Boletimj. Manual de Procedimentos. ICMS - IPI e Outros. Ceará. Federal. Estadual. IOB Setorial. IOB Comenta. IOB Perguntas e Respostas

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1 Boletimj Manual de Procedimentos Fascículo N o 19/2014 Ceará // Federal IPI Consignação industrial // Estadual ICMS Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) // IOB Setorial Federal Automotivo - IPI - Incentivos fiscais - Inovar-Auto - Medida Provisória nº 638/ // IOB Comenta Estadual Redução na base de cálculo do ICMS nas operações internas com produtos resultantes de reciclagem de plástico, papel, papelão e outros materiais // IOB Perguntas e Respostas IPI Alíquota - Aplicação do princípio da anterioridade nonagesimal Importação por conta e ordem - Procedimento IOF Operações de crédito - Prazo indeterminado - Alíquota ICMS/CE Crédito - Prestação de serviço de transporte - Mercadorias empregadas na prestação - Direito Crédito fiscal - Prescrição - Contagem do prazo - Termo de início Substituição tributária - Aditivos, anticorrosivos e graxas - Comercialização Veja nos Próximos Fascículos a IPI Embalagem de apresentação e de transporte a ICMS - Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e Dacte a ICMS - Escrituração Fiscal Digital (EFD)

2 2014 by IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE Capa: Marketing IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE Editoração Eletrônica e Revisão: Editorial IOB FOLHAMATIC EBS > SAGE Telefone: (11) (São Paulo) (Outras Localidades) Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) ICMS, IPI e outros : IPI : consignação industrial ed. -- São Paulo : IOB Folhamatic, (Coleção manual de procedimentos) ISBN Imposto sobre Circulação de Mercadorias - Brasil 2. Imposto sobre Produtos Industrializados - Brasil 3. Tributos - Brasil I. Série CDU-34: (81) Índices para catálogo sistemático: 1. Brasil : Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços : ICMS : Direito tributário 34: (81) 2. Brasil : Imposto sobre Produtos Industrializados : IPI : Direito tributário 34: (81) Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio ou processo, sem prévia autorização do autor (Lei n o 9.610, de , DOU de ). Impresso no Brasil Printed in Brazil Boletim IOB

3 Boletimj Manual de Procedimentos a Federal IPI Consignação industrial SUMÁRIO 1. Introdução 2. Consignação industrial 3. Venda do produto 4. Devolução 5. Exemplos 6. Consideração quanto ao ICMS 1. Introdução A operação de consignação industrial é caracterizada pela remessa de produtos com a finalidade de integração ou consumo em processo industrial, cujo faturamento é processado por ocasião da utilização desses produtos pelo estabelecimento industrial destinatário. A legislação do IPI não prevê de forma expressa os procedimentos a serem adotados nas operações de consignação industrial nem concede nenhum tratamento fiscal diferenciado para essas operações. Com base nas regras comuns previstas no Regulamento do IPI, aprovado pelo Decreto nº 7.212/2010, e por analogia às disposições das operações de consignação mercantil, previstas nos arts. 501 a 504, do referido Regulamento, examinaremos, neste texto, o tratamento fiscal aplicável às operações de consignação industrial. industrial, o consignante deverá emitir nota fiscal com destaque do IPI, se devido, indicando como natureza da operação Remessa em consignação e Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP) ou (ver exemplo no subitem 5.1). (RIPI/2010, arts. 35, II, e 501, I) 2.2 Destinatário A operação de consignação industrial é caracterizada pela remessa de produtos com a finalidade de integração ou consumo em processo industrial, cujo faturamento é processado por ocasião da utilização desses produtos pelo estabelecimento industrial destinatário O estabelecimento consignatário deverá registrar a nota fiscal emitida pelo fornecedor no livro Registro de Entradas com utilização do CFOP ou A escrituração será feita com direito ao crédito do IPI destacado no documento fiscal, caso a mercadoria recebida em consignação industrial seja insumo (matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagem) a ser utilizado na industrialização de produto que sairá do estabelecimento tributado pelo imposto ou ainda beneficiado com isenção, tributado à alíquota de 0% ou amparado por imunidade (exportação). (RIPI/2010, arts. 456 e 501, II; Lei nº 9.779/1999, art. 11; Instrução Normativa SRF nº 33/1999; Ato Declaratório Interpretativo SRF nº 5/2006) (RIPI/2010, arts. 501 a 504) 2. Consignação industrial 2.1 Remetente Na saída de produtos de estabelecimento industrial, ou a ele equiparado, a título de consignação 2.3 Reajuste de preço Na hipótese de reajuste do preço contratado por ocasião da saída da mercadoria a título de consignação industrial, deverão ser adotados os procedimentos descritos nos subitens seguintes. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 CE19-01

4 2.3.1 Remetente O estabelecimento consignante emitirá nota fiscal complementar, com destaque do IPI, se devido, com utilização do CFOP ou e com as seguintes indicações (ver exemplo no subitem 5.2): a) a natureza da operação: Reajuste de preço de produto em consignação - Nota Fiscal nº, de / / ; e b) o valor do reajuste. (RIPI/2010, arts. 407, XIII, e 502, I) Destinatário O estabelecimento consignatário deverá registrar a nota fiscal complementar no livro Registro de Entradas, observando o disposto no subitem 2.2. (RIPI/2010, arts. 456 e 502, II) 3. Venda do produto Por ocasião da venda (faturamento) do produto remetido em consignação industrial (no período contratado pelos estabelecimentos consignante e consignatário), o consignante deverá emitir nota fiscal sem o destaque do IPI (uma vez que esse já foi destacado na nota fiscal de remessa - conforme visto no subitem 2.1), com as seguintes indicações (veja exemplo no subitem 5.3): a) a natureza da operação: Venda ; b) o valor da operação, que será aquele correspondente ao preço do produto efetivamente vendido, incluído o valor do reajuste de preço (subitem 2.3.1), se houver; e c) a expressão Simples faturamento de mercadoria em consignação - Nota fiscal nº, de. / e (se for o caso) Reajuste de preço - Nota fiscal nº, de / /. Essa nota fiscal será escriturada no livro Registro de Saídas do emitente com utilização apenas das colunas Documento Fiscal e Observações, indicando nessa a expressão Venda em consignação - Nota fiscal nº, de / /. (RIPI/2010, arts. 459 e 503, I, parágrafo único) 4. Devolução Na devolução do produto recebido a título de consignação industrial e não utilizado no referido processo pelo consignatário (estabelecimento industrial), deverão ser adotados os procedimentos descritos nos subitens seguintes. 4.1 Remetente O estabelecimento industrial (consignatário) emitirá nota fiscal com utilização do CFOP ou 6.918, indicando (ver exemplo no subitem 5.4): a) a natureza da operação: Devolução de produto recebido em consignação ; b) o valor do produto efetivamente devolvido, sobre o qual foi pago o IPI; c) o valor do imposto, destacado na nota fiscal por ocasião da remessa em consignação; e d) a expressão Devolução (parcial ou total, conforme o caso) de produto recebido em consignação - Nota fiscal nº, de / /. Notas (1) O valor do IPI será apenas indicado no campo Informações Complementares do quadro Dados Adicionais da Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, e não destacado no campo próprio do documento. (2) Na hipótese de emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), como o sistema não permite a inclusão do valor do IPI, no campo próprio, e até que seja disponibilizada a versão 3.10 do leiaute desse documento fiscal, o recurso a ser utilizado é, a nosso ver, a indicação do respectivo valor no campo Outras Despesas Acessórias, para que os valores das parcelas correspondam ao total do documento fiscal. (RIPI/2010, arts. 231, caput, I, 416, XIV e 504, caput, I; Manual de Orientação do Contribuinte - NF-e, versão 5.0, Anexo I, item 246; Nota Técnica 2013/005, versão 1.03, itens 3.5 e 3.16, B ) Solução de Consulta - Receita Federal A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), por meio da Solução de Consulta, a seguir transcrita, entende que a operação de devolução acobertada por NF-e deva ser emitida em conformidade com os arts. 231, I, e 416, XIV do RIPI/2010, ou seja, com indicação do valor do IPI no campo Informações Complementares do documento fiscal: MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 5 de 21 de Janeiro de CE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

5 ASSUNTO: Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI EMENTA: DEVOLUÇÃO DE PRODUTOS. EMISSÃO DE NOTA FISCAL ELETRÔNICA. A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é um documento de existência apenas digital e que contém os mesmos dados da Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, emitida em papel e a qual substitui. Assim sendo, na operação de devolução de produtos que for acobertada por NF-e e seu documento auxiliar DANFE -o qual acompanha os produtos devolvidos -, o estabelecimento que fizer a devolução deverá emitir tais documentos em conformidade com o disposto no art. 231, inciso I, c/c art. 416, inciso XIV, do Ripi/2010. Embora a Receita Federal tenha se pronunciado na forma ora descrita, em face da validação de regras de negócios da NF-e, constante do item do Manual de Orientação do Contribuinte, versão 5.0, se o total do documento apresentar valor diverso da soma dos valores que o compõe, o sistema informa o status de rejeição por meio da mensagem 610, conforme segue: # Campo Regra de Validação Aplic. Msg. Efeito Descrição Erro GW16 Se NF-e de Saída (tpnf=1): -Total do vnf (id:w16) difere do somatório de: (+) vprod (id:w07) (-) vdesc (id:w10) (+) vst (id:w06) (+) vfrete (id:w08) (+) vseg (id:w09) (+) voutro (id:w15) (+) vii (id:w11) (+) vipi (id:w12) (+) vserv (id:w18) (*3) Facult. 610 Rej. Rejeição: Total da NF difere do somatório dos valores compõe o valor Total da NF (NT 2011/005) Desse modo, para evitar o impasse existente entre as disposições do RIPI/2010 e as do Manual de Orientação da NF-e, versão 5.0, entendemos que o valor do IPI nas operações de devolução poderá ser lançado no campo Outras Despesas Acessórias desse documento fiscal, conforme mencionado na nota 2, do subitem 4.1. (RIPI/2010, arts. 231, I, e 416, XIV; Solução de Consulta RFB nº 5/2011) Devolução simbólica O consignatário deverá emitir nota fiscal indicando, além dos demais requisitos, como natureza da operação, a expressão Devolução simbólica de mercadoria recebida em consignação - CFOP ou e no campo Informações Complementares, a expressão Nota fiscal emitida em função de venda de mercadoria recebida em consignação industrial, pela nota fiscal nº, de / /. No que se refere à emissão de NF-e, convém examinar os subitens 4.1 e anteriores. (RIPI/2010, art. 503, II, b ) 4.2 Destinatário O estabelecimento destinatário da devolução (consignante) deverá escriturar a nota fiscal de devolução no livro Registro de Entradas, utilizando o CFOP ou 2.918, creditando-se do valor do IPI indicado na nota fiscal emitida pelo consignatário. (RIPI/2010, arts. 229, 231, caput, II, 456 e 504, caput, II) Devolução simbólica O estabelecimento destinatário da devolução (consignante) deverá escriturar a nota fiscal de devolução simbólica, no livro Registro de Entradas, utilizando o CFOP ou 2.919, e creditando-se do valor do IPI indicado na nota fiscal emitida pelo consignatário. (RIPI/2010, arts. 229, 231, caput, II, 456 e 504, caput, II) Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 CE19-03

6 5. Exemplos 5.1 Remessa em consignação industrial CE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

7 5.2 Reajuste de preço Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 CE19-05

8 5.3 Venda CE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

9 5.4 Devolução Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 CE19-07

10 5.5 Devolução simbólica 6. Considerações quanto ao ICMS Os contribuintes deverão observar a legislação do ICMS vigente no Estado onde se realizar a operação, em especial quanto à emissão de nota fiscal de devolução simbólica, no último dia de cada mês, das mercadorias efetivamente utilizadas ou consumidas no processo industrial, além da possibilidade de aplicação dos procedimentos previstos no Protocolo ICMS nº 52/2000 nas operações interestaduais, pelas Unidades da Federação signatárias. (Protocolo ICMS nº 52/2000) N CE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

11 a Estadual ICMS Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) SUMÁRIO 1. Introdução 2. Conceito 3. Credenciamento para utilização 4. Emissão 5. Utilização do arquivo digital como documento fiscal 6. Elementos para a concessão de autorização de uso 7. Documento Auxiliar à Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) 8. Contribuintes obrigados 9. Cancelamento 10. Emissão em contingência 11. Registro da manifestação de destinatário de NF-e 1. Introdução A NF-e foi instituída pelo Ajuste Sinief nº 7/2005 com o objetivo de implantar um modelo nacional de documento fiscal eletrônico para substituir a emissão do documento fiscal em papel, com validade jurídica garantida pela assinatura digital do remetente; simplificam-se assim as obrigações acessórias dos contribuintes, além de se permitir, ao mesmo tempo, o acompanhamento em tempo real das operações comerciais pelo Fisco. Neste procedimento, serão tratados os aspectos gerais relativos ao uso da NF-e no Estado do Ceará, nos termos do Decreto nº /2007, que disciplinou o tema no âmbito do RICMS-CE/1997, aprovado pelo Decreto nº / Conceito A NF-e é o documento de existência apenas digital, emitido e armazenado eletronicamente antes da ocorrência do fato gerador, com o intuito de documentar operações e prestações. Sua validade jurídica é garantida pela assinatura digital do emitente e sua autorização de uso é dada pela Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará (Sefaz/CE). (RICMS-CE/1997, art. 176-A, na redação dada pelo Decreto nº /2007) 3. Credenciamento para utilização Para a emissão da NF-e, o contribuinte deverá requerer, previamente, seu credenciamento junto à Sefaz, individualizado por estabelecimento, utilizando o formulário Termo de Credenciamento para emissão da NF-e, disponível no site da Sefaz/CE - É vedado o credenciamento para a emissão de NF-e de contribuinte que não utilize sistema eletrônico de processamento de dados, nos termos dos Convênios ICMS nºs 57/1995 e 58/1995. É também vedada a emissão de Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, por contribuinte credenciado à emissão de NF-e, exceto na hipótese prevista no RICMS-CE/1997, ou em ato normativo do Secretário da Fazenda. Nota Por meio da Instrução Normativa nº 19/2007, na redação dada pela Instrução Normativa nº 27/2008, o Fisco cearense instituiu o credenciamento de ofício dos contribuintes, para efeito de emissão da NF-e, e deu outras providências. (RICMS-CE/1997, art. 176-B, na redação dada pelo Decreto nº /2007) 4. Emissão A NF-e deverá ser emitida com base em leiaute estabelecido no Ato Cotepe nº 72/2005, por meio de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte ou disponibilizado pela administração tributária, observadas as seguintes formalidades: a) o arquivo digital da NF-e deverá ser elaborado no padrão Extended Markup Language (XML); b) a numeração da NF-e será sequencial de 1 a , por estabelecimento, devendo ser reiniciada quando atingido esse limite; c) a NF-e deverá conter um código numérico, obtido por meio de algoritmo fornecido pela administração tributária, que comporá a chave de acesso de identificação da NF-e, juntamente ao CNPJ do emitente, ao número e à série da NF-e; d) a NF-e deverá ser assinada pelo emitente com assinatura digital, certificada por entidade credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), que contenha o CNPJ do emitente, a fim de garantir a autoria do documento digital. O contribuinte poderá adotar séries distintas para a emissão da NF-e. (RICMS-CE/1997, art. 176-C, na redação dada pelo Decreto nº /2007) 5. Utilização do arquivo digital como documento fiscal O arquivo digital da NF-e somente poderá ser utilizado como documento fiscal depois de: a) ser transmitido eletronicamente ao Fisco, de acordo com o subitem a seguir 5.2; b) ter seu uso autorizado por meio de Autorização de Uso da NF-e, de acordo com o item 6. (RICMS-CE/1997, art. 176-D, I e II, na redação dada pelo Decreto nº /2007) 5.1 NF-e inidônea Ainda que formalmente regular, não será considerado documento fiscal idôneo a NF-e emitida ou Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 CE19-09

12 utilizada com dolo, fraude, simulação ou erro, que possibilite o não pagamento do imposto ou qualquer outra vantagem indevida, mesmo que a terceiros. Para os efeitos fiscais, os mencionados vícios atingem também o respectivo Danfe, que também não será considerado documento fiscal idôneo. A Autorização de Uso da NF-e concedida pela administração tributária não implica a validação das informações nela contidas. (RICMS-CE/1997, art. 176-D, 1º a 3º, na redação dada pelo Decreto nº /2007) 5.2 Transmissão do arquivo digital A transmissão do arquivo digital da NF-e deverá ser efetuada pela Internet, por meio de protocolo de segurança ou criptografia, com a utilização de software desenvolvido ou adquirido pelo contribuinte, ou disponibilizado pela Sefaz/CE. A referida transmissão implica formulação de pedido de concessão de Autorização de Uso da NF-e. (RICMS-CE/1997, art. 176-E, na redação dada pelo Decreto nº /2007) 6. Elementos para a concessão de autorização de uso Previamente à concessão da Autorização de Uso da NF-e, a administração tributária analisará, no mínimo, os seguintes elementos: a) a regularidade fiscal do emitente; b) o credenciamento do emitente, para emissão de NF-e; c) a autoria da assinatura do arquivo digital da NF-e; d) a integridade do arquivo digital da NF-e; e) a observância ao leiaute do arquivo estabelecido em ato Cotepe; f) a numeração do documento. (RICMS-CE/1997, art. 176-F, na redação dada pelo Decreto nº /2007) 6.1 Rejeição do arquivo digital, denegação e concessão da Autorização de Uso da NF-e Do resultado da análise dos elementos para concessão da autorização de uso referida no item 6, a Sefaz/CE cientificará o emitente: a) da rejeição do arquivo da NF-e, em virtude de: a.1) falha na recepção ou no processamento do arquivo; a.2) falha no reconhecimento da autoria ou da integridade do arquivo digital; a.3) remetente não credenciado para emissão da NF-e; a.4) duplicidade de número da NF-e; a.5) falha na leitura do número da NF-e; a.6) outras falhas no preenchimento ou no leiaute do arquivo da NF-e; b) da denegação da Autorização de Uso da NF-e, em virtude de irregularidade fiscal do emitente; c) da concessão da Autorização de Uso da NF-e. Depois da concessão da Autorização de Uso da NF-e, a mesma não poderá ser alterada. Nos casos de rejeição do arquivo digital, esse não será arquivado na Sefaz/CE para consulta, sendo permitida ao interessado nova transmissão do arquivo da NF-e, nas hipóteses das letras a.1, a.2 e a.5. Na hipótese de denegação da Autorização de Uso da NF-e, o arquivo digital transmitido ficará arquivado na Sefaz/CE para consulta, identificado como Denegada a Autorização de Uso. Nesse caso, não será possível sanar a irregularidade e solicitar nova autorização que contenha a mesma numeração. A cientificação da referida análise será efetuada mediante protocolo disponibilizado ao emitente, ou a terceiro autorizado pelo emitente, via Internet, contendo, conforme o caso, a chave de acesso, o número da NF-e, a data e a hora do recebimento do pedido pela Sefaz, assim como o número do protocolo. Nos casos de rejeição do arquivo da NF-e ou denegação da Autorização de Uso da NF-e, o mencionado protocolo deverá conter informações que justifiquem, de forma clara e precisa, o motivo pelo qual a referida autorização não foi concedida. (RICMS-CE/1997, art. 176-G, 1º a 3º, na redação dada pelo Decreto nº /2007) Consulta à NF-e Depois da concessão de Autorização de Uso da NF-e, a administração tributária da Unidade da Federação do emitente disponibilizará consulta relativa à NF-e. Essa consulta será disponibilizada, em site na Internet, pelo prazo mínimo de 180 dias. Depois desse prazo, a consulta à NF-e poderá ser substituída pela prestação de informações parciais que identifiquem a NF-e (número, data de emissão, CNPJ do emitente e do destinatário, valor e sua situação), que ficarão disponíveis pelo prazo decadencial tributário. A consulta à NF-e poderá ser efetuada pelo interessado, mediante informação da chave de acesso da NF-e ou, subsidiariamente, no ambiente nacional disponibilizado pela Receita Federal do Brasil (RFB). (RICMS-CE/1997, art. 176-P, na redação dada pelo Decreto nº /2007) CE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

13 6.2 Transmissão da NF-e Concedida a Autorização de Uso da NF-e, a Sefaz/CE deverá transmitir a NF-e para a RFB e para a Unidade da Federação: a) de destino das mercadorias, no caso de operação interestadual; b) onde deve se processar o embarque de mercadoria, no caso de saída para o exterior; c) de desembaraço aduaneiro, tratando-se de operação de importação de mercadoria ou bem do exterior. (RICMS-CE/1997, art. 176-H, 1º, I e II, na redação dada pelo Decreto nº /2007) 7. Documento Auxiliar à Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) Foi instituído o Danfe, de uso obrigatório, para acompanhar o trânsito das mercadorias e facilitar a consulta à NF-e, descrita no subitem O Danfe somente poderá ser utilizado para transitar com as mercadorias depois da concessão da Autorização de Uso da NF-e, ou quando não for possível gerar o arquivo de tal nota fiscal em decorrência de problemas técnicos. No caso de destinatário não credenciado para emitir NF-e, a escrituração dessa poderá ser efetuada com base nas informações contidas no Danfe. Quando a legislação tributária exigir a utilização de vias adicionais ou previr a utilização específica para as vias das notas fiscais, o contribuinte que utilizar NF-e deverá emitir o Danfe com o número de cópias necessárias para cumprir a respectiva norma. O Danfe deverá ser impresso em papel comum, exceto papel jornal, no tamanho A4 (210 x 297 mm), podendo ser utilizadas folhas soltas ou formulário contínuo, bem como ser pré-impresso. O mencionado Danfe deverá conter código de barras, conforme padrão estabelecido no Manual de Integração - Contribuinte de que trata o Ato Cotepe/ ICMS nº 11/2012, art. 1º. O referido documento poderá, ainda, conter outros elementos gráficos, desde que não prejudiquem a leitura de seu conteúdo ou do código de barras por leitor óptico. O contribuinte poderá requerer ao Fisco alteração do leiaute do Danfe para adequá-lo às suas operações, desde que mantidos os campos obrigatórios. (RICMS-CE/1997, art. 176-I, 1º a 7º, na redação dada pelo Decreto nº /2007) 8. Contribuintes obrigados A obrigatoriedade de uso da NF-e está prevista no Protocolo ICMS nº 42/2009 e no Protocolo ICMS nº 10/2007. Notas (1) A Instrução Normativa Catri/Sefaz nº 48/2010 prorrogou, em caráter excepcional, a utilização da NF-e pelos contribuintes obrigados desde 1º (2) O Ato de Credenciamento PAF-ECF Catri nº 6/2010 determina, em caráter excepcional, a substituição da Nota Fiscal, modelo 1 ou 1A, pela NF-e. 9. Cancelamento O prazo de cancelamento da NF-e é de 24 horas contadas a partir do momento em que foi concedida a autorização de uso, desde que não tenha ocorrido a circulação da mercadoria. Na hipótese de desistência da realização da operação, em casos excepcionais devidamente justificados no registro de eventos de cancelamento, será recepcionado o pedido de cancelamento de forma extemporânea em prazo não superior a 720 horas contadas a partir do momento em que foi concedida a autorização de uso. A Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará (Sefaz-CE), como autorizadora, aceita o pedido de cancelamento da NF-e, desde que o contribuinte utilize o web service de Evento de Cancelamento. Será utilizado no web service de evento, no caso de o evento de cancelamento ter sido recebido: a) no prazo de 24 horas, o status Cancelamento de NF-e homologado ; b) após encerrado o prazo de 24 horas, o status Cancelamento homologado fora de prazo. Destaca-se que, caso o contribuinte esteja sob ação fiscal, não será considerada válida a utilização, durante o período em que se realizar a ação, do evento de que trata a letra b deste item. (Instrução Normativa Sefaz nº 58/2013, arts. 1º, 2º e 4º) 10. Emissão em contingência As NF-e emitidas em contingência devem ser transmitidas para a Sefaz logo após a cessação dos problemas técnicos que impediam sua transmissão de forma normal. Desde 1º , a Sefaz-CE aceita a recepção de NF-e a partir da versão 2.0, emitida originalmente em contingência, utilizando Formulário de Segurança ou Declaração Prévia de Emissão em Contingência (DPEC), independentemente da data de emissão da NF-e, sendo informados os códigos de retorno diferentes para estes casos, na forma seguinte: a) Autorizado o uso da NF-e, se a NF-e for transmitida e autorizada no prazo de 168 horas; b) Autorizado o uso da NF-e. Autorização concedida fora do prazo, se a NF-e for transmitida e autorizada após decorrido o prazo de 168 horas. Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 CE19-11

14 Destaca-se que, caso o contribuinte esteja sob ação fiscal, não será considerada válida a utilização, durante o período em que se realizar a ação, do evento de que trata a letra b deste item. (Instrução Normativa Sefaz nº 58/2013, arts. 3º e 4º) 11. registro da manifestação de destinatário de NF-e Desde o dia 1º , o contribuinte do ICMS, destinatário das mercadorias, relacionadas na Instrução Normativa Sefaz nº 58/2013, Anexo II, deverão efetuar o registro dos eventos relacionados a seguir: a) confirmação da operação, manifestação do destinatário confirmando que a operação descrita na NF-e ocorreu; b) operação não realizada, manifestação do destinatário, declarando que a operação descrita na NF-e foi por ele solicitada, mas esta operação não se efetivou; c) desconhecimento da operação, manifestação do destinatário, declarando que a operação descrita da NF-e não foi por ele solicitada. Para o cumprimento da obrigação, a manifestação do contribuinte poderá ser efetuada em formulário eletrônico disponibilizado na Internet através do portal Siget, endereço eletrônico br/portalsiget/ ou por meio do aplicativo da manifestação do destinatário, disponibilizado no endereço eletrônico ou de qualquer outro que atenda aos mesmos padrões. O registro das situações de que trata o Ajuste Sinief nº 7/2005, Anexo II, deverá ser realizado nos a IOB Setorial Federal Automotivo - IPI - Incentivos fiscais - Inovar-Auto - Medida Provisória nº 638/2014 A Medida Provisória nº 638/2014 alterou diversos dispositivos da Lei nº /2012, a qual instituiu o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto), relativamente a habilitação ao regime, multa sobre o descumprimento de obrigações acessórias e consumo energético e informações, pelos fornecedores, dos valores e seguintes prazos, contados da data de autorização de uso da NF-e: Operações internas Evento Inciso do 1º da cláusula 15ª Dias Ciência da Emissão IV 5 Confirmação da Operação V 20 Operação não Realizada VI 20 Desconhecimento da Operação VII 10 Operações interestaduais Evento Inciso do 1º da cláusula 15ª Dias Ciência da Emissão IV 10 Confirmação da Operação V 35 Operação não Realizada VI 35 Desconhecimento da Operação VII 15 Operações interestaduais destinadas a área incentivada Evento Inciso do 1º da cláusula 15ª Dias Ciência da Emissão IV 10 Confirmação da Operação V 70 Operação não Realizada VI 70 Desconhecimento da Operação VII 15 (Instrução Normativa Sefaz nº 58/2013, arts. 5º a 7º) 12. Considerações finais Ficou revogada a Instrução Normativa Sefaz nº 51/2011, que dispõe sobre a forma de emissão da NF-e de estorno na hipótese em que a operação não tenha sido concretizada e o cancelamento da NF-e não for transmitido no prazo regulamentar. (Instrução Normativa Sefaz nº 58/2013, art. 8º) demais características dos produtos fornecidos aos adquirentes. O Inovar-Auto será aplicado até , data em que todas as habilitações vigentes serão consideradas canceladas e cessarão seus efeitos, exceto quanto ao cumprimento dos compromissos assumidos. Poderão habilitar-se ao Inovar-Auto: a) as empresas que produzam, no País, os produtos classificados nas posições a da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), aprovada pelo Decreto nº 7.660/2011; b) as empresas que comercializem, no País, os produtos referidos na letra a anterior; ou N CE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

15 c) as empresas que tenham projeto aprovado para instalação, no País, de fábrica ou, no caso das empresas já instaladas, de novas plantas ou projetos industriais para produção de novos modelos desses produtos. Somente poderá habilitar-se ao regime a empresa que: a) estiver regular em relação aos tributos federais; e b) assumir o compromisso de atingir níveis mínimos de eficiência energética, conforme regulamento. Para a realização das atividades de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, diretamente ou por terceiros, e de dispêndio em engenharia, tecnologia industrial básica e de capacitação de fornecedores, diretamente ou por terceiros, serão considerados realizados no País os dispêndios com a importação, para utilização em laboratórios, de: a) softwares sem similares nacionais; e b) equipamentos e suas peças de reposição, sem similares nacionais. As peças de reposição são as adquiridas juntamente com o equipamento, cujo valor seja igual ou inferior a 10% do valor do equipamento. A verificação da similaridade será realizada nos termos estabelecidos em ato do Poder Executivo. Com vistas à promoção do desenvolvimento sustentável da indústria, os fornecedores de insumos estratégicos e de ferramentaria para as empresas habilitadas ao Inovar-Auto e seus fornecedores diretos ficam obrigados a informar aos adquirentes, nas operações de venda, os valores e as demais características dos produtos fornecidos, nos termos, limites e condições definidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O desenvolvimento sustentável da indústria refere-se ao aumento do padrão tecnológico dos veículos, especialmente, quanto à segurança veicular e a emissões veiculares. A omissão na prestação das informações solicitadas ensejará a aplicação de multa no valor de 2% sobre o valor das operações de vendas. A prestação de informações incorretas no cumprimento da obrigação ensejará a aplicação de multa 1% sobre a diferença entre o valor informado e o valor devido. A aplicação das multas, ora referidas, abrangerá as operações de venda realizadas a partir do 7º mês subsequente à definição dos termos, limites e condições definidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Vale observar, ainda, que os valores das multas relacionadas ao consumo energético de que tratam os incisos II a V do caput do art. 43 da Lei nº /2012 deverão ser depositados no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), em conta específica. (Lei nº /2012, arts. 40, 1º, 2º, 4º e 5º-A a 5º-C, 41-A, e 43, caput, II a V; Medida Provisória nº 638/2014; TIPI - Decreto nº 7.660/2011) N a IOB Comenta Estadual Redução na base de cálculo do ICMS nas operações internas com produtos resultantes de reciclagem de plástico, papel, papelão e outros materiais Por meio do ato em fundamento, o legislador cearense alterou disposições do RICMS-CE/1997, especialmente em seu art. 41, I, z-1, para reduzir a base de cálculo do ICMS nas operações internas com resíduos sólidos da construção civil e outros materiais recicláveis, desde que possuam a certificação do selo verde emitida pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (SEMACE) e contenham, em sua composição, no mínimo, o percentual de insumos reutilizados definidos em ato do secretário da Fazenda, em 58,82%. O referido benefício fiscal está previsto, também, na Lei nº /1996, art. 43, I, z.1, na redação dada pela Lei nº /2012. Considerando que, de acordo com o RICMS-CE/ 1997, art. 55, I, aplica-se a alíquota de 17% nas operações internas, conclui-se que, na hipótese em comento, a carga tributária final é de 7%. Observa-se ainda que a Lei nº /2011, regulamentada pelo Decreto nº /2013, criou o selo verde para certificar produtos compostos de materiais reciclados e dá outras providências. (Decreto nº /2014) N Boletim IOB - Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 CE19-13

16 a IOB Perguntas e Respostas IPI Alíquota - Aplicação do princípio da anterioridade nonagesimal 1) A lei que institui ou majora alíquotas do IPI pode ser aplicada no mesmo exercício de sua publicação? A legislação que institui ou majora o IPI pode ser aplicada no mesmo exercício de sua publicação no Diário Oficial da União, não se aplicando o princípio da anterioridade (anual). Contudo, deverá ser observada a aplicação da anterioridade nonagesimal (noventena), onde a legislação somente produzirá efeitos após o prazo de 90 dias da data de sua publicação. (Constituição Federal/1988, arts. 150, III, b e c, 1º, e 153, IV) Importação por conta e ordem - Procedimento 2) Qual é o procedimento a ser adotado por empresa que contratar pessoa jurídica para realizar importação por sua conta e ordem, perante a Receita Federal? A pessoa jurídica que contratar empresa importadora para operar por sua conta e ordem deverá apresentar cópia do contrato firmado entre as partes para a prestação dos serviços, caracterizando a natureza de sua vinculação, à unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) de fiscalização aduaneira com jurisdição sobre o seu estabelecimento matriz. (Instrução Normativa SRF nº 225/2002, art. 2º) IOF Operações de crédito - Prazo indeterminado - Alíquota 3) Nas operações de crédito sem data de vencimento certa ou fixa, qual é alíquota do IOF que deverá ser considerada? As operações sem data de vencimento certa ou fixa, ou seja, com prazo indeterminado, serão consideradas como de prazo até 365 dias. (Decreto nº 6.306/2007, art. 7º, 1º) ICMS/CE Crédito - Prestação de serviço de transporte - Mercadorias empregadas na prestação - Direito 4) Há previsão de crédito para empresas prestadoras de serviço de transporte? Para fins de compensação do ICMS devido, constitui crédito fiscal o valor do imposto relativo à mercadoria recebida para o emprego na prestação de serviço de transporte interestadual ou intermunicipal. Desse modo, o prestador de serviço de transporte de cargas tem direito ao crédito fiscal relativo às aquisições de mercadorias que sejam empregadas nas respectivas prestações de serviços. (RICMS-CE/1997, art. 60, V) Crédito fiscal - Prescrição - Contagem do prazo - Termo de início 5) Qual é o prazo de prescrição do direito de aproveitamento do crédito do ICMS? O direito de aproveitar o crédito extingue-se depois de decorridos 5 anos contados da data de emissão do documento. (Lei nº /1996, art. 51, 4º) Substituição tributária - Aditivos, anticorrosivos e graxas - Comercialização 6) Os produtos aditivos, anticorrosivos e graxas, adquiridos para serem comercializados, estão sujeitos ao regime de substituição tributária, nas operações internas? Sim. Os produtos aditivos, anticorrosivos e graxas adquiridos para serem comercializados estão sujeitos ao regime de substituição tributária nas operações internas desde que destinados ao uso em aparelhos, equipamentos, motores e veículos. (RICMS-CE/1997, art. 470, 1º, I) CE Manual de Procedimentos - Maio/ Fascículo 19 - Boletim IOB

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