacional; e-mail:thasley_uft@hotmail.com

Leia mais

30/09/2008. Entrevista do Presidente da República

30/09/2008. Entrevista do Presidente da República Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em conjunto com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com perguntas respondidas pelo presidente Lula Manaus-AM,

Leia mais

DATAS COMEMORATIVAS. CHEGADA DOS PORTUGUESES AO BRASIL 22 de abril

DATAS COMEMORATIVAS. CHEGADA DOS PORTUGUESES AO BRASIL 22 de abril CHEGADA DOS PORTUGUESES AO BRASIL 22 de abril Descobrimento do Brasil. Pintura de Aurélio de Figueiredo. Em 1500, há mais de 500 anos, Pedro Álvares Cabral e cerca de 1.500 outros portugueses chegaram

Leia mais

RELAÇÃO DA HISTÓRIA DO DIREITO COM FILME ALEXANDRE O GRANDE

RELAÇÃO DA HISTÓRIA DO DIREITO COM FILME ALEXANDRE O GRANDE RELAÇÃO DA HISTÓRIA DO DIREITO COM FILME ALEXANDRE O GRANDE LINHARES 2011 1º DIREITO B Peter Leite Souza André Pacheco Pulquerio RELAÇÃO DA HISTÓRIA DO DIREITO COM FILME ALEXANDRE O GRANDE Trabalho conforme

Leia mais

Esterofoto Geoengenharia SA. Álvaro Pombo. Administrtador. (www.estereofoto.pt)

Esterofoto Geoengenharia SA. Álvaro Pombo. Administrtador. (www.estereofoto.pt) Esterofoto Geoengenharia SA Álvaro Pombo Administrtador (www.estereofoto.pt) Q. Conte-nos um pouco da historia da empresa, que já tem mais de 30 anos. R. A Esterofoto é uma empresa de raiz, a base da empresa

Leia mais

Constituição da República Portuguesa. Artigo 65.º (Habitação e urbanismo)

Constituição da República Portuguesa. Artigo 65.º (Habitação e urbanismo) Constituição da República Portuguesa Artigo 65.º (Habitação e urbanismo) 1. Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que

Leia mais

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA TREZE COLÔNIAS Base de ocupação iniciativa privada: Companhias de colonização + Grupos de imigrantes = GRUPOS DISTINTOS [excedente da metrópole;

Leia mais

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Lisboa, 10 janeiro 2014 António Rendas Reitor da Universidade Nova de Lisboa Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas Queria começar

Leia mais

Movimentos de Pré- Independência e Vinda da Família Real. História C Aula 08 Prof. Thiago

Movimentos de Pré- Independência e Vinda da Família Real. História C Aula 08 Prof. Thiago Movimentos de Pré- Independência e Vinda da Família Real História C Aula 08 Prof. Thiago Movimentos de Pré- Independência Século XVIII e XIX Crise do mercantilismo e do Estado Absolutista Hegemonia de

Leia mais

RELATÓRIO DE INTERCÂMBIO CRInt ECA. Dados do Intercâmbio

RELATÓRIO DE INTERCÂMBIO CRInt ECA. Dados do Intercâmbio RELATÓRIO DE INTERCÂMBIO CRInt ECA Nome: Péricles Santos Matos No. USP 5200617 Curso ECA: Turismo Dados do Intercâmbio Universidade:_Universidade de Coimbra Curso: Turismo, Lazer e Patrimônio Período:

Leia mais

coleção Conversas #14 - outubro 2014 - e r r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #14 - outubro 2014 - e r r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. não Eu Não r que o f existe coleção Conversas #14 - outubro 2014 - a z fu e r tu r uma fa o para c ul m d im ad? e. Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A Coleção

Leia mais

PROVA DE HISTÓRIA 2 o TRIMESTRE 2012

PROVA DE HISTÓRIA 2 o TRIMESTRE 2012 PROVA DE HISTÓRIA 2 o TRIMESTRE 2012 PROFa. FLÁVIA N ME N o 6 o ANO Nos anos 80 quando esta professora tinha a sua idade! passava na televisão um seriado chamado Viajantes do Tempo. A ideia do seriado

Leia mais

SAMUEL, O PROFETA Lição 54. 1. Objetivos: Ensinar que Deus quer que nós falemos a verdade, mesmo quando não é fácil.

SAMUEL, O PROFETA Lição 54. 1. Objetivos: Ensinar que Deus quer que nós falemos a verdade, mesmo quando não é fácil. SAMUEL, O PROFETA Lição 54 1 1. Objetivos: Ensinar que Deus quer que nós falemos a verdade, mesmo quando não é fácil. 2. Lição Bíblica: 1 Samuel 1 a 3 (Base bíblica para a história o professor) Versículo

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 109 Discurso na cerimónia de comemoração

Leia mais

A CRIAÇÃO DE DEUS. 2003 Igreja de Deus Unida, uma Associação Internacional

A CRIAÇÃO DE DEUS. 2003 Igreja de Deus Unida, uma Associação Internacional A CRIAÇÃO DE DEUS 2003 Igreja de Deus Unida, uma Associação Internacional A história que nós ouvimos frequentemente como a história da criação é realmente uma história da re-criação. Há muitos anos entre

Leia mais

PROVA de HISTÓRIA 2ª ETAPA do VESTIBULAR 2006. Questão 01 II) Leia, atentamente, o trecho abaixo e responda ao que se pede:

PROVA de HISTÓRIA 2ª ETAPA do VESTIBULAR 2006. Questão 01 II) Leia, atentamente, o trecho abaixo e responda ao que se pede: PROVA de HISTÓRIA 2ª ETAPA do VESTIBULAR 2006 (cada questão desta prova vale até cinco pontos) Questão 01 Leia, atentamente, o trecho abaixo e responda ao que se pede: Para o filósofo grego Platão, nenhuma

Leia mais

O Rio Grande se vê no espelho

O Rio Grande se vê no espelho O Rio Grande se vê no espelho Fotografias reunidas em livro apresentam um Estado diferente do que é imaginado pelos visitantes O Rio Grande do Sul é, com freqüência, contraposto ao resto do Brasil como

Leia mais

Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008

Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008 Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008 Conteúdos Ano Lectivo Período Lectivo Tema A-A península Ibérica: dos primeiros povos à formação

Leia mais

Estatuto do Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de ONGs

Estatuto do Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de ONGs Estatuto do Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de ONGs Preâmbulo O Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de ONGs (FIP) foi criado em outubro de 2008, em Paris, pelo conjunto de 82 plataformas

Leia mais

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE Conceitos Diversos Estado É uma organização políticoadministrativa da sociedade. Estado-nação - Quando um território delimitado é composto de um governo e uma população

Leia mais

O CIRCO E OS DIREITOS HUMANOS

O CIRCO E OS DIREITOS HUMANOS O CIRCO E OS DIREITOS HUMANOS Evandro Marcelo da Silva 1 - PUCPR Kauana Domingues 2 PUCPR Edinéia Aranha 3 Grupo de Trabalho Educação e Direitos Humanos Agência Financiadora: não contou com financiamento

Leia mais

EXPEDIENTE RELIZAÇÃO: PREFEITURA DE SANTO ANDRÉ PREFEITO: JOÃO AVAMILENO VICE-PREFEITA: IVETE GARCIA

EXPEDIENTE RELIZAÇÃO: PREFEITURA DE SANTO ANDRÉ PREFEITO: JOÃO AVAMILENO VICE-PREFEITA: IVETE GARCIA EXPEDIENTE RELIZAÇÃO: PREFEITURA DE SANTO ANDRÉ PREFEITO: JOÃO AVAMILENO VICE-PREFEITA: IVETE GARCIA SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL: CLEUZA REPULHO APOIO: Instituto Castanheira de Ação

Leia mais

A expansão da América Portuguesa

A expansão da América Portuguesa 8 ANO A/B RESUMO DA UNIDADE 1 DISCIPLINA: HISTÓRIA PROFESSORA: SUELEM *Os índios no Brasil A expansão da América Portuguesa Violência contra os povos indígenas; - Doenças, trabalho forçado; - Foram obrigados

Leia mais

Colonização da América do Norte Formação dos Estados Unidos

Colonização da América do Norte Formação dos Estados Unidos Colonização da América do Norte Formação dos Estados Unidos A ocupação da América do Norte foi marcada por intensos conflitos entre ingleses e indígenas da região. Duas companhias de comércio foram autorizadas

Leia mais

REFORMA E CONTRARREFORMA. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista de Montes Claros

REFORMA E CONTRARREFORMA. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista de Montes Claros REFORMA E CONTRARREFORMA Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista de Montes Claros INTRODUÇÃO A Reforma Religiosa e o Renascimento ocorreram na mesma época e expressam a grande renovação de ideias

Leia mais

ELEIÇÕES REGIONAIS ELEIÇÃO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA

ELEIÇÕES REGIONAIS ELEIÇÃO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA ELEIÇÕES REGIONAIS 2 0 1 5 ELEIÇÃO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA O que é uma eleição? Uma eleição é quando votamos para escolher quem nos vai representar e falar em nosso nome.

Leia mais

1530 O regime de capitanias hereditárias é instituído por D. João III. Primeira expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Sousa.

1530 O regime de capitanias hereditárias é instituído por D. João III. Primeira expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Sousa. Vera, Use a seguinte legenda: Amarelo: o documento para o link encontra-se neste site: http://www.info.lncc.br/wrmkkk/tratados.html Rosa: o documento para o link encontra-se neste site: http://www.webhistoria.com.br

Leia mais

Portugal na Grande Guerra de 1914-1918. o soldado desconhecido de África é bem mais desconhecido que o da Flandres (Arrifes, 2004: 27) 1

Portugal na Grande Guerra de 1914-1918. o soldado desconhecido de África é bem mais desconhecido que o da Flandres (Arrifes, 2004: 27) 1 Portugal na Grande Guerra de 1914-1918 Nuno Lemos Pires o soldado desconhecido de África é bem mais desconhecido que o da Flandres (Arrifes, 2004: 27) 1 Portugal participou na Grande Guerra em cinco grandes

Leia mais

REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N DE 2014. (Do Sr. Izalci)

REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N DE 2014. (Do Sr. Izalci) REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO N DE 2014 (Do Sr. Izalci) Requer informações ao Ministro da Educação Senhor José Henrique Paim sobre o retorno ao País de bolsistas ligados ao Programa Ciência Sem Fronteiras.

Leia mais

7 DE SETEMBRO INDEPENDENCIA DO BRASIL

7 DE SETEMBRO INDEPENDENCIA DO BRASIL 7 DE SETEMBRO INDEPENDENCIA DO BRASIL A HISTÓRIA... A Independência do Brasil éum dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política.

Leia mais