Nas sombras de 1929: A crise financeira nos EUA

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1 Marketing Prof. Marcelo Cruz O MARKETING E A CRISE FINANCEIRA MUNDIAL Nas sombras de 1929: A crise financeira nos EUA I O Impasse Liberal (1929) Causas: Expansão descontrolada do crédito bancário; Especulação financeira; Superprodução agrícola e industrial.

2 Quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque Falência de bancos; Falência de 85 mil empresas; Queda de 85% no valor das ações ( ); Redução salarial de 60%; Desemprego: 13 milhões, somente nos EUA. Milhares de acionistas aglomeramse diante da Bolsa de Valores de Nova Iorque a espera de boas notícias que não viriam. Imagem 1 Mundialização da Crise Drástica redução do crédito dos EUA aos outros países; Elevação das tarifas alfandegárias = retração do comércio mundial;

3 O cinema e, em especial a genialidade de Charles Chaplin, criticou os efeitos da crise e a alienação produzida pelo capitalismo. Imagem 2 Brasil: Corte nos subsídios do café; Café: preços em queda e estoques elevados amontoados em armazéns das ferrovias e dos portos. Programa de reformas econômicas: frentes de trabalho, controle de crédito, financiamento das exportações, fixação do salário mínimo, limite a jornada de trabalho e ampliação da previdência social;

4 EUA, 1937: desemprego reduzido a metade, com aumento de 70% na renda. Intervalo Aproveite este momento para enviar suas dúvidas! Obras públicas tornaram prioridade e espalharamse pelo país: construíramse hospitais, 6 mil escolas e 13 mil centros de lazer, além de hidrelétricas, rodovias etc. Imagem 3

5 II Ressaca Neoliberal: A Crise Financeira de 2007/08 Pós-março 2007: 150 empresas médias e pequenas de crédito imobiliário quebram (falência) a primeira foi a New Century Financial (13 de março), incapaz de saldar suas dívidas fraudulentas; Evolução da Crise: 2002: juros baixos (1% ao ano): euforia, com dinheiro para crédito sobrando = demanda para aquisição de imóveis se aquece = elevação dos preços e os empréstimos alcançam US$ 1,5 trilhão (mais de 10% do PIB dos EUA e cerca de 3% do PIB global); Empréstimos são realizados até para pessoas de poucos recursos; 2004: aumento das taxas de juros para conter a inflação; Agosto 2007: taxa de juros chega a 5,25%; Inadimplência chega a 20% = impossibilidade de pagar as hipotecas, devido ao aumento das prestações dos imóveis = crise das hipotecas de alto risco (subprime); Aumento do número de execuções: estouro da bolha imobiliária = aumento da oferta de imóveis com a queda acelerada dos preços;

6 Investidores buscam recursos mais seguros e saem da Bolsa de Valores: maior oferta de papéis = baixo preço das ações (venda para cobrir os prejuízos com a inadimplência); Perdas de US$ 5,5 trilhões em um mês (23/07 a 21/08/07): mais de US$ 180 bilhões por dia; Não há como deter o contágio global da crise financeira oriunda da especulação acionária atrelada ao mercado imobiliário dos EUA. Reação em cadeia: população perdeu seu imóvel, bancos e financeiras não receberam pagamentos, incapacitando-as de fornecer novos empréstimos; queda no número de construção de novas casas; Pânico: intervenção estatal dos bancos centrais dos EUA, União Européia e Japão = injeção de US$ 500 bilhões; Desemprego: atinge 300 mil pessoas, somente nos EUA. O Que Está Fazendo o Governo dos EUA: Pacote de estímulo à economia (18/01/08): alívio nos impostos em US$ 168 bilhões (restituições de parte dos impostos pagos por empresas e pessoas físicas), contrariando o que o próprio governo e o Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendaram as demais nações, ou seja, cortes nas despesas do governo; Redução na taxa de juros: 3% ( ); Pretensão: aquecimento da economia, pois os juros mais baixos reduzem os valores dos financiamentos e facilitam a concessão de novos empréstimos.

7 O Fim de Uma Era Recordem a sexta-feira, 14 de março de 2008: foi o dia em que o sonho de um capitalismo de livre mercado morreu. Por três décadas avançamos na direção de sistemas financeiros movidos pelo mercado. Com sua decisão de resgatar o Bear Stearns, o Federal Reserve, instituição responsável pela política monetária dos EUA e principal defensor do capitalismo de livre mercado, decretou o fim de uma era. (...) A desregulamentação atingiu os seus limites. (Martin Wolf Financial Times / Valor, ). Intervalo Aproveite este momento para enviar suas dúvidas! Crise Financeira Mundial Pacote de 1 trilhão EUA Companhias de Hipoteca empréstimos de 8 trilhões

8 Reflexos da Crise Redução de Crédito Externo Redução Prazo de Financiamento de Veículos; Aumento do nível de critérios para concessão de crédito; Escassez de crédito para o Exportador Reflexos da Crise Fusão de Bancos Auxilio do Governo Aumento do prazo de recolhimento de impostos; Compra de carteiras de bancos com dificuldades. Natal com nível de vendas um pouco menor Aumento índice de desemprego E o Marketing Com Isso? Com os efeitos da crise há espaço para o composto de marketing? Ajustes são necessários E a marca?

9 Reflexão Qual a melhor composição, entre os 4Ps, para a melhor estratégia de gestão do composto de Marketing? Mercado Consumidor Quem consome o produto? Qual o perfil? Quais as necessidades? O que é valorizado? Quais os atributos que o produto deve ter? Lembre-se do que o Marketing Sabe Fazer Marketing NECESSIDADES Mercado

10 Qual a marca do seu produto? e Da sua empresa? Pilares da Criação de Marcas Fortes Identidade conjunto de associações. Imagem. Personalidade confiança, qualidade, segurança. A gestão da marca deve ser interna. Criar Valor Desenvolver e administrar o Composto de Marketing para CRIAR VALOR para os clientes, na busca de SEUS OBJETIVOS.

11 LOJOAS BRASILEIRAS Bamerindus Agora, será que há exemplo de quem faz bem tudo isso... Marca Mudança Composto de marketing Encantar o mercado Encontrar um espaço diferenciado Ter sucesso Mesmo na crise...lembra da estratégia do oceano azul... Agora, será que há exemplo de quem faz bem tudo isso... VÍDEO CIRQUE DU SOLEIL

12 Boa noite!!! Prof. Marcelo Cruz Referência de imagens: Imagem 1 Disponível em: < Imagem 2 Disponível em: < Imagem 3 Disponível em: < Todas as demais imagens são originárias de banco de imagens.

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