CICLOS SISTÊMICOS DE ACUMULAÇÃO ARRIGHIANOS E A CRISE ECONÔMICA DE 2008: SERÁ O FIM DO CICLO NORTE-AMERICANO?

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1 volume 2 (2009) - ISSN DIÁLOGO E INTERAÇÃO CICLOS SISTÊMICOS DE ACUMULAÇÃO ARRIGHIANOS E A CRISE ECONÔMICA DE 2008: SERÁ O FIM DO CICLO NORTE-AMERICANO? Mestrando Luiz Carlos de Santana Ribeiro (UFBA) 1 RESUMO: Ao longo do desenvolvimento histórico do capitalismo, observou-se a formação de quatro ciclos sistêmicos de acumulação (CSA), cada qual liderado por uma nação hegemônica com um determinado padrão tecnológico e características políticas, econômicas e sociais distintas. Cada ciclo era constituído por uma fase de expansão material, declínio, crise sinalizadora, caos sistêmico e transição para um novo ciclo. Nesse sentido, o objetivo do presente artigo é realizar uma breve revisão da literatura sobre os CSA, de Arrighi, explicar o início da crise atual e revelar a fragilidade da economia americana perante a crise econômica, indicando a crise terminal do quarto ciclo e o possível surgimento de uma nova nação hegemônica, iniciando o quinto CSA. PALAVRAS-CHAVE: Ciclos sistêmicos de acumulação. Crises. Nações hegemônicas. ABSTRACT: Throughout the historical development of capitalism, there was the formation of four systemic cycles of accumulation (SCA), each headed by a hegemonic nation with a particular technological standard features and political, economic and social separate. Each cycle was composed of a phase of material expansion, decline, crisis signaling, systemic chaos and transition to a new cycle. Accordingly, the purpose of this paper is to conduct a brief literature review on the CSA of Arrighi, explaining the beginning of the current crisis and to the "fragility" of the U.S. economy before the economic crisis, indicating the terminal crisis of the fourth cycle and the possible emergence of a new hegemonic nation, starting the fifth CSA. KEYWORDS: Systemic cycles of accumulation. Crisis. Hegemonic nations. 1. INTRODUÇÃO Ao longo da história, observou-se a formação de ciclos sistêmicos de acumulação 2 (CSA), cada qual com características políticas, econômicas e sociais distintas. Em cada ciclo, identificou-se também certo tipo de padrão tecnológico, além da liderança de uma nação hegemônica. De acordo com Arrighi (1996), houve quatro ciclos sistêmicos. O primeiro liderado pelas cidades italianas, com destaque para Gênova e Veneza, sendo substituída depois pela Holanda, Inglaterra e, finalmente, Estados Unidos. Cada CSA teve sua fase de desenvolvimento, com a hegemonia de uma respectiva nação durante um determinado período histórico, até este ciclo ser abalado por uma crise sinalizadora, seguido por uma fase de transição, na qual outra nação se torna hegemônica, iniciando um novo ciclo. 1 Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Sergipe (2007). Atualmente é mestrando em economia pela Universidade Federal da Bahia (2008), bolsista CAPES e Professor Substituto do corpo docente da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia. 2 Este artigo seguirá a metodologia de ciclos sistêmicos de acumulação desenvolvida por Giovanni Arrighi em seu livro O Longo Século XX.

2 Seguindo esta lógica, atualmente, a economia mundial encontra-se no seu quarto ciclo sistêmico de acumulação, tendo como nação hegemônica os Estados Unidos. Entretanto, sabe-se que a comunidade econômica internacional está enfrentando a maior crise econômica de todos os tempos, iniciada em 2008, superando até mesmo a Crise de A atual crise, por sua vez, iniciou-se no mercado imobiliário americano e foi caracterizada, inicialmente, pelo seu forte aspecto financeiro. A partir deste contexto econômico atual, de grave crise econômica, será que o quarto ciclo sistêmico de acumulação já não está em sua fase de crise terminal? Além disto, qual seria a próxima nação hegemônica que substituiria os Estados Unidos e iniciaria um novo ciclo? Com isso, o objetivo do presente artigo é realizar uma breve revisão da literatura sobre os CSA de Arrighi, com destaque para transição Inglaterra - Estados Unidos, explicar o início da crise atual e revelar a fragilidade da economia americana perante a crise econômica, indicando uma crise terminal do quarto ciclo e o possível surgimento de uma nova nação hegemônica, iniciando o quinto CSA. Para tanto, além desta introdução, este artigo foi dividido em três seções. A primeira seção trata dos ciclos sistêmicos de acumulação. A segunda seção discute o surgimento da crise atual e explica algumas das suas peculiaridades. Já a terceira seção aborda o surgimento de uma possível nação hegemônica, a qual iniciará o quinto ciclo. Por fim, são tecidas as considerações finais. 2. OS CICLOS SISTÊMICOS DE ACUMULAÇÃO O objetivo desta seção é explicar as características inerentes a cada um dos quatro ciclos sistêmicos de acumulação, salientando-se questões como o padrão tecnológico de cada ciclo, contexto histórico, crise sinalizadora e fase transitória e o surgimento de um novo CSA. Para tanto, primeiramente, precisa-se contextualizar teoricamente esta temática. O entendimento da obra de Arrighi aborda uma análise analítica que se assemelha aos estudos do sistema mundo de Wallerstein, e com teorias desenvolvidas por Braudel sobre a estruturação da economia em três pilares: vida material, mercado e antimercado e, sobre sua percepção do capital como cúmplice que depende e que se confunde com o mercado (WANDERLEY, 2009). Giovanni Arrighi, em sua análise, tenta entender a expansão financeira da década de 70 englobando todo o desenvolvimento do capitalismo como sistema social histórico. Para isso, ele dá atenção às estruturas deste sistema e faz uso da idéia braudeliana sobre expansões financeiras como última etapa de grandes desenvolvimentos. A expansão financeira vai ser uma característica da fase de maturação de um determinado sistema capitalista (ARRIGHI, 1996). Para Arrighi, o processo de geração e desenvolvimento do capitalismo ocorreu a partir de uma trajetória caótica, isto é, não linear, inserido em estruturas inalteráveis e relações permanentes. Existia um dinamismo concomitantemente contínuo (longa duração) e descontínuo devido às inovações nas estruturas e relações (ARIENTI e FILOMENTO, 2007). Para a definição de CSA, Arrighi fundamenta-se em Braudel e recorre ao esquema DMD, de Marx para realizar uma analogia da flexibilização do capital, a partir

3 da caracterização de expansão financeira e, com isso, criar o conceito de CSA. Arrighi afirma: O aspecto central deste padrão é a alternância de épocas de expansão material (fases DM de acumulação de capital) com fases de renascimento e expansão financeiros (fases MD ). Nas fases de expansão material, o capital monetário coloca em movimento uma massa crescente de produtos (que inclui a força de trabalho e dádivas da natureza, tudo transformado em mercadoria); nas fases de expansão financeira, uma massa crescente de capital monetário liberta-se de sua forma mercadoria, e a acumulação prossegue através de acordos financeiros (como na fórmula abreviada de Marx, DD ). Juntas, essas duas épocas, ou fases, constituem um completo ciclo sistêmico de acumulação (ARRIGHI, 1996: 06). Portanto, cada CSA é constituído por uma fase de expansão material, na qual a esfera produtiva representa a maior parcela de reprodução do capital, e uma fase de expansão financeira, na qual o setor financeiro é responsável pela maior parcela de acumulação do capital. Em outras palavras, as expansões financeiras são tomadas como sintomáticas de uma situação em que o investimento da moeda na expansão do comércio e da produção não mais atende, com tanta eficiência quanto as negociações puramente financeiras, ao objetivo de aumentar o fluxo monetário que vai para a camada capitalista. (ARRIGHI, 1996: 08). Neste sentido, a idéia de ciclos sistêmicos de acumulação remete a momentos distintos ao longo da história de regimes de acumulação do capitalismo, em que a composição destes regimes era dada da seguinte forma: fases de ascensão, desenvolvimento e fim. Além disso, cada um deles tinha uma nação hegemônica. Desta forma, Arrighi identificou a existência de quatro CSA ao longo da história de desenvolvimento do capitalismo: Cada qual caracterizado por uma unidade fundamental do agente e estrutura primários dos processos de acumulação de capital em escala mundial: um ciclo genovês, do século XV o início do século XVII; um ciclo holandês, do fim do século XVI até decorrida a maior parte do XVIII; um ciclo britânico, da segunda metade do século XVIII até o início do século XX; e um ciclo norte americano, iniciado no fim do século XIX e que prossegue na atual fase de expansão financeira (ARRIGHI, 1996: 06). Dada uma contextualização teórica a respeito dos ciclos sistêmicos de acumulação arrighianos, dar-se-á continuidade a este estudo abordando, de maneira breve, as características específicas e inerentes a cada um dos ciclos. Para melhorar a forma de organização do presente trabalho, foram criadas quatro subseções, de acordo com cada ciclo sistêmico de acumulação. 1.1 Ciclo Sistêmico de Acumulação Genovês O primeiro e o segundo CSA têm como eixo histórico o final do período medieval e o início do período moderno. Vários aspectos contribuíram para o processo de desenvolvimento desta época, entre eles: diversas invenções como microscópio, telescópio, prensa móvel etc. o que, por sua vez, incrementaram a base técnica e científica; expansão do comércio marítimo; reforma religiosa e a nova cultura do período renascentista (WANDERLEY, 2009).

4 Nesse contexto, o primeiro ciclo foi concentrado nas cidades italianas com destaque para Gênova, Veneza, Florença e Milão. Essas cidades basearam-se em quatro aspectos. Primeiramente, formaram um sistema puramente capitalista de gestão estatal e da guerra. O poder estatal era representado rigorosamente por uma oligarquia mercantil capitalista e qualquer aquisição territorial tinha meramente o objetivo de aumentar o lucro comercial desta oligarquia que comandava o Estado. Do ponto de vista da guerra, houve inserção do soldo militar, o que contribuiu para a diminuição dos custos da guerra e gerou mercado. O aspecto diplomático, através da busca de informação e conhecimento. E por último, o aspecto político, no sentido de equilíbrio de poder entre as cidades italianas, evitando a intervenção territorialista (ARRIGHI, 2006 e WANDERLEY, 2009). A efetivação do primeiro ciclo ocorre com a expansão e o declínio comercial dos séculos XIII e XIV seguido pela expansão das finanças. Este ciclo foi marcado por uma fase de expansão material e comercial com equilíbrio competitivo, e na fase final caracterizada por uma forte concorrência que ocasionou guerras entre as cidades italianas com duração de cem anos. Esta fase de guerra caracterizou a crise sinalizadora deste ciclo. Gênova foi a principal cidade neste período 3, mas o declínio do comércio e a alta liquidez dos mercadores genovês fizeram esta cidade buscar os governos territorialistas português e espanhol no intuito de proteger e alocar seu capital, o que gerou, no século XVI, um forte grupo de banqueiros mercantis (nobili vecchi) que dominou as grandes finanças da Europa. Todavia, com os constantes conflitos na Península Ibérica, houve uma fase caótica e, consequentemente, há o surgimento de uma nova nação hegemônica, a Holanda (WANDERLEY, 2009). 1.2 Ciclo Sistêmico de Acumulação Holandês O segundo CSA, sob hegemonia da Holanda, passou a dominar, no decorrer do século XVI, o que se transformou no mercado mais estratégico da economia mundial européia. A partir disso, esta nação começa a receber um fluxo de capital financeiro considerável. O excedente do capital holandês foi utilizado no investimento de bens geradores de renda, especialmente terras, e no desenvolvimento agrícola visando à exploração comercial. Neste sentido, a grande diferença entre holandeses e italianos foi que os primeiros se transformaram numa classe rentista muito cedo. Em contraste com as cidades italianas, estas só conseguiram áreas para o desenvolvimento da agricultura com o término do período de expansão mercantil. Já a classe capitalista holandesa adquiriu esses espaços durante o próprio processo de se tornar uma nação soberana (ARRIGHI, 1996). Outra analogia que pode ser feita entre os dois primeiros ciclos é sobre a utilização do capital excedente na gestão estatal e da guerra. Logo nos primeiros conflitos contra a Espanha, os comerciantes holandeses estabeleceram uma espécie de relação política com a Inglaterra, pela qual recebia proteção em troca de tratamento especial nas atividades comerciais e financeiras. Em relação ao aspecto cultural,...assim como a Veneza e Florença do século XVI tinham sido os centros do Alto Renascimento, a Amsterdã do começo do século XVII tornou-se o centro da transição do clima renascentista...para o clima do Iluminismo (ARRIGHI, 1996: 139). 3 Para saber os fatores do destaque de Gênova ver Arrighi (1996, p ).

5 O ciclo de acumulação holandês propiciou o surgimento de vários tipos de mercantilismo, os quais se tornaram competitivos e foram destruindo aos poucos a hegemonia holandesa. Somado a isso, houve conflitos territorialista e capitalista que configuraram o caos sistêmico que foi afetado pelos seguintes acontecimentos históricos: independência americana, revolução francesa, guerras napoleônicas, conflito anglo-francês etc. Esses fatos contribuíram para o nascimento de uma nova nação hegemônica, a Inglaterra. Para tanto, o estado holandês concentrou suas forças nas altas finanças como estratégia de sobrevivência, ocasionando a mudança do centro capitalista de Amsterdã para Londres. Com isso, encerra-se o segundo ciclo e dá-se início ao terceiro CSA agora liderado pela monarquia inglesa (WANDERLEY, 2009). 1.3 Ciclo Sistêmico de Acumulação Britânico O 3º CSA, liderado pela Inglaterra, foi palco das duas primeiras Revoluções Industriais, da mecânica e da eletricidade, respectivamente. Estes fatores são muito importantes, pois representam o surgimento de novos padrões tecnológicos mundiais. Nesse período houve a introdução do conceito abstrato de livre comércio, resgatando a formulação smithiana de mão-invisível, pela qual o mercado era autoregulador. Este conceito gerou um sistema mundial denominado de imperialismo de livre comércio ou capitalismo concorrencial. Esta prática de liberalismo econômico utilizada pela Inglaterra somada à mecanização da indústria espalhou-se pelo mundo e foi tomada como referencial para o ideal de supremacia britânica (WANDERLEY, 2009). Num primeiro momento, a indústria inglesa foi abastecida pelo carvão e uso de máquinas e motores a vapor e o transporte era realizado pelas vias marítimas e férreas, contextualizando a 1ª Revolução Industrial. Durante este período, as mercadorias eram constituídas de baixo valor agregado de capital. Com o aumento da mecanização da indústria, houve um acréscimo na produção de bens de consumo, o que intensificou a competitividade e estimulou a difusão do comércio e da produção de bens de consumo pelo mundo. A partir daí, configura-se um mercado integrado internacionalmente, liderado pelo estado britânico. Por esses motivos pode-se caracterizar este período como capitalismo comercial (WANDERLEY, 2009). Num segundo momento, no fim do século XIX, a indústria passa a ser abastecida por motores elétricos e à explosão. Os processos de produção utilizam agora a eletricidade como força motriz, o que configura a 2ª Revolução Industrial. Este período é conhecido também como capitalismo monopolista. Diferentemente do período anterior, agora as mercadorias passam a agregar alto teor de capital, já que é utilizado um nível alto de bens de capital para produzir bens de consumo. Diante disso, há um grande número de exportações do capital produtivo inglês para o resto do mundo. A partir deste cenário, a Inglaterra aumentou substancialmente seus gastos públicos e expandiu significativamente a indústria de bens de capital, especialmente a siderúrgica, e mecanizou a indústria têxtil. Esses fatores contribuíram para que a indústria de bens de capital britânica se transformasse num modelo forte e autônomo de expansão capitalista (ARRIGHI, 1996). Todavia, no período entre , ocorre a Grande Depressão, acarretada pela violenta queda nos preços internacionais, o que, consequentemente, reduz a taxa de lucro industrial. Estes fatores desencorajaram os investimentos no setor produtivo, gerando uma fonte alternativa de investimentos, o financeiro. Isto configura a crise

6 sinalizadora do terceiro ciclo. Entretanto, entre , ocorre uma redução da concorrência e aumento na taxa de lucro, fazendo este período ficar conhecido como la belle époque. Em contrapartida, há aumento dos gastos militares o que acaba desembocando na Primeira Guerra Mundial e em seguida, na depressão de 1930, o que indicou o caos sistêmico e o início do quarto CSA, liderado pelos Estados Unidos (ARRIGHI, 1996). 1.4 Ciclo Sistêmico de Acumulação Norte-Americano O 4º CSA, liderado pelos Estados Unidos, foi cenário da Terceira Revolução Industrial. O padrão tecnológico passa a ser baseado na microeletrônica e automação, em que a tecnologia deixa de ser rígida e torna-se flexível, representando a transição do antigo modelo de produção Fordista para o Toyotista, baseado num intenso aparato tecnológico. Uma característica ímpar deste processo é a independência da máquina em relação ao homem, isto é, a figura do autômato, em que a máquina passar a ser o sujeito e o homem o objeto, invertendo-se os papéis observados nas revoluções anteriores. A nova ordem mundial que se configurou neste ciclo foi norteada pelas inovações tecnológicas e o acirramento da competitividade internacional. Além disso, o capital financeiro, mais precisamente, o fictício, predomina no mercado. Observou-se que durante o final do terceiro ciclo, a Inglaterra era detentora de ativos do governo americano. Todavia, com a eclosão da 1ª Guerra Mundial na Europa, os Estados Unidos passam a ser o principal fornecedor de suprimentos de guerra como matéria-prima, armas, máquinas etc. Com isso, o quadro inverte-se, ou seja, os americanos passaram a ser credores do governo britânico. Vários fatores vão contribuir para a rápida expansão americana, entre eles: seu vasto território, investimentos no exterior e uma parceira financeira com Londres, devido às grandes reservas de ouro que esta nação detinha. Porém, em outubro de 1929, ocorre a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, a Wall Street, o que ficou conhecido como a Grande Depressão de 30. Isto resultou na alta do juro, fim do padrão ouro atrelado a libra esterlina e a estagnação produtiva. A partir da década de 30, entra em vigor a política assistencialista norte-americana do New Deal aliado a reformulação da economia de mercado por meio do conceito de bem-estar social. Após a 2ª Guerra Mundial, o mundo passou por uma forte estruturação política e econômica e, na década de 40, o governo americano detinha o monopólio da liquidez internacional. A partir daí, sob a gestão do governo Roosevelt, a concepção da Doutrina Truman entra em vigor, pela qual o mundo foi dividido em dois grandes blocos: o lado ocidental, com seu modelo capitalista, liderado pelos Estados Unidos e o lado oriental, com a proposta comunista, comandado pela antiga União Soviética. Um fator marcante deste período foi o Acordo de Bretton Woods, pelo qual são criados a Organização das Nações Unidas (ONU), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BIRD). A criação do FMI significou a passagem das finanças do setor privado (Wall Street) para o público, através dos Bancos Centrais de cada país (FERRAZ, 2004). A nova ordem econômica no pós-guerra iniciou-se efetivamente pela ação do Plano Marshall, cujo objetivo era reconstruir a Europa e o Japão, estes devastados pela guerra. Na década de 70, de acordo com Rattner (1995) percebe-se uma rápida expansão e integração da economia mundial, baseado no aumento das relações comerciais e do crescimento dos investimentos externos e um substancial aumento nos investimentos financeiros, configurando o processo de globalização.

7 E é justamente o lado financeiro o fator inicial do declínio da expansão material do quarto ciclo, já que a integração financeira internacional propiciou a ida de capitais para a Europa. Analisando-se de maneira conjuntural, podem-se identificar diversos fatores que indicam a crise sinalizadora da hegemonia americana, entre eles: o fim do sistema de câmbio fixo de Bretton Woods, os dois choques de petróleo na década de 70, entre outros. Mais recentemente, em 2008, houve a explosão da maior crise econômica de todos os tempos, a qual teve início justamente no território norte-americano. Com isso, pergunta-se: este fato já não indica uma crise terminal da hegemonia americana? A próxima seção explica o surgimento desta crise a suas repercussões nos Estados Unidos e no mundo. 2. A CRISE ECONÔMICA ATUAL A atual crise econômica internacional apresentou um aspecto ímpar em sua disseminação. Ela não foi uma crise de origem periférica, ou seja, não se originou num país de terceiro mundo, pelo contrário, desencadeou-se no centro econômico mundial, na mais poderosa economia do globo, a americana. Nas palavras de Chesnais (p.4, 2008a), inverte-se a dinâmica da década passada: crise começa nas finanças (EUA) e se espraia na produção (Ásia). Esta crise atinge o último estágio do sistema capitalista altamente globalizado, o sistema financeiro. A causa primordial foi a inadimplência das hipotecas americanas, o que ocasionou a quebra de grandes bancos americanos. Isto, por sua vez, gerou um efeito em cadeia impressionante, o que só comprovou a dependência econômica de todo o mundo, em relação à economia americana. Bolsas de valores de todos os continentes despencaram e fecharam em quedas consecutivas, gerando prejuízos financeiros exorbitantes. Após as quebradeiras de bancos e redução internacional de crédito, vieram as quedas na produção, demissões em massa e recessão. O governo Bush, em diversos aspectos, não logrou bons êxitos para a economia americana. Foi um governo bastante criticado, principalmente, em relação à questão da guerra do Iraque e dos direitos humanos. Outro aspecto do seu mandato caracterizava-se pela grande liberdade concedida ao sistema financeiro, o que proporcionou fortes indícios para a geração e disseminação da crise. Para se conseguir compreender o surgimento e desencadeamento da crise nos Estados Unidos, precisa-se retroceder um pouco a alguns fatores econômicos das décadas de 80 e 90. Dois grandes eixos influenciaram diretamente o sistema financeiro americano. Primeiramente, a política monetária adotada nos EUA nos anos , apesar de resultar numa inflação doméstica muito baixa, ocasionou uma grave recessão na economia americana no início daquela década. O Federal Reserve (FED), devido a taxa de inflação baixa, decidiu também manter baixa as taxas básicas de juros ao longo de toda a década de 90. Isto, por sua vez, fez com que os bancos e financeiras apresentassem ganhos baixos devido à fixação da taxa básica. O outro eixo, tendo como 4 Neste período iniciou-se na Inglaterra e EUA a liberalização financeira, tendo como líderes Margareth Thatcher e Ronald Reagan. Este movimento propiciou o aumento da liberdade das instituições financeiras, no sentido delas escolherem onde e de que maneira operar, bem como intensificou a concorrência no sistema financeiro (CARVALHO, 2008).

8 contexto uma desregulamentação financeira, foi marcado pela intensa competitividade entre bancos e instituições financeiras (CARVALHO, 2008). Por causa desta competitividade, durante a década de 90, há uma intensa busca de novos mercados financeiros, configurando o cenário da globalização financeira. Este contexto econômico é caracterizado pela integração dos sistemas financeiros internacionais, o que provoca aumento da competitividade entre bancos e financeiras no âmbito nacional, principalmente na economia americana. A partir disto, estes agentes financeiros começaram a procurar novos mercados que lhes propiciassem maiores rendimentos. Uma destas opções de mercado foi encontrada nos países emergentes, a qual foi muito apreciada nos anos Entretanto, as consecutivas crises nos balanços de pagamentos iniciada no México em 1994 e que seguiram para Ásia, Rússia e Brasil, demonstraram que os mercados dos países emergentes eram frágeis. Com isso, a alternativa encontrada foi no próprio mercado imobiliário dos EUA, o qual se apresentava bastante promissor (op.cit., 2008). Em 2001, ocorre uma rápida e intensa expansão no mercado imobiliário americano. O FED adotou a política de redução de juros, no intuito de facilitar empréstimos e financiamentos, estimulando, desta forma, o consumo. Com isso, a demanda por imóveis aumentou substancialmente. Em 2003, a taxa de juros americana chegou ao patamar de 1% a.a. (a menor taxa desde os anos 1950). Em 2005, o mercado imobiliário americano atingiu o seu auge, investir em imóveis era um ótimo negócio, dado o aquecimento do mercado. Não é por acaso que o FED tomou estas medidas de incentivo ao consumo, mais especificamente, estimulando os financiamentos no setor imobiliário, com objetivo de re-alavancar a economia americana. Contrariamente ao que se pensam, nos Estados Unidos, os lucros gerados em bolsa de valores são a segunda fonte de enriquecimento das famílias (20%). A primeira fonte de geração de lucros é referente à comercialização de imóveis residenciais, através das hipotecas (80%) (CHESNAIS, 2008a). Contratos de hipotecas residenciais são contratos que o próprio imóvel é dado como garantia. Para financiar tais contratos, as financeiras analisavam o histórico de crédito, nível salarial e possíveis garantias do tomador de empréstimo. Tais tomadores constituíam o mercado prime de hipotecas. O termo subprime identifica pessoas que não estão habilitadas para o mercado prime. Num país como os EUA, esse contingente representava uma grande quantidade de possíveis tomadores de empréstimo, e que por possuírem risco mais elevado, deveriam pagar maiores juros, sendo tão lucrativo quanto o mercado prime (CARVALHO, 2008). Como o risco no mercado subprime era maior, já que era formado por pessoas de baixa renda e que já tinham um histórico de inadimplência, as garantias de recebimento eram pequenas, logo os lucros que incidiam nestes créditos eram maiores. As hipotecárias passaram a vender estes títulos a bancos e fundos de pensão, alegando altos rendimentos. Pouco tempo depois, os preços dos imóveis atingiram seu ponto máximo e começaram a cair. Consequentemente, o FED começou a aumentar a taxa de juros (1% - 5,35% a.a.), no intuito de tentar conter a inflação. Este fato, por sua vez, afetou diretamente o mercado imobiliário americano, fazendo com que o número de imóveis à venda aumentasse substancialmente, causando a queda brusca dos valores destes imóveis e aumentando cada vez mais a inadimplência no setor, já que, com a taxa de juros elevada as pessoas não conseguiam quitar suas dívidas (GOMES, 2008). Foram realizados um montante exorbitante de empréstimos em hipotecas subprime. Com o aumento da taxa de juros e, consequentemente, com o crescimento da

9 inadimplência, os investidores que compraram títulos baseados em hipotecas começaram a ficar receosos em não terem o retorno esperado. Eles tentaram se livrar destes papéis lastreados em hipotecas, mas não conseguiram, pois o mercado já estava temeroso. Esta tentativa, por sua vez, fez com que o valor desses papéis despencasse vertiginosamente no mercado. A partir daí, começa um efeito em cadeia, especulações fazem os valores de outros títulos também despencar, gerando um verdadeiro caos no mercado de capitais (CARVALHO, 2008). A partir daí, inicia-se um grande efeito em cadeia pelas economias de todo o mundo. Grandes bancos e instituições financeiras americanas pedem concordata e fecham suas portas, o que, por sua vez, faz despencar todas as principais bolsas de valores do mundo. Segundo Pereira (2008), o Tesouro Norte Americano cometeu um erro muito grave em não ter salvado o Lehman Brothers 5. Grandes bancos não podem quebrar, pois o risco de uma crise sistêmica é muito alto. Mesmo as medidas imediatas em resposta à crise como o pacote de U$ 700 bilhões, o salvamento da AIG 6, a política coordenada de redução de juros pelos bancos centrais e as diversas intervenções dos bancos europeus não foram suficientes para evitar a recessão. A crise atual apresentou um diferencial em relação às crises anteriores, pois hoje existe a desregulamentação das finanças entre países como também o aparato sofisticado (high-tech) dos instrumentos financeiros propiciados pelo processo de globalização financeira. As transformações geradas por este processo resultaram num alto grau de dinamismo do sistema econômico mundial, no sentido em que há rápida integração entre os mercados financeiros de todo o mundo, propiciadas pelo avanço das tecnologias de informação. Isto, por sua vez, permite a perfeita mobilidade de capital e transações instantâneas em qualquer parte do globo. Em outras palavras, o capital migra do setor produtivo para o setor financeiro, já que este setor se torna mais atrativo em termos de investimento (PEREIRA e GRISI, 1999; RATTNER, 1995). Este fato explica o porquê de uma crise num sub-segmento do setor imobiliário americano (subprime) resultou numa crise financeira mundial de grandes dimensões (FILHO e PAULA, 2008). Para Marx, crise monetária ou financeira é um modelo especial de crise, a qual tem um modo de se produzir independente e que pode influenciar diretamente a indústria e o comércio. São estas crises que tem como fator central o capital-dinheiro e que, consequentemente, se movem dentro das esferas dos bancos, bolsas de valores e finanças. Este tipo de crise é resultado da acumulação de capital-dinheiro e da formação de capital fictício (CHESNAIS, 2008b). Contudo, segundo Balanco et al (2004), no contexto do capitalismo, uma vez que o sistema se encontra em crise (cíclica), é possível ela mesma apresentar potenciais de superação, como já evidenciado pelo sistema capitalista em outros momentos históricos. Além disso, de acordo com Baeza (2008: 112): As recessões e as crises nas economias capitalistas são necessárias para restabelecer certo grau de harmonia no organismo social. Quando as alterações necessárias são muito grandes, a recessão não é suficiente e se requer uma crise. 5 Primeiro grande banco norte-americano a entrar em colapso desde o início da crise financeira. 6 Maior seguradora norte-americana. O governo americano compra quase 80% das ações desta seguradora para evitar sua falência.

10 Todavia, a questão que se emerge é a recuperação da economia mundial com a continuação hegemônica americana, ou o surgimento ao final desta grande crise de uma nova supremacia, o que para Arrighi, seria o início do quinto ciclo sistêmico de acumulação. 3. QUINTO CICLO SISTÊMICO DE ACUMULAÇÃO? Um dos sinais da crise da hegemonia americana se deu com a queda nas taxas de lucro do capital, o aumento dos salários e fatores de produção no fim dos anos 1960 e início da década de 70, o que impactou de maneira negativa na competitividade das empresas norte-americanas, sobretudo, quando novas formas de organização de base flexível começaram a atuar no Leste Asiático. Desde a reestruturação produtiva dos anos 1970 que o padrão de organização industrial fordista vem perdendo força e cede espaço para o padrão desenvolvido pelos japoneses toyotista o qual vai conquistando mercado antes dominado pelas multinacionais estadunidenses. No decorrer dos anos 1980, o Japão ultrapassa os Estados Unidos em diversos aspectos: produção, finanças e comércio, o que poderia levar ao início de um novo ciclo sistêmico de acumulação (FERRAZ, 2004). De acordo com Arrighi (1996, p. 356) a crise de superacumulação impulsionou o capital japonês por uma via de expansão transnacional que logo iria revolucionar toda a região do Leste Asiático e, quem sabe, antecipar a eventual superação do regime de acumulação norte-americano. Entretanto, o Japão não consegue se consolidar como hegemonia mundial, pois o governo norte-americano vai reafirmar sua hegemonia por meio da financeirização no início dos anos 1990, mediante seu poderio militar no sistema interestatal. Este período constituiu, fazendo uma analogia, la belle époque americana, o que corresponde do ponto de vista histórico, a um momento de recuperação da nação hegemônica entre a crise sinalizadora e o caos sistêmico. Mesmo com a crise financeira japonesa e a reafirmação da hegemonia americana, depois dos acordos de Plaza em 1985, já foi comprovado que o modelo toyotista superou o padrão fordista americano (FERRAZ, 2004). Todavia, de acordo com Wanderley (2009: 18): Não obstante, a exuberância da economia japonesa no pós-guerra e a sua significativa participação mundial na absorção de renda e capital, o que se verificou foi um alarme falso sobre a sua possibilidade de suceder os EUA, como a nova Nação hegemônica e do início de um 5º CSA. Isto se deveu ao fato dos Estados Unidos não ter seguido os padrões dos estados hegemônicos anteriores. Gênova, Holanda e Inglaterra -, pois em vez de exportar capital financeiro para o Japão, o que ocorreu foi uma atração de investimentos para a economia americana, especialmente do Japão no início da década de 80. O 4º CSA apresentou diferencial em relação aos ciclos anteriores: Primeiramente, surge um novo padrão tecnológico, baseado na microeletrônica e automação, propiciado pela Terceira Revolução Industrial, além da formação de uma nova ordem mundial, através da integração dos mercados e constituição de blocos econômicos, gerados a partir do processo de globalização. É neste cenário que se propaga a grande crise econômica do século XXI, como já explicada na seção anterior. Com isso, a questão é: Será que a atual crise econômica que se iniciou nos Estados Unidos já não representa a crise terminal do quarto ciclo de acumulação? De

11 acordo com Arrighi (1998), o padrão de acumulação capitalista dos fins do século XX começou a ir longe demais, já revelando que o capitalismo mundial, liderado pela economia americana, estaria no estágio de expansão financeira e de declínio do ciclo sistêmico. Muitos analistas, atualmente, identificam a China como melhor candidata a superar os norte-americanos devido, principalmente, ao seu substancial e sustentável crescimento econômico ao longo dos últimos anos. Já fazem menção à economia chinesa como a oficina mecânica da atualidade, no sentido da eficiência do seu sistema produtivo e da conquista de novos mercados. Todavia, a atual crise não chegou ao seu fim e, consequentemente, dificulta uma possível afirmação relacionada à consolidação de uma nova nação hegemônica. Contudo, o que se pôde observar neste contexto de crise foi uma forte intervenção do estado na economia, principalmente, nos Estados Unidos e também no Brasil. Este fato serviu para reafirmar o papel central do estado como condutor de políticas econômicas, contrariamente, ao que defende o neoliberalismo, pelo qual o estado não é eficiente e, por isso, deve intervir minimamente na economia. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS O objetivo do presente artigo foi realizar uma revisão da literatura sobre os ciclos sistêmicos de acumulação de Giovanni Arrighi e discutir a questão da crise terminal do quarto ciclo, liderado pelos Estados Unidos, dado o contexto atual de forte crise econômica. O primeiro ciclo foi liderado pelas cidades italianas, com destaque para Gênova, sendo substituído pela Holanda, que inicia o segundo ciclo. O 3º CSA tem início com a mudança do centro capitalista de Amsterdã para Londres, contemplando a Inglaterra como nação hegemônica deste ciclo, o qual foi norteado pelas duas Revoluções Industriais. A primeira, com a produção baseada no carvão e máquinas a vapor, atribuindo baixo teor de capital agregado às mercadorias, constituindo a fase de capitalismo comercial. A segunda, com a produção baseada em motores elétricos, a qual expandiu as indústrias de bens de capital, agregou alto teor de capital às mercadorias e constituiu a fase do capitalismo industrial. A hegemonia britânica difere dos ciclos anteriores por causa destas revoluções, já que a partir delas inserem-se processos mecanizados. Com o declínio deste ciclo, os Estados Unidos surgem como nação hegemônica do 4º CSA, sendo este palco para a Terceira Revolução Industrial, pela qual a tecnologia passa a ser baseada na microeletrônica e na automação. Neste ciclo há também o surgimento da globalização, configurando-se a fase do capitalismo financeiro. A partir disso, conclui-se que as diferenças estruturais entre os quatro ciclos sistêmicos de acumulação ocorreram em razão dos processos de inovações técnicas e que o capital financeiro foi o fator que conduziu as transições entre os ciclos. O 4º CSA já apresentou aspectos que identificam sua crise sinalizadora, e este trabalho levantou a questão em relação à atual crise econômica representar a fase de caos sistêmico deste ciclo. Foi discutida a possibilidade de o Japão suceder os Estados Unidos, mas foi visto que não passou de um alarme falso. Contudo, especula-se que a China seja uma forte candidata devido ao seu desempenho econômico nos últimos anos. Entretanto, os Estados Unidos já apresentam sinais de recuperação perante a crise, graças às políticas intervencionistas do estado na economia. Pode-se concluir,

12 portanto, que por mais que a economia norte-americana esteja abalada, sua hegemonia ainda não chegou ao fim. 5. REFERÊNCIAS ARIENTI, Wagner Leal; FILOMENO, Felipe Amin. Economia Política do moderno sistema mundial: as contribuições de Wallerstein, Braudel e Arrighi. Ensaios FEE, v. 8, n. 1, ARRIGHI, Giovani. O longo século XX: dinheiro, poder e as origens de nosso tempo. Rio de Janeiro: Contraponto; São Paulo: UNESP, A ilusão do desenvolvimento. 4. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, BAEZA, A.V. Recesión o crisis en EUA? O de cómo fallan los conjuros. In: Primeiro dossiê de textos marxistas sobre a crise atual. Sociedade Brasileira de Economia Política, BALANCO, Paulo, PINTO, Eduardo Costa e MILANI, Ana Maria. Crise e globalização no capitalismo contemporâneo. Alguns aspectos do debate em torno dos conceitos de Estado-nação, império e imperialismo. In: IX Encontro Nacional de Economia Política, 2004, Uberlândia. Anais do IX Encontro Nacional de Economia Política, v. CD-ROM. CARVALHO, F.C. Entendendo a recente crise financeira global. In: Dossiê da Crise. Associação Brasileira Keynesiana, novembro, CHESNAIS, François. Até onde irá a crise financeira. In: Primeiro dossiê de textos marxistas sobre a crise atual. Sociedade Brasileira de Economia Política, 2008a.. El fin de um ciclo. Alcance e rumbo de la crisis financiera. In: Primeiro dossiê de textos marxistas sobre a crise atual. Sociedade Brasileira de Economia Política, 2008b. FERRAZ, C.L. Os EUA e o bloco histórico americanista: Hegemonia, crise e estratégias de recomposição. POLITEIA: Hist. e Soc., Vitória da Conquista, v.4, n.1, p , FILHO, F.F e PAULA, L.F. Pode Ela acontecer de novo? In: Dossiê da Crise. Associação Brasileira Keynesiana, novembro, GOMES, Kristina. O início da crise financeira mundial. Diário Popular. Disponível em: Acesso em 03/maio 2009, dezembro de PEREIRA, C.B., GRISI, C.C.H. A globalização como etapa do capitalismo. In: IV SEMEAD, Outubro, 1999.

13 PEREIRA, L.C.B. Crise e recuperação da confiança. In: Dossiê da Crise. Associação Brasileira Keynesiana, novembro, RATTNER, Henrique. Globalização: Em direção a um mundo só? Estudos Avançados 9 (25), WANDERLEY, L.A. Ciclos sistêmicos de acumulação de Arrighi e padrões de tecnologias. In: XIV Encontro Nacional de Economia Política, PUC São Paulo, 2009.

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