Boletimj. Manual de Procedimentos. ICMS - IPI e Outros. Sergipe. Federal. Estadual. IOB Setorial. IOB Comenta. IOB Perguntas e Respostas

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1 Boletimj Manual de Procedimentos Fascículo N o 19/2014 Sergipe // Federal IPI Consignação industrial // Estadual ICMS Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e o Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) // IOB Setorial Federal Automotivo - IPI - Incentivos fiscais - Inovar-Auto - Medida Provisória nº 638/ // IOB Comenta Estadual ICMS - Documento fiscal em nome de outro contribuinte não permite crédito do imposto // IOB Perguntas e Respostas IPI Alíquota - Aplicação do princípio da anterioridade nonagesimal Importação por conta e ordem - Procedimento IOF Operações de crédito - Prazo indeterminado - Alíquota ICMS Imunidade, não incidência, isenção, suspensão, diferimento - Vedação de destaque do imposto Nota fiscal de saída de peça nova em substituição à defeituosa - Emissão Restituição do imposto - Direito Veja nos Próximos Fascículos a IPI Embalagem de apresentação e de transporte a ICMS - Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e Conhecimento Auxiliar de Transporte Eletrônico (Dacte) a ICMS - Escrituração Fiscal Digital (EFD)

2 2014 by IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE Capa: Marketing IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE Editoração Eletrônica e Revisão: Editorial IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE Telefone: (11) (São Paulo) (Outras Localidades) Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) ICMS, IPI e outros : IPI : consignação industrial ed. -- São Paulo : IOB Folhamatic, (Coleção manual de procedimentos) ISBN Imposto sobre Circulação de Mercadorias - Brasil 2. Imposto sobre Produtos Industrializados - Brasil 3. Tributos - Brasil I. Série CDU-34: (81) Índices para catálogo sistemático: 1. Brasil : Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços : ICMS : Direito tributário 34: (81) 2. Brasil : Imposto sobre Produtos Industrializados : IPI : Direito tributário 34: (81) Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio ou processo, sem prévia autorização do autor (Lei n o 9.610, de , DOU de ). Impresso no Brasil Printed in Brazil Boletim IOB

3 Boletimj Manual de Procedimentos a Federal IPI Consignação industrial SUMÁRIO 1. Introdução 2. Consignação industrial 3. Venda do produto 4. Devolução 5. Exemplos 6. Consideração quanto ao ICMS 1. Introdução A operação de consignação industrial é caracterizada pela remessa de produtos com a finalidade de integração ou consumo em processo industrial, cujo faturamento é processado por ocasião da utilização desses produtos pelo estabelecimento industrial destinatário. A legislação do IPI não prevê de forma expressa os procedimentos a serem adotados nas operações de consignação industrial nem concede nenhum tratamento fiscal diferenciado para essas operações. Com base nas regras comuns previstas no Regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto nº 7.212/2010, e por analogia às disposições das operações de consignação mercantil, previstas nos arts. 501 a 504, do referido Regulamento, examinaremos, neste texto, o tratamento fiscal aplicável às operações de consignação industrial. industrial, o consignante deverá emitir nota fiscal com destaque do IPI, se devido, indicando como natureza da operação Remessa em consignação e Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP) ou (ver exemplo no subitem 5.1). (RIPI/2010, arts. 35, II, e 501, I) 2.2 Destinatário A operação de consignação industrial é caracterizada pela remessa de produtos com a finalidade de integração ou consumo em processo industrial, cujo faturamento é processado por ocasião da utilização desses produtos pelo estabelecimento industrial destinatário O estabelecimento consignatário deverá registrar a nota fiscal emitida pelo fornecedor no livro Registro de Entradas com utilização do CFOP ou A escrituração será feita com direito ao crédito do IPI destacado no documento fiscal, caso a mercadoria recebida em consignação industrial seja insumo (matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagem) a ser utilizado na industrialização de produto que sairá do estabelecimento tributado pelo imposto ou ainda beneficiado com isenção, tributado à alíquota de 0% ou amparado por imunidade (exportação). (RIPI/2010, arts. 456 e 501, II; Lei nº 9.779/1999, art. 11; Instrução Normativa SRF nº 33/1999; Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 5/2006) (RIPI/2010, arts. 501 a 504) 2. Consignação industrial 2.1 Remetente Na saída de produtos de estabelecimento industrial, ou a ele equiparado, a título de consignação 2.3 Reajuste de preço Na hipótese de reajuste do preço contratado por ocasião da saída da mercadoria a título de consignação industrial, deverão ser adotados os procedimentos descritos nos subitens seguintes. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 SE19-01

4 2.3.1 Remetente O estabelecimento consignante emitirá nota fiscal complementar, com destaque do IPI, se devido, com utilização do CFOP ou e com as seguintes indicações (ver exemplo no subitem 5.2): a) a natureza da operação: Reajuste de preço de produto em consignação - Nota Fiscal nº, de / / ; e b) o valor do reajuste. (RIPI/2010, arts. 407, XIII, e 502, I) Destinatário O estabelecimento consignatário deverá registrar a nota fiscal complementar no livro Registro de Entradas, observando o disposto no subitem 2.2. (RIPI/2010, arts. 456 e 502, II) 3. Venda do produto Por ocasião da venda (faturamento) do produto remetido em consignação industrial (no período contratado pelos estabelecimentos consignante e consignatário), o consignante deverá emitir nota fiscal sem o destaque do IPI (uma vez que esse já foi destacado na nota fiscal de remessa - conforme visto no subitem 2.1), com as seguintes indicações (veja exemplo no subitem 5.3): a) a natureza da operação: Venda ; b) o valor da operação, que será aquele correspondente ao preço do produto efetivamente vendido, incluído o valor do reajuste de preço (subitem 2.3.1), se houver; e c) a expressão Simples faturamento de mercadoria em consignação - Nota fiscal nº, de. / e (se for o caso) Reajuste de preço - Nota fiscal nº, de / /. Essa nota fiscal será escriturada no livro Registro de Saídas do emitente com utilização apenas das colunas Documento Fiscal e Observações, indicando nessa a expressão Venda em consignação - Nota fiscal nº, de / /. (RIPI/2010, arts. 459 e 503, I, parágrafo único) 4. Devolução Na devolução do produto recebido a título de consignação industrial e não utilizado no referido processo pelo consignatário (estabelecimento industrial), deverão ser adotados os procedimentos descritos nos subitens seguintes. 4.1 Remetente O estabelecimento industrial (consignatário) emitirá nota fiscal com utilização do CFOP ou 6.918, indicando (ver exemplo no subitem 5.4): a) a natureza da operação: Devolução de produto recebido em consignação ; b) o valor do produto efetivamente devolvido, sobre o qual foi pago o IPI; c) o valor do imposto, destacado na nota fiscal por ocasião da remessa em consignação; e d) a expressão Devolução (parcial ou total, conforme o caso) de produto recebido em consignação - Nota fiscal nº, de / /. Notas (1) O valor do IPI será apenas indicado no campo Informações Complementares do quadro Dados Adicionais da Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, e não destacado no campo próprio do documento. (2) Na hipótese de emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), como o sistema não permite a inclusão do valor do IPI, no campo próprio, e até que seja disponibilizada a versão 3.10 do leiaute desse documento fiscal, o recurso a ser utilizado é, a nosso ver, a indicação do respectivo valor no campo Outras Despesas Acessórias, para que os valores das parcelas correspondam ao total do documento fiscal. (RIPI/2010, arts. 231, caput, I, 416, XIV e 504, caput, I; Manual de Orientação do Contribuinte - NF-e, versão 5.0, Anexo I, item 246; Nota Técnica 2013/005, versão 1.03, itens 3.5 e 3.16, B ) Solução de Consulta - Receita Federal A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), por meio da Solução de Consulta, a seguir transcrita, entende que a operação de devolução acobertada por NF-e deva ser emitida em conformidade com os arts. 231, I, e 416, XIV do RIPI/2010, ou seja, com indicação do valor do IPI no campo Informações Complementares do documento fiscal: MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 5 de 21 de Janeiro de SE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

5 ASSUNTO: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI EMENTA: DEVOLUÇÃO DE PRODUTOS. EMISSÃO DE NOTA FISCAL ELETRÔNICA. A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é um documento de existência apenas digital e que contém os mesmos dados da Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, emitida em papel e a qual substitui. Assim sendo, na operação de devolução de produtos que for acobertada por NF-e e seu documento auxiliar DANFE -o qual acompanha os produtos devolvidos -, o estabelecimento que fizer a devolução deverá emitir tais documentos em conformidade com o disposto no art. 231, inciso I, c/c art. 416, inciso XIV, do Ripi/2010. Embora a Receita Federal tenha se pronunciado na forma ora descrita, em face da validação de regras de negócios da NF-e, constante do item do Manual de Orientação do Contribuinte, versão 5.0, se o total do documento apresentar valor diverso da soma dos valores que o compõe, o sistema informa o status de rejeição por meio da mensagem 610, conforme segue: # Campo Regra de Validação Aplic. Msg. Efeito Descrição Erro GW16 Se NF-e de Saída (tpnf=1): -Total do vnf (id:w16) difere do somatório de: (+) vprod (id:w07) (-) vdesc (id:w10) (+) vst (id:w06) (+) vfrete (id:w08) (+) vseg (id:w09) (+) voutro (id:w15) (+) vii (id:w11) (+) vipi (id:w12) (+) vserv (id:w18) (*3) Facult. 610 Rej. Rejeição: Total da NF difere do somatório dos valores compõe o valor Total da NF (NT 2011/005) Desse modo, para evitar o impasse existente entre as disposições do RIPI/2010 e as do Manual de Orientação da NF-e, versão 5.0, entendemos que o valor do IPI nas operações de devolução poderá ser lançado no campo Outras Despesas Acessórias desse documento fiscal, conforme mencionado na nota 2, do subitem 4.1. (RIPI/2010, arts. 231, I, e 416, XIV; Solução de Consulta RFB nº 5/2011) Devolução simbólica O consignatário deverá emitir nota fiscal indicando, além dos demais requisitos, como natureza da operação, a expressão Devolução simbólica de mercadoria recebida em consignação - CFOP ou e no campo Informações Complementares, a expressão Nota fiscal emitida em função de venda de mercadoria recebida em consignação industrial, pela nota fiscal nº, de / /. No que se refere à emissão de NF-e, convém examinar os subitens 4.1 e anteriores. (RIPI/2010, art. 503, II, b ) 4.2 Destinatário O estabelecimento destinatário da devolução (consignante) deverá escriturar a nota fiscal de devolução no livro Registro de Entradas, utilizando o CFOP ou 2.918, creditando-se do valor do IPI indicado na nota fiscal emitida pelo consignatário. (RIPI/2010, arts. 229, 231, caput, II, 456 e 504, caput, II) Devolução simbólica O estabelecimento destinatário da devolução (consignante) deverá escriturar a nota fiscal de devolução simbólica, no livro Registro de Entradas, utilizando o CFOP ou 2.919, e creditando-se do valor do IPI indicado na nota fiscal emitida pelo consignatário. (RIPI/2010, arts. 229, 231, caput, II, 456 e 504, caput, II) Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 SE19-03

6 5. Exemplos 5.1 Remessa em consignação industrial SE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

7 5.2 Reajuste de preço Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 SE19-05

8 5.3 Venda SE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

9 5.4 Devolução Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 SE19-07

10 5.5 Devolução simbólica 6. Considerações quanto ao ICMS Os contribuintes deverão observar a legislação do ICMS vigente no Estado onde se realizar a operação, em especial quanto à emissão de nota fiscal de devolução simbólica, no último dia de cada mês, das mercadorias efetivamente utilizadas ou consumidas no processo industrial, além da possibilidade de aplicação dos procedimentos previstos no Protocolo ICMS nº 52/2000 nas operações interestaduais, pelas Unidades da Federação signatárias. (Protocolo ICMS nº 52/2000) N SE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

11 a Estadual ICMS Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e o Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) SUMÁRIO 1. Introdução 2. Utilização 3. Conceito 4. Credenciamento na Secretaria da Fazenda (Sefaz) 5. Características da NF-e 6. Utilização da NF-e como documento fiscal 7. Transmissão do arquivo digital da NF-e 8. Análise de requisitos pela Sefaz 9. Transmissão da NF-e à Receita Federal 10. Manutenção de arquivos pelo prazo decadencial 11. Impossibilidade de geração de arquivo da NF-e 12. Cancelamento da NF-e 13. Identificação do destinatário na NF-e 14. Inutilização de números de NF-e não utilizados 15. Disponibilização de consulta relativa à NF-e 16. Aplicação das normas da legislação tributária à NF-e 17. Obrigatoriedade de emissão da NF-e 18. NF-e transmitidas antes da contingência e pendentes de retorno 19. Carta de Correção Eletrônica (CC-e) 20. Empresas autorizadas à emissão de NF-e 21. Operação interestadual ou comércio exterior 22. Declaração Prévia de Emissão em Contingência 23. Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) 24. Especificações técnicas da NF-e, do Danfe e dos Pedidos de Concessão de Uso, Cancelamento e Inutilização de NF-e 25. Infrações e penalidades 1. Introdução A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) tem como objetivo a implantação de um modelo nacional de documento fiscal eletrônico que venha substituir a sistemática atual de emissão do documento fiscal em papel (Nota Fiscal, modelos 1 e 1-A), com validade jurídica garantida pela assinatura digital do remetente, simplificando as obrigações acessórias dos contribuintes e, ao mesmo tempo, permitindo o acompanhamento em tempo real das operações comerciais pelo Fisco. O Ajuste Sinief nº 07/2005 instituiu a NF-e, que, no Estado de Sergipe, foi implementada pelo Decreto nº /2006, que acrescentou dispositivos ao RICMS- -SE/2002, aprovado pelo Decreto nº /2002, de cujo teor trataremos neste procedimento. 2. Utilização A NF-e pode ser utilizada em substituição: a) à Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A; b) à Nota Fiscal de Produtor, modelo 4; c) à Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2; d) ao Cupom Fiscal emitido por equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF). (RICMS-SE/2002, art. 328-A, I a IV) 3. Conceito NF-e é o documento emitido e armazenado eletronicamente, de existência apenas digital, com o intuito de registrar operações e prestações, cuja validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e pela autorização de uso concedida pela Secretaria da Fazenda (Sefaz), antes da ocorrência do fato gerador. (RICMS-SE/2002, art. 328-A, 1º) 4. Credenciamento na Secretaria da Fazenda (Sefaz) Para emissão da NF-e, o contribuinte deve solicitar, previamente, seu credenciamento na Sefaz. O contribuinte credenciado para emissão de NF-e deverá observar, no que couber, as disposições relativas à emissão de documentos fiscais por sistema eletrônico de processamento de dados. É vedada a emissão de Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, ou da Nota Fiscal de Produtor, modelo 4, por contribuinte credenciado à emissão de NF-e, modelo 55, exceto quando a legislação estadual assim permitir. É vedada a emissão de Nota Fiscal de Venda a Consumidor, modelo 2, e de Cupom Fiscal por meio de ECF por contribuinte credenciado à emissão de NF-e, modelo 65, exceto nos casos previstos na legislação estadual.é de preenchimento obrigatório na NF-e, informação da(s) forma(s) de pagamento(s) da transação comercial acobertada pelo documento fiscal eletrônico. Fica permitido ao contribuinte emissor da NF-e, modelo 65, o uso do equipamento do tipo point of sale (POS) para vendas com cartão de crédito. (RICMS-SE/2002, art. 328-B) Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 SE19-09

12 5. Características da NF-e A NF-e deve ser emitida com base em leiaute estabelecido no Manual de Intetração - Contribuinte, por meio de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela Sefaz, observadas as seguintes formalidades: a) o arquivo digital da NF-e deve ser elaborado no padrão XML (Extended Markup Language); b) a numeração da NF-e deve ser sequencial, de 1 a , por estabelecimento e por série, e ser reiniciada quando atingido esse limite; c) a NF-e conterá um código numérico gerado pelo emitente, que deve ser composto da chave de acesso de identificação da NF-e, juntamente com o CNPJ do emitente, o número e a série da NF-e; d) a NF-e será assinada pelo emitente, com assinatura digital, certificada por entidade credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), com o CNPJ de qualquer dos estabelecimentos do contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital; e) a identificação das mercadorias comercializadas com a utilização da NF-e deve conter o seu correspondente código estabelecido na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM): e.1) nas operações: e.1.1) realizadas por estabelecimento industrial ou a ele equiparado, nos termos da legislação federal; e.1.2) de comércio exterior; e.2) nos demais casos: e.2.1) a partir de 1º , para NF-e, modelo 55; e.2.2) a partir de 1º , para NF-e, modelo 65. As séries serão designadas por algarismos arábicos, em ordem crescente, vedada a utilização do algarismo zero e de subsérie. O Fisco poderá restringir a quantidade de séries. Nos casos previstos na letra e.2, anterior, até os prazos nela estabelecidos, será obrigatória somente a indicação do correspondente capítulo da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). A partir da utilização do leiaute definido na versão 4.01 do Manual de Integração - Contribuinte, devem ser indicados na NF-e o Código de Regime Tributário (CRT) e, quando for o caso, o Código de Situação da Operação no Simples Nacional (CSOSN), conforme definidos em ato do Secretário de Estado da Fazenda. O estabelecimento que promover operação com benefício fiscal, que condicione a fruição ao abatimento do valor do ICMS dispensado, deve informar este valor nos campos Desconto e Valor do ICMS de cada item, preenchendo ainda o campo Motivo da Desoneração do ICMS do item com os códigos próprios especificados no Manual de Orientação do Contribuinte ou Nota Técnica da NF-e. Caso não existam na NF-e os campos próprios para prestação da informação relativo ao valor do ICMS dispensado, o Motivo da Desoneração do ICMS, com os códigos próprios especificados no Manual de Orientação do Contribuinte ou em Nota Técnica da NF-e, e o Valor Dispensado deverão ser informados no campo Informações Adicionais do correspondente item da Nota Fiscal Eletrônica, com a expressão: Valor Dispensado R$, Motivo da Desoneração do ICMS. (RICMS-SE/2002, arts. 328-C e 328-C-A) 6. Utilização da NF-e como documento fiscal O arquivo digital da NF-e apenas pode ser utilizado como documento fiscal após: a) ser transmitido eletronicamente à Sefaz, nos termos do tópico 7; b) ter seu uso autorizado por meio de Autorização de Uso da NF-e pela Sefaz. Ainda que formalmente regular, não deve ser considerada documento fiscal idôneo a NF-e que tiver sido emitida ou utilizada com dolo, fraude, simulação ou erro que possibilite, mesmo que a terceiro, o não pagamento do imposto ou qualquer outra vantagem indevida. Esses vícios atingem também o respectivo Danfe ou Danfe-NFC-e, que também não serão considerados documentos fiscais idôneos. A concessão de uso: a) é resultado da aplicação de regras formais especificadas no Manual de Integração - Contribuinte e não implica a convalidação das informações tributárias contidas na NF-e; b) identifica de forma única, pelo prazo decadencial estabelecido pela legislação tributária, SE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

13 uma NF-e através do conjunto de informações formado pela CNPJ do emitente, número, série e ambiente de autorização. (RICMS-SE/2002, art. 328-D) 7. Transmissão do arquivo digital da NF-e A transmissão do arquivo digital da NF-e, após solicitar a concessão de Autorização de Uso da NF-e, deve ser efetuada pela Internet, por meio de protocolo de segurança ou criptografia, com utilização de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela Sefaz. (RICMS-SE/2002, art. 328-E) 8. Análise de requisitos pela Sefaz Previamente à concessão da Autorização de Uso da NF-e, a Sefaz deve analisar, no mínimo, os seguintes elementos: a) a regularidade fiscal do emitente; b) o credenciamento do emitente para a emissão de NF-e; c) a autoria da assinatura do arquivo digital da NF-e; d) a integridade do arquivo digital da NF-e; e) a observância ao leiaute do arquivo estabelecido no Manual de Integração Contribuinte; f) a numeração do documento. A autorização de uso pode ser concedida pela administração tributária da Sefaz/SE, por meio da infraestrutura tecnológica da Receita Federal do Brasil ou de outra Unidade da Federação, na condição de contingência prevista RICMS-SE/2002, art. 328-K, I. A Sefaz/SE poderá estabelecer que a autorização de uso será por ela concedida, mediante a utilização da infraestrutura tecnológica da Receita Federal do Brasil ou de outro Estado. Nessas situações, a administração tributária da Receita Federal e da Unidade da Federação que disponibilizar o serviço do sistema Sefaz Virtual deve observar as disposições constantes no RICMS-SE/2002. (RICMS-SE/2002, art. 328-F) 8.1 Ciência do resultado da análise dos requisitos ao emitente Do resultado da análise mencionada no tópico 8, a Sefaz deve cientificar o emitente: a) da rejeição do arquivo da NF-e em virtude de: a.1) falha na recepção ou no processamento do arquivo; a.2) falha no reconhecimento da autoria ou da integridade do arquivo digital; a.3) remetente não credenciado para a emissão da NF-e; a.4) duplicidade de número da NF-e; a.5) falha na leitura do número da NF-e; a.6) outras falhas no preenchimento ou no leiaute do arquivo da NF-e; b) da denegação da Autorização de Uso da NF-e, em virtude de: b.1) irregularidade fiscal do emitente; b.2) irregularidade do destinatário; c) da concessão da Autorização de Uso da NF-e. Após a concessão da Autorização de Uso da NF-e, a NF-e não poderá ser alterada. Em caso de rejeição do arquivo digital, este não deve ser arquivado na Sefaz para consulta, sendo permitida ao interessado nova transmissão do arquivo da NF-e. Em caso de denegação da Autorização de Uso da NF-e, o arquivo digital transmitido deve ficar arquivado na Sefaz para consulta, identificado com a expressão Denegada a Autorização de Uso. Nesse caso, não será possível sanar a irregularidade e solicitar nova Autorização de Uso da NF-e que contenha a mesma numeração. A cientificação ao emitente ou a terceiro por ele autorizado deve ser efetuada mediante protocolo disponibilizado pela Internet, que conterá, conforme o caso, a chave de acesso, o número da NF-e, a data e a hora do recebimento da solicitação pela Sefaz e o número do protocolo, podendo ser autenticado pela assinatura digital gerada com certificação digital da administração tributária ou por outro mecanismo de confirmação de recebimento. O protocolo deve conter informações que justifiquem de forma clara e precisa o motivo pelo qual a Autorização de Uso não foi concedida. O emitente da NF-e deverá, obrigatoriamente, encaminhar ou disponibilizar download do arquivo eletrônico da NF-e e de seu respectivo Protocolo de Autorização: Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 SE19-11

14 a) no caso de NF-e, modelo 55, obrigatoriamente: a.1) ao destinatário da mercadoria, pelo emitente da NF-e, imediatamente após o recebimento da autorização de uso da NF-e; a.2) ao transportador contratado, pelo tomador do serviço antes do início da prestação correspondente; b) no caso de NF-e, modelo 65, ao adquirente, quando solicitado no momento da ocorrência da operação. As empresas destinatárias podem informar o seu endereço de correio eletrônico no Portal Nacional da NF-e, conforme padrões técnicos a serem estabelecidos no Manual de Integração - Contribuinte. Para os efeitos da denegação da Autorização de Uso da NF-e, considera-se irregular a situação do contribuinte, emitente do documento fiscal ou destinatário das mercadorias, que, nos termos da legislação estadual, estiver impedido de praticar operações na condição de contribuinte do ICMS. (RICMS-SE/2002, art. 328-G) 9. Transmissão da NF-e à Receita Federal Concedida a Autorização de Uso da NF-e, a Sefaz transmitirá a NF-e para a Receita Federal do Brasil. A Sefaz também deve transmitir a NF-e para a Unidade da Federação: a) de destino das mercadorias, no caso de operação interestadual; b) onde deva se processar o embarque de mercadoria na saída para o exterior; c) de desembaraço aduaneiro, tratando-se de operação de importação de mercadoria ou bem do exterior; d) à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), quando a NF-e tiver como destinatário pessoa localizada nas áreas incentivadas. A Sefaz também poderá transmitir a NF-e ou fornecer informações parciais para: a) administrações tributárias municipais, nos casos em que a NF-e envolva serviços sujeitos ao ISSQN, mediante prévio convênio ou protocolo; b) outros órgãos da administração direta, indireta, fundações e autarquias que necessitem de informações da NF-e para desempenho de suas atividades, mediante prévio convênio ou protocolo de cooperação, respeitado o sigilo fiscal. Na hipótese de o Fisco da Unidade da Federação do emitente realizar a transmissão por intermédio de webservice, ficará a Receita Federal do Brasil responsável pela transmissão ou pela disponibilização do acesso à NF-e para os Fiscos que adotarem tal tecnologia. (RICMS-SE/2002, art. 328-H) 10. Manutenção de arquivos pelo prazo decadencial O emitente poderá manter a NF-e em arquivo digital, sob sua guarda e responsabilidade, mesmo que fora da empresa. O destinatário deverá verificar a validade e autenticidade da NF-e e a existência de Autorização de Uso da NF-e. O destinatário da NF-e, modelo 55, também poderá manter a NF-e sob sua guarda e, caso não seja contribuinte credenciado para a emissão de NF-e, modelo 55, poderá, alternativamente, manter em arquivo o Danfe relativo à NF-e, modelo 55, da operação, o qual deverá ser apresentado ao Fisco estadual, quando solicitado. O emitente de NF-e, modelo 55, deverá guardar pelo prazo decadencial estabelecido neste RICMS-SE/2002, o Danfe que acompanhou o retorno de mercadoria não entregue ao destinatário e que contenha o motivo do fato em seu verso (RICMS-SE/2002, art. 328-J) 11. Impossibilidade de geração de arquivo da NF-e Quando, em decorrência de problemas técnicos, não for possível transmitir a NF-e para a Sefaz/SE ou obter a resposta à solicitação de Autorização de Uso da NF-e, o contribuinte poderá operar em contingência, gerando arquivos, conforme definido no Manual de Orientação do Contribuinte, mediante a adoção de uma das seguintes alternativas: a) transmitir a NF-e para o Sistema de Contingência do Ambiente Nacional (Scan) ou para o Sistema de Sefaz Virtual de Contingência (SVC), nos termos dos arts. 328-D, 328-E e 328-F do RICMS-SE/2002; Nota Na hipótese desta letra, a Sefaz/SE poderá autorizar a NF-e utilizando- -se da infraestrutura tecnológica da Receita Federal do Brasil ou da Sefaz Virtual do Rio Grande do Sul SE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

15 b) transmitir Declaração Prévia de Emissão em Contingência (DPCE) para a Receita Federal do Brasil, nos termos do art. 328-Y do RICMS- -SE/2002; c) imprimir o Danfe em Formulário de Segurança (FS), observado o disposto no art. 328-V do RICMS-SE/2002; d) imprimir o Danfe em Formulário de Segurança para Impressão de Documento Auxiliar de Documento Fiscal Eletrônico (FS-DA), observado o disposto nos arts. 328-Z a 328-Z-L do RICMS-SE/2002. Após a concessão da Autorização de Uso da NF-e, a Receita Federal do Brasil deverá transmitir a NF-e para a Sefaz/SE. Na hipótese da letra b anterior, o Danfe deverá ser impresso em no mínimo em 2 vias, constando no corpo a expressão Danfe impresso em contingência (DPEC), regularmente recebido pela Receita Federal do Brasil, e as vias terão os seguintes destinos: a) uma via permitirá o trânsito das mercadorias e deverá ser mantida em arquivo pelo destinatário no prazo decadencial; b) outra via deverá ser mantida em arquivo pelo emitente durante o prazo decadencial. Presume-se inábil o Danfe impresso, quando não houver a regular recepção da DPEC pela Receita Federal do Brasil. Nas hipóteses das letras c e d do início deste tópico, o FS ou o FS-DA deverá ser utilizado para impressão de no mínimo 2 vias do Danfe, constando no corpo a expressão Danfe em Contingência - Impresso em decorrência de problemas técnicos, tendo as vias as seguintes destinações: a) uma via permitirá o trânsito das mercadorias e deverá ser mantida em arquivo pelo destinatário no prazo decadencial; b) outra via deverá ser mantida em arquivo pelo emitente no prazo decadencial. Existindo a necessidade de impressão de vias adicionais do Danfe, é dispensada a exigência do uso do FS ou do FS-DA. Imediatamente após a cessão dos problemas técnicos que impediram a transmissão ou recepção do retorno da autorização da NF-e, e até o prazo limite definido no Manual de Integração - Contribuinte, contado a partir da emissão da NF-e, o emitente deverá transmitir à Sefaz/SE as NF-e geradas em contingência. Se a NF-e transmitida for rejeitada pelo Fisco, o contribuinte deverá: a) gerar novamente o arquivo com as mesmas numeração e série, sanando a irregularidade, desde que se alterem: a.1) as variáveis que determinam o valor do imposto, tais como base de cálculo, alíquota, diferença de preço, quantidade, valor da operação ou da prestação; a.2) a correção de dados cadastrais que implique mudança do remetente ou do destinatário; a.3) a data de emissão ou de saída; b) solicitar Autorização de Uso da NF-e; c) imprimir o Danfe correspondente à NF-e Autorizada, no mesmo tipo de papel utilizado para imprimir o Danfe original; d) providenciar do destinatário a entrega da NF-e autorizada, bem como do novo Danfe impresso, caso a geração saneadora da irregularidade da NF-e tenha promovido alguma alteração no Danfe. Se, após decorrido o prazo limite previsto no Manual de Integração - Contribuinte, o destinatário não puder confirmar a existência da Autorização de Uso da NF-e correspondente, deverá comunicar imediatamente o fato à Sefaz/SE do seu domicílio. Na hipótese de transmissão da DPEC, da impressão do FS e do FS-DA, farão parte do arquivo da NF-e as seguintes informações, devendo ser impressas no Danfe: a) o motivo da entrada em contingência; b) a data, a hora, com minutos e segundos, do seu início. Considera-se emitida a NF-e em contingência, tendo como condição resolutória a sua autorização de uso: a) na hipótese da letra b do início deste tópico, no momento da regular recepção do DPEC pela Receita Federal do Brasil; b) na hipótese das letras c e d do início deste tópico, no momento da impressão do respectivo Danfe em contingência. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 SE19-13

16 Na hipótese de venda ocorrida fora do estabelecimento, havendo problemas técnicos, o contribuinte deverá emitir, em no mínimo 2 vias, o Danfe Simplificado em Contingência, com a expressão Danfe Simplificado em Contingência. É vedada a reutilização, em contingência, de número de NF-e transmitida com tipo de emissão Normal. (RICMS-SE/2002, art. 328-K) 12. Cancelamento da NF-e Em prazo não superior a 24 horas, contado do momento em que foi concedida a Autorização de Uso da NF-e, o emitente poderá solicitar o cancelamento da respectiva NF-e, desde que não tenha havido a circulação da mercadoria ou a prestação de serviço e observadas as normas constantes no art. 328-M deste RICMS. Em casos excepcionais, poderá ser recepcionado o pedido de cancelamento de forma extemporânea. O cancelamento será efetuado por meio do registro de evento correspondente. O Pedido de Cancelamento de NF-e deve atender ao leiaute estabelecido no Manual de Integração - Contribuinte. A transmissão do Pedido de Cancelamento de NF-e deve ser efetivada via Internet, por meio de protocolo de segurança ou criptografia. O Pedido de Cancelamento de NF-e deverá ser assinado pelo emitente com assinatura digital certificada por entidade credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), contendo o nº do CNPJ de qualquer dos estabelecimentos do contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital A transmissão pode ser realizada por meio de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela Sefaz. A cientificação do resultado do Pedido de Cancelamento de NF-e será feita mediante protocolo disponibilizado ao emitente pela Internet, o qual deve conter, conforme o caso, a chave de acesso, o número da NF-e, a data e a hora do recebimento da solicitação pela administração tributária e o número do protocolo, podendo ser autenticado por meio de assinatura digital gerada com certificação digital da administração tributária ou por outro mecanismo de confirmação de recebimento. A administração tributária da Sefaz/SE deve transmitir para as administrações tributárias e entidades mencionadas no tópico 9 deste texto os cancelamentos de NF-e. As informações relativas à data, à hora de saída e ao transporte, caso não constem do arquivo XML da NF-e, modelo 55, transmitido nos termos do art. 328-E deste RICMS, e seu respectivo Danfe, deverão ser comunicadas através de Registro de Saída. (RICMS-SE/2002, arts. 328-L, 328-M, 328-M-A) 13. Identificação do destinatário na NF-e A identificação do destinatário na NF-e, modelo 65, deverá ser feita nas seguintes operações com: a) valor igual ou superior a R$ ,00; b) valor inferior a R$ ,00, quando solicitado pelo adquirente, exceto na hipótese prevista na letra c, a seguir; c) com valor superior a R$ 1.000,00, quando as mesmas forem realizadas por contribuintes que promovam, concomitantemente, operações em atacado e em varejo; d) entrega em domicílio, hipótese em que também deverá ser informado o respectivo endereço. A identificação deverá ser feita pelo CNPJ ou CPF ou, tratando-se de estrangeiro, pelo documento de identificação admitido na legislação civil. (RICMS-SE/2002, art. 328-M-B) 14. Inutilização de números de NF-e não utilizados O contribuinte deve solicitar, mediante Pedido de Inutilização de Número da NF-e, até o 10º dia do mês subsequente, a inutilização de números de NF-e não utilizados na eventualidade de quebra de sequência da numeração da NF-e. O Pedido de Inutilização de Número da NF-e será assinado pelo emitente com assinatura digital certificada por entidade credenciada pela ICP-Brasil, que contenha o CNPJ de qualquer estabelecimento do contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital SE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

17 A transmissão do Pedido de Inutilização de Número da NF-e deve ser efetivada pela Internet, por meio de protocolo de segurança ou criptografia. A cientificação do resultado do Pedido de Inutilização de Número da NF-e deve ser feita por intermédio de protocolo disponibilizado ao emitente pela Internet, que conterá, conforme o caso, os números das NF-e, a data e a hora do recebimento da solicitação pela administração tributária da Unidade da Federação do emitente e o número do protocolo, podendo ser autenticado pela assinatura digital gerada com certificação digital da administração tributária ou por outro mecanismo de confirmação de recebimento. A Sefaz/SE deverá transmitir para a Receita Federal do Brasil as inutilizações de número de NF-e. (RICMS-SE/2002, art. 328-N) 15. disponibilização de consulta relativa à NF-e Após a concessão de Autorização de Uso da NF-e, a Sefaz deve disponibilizar em seu site consulta relativa à NF-e, pelo prazo mínimo de 180 dias. Após esse prazo, a consulta pode ser substituída pela prestação de informações parciais que identifiquem a NF-e (número, data de emissão, CNPJ do emitente e do destinatário, valor e sua situação), que devem ficar disponíveis pelo prazo decadencial. A consulta à NF-e pode ser efetuada, pelo interessado, pela informação da chave de acesso da NF-e. A consulta pode ser efetuada também, subsidiariamente, no ambiente nacional disponibilizado pela Receita Federal do Brasil. (RICMS-SE/2002, art. 328-O) 16. aplicação das normas da legislação tributária à NF-e Aplicam-se à NF-e, no que couber, as demais normas estabelecidas na legislação tributária estadual. As NF-e canceladas ou denegadas e os números inutilizados devem ser escriturados, sem valores monetários, de acordo com a legislação tributária vigente. Nos casos em que o remetente esteja obrigado à emissão da NF-e, é vedada ao destinatário a aceitação de qualquer outro documento em sua substituição, exceto nos casos previstos na legislação estadual. (RICMS-SE/2002, art. 328-R) 17. Obrigatoriedade de emissão da NF-e Ato do Secretário de Estado da Fazenda disporá quanto aos prazos e aos contribuintes obrigados à obrigatoriedade de utilização da NF-e, modelo 55. A partir de 1º e até , fica facultada ao contribuinte a adesão voluntária, em caráter irrevogável, à emissão da NF-e, modelo 65, na forma estabelecida em Ato mencionado neste tópico. Não será concedida autorização de uso de ECF e de talonários de notas fiscais de venda a consumidor, modelo 2, a partir da data da adesão voluntária ou obrigatória do contribuinte, exceto nos casos previstos na legislação estadual. O contribuinte que tenha adquirido ECF e/ou que possua talonários de Notas Fiscais, modelo 2, anteriormente à data da sua adesão voluntária ou obrigatória, poderá utilizá-lo no mesmo estabelecimento em que esteja emitindo NF-e, modelo 65, pelo período máximo de 2 anos, a partir da data de adesão. Decorrido esse prazo, o contribuinte usuário de ECF deverá requerer ao Fisco o pedido de cessação de uso do equipamento nos termos do art. 356 do RICMS, e inutilizar todos os talonários de Notas Fiscais, modelo 2, na forma prevista pela legislação. Não se aplicam as disposições relativas ao uso do ECF aos pontos de venda em que se utilize a NF-e, modelo 65. Ressalte-se que o art. 328-S do RICMS-SE/2002 relaciona contribuintes e prazos para emissão da NF-e. (RICMS-SE/2002, arts. 328-S-A, 328-S-B e 328-S-C) 18. nf-e transmitidas antes da contingência e pendentes de retorno Em relação às NF-e transmitidas antes da contingência e pendentes de retorno, o emitente deverá, após a cessação das falhas: a) solicitar o cancelamento das NF-e que retornaram com Autorização de Uso e cujas operações não se efetivaram ou foram acobertadas por NF-e, emitidas em contingência; Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 SE19-15

18 b) solicitar a inutilização da numeração das NF-e que não foram autorizadas nem denegadas. (RICMS-SE/2002, art. 328-T) 19. Carta de Correção Eletrônica (CC-e) Após a concessão da Autorização de Uso da NF-e, e durante o prazo estabelecido no Manual de Orientação do Contribuinte, o emitente poderá sanar erros em campos específicos da NF-e, modelo 55, por meio de Carta de Correção Eletrônica (CC-e), transmitida à Sefaz/SE. A CC-e deverá atender ao leiaute estabelecido no Manual de Integração - Contribuinte e ser assinada pelo emitente com assinatura digital certificada por entidade credenciada pela IPC-Brasil, e deve conter o número do CNPJ de qualquer dos estabelecimentos do contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital. A transmissão da CC-e será efetivada pela Internet, por meio de protocolo de segurança ou criptografia. A cientificação da recepção da CC-e será feita mediante protocolo disponibilizado ao emitente pela Internet, e deve conter, conforme o caso, a chave de acesso, o número da NF-e, a data e a hora do recebimento da solicitação pela administradora tributária da Sefaz/SE e o número do protocolo, podendo ser autenticado por assinatura digital gerada com certificação digital ou outro mecanismo de confirmação de recebimento. O protocolo não implica validação das informações contidas na CC-e. Se houver mais de uma CC-e para a mesma NF-e, o emitente deverá consolidar na última todas as informações anteriormente retificadas. A Sefaz/SE, ao receber a CC-e, deverá transmiti-la às administrações tributárias e entidades mencionadas no início do tópico 9 deste texto. (RICMS-SE/2002, art. 328-U) 20. Empresas autorizadas à emissão de NF-e A Sefaz, quando autorizadora de NF-e, disponibilizará, às empresas autorizadas à sua emissão, consulta eletrônica referente à situação cadastral dos contribuintes do ICMS do Estado de Sergipe, conforme padrão estabelecido no Manual de Integração - Contribuinte. (RICMS-SE/2002, art. 328-W) 21. Operação interestadual ou comércio exterior Toda NF-e que acobertar operação interestadual de mercadoria ou relativa ao comércio exterior estará sujeita ao registro de passagem eletrônico em sistema instituído por meio do Protocolo ICMS nº 10/2003. Esse registro será disponibilizado para a Unidade da Federação de origem e destino das mercadorias bem como para a Unidade da Federação de passagem que o requisitar. (RICMS-SE/2002, art. 328-X) 22. declaração Prévia de Emissão em Contingência A DPEC (NF-e) deverá ser gerada com base em leiaute estabelecido no Manual de Integração - Contribuinte, observadas as seguintes formalidades: a) o arquivo digital da DPEC deverá ser elaborado no padrão XML (Extended Markup Language); b) a transmissão do arquivo digital da DPEC deverá ser efetuada pela Internet; c) a DPEC deverá ser assinada pelo emitente com assinatura digital certificada por entidade credenciada pela ICP-Brasil, contendo o número do CNPJ de qualquer dos estabelecimentos do contribuinte, a fim de garantir a autoria do documento digital. O arquivo da DPEC conterá informações sobre NF-e e, no mínimo: a) a identificação do emitente; b) informações das NF-e emitidas, contendo, no mínimo, para cada NF-e: b.1) chave de acesso; b.2) CNPJ ou CPF do destinatário; b.3) Unidade da Federação de localização do destinatário; b.4) valor da NF-e; b.5) valor do ICMS; b.6) valor do ICMS retido por substituição tributária. Recebida a transmissão do arquivo da DPCE, a Receita Federal do Brasil analisará: a) a regularidade fiscal do emitente; b) o credenciamento do emitente para emissão de NF-e; SE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

19 c) a autoria da assinatura do arquivo digital da DPEC; d) a integridade do arquivo digital da DPEC; e) a observância ao leiaute do arquivo estabelecido no Manual de Integração - Contribuinte; f) outras validações previstas no Manual de Integração - Contribuinte. Do resultado da análise, a Receita Federal do Brasil cientificará o emitente: a) da rejeição do arquivo da DPEC, em virtude de: a.1) falha na recepção ou no processamento do arquivo; a.2) falha no reconhecimento da autoria ou da integridade do arquivo digital; a.3) irregularidade fiscal do emitente; a.4) remetente não credenciado para emissão da NF-e; a.5) duplicidade de número da NF-e; a.6) falha na leitura do número da NF-e; a.7) outras falhas no preenchimento ou no leiaute do arquivo da DPEC; b) da regular recepção do arquivo da DPEC. A cientificação será efetuada pela Internet, contendo o motivo da rejeição ou o arquivo da DPEC, número do recibo, data, hora e minuto da recepção, bem como a assinatura digital da Receita Federal do Brasil. Presumem-se emitidas as NF-e referidas na DPEC, quando de sua regular recepção pela Receita Federal do Brasil, observado o disposto no 1º do art. 328-D do RICMS-SE/2002. A Receita Federal do Brasil disponibilizará acesso às Unidades da Federação e à Superintendência da Zona Franca de Manaus aos arquivos de DPEC recebidos. Em caso de rejeição do arquivo digital, este não será arquivado na Receita Federal do Brasil para consulta. Alternativamente ao disposto neste tópico, a DPEC também poderá ser registrada como evento, conforme leiaute, prazos e procedimentos estabelecidos no Manual de Orientação do Contribuinte. (RICMS-SE/2002, art. 328-Y) 23. documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) O Documento Auxiliar da NF-e (Danfe), conforme leiaute estabelecido no Manual de Orientação do Contribuinte, será usado para acompanhar o trânsito das mercadorias acobertadas por NF-e, modelo 55, ou para facilitar a consulta da NF-e. O Danfe somente poderá ser utilizado para transitar com as mercadorias após a concessão da Autorização de Uso da NF-e ou quando, em decorrência de problemas técnicos, não for possível gerar o arquivo da NF-e. A concessão da Autorização de Uso deverá ser formalizada através do fornecimento do correspondente número de Protocolo, o qual deverá ser impresso no Danfe, conforme definido no Manual de Integração - Contribuinte, ressalvadas as hipóteses previstas no tópico 11 deste texto. No caso de destinatário não credenciado para emitir a NF-e, a escrituração desta poderá ser efetuada com base nas informações contidas no Danfe. O Danfe utilizado para acompanhar o trânsito de mercadorias acobertado por NF-e será impresso em uma única via. (RICMS-SE/2002, art. 328-I, caput, 1º a 3º) 23.1 Características do Danfe O Danfe deve ser impresso em papel, exceto papel jornal, no mínimo em tamanho A4 (210 x 297 mm) e no máximo em tamanho ofício 2 (230 x 330 mm), podendo ser utilizadas folhas soltas ou formulário de segurança, FS-DA, formulário contínuo ou formulário pré-impresso, e deve conter código de barras, conforme padrão estabelecido no Manual de Integração - Contribuinte. Pode conter outros elementos gráficos, desde que não prejudiquem a leitura do seu conteúdo ou do código de barras por leitor óptico. O Danfe deve conter código de barras, conforme padrão estabelecido no Manual de Integração - Contribuinte. Na hipótese de venda ocorrida fora do estabelecimento, o Danfe poderá ser impresso em qualquer tipo de papel, exceto papel jornal, em tamanho inferior ao A4 (210 x 297 mm), caso em que será denominado Danfe Simplificado, devendo ser definido no Manual de Integração - Contribuinte. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 SE19-17

20 As alterações de leiaute do Danfe permitidas são as previstas no Manual de Integração - Contribuinte. Os títulos e as informações dos campos constantes no Danfe devem ser grafados de modo que seus dizeres e indicações estejam bem legíveis. A aposição de carimbos no Danfe, quando do trânsito da mercadoria, deve ser feita em seu verso. É permitida a indicação de informações complementares de interesse do emitente, impressas no verso do Danfe, hipótese em que sempre será reservado espaço, com a dimensão mínima de 20 x 15 cm, em qualquer sentido. O Danfe não poderá conter informações que não existam no arquivo XML da NF-e, com exceção das hipóteses previstas no Manual de Orientação do Contribuinte. (RICMS-SE/2002, art. 328-I, 4º a 10) 24. Especificações técnicas da NF-e, do Danfe e dos Pedidos de Concessão de Uso, Cancelamento e Inutilização de NF-e O Ato Cotepe nº 11/2012 estabeleceu as especificações técnicas da NF-e, do Danfe e dos Pedidos de Concessão de Uso, Cancelamento e Inutilização de NF-e, conforme o disposto no Ajuste Sinief nº 7/ Infrações e penalidades O contribuinte estará sujeito, entre outras, às seguintes penalidades documentação fiscal eletrônica emitida em contingência Infração/descrição Multa 1) Deixar o destinatário ou o tomador de comunicar ao Fisco a inexistência de Multa de 25 UFP/SE, por documento autorização de uso do documento fiscal eletrônico emitido em contingência, findo o prazo legal de transmissão do arquivo pelo emitente 2) Deixar o emitente de transmitir à Sefaz os documentos fiscais eletrônicos gerados em contingência Multa de 50% do valor da operação ou prestação 3) Deixar o emitente de transmitir à Sefaz os documentos fiscais eletrônicos gerados em contingência, quando regularmente escriturado Multa de 30% do valor da operação ou prestação 4) Transmitir à Sefaz os documentos fiscais eletrônicos gerados em contingência Multa de 25 UFP/SE, por documento fora do prazo estabelecido na legislação (RICMS-SE/2002, art. 831, III-A) 25.2 documento auxiliar da documentação fiscal eletrônica e outros documentos Infração/descrição Multa 1) Transportar, entregar mercadoria ou prestar serviço desacompanhado de documento auxiliar do respectivo documento fiscal Multa de 100 UFP/SE, por documento não apresentado eletrônico 2) Utilizar, para acompanhar o transporte de mercadoria ou a prestação do serviço de transporte, documento auxiliar de documento fiscal eletrônico a) sem código de barra ou com código de barra fora dos padrões definidos na legislação pertinente ou ilegível para leitura ótica: multa de 50 UFP/SE, por documento; b) sem chave de acesso do documento fiscal eletrônico: multa de 50 UFP/SE, por documento; c) sem representação numérica do respectivo código de barra, quando impresso em formulário de segurança: multa de 50 UFP/SE, por documento; d) sem a utilização de formulário de segurança, quando impresso em contingência, nas hipóteses previstas no regulamento, desde que o documento fiscal eletrônico relativo à operação ou à prestação tenha sido autorizado antes do início de ação fiscal: multa de 50 UFP/SE, por documento; e) com base de cálculo, alíquota, preço, quantidade, valor da operação ou prestação ou dados cadastrais do emitente, prestador, tomador, remetente ou destinatário que não correspondam ao constante no respectivo documento fiscal eletrônico, ressalvadas as hipóteses para as quais haja previsão de penalidade específica nesta Lei: multa de 100 UFP/SE, por documento; f) em desacordo com outras exigências previstas na legislação para as quais não haja penalidade específica nesta Lei: multa de 25 UFP/SE, por documento SE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

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