Boletimj. Manual de Procedimentos. ICMS - IPI e Outros. Piauí. Federal. Estadual. IOB Setorial. IOB Comenta. IOB Perguntas e Respostas

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1 Boletimj Manual de Procedimentos Fascículo N o 19/2014 Piauí // Federal IPI Consignação industrial // Estadual ICMS Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e Documento Auxiliar à Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) // IOB Setorial Federal Automotivo - IPI - Incentivos fiscais - Inovar-Auto - Medida Provisória nº 638/ // IOB Comenta Municipal (Teresina) Incidência do ICMS nas prestações de serviço sujeitas à incidência do ISS que tenha o fornecimento de mercadorias // IOB Perguntas e Respostas IPI Alíquota - Aplicação do princípio da anterioridade nonagesimal Importação por conta e ordem - Procedimento IOF Operações de crédito - Prazo indeterminado - Alíquota ICMS/PI PI/ICMS - Crédito extemporâneo - Apropriação PI/ICMS - Lubrificante - Alíquota Teresina/ISSQN - Construção civil - Base de cálculo - Material aplicado na obra - Dedução Veja nos Próximos Fascículos a IPI Embalagem de apresentação e de transporte a ICMS - Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e Dacte a ICMS - Escrituração Fiscal Digital (EFD)

2 2014 by IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE Capa: Marketing IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE Editoração Eletrônica e Revisão: Editorial IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE Telefone: (11) (São Paulo) (Outras Localidades) Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) ICMS, IPI e outros : IPI : consignação industrial ed. -- São Paulo : IOB Folhamatic, (Coleção manual de procedimentos) ISBN Imposto sobre Circulação de Mercadorias - Brasil 2. Imposto sobre Produtos Industrializados - Brasil 3. Tributos - Brasil I. Série CDU-34: (81) Índices para catálogo sistemático: 1. Brasil : Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços : ICMS : Direito tributário 34: (81) 2. Brasil : Imposto sobre Produtos Industrializados : IPI : Direito tributário 34: (81) Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio ou processo, sem prévia autorização do autor (Lei n o 9.610, de , DOU de ). Impresso no Brasil Printed in Brazil Boletim IOB

3 Boletimj Manual de Procedimentos a Federal IPI Consignação industrial SUMÁRIO 1. Introdução 2. Consignação industrial 3. Venda do produto 4. Devolução 5. Exemplos 6. Consideração quanto ao ICMS 1. Introdução A operação de consignação industrial é caracterizada pela remessa de produtos com a finalidade de integração ou consumo em processo industrial, cujo faturamento é processado por ocasião da utilização desses produtos pelo estabelecimento industrial destinatário. A legislação do IPI não prevê de forma expressa os procedimentos a serem adotados nas operações de consignação industrial nem concede nenhum tratamento fiscal diferenciado para essas operações. Com base nas regras comuns previstas no Regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto nº 7.212/2010, e por analogia às disposições das operações de consignação mercantil, previstas nos arts. 501 a 504, do referido Regulamento, examinaremos, neste texto, o tratamento fiscal aplicável às operações de consignação industrial. industrial, o consignante deverá emitir nota fiscal com destaque do IPI, se devido, indicando como natureza da operação Remessa em consignação e Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP) ou (ver exemplo no subitem 5.1). (RIPI/2010, arts. 35, II, e 501, I) 2.2 Destinatário A operação de consignação industrial é caracterizada pela remessa de produtos com a finalidade de integração ou consumo em processo industrial, cujo faturamento é processado por ocasião da utilização desses produtos pelo estabelecimento industrial destinatário O estabelecimento consignatário deverá registrar a nota fiscal emitida pelo fornecedor no livro Registro de Entradas com utilização do CFOP ou A escrituração será feita com direito ao crédito do IPI destacado no documento fiscal, caso a mercadoria recebida em consignação industrial seja insumo (matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagem) a ser utilizado na industrialização de produto que sairá do estabelecimento tributado pelo imposto ou ainda beneficiado com isenção, tributado à alíquota de 0% ou amparado por imunidade (exportação). (RIPI/2010, arts. 456 e 501, II; Lei nº 9.779/1999, art. 11; Instrução Normativa SRF nº 33/1999; Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 5/2006) (RIPI/2010, arts. 501 a 504) 2. Consignação industrial 2.1 Remetente Na saída de produtos de estabelecimento industrial, ou a ele equiparado, a título de consignação 2.3 Reajuste de preço Na hipótese de reajuste do preço contratado por ocasião da saída da mercadoria a título de consignação industrial, deverão ser adotados os procedimentos descritos nos subitens seguintes. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 PI 19-01

4 2.3.1 Remetente O estabelecimento consignante emitirá nota fiscal complementar, com destaque do IPI, se devido, com utilização do CFOP ou e com as seguintes indicações (ver exemplo no subitem 5.2): a) a natureza da operação: Reajuste de preço de produto em consignação - Nota Fiscal nº, de / / ; e b) o valor do reajuste. (RIPI/2010, arts. 407, XIII, e 502, I) Destinatário O estabelecimento consignatário deverá registrar a nota fiscal complementar no livro Registro de Entradas, observando o disposto no subitem 2.2. (RIPI/2010, arts. 456 e 502, II) 3. Venda do produto Por ocasião da venda (faturamento) do produto remetido em consignação industrial (no período contratado pelos estabelecimentos consignante e consignatário), o consignante deverá emitir nota fiscal sem o destaque do IPI (uma vez que esse já foi destacado na nota fiscal de remessa - conforme visto no subitem 2.1), com as seguintes indicações (veja exemplo no subitem 5.3): a) a natureza da operação: Venda ; b) o valor da operação, que será aquele correspondente ao preço do produto efetivamente vendido, incluído o valor do reajuste de preço (subitem 2.3.1), se houver; e c) a expressão Simples faturamento de mercadoria em consignação - Nota fiscal nº, de. / e (se for o caso) Reajuste de preço - Nota fiscal nº, de / /. Essa nota fiscal será escriturada no livro Registro de Saídas do emitente com utilização apenas das colunas Documento Fiscal e Observações, indicando nessa a expressão Venda em consignação - Nota fiscal nº, de / /. (RIPI/2010, arts. 459 e 503, I, parágrafo único) 4. Devolução Na devolução do produto recebido a título de consignação industrial e não utilizado no referido processo pelo consignatário (estabelecimento industrial), deverão ser adotados os procedimentos descritos nos subitens seguintes. 4.1 Remetente O estabelecimento industrial (consignatário) emitirá nota fiscal com utilização do CFOP ou 6.918, indicando (ver exemplo no subitem 5.4): a) a natureza da operação: Devolução de produto recebido em consignação ; b) o valor do produto efetivamente devolvido, sobre o qual foi pago o IPI; c) o valor do imposto, destacado na nota fiscal por ocasião da remessa em consignação; e d) a expressão Devolução (parcial ou total, conforme o caso) de produto recebido em consignação - Nota fiscal nº, de / /. Notas (1) O valor do IPI será apenas indicado no campo Informações Complementares do quadro Dados Adicionais da Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, e não destacado no campo próprio do documento. (2) Na hipótese de emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), como o sistema não permite a inclusão do valor do IPI, no campo próprio, e até que seja disponibilizada a versão 3.10 do leiaute desse documento fiscal, o recurso a ser utilizado é, a nosso ver, a indicação do respectivo valor no campo Outras Despesas Acessórias, para que os valores das parcelas correspondam ao total do documento fiscal. (RIPI/2010, arts. 231, caput, I, 416, XIV e 504, caput, I; Manual de Orientação do Contribuinte - NF-e, versão 5.0, Anexo I, item 246; Nota Técnica 2013/005, versão 1.03, itens 3.5 e 3.16, B ) Solução de Consulta - Receita Federal A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), por meio da Solução de Consulta, a seguir transcrita, entende que a operação de devolução acobertada por NF-e deva ser emitida em conformidade com os arts. 231, I, e 416, XIV do RIPI/2010, ou seja, com indicação do valor do IPI no campo Informações Complementares do documento fiscal: MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 5 de 21 de Janeiro de PI Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

5 ASSUNTO: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI EMENTA: DEVOLUÇÃO DE PRODUTOS. EMISSÃO DE NOTA FISCAL ELETRÔNICA. A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é um documento de existência apenas digital e que contém os mesmos dados da Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, emitida em papel e a qual substitui. Assim sendo, na operação de devolução de produtos que for acobertada por NF-e e seu documento auxiliar DANFE -o qual acompanha os produtos devolvidos -, o estabelecimento que fizer a devolução deverá emitir tais documentos em conformidade com o disposto no art. 231, inciso I, c/c art. 416, inciso XIV, do Ripi/2010. Embora a Receita Federal tenha se pronunciado na forma ora descrita, em face da validação de regras de negócios da NF-e, constante do item do Manual de Orientação do Contribuinte, versão 5.0, se o total do documento apresentar valor diverso da soma dos valores que o compõe, o sistema informa o status de rejeição por meio da mensagem 610, conforme segue: # Campo Regra de Validação Aplic. Msg. Efeito Descrição Erro GW16 Se NF-e de Saída (tpnf=1): -Total do vnf (id:w16) difere do somatório de: (+) vprod (id:w07) (-) vdesc (id:w10) (+) vst (id:w06) (+) vfrete (id:w08) (+) vseg (id:w09) (+) voutro (id:w15) (+) vii (id:w11) (+) vipi (id:w12) (+) vserv (id:w18) (*3) Facult. 610 Rej. Rejeição: Total da NF difere do somatório dos valores compõe o valor Total da NF (NT 2011/005) Desse modo, para evitar o impasse existente entre as disposições do RIPI/2010 e as do Manual de Orientação da NF-e, versão 5.0, entendemos que o valor do IPI nas operações de devolução poderá ser lançado no campo Outras Despesas Acessórias desse documento fiscal, conforme mencionado na nota 2, do subitem 4.1. (RIPI/2010, arts. 231, I, e 416, XIV; Solução de Consulta RFB nº 5/2011) Devolução simbólica O consignatário deverá emitir nota fiscal indicando, além dos demais requisitos, como natureza da operação, a expressão Devolução simbólica de mercadoria recebida em consignação - CFOP ou e no campo Informações Complementares, a expressão Nota fiscal emitida em função de venda de mercadoria recebida em consignação industrial, pela nota fiscal nº, de / /. No que se refere à emissão de NF-e, convém examinar os subitens 4.1 e anteriores. (RIPI/2010, art. 503, II, b ) 4.2 Destinatário O estabelecimento destinatário da devolução (consignante) deverá escriturar a nota fiscal de devolução no livro Registro de Entradas, utilizando o CFOP ou 2.918, creditando-se do valor do IPI indicado na nota fiscal emitida pelo consignatário. (RIPI/2010, arts. 229, 231, caput, II, 456 e 504, caput, II) Devolução simbólica O estabelecimento destinatário da devolução (consignante) deverá escriturar a nota fiscal de devolução simbólica, no livro Registro de Entradas, utilizando o CFOP ou 2.919, e creditando-se do valor do IPI indicado na nota fiscal emitida pelo consignatário. (RIPI/2010, arts. 229, 231, caput, II, 456 e 504, caput, II) Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 PI 19-03

6 5. Exemplos 5.1 Remessa em consignação industrial PI Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

7 5.2 Reajuste de preço Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 PI 19-05

8 5.3 Venda PI Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

9 5.4 Devolução Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 PI 19-07

10 5.5 Devolução simbólica 6. Considerações quanto ao ICMS Os contribuintes deverão observar a legislação do ICMS vigente no Estado onde se realizar a operação, em especial quanto à emissão de nota fiscal de devolução simbólica, no último dia de cada mês, das mercadorias efetivamente utilizadas ou consumidas no processo industrial, além da possibilidade de aplicação dos procedimentos previstos no Protocolo ICMS nº 52/2000 nas operações interestaduais, pelas Unidades da Federação signatárias. (Protocolo ICMS nº 52/2000) N PI Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

11 a Estadual ICMS Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e Documento Auxiliar à Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) SUMÁRIO 1. Introdução 2. Conceito e utilização 3. Credenciamento 4. Termo inicial para obrigatoriedade de utilização 5. Leiaute para a emissão 6. Arquivo digital e a sua utilização como documento fiscal 7. Elementos para a concessão de autorização de uso 8. Transmissão 9. Consulta 10. Cancelamento 11. Inutilização 12. Correção Eletrônica (CC-e) 13. Registro de passagem eletrônico da operação interestadual de mercadoria ou relativa ao comércio exterior 14. Eventos 15. Documento Auxiliar à Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) 16. Prazo de manutenção da NF-e 17. Problemas técnicos - Contingência 18. Modelo do Danfe 1. Introdução São 2 as espécies de obrigação tributária pertinentes ao ICMS: a obrigação principal, pela qual se exige do contribuinte o pagamento do tributo, e a obrigação acessória, pela qual o contribuinte presta informações positivas ou negativas, no interesse da arrecadação ou da fiscalização do imposto, como a emissão de notas fiscais, que poderá ser feita pelos meios previstos na legislação e, até mesmo, eletronicamente. Neste procedimento, trataremos das observações do contribuinte para a utilização da NF-e no Estado do Piauí, em virtude da disciplina contida no RICMS-PI/ Conceito e utilização Considera-se NF-e o documento emitido e armazenado eletronicamente, de existência apenas digital, com o intuito de documentar operações e prestações, cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e autorização de uso pela administração tributária da Unidade da Federação do contribuinte, antes da ocorrência do fato gerador. A NF-e poderá ser utilizada pelos contribuintes do ICMS e do IPI em substituição: a) à Nota Fiscal modelo 1 ou 1-A; b) à Nota Fiscal de Produtor, modelo 4; c) à Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2; d) ao Cupom Fiscal, emitido por equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF). Nota Fiscal de Produtor, modelo 4, somente pelos contribuintes que possuem inscrição estadual e estejam inscritos no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Quando a NF-e for emitida em substituição: a) Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, ou à Nota Fiscal de Produtor, modelo 4, será identificada pelo modelo 55; b) Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, ou ao Cupom Fiscal emitido por equipamento ECF, será identificada pelo modelo 65. (RICMS-PI/2008, art. 370) 3. Credenciamento Para a emissão da NF-e, o contribuinte cadastrado no Estado do Piauí deverá solicitar, previamente, seu credenciamento à Secretaria da Fazenda do Estado do Piauí (Sefaz/PI). O contribuinte credenciado para a emissão de NF-e deverá observar, no que couber, as disposições relativas à emissão de documentos fiscais por sistema eletrônico de processamento de dados, constantes dos Convênios nºs 57 e 58/1995 e em legislação superveniente. (RICMS-PI/2008, art. 371) Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 PI 19-09

12 3.1 Procedimentos, obrigações e impedimentos relativos ao credenciamento Para o credenciamento, o contribuinte deverá adotar os seguintes procedimentos: a) solicitar, através do a autorização para o acesso ao ambiente de testes do Sistema NF-e, conforme o modelo a seguir: Os contribuintes não obrigados à emissão da NF-e que optarem pelo uso do Sistema NF-e deverão credenciar-se conforme as instruções contidas neste item, desde que sejam usuários de sistema eletrônico de processamento de dados, nos termos dos Convênios ICMS nºs 57 e 58/1995. O contribuinte que for obrigado à emissão de NF-e será credenciado pela administração tributária, ainda que não atenda ao disposto no Convênio ICMS nº 57/1995. É vedada a emissão de Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, ou da Nota Fiscal de Produtor, modelo 4, por contribuinte credenciado à emissão de NF-e, modelo 55, exceto quando a legislação estadual assim permitir. (RICMS-PI/2008, arts. 372 a 375) b) enviar à Sefaz/PI os 5 Documentos Auxiliares da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) expedidos durante a realização de testes para a emissão de NF-e, visando à avaliação da conformidade destes com o estabelecido no RICMS-PI/2008, art Nota O art. 377 do RICMS-PI/2008 dispõe sobre o leiaute estabelecido para a emissão da NF-e, conforme descrito no item 5 deste texto. Os arquivos enviados ao ambiente de testes do Sistema NF-e não têm valor fiscal. Somente será autorizado o acesso do contribuinte ao Sistema de Recepção de NF-e após a aprovação, pela Sefaz, dos Danfe enviados para avaliação. Os Danfe referentes aos testes para emissão de NF-e deverão ser enviados por via postal, em envelope com o título Danfe, para o seguinte endereço: Secretaria da Fazenda do Estado do Piauí - Unidade de Fiscalização - Coordenação de Automação Comercial - Av. Pedro Freitas, s/nº, Centro Administrativo, Bloco C, 2º andar, CEP Teresina/Piauí. O credenciamento para o uso de NF-e será efetuado para cada estabelecimento do contribuinte. 4. Termo inicial para obrigatoriedade de utilização O RICMS-PI/2008, em seus arts. 376 e seguintes, elencou os contribuintes e as respectivas datas em que a utilização da NF-e tornou-se obrigatória e, ainda, discriminou as hipóteses em que não se aplica a referida exigência. (RICMS-PI/2008, art. 376) 5. Leiaute para a emissão A NF-e deverá ser emitida com base em leiaute estabelecido no Manual de Orientação do Contribuinte, por meio de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela administração tributária, observadas as seguintes formalidades: a) o arquivo digital da NF-e deverá ser elaborado no padrão Extended Markup Language (XML); b) a numeração da NF-e será sequencial, de 1 a , por estabelecimento e por série, devendo ser reiniciada quando atingido esse limite; c) a NF-e deverá conter um código numérico, obtido por meio de algoritmo fornecido pela administração tributária, que comporá a chave de acesso de identificação da NF-e juntamente com o CNPJ do emitente, o número e a série da NF-e; PI Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

13 d) a assinatura digital da NF-e, certificada por entidade credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), contendo o número do CNPJ de qualquer estabelecimento do contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital; e) a identificação das mercadorias comercializadas com a utilização da NF-e deverá conter o seu correspondente código estabelecido na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM): e.1) nas operações: e.1.1) realizadas por estabelecimento industrial ou a ele equiparado, nos termos da legislação federal; e.1.2) de comércio exterior. e.2) nos demais casos, a partir de 1º Nas operações não alcançadas pela letra e.2, será obrigatória somente a indicação do correspondente capítulo da NCM. (RICMS-PI/2008, art. 377, I a V, 7º) 5.1 Instituição do conteúdo e descrição dos leiautes Foram instituídos: a) o leiaute que descreve o conteúdo do arquivo da NF-e a que se refere a cláusula terceira do Ajuste Sinief nº 7/2005, constante no Anexo C do RICMS-PI/2008; b) o leiaute do Danfe a que se refere a cláusula nona do Ajuste Sinief nº 7/2005, constante no Anexo CI do RICMS-PI/2008; c) os leiautes que descrevem o conteúdo dos arquivos do Pedido de Concessão de Autorização de Uso, do Pedido de Cancelamento e do Pedido de Inutilização de NF-e a que se refere o parágrafo único da cláusula quinta, o 1º das cláusulas décima terceira e décima quarta, respectivamente, do Ajuste Sinief nº 7/2005, constante no Anexo CII do RICMS-PI/2008. A documentação técnica complementar e o esquema de validação dos arquivos no formato XML serão publicados e atualizados no site do Conselho de Política Fazendária (Confaz), confaz. Para efeitos da geração do código numérico a que se refere a letra c, na hipótese de a NF-e não possuir série, o campo correspondente deverá ser preenchido com zeros. (RICMS-PI/2008, art. 377, 4º a 6, Anexos C a CII) 5.2 Seriação O contribuinte poderá adotar séries distintas para a emissão da NF-e. As séries serão designadas por algarismos arábicos, em ordem crescente, sendo vedada a utilização do algarismo zero e de subsérie. O Fisco poderá restringir a quantidade de séries. (RICMS-PI/2008, art. 377, 1º a 3º) 5.3 Código de Detalhamento do Regime e da Situação Deverão ser indicados, na NF-e, os seguintes Códigos de Detalhamento do Regime e da Situação: a) Código de Regime Tributário (CRT); b) Código de Situação da Operação no Simples Nacional (CSON). (RICMS-PI/2008, art. 377, 8º, Anexo CCLXXXI) 6. Arquivo digital e a sua utilização como documento fiscal O arquivo digital da NF-e só poderá ser utilizado como documento fiscal depois de: a) ser transmitido, via Internet, por meio de protocolo de segurança ou criptografia, à administração tributária; b) ter seu uso autorizado mediante Autorização de Uso da NF-e. Ainda que formalmente regular, não será considerada documento fiscal idôneo a NF-e emitida ou utilizada com dolo, fraude, simulação ou erro que possibilite o não pagamento do imposto ou qualquer outra vantagem indevida, mesmo que a terceiros. Para efeitos fiscais, os mencionados vícios atingem, igualmente, o respectivo Danfe, que também não será considerado documento fiscal idôneo. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 PI 19-11

14 A concessão da Autorização de Uso da NF-e: a) é resultado da aplicação de regras formais especificadas no Manual de Integração - Contribuinte e não implica a convalidação das informações tributárias contidas na NF-e; b) identifica, de forma única, pelo prazo decadencial estabelecido pela legislação tributária, uma NF-e através do conjunto de informações formado por CNPJ do emitente, número, série e ambiente de autorização. (RICMS-PI/2008, art. 378) 7. Elementos para a concessão de autorização de uso Previamente à concessão da Autorização de Uso da NF-e, a administração tributária analisará, no mínimo, os seguintes elementos: a) a regularidade fiscal do emitente; b) o credenciamento do emitente, para emissão de NF-e; c) a autoria da assinatura do arquivo digital da NF-e; d) a integridade do arquivo digital da NF-e; e) a observância ao leiaute do arquivo estabelecido no Manual de Integração do Contribuinte; f) a numeração do documento. O Estado do Piauí poderá, por protocolo, estabelecer que a autorização de uso será concedida mediante a utilização de ambiente de autorização disponibilizado através de infraestrutura tecnológica da Receita Federal do Brasil ou de outra Unidade da Federação. (RICMS-PI/2008, art. 380) 7.1 Resultado da análise da Autorização de Uso Do resultado da análise de que trata o item 7, a administração tributária cientificará o emitente: a) da rejeição do arquivo da NF-e em virtude de: a.1) falha na recepção ou no processamento do arquivo; a.2) falha no reconhecimento da autoria ou da integridade do arquivo digital; a.3) não credenciamento do emitente para emissão da NF-e; a.4) duplicidade de número da NF-e; a.5) falha na leitura do número da NF-e; a.6) outras falhas no preenchimento ou no leiaute do arquivo da NF-e; b) da denegação da Autorização de Uso da NF-e: b.1) em virtude de irregularidade fiscal do emitente; b.2) irregularidade fiscal do destinatário, a critério de cada unidade federada; c) da concessão da Autorização de Uso da NF-e. Após a concessão da autorização de uso, a NF-e não poderá ser alterada. Para os efeitos do exposto na letra b, considera- -se irregular a situação do contribuinte, emitente do documento fiscal ou destinatário das mercadorias, que, nos termos do RICMS-PI/2008, art. 246, estiver impedido de praticar operações na condição de contribuinte do ICMS. (RICMS-PI/2008, art. 381, I a III, 1º e 9º) Rejeição Nos casos de rejeição do arquivo digital, este não será arquivado, para consulta, na administração tributária, sendo permitida, ao interessado, nova transmissão do arquivo da NF-e, nas hipóteses das letras a.1, a.2 e a.5 do subitem 7.1. (RICMS-PI/2008, art. 381, 2º) Denegação Na hipótese de denegação da Autorização de Uso da NF-e, o arquivo digital transmitido ficará arquivado na administração tributária, para consulta, com a identificação Denegada a autorização de uso. Nesse caso, não será possível sanar a irregularidade nem solicitar nova Autorização de Uso da NF-e que contenha a mesma numeração. (RICMS-PI/2008, art. 381, 3º e 4º) PI Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

15 7.2 Protocolo de confirmação do recebimento A cientificação da análise mencionada no item 7 será efetuada via Internet, mediante protocolo disponibilizado ao emitente, ou a terceiro autorizado por ele, contendo, conforme o caso, a chave de acesso, o número da NF-e, a data e a hora do recebimento da solicitação pela administração tributária e o número do protocolo. Essa cientificação poderá ser enviada por meio de assinatura digital gerada com certificação da administração tributária ou por outro mecanismo de confirmação de recebimento. Nos casos de rejeição ou de denegação, o protocolo conterá informações que justifiquem, de forma clara e precisa, o motivo pelo qual a Autorização de Uso da NF-e não foi concedida. (RICMS-PI/2008, art. 381, 5º e 6º) 7.3 Disponibilização do arquivo eletrônico da NF-e ao destinatário Deverão, obrigatoriamente, ser encaminhados ou disponibilizados download do arquivo da NF-e e seu respectivo Protocolo de Autorização de Uso, que, no caso da NF-e, modelo 55, será obrigatoriamente: a) ao destinatário da mercadoria, pelo emitente da NF-e, imediatamente após o recebimento da autorização de uso da NF-e; b) ao transportador contratado, pelo tomador do serviço antes do início da prestação correspondente. As empresas destinatárias poderão informar o seu endereço de correio eletrônico no Portal Nacional da NF-e. Para essa finalidade, o interessado deverá observar os padrões técnicos a serem estabelecidos no Manual de Integração do Contribuinte. (RICMS-PI/2008, art. 381, 7º e 8º) 8. Transmissão A transmissão do arquivo digital da NF-e deverá ser efetuada via Internet, por meio de protocolo de segurança ou criptografia, com utilização de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela administração tributária. Concedida essa autorização, a administração tributária da Unidade da Federação do emitente deverá transmitir a NF-e à RFB e às Unidades da Federação: a) de destino das mercadorias, no caso de operação interestadual; b) onde deve ser processado o embarque de mercadoria, na saída para o exterior; c) de desembaraço aduaneiro, tratando-se de operação de importação de mercadoria ou bem do exterior; d) da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), quando a NF-e tiver como destinatário pessoa localizada nas áreas incentivadas. (RICMS-PI/2008, arts. 379 e 382, I a IV) 9. Consulta Após a concessão de Autorização de Uso da NF-e, a administração tributária da Unidade da Federação do emitente disponibilizará consulta relativa à NF-e. Essa consulta será disponibilizada na Internet, pelo prazo mínimo de 180 dias. Findo esse prazo, a consulta à NF-e poderá ser substituída pela prestação de informações parciais que a identifiquem (o número, a data de emissão, o CNPJ do emitente e do destinatário, o valor e a sua situação), que ficarão disponíveis pelo prazo decadencial. A consulta à NF-e poderá ser efetuada pelo interessado, mediante informação da chave de acesso da NF-e ou, subsidiariamente, no ambiente nacional disponibilizado pela RFB. (RICMS-PI/2008, art. 391) 10. Cancelamento Em prazo não superior a 24 horas, contado do momento em que foi concedida a Autorização de Uso da NF-e, o emitente poderá solicitar o cancelamento da respectiva NF-e, desde que não tenha havido a circulação da mercadoria ou a prestação de serviço e observados os requisitos a seguir expostos. A referida transmissão implica que seja solicitada a concessão de Autorização de Uso da NF-e. O cancelamento será efetuado por meio do registro de evento correspondente. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 PI 19-13

16 O Pedido de Cancelamento de NF-e deverá atender ao leiaute estabelecido no Manual de Orientação - Contribuinte. O emitente da NF-e deverá observar que esse cancelamento somente poderá ser efetuado mediante Pedido de Cancelamento de NF-e, transmitido pelo emitente à administração tributária que a autorizou. O Pedido de Cancelamento de NF-e deverá: a) atender ao leiaute estabelecido no Manual de Integração - Contribuinte, e a sua transmissão será efetivada via Internet, por meio de protocolo de segurança ou criptografia; b) ser assinado pelo emitente, com assinatura digital certificada por entidade credenciada pela ICP-Brasil, contendo o número do CNPJ de qualquer dos estabelecimentos do contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital. A transmissão poderá ser realizada por meio de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela administração tributária. A cientificação do resultado do Pedido de Cancelamento de NF-e será feita via Internet, mediante protocolo disponibilizado ao emitente, e deverá conter, conforme o caso, a chave de acesso, o número da NF-e, a data e a hora do recebimento da solicitação pela administração tributária e o número do protocolo, podendo ser autenticada por meio de assinatura digital gerada com certificação digital da administração tributária ou por outro mecanismo de confirmação de recebimento. A administração tributária da Unidade da Federação do emitente deverá transmitir os cancelamentos de NF-e para as outras administrações tributárias e entidades mencionadas no item 8. (RICMS-PI/2008, arts. 387 e 388) 11. Inutilização O contribuinte deverá solicitar, até o 10º dia do mês subsequente, mediante Pedido de Inutilização de Número da NF-e, a inutilização de números de NF-e não utilizados, na eventualidade de quebra de sequência da numeração da NF-e. Tal pedido deverá ser assinado pelo emitente com assinatura digital certificada por entidade credenciada pela ICP-Brasil, contendo o número do CNPJ de quaisquer dos estabelecimentos do contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital. A transmissão do pedido será efetivada via Internet, por meio de protocolo de segurança ou criptografia. A cientificação do resultado desse pedido será feita via Internet, mediante protocolo de segurança ou criptografia disponibilizado ao emitente, e deverá conter, conforme o caso, os números das NF-e, a data e a hora do recebimento da solicitação pela administração tributária da Unidade da Federação do emitente e o número do protocolo, podendo ser autenticada por meio de assinatura digital gerada com certificação digital da administração tributária ou por outro mecanismo de confirmação de recebimento. (RICMS-PI/2008, art. 389) 12. Correção Eletrônica (CC-e) Após a concessão da Autorização de Uso da NF-e, de que trata o RICMS-PI/2008, art. 381, durante o prazo estabelecido no Manual de Orientação - Contribuinte, o emitente poderá sanar erros em campos específicos da NF-e, observado o disposto no Convênio Sinief s/nº de 1970, art. 7º, 1º-A, por meio de Carta de Correção Eletrônica (CC-e), transmitida à administração tributária da Unidade da Federação do emitente. A CC-e deverá atender ao leiaute estabelecido no Manual de Orientação - Contribuinte e ser assinada pelo emitente com assinatura digital certificada por entidade credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), contendo o nº do CNPJ de qualquer dos estabelecimentos do contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital. A transmissão da CC-e será efetivada via Internet, por meio de protocolo de segurança ou criptografia. A cientificação da recepção da CC-e será feita via Internet, mediante protocolo disponibilizado ao emitente, e deverá conter, conforme o caso, a chave de acesso, o número da NF-e, a data e a hora do recebimento da solicitação pela administração tributária e o número do protocolo, podendo ser autenticada por PI Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

17 meio de assinatura digital gerada com certificação digital da administração tributária ou por outro mecanismo de confirmação de recebimento. Havendo mais de uma CC-e para a mesma NF-e, o emitente deverá consolidar, na última, todas as informações anteriormente retificadas. A administração tributária deverá transmitir a CC-e recebida às demais administrações tributárias e entidades previstas no item 8. O protocolo citado neste item não implica a validação das informações contidas na CC-e. A partir de 1º , não poderá ser utilizada carta de correção em papel para sanar erros em campos específicos de NF-e. Nota Nos termos do RICMS-PI/2008, art. 347, 5º, é permitida a utilização de CC-e para a regularização de erro ocorrido na emissão de documento fiscal, desde que o erro não esteja relacionado com: a) as variáveis que determinam o valor do imposto, como a base de cálculo, a alíquota, a diferença de preço, a quantidade, o valor da operação ou da prestação; b) a correção de dados cadastrais que implique mudança do remetente ou do destinatário; c) a data de emissão ou de saída. (RICMS-PI/2008, art. 390) 13. registro de passagem eletrônico da operação interestadual de mercadoria ou relativa ao comércio exterior Toda NF-e que acobertar operação interestadual de mercadoria ou for relativa ao comércio exterior estará sujeita ao registro de passagem eletrônico em sistema instituído por meio do Protocolo ICMS nº 10/2003, disciplinado no RICMS-PI/2008, arts a Esses registros serão disponibilizados para as Unidades da Federação de origem e de destino das mercadorias, bem como para a Unidade da Federação de passagem que os requisitarem. (RICMS-PI/2008, art. 395) 14. Eventos A ocorrência relacionada com a NF-e denomina- -se Evento da NF-e. Os eventos relacionados com uma NF-e são: a) Cancelamento (RICMS-PI/2008, art. 387); b) Carta de Correção Eletrônica (RICMS-PI/2008, art. 390); c) Registro de Passagem Eletrônico (RICMS- -PI/2008, art. 395); d) Ciência da Emissão, recebimento pelo destinatário ou pelo remetente de informações relativas à existência de NF-e em que esteja envolvido, quando ainda não existem elementos suficientes para apresentar uma manifestação conclusiva; e) Confirmação da operação, manifestação do destinatário confirmando que a operação descrita na NF-e ocorreu exatamente como informado nesta NF-e; f) Operação não realizada, manifestação do destinatário reconhecendo sua participação na operação descrita na NF-e, mas declarando que a operação não ocorreu ou não se efetivou como informado nesta NF-e; g) Desconhecimento da operação, manifestação do destinatário declarando que a operação descrita da NF-e não foi por ele solicitada; h) Registro de Saída (RICMS-PI/2008, art. 388-A); i) Vistoria Suframa, homologação do ingresso da mercadoria na área incentivada mediante a autenticação do Protocolo de Internamento de Mercadoria Nacional (PIN-e); j) Internalização Suframa, confirmação do recebimento da mercadoria pelo destinatário por meio da Declaração de Ingresso (DI); k) Declaração Prévia de Emissão em contingência (RICMS-PI/2008, art. 396); l) NF-e Referenciada em outra NF-e, registro que esta NF-e consta como referenciada em outra NF-e; m) NF-e Referenciada em CT-e, registro que esta NF-e consta em um Conhecimento Eletrônico de Transporte; Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 PI 19-15

18 n) NF-e Referenciada em MDF-e, registro que esta NF-e consta em um Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais; o) Manifestação do Fisco, registro realizado pela autoridade fiscal com referência ao conteúdo ou à situação da NF-e. Os eventos serão registrados por: a) qualquer pessoa, física ou jurídica, envolvida ou relacionada com a operação descrita na NF-e, conforme leiaute, prazos e procedimentos estabelecidos no Manual de Orientação do Contribuinte; b) órgãos da administração pública direta ou indireta, conforme leiaute, prazos e procedimentos estabelecidos na documentação do sistema da NF-e. A administração tributária responsável pelo recebimento do registro do evento deverá transmiti-lo para o Ambiente Nacional da NF-e, a partir do qual será distribuído para os destinatários especificados no RICMS-PI/2008, art Os eventos serão exibidos na consulta definida no RICMS-PI/2008, art. 391, conjuntamente com a NF-e a que se referem. Na ocorrência dos eventos abaixo indicados, fica obrigado o seu registro pelas seguintes pessoas: a) pelo emitente da NF-e modelo 55: a.1) Carta de Correção Eletrônica de NF-e; a.2) Cancelamento de NF-e; b) pelo emitente da NF-e, modelo 65, o Cancelamento de NF-e; c) pelo destinatário da NF-e, modelo 55, os seguintes eventos relativos à confirmação da operação descrita na NF-e: c.1) Confirmação da Operação; c.2) Operação não Realizada; c.3) Desconhecimento da Operação. O cumprimento exposto na letra c deverá observar o cronograma e os prazos constantes no RICMS- -PI/2008, Anexo CCLXXXI-A. O registro dos eventos descritos na letra c poderá ser exigido também de outros contribuintes que não estejam relacionados no Anexo CCLXXXI-A. (RICMS-PI/2008, arts. 391-A e 391-B) 15. documento Auxiliar à Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) O contribuinte deverá emitir o Danfe, conforme leiaute estabelecido no Manual de Orientação - Contribuinte, para uso no trânsito das mercadorias ou para facilitar a consulta da NF-e. Esse documento somente poderá ser utilizado para transitar com as mercadorias após a concessão da Autorização de Uso da NF-e ou em virtude de problemas técnicos que impeçam a geração do arquivo da NF-e. A concessão da autorização de uso será formalizada através do fornecimento do correspondente número de protocolo, o qual deverá ser impresso no Danfe, conforme definido no Manual de Orientação - Contribuinte, ressalvadas as hipóteses descritas no item 17, previstas no RICMS-PI/2008, art O Danfe utilizado para acompanhar o trânsito da mercadoria será acobertado por NF-e, após a concessão da Autorização de Uso, e será impresso em uma única via. No caso de destinatário não credenciado para emitir NF-e, a sua escrituração poderá ser efetuada com base nas informações contidas no Danfe, que deverá ser mantido pelo prazo estabelecido na legislação tributária para guarda e conservação dos documentos fiscais. (RICMS-PI/2008, art. 383, 1º a 3º) 15.1 Características do Danfe O documento deverá ser impresso em papel, exceto papel jornal, em tamanho mínimo A4, de 210 por 297 mm, e máximo ofício 2, de 230 por 330 mm, podendo ser utilizadas folhas soltas, Formulário de Segurança (FS), Formulário de Segurança para Impressão de Documento Auxiliar de Documento Fiscal Eletrônico (FS-DA), formulário contínuo ou formulário pré-impresso PI Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

19 O Danfe deverá conter código de barras, conforme padrão estabelecido no Manual de Integração - Contribuinte. Na hipótese de venda ocorrida fora do estabelecimento, o Danfe poderá ser impresso em qualquer tipo de papel, exceto papel jornal, em tamanho inferior ao A4 (210 x 297 mm), caso em que será denominado Danfe Simplificado, devendo ser observadas as definições constantes do Manual de Integração - Contribuinte. O Danfe poderá conter outros elementos gráficos, desde que estes não prejudiquem a leitura do conteúdo do documento ou do código de barras por leitor óptico. As alterações de leiaute do Danfe permitidas são as previstas no Manual de Integração - Contribuinte. Os títulos e as informações dos campos constantes no Danfe devem ser grafados de modo que seus dizeres e suas indicações estejam bem legíveis. A aposição de carimbos no Danfe, quando do trânsito da mercadoria, deve ser feita em seu verso. É permitida a indicação de informações complementares de interesse do emitente impressas no verso do Danfe, hipótese em que sempre será reservado espaço, com a dimensão mínima de 10 x 15 cm, em qualquer sentido, com a finalidade de não prejudicar a clareza dos dizeres e das indicações do documento. Os campos do Danfe deverão conter a informação das respectivas marcas XML do arquivo da NF-e, quando conhecidos no momento da solicitação de autorização de uso, não podendo ser impressas nem apostas por qualquer outro meio informações que não constem do arquivo da NF-e, ou de seu respectivo protocolo de autorização, ou do registro de saída. (RICMS-PI/2008, art. 383, 4º a 12º) 16. Prazo de manutenção da NF-e O emitente deverá manter a NF-e em arquivo digital, sob sua guarda e responsabilidade, pelo prazo estabelecido na legislação tributária, mesmo que fora da empresa, devendo ser disponibilizado para a Administração Tributária quando solicitado. O destinatário deverá verificar a validade e a autenticidade da NF-e e a existência de Autorização de Uso da NF-e. O destinatário da NF-e, modelo 55, deverá, também, manter a NF-e em arquivo digital, sob sua guarda e responsabilidade, pelo prazo estabelecido na legislação tributária, mesmo que fora da empresa e, caso não seja contribuinte credenciado para a emissão de NF-e, modelo 55, poderá, alternativamente, manter em arquivo o Danfe relativo à NF-e, modelo 55, da operação, o qual deverá ser apresentado à Administração Tributária, quando solicitado. (RICMS-PI/2008, art. 384) 17. Problemas técnicos - Contingência Quando, em decorrência de problemas técnicos, não for possível transmitir a NF-e para a Unidade da Federação do emitente ou obter resposta à solicitação de Autorização de Uso da NF-e, o contribuinte poderá operar em contingência, gerando arquivos que indiquem esse tipo de emissão, conforme definições constantes no Manual de Orientação - Contribuinte, adotando uma das seguintes alternativas: a) a transmissão da NF-e para o Sistema de Contingência do Ambiente Nacional (Scan) ou para o Sistema de Sefaz Virtual de Contingência (SVC), nos termos do RICMS-PI/2008, arts. 378 a 380; b) a transmissão da Declaração Prévia de Emissão em Contingência (DPEC - NF-e) para a RFB, nos termos do RICMS-PI/2008, art. 381; c) imprimir o Danfe em FS, observado o disposto no art. 393; d) imprimir o Danfe em FS-DA, observado o disposto em Convênio ICMS. (RICMS-PI/2008, art. 385, I a IV) 18. Modelo do Danfe Reproduzimos, a seguir, o modelo do Danfe. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 PI 19-17

20 Danfe N PI Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

21 a IOB Setorial Federal Automotivo - IPI - Incentivos fiscais - Inovar-Auto - Medida Provisória nº 638/2014 A Medida Provisória nº 638/2014 alterou diversos dispositivos da Lei nº /2012, a qual instituiu o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto), relativamente a habilitação ao regime, multa sobre o descumprimento de obrigações acessórias e consumo energético e informações, pelos fornecedores, dos valores e demais características dos produtos fornecidos aos adquirentes. O Inovar-Auto será aplicado até , data em que todas as habilitações vigentes serão consideradas canceladas e cessarão seus efeitos, exceto quanto ao cumprimento dos compromissos assumidos. Poderão habilitar-se ao Inovar-Auto: a) as empresas que produzam, no País, os produtos classificados nas posições a da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), aprovada pelo Decreto nº 7.660/2011; b) as empresas que comercializem, no País, os produtos referidos na letra a anterior; ou c) as empresas que tenham projeto aprovado para instalação, no País, de fábrica ou, no caso das empresas já instaladas, de novas plantas ou projetos industriais para produção de novos modelos desses produtos. Somente poderá habilitar-se ao regime a empresa que: a) estiver regular em relação aos tributos federais; e b) assumir o compromisso de atingir níveis mínimos de eficiência energética, conforme regulamento. Para a realização das atividades de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, diretamente ou por terceiros, e de dispêndio em engenharia, tecnologia industrial básica e de capacitação de fornecedores, diretamente ou por terceiros, serão considerados realizados no País os dispêndios com a importação, para utilização em laboratórios, de: a) softwares sem similares nacionais; e b) equipamentos e suas peças de reposição, sem similares nacionais. As peças de reposição são as adquiridas juntamente com o equipamento, cujo valor seja igual ou inferior a 10% do valor do equipamento. A verificação da similaridade será realizada nos termos estabelecidos em ato do Poder Executivo. Com vistas à promoção do desenvolvimento sustentável da indústria, os fornecedores de insumos estratégicos e de ferramentaria para as empresas habilitadas ao Inovar-Auto e seus fornecedores diretos ficam obrigados a informar aos adquirentes, nas operações de venda, os valores e as demais características dos produtos fornecidos, nos termos, limites e condições definidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O desenvolvimento sustentável da indústria refere-se ao aumento do padrão tecnológico dos veículos, especialmente, quanto à segurança veicular e a emissões veiculares. A omissão na prestação das informações solicitadas ensejará a aplicação de multa no valor de 2% sobre o valor das operações de vendas. A prestação de informações incorretas no cumprimento da obrigação ensejará a aplicação de multa 1% sobre a diferença entre o valor informado e o valor devido. A aplicação das multas, ora referidas, abrangerá as operações de venda realizadas a partir do 7º mês subsequente à definição dos termos, limites e condições definidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Vale observar, ainda, que os valores das multas relacionadas ao consumo energético de que tratam os incisos II a V do caput do art. 43 da Lei nº /2012 deverão ser depositados no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), em conta específica. (Lei nº /2012, arts. 40, 1º, 2º, 4º e 5º-A a 5º-C, 41-A, e 43, caput, II a V; Medida Provisória nº 638/2014; TIPI - Decreto nº 7.660/2011) N Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 PI 19-19

22 a IOB Comenta Municipal (teresina) Incidência do ICMS nas prestações de serviço sujeitas à incidência do ISS que tenha o fornecimento de mercadorias A Lei Complementar nº 116/2003 tem como objetivo regular o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). O ISS incide sobre a prestação dos serviços constantes da Lista anexa à Lei Complementar nº 116/2003, ainda que eles não se constituam como atividade preponderante do prestador. Entende-se que com a expressão ainda que esses não se constituam atividade preponderante do prestador ficou estabelecida uma abrangência maior ao campo de incidência do referido imposto. Observe-se, ainda, que a legislação determina que o imposto incide sobre o serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior. Cumpre ressaltar que os serviços constantes da Lista não estão sujeitos ao ICMS, exceto em relação àqueles que mencionam o fornecimento de mercadorias e quando a própria Lista assim o determine, consoante os abaixo relacionados: a) Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de construção civil, hidráulica ou elétrica e de outras obras semelhantes, inclusive sondagem, perfuração de poços, escavação, drenagem e irrigação, terraplanagem, pavimentação, concretagem e instalação e montagem de produtos, peças e equipamentos (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador de serviços fora do local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS); b) Reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas, pontes, portos e congêneres (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador dos serviços, fora do local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS); c) Colocação e instalação de tapetes, carpetes, assoalhos, cortinas, revestimentos de parede, vidros, divisórias, placas de gesso e congêneres, com material fornecido pelo tomador do serviço; d) Hospedagem de qualquer natureza em hotéis, apart-service condominiais, flat, apart- -hotéis, hotéis residência, residence-service, suite-service, hotelaria marítima, motéis, pensões e congêneres; ocupação por temporada com fornecimento de serviço (o valor da alimentação e da gorjeta, quando incluído no preço da diária, fica sujeito ao ISS); e) Lubrificação, limpeza, lustração, revisão, carga e recarga, conserto, restauração, blindagem, manutenção e conservação de máquinas, veículos, aparelhos, equipamentos, motores, elevadores ou de qualquer objeto (exceto peças e partes empregadas, que ficam sujeitas ao ICMS); f) Recondicionamento de motores (exceto peças e partes empregadas, que ficam sujeitas ao ICMS); g) Instalação e montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos, inclusive montagem industrial, prestados ao usuário final, exclusivamente com material por ele fornecido; h) Alfaiataria e costura, quando o material for fornecido pelo usuário final, exceto aviamento; i) Organização de festas e recepções; bufê (exceto o fornecimento de alimentação e bebidas, que fica sujeito ao ICMS); e j) Serviços de ourivesaria e lapidação (quando o material for fornecido pelo tomador do serviço). Ainda no campo da incidência, é importante ressaltar que o ISS incide também sobre aqueles prestados mediante a utilização de bens e serviços públicos explorados economicamente mediante autorização, permissão ou concessão, com pagamento de tarifa, preço ou pedágio pelo usuário final do serviço. (Lei Complementar nº 116/2003, art. 1º) N PI Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

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