RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA
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- Marcelo Anjos Cavalheiro
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1 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA Sexto Relatório de Balanço, 2013
2 Unidos pelas crianças Unidos contra o SIDA Os relatórios de balanço sobre as Crianças e o SIDA são as principais publicações da campanha, Unidos pelas Crianças, Unidos contra o SIDA. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lidera o desenvolvimento destas publicações, como parte do seu compromisso para com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA (ONUSIDA), em colaboração com os outros 10 co-patrocinadores. A ONUSIDA reúne os recursos do seu Secretariado e de 11 organizações do sistema das Nações Unidas, na coordenação e responsabilização dos esforços no sentido de unir o mundo contra o SIDA. A divisão do trabalho é a seguinte: Agências Convocadas e os Parceiros OMS, UNICEF, OIT, PNUD, UNESCO, FNUAP, ACNUR, PMA e Banco Mundial OMS, OIT, PNUD, ACNUR, UNICEF, PMA. OMS, OIT, UNICEF, PMA. UNODC, PNUD, UNESCO, FNUAP, UNICEF, OMS, Banco Mundial. PNUD, FNUAP, UNESCO, OMS, Banco Mundial. PNUD, FNUAP, ONU/Mulheres, ACNUR, UNICEF, UNODC, OIT, UNESCO, e a OMS. PNUD, FNUAP, ONU/Mulheres, OIT, UNESCO, ACNUR, UNICEF, UNODC, PMA, OMS. UNICEF, FNUAP, OIT, UNESCO, ACNUR, PMA, OMS. UNICEF, Banco Mundial, OIT, PNUD, ACNUR, PMA. ACNUR, PMA, PNUD, FNUAP, UNICEF, UNODC, OMS. PMA, ACNUR, UNICEF, OMS. UNESCO, OIT, FNUAP, UNICEF, OMS. Banco Mundial, OIT, PNUD, UNESCO, FNUAP, ACNUR, UNICEF, UNODC, OMS, PMA. A divisão de tarefas Previnem a mortalidade materna e impedem a infecção pelo HIV em bebés. Asseguram que as pessoas vivendo com o HIV recebem o tratamento. Impedem que as pessoas vivendo com o HIV morram de tuberculose. Protegem os utilizadores de drogas da infecção pelo HIV e asseguram o acesso aos serviços abrangentes de HIV nas prisões e em outras configurações de reclusão. Capacitam os homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e transexuais na protecção do HIV e no acesso total à terapia anti-retroviral. Removem as leis, políticas, práticas punitivas, estigma e a discriminação que impedem respostas eficazes contra o SIDA. Atendem às necessidades das mulheres e raparigas relativamente ao HIV e impedem a violência sexual e baseada no género. Capacitam os jovens a protegerem-se do HIV. Abordam sobre o HIV em situação de emergências humanitárias. Integram a alimentação e a nutrição no âmbito da resposta ao HIV. Asseguram a educação de alta qualidade para uma resposta mais eficaz ao HIV. Assegurar a educação de qualidade para uma resposta mais efectiva contra o HIV. Providenciam apoio estratégico, priorizam planos multissectoriais da resposta ao SIDA e os respectivos custos. Os resultados, interpretações, citações, conclusões e opiniões expressas no presente relatório e/ou no site da não podem necessariamente ser atribuídas de forma individual a qualquer das organizações envolvidas na produção deste relatório. Porque ainda persiste o estigma relacionado ao HIV e, de acordo com os padrões globais dos direitos da criança, e também em concordância com a vontade explícita, o UNICEF tomou medidas para a protecção da identidade das crianças e das suas mães. O UNICEF obtém o consentimento por escrito das pessoas vivendo com o vírus antes de identificá-las nas fotos ou em outros fóruns de mídia. Salvo disposição em contrário, as pessoas representadas nesta publicação e nos materiais adicionais em versão electrónica, não devem ser consideradas como estando a viver com o HIV. Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), 2013 A autorização para a reprodução de qualquer parte desta publicação será concedida gratuitamente às organizações educacionais e sem fins lucrativos. Citação sugerida: Fundo das Nações Unidas para a Infância, Rumo á uma Geração Livre do SIDA - Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013, UNICEF, Nova Iorque, Dados e materiais de apoio encontram-se disponíveis em: < Para qualquer rectificação e posterior impressão, visite o site do UNICEF em < Foto da capa: No norte do Ruanda, crianças correm em direcção á casa depois da escola. Os alunos participaram de uma discussão em grupo organizada para aumentar a consciencialização sobre questões sociais importantes, como a saúde, higiene, saneamento e o HIV. UNICEF/RWAA /Noorani
3 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 INDÍCE ii Sobre este relatório 1 4 Sumário executivo: Rumo á uma geração livre do SIDA Capítulo 1 A resposta ao HIV na primeira década de vida 6 A primeira década: Progressos e desafios 15 Novos paradigmas, oportunidades e inovações 17 Estratégias para acelerar o progresso na primeira década de vida 24 Capítulo 2 26 A segunda década: Transição e vulnerabilidade A resposta ao HIV na segunda década de vida 40 Capítulo 3 42 Duas décadas, muitos sectores Parcerias para uma geração livre do SIDA 29 Desigualdades e barreiras de acesso aos serviços 32 Estratégias para acelerar o progresso na segunda década de vida 39 Manter os ganhos obtidos na primeira década de vida 44 Enfrentar o HIV entre as crianças em situações de emergência: Um caso para parcerias reforçadas Referências Anexo: Quadros estatísticos Fotos Legendas e créditos Acrónimos 45 Rumo á uma geração sem o SIDA: Colmatar lacunas e manter os ganhos 53 Notas sobre os dados 54 Tabela estatística 1: Eliminação de novas infecções pelo HIV em crianças até 2015 e manter as suas mães vivas 58 Tabela estatística 2: Prestação de cuidados e tratamento pediátrico do HIV 66 Tabela estatística 3: Demografia e epidemiologia do HIV entre os adolescentes 70 Tabela estatística 4: Conhecimentos, testagem de HIV e comportamento sexual entre os adolescentes 74 Tabela estatística 5: Epidemiologia, conhecimentos, testagem do HIV e comportamento sexual entre populações chave afectadas e menores de 25 anos 78 Tabela estatística 6: Protecção, cuidados e apoio ás crianças afectadas pelo HIV e o SIDA
4 SOBRE ESTE RELATÓRIO RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, O Sexto Relatório de Balanço centra-se na resposta do HIV e o SIDA entre crianças em países de baixa e média 1. O relatório está estruturado em torno da primeira e segundas décadas de vida da criança, e tem os seguintes objectivos: rever o peso do HIV em crianças e adolescentes, assim como, os progressos alcançados e identificar as principais estratégias para acelerar o acesso à prevenção, tratamento, protecção, cuidados e apoio às crianças e adolescentes resumir as oportunidades decorrentes dos avanços científicos recentes, novas tecnologias, inovações e práticas emergentes mobilizar os esforços nacionais e internacionais para manter as crianças livres do HIV e garantir que, aquelas que vivem com o HIV, permaneçam sem o SIDA. Principais compromissos e estratégias globais relacionadas às crianças e o SIDA Declaração do Milénio das Nações Unidas 2001 Objectivos do Desenvolvimento do Milénio Declaração de Compromisso sobre o HIV/SIDA 2006 Enquanto os governos nacionais são, em última instância, os responsáveis primários pelos seus compromissos internacionais e domésticos, este relatório tem por objectivo informar sobre os esforços coordenados de todos as partes interessadas, que se empenham para alcançar o objectivo de uma geração livre do SIDA. As partes interessadas incluem os doadores, especialistas, agências das Nações Unidas, parceiros de implementação, sociedade civil e as comunidades em diversas partes do mundo. Para o sucesso das estratégias descritas neste relatório é essencial o envolvimento dos adultos e adolescentes vivendo como o HIV. Responder aos desafios do HIV é uma responsabilidade conjunta e, alcançar uma geração livre do SIDA será igualmente um triunfo a ser partilhado. Ao longo deste relatório, o termo crianças aplica-se a todos os indivíduos com idade inferior a 18 anos, incluindo adolescentes, conforme definido na Convenção sobre os Direitos da Criança. As Nações Unidas definem os adolescentes como pessoas com idade entre anos, e os jovens como pessoas com idades compreendidas entre os anos. Declaração Política sobre o HIV/SIDA 2010 Contagem para Zero: Estratégia Expandir a Nutrição (EAN): Um Quadro de Acção Estratégia Global do Secretario Geral das Nações Unidas para a Saúde das Mulheres Comissão Global sobre o HIV e a Lei ii
5 SUMÁRIO EXECUTIVO RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Uma geração livre do SIDA significa uma geração em que, todas as crianças nascem livres do HIV e, permanecem nesse estado durante as duas primeiras décadas de vida isto é, do nascimento até a adolescência. Isso também significa que, as crianças vivendo com o HIV ou afectadas pelo vírus têm acesso ao tratamento, cuidados e o apoio que necessitam para permanecerem vivas e saudáveis. Pela primeira vez na história da epidemia do HIV a comunidade global acumulou conhecimentos, experiências e as ferramentas necessárias para alcançar uma geração livre do SIDA. As crianças devem ser as primeiras a beneficiarem-se dos nossos sucessos na derrota do HIV, e as últimas a sofrerem as consequências dos nossos fracassos. Uma geração livre do SIDA começa na primeira década de vida Anthony Lake, Director Executivo, UNICEF As principais componentes da resposta ao HIV em crianças estão bem estabelecidas a eliminação da transmissão vertical (PTV), o tratamento de crianças vivendo com o HIV e a mitigação do impacto económico e social. O desafio hoje, é o de aplicar os conhecimentos existentes buscando novas oportunidades e inovações enquanto se usam os recursos disponíveis de forma mais eficiente e eficaz possível, para garantir que, as crianças sobrevivam e cresçam na sua primeira década de vida. Declaração Política sobre o HIV e SIDA. Intensificar os esforços para eliminar o HIV e o SIDA Plano Global para a Eliminação de Novas Infecções pelo HIV entre as Crianças até 2015 e manter as suas Mães Vivas Abordagem de Investimentos para uma resposta Eficaz ao HIV/SIDA O compromisso para a sobrevivência da criança: Uma Promessa Renovada Planeamento Familiar 2020 Plano Global Ano alvo Prazo dos ODMs
6 UNICEF Malawi/2013/Marinovich UNICEF/NYHQ /Jayasuriya UNICEF/ZIMA /Pirozzi RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 Entre 2009 e 2012, registou-se um progresso mais significativo comparativamente ao que foi alcançado na década anterior. De acordo com os dados de 2012, estes mostram um declínio de 35% de novas infecções pelo HIV entre as crianças menores de 15 anos quando comparados a Em 2012, a cobertura dos medicamentos antiretrovirais (ARVs) para as mulheres grávidas vivendo com o HIV alcançou os 62%, nos 22 países prioritários do Plano Global Para a Eliminação de Novas Infecções pelo HIV entre crianças até 2015 e manter suas mães vivas (o Plano Global ) 3. No entanto, durante 2012, nesses países 4, aproximadamente crianças (180, ,000) foram infectadas pelo HIV, com uma média diária de 630 ( ) infecções. Embora actualmente no mundo se reduza a infecção pelo HIV entre as crianças, mais rapidamente do que em qualquer outro momento na história, o ritmo terá de ser acelerado ainda mais, para se poder alcançar o objectivo Plano Global em Assegurar a saúde das mulheres grávidas e lactantes vivendo com o HIV é fundamental para se alcançar uma geração livre do SIDA Nos últimos três anos, os países começaram a avançar para o início precoce do regime da droga tripla e a programação simplificada para eliminar a transmissão vertical. Esta abordagem enfatiza a saúde a longo prazo, das mulheres grávidas e lactantes vivendo com o HIV, assim como, a prevenção da infecção pelo HIV em crianças. As Directrizes Consolidadas da Organização Mundial de Saúde de 2013, sobre o Uso de Medicamentos Anti-retrovirais, no Tratamento e Prevenção da Infecção pelo HIV, recomendam o início da terapia anti-retroviral (TARV), ou ao longo da vida ou durante o período de risco de transmissão vertical, para todas as mulheres grávidas e lactantes vivendo com o HIV. Independentemente da contagem do CD4, os ARVs devem ser providenciados ao longo da vida a todas as crianças menores de 5 anos de idade e com o diagnóstico de HIV 5. O passo dado, relativo à provisão do TARV a todas as mulheres grávidas e lactantes, representa uma mudança importante de paradigma que coloca a saúde e o bem-estar da mulher no centro de prevenção do HIV em crianças. Manter as mães vivas e saudáveis é um dos factores mais importantes para a sobrevivência da criança nos primeiros estágios de vida. Na prevenção de infecções pelo HIV em crianças, constitui uma prioridade, impedir a infecção pelo HIV entre as mulheres e raparigas em idade fértil e ajudar as mulheres e raparigas que vivendo com o HIV a evitar uma gravidez indesejada. Mais crianças têm acesso ao TARV, mas este progresso é de longe menor do que o progresso em adultos No geral, a cobertura do TARV para crianças menores de 15 anos vivendo com HIV em países de baixa e média renda é consistentemente cerca da metade dos adultos 34% das crianças em 2012, comparativamente aos 64% de adultos no mesmo ano 6. As crianças menores de 15 anos idade que precisam do TARV para sobreviver, são significativamente menos propensas a receberem se comparado com os adultos. Na ausência de testes de HIV e a iniciação oportuna do TARV, um terço das crianças vivendo com o HIV morrem antes do primeiro ano de vida e mais de metade morre 2
7 antes de completar dois anos de idade 7. É portanto, necessário um esforço enorme para alcançar a meta global de provisão do TARV para todas as crianças elegíveis até É necessário dar mais atenção, para prevenir e tratar o HIV durante a adolescência, para que, as crianças permaneçam livres do SIDA na segunda década de vida Enquanto a comunidade internacional reflecte sobre os ganhos obtidos na primeira década de vida de uma criança, não pode continuar a negligenciar a segunda década crucial da infância. Até finais de , cerca de 2,1milhões de adolescentes ( milhões), viviam com o HIV no mundo e, aproximadamente dois terços das novas infecções pelo HIV entre os adolescentes com idade entre anos ocorreram em raparigas 9. Os adolescentes experimentam uma segunda onda de vulnerabilidade à infecção pelo HIV que é impulsionada por vários factores, e ao mesmo tempo, deparam-se com inúmeras barreiras no acesso aos serviços. Tratando-se de crianças vivendo com o HIV, à medida que crescem mudam também, o seu tratamento, cuidados, o tipo de apoio e as necessidades.os adolescentes enfrentam novos desafios para a adesão aos medicamentos porque aumentam as responsabilidades em relação a sua própria saúde, no acesso aos serviços e informações que necessitam para levar uma vida saudável e produtiva. Em todo o mundo, a prevalência do HIV é desproporcionalmente alta entre as populações chaves de adolescentes homens que fazem sexo com homens, adolescentes que usam drogas injectáveis, adolescentes exploradas sexualmente 10. É necessária uma estratégia abrangente para lidar com as diversas necessidades. A protecção social e a protecção à criança, a assistência e o apoio devem ajudar nos esforços para intensificar as intervenções de alto impacto durante as duas primeiras décadas de vida Criar uma geração livre do SIDA é mais do que um esforço biomédico. É necessário abordar os factores económicos e sociais do HIV como a pobreza, a insegurança alimentar, uso de drogas e do álcool, marginalização social, desigualdade de género, violência e exploração sexual, e a falta do acesso à educação, incluindo a educação sexual abrangente. Estes factores devem ser encarados simultaneamente, como parte de uma abordagem multissectorial do HIV entre as crianças. Os esforços para atender às necessidades das crianças que vivem com o HIV, ou em famílias afectadas através de intervenções abrangentes de protecção, cuidados e de apoio ainda não alcançaram uma ampla cobertura 11. Requer-se portanto, mais colaboração entre os sectores. O apoio económico e psicossocial é particularmente importante para os cerca de 17,8 milhões de crianças (16.1 milhões 21.6 milhões) que perderam um ou ambos os pais devido ao SIDA 12. Estas medidas não só aliviam as dificuldades, mas podem ajudar a reduzir o risco de infecção pelo HIV e apoiar na adesão à medicação a longo prazo e a continuidade dos cuidados para as crianças e suas famílias 13. Duas décadas, muitos sectores Este relatório destaca os sucessos e as lacunas na resposta ao HIV entre crianças na primeira e segunda décadas de vida e sublinha a urgência de se alcançarem resultados mais rapidamente e com os recursos disponíveis. Embora o relatório enfatize os locais de alta prevalência, a preocupação é similar para os locais com baixa prevalência e o desafio principal é manter e expandir os progressos alcançados. Para alcançar este objectivo são apresentadas inovações e novos paradigmas juntamente com as principais estratégias para acelerar o ritmo do progresso. Uma geração livre do SIDA só será alcançada através de uma liderança forte por parte dos governos e com os parceiros a alinharem o seu apoio para os objectivos comuns. A participação incondicional da sociedade civil e das comunidades afectadas também é necessária, não só como parceiras de implementação, mas também nos processos de planeamento, tomada de decisão, sensibilização, promoção e fortalecimento da responsabilização e prestação de contas. O caminho para uma geração livre do SIDA é claro. O mundo precisa agora de se empenhar fortemente para manter os ganhos duramente conquistados e para enfrentar as restantes desigualdades e lacunas na resposta ao HIV entre as crianças. 3
8 CAPÍTULO 1 A RESPOSTA AO HIV NA PRIMEIRA DÉCADA DE VIDA RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 A eliminação de novas infecções pelo HIV entre as crianças é uma meta ambiciosa, mas alcançável. Com o apoio da Iniciativa Toda mulher e Toda a Criança, uma geração livre do SIDA pode ser nossa. Não há melhor investimento do que a saúde de mulheres e das crianças. Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas UNICEF Malawi/2013/Marinovich 4
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10 A PRIMEIRA DÉCADA: PROGRESSOS E DESAFIOS Desde a introdução do primeiro regime eficaz de TARV para a prevenção da transmissão vertical (PTV) em 1994, as perspectivas para as crianças nascidas de mães vivendo com o HIV melhorou dramaticamente. Nos países de alta renda, a transmissão vertical do HIV foi praticamente eliminada. Hoje, com a constante expansão da cobertura de ARVs mais eficazes e com novas abordagens na sua provisão, existe a esperança que, a transmissão vertical do HIV, também pode ser praticamente eliminada em países de baixa e média renda. O Plano Global Para a Eliminação de Nova Infecções pelo HIV entre crianças até 2015 e manter as suas mães vivas (o Plano Global ), identifica 22 países prioritários onde ocorrem cerca de 90% de todas as novas infecções pelo HIV entre as crianças. Destes países, 21 estão na África subsaariana, sendo o outro país a Índia 15. É um objectivo importante do Plano Global 16 a redução para menos de 5% da transmissão vertical, em crianças que estão sendo amamentadas e para menos de 2% em crianças que não se alimentam do leite materno. Com base em estimativas de 2012 (veja a Figura 1.1) 17, isto significa ter que alcançar anualmente, um número estimado de 1,5 milhões ( milhões) de mulheres grávidas vivendo com o HIV. Sem qualquer tipo de intervenção, cerca de 15 a 45% das crianças nascidas de mães infectadas irá contrair o HIV, dos quais 5 10% durante a gravidez, 10 20% durante o trabalho de parto, e 5 20% através de aleitamento materno 18. Regista-se um progresso significativo na expansão do acesso aos anti-retrovirais para a PTV Foram realizados progressos encorajadores na expansão e melhoria da qualidade dos programas. Em 2012, cerca de mulheres grávidas vivendo com o HIV em países de baixa e média renda, recebeu ARVs para prevenir a transmissão vertical, o TARV ou uma profilaxia eficaz para a sua própria saúde. Este número representa um aumento de um terço das mulheres que recebeu a terapia em Enquanto o mundo actualmente reduz as novas infecções pelo HIV entre as crianças, mais rapidamente do que em qualquer outro momento na história, o ritmo terá de ser acelerado ainda mais, para atingir a meta de 2015, que é a redução em 90% (ver Figura 1.2). Apesar da cobertura global dos medicamentos RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 figura 1.1 Estimativa do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV em países de baixa e média renda entre ,000,000 1,500,000 1,000, , ,5 milhões de mulheres grávidas vivendo com o HIV (2012) Nota: A área em azul indica a dúvida em torno das estimativas Fonte: Estimativas do HIV e SIDA da ONUSIDA de
11 CAIXA O Plano Global Para a Eliminação de Nova Infecções pelo HIV entre crianças até 2015 e manter as suas mães vivas Desde o seu lançamento em 2011, o Plano Global apoiou a catalisação dos esforços para combater o HIV em crianças e suas mães, através dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio 4 (reduzir a mortalidade infantil), 5 (melhorar a saúde materna) e, 6 (combater o HIV, tuberculose e a malária). Embora estejam incluídos todos os países de baixa e média renda, o plano concentra-se em 22 países prioritários, que contam com quase 90% das mulheres grávidas vivendo com o HIV no mundo, bem como, com cerca de 90% das novas infecções entre as crianças. O Plano Global centra-se no alcance de dois objectivos globais nomeadamente: Objectivo 1: Reduzir em 90%, o número de novas infecções pelo HIV entre as crianças Objectivo 2: Reduzir em 50%, o número de mortes maternas devido ao SIDA. Em 2011, o custo para o cumprimento dos objectivos do Plano Global para 17 dos 22 países prioritários foi estimado em cerca de 1 bilhão de dólares anuais, para um período de cinco anos. Deste montante, 43% foi para a prestação de serviços de PTV para as mulheres grávidas vivendo com o HIV e para o tratamento da sua própria saúde, 37% foi alocado à prevenção da infecção primária do HIV, 12% para o TARV pediátrico e os restantes 8% para o planeamento familiar. 20 Vários países incluindo o Botsuana, Namíbia e a África do Sul estão a fazer investimentos internos substanciais, no sentido de alcançarem os objectivos do Plano Global. Os principais doadores internacionais deste esforço incluem-se o Fundo Global de Combate ao SIDA, Tuberculose e Malária e o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio do SIDA (PEPFAR). figura 1.2 Estimativa do número de novas infecções pelo HIV em crianças (com idade entre 0 14 anos): Tendência global e projecções, , ,000 Tendência estimada Tendência projectada 400, , ,000 Declínio de 26% em 8 anos (média de anual) Declínio de 35% em 3 anos (média de anual) Objectivo do Plano Global: Redução em 90% em ,000 0 Necessário declínio de 85% em 3 anos (média de anual), Fonte: Análise do UNICEF das estimativas do HIV e SIDA da ONUSIDA,
12 anti-retrovirais para prevenção da transmissão vertical em países de baixa e média renda tenha atingido os 62% em 2012, houve uma variação considerável entre as regiões (ver Figura 1.3). Na África Oriental e Austral, onde o peso do HIV é maior, três quartos das mulheres grávidas tiveram acesso (66 85%). Na Europa central e do leste e na Comunidade dos Estados Independentes (ECL/CEI), reporta-se uma cobertura muito alta (superior a 95%), assim como, na América Latina e no Caribe (88%; 58 95%). Em todas as outras regiões estima-se que a cobertura seja abaixo da metade 21. Um dos objectivos principais do Plano Global é providenciar os ARVs a 90% das mulheres grávidas vivendo com o HIV no mundo, até o final de Este objectivo está agora ao alcance pois, nos 22 países prioritários do Plano Global, 62% das mulheres grávidas vivendo com o HIV receberam em 2012, a profilaxia, comparativamente aos 57% em 2011 e 49% em Desde 2009, a maioria dos países mudou a política do uso de dose única de nevirapina para regimes mais eficazes para a PTV. Quatro dos países prioritários do Plano Global Botsuana, Gana, Namíbia e Zâmbia já atingiram a meta de 90%, estando Moçambique, África do Sul, Suazilândia e o Zimbabwe próximos do alvo. No entanto, cinco países Quénia, Lesoto, Nigéria, África do Sul e Suazilândia experimentaram no ano passado declínios na cobertura da PTV. Quatro dos países nomeadamente Angola, Chade, República Democrática do Congo e a Nigéria tiveram em uma cobertura nacional de menos de 20% de medicamentos ARVs para a PTV. As directrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2013, sobre o TARV recomendam o teste de HIV universal para todas as mulheres grávidas, como parte do pacote básico dos serviços de atendimento pré-natal em todos os locais. Em alguns países com prevalência baixa ou concentrada da epidemia a oferta do teste de rotina do HIV para todas as mulheres grávidas pode ser considerado proibitivo, quando comparado com o número de casos detectados 24. No Vietname e em outros países com epidemias concentradas, o teste de HIV está sendo incorporado numa lista padrão de testes a serem feitos durante a gravidez 25. É fundamental que se estabeleça a referência, figura 1.3 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 Estimativa da percentagem de mulheres grávidas vivendo com o HIV que recebem anti-retrovirais mais efectivos para a PTV nas regiões do UNICEF, em todos os países de baixa e média renda e nos 22 países prioritários do Plano Global, % 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 2005* África Oriental e Austral África Central e Ocidental Norte de África e Médio Oriente Ásia Oriental e Pacífico Sul da Ásia América ECL/CEI Todos os países 22 países Latina e de baixa e prioritários do Caribe média renda Plano Global Nota: As linhas verticais indicam a dúvida em torno das estimativas. Os números da cobertura entre não são comparáveis com os 2012, porque são baseados nas directrizes anteriores de tratamento da OMS que incluem a dose única de nevirapina. Fonte: ONUSIDA, UNICEF e OMS, Relatório de Progresso da Resposta Global do SIDA, 2013 e ONUSIDA e as estimativas do HIV e SIDA,
13 UNICEF/NYHQ /Asselin ligação e acompanhamento adequado dos serviços. Na Índia, onde os números globais são elevados, e a população de mulheres vivendo com o HIV está dispersa por todo o país, recomenda-se o início e a manutenção dos ARVs para mulheres e crianças, como parte do pacote de cuidados pré natais nos contextos de saúde materna e infantil 26. No Camboja também demonstrou-se que, esta abordagem pode aumentar não só, o acesso ao tratamento no nível de cuidados primários, mas também, pode resultar na redução da perda de acompanhamento das mulheres e das crianças diagnosticadas com o HIV. O acesso ao TARV para as mulheres grávidas com vista a equilibrar a sua própria saúde está a aumentar, mas ainda é reduzida comparativamente a de outros adultos Nos países de baixa e média renda, a percentagem de mulheres grávidas vivendo com o HIV (com níveis de CD4 inferiores a 350 células por milímetro cúbico) e que receberam o TARV para equilibrar a sua própria saúde, foi de apenas 58% em As estimativas do mesmo ano indicam que, 64% de todos os outros adultos (com níveis de CD4 inferior a 350 células/mm3) receberam o TARV 27. Em 2012, vários países prioritários do Plano Global incluindo Botsuana, Gana, Malawi, Namíbia, África do Sul, Suazilândia e Zâmbia informaram que, sob os critérios da OMS de 2010, mais de 75% das mulheres grávidas elegíveis para o TARV recebeu o tratamento, enquanto que, em países como Quénia, Lesoto, República Unida da Tanzânia e Zimbabwe, mais de 50% de mulheres receberam o TARV 28. Em consonância com as directrizes de 2013 da OMS sobre os ARVs 29, espera-se que, esta tendência continue à medida que mais países adoptam o uso do TARV para todas as mulheres grávidas e lactantes que vivendo com o HIV. Aumentar o impacto: Estão a reduzir-se as novas infecções entre crianças Como resultado do recente progresso na EMTCT (Eliminação da transmissão de mãe para filho), menos crianças estão a contrair o HIV. Nos países de baixa e média renda, ocorreram em cerca de novos casos de infecção entre as crianças e entre 2005 e 2012, foram impedidas nesses países 31, mais de infecções pelo HIV. Em a vasta maioria das novas infecções pelo HIV entre crianças dos 0 14 anos ocorreu na África Oriental e Austral ( ), na África Ocidental e Central (98.000), seguida pelo sul da Ásia (15.000), a Ásia Oriental e Pacífico (7.900), e por todas as outras regiões, que registaram cada uma menos de novas infecções. Nos 22 países prioritários do Plano Global, registou-se um declínio das taxas globais de transmissão vertical, de uma estimativa de 26% em 2009 para 17% em O número de crianças menores de 15 anos infectadas nesses países, também registou um declínio de 36%, com uma estimativa de em 2009 para em Nesse período, sete países reduziram para a metade as novas infecções pelo HIV entre as crianças (ver Figura 1.4) 33. 9
14 figura 1.4 Progresso dos países na redução de novas infecções pelo HIV entre crianças dos 0 14 anos nos 21 países africanos prioritários no Plano Global, DECLÍNIO RÁPIDO (50% OU MAIS) DECLÍNIO MODERADO (30 49%) DECLÍNIO LENTO (MENOS DE 30%) Gana (76%) República Unida da Tanzânia (49%) Camarões (29%) Namíbia (58%) África do Sul (46%) Costa do Marfim (27%) Zimbabwe (55%) Moçambique (45%) Lesoto (17%) Malawi (52%) Uganda (45%) República Democrática do Congo (15%) Botsuana (52%) Quénia (44%) Nigéria (10%) Zâmbia (50%) Suazilândia (38%) Chade (9%) Etiópia (50%) Burundi (31%) Angola (9% increase) Fonte: Actualização do UNICEF para uma tabela publicada no Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/SIDA, Relatório Global: Relatório da ONUSIDA sobre a epidemia global do SIDA, 2013, ONUSIDA, Genebra, 2013, p.9. RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 Na maioria das regiões, tem-se registado melhorias na redução da taxa de transmissão vertical do HIV. No entanto, ainda há muito a ser feito. A região ECL/CEI reporta a taxa mais favorável na redução da transmissão, que ronda os 6%, seguida da América Latina e o Caribe com 10%, com a África Oriental e Austral a registar uma redução de 13%. Em todas as outras regiões os relatórios indicam taxas de transmissão mais altas e preocupantes e acima dos 20%, sendo o leste da Ásia e Pacífico, 22%; África Ocidental e Central, 28%; Médio Oriente e Norte da África, 34%; Sul da Ásia, 38% 34. CAIXA Mais crianças têm acesso ao TARV, mas o progresso em crianças é menor, comparado com o progresso em adultos Validação dos países que alcançaram a eliminação da transmissão vertical A ausência de testes de HIV e a iniciação oportuna do TARV, faz com que um terço das crianças vivendo com o HIV morram antes do seu primeiro ano de vida, e a metade morre antes de atingir os dois anos de idade 41. Globalmente, o ritmo da expansão do TARV para crianças menores de 15 anos é apenas a metade comparado com o progresso da expansão do tratamento em adultos. Em foi registado um aumento do acesso das Para além do âmbito do Plano Global, há países que também estão a fazer progressos para a EMTCT. Por exemplo, Cuba e o Panamá, 35 Tailândia 36 e alguns países da Europa do leste, como a Arménia, Bielorrússia, Geórgia, Cazaquistão e a República da Moldávia 37, reportam uma aproximação de 2% das taxas de transmissão. As iniciativas regionais estão a impulsionar o momentum por exemplo, foi elaborado em , o Plano de Acção Europeu para o HIV/SIDA e existem também, iniciativas para a eliminação de infecções pediátricas pelo HIV e sífilis congénita na Ásia Oriental e Pacífico e na América Latina e Caribe 39. Em reconhecimento desta tendência, a OMS estabeleceu critérios e processos de validação dos relatórios desses países sobre a eliminação de novas infecções pelo HIV entre as crianças. Os países submetem os relatórios à OMS, e o processo da sua validação é apoiada por entidades regionais e nacionais criadas para o efeito. Foram estabelecidos critérios e processos para validar os relatórios sobre a eliminação do HIV e da sífilis congénita
15 crianças ao TARV de 14% comparado com os 20% para os adultos no mesmo período 42. Em países de baixa e média renda a cobertura global do TARV para as crianças menores de 15 anos tem sido consistentemente a metade da cobertura em adultos 34% contra 64% para adultos em 2012 (veja a Figura 1.5) 43. A região da ECL/CEI apresenta a maior cobertura de TARV para crianças menores de 15 anos: 85% (80 89%), seguida da América Latina e o Caribe com 67% (50 83%). A região da Ásia Oriental e Pacífico reportou a taxa de cobertura de 53% (41 72%), enquanto o Sul da Ásia registou uma cobertura de 39% (30 49%). A África Oriental e Austral, que é a região com maior necessidade, reportou uma cobertura de 40% (35 46%). As coberturas mais baixas foram registadas nas regiões da África Ocidental e Central, com 15% (13 18%), e do Médio Oriente e África do Norte, com 7% (4 10%) 44. A cobertura do TARV para crianças menores de 15 anos nos 22 países prioritários do plano global aumentou de 29% ( crianças) em 2011 para 34% ( crianças) em 2012, mas o ritmo da expansão nesses países de baixa e média renda é inferior a dos adultos 45. Quatro dos países prioritários do plano global tiveram uma cobertura do TARV superior a 50% em crianças elegíveis nomeadamente o Botsuana (> 95%), Namíbia figura 1.5 Percentagem de adultos (com mais de 15 anos) e crianças (0 14 anos) vivendo com HIV que receberam em 2012 a terapia anti-retroviral em países de baixa e média renda 64% Adultos (com + de 15 anos) 34% Crianças (dos 0 14 anos) Fonte: Programa Conjunto da Nações Unidas sobre o HIV/SIDA, Relatório Global: Relatório da ONUSIDA sobre a Epidemia Global do SIDA, ONUSIDA Genebra, 2013,pp. A87, A84 (88%), África do Sul (63%) e a Suazilândia (54%), tendo a cobertura duplicado nos últimos três anos em outros nove países 46. Outros países prioritários têm uma cobertura muito baixa e, em média, apenas uma em cada três crianças elegíveis tem acesso à terapia anti-retroviral (veja a Figura 1.6). É necessário portanto, um enorme esforço para atingir a meta global de provisão do TARV para todas as crianças elegíveis até Providenciar o TARV pediátrico apresenta uma série de desafios únicos e complexos. Entre os desafios está a limitada disponibilidade de combinações de dose fixa, o paladar pouco agradável das formulações pediátricas actualmente recomendadas para as crianças, e a necessidade de utilizar testes virológicos para determinar a infecção pelo HIV em crianças com idade inferior a 18 meses. No entanto, espera-se que, as novas drogas, como a polvilha granular e as novas tecnologias para a realização de testes virológicos nos locais onde são providenciados os cuidados, ajudem a superar os desafios e, facilitem uma melhor absorção e aderência. O diagnóstico oportuno do HIV em mulheres grávidas e crianças é fundamental, mas a cobertura do teste varia muito e as ligações com o tratamento e os cuidados ainda são inadequadas Uma parte significativa das mulheres grávidas e crianças vivendo com o HIV permanecem sem diagnóstico ou, se diagnosticadas, não são devidamente integradas nos cuidados de saúde necessários. Estima-se que em 2012, 40% das mulheres grávidas em países de baixa e média renda fizeram os testes e receberam aconselhamento sobre o HIV, o que constitui um aumento de 26%, comparado com o ano de No entanto, a cobertura varia consideravelmente entre os países e regiões. Quatro dos 22 países prioritários do Plano Global (Botsuana, Moçambique, África do Sul e Zâmbia) ultrapassaram em 2012, os 95% da cobertura na testagem de mulheres grávidas. Foi registada uma cobertura inferior a 25% em três países nomeadamente o Chade, República Democrática do Congo e Nigéria
16 figura 1.6 Percentagem da cobertura do TARV entre os adultos elegíveis (+ de 15 anos), crianças (0 14 anos) e de todas as idades nos 22 países prioritários do Plano global de 2012 Adultos (+ de 15 anos) Crianças (0 14 anos) Todas as idades Botsuana Namíbia Suazilândia Zâmbia Zimbabwe África do Sul Quénia < >95 O diagnóstico infantil precoce continua baixo A OMS recomenda que, os bebés expostos ao HIV devem ser testados nas primeiras 4 a 6 semanas de vida, com recurso ao teste virológico 49. O TARV deve iniciar-se assim que, a criança for diagnosticada com o HIV, independentemente do seu quadro clínico e imunológico. Alguns países estão a considerar fazer o teste antes, ou seja, no momento do nascimento, especialmente em crianças nascidas de mães que não receberam os cuidados de PTV. Apesar de se registar o aumento do diagnóstico infantil precoce (EID) em muitos países, as taxas gerais de testagem em crianças permanecem baixas. Estima-se que, em 2012, apenas 39% das crianças em países de baixa e média renda tiveram acesso ao teste de HIV recomendados, isto é, nos primeiros dois meses após o nacimento. (Ver Figura 1.7) 50. RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 Malawi Uganda República Unida da Tanzânia Etiópia Burundi Gana Lesoto Índia Costa do Marfim Camarões Moçambique Angola Chade República Democrática do Congo Nigéria 9 12 Total de Países Prioritários 0% Nota: Alguns números não somam devido ao arredondamento. A estimativa da cobertura é baseada no número não arredondado e da estimativa de crianças que recebem e elegíveis para o TARV. Fonte: ONUSIDA, UNICEF e OMS, Relatório de Progresso da Resposta Global contra o SIDA, % 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% De todas as regiões, a ECL/CEI foi a que apresentou maior cobertura do EID com 72% (embora a faixa de dúvida em torno das estimativas seja ampla: de 49% para mais de 95%), seguida pela África Oriental e Austral com 51% (45 57%), a América Latina e o Caribe com 42% (27 57%) e a Ásia Oriental e o Pacífico com 30% (20 45%). Estima-se que, na África Ocidental e Central, o EID seja de 9% (8 11%). No Sul da Ásia a cobertura é de apenas 2% (1 3%) 51. Entre os 22 países prioritários do plano global, apenas dois providenciaram em 2012 o EID em mais de 80% das crianças necessitadas nomeadamente a África do Sul (85%) e a Suazilândia (81%). A seguir a estes países encontram-se a Namíbia (74%), Lesoto (69%) 52 e a Zâmbia (61%). A cobertura do EID é inferior a 10% em cinco dos países prioritários: Angola, Chade, República Democrática do Congo, Malawi e Nigéria 53. Nos países de baixa e média renda a grande maioria das crianças diagnosticadas com o HIV em 2012, não iniciaram o TARV em tempo oportuno. Apenas 34% das crianças menores de 15 anos diagnosticadas com HIV receberam o tratamento. Como resultado estima-se que, nesse ano tenham morrido (190, ,000) crianças como resultado de doenças relacionadas com o SIDA 54. Os modelos actuais de prestação de serviços dependem muito da provisão do tratamento do HIV pediátrico em clínicas especializadas em HIV pediátrico ou em clínicas de HIV para adultos. Deve-se considerar o revezamento e 12
17 figura 1.7 Percentagem estimada de crianças nascidas de mulheres que vivendo com o HIV, que fizeram o teste virológico aos 2 meses de idade, por região do UNICEF. Todos os países de baixa e média renda e os 22 países prioritários do Plano Global, % 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% África Oriental e Austral África Central e Ocidental Norte de África e Médio Oriente Ásia Oriental e Pacífico Sul da Ásia América ECL/CEI Todos os países 22 países Latina e de baixa e prioritários do Caribe média renda Plano Global Nota: As linhas verticais indicam a dúvida em torno das estimativas. Fonte: ONUSIDA, UNICEF, OMS, Relatório de Progresso da Resposta contra a SIDA, 2013 e estimativas de HIV e SIDA da ONUSIDA, INICIATIVAS O diagnóstico presuntivo no Lesoto Em locais onde o diagnóstico infantil precoce é fraco, as doenças graves podem progredir rapidamente em crianças vivendo com o HIV. O diagnóstico presuntivo permite que, os profissionais de saúde ofereçam imediatamente o TARV às crianças que apresentem sinais de doenças relacionadas com o HIV. Em algumas áreas no Lesoto, por exemplo, com um terreno de difícil acesso, a obtenção dos resultados dos testes de HIV leva muito tempo, com a agravante de, não ser fácil manter as reservas dos kits de teste. A entrega dos resultados dos testes de HIV das crianças, pode levar entre 6 a 12 semanas, retardando assim, o início do tratamento e consequentemente o início tardio do tratamento para salvar a vida das crianças que necessitam. O diagnóstico presuntivo elimina esse constrangimento por depender de uma avaliação imediata, ao invés da dependência dos resultados dos testes de laboratório, como base para o início do TARV. Em 2010, a Fundação Elizabeth Glaser para o SIDA Pediátrico (EGPAF) apoiou o Ministério da Saúde do Lesoto no treinamento em diagnóstico presuntivo de enfermeiras dos serviços de saúde materno infantil em três hospitais. Entre Janeiro de 2010 a Dezembro de 2011, as enfermeiras especialmente treinadas nesta área diagnosticaram 48 crianças com doenças severas devido ao HIV e iniciaram prontamente o TARV. Destas 48 crianças, 43 fizeram o teste de HIV, das quais 42 obtiveram resultado positivo e apenas uma obteve o resultado negativo. A EGPAF pretende treinar mais profissionais de saúde nos critérios da OMS sobre o diagnóstico presuntivo. Foi feita uma recomendação para a expansão desta iniciativa no Lesoto, enquanto se intensificam os esforços para melhorar os sistemas de rotina para a EID. 13
18 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 a partilha de tarefas com outros profissionais de saúde ao invés de se depender apenas dos médicos para facilitar o atendimento em níveis descentralizados, inclusive através de serviços baseados na comunidade, deve ser priorizada a melhoria do acesso 55. É necessária uma atenção especial para assegurar que, as mulheres tenham acesso aos anti-retrovirais e se mantenham nos cuidados de saúde durante o período de amamentação A amamentação é fundamental para a sobrevivência e o crescimento da criança. A OMS recomenda que, as mães vivendo com o HIV e que tomam os anti-retrovirais amamentem exclusivamente os seus bebés durante os primeiros seis meses de vida. Depois deste período, podem proceder à introdução de alimentos complementares em simultâneo com a amamentação até que, a criança atinja os 12 meses de idade. A amamentação deve então parar apenas quando estiver garantida uma dieta segura e nutricionalmente adequada, sem o leite materno. Os filhos de mães que estão sob o tratamento anti-retroviral devem receber a profilaxia infantil com uma dose diária nevirapina durante 6 a 12 semanas. Existem alternativas para as mulheres vivendo com HIV e que não amamentam 56. Embora os dados sobre a cobertura de ARV durante o período de amamentação sejam limitados a nível mundial estima-se que, em 2012, quase a metade das mães nos 21 países prioritários do Plano Global em África não receberam ARVs durante o período de amamentação. Estima-se que, cerca da metade de todas as novas infecções ocorridas em crianças na África subsaariana resultaram CAIXA 850 mil novas infecções pelo HIV entre crianças (0 14 anos), foram prevenidas entre 2005 e 2012, em países de baixa e média renda. da falta de provisão de ARVs 57. É necessária uma atenção especial em todos os países para garantir o acesso e a manutenção do TARV para as mães durante o período de amamentação. A prevenção primária e o planeamento familiar necessários para as mulheres vivendo com o HIV continuam inadequados A provisão de ARVs tem sido substancial para as mulheres e mães vivendo com o HIV tanto para prevenir a transmissão vertical (identificado no Plano Global como vertente 3 da PTV) como, para o tratamento das mães e crianças que vivendo com o HIV com o propósito de melhorar a própria saúde (vertente 4). Entretanto, o progresso na prevenção primária entre as mulheres e raparigas em idade fértil (vertente 1) não foi imponente, como também não foi na redução da necessidade não atendida de planeamento familiar (vertente 2). Nos países prioritários do Plano Global em África, o número de mulheres que se infectaram decresceu 10% entre 2009 e O Gana reportou o maior declínio, com 44% nesse período, tendo a África do Sul reportado um declínio de 21% 58. Esta tendência evidencia a necessidade de inovação no acompanhamento das mulheres grávidas que testam negativo em HIV na sua primeira consulta pré-natal e evidencia também, a importância de uma prevenção primária mais ampla (fora do cuidados pré-natais), para as mulheres e raparigas de modo a permitir alcançar o objectivo de uma geração livre do SIDA. A necessidade não atendida dos serviços de planeamento familiar entre as mulheres vivendo com o HIV, continua a minar os esforços para eliminar novas infecções entre as O progresso na redução de novas infecções pelo HIV entre as crianças tem sido mais rápido do que nunca. Mas para se atingir a meta de 2015, tem que se acelerar ainda mais o ritmo do progresso. 39% é o número estimado de crianças (0 14 anos) que tiveram acesso ao teste de HIV dentro do recomendado, ou seja, nos primeiros 2 meses após o nascimento, nos países de baixa e média renda e apenas em
19 crianças 59. Para as mulheres em países de baixa e média renda, a necessidade não atendida do planeamento familiar diminuiu ligeiramente, passando de 15% em 1990, para apenas 12% em A ONUSIDA reporta que, na África Ocidental e Oriental, a necessidade não atendida de serviços de planeamento familiar para mais de 20% das mulheres não se alterou entre 1990 e Isto significa que, mais de uma em cada cinco mulheres que se encontram em relacionamentos estáveis e que expressam a vontade de atrasar uma gravidez ou parar de ter filhos não usa nenhum anticonceptivo. O compromisso renovado e os recursos para o planeamento familiar por parte da comunidade global, nomeadamente através da Iniciativa de Planeamento Familiar 2020 são bem-vindos 62. O planeamento familiar para as mulheres vivendo com o HIV deve ser voluntário e não coercivo. Os rumores de esterilização forçada e outras tentativas de coerção para evitar que, as mulheres que vivendo com o HIV tenham filhos ressaltam a importância de uma abordagem baseada nos direitos humanos, inclusive para os serviços de planeamento familiar 63. NOVOS PARADIGMAS, OPORTUNIDADES E INOVAÇÕES As directrizes da OMS de sobre os ARVs oferecem oportunidades importantes para simplificar e intensificar as intervenções para as crianças e as suas mães. Estas directrizes incluem recomendações em seis áreas que são as seguintes: Oferecer o TARV para todas as mulheres grávidas e lactantes vivendo com o HIV, independentemente da contagem de CD4, para proteger a sua própria saúde, proteger os seus bebés e a saúde dos parceiros sexuais do HIV. Esta abordagem enfatiza a importância de as mulheres grávidas e lactantes vivendo com o HIV, iniciarem o tratamento o mais rapidamente possível. A abordagem também reduz o risco de transmissão do HIV durante o período de amamentação, desde que, as mães continuem a tomar os anti-retrovirais. Simplificar o TARV para mulheres grávidas e lactantes, através de uma combinação padronizada de um comprimido diário da dose fixa de três ARVs, deve também facilitar uma maior descentralização e a inte-gração dos serviços de HIV ao nível de cuidados primários, incluindo nos serviços de saúde materna e infantil. Harmonizar os regimes de medicamentos ARVs para as mulheres grávidas e lactantes, adultos e adolescentes vivendo com o HIV: As directrizes anteriores da OMS recomendavam regimes diferentes de ARVs para os adultos, PTV e tratamento. As directrizes da OMS de 2013 sobre os ARVs recomendam como terapia de primeira linha, o mesmo para todos os adultos e adolescentes ou seja, uma dose fixa, de um único comprimido da terapia tripla de drogas. Esta abordagem irá simplificar a provisão do TARV, tanto para o tratamento como para a prevenção, e vai permitir que, as mulheres grávidas vivendo com o HIV continuem o mesmo regime aquando do tratamento para melhorar a sua própria saúde. A experiência do Malawi sugere que, o regime simplificado é mais fácil de ser aceite e melhora a aderência para além de alinhar com os serviços de PTV, promo-vendo o acesso desses serviços nas instalações 260,000 novas infecções pelo HIV entre crianças (0 14 anos), ocorreram em países de baixa e média renda em Em 2012, 62% das mulheres grávidas vivendo com o HIV nos 22 países prioritários do plano global recebeu ARVs para prevenir a transmissão vertical. Sem o tratamento, um terço das crianças que vivendo com o HIV morrerá antes do seu primeiro ano de vida e a metade morrerá antes do segundo ano. Apenas 34% das crianças (0 14 anos) recebeu o TARV necessário para salvar a vida contra os 64% entre os adultos. 15
20 INICIATIVAS O TARV ao longo da vida para as mulheres grávidas: Malawi encandeia o trilho Em 2011, o Governo do Malawi foi pioneiro na provisão do tratamento simplificado ao longo da vida para todas as mulheres grávidas e lactantes (anteriormente conhecido como Opção B +). Esta iniciativa foi iniciada pelo provedor (não obrigatório) e usou uma abordagem de teste e ameaça independentemente da contagem de CD4 ou quaisquer outros pré-requisitos. As crianças menores de 5 anos de idade também são priorizadas, e sem condições prévias. Esta iniciativa foi amplamente divulgada, até aos níveis mais inferiores dos centros de saúde. O tratamento simplificado consiste no regime de numa dose fixa diária, de um único comprimido da terapia tripla de drogas para as mulheres grávidas vivendo com o HIV. O número de mulheres grávidas e lactantes vivendo com o HIV que iniciaram o TARV aumentou de no segundo trimestre de 2011, para no terceiro trimestre de Em Junho de 2013, 13 dos 22 países prioritários do plano global adoptaram a mesma política oferecendo o TARV ao longo da vida, para todas as mulheres grávidas e lactantes vivendo com o HIV. O Lesoto e o Uganda (além do Malawi) já tinham dado início à implementação desta abordagem. Detalhes do progresso por país estão disponíveis no site da Equipa de Trabalho Interagências para a Prevenção e Tratamento da Infecção pelo HIV em mulheres grávidas, mães e filhos: RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 dos cuidados de saúde primários 66. Expansão da provisão do TARV nos serviços de cuidados pré-natais e de saúde materno-infantil: As directrizes da OMS de 2013 sobre os ARVs 67 incluem uma recomendação específica que, em situações de epidemia generalizada e para as todas as mulheres elegíveis (grávidas ou parturientes) e as suas crianças, o TARV deverá ter início e deve ser mantido nos serviços dos cuidados saúde materna e infantil. Estes serviços posteriormente, deverão ter ligações e sistemas de referência com os serviços apropriados de cuidados contínuos de HIV e TARV. Os governos estão a responder à directriz, através da implementação de medidas de revezamento de tarefas para permitir que, as parteiras e outros quadros da saúde dêm início e façam o acompanhamento do TARV 68. Fazer uso das novas tecnologias para a testagem de crianças: as tecnologias de diagnóstico estão a registar avanços rápidos. Nos próximos anos, estarão disponíveis testes para o diagnóstico infantil no local onde se prestam os cuidados. Isto permitirá que, os enfermeiros e outros profissionais de saúde (e não apenas os médicos) possam testar as crianças nas unidades de saúde de nível inferior, sem a necessidade de enviar amostras para processamento em laboratórios centrais. Este avanço importante deverá permitir a identificação rápida de crianças infectadas pelo HIV e promover também uma ligação célere com os cuidados e tratamento. Recomendar o TARV ao longo da vida para todas as crianças menores de 5 anos de idade, independentemente dos níveis de CD4: Os bebés e as crianças são vulneráveis à rápida progressão de doenças relacionadas com o HIV. Se não forem tratadas, a metade das crianças nascidas com o HIV poderá morrer antes do seu segundo ano de vida. De modo a facilitar o rápido acesso ao tratamento das crianças até cinco anos de idade 69 e com diagnóstico de infecção pelo HIV, as directrizes da OMS de 2013 sobre os ARVs recomendam o início imediato do tratamento sem a necessidade dos resultados dos testes de CD4. Responder às necessidades das crianças expostas ao HIV, mas que não estão infectadas: Evidências crescentes sugerem que, todas as crianças nascidas de mulheres vivendo com o HIV quer estejam infectadas ou não têm resultados de saúde mais pobres comparativamente às crianças nascidas de mães não infectadas pelo HIV 70. Esta evidência ressalta a importância da identificação precoce e a ligação imediata dos cuidados e tratamento para as mulheres grávidas vivendo com o HIV e destaca também, a necessidade de dar maior ênfase à identificação 16
21 precoce de todas as crianças expostas ao HIV, ligando as mães e os seus filhos à ampla gama de serviços de apoio e cuidados existentes. ESTRATÉGIAS PARA ACELERAR O PROGRESSOS NA PRIMEIRA DÉCADA DE VIDA Para consolidar os progressos registados nos últimos anos e tirar proveito das novas oportunidades para enfrentar o HIV entre as crianças na primeira década da infância, é necessário adoptar as 11 estratégias seguintes: 1. Colocar a saúde das mulheres no centro da resposta ao HIV entre as crianças A mudança de directriz sobre a provisão do TARV para todas as mulheres grávidas e lactantes vivendo com o HIV, independentemente da contagem de CD4 (anteriormente conhecida como opções B e B +), significa que, a distinção feita anteriormente entre o ARVs como profilaxia para prevenir a transmissão do HIV para as crianças e o TARV para preservar a saúde do mulheres grávidas está a tornar-se obsoleta. As directrizes da OMS de 2013 sobre os ARVs 71 e a prática que emerge actualmente nos países, apoiam fortemente a integração da PTV e dos programas de TARV enfatizando que, os resultados de HIV em crianças são intrinsecamente associados à saúde das suas mães. Além disso, a evidência crescente sobre os resultados pobres de saúde em crianças nascidas de mães vivendo com o HIV, independentemente do estado serológico, apontam para a importância do tratamento precoce em mulheres para protegerem a sua própria saúde e a dos seus bebés. A provisão da profilaxia de ARV apenas durante o período da gravidez e amamentação para as mulheres vivendo com o HIV e com contagens de CD4 mais elevadas (a abordagem anteriormente conhecida como a Opção A) não é mais recomendada pela OMS, pelo que, deve ser extinta o mais rapidamente possível. 2. Prevenir a transmissão vertical entre as mulheres de populações chave Fora da África subsaariana, a maioria dos casos de INICIATIVAS Inovação A combinação da tecnologia, tratamento e inovações programáticas estão a permitir a expansão do acesso aos serviços de HIV e a aumentar a prestação rápida dos serviços. Essas melhorias são muito menos onerosas financeiramente comparativamente às anteriores. As inovações incluem: O uso da tecnologia de SMS, para a entrega dos resultados dos testes e para os lembretes aos pacientes no Malawi e na Zâmbia Máquinas em locais onde se prestam cuidados e a tecnologia de comunicação em ambientes descentralizados, que agilizam os diagnósticos na África Oriental e Austral (apoiados pela UNITAID, Iniciativa Clinton e o UNICEF) Telemedicina uma abordagem descentralizada para os testes de HIV, tratamento e cuidados na Índia (apoiado pelo Fundo MAC para o SIDA e o UNICEF). UNITAID/2013/Giulio Donini 17
22 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 transmissão de mãe para filho ocorre entre as populações chave onde se incluem mulheres que usam drogas injectáveis, parceiras de homens que usam drogas injectáveis, profissionais do sexo, parceiras de homens que fazem sexo com homens e de outros grupos marginalizados, como por exemplo, mulheres reclusas em prisões. Na Ucrânia por exemplo, onde a epidemia é impulsionada pelo uso de drogas injectáveis, um estudo realizado em 2010 mostrou taxas de transmissão vertical de cerca de 11% em mulheres usuárias de drogas injectáveis contra 6% em mulheres não usuárias de drogas 72. O reforço de programas para a redução de danos e a integração com os serviços de saúde sexual e reprodutiva, saúde materna e infantil tem levado ao aumento substancial na cobertura da testagem do HIV e do TARV em mulheres grávidas que injectam drogas. Para alcançar a eliminação da transmissão vertical nesta população, e onde quer que habitem, são necessárias medidas adicionais para garantir o acesso precoce aos serviços que podem atender tanto a dependência de drogas, como as questões relacionadas com o HIV, incluindo a provisão de medicação assistida e tratamento de substituição para as mulheres com dependência opióide 73. Anualmente, as mulheres representam cerca de 5 a 10% das mais de 30 milhões de pessoas encarceradas em prisões. Esta proporção está a aumentar e as mulheres nas prisões correm maior risco de contrair o HIV do que as contrapartes masculinas. As mulheres podem engravidar, dar à luz e amamentar enquanto estão encarceradas em prisões ou em outras situações de reclusão. Com o isolamento dos serviços de saúde prisionais, dos serviços gerais de saúde, adicionado às condições e serviços abaixo do padrão, incluindo os serviços de saúde reprodutiva e de HIV significa que, o acesso à PTV pode ser limitado. Os países devem priorizar a inclusão das populações prisionais nos seus esforços para prevenir a transmissão do HIV através dos serviços UNICEF South Africa/2013/Marinovich completos e equivalentes aos da comunidade. 3. Integrar a prevenção, diagnóstico e o tratamento da TB como uma componente central do pacote de cuidados de PTV em ambientes de alta prevalência da doença A tuberculose (TB) activa diagnosticada em mulheres grávidas vivendo com o HIV é 10 vezes maior comparativamente às mulheres que vivem sem a infecção pelo vírus 75. Existem também evidências que mostram que, a tuberculose não tratada em mulheres grávidas vivendo com o HIV está associada a um risco maior de obter resultados obstétricos e perinatais pobres, incluindo a morte da mãe e do bebé. As mulheres grávidas vivendo com o HIV e que contraíram a TB, correm o dobro do risco de transmissão do HIV para o feto 76. É portanto vital que, as actividades de colaboração entre a TB e o HIV sejam incorporadas como parte do pacote de assistência em todas as fases nomeadamente no período da gravidez, neonatal, pós-parto e cuidados pós-natal, particularmente em locais com alta prevalência de HIV e TB. A inclusão de triagens regulares dos sintomas de TB, como recomendado pela OMS, irá ajudar a garantir o diagnóstico e o tratamento precoce, como também, identificar as mulheres que não têm tuberculose activa mas que são elegíveis para a terapia preventiva com isoniazida 77. Se a integração completa dos serviços de diagnóstico, prevenção e tratamento da tuberculose nos serviços de saúde materna, neonatal e infantil não for possível então, devem ser estabelecidos mecanismos de referência eficazes com os serviços de TB e centrados na paciente. 4. Acelerar a introdução de novas tecnologias para o diagnóstico e os medicamentos A implementação das directrizes da OMS de 2013 sobre os ARVs 78 deve ser uma prioridade para os países a fim de agregar os programas de PTV e do TARV e simplificar a aquisição e provisão dos ARVs. As formulações melhoradas de ARVs para as crianças com idade inferior a 3 anos, como por exemplo, a polvilha granular e que são susceptíveis de estar disponíveis num futuro próximo, terão de ser largamente expandidas para ajudar a superar as limitações actuais no tratamento do HIV pediátrico. São necessários mais esforços para desenvolver regimes de TARV que devem ser harmonizados com os que estão a ser 18
23 aplicados aos bebés, crianças mais velhas, adolescentes e adultos, tais como as combinações de rápida absorção e de dose fixa. Deve constituir também, alta prioridade, a introdução de novas tecnologias que permitem fazer os testes virológicos, nos locais onde se processa o diagnóstico infantil precoce. As inovações no uso da tecnologia de telefonia móvel estão a aumentar a eficácia no lembrete sobre os compromissos do tratamento e a providenciar informações sobre a saúde, reduzindo assim, o tempo de resposta de resultados laboratoriais. 5. Descentralizar e integrar os serviços de HIV centrados na família, incluindo o revezamento de tarefas Em muitos países, os serviços de TARV são providenciados em locais distintos daqueles onde são prestados os serviços de saúde materno e infantil, planeamento familiar e outros serviços de saúde sexual e reprodutiva. Torna-se essencial uma melhor integração desses serviços, incluindo a descentralização da testagem do HIV, tratamento e cuidados ao nível dos cuidados primários, de modo a fortalecer a continuidade dos cuidados de HIV para mulheres e crianças. A OMS recomenda o revezamento de tarefas como uma ferramenta fundamental para permitir a descentralização do tratamento e dos cuidados. Podem ser alcançados resultados clínicos comparáveis, se for providenciado trei-namento e supervisão adequadas aos profissionais afectos aos cuidados de saúde, especialmente o pessoal não médico. O revezamento e a partilha de tarefas são estratégias importantes para optimizar a capacidade dos recursos humanos em locais com sistemas de saúde deficientes 79. O início e a manutenção dos ARVs no contexto dos serviços de saúde materno-infantil deve contribuir em particular para o aumento do acesso ao tratamento ao nível de cuidados de saúde primários e na redução da perda de acompanhamento das mulheres e das crianças diagnosticadas com o HIV 80. A integração através de canais não tradicionais, tais como no sector de trabalho, oferece cada vez mais oportunidades para alcançar as mulheres que participam como força de trabalho em vários sectores. Com o amplo apoio da Convenção n 183 da Organização Internacional do Trabalho sobre a protecção da maternidade, 57 países têm políticas nacionais sobre o HIV que providenciam uma plataforma para facilitar a PTV e outros serviços relacionados como HIV Alinhar o programa para todas as crianças expostas ao HIV com os esforços mais amplos na promoção da sobrevivência, crescimento e desenvolvimento da criança Nos últimos 20 anos foram registados grandes progressos na redução da mortalidade materna e infantil: Entre 1990 e 2010, a mortalidade materna na África subsaariana reduziu para 41% e entre 1990 e em 2012, a taxa de mortalidade de crianças menores de cinco diminuiu para 47% 86. O Relatório sobre a Responsabilização da Saúde Materna, Neonatal e sobrevivência Infantil, da Contagem Regressiva para 2015, lançado em 2013 reconheceu que, o HIV não pode ser ignorado no progresso contra a mortalidade materna 86. O esforço contínuo a nível global INICIATIVAS Integrar a PTV nos serviços de saúde materna e infantil No Ruanda, a integração do programa nacional de PTV nos serviços de saúde materna e infantil existentes ajudou a garantir que, praticamente todas as mulheres recebessem os seus resultados do teste duplicando a proporção de crianças expostas ao HIV que receberam profilaxia de ARV. Estudos realizados em algumas áreas mostram que, este número aumentou de 47% em 2007 para 96% em O envolvimento masculino também aumentou 82. Na África do Sul, onde o teste do HIV foi associado a um programa de imunização, as mães envolvidas em tal programa afirmaram que, sentem-se confortáveis em ter seus bebés testados em clínicas de imunização e que, recomendariam o mesmo a outras mães
24 de rotina, programas de saúde infantil ou programas de nutrição, bem como, nos serviços de base comunitária e instalações de saúde para crianças. Estes serviços podem desempenhar um papel especialmente importante na identificação de crianças cujas mães não acedem aos serviços pré-natais e de PTV durante a gravidez. RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 UNICEF/NYHQ /Esteve para a melhoria e aceleração da sobrevivência materna e infantil quer através de programas de vacinação de rotina das crianças ou de iniciativas como o Compromisso para a Sobrevivência Infantil: Uma Promessa Renovada oferecem oportunidades para criar novos pontos de entrada para a testagem do HIV e para os cuidados melhorados, tanto para as crianças infectadas pelo HIV, como também para crianças não infectadas, mas nascidas de mulheres vivendo com o HIV, especialmente em configurações de alta prevalência do HIV. As fraquezas nos sistemas e serviços podem significar que, embora o curso da acção seja claro e eficaz, as acções podem não atingir a criança no momento certo. Uma pesquisa mostrou que, a mortalidade em crianças com diagnóstico de HIV pode ser reduzida em 67% com a terapia de cotrimoxazol (antibiótico). Como profilaxia, a cobertura deste antibiótico em países de baixa e média renda ainda é insuficiente (44%) 87. Na África Oriental e Austral reportou-se em 2012, que a profilaxia do cotrimoxazol teve uma cobertura de 56%, tendo os países da região da ECL/CEI uma cobertura de 69%. Todas as outras regiões apresentaram coberturas muito mais baixas (3 43%) 88. Uma melhor integração e descentralização das intervenções simples, como parte de uma gestão mais ampla das doenças na infância poderão melhorar significativamente os resultados da saúde nas crianças 89. Os testes de HIV feitos por iniciativa do provedor de serviços também precisam de estar amplamente disponíveis em outros serviços para crianças, tais como na imunização 7. Fortalecer as ligações entre programas nacionais de HIV com os programas de bem-estar social e de sistemas de apoio baseados na comunidade O HIV tem amplas consequências sociais e económicas para as crianças e as suas famílias. As crianças órfãs e vulneráveis, incluindo aquelas que vivem em famílias afectadas pelo HIV, muitas vezes não recebem qualquer tipo de apoio 90. A mitigação do impacto do HIV numa estimativa de 17,8 milhões ( milhões) de crianças do mundo, que perderam um ou ambos os pais devido ao SIDA 91 85% dos quais vivem na África subsaariana 92 é uma tarefa particularmente enorme. Embora o apoio social abrangente para crianças e famílias afectadas pelo HIV seja um elemento essencial da resposta ao HIV, é frequentemente uma reflexão tardia em muitos programas específicos. São necessárias ligações mais fortes entre os programas de HIV e esforços amplos de protecção social ao nível nacional e dos serviços baseados na comunidade para garantir que, mais crianças e famílias recebam o apoio que necessitam. Tais programas de protecção social, em particular as transferências de dinheiro, parecem estar a expandir-se rapidamente, com algumas estimativas a sugerirem que, em África os programas duplicaram de 120 programas implementados entre 2000 e 2009 para cerca de 245 programas em 2012 com um valor estimado de 10 bilhões de dólares americanos para o apoio a programas de transferência de dinheiro em 2012 apenas 93. A protecção social já provou ter um impacto não só no apoio às crianças e as famílias já afectadas pelo HIV, mas também na prevenção do HIV e na melhoria do tratamento e consequentemente nos resultados dos cuidados de saúde 94. Existe agora, a oportunidade de se adaptarem esses programas para incluir as populações afectadas pelo HIV, estendendo o apoio oferecido às áreas como o de transporte para as unidades de saúde, apoio nutricional, transferência em dinheiro para as famílias pobres, apoio 20
25 psicossocial e serviços de cuidados paliativos. Na Zâmbia, a inclusão do desenvolvimento na primeira infância no Plano Sectorial de Educação ( ) visa a ampliar o acesso ao ensino e melhorar a sua qualidade, assim como, a equidade especialmente para as crianças órfãs, vulneráveis e as afectadas pelo HIV e o SIDA 95. Na Índia, estão sendo postos em prática mecanismos para reduzir despesas inesperadas das pessoas afectadas pelo HIV e apoiar o acesso aos cuidados primários de saúde, inclusive através de centros de chamadas e na coordenação do transporte grátis ou de baixo custo 96. As organizações comunitárias e organizações religiosas tem uma longa tradição na prestação de serviços (de saúde, sociais e económicos) relacionados com o HIV nas áreas rurais e remotas. No Malawi por exemplo, a gestão de casos realizado por agentes comunitários de saúde, resultou não só na maior retenção das mães e seus bebés nos cuidados de saúde, mas também na utilização dos serviços pré e pós natal. Embora estas abordagens não tenham sido expandidas para outros ambientes 97, o seu valor é cada vez mais reconhecido, especialmente nas áreas rurais. No entanto, a excessiva dependência em voluntários não vai compensar adequadamente a falta de infra-estrutura e serviços a serem providenciados pelo governo. A construção de sistemas comunitários eficazes e sustentáveis requer recursos humanos, financeiros e parcerias entre os membros da comunidade e os sistemas de saúde, de bemestar social, protecção à criança, e dos sistemas jurídicos e políticos. 8. Fortalecer os esforços e a mensagem para a amamentação segura As directrizes da OMS de 2013 sobre os ARVs enfatizam que, o risco de transmissão pós-natal do HIV através da amamentação será minimizado uma vez que, os países estão transitar no sentido de oferecer o TARV a todas as mulheres grávidas vivendo com o HIV, desde que estas continuem o tratamento sem interrupção. As mulheres que estão a amamentar devem fazê-lo exclusivamente dando aos seus bebés apenas o leite materno, sem qualquer outro tipo de alimento ou líquido, até os 6 meses de idade 98. As mulheres precisam de apoio para fazer isso, e as mensagens devem ser reforçadas durante todo o programa de amamentação. UNICEF/NYHQ /Pirozzi 9. Reforçar a prevenção primária do HIV e os serviços de planeamento familiar Cada infecção nova pelo HIV numa criança representa também um fracasso na prevenção primária do HIV em mulheres e raparigas. As mulheres grávidas podem estar em maior risco de infecção e transmissão do HIV e as taxas de seroconversão (o desenvolvimento de anticorpos) durante a gravidez pode ser significativa, particularmente em ambientes de alta prevalência do HIV. Sendo assim, devem ser reforçados os programas abrangentes e compreensivos de prevenção do HIV para as mulheres e raparigas, incluindo as mulheres grávidas nos serviços de acompanhamento pré-natal. O objectivo de reduzir para metade as novas infecções pelo HIV entre as mulheres em idade reprodutiva é essencial para o objectivo global de eliminação de novas infecções pelo HIV entre crianças até 2015 e manter as suas mães vivas. Se a necessidade não atendida de planeamento familiar entre as mulheres vivendo com o HIV fosse abordada, nos 22 países prioritários, estima-se que haveriam menos 61,000 crianças com HIV só em É necessária a disponibilização ampla do planeamento familiar não coercivo e baseado nos direitos para as mulheres vivendo com o HIV, nomeadamente nos pontos de entrada subutilizados, como a saúde materno-infantil e serviços de saúde sexual e reprodutiva, para além dos serviços de cuidados de saúde primários. 21
26 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, Abordar o estigma e a discriminação através do forte envolvimento da comunidade UNICEF/NYHQ /Nesbitt As mulheres que vivem com o HIV podem ter de enfrentar uma complexa mistura de estigma e de desigualdades baseadas no género, incluindo atitudes de julgamento pelos prestadores de cuidados de saúde. Os desafios podem ser ainda maiores para as mulheres jovens, mulheres com deficiência, mães ou grávidas que usam drogas injectáveis e mulheres reclusas e os seus filhos. Para além do desafio da discriminação pelos prestadores CAIXA de serviços, estas mulheres podem temer pela guarda dos filhos. O medo de revelar sua própria condição pode inibir as mães de registarem as crianças em programas de tratamento do HIV, especialmente quando há a obrigação de consultar outros membros da família sobre as decisões em relação aos cuidados de saúde 104. O envolvimento da comunidade é uma abordagem fundamental para combater o estigma e a discriminação relacionados com o HIV, proporcionando apoio às crianças e famílias que vivem com o HIV. Uma análise feita em oito países, constatou que, em quase todas as Prevenção abrangente do HIV e o planeamento familiar para mulheres e raparigas Estima-se que, a implementação abrangente da PTV poderia evitar cerca de 80% infecções pelo HIV em crianças até 2015 em 25 países de elevada prevalência 100. A provisão efectiva dos ARVs para as mulheres grávidas vivendo com o HIV seria responsável por 60% das infecções evitadas em crianças. A redução das novas infecções pelo HIV em mulheres em idade reprodutiva e a resposta às necessidades não atendidas de planeamento familiar seriam responsáveis por cerca de 13%, enquanto que, os outros de 6% seriam atribuíveis à limitação da duração do período de aleitamento materno nos 12 meses 101. A testagem e o aconselhamento de casais também constituem uma intervenção importante para o fortalecimento da prevenção, nomeadamente através da disponibilização do TARV para casais sero-discordantes (em que um dos parceiros é seropositivo e o outro não). Em 2013, a OMS recomendou que se providenciasse o TARV a todas as pessoas vivendo com o HIV em relacionamentos sero-discordantes. Estudos sugerem que, a provisão de testes de HIV e o aconselhamento para ambos os parceiros em conjunto, pode resultar na redução de novas infecções entre esses casais 102. Em alguns locais no Ruanda, as taxas de testagem de HIV de parceiros do sexo masculino durante os cuidados pré-natais está actualmente acima dos 80 por cent
27 iniciativas, a advocacia baseada na comunidade ajuda a identificar e divulgar os obstáculos no acesso ao tratamento do HIV, abordam o estigma e a discriminação e promovem os direitos humanos e as mudanças para a remoção de leis e práticas obstrutivas e discriminatórias 105. É também essencial a liderança a todos os níveis para promover a reforma da lei e para pôr em práticas políticas de apoio que contribuam para um ambiente propício para uma resposta ao HIV entre mulheres e crianças. 11. Expandir a base do conhecimento através da pesquisa, monitoria e avaliação À medida que as novas abordagens descritas nesta secção são ampliadas, é necessária a pesquisa operacional para orientar a implementação. Estas pesquisas ajudam sobretudo a identificar as melhores práticas na prestação das intervenções de HIV para as mulheres e crianças nos cuidados primários de saúde e na comunidade e, a optimizar as sinergias entre os programas de HIV e os esforços de protecção social da criança. Respondendo as questões sobre taxas gerais de transmissão e o impacto da programação relacionada com o HIV na morbidade e mortalidade materna e infantil, deve ser dada alta prioridade à pesquisa sobre a segurança do TARV ao longo da vida para as mulheres grávidas e lactantes de forma simultânea a contínua. A pesquisa clínica também pode levar à expansão do leque de intervenções disponíveis para as mulheres e crianças, incluindo opções de tratamento pediátrico melhorados, microbicidas e vacinas. Reforçar a monitoria e a avaliação exigirá um planeamento baseado em dados e uma análise de resultados tendo em conta a equidade. O apoio dos vários parceiros será não só desejável, mas um também um pré-requisito para a obtenção de resultados combinados para servir os mais desfavorecidos e excluídos. A monitoria e a avaliação eficaz de programas ao nível dos cuidados primários de saúde também irá ajudar os decisores locais a melhorar o desempenho do programa. Por exemplo, foram efectuadas análises sobre os nós de estrangulamento em cada um dos 22 países prioritários do Plano Global, para identificar pontos de entrada específicos para as melhorias e orçamentar os planos de EMTCT para cada país. Este é um bom exemplo de como as parcerias e os instrumentos adaptados podem agregar um valor acrescentado e acelerar o ritmo do progresso. UNICEF/NYHQ /Nesbitt 23
28 CAPÍTULO 2 A RESPOSTA AO HIV NA SEGUNDA DÉCADA DE VIDA RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 Novas infecções entre os adolescentes podem ser reduzidas para a metade até 2020, se forem intensificadas tanto as intervenções de alto impacto, como o trabalho transversal em todos os sectores. UNICEF/NYHQ /Jayasuriya 24
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30 A SEGUNDA DÉCADA: TRANSIÇÃO E VULNERABILIDADE Um bom começo na vida tem uma clara influência no desenvolvimento posterior. A adolescência constitui uma oportunidade para reforçar as bases da saúde, nutrição e educação, e os factores sociais e económicos que contribuem para uma vida adulta saudável e produtiva. Estima-se em 1,2 biliões o número global de adolescentes (entre os anos) e, estes representam quase um quinto da população mundial 106. Quase um quarto de todos os adolescentes vivem na África subsaariana e o número de adolescentes na região deverá duplicar em A adolescência é reconhecida como um período de vida que envolve mudanças físicas, fisiológicas e psicológicas significativas que marcam a transição para a idade adulta. Este é também, o período da vida em que são reforçados os papéis sociais e de género. Os adolescentes enfrentam uma pressão crescente para assumirem papéis e responsabilidades dos adultos e muitas vezes antes de estarem física e psicologicamente maduros. Uma passagem saudável para a segunda década de vida é profundamente dependente de uma educação eficaz, saúde, apoio, protecção e carinho da família, dos colegas e da comunidade. Como os adolescentes experimentam muitas pressões sociais e económicas que provêm da transição para a idade adulta, estes podem tornar-se mais vulneráveis ao HIV. Os adolescentes podem se tornar sexualmente activos ou experimentarem as drogas e o álcool, colocando-os em situação de risco. Muitas vezes os adolescentes não se apercebem da sua vulnerabilidade ao HIV. Estima-se que, globalmente e em 2012 aproximadamente 2,1 milhões ( milhões) de adolescentes viviam com o HIV e mais de 80% destes encontravam-se na África subsaariana (veja a Figura 2.1). Embora se tenha reduzido em 30%, o número de mortes de adolescentes devido ao FIGURA 2.1 Estimativa do número de adolescentes com idades entre vivendo com o HIV, por país e percentagens de rapazes e raparigas, por região do UNICEF, Total de adolescentes: 2,1 milhões ( milhões). Raparigas: 1,2 milhões; Rapazes: RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, ,000 9,999 10,000 49,999 50,000 99, , , , ,,385 Data unavailable Raparigas Rapazes América Latina e Caribe Total: % 43% Menos de Acima de Dados não disponíveis Norte de África e Médio Oriente Total: % 52% 44% 56% África Central e Ocidental Total: % 59% África Oriental e Austral Total: ECL/CEI Total: % 52% 51% 49% Sul da Ásia Total: Ásia Oriental e Pacífico Total: % 51% Nota: Este mapa é estilizado e não tem escala. O mapa não reflecte a posição do UNICEF sobre a situação legal de qualquer país ou território ou a delimitação de quaisquer fronteiras. A linha pontuada representa aproximadamente a Linha de Controlo em Jammu e Caxemira acordado entre a Índia e o Paquistão. A delimitação final de Jammu e Caxemira ainda não foi acordada entre as partes. A fronteira final entre a República do Sudão e do Sudão do Sul ainda não foi determinada. A situação final da área de Abyei ainda não foi determinada. Fonte: Análise do UNICEF das estimativas de HIV e SIDA da ONUSIDA,
31 FIGURA 2.2 Estimativa do número de mortes devido ao SIDA entre crianças dos 0 4, adolescentes mais jovens com idade entre 10 14, adolescentes mais velhos com idade entre anos e os jovens entre os anos, Crianças dos 0 4 Adolescentes Jovens dos Adolescentes dos Jovens dos anos 250, , , ,000 50, Fonte: Análises do UNICEF das estimativas da ONUSIDA de SIDA a nível global e para todas as idades entre 2005 e 2012, o número de infecções aumentou em 50% nesse mesmo período (veja a Figura 2.2) 108. Enquanto o declínio de novas infecções entre crianças foi marcante devido aos avanços na prevenção da transmissão vertical do HIV, o declínio de novas infecções entre adolescentes tem sido muito mais modesto. Em 2012, cerca de um terço de todas as novas infecções ocorreram entre os jovens com idades compreendidas entre anos (780 mil; (670, ,000). Destes, cerca de (250, ,000) eram adolescentes com idades entre anos (veja a Figura 2.3.) 109. Dados recentes sugerem que, a mudança de comportamento entre esses grupos etários está a fazer a diferença, embora não tão rapidamente quanto necessário. Globalmente, os rapazes tendem a reportar mais o uso do preservativo contrariamente às raparigas. Na África subsaariana, apenas uma em cada três raparigas adolescentes (15 19 anos) reportaram ter tido parceiros múltiplos nos últimos 12 meses e usaram o preservativo na última relação sexual 110. Apesar do nível do uso do preservativo continuar baixo, este método de protecção aumentou na maioria das regiões, onde se registou também a redução do número de parceiros sexuais entre os adolescentes com idades compreendidas entre 15 e os 19 anos. É de referir que, esta faixa etária tende a iniciar a actividade sexual mais tarde do que no passado 111, mas a região da ELC/ CEI parece afastar-se desta tendência. Estudos recentes em vários países da região sugerem que, a idade de início da actividade sexual entre os adolescentes está reduzir, sendo a idade média da primeira relação sexual entre os anos ou menos 112. A circuncisão médica masculina e voluntária (CMMV) apoia evidências convincentes obtidas em três ensaios clínicos separados que, demonstraram haver uma redução de 60% no risco de transmissão sexual do HIV da mulher para o homem 113. As recomendações da OMS e da ONUSIDA enfatizam que, a circuncisão masculina deve ser considerada uma intervenção eficaz para a prevenção do HIV em países com alta prevalência de HIV e baixa prática da circuncisão masculina 114. Alguns dos 14 países prioritários em África que seguem este critério começaram a obter resultados 115. Há evidências que, os programas no Quénia têm tido muito mais sucesso no alcance de jovens menores de 25 anos 116. Mudar as normas sociais será fundamental para acelerar o progresso em culturas que não praticam a circuncisão masculina. De acordo com a ONUSIDA cerca de 3,2 milhões de 27
32 figura 2.3 Estimativa do número de novas infecções pelo HIV entre crianças de 0 14, adolescentes dos anos e jovens com idades entre 20 24, Crianças dos 0 14 anos Adolescentes dos anos Jovens dos anos 800, , , , , , , , Fonte: Análises do UNICEF das estimativas da ONUSIDA de RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 homens africanos foram circuncidados através dos serviços específicos para CMMV. Embora o número acumulado de homens circuncidados em 2012 foi quase o dobro do que em 2011 (1,5 milhões), é improvável que se atinja a meta de 20 milhões de homens circuncidados em Os países da África subsaariana estão agora a considerar CAIXA As raparigas adolescentes e o HIV 118 das mulheres profissionais do sexo na América do Norte, Ásia 40% Oriental e Sul da Ásia iniciaram a actividade antes dos 18 anos. i 80% ou mais, das novas infecções pelo HIV entre adolescentes dos ano, em três países africanos, ocorreram em raparigas: África do Sul (82%), Serra Leoa (85%), Gabão (89%). No sul da Ásia, o conhecimento abrangente do HIV é baixo apenas de raparigas e de rapazes com idades entre anos anos. ii 34% expandir a circuncisão masculina infantil precoce como uma estratégia de prevenção do HIV a longo prazo. O UNICEF e os seus parceiros estão a avaliar as primeiras experiências na prestação de serviços de circuncisão médica infantil masculina e precoce, usando as plataformas de saúde materna, neonatal e infantil que podem levar à expansão desta intervenção em países com alta 17% um terço Em 35 países, mais de das mulheres com idade entre já são casadas ou estão numa união com apenas 18 anos de idade. iii 15 milhão Mais de de raparigas adolescentes entre os 15 e 19 anos de idade dão à luz todos os anos. iv 28
33 prevalência de HIV. Os adolescentes enfrentam muitas barreiras no acesso aos serviços de saúde e de apoio, e são rotineiramente negligenciados nas estratégias nacionais e globais do SIDA. Isso tem que mudar. Sem prestar maior atenção às necessidades dos adolescentes, poder-seá não alcançar uma geração livre do SIDA. DESIGUALDADES E BARREIRAS DE ACESSO AOS SERVIÇOS Três grandes grupos de adolescentes enfrentam enormes barreiras para aceder às intervenções de prevenção, tratamento e cuidados, nomeadamente: as raparigas adolescentes, os adolescentes de populações chave e os adolescentes vivendo com o HIV. A vulnerabilidade principal destes grupos encontra-se na desigualdade estrutural quer socioeconómica ou de género, incluindo a deficiência na protecção social e da criança. Esta situação pode ser exacerbada onde os provedores de serviços não têm habilidades ou não estão dispostos a trabalhar com, ou em situação de risco com os adolescentes vulneráveis, o que muitas vezes resulta na limitação do acesso às informações precisas e aos serviços que necessitam. As desigualdades sociais e económicas resultam na infecção pelo HIV em raparigas adolescentes Em 2012, aproximadamente dois terços das novas infecções pelo HIV em adolescentes com idades compreendidas entre anos ocorreram em raparigas e com maior incidência na África subsaariana 119. Em três países desta região, mais de 80% dos adolescentes com idades entre anos que foram infectados pelo HIV em 2012 eram raparigas adolescentes África do Sul (82%), Serra Leoa (85%) e Gabão (89%) 120. As desigualdades sociais e económicas desempenham um papel incisivo na vulnerabilidade das adolescentes e dos níveis desproporcionais de HIV. O baixo estatuto social, a pobreza e a insegurança alimentar nas famílias, a educação de má qualidade e a violência limitam todas as oportunidades para as raparigas. A morte dos pais e o papel de responsável pela família, que muitas vezes é assumida por mulheres e raparigas pode ser limitante. A promessa de oferendas e outros benefícios financeiros e sociais, incluindo a potencial ascendência e de mobilidade social, pode induzir ao início precoce da actividade sexual e motivar as raparigas a envolverem-se em relações sexuais com indivíduos com idades díspares, sexo comercial ou casamento prematuro. Onde a prevalência do HIV é alta, esses factores combinam-se com o aumento da vulnerabilidade biológica, conhecimento limitado sobre o HIV e baixa percepção do risco, o que faz com que, as escolhas das raparigas e das suas famílias sejam também limitadas 120. Populações chave: Excluídos, estigmatizados e criminalizados 1 em cada 5 mulheres no mundo tem um filho com a idade de 18 anos. v 29% 20% Na região Oriental e Austral de África (do UNICEF), de mulheres e de homens com idades entre anos nunca foram testados em HIV ou receberam os seus resultdados. vi Estima-se que, crianças menores de 15 anos morreram de doenças relacionadas com o SIDA em milhões de raparigas e 73 milhões de rapazes menores de 18 anos experimentaram a violência sexual. vii 13% 9% Na África subsaariana, onde a prevalência do HIV é alta, das raparigas e dos rapazes com idade entre anos reportou ter dado inicio à vida sexual antes dos 15 anos. Taxas ligeiramente superiores são reportadas em raparigas adolescentes na África Ocidental e Central (16%). viii 29
34 Em todo o mundo, reporta-se uma prevalência desproporcionalmente alta de HIV, entre os adolescentes do sexo masculino que fazem sexo com homens, adolescentes que usam drogas injectáveis e raparigas adolescentes exploradas sexualmente 122. Num dos poucos relatórios sobre o assunto, foi constatado que, mais de 95% das novas infecções pelo HIV em adolescentes na Ásia e Pacífico ocorreram em adolescentes pertencentes às populações chave pessoas cujos comportamentos coloca-os em risco considerável de infecção pelo HIV e cuja idade jovem os torna particularmente mais vulneráveis 123. Em alguns países seleccionados da Ásia, os dados limitados mas disponíveis, sugerem que, mais de 60% dos jovens de populações chave iniciam a actividade sexual muito cedo (por volta dos anos de idade) e que, as condições para a testagem do HIV são limitadas 124. UNICEF Serbia/2010/Maccak de anos 130. Estudos sugerem que, o consumo de drogas injectáveis é responsável por mais de dois terços de todas as novas infecções no Irão, 40% das novas infecções na Europa do Leste e de mais de um terço nas Filipinas 131. No Paquistão, onde uso de drogas injectáveis é um factor chave da epidemia, estudos indicam que, a prevalência de HIV triplicou, passando de 11% em 2005 para 38% em Evidências que emergem da Europa do Leste sugerem uma pequena, mas importante proporção de que, o uso de drogas injectáveis começa durante a adolescência 133. Para além dos factores que aumentam a vulnerabilidade em todos os adolescentes, a vulnerabilidade dos adolescentes pertencentes às populações chave é profundamente agravada pelo enorme estigma social, assim como, com as definições políticas e legais. A aplicação prática e dura das leis que criminalizam os seus comportamentos, fomentam a discriminação e a violência, dificultando o acesso aos poucos serviços de saúde existentes, às intervenções de prevenção, tratamento, protecção, cuidados e apoio que visam suprir as necessidades dessas populações. RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 Os programas de prevenção na Ásia foram creditados em como a transmissão do HIV, está associada à exploração sexual e ao sexo comercial, embora persista a preocupação com os pontos críticos 125. No entanto, a transmissão do HIV durante o sexo desprotegido entre homens, parece ser uma questão cada vez mais evidente no alastramento da epidemia em vários países. Em locais onde foi medida a incidência do HIV constatou-se uma alta prevalência entre os homens que fazem sexo com homens. Foi constatada uma prevalência de HIV superior a 10% em cidades da China 126, Índia 127, Tailândia 128 e Vietname 129. A epidemias impulsionadas por relações sexuais desprotegidas entre homens também predominam nas pequenas nações do Pacífico, muito embora a prevalência do HIV ainda seja baixa. O âmbito dos estudos para este grupo populacional tende a ser limitado, e não está circunscrito apenas a homens jovens. A partilha de seringas contaminadas é uma forma extremamente eficiente de transmissão do HIV, e o risco de infecção aumenta drasticamente com o tempo contínuo da injecção. Numa pesquisa realizada em 2012, em Mianmar, constatou-se uma prevalência de HIV de 7% entre os jovens de anos que usavam drogas injectáveis, e mais que o dobro (15%) entre os jovens Adolescentes que vivem com o HIV: Desligados da testagem, tratamento e dos cuidados Em muitas partes do mundo, a cobertura da testagem e do aconselhamento do HIV é baixa entre os adolescentes e, ainda mais baixa entre as populações chave. Embora o acesso e a cobertura variam muito entre os países, os dados da pesquisa de na África subsaariana indicaram que menos de um, em cada cinco adolescentes com idades entre anos tinham conhecimento do seu estado serológico (veja a Figura 2.4) 134. A orientação de que, os testes devem ser estritamente voluntários é clara. No entanto, há relatos que, o teste em populações chave, em algumas situações têm sido obrigatórios e sob coacção, e isso constitui uma grande preocupação 135. Apenas uma pequena proporção de adolescentes que nasceram com o HIV e que sobrevivem a longo prazo têm acesso ao TARV, e a maioria recebe a medicação através de um número limitado de centros especializados e localizados em áreas urbanas e periurbanas 136. As taxas de retenção são igualmente baixas. No geral, os programas de HIV tem dificuldades em alcançar e manter os adolescentes e, são raros os incentivos para atrai-los aos serviços. Em muitos países 137 as 30
35 figura 2.4 Percentagem de adolescentes (rapazes e raparigas) com idades entre anos e jovens (homens e mulheres) com idades entre 20 24, que fizeram o teste de HIV e receberam os resultados, em países seleccionados da África Subsariana ADOLESCENTES JOVENS E MULHERES anos anos 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Togo República Centro Africana Senegal Burkina Faso Costa do Marfim Zâmbia Etiópia Burundi Moçambique Camarões Namíbia Zimbabwe Quénia Gabão República Unida da Tanzânia Lesoto Ruanda Uganda ADOLESCENTES JOVENS E HOMENS anos anos 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% Nota: Os países foram seleccionados com base na disponibilidade de dados. Fonte: Base de dados globais do UNICEF de 2013 e dados baseados nas Pesquisas Demográficas de Saúde (IDS), Pesquisas de Indicadores Múltiplos (MICS) e outros inquéritos nacionais ( ). UNICEF/NYHQ /Esteve 31
36 leis sobre a idade para o consentimento, frequentemente limitam o acesso aos testes e a outras intervenções, resultando no diagnóstico tardio do HIV em adolescentes e consequentemente, o acesso tardio aos cuidados. A falta de serviços amigáveis para os adolescentes tem um papel preponderante nos resultados pobres do TARV entre os adolescentes mais do que para os adultos na mesma situação 138. Providenciar o tratamento ao longo da vida, para os adolescentes que não podem ser adequadamente atendidos em programas de tratamento do HIV pediátricos ou para adultos, apresenta desafios únicos. Se os adolescentes adquiriram o HIV quando crianças, devido à transmissão vertical, ou mais tarde, através da transmissão sexual ou uso de drogas injectáveis, a baixa adesão ao TARV e as dúvidas que emergem sobre a divulgação do seu estado serológico são questões fundamentais para este grupo etário 139. Em alguns casos, os adolescentes não podem saber que estão infectados pelo HIV, mesmo tendo sido diagnosticados e em tratamento. Para os adolescentes que foram infectados através da transmissão vertical, as preocupações dos pais sobre como revelar a sua própria condição podem afectar a decisão de explicar o estado serológico ao adolescente. Abordar a sexualidade é um desafio para a maioria dos adolescentes, mas também viver com o HIV aumenta uma complexidade adicional com potenciais consequências. Para agravar todos esses cenários existe o estigma. ESTRATÉGIAS PARA ACELERAR OS PROGRESSOS NA SEGUNDA DÉCADA DE VIDA As oportunidades para um sucesso maior na redução do impacto do HIV em adolescentes reside no aumento da demanda no acesso e aderência às intervenções chave, enquanto se abordam os factores sociais e económicos que aumentam a vulnerabilidade dos adolescentes ao HIV e limitam o acesso aos serviços que necessitam. A seguir apresentam-se cinco estratégias que representam oportunidades para um maior impacto entre os adolescentes: RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 INICIATIVAS Encontrar formas persuasivas para envolver os adolescentes Quando o UNICEF, a MTV e o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio do SIDA (PEPFAR) uniram forças para encontrar meios persuasivos para envolver adolescentes e jovens, sobre como se proteger do HIV e do SIDA, estas organizações escolheram um dos sistemas de prestação mais antigos do mundo: Contar uma história convincente. Shuga, é uma série dramática divulgada em vídeo e rádio que conta a história de jovens em África em ambos os cenários urbano e rural. Aborda a vida diária dos jovens e navega pelo desafio e o risco do HIV. Esta história tornou-se logo a base para uma campanha multimídia de prevenção do HIV. Foi lançada na televisão Queniana, em 2009, e em 2012 a série Shuga juntou-se Shuga: Amor, Sexo, Dinheiro, uma série radiofónica acompanhada em seis países Camarões, República Democrática do Congo, Quénia, Lesoto, África do Sul e República Unida da Tanzânia com uma audiência colectiva estimada em 45 milhões de jovens. A série radiofónica Shuga provocou nos jovens um impacto sobre os comportamentos relativos à saúde. Na República Democrática do Congo, por exemplo, enquanto se difundia a série radiofónica, os governos locais e oito ONGs seleccionadas financiavam e monitoravam os locais de testagem e aconselhamento do HIV na maior área urbana de Kinshasa. Os dados recolhidos ao longo de 12 meses mostraram que, o número de adolescentes e jovens com idades compreendidas entre anos, que fizeram a testagem voluntária do HIV e receberam aconselhamento aumentou em 50%, após o lançamento da série radiofónica e das revistas Shuga. 32
37 UNICEF/INDA /Crouch 1. Aumentar os testes de HIV e as acções de aconselhamento para adolescentes e fortalecer os vínculos com a prevenção, tratamento, cuidados e apoio A ampliação dos serviços de testagem e aconselhamento para os adolescentes, deve ser feita através de uma variedade de modalidades, por exemplo através de testagem móvel, outras formas para os alcançar, abordagens basea-das na comunidade, a testagem e o aconselhamento por iniciativa do provedor. É essencial abordar o diagnóstico e o acesso tardio aos cuidados. Existem sinais encorajadores e há países que estão a rever as leis relacionadas com a idade de consentimento para teste de HIV, para permitir que, os adolescentes tenham iniciativa. Na Ucrânia, em 2010, foi revista a lei que rege a idade de consentimento dos pais para o teste de HIV tendo sido reduzida de 18 para 14 anos e, na Bósnia e Herzegovina, a idade em que os adolescentes podem dar o seu consentimento para o teste de HIV ou procurar serviços de prevenção e cuidados de HIV de forma independente, reduziu de 18 para 15 anos. A Bielorrússia reduziu para 16 anos a idade de consentimento e, está a considerar profundamente baixar para os 14 anos. Simultaneamente, os serviços de cuidados e tratamento existentes devem ser reforçados para garantir que, os adolescentes façam a gestão da transição dos serviços de pediatria para os serviços para adultos, onde podem aderir à medicação e manterem-se nos cuidados de saúde ao longo da vida. As directrizes de 2013 da OMS sobre os testes de HIV, aconselhamento e cuidados para os adolescentes vivendo com HIV propõe uma gama ampla de estratégias para a expansão da testagem e aconselhamento e o fortalecimento dos vínculos com os serviços de cuidados 140. Estas directrizes incluem a recomendação do teste de HIV e o aconselhamento, com ligações à prevenção, tratamento e cuidados a serem oferecidos aos adolescentes 33
38 INICIATIVAS Adaptar as intervenções de alto impacto para os adolescentes mais necessitados O sector da saúde tem a responsabilidade particular de tornar os serviços mais amigáveis para os adolescentes. Os provedores do tratamento de HIV pediátrico e de adultos precisam de trabalhar de forma mais colaborativa para ajudar os adolescentes na transição entre os serviços e fazer a ligação ao tratamento de longo prazo, cuidados e apoio em ambientes apropriados, como os de cuidados primários e serviços de base comunitária Muitas raparigas adolescentes têm conhecimento do seu estado serológico, através dos testes ligados à gravidez. A integração da PTV nos serviços de saúde materna e infantil é, portanto, essencial para o bem-estar das raparigas adolescentes vivendo com o HIV, particularmente nos países onde se está a avançar no sentido de oferecer o tratamento ao longo da vida para todas as mulheres grávidas vivendo com o HIV. Os serviços de saúde sexual e reprodutiva são importantes para ajudar a prevenir gravidez não planeada entre as raparigas adolescentes e são também, uma plataforma importante para a integração no programa de PTV. No entanto, é necessário prestar mais atenção ao abordar a qualidade e a aceitação dos cuidados relacionados com o HIV em adolescentes nesses serviços. Iniciativas como a introdução da vacina do vírus do papiloma humano (VPH) que visam adolescentes com idades entre 9 13 em escolas e ambientes comunitários, proporcionam uma oportunidade única para a integração com outras intervenções sobre saúde sexual e reprodutiva para as adolescentes. RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 As populações chave enfrentam a discriminação, violência e uma ampla gama de barreiras no acesso aos serviços de saúde. São necessários mais esforços para fazer face aos baixos níveis de consciencialização e atitudes negativas sobre esses grupos entre os provedores de serviços nas unidades de saúde. As intervenções localizadas, a sensibilização da comunidade, inclusive as abordagens orientadas para aumentar a consciencialização e a demanda de serviços, são susceptíveis de serem mais eficazes e mais aceitáveis nestes grupos. Por exemplo, a Child Helpline International, um serviço de aconselhamento telefónico e de referência em funcionamento em mais de 140 países, apoia crianças e adolescentes de várias origens e situações, incluindo de populações chave, num conjunto de questões sociais e de saúde 141. Embora a informação e o encaminhamento proporcionados sejam fundamentais, o contacto e o não julgamento é em si, um serviço. de populações chave em ambientes epidemia concentrada ou baixa, e para todos os adolescentes em ambientes de epidemia generalizada. 2. Ampliar as intervenções de alto impacto com base numa abordagem deinvestimento e adequá-las às necessidades dos adolescentes em situação de maior risco A Abordagem do Investimento da ONUSIDA propõe concentrar os investimentos em HIV em seis intervenções com grande impacto: provisão de preservativos, circuncisão médica masculina, prevenção direccionada às populações chave, PTV, TARV e comunicação para a mudança de comportamento 142. Os investimentos nas intervenções de alto impacto devem ser equilibrados com investimentos sociais e programáticos dos activadores críticos que, em sinergia com as actividades de desenvolvimento vão permitir melhorar os resultados, que podem ter um efeito sobre as condições estruturais da vulnerabilidade ao HIV. São necessárias abordagens inovadoras que aumentem a demanda de intervenções e permitam adaptá-las de forma eficaz às necessidades específicas e aos contextos culturais dos adolescentes. Os relatórios Nacionais de Avaliação dos Custos com o SIDA compilados pela ONUSIDA em países de alto risco sugerem que, o investimento global na prevenção do HIV para adolescentes deve ser mais sistemático e sustentável a longo prazo 143. A nova modelagem do UNICEF e do 34
39 Futures Institute para a avaliar o impacto da abordagem de investimento da ONUSIDA para os adolescentes mostra que, podem-se alcançar ganhos substanciais se for aumentado o orçamento para esta faixa etária e se esse aumento for feito de forma bem direccionada 144. Foram modelados quatro cenários (veja a Figura 2.5). Cenário 1 é o cenário base e assume a cobertura constante para a prevenção e o tratamento até 2020; Cenário 2 é a abordagem de investimento ideal e assume a expansão dos serviços no decorrer de 2015; Cenário 3 é a abordagem de investimento atrasado e assume que, serão alcançadas as metas de cobertura mas com um atraso de cinco anos (ou seja, não até 2020), e o cenário 4 é o cenário de baixa implementação, ou a abordagem de baixo investimento e assume metas mais baixas do que o ideal, dos alvos da cobertura, com o alcance de metas em atraso até 2020 e com um impacto baixo da intervenção. A modelagem mostra que, o Cenário 2 (a abordagem de investimento ideal) poderia evitar 2 milhões de novas infecções em adolescentes até 2020, ou seja, a metade do número de novas infecções que ocorreriam em adolescentes se o investimento e o foco do programa nacional mantivessem inalterados entre 2011 e Além disso, iria reduzir a população de adolescentes vivendo com o HIV de cerca de 2,1 milhões em 2011 para cerca de 1,6 milhões em A maioria das infecções evitadas seria entre as raparigas 145. Uma resposta eficaz ao HIV específica para os adolescentes e baseada na abordagem de investimento iria representar cerca de um quarto da necessidade global dos recursos financeiros para o SIDA. Alcançar esse nível de investimento ideal envolveria o aumento do financiamento ao HIV para os adolescente em países de baixa e média renda de pouco mais de 3,8 bilhões de dólares americanos em 2010, para quase 5,5 bilhões dólares em Após 2015, a redução de novas infecções baixaria um pouco a necessidade de financiamento em geral. Além da necessidade urgente de intensificar as intervenções de alto impacto, a modelagem sugere que, a programação para os adolescentes requer ênfase maior nos activadores críticos e o desenvolvimento de sinergias, mais do que na programação para os adultos. O desenvolvimento de sinergias chave para os adolescentes viriam dos sectores de educação, protecção à criança, protecção social, justiça e saúde. Após o Cenário 2, estima-se que, os figura 2.5 Projecção do número de novas infecções pelo HIV entre adolescentes dos anos por tipo de epidemia, , , , , ,000 Cenário 1 (base): Projecção de base com cobertura constante de todas as intervenções Cenário 2 (ideal): Todos os países aumentam os serviços para atingir os alvos até 2015 Cenário 3 (demorado): Países não atingiram metas de cobertura até 2020 Cenário 4 (baixo): Países não investem adequadamente em intervenções para adolescentes 50, , , , , ,000 50, , , , , ,000 50,000 PAÍSES DE HIPER-EPIDEMIA PAÍSES DE EPIDEMIA CONCENTRADA PAÍSES DE EPIDEMIA GENERALIZADA Fonte: UNICEF e Futures Institute, o impacto e custo do Quadro de Investimento em HIV/SIDA para Adolescentes (documento não publicado)
40 recursos necessários para 2020, 25% dos recursos seriam alocados para as intervenções de alto impacto, 50% para os activadores críticos e 25% seriam para o desenvolvimento de sinergias de desenvolvimento. Conforme o progresso, a alocação deslocar-se-ia em 2020 para 33%, 25% e 40 por cento, respectivamente. comunidades minoritárias ou imigrantes, crianças e adolescentes com deficiência ou em instituições ou contextos de justiça penal, também podem servir-se da atenção dos activadores críticos do programa. É essencial a implementação de estratégias para promover a igualdade de género na luta contra o HIV em adolescentes. RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 O Cenário 3 da modelagem, que é a abordagem de investimento atrasado, sugere que, um atraso de cinco anos na implementação iria reduzir o impacto em cerca de um terço. O cenário 4 e de pobre implementação resultaria no declínio pouco acentuado do número anual de novas infecções. O esforço para obter os resultados ideais do Cenário 2 exigirá como prioridade, uma liderança forte e um compromisso político e sustentável nas respostas mais eficazes e eficientes para os adolescentes. 3. Abordar as causas profundas da vulnerabilidade ao HIV através dos activadores críticos, dos serviços de HIV de alto impacto e das sinergias com os sectores de desenvolvimento A Abordagem de Investimento da ONUSIDA enfatiza a importância de tomar em consideração os activadores críticos, envolver e investir estrategicamente nos sectores de desenvolvimento, a fim de apoiar e sustentar os investimentos específicos do HIV. Estas actividades, podem ajudar a reduzir os impedimentos legais, sociais e económicos da vulnerabilidade dos adolescentes ao HIV. Os adolescentes precisam de ser incluídos nos planos nacionais e em outras estratégias juntamente com as intervenções de alto impacto. Os activadores críticos são actividades que optimizam a prestação de actividades básicas do programa específico de HIV de alto impacto 146. Estas actividades incluem leis e políticas de implementação para proteger os direitos humanos e as comunidades envolvidas na prestação de serviços e criação de demanda. Os activadores críticos chave para os adolescentes, incluem as actividades que fortalecem os direitos da criança, consistentes com a Convenção sobre os Direitos da Criança e seus Protocolos Facultativos. Estes promovem a igualdade e fortalecem as leis e práticas de aplicação da lei para reduzir o estigma e a discriminação e consequentemente melhoram o acesso aos serviços para as populações chave. Os interesses de outros grupos marginalizados, tais como indígenas, As normas sociais podem promover o avanço educacional, engajamento social e de emprego, mas também podem limitar as oportunidades de prosperidade para alcançar o pleno potencial dos adolescentes. A violência sexual, muitas vezes, revela-se como uma manifestação de desequilíbrio de poder relacionada com o género e está directamente ligada ao risco de contrair o HIV. As pesquisas também mostram uma correlação entre as experiências de violência na infância e mais tarde a adopção de comportamentos de risco, como estando associadas à probabilidade de contrair HIV 147. A violência do parceiro íntimo também está associada à probabilidade de HIV 148. Uma análise global recente, constatou que, as mulheres que sofreram violência por parte do parceiro íntimo têm mais de 50% de probabilidade de contrair o HIV do que, as mulheres que não experimentaram tal violência 149. As normas sociais também moldam as estratégias que as raparigas escolhem ou que as famílias impõem para lidar com a pobreza, o casamento prematuro ou sexo comercial. As abordagens baseadas nos direitos humanos são essenciais para a prevenção do HIV entre adolescentes de populações chave. Estas abordagens incluem a descriminalização da homossexualidade, enfatizando a saúde pública ao invés da justiça criminal. A abordagem sobre o uso de drogas ilícitas deverá incluir programas de redução de danos. A colaboração entre a justiça penal e o sector de saúde pública é fundamental para apoiar os direitos dos adolescentes que são explorados sexualmente. O desenvolvimento de sinergias é definido como investimentos em todos os sectores que podem ter um efeito positivo sobre os resultados do HIV 150. Para os adolescentes, os sectores de protecção à criança, protecção social e de educação, apresentam oportunidades chave e específicas para alavancar de forma eficaz os resultados de HIV. A vulnerabilidade económica e a insegurança alimentar são as ambas causas e consequências dos resultados 36
41 negativos relacionados ao HIV para a saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes. Os programas de protecção social proporcionam oportunidades para abordar alguns dos motivos económicos da vulnerabilidade ao HIV nas crianças, incluindo adolescentes. As transferências de dinheiro, alimentos, subsídios de transporte, programas de microcrédito e poupança têm sido eficazes na mitigação do impacto do HIV em crianças e famílias afectadas e na redução dos riscos relacionados ao HIV 151. Os impactos incluem melhores habilidades de negociação, o aumento do uso do preservativo, redução do número de parceiros sexuais, iniciação sexual tardia em raparigas e o aumento da absorção dos testes, assim como, a frequência escolar melhorada 152. Ao invés de se concentrarem os esforços em um ou outro sector, é necessária uma abordagem integrada para melhorar resultados sociais e de saúde. A educação tem sido, por vezes descrita como uma vacina social, especialmente para as raparigas e associa-se o aumento do acesso à educação à redução do casamento prematuro e gravidez precoce entre as raparigas 153. Embora em muitos países 154 as escolas ofereçam uma plataforma chave para a resposta ao HIV, os sistemas de ensino não têm cumprido com o seu potencial INICIATIVAS Educação: O lado crítico do ambiente facilitador Os Inquéritos Globais de Saúde nas escolas e com estudantes, conduzidos pela OMS junto de crianças em idade escolar, em mais de 51 países mostram que, normalmente o início do comportamento sexual acontece durante a adolescência 155. Embora os programas baseados na escola por si só, não são suficientes para evitar novas infecções pelo HIV e os riscos adjacentes, os programas podem ser uma forma menos onerosa e efectiva de influenciar a vulnerabilidade 156. A pesquisa sugere que, os programas de educação sobre o HIV implementados através das escolas têm o potencial de influenciar as determinantes do comportamento, em crianças, jovens e redes sociais de jovens e, a longo prazo, o seu estatuto socioeconómico 157. A frequência escolar também está relacionada com o aumento da autoconfiança e, pode melhorar a capacidade das crianças de se protegerem, como constatado em programas na África do Sul e no Uganda. Além disso, o aumento do acesso e a permanência na escola ajuda a prevenir a infecção pelo HIV, particularmente evidente em raparigas, órfãos e outras crianças vulneráveis 158. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (UNESCO) e outros co-patrocinadores da ONUSIDA realizaram uma revisão de mais de 87 estudos a nível global, sobre o impacto dos programas de educação sexual 159. Mais de um terço dos programas revistos, resultaram no início tardio da actividade sexual; cerca de um terço diminuiu a frequência das relações sexuais; e mais de um terço diminuiu o número de parceiros sexuais, tanto na amostra total como em subamostras importantes. Embora alguns programas tenham tido pouco ou nenhum efeito, nenhum dos programas acelerou o início da vida sexual. O Grupo de Trabalho de Interagências da ONUSIDA sobre a Iniciativa Acelerada da Educação liderada pelo Banco Mundial e parceiros técnicos, como a Parceria para o Desenvolvimento da Criança, apoiou os esforços dos governos nacionais em 37 países da África Subsaariana 160 e após uma década em 2010, alcançou-se um marco importante: Todos os países possuíam políticas nacionais de saúde escolar, com 76% destes, a trabalharem sob estratégias e planos educacionais específicos para o HIV 161. Em 2012 foi feita uma análise mais profunda em 39 países e constatou-se que, 74% tinham incluído a resposta ao HIV nos processos de planeamento e gestão da educação ao nível nacional 162. Instrumentos de advocacia e informações adicionais desta iniciativa estão disponíveis em: 37
42 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 para providenciar aos adolescentes o conhecimento e as habilidades ou as ligações aos serviços que poderiam ajudá-los a reduzir o seu risco de contrair o HIV. Além disso, as escolas confrontam-se continuamente com desafios de abandono escolar de adolescentes e não têm tipicamente políticas, pessoal treinado e o envolvimento necessário dos pais e das comunidades para providênciar educação em saúde sexual e reprodutiva de alta qualidade, apropriada à idade e sensível ao género. A UNESCO, UNICEF, ONUSIDA, OMS e outros parceiros apelaram para o estabelecimento de ligações práticas e mais fortes entre todos os sectores, para providenciar educação sexual e de saúde reprodutiva que aborde uma série de questões interligadas, incluindo as normas sociais e de género nocivas, à prevenção do HIV e da gravidez na adolescência. 4. Aumentar a demanda dos serviços de saúde sexual, reprodutiva e de HIV, envolvendo e capacitando os adolescentes A Convenção sobre os Direitos da Criança reconhece as capacidades de desenvolvimento das crianças na primeira e segundas décadas de vida e, defende o princípio que, as crianças devem participar das decisões que lhes dizem respeito, de acordo com as suas capacidades de desenvolvimento. Esta posição tem eco em diversos fóruns e repete-se nas questões da saúde da agenda pós-2015: O Relatório da Consulta Temática e Global da Saúde, afirma que Os adolescentes são a próxima geração de adultos e terão uma grande influência na concretização da agenda pós Capacitar os adolescentes no desenvolvimento da própria da saúde, incluindo as práticas de saúde sexual e reprodutiva saudáveis... que lhes permitirão entrar na vida adulta com fortes capacidades, melhor equipados para fazerem escolhas informadas para si e para suas comunidades 163. Sob ambas as perspectivas, tanto dos direitos, como da saúde pública, os programas são mais eficazes quando os beneficiários participam na sua concepção, implementação e avaliação. Em todos os programas para adolescentes, bem como nas actividades de apoio dos activadores críticos e no desenvolvimento de sinergias, é necessário o envolvimento e a capacitação dos adolescentes de forma activa como participantes de pleno direito na resposta CAIXA Declaração Política sobre o HIV e SIDA: Assembleia Geral das Nações Unidas em 2011 Declaração Política sobre HIV e o SIDA insta os países a reafirmar o papel central da família, na redução da vulnerabilidade ao HIV, tendo em conta que, em diferentes sistemas culturais, sociais e políticos existem diversas formas de família, nomeadamente na educação e orientação dos filhos, e a ter em conta factores culturais, religiosos e éticos, para reduzir a vulnerabilidade das crianças e dos jovens, garantindo o acesso de rapazes e raparigas ao ensino primário e secundário, incluindo a introdução do HIV e SIDA nos currículos para os adolescentes, garantindo ambientes seguros e protegidos, especialmente para as raparigas jovens, expandindo informação de boa qualidade e de educação em saúde sexual e serviços de aconselhamento dirigidas aos jovens, fortalecendo os programas de saúde reprodutiva e sexual, envolvendo as famílias e os jovens no planeamento, implementação e avaliação de programas de HIV e o SIDA de prevenção e cuidados 164. ao HIV. Em 2012, a Declaração do Fórum Global da Juventude em Bali colocou ênfase especial nos grupos marginalizados e vulneráveis e na criação de um ambiente propício para a sua participação significativa e fez um apelo para a formação de parcerias mais fortes 165. Em todo o mundo as várias formas de mídia estão a ter um enorme impacto sobre as normas sociais, especialmente entre os adolescentes. São necessários novos vínculos e parcerias entre os sectores da saúde e desenvolvimento, de modo a capitalizar o potencial da mídia especialmente as plataformas de mídia social a favor dos adolescentes. A tecnologia e mídia social oferecem um grande potencial para envolver os adolescentes, capacitando-os de modo a apoiar os objectivos de prevenção e tratamento do HIV. 38
43 5. Melhorar a recolha de dados e informações estratégicas e incluir a desagregação para informar os programas Devido a questões éticas relativas à pesquisa com crianças, a maioria dos países não captam dados comparáveis para a faixa etária dos anos, e os dados sobre populações chave de adolescentes são ainda mais difíceis de obter. Mesmo quando os dados existem, os dados dos locais de prestação de serviços nem sempre são desagregados por grupos etários de adolescentes, métodos de recolha e indicadores que normalmente variam. A esta situação acresce-se a falta de padronização necessária para comparar os dados entre os países. É uma necessidade urgente que se obtenha informação estratégica e desagregada por idade, sexo e risco, de modo a capitalizar as abordagens descritas neste capítulo e responder mais eficazmente às necessidades dos adolescentes. O planeamento para a expansão do TARV para os adolescentes e com base nas últimas directrizes da OMS, por exemplo, requer uma estimativa precisa e desagregada do número de adolescentes elegíveis para o tratamento, bem como, de dados da cobertura real dos serviços e das estimativas precisas dos custos dos serviços e outras comodidades. Estimativas similares precisam ser obtidas em relação ao número de adolescentes de populações chave e de outras intervenções igualmente importantes. Isto requer uma investigação epidemiológica, programática e operacional com vista à prestação de serviços que sejam efectivos e aceitáveis para o maior número possível de comunidades de adolescentes. MANTER OS GANHOS OBTIDOS NA PRIMEIRA DÉCADA DE VIDA Enquanto a comunidade internacional reflecte sobre os ganhos obtidos na primeira década de vida aumento da cobertura das intervenções para tratar o HIV em crianças e as suas mães, e os resultados significativos de investimentos mais amplos para a sobrevivência, crescimento e desenvolvimento infantil não pode continuar a negligenciar a crucial segunda década de vida. Quando os adolescentes procedem a transição para a idade adulta, enfrentam desafios únicos que estão profundamente ligados à sua vulnerabilidade económica e social, aos serviços de saúde pouco receptivos e aos riscos associados ao HIV, que só podem ser atendidos através de abordagens intersectoriais eficazes. É necessário um novo compromisso para enfrentar os desafios da segunda década de vida para que, todas as crianças bebés, crianças e adolescentes tenham a oportunidade de se tornarem adultos saudáveis, seguros e produtivos. UNICEF/NYHQ /Asselin 39
44 CAPÍTULO 3 PARCERIAS PARA UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 Uma geração livre do SIDA só será alcançada com uma forte liderança por parte dos governos e uma participação activa da sociedade civil. UNICEF/ZIMA /Pirozzi 40
45 41
46 DUAS DÉCADAS, MUITOS SECTORES A elaboração e a condução da resposta ao HIV para as crianças não é da responsabilidade de qualquer actor. Nas duas primeiras décadas de vida, trabalhar com parcerias fortes dentro e, por entre os sectores nunca foi tão crítico. Uma geração livre do SIDA só será alcançada com uma forte liderança dos governos, particularmente das Comissões Nacionais do SIDA, os ministérios da saúde, assim como, parlamentares, autoridades legais e agências de protecção à criança. Isto exige a participação activa de outros ministérios (como os das finanças, segurança social, educação e juventude) e do governo local. A participação activa da sociedade civil é importante e deve incluir organizações não-governamentais, organizações de base comunitária e religiosa. Trabalhar em parceria com as comunidades afectadas, incluindo as pessoas que vivendo com o HIV, mulheres, jovens e seus defensores, será fundamental não só para a implementação, mas também para as actividades de advocacia, sensibilização e partilha de responsabilidades. Ao nível local os compactos e os gráficos da comunidade são mecanismos úteis. Os organismos regionais têm sido muito activos no mundo, e as iniciativas regionais introduziram novas formas de acção. Por exemplo, a iniciativa Laços Sul-Sul composta por oito países nomeadamente a Bolívia, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Nicarágua, Paraguai, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) focalizou-se fortemente nos direitos humanos. Esta iniciativa tem por objectivo travar a epidemia da SIDA através da partilha de informações, estratégias e planos de acção e promoção da solidariedade. Em África foi aprovado na 19º Cimeira da União RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 Este relatório lembra-nos que uma geração livre do SIDA significa uma geração em que todas as crianças nascem livres do HIV e permanecem nesse estado desde o nascimento e ao longo das suas vidas. Isso significa que, deve haver o acesso ao tratamento para todas as crianças vivendo com o HIV. Lembra-nos também que, a saúde e o bem-estar da mulher devem estar no centro da resposta ao SIDA. Eu não tenho dúvida nenhuma que vamos alcançar essas metas. O bem-estar das crianças não termina com o parar o SIDA, mas inclui, a protecção das crianças contra os factores que as tornam vulneráveis, como a pobreza, a discriminação, a marginalização social e as violações dos seus direitos humanos, incluindo as violações sexuais. O HIV é alimentado por uma série de factores graves durante a infância e na adolescência, e as crianças precisam de informações e oportunidades que lhes permitam um melhor começo possível na vida. Michel Sidibé, Director Executivo, ONUSIDA 42
47 Africana realizada em 2012, um novo Roteiro sobre a Responsabilidade Partilhada e Solidariedade Global para o SIDA, Tuberculose e a Malária Este roteiro foi desenvolvido pela Comissão da União Africana e pela Agência de Planeamento e Coordenação da Nova Parceria para o Desenvolvimento em África (NEPAD) e está estruturado em torno de três pilares estratégicos Governação da Saúde, Diversificação do Financiamento e o Acesso aos Medicamentos. Esta iniciativa oferece um conjunto de soluções práticas definidas e apoderadas pelos africanos, para melhorar respostas sustentáveis em relação ao SIDA, Tuberculose e a Malária, com metas definidas, resultados esperados, papéis e responsabilidades para manter as partes interessadas responsabilizadas ao longo de um período de três anos, até 2015; o documento enfatiza também, a busca de novas parcerias, contractos de financiamento e novas formas de fortalecimento e sustentabilidade das instituições africanas. Ao nível internacional, as exigências de relatórios, muitas vezes providencia material válido para a advocacia. A todos os níveis, a transparência em torno dos dados e do financiamento pode ajudar a criar e manter os compromissos e a partilha de responsabilidades. O compromisso contínuo dos parceiros-chave, tais como o Fundo Global e a PEPFAR, e as alocações nacionais fortalecidas será fundamental para o sucesso futuro e na forma como será ampliada a parceria com os profissionais de saúde, pesquisadores, sector privado, os quais tem papéis essenciais a desempenhar nos programas. Todas as agências co-patrocinadoras da ONUSIDA e que abrangem vários sectores, têm responsabilidades significativas na primeira e segunda década. Estas responsabilidades compreendem o apoio directo à implementação de intervenções de alto impacto e o apoio à criação de ambientes favoráveis sob o ponto de vista legal, social e económicos para as crianças e as suas famílias. Várias equipas de trabalho interinstitucionais (IATTs) são operacionais e apoiam o progresso nos países 166. Estas equipas de trabalho são compostas por organizações co-patrocinadoras da ONUSIDA e por organizações parceiras de cariz técnico e político. A Equipa de Trabalho de Interagências para a Prevenção e Tratamento da Infecção pelo HIV em Mulheres Grávidas, Mães e Crianças 167 desempenha um papel de liderança no apoio à implementação do Plano Global liderado pelos próprios países. O mandato principal desta equipa é o de coordenar a assistência técnica, desenvolver e disseminar orientações e ferramentas, assim como o de acompanhar o progresso em direcção ás metas do Plano Global. Embora o Plano Global seja presidido pela ONUSIDA, PEPFAR, e o IATT é coadjuvado pelo CAIXA Comissão Global sobre o HIV e a Lei No seu relatório sobre Riscos, Direitos e Saúde, a Comissão Global sobre o HIV e a Lei, facilitado pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD), apela para a remoção de leis, políticas e práticas discriminatórias que afectam as pessoas vivendo com o HIV. Simultaneamente esta comissão promove leis baseadas nos direitos humanos e apoiadas por evidências. O relatório, publicado em 2012, descreve como as leis que protegem os direitos humanos, salvam vidas, economizam recursos financeiros e garantem respostas eficazes do HIV. O relatório inclui recomendações específicas para as crianças e os adolescentes. Responder a este apelo implica ajudar os países a implementar leis que proíbem a discriminação contra as crianças afectadas pelo SIDA nas escolas, nas casa e nas suas comunidades; a promover modelos apropriados de cuidados centrados na família para crianças órfãs do SIDA; a promover o acesso integral à educação sexual e à saúde para as crianças dentro e fora da escola; e garantir que, os jovens sexualmente activos tenham acesso confidencial e independente aos serviços de saúde. A trabalhar com uma série de parceiros, o UNICEF apoia os países a alinharem este trabalho com as obrigações inerentes dos Estados Signatários da Convenção sobre os Direitos da Criança. 168 Riscos, Direitos e Saúde, Comissão Global sobre o HIV e a Lei, Julho de 2012, e 43
48 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 UNICEF e a OMS. A IATT foi estabelecida em 1998, e é constituída por 32 organizações multilaterais, governamentais e não-governamentais, que trabalham no sentido de reforçar as parcerias e os programas nacionais, regionais e globais que abordam a sobrevivência de mulheres grávidas, mães e crianças vivendo com o HIV. ENFRENTAR O HIV ENTRE CRIANÇAS EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA: UM CASO DE PARCERIAS REFORÇADAS Em 2012, crianças menores de 18 anos constituíam 46% das 45,2 milhões de pessoas deslocadas à força em todo o mundo, como resultado de perseguições, conflitos, violência generalizada e violações dos direitos humanos. Ao longo da última década, esta proporção variou de um mínimo de 41% em 2009 para um máximo de 50% em Uma vez que, em situações de emergência e humanitárias, as estruturas sociais sofrem danos, a insegurança alimentar, violência, agressão sexual, pobreza e questões adjacentes à protecção, exacerbam-se os riscos e as vul-nerabilidades em relação ao HIV, particularmente para as mulheres e raparigas. Em muitas situações de emergência, existem desafios substanciais para manter o acesso à informação tais como registos e serviços de saúde incluindo o TARV, PTV e os serviços de saúde materna e infantil. Assegurar a continuidade dos ARVs e outras comodidades em situações instáveis é motivo UNICEF Mozambique/2013 de extrema preocupação, tal como é manter os esforços para sustentar a prevenção do HIV, incluindo o acesso aos preservativos e a profilaxia pós-exposição. Dada a incerteza da duração da maioria das emergências e a propensão para situações humanitárias prolongadas, a prevenção, tratamento e cuidados para as crianças e adolescentes mais jovens devem ser incluídos desde o início e aquando da avaliação do risco da emergência, preparação e formação. A interrupção no tratamento do HIV é um risco evidente em situações de emergência. Em Moçambique, por exemplo, as inundações na província de Gaza no início de 2013 deixaram mais de pessoas em risco de perder o acesso ao tratamento 170. Como resultado das inundações, os centros de saúde tiveram que ser fechados e as reservas de medicamentos deterioraram; As vias de acesso dos transportes tornaram-se inacessíveis resultando inicialmente na escassez temporária de comodidades como os ARVs, kits da profilaxia pós-exposição e preservativos.através das parcerias entre os ministérios do governo incluindo o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, o Ministério da Saúde, a Comissão Nacional do Combate ao SIDA, ONGs e agências das Nações Unidas os serviços de rotina foram restaurados. Com vista a fazer face a futuras situações, estão a ser realizadas sessões de formação específica em duas das províncias com maior risco de desastres naturais e com uma prevalência alta de HIV (Gaza e Zambézia) ao mesmo tempo que, estão a ser desenvolvidos planos de contingência para preparar o governo e os parceiros na resposta adequada às questões do HIV em emergências futuras. Na República Centro Africana, a recente escalada do conflito violento e o último de uma serie de crises que afectam o país desde a década de 1990 resultou em índices elevados de insegurança, violência, saques e roubos. Desde os meados de 2013, dezenas de milhares de pessoas fugiram para a floresta ou ficaram na condição de deslocadas. Vários hospitais e postos de saúde foram saqueados e muitos outros abandonados. O deslocamento e a interrupção dos serviços de saúde tem deixado muitas pessoas vivendo com o HIV sem acesso aos ARVs. Antes da recente crise, pessoas vivendo com o HIV estavam sob o regime de TARV e com uma estimativa de mais de elegíveis para o tratamento, mas que não poderam ser abrangidas. O Comité Nacional de Luta contra o SIDA estima que, o número de pacientes cuja terapia anti-retroviral foi interrompida pela crise situa-se na 44
49 INÍCIATIVAS Adolescentes e o HIV em situações de emergência As situações de emergência podem tanto aumentar os factores que tornam os jovens vulneráveis ao HIV como interromper os serviços vitais de prevenção, tratamento e cuidados do HIV. Embora o Haiti e a Costa do Marfim situem-se a milhares de quilómetros de distância, estes países enfrentam emergências cujas causas são muito diferentes um de carácter geológico e o outro político uma análise retrospectiva destas duas emergências, constatou que, os resultados para os adolescentes e jovens eram virtualmente os mesmos. Entre as lições aprendidas existia a necessidade de: assegurar o foco nos adolescentes aquando da implementação das intervenções e incluir raparigas adolescentes; envolver adolescentes e jovens como participantes das intervenções, para garantir que, seja dada a devida atenção às suas ideias e perspectivas; compreender as formas pelas quais as emergências aumentam os factores que tornam os jovens vulneráveis ao HIV. A análise ressalta a urgência de colocar as intervenções para adolescentes no local muito antes da ocorrência real das emergências. A preparação é fundamental: Sem a prontidão necessária, os países correm o risco de apressar-se na tentativa de avaliar as necessidades dos adolescentes e jovens enquanto se lidam com os desafios de um cenário de emergência. casa dos milhares. Está em curso uma resposta bem coordenada que será levada a cabo por agentes humanitários e de saúde para rastear os pacientes que perderam o TARV e garantir a prestação do pacote mínimo para o HIV, conforme descrito nas Directrizes do Comité Permanente de Interagências para intervenções de HIV em Situações Humanitárias 171. RUMO Á UMA GERAÇÃO SEM O SIDA: COLMATAR LACUNAS E MANTER OS GANHOS As crianças não tinham um lugar de destaque na agenda global do SIDA em 2001, quando foram estabelecidos os ODMs e nem, quando foi realizada a primeira Sessão Especial dobre o HIV/SIDA da Assembleia Geral das Nações Unidas. Ambos os eventos, desde então, serviram como impulsionadores principais para a mudança, levando à criação do Fundo Global e do PEPFAR, assim como, de um esforço global extraordinário para responder mais eficazmente à pandemia do HIV. Foram obtidos ganhos significativos na redução de novas infecções entre crianças e manter suas mães vivas e saudáveis. No entanto, o mesmo dinamismo deve ser aplicado para reduzir as lacunas persistentes na programação em geral e especificamente em programas para os órfãos e crianças vulneráveis, nos cuidados e no tratamento para crianças e adolescentes. Este relatório descreve os desafios substanciais que persistem na abordagem do HIV entre as crianças, bem como as novas oportunidades para ultrapassar tais desafios. Enquanto a comunidade internacional começa a aglutinar-se em torno de uma nova agenda de desenvolvimento para além de 2015, uma resposta maior ao HIV entre as crianças pode ajudar a servir como um condutor de novos ganhos e colaborações mais efectivas em relação aos direitos da criança, saúde, sobrevivência e desenvolvimento. O caminho para uma geração sem SIDA é claro. Se é para ser percorrido com sucesso, o mundo precisa de se empenhar activamente agora, para manter e sustentar os ganhos duramente conquistados e, para enfrentar os restantes desigualdades e falhas na resposta eficiente ao HIV entre as crianças. 45
50 REFERÊNCIAS RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, As economias dos países são classificadas de acordo com o rendimento nacional bruto per capita, que é calculado usando o Atlas dos Métodos do Banco Mundial. As classificações de 1 de Julho de 2013, foram: Baixa renda, $1.035 ou menos; Média-baixa renda, de $1,036 a $4.085; Média-alta renda de $4086 a $ Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/SIDA, Relatório Global: Relatório da ONUSIDA sobre a Epidemia Global do SIDA, 2013, ONUSIDA, Genebra, 2013, pp. 6, Os 22 países prioritários do Plano Global são: Angola, Botsuana, Burundi, Camarões, Chade, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Etiópia, Gana, Índia, Quénia, Lesoto, Malawi, Moçambique, Namíbia, Nigéria, África do Sul, Suazilândia, Uganda, República Unida da Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe. A Índia é o único país prioritário fora da África. Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA, Contagem Regressiva para Zero: Plano Global Para a Eliminação de Novas Infecções pelo HIV entre crianças até 2015 e manter as suas mães vivas, ONUSIDA, Genebra, 2011; e a análise do UNICEF das estimativas do HIV e SIDA da ONUSIDA de Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA, Contagem Regressiva para Zero: Plano Global Para a Eliminação de Nova Infecções pelo HIV entre crianças até 2015 e manter as suas mães vivas, ONUSIDA, Genebra, 2011; e a análise do UNICEF das estimativas do HIV e SIDA da ONUSIDA de 2012.Os números entre parênteses indicam as faixas de dúvidas em torno das estimativas. 5 Organização Mundial da Saúde, Directrizes Consolidadas sobre o uso de medicamentos anti-retrovirais para tratar e prevenir a infecção pelo HIV: Recomendação para uma abordagem de saúde pública, OMS, Genebra, Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA, Relatório Global: Relatório da ONUSIDA sobre a Epidemia Global do SIDA, 2013, ONUSIDA, Genebra, 2013, pp. A87, A94 7 Newell, Marie Louise, et al, A mortalidade em crianças infectadas e não infectadas nascidas de mães infectadas pelo HIV em África: uma análise conjunta. Lancet, vol. 364, n 9441, 2 de Outubro de 2004, pp ONUSIDA, HIV e SIDA, estimativas não publicadas, Análise do UNICEF das estimativas do HIV e SIDA. 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A Índia é o único país prioritário fora da África. 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As tarefas específicas são passadas quando necessário de profissionais de saúde altamente qualificados para profissionais de saúde com menos experiência, a fim de fazer um uso mais eficiente dos recursos humanos disponíveis no sector. 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Uma avaliação dos progressos actuais e futuras necessidades Doenças Sexualmente Transmissíveis, vol. 86, suplemento 2, Dezembro de 49
54 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, , pp. ii48 ii Ibid. 102 Organização Mundial da Saúde, A participação dos homens na prevenção da transmissão vertical, OMS, Genebra, Governo do Ruanda, Federação Internacional do Planeamento da Paternidade, Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/ AIDS, Fundo das Nações Unidas para a População e Organização Mundial de Saúde, Ligando Saúde Sexual e Reprodutiva e o HIV: Caminhos para a integração Um estudo de caso no Ruanda Um vislumbre do futuro A eliminação de novas infecções pelo HIV entre crianças e manter as suas mães vivas, Governo do Ruanda, IPPF, ONUSIDA, FNUAP e da OMS, Ruanda, 2013, p Thorne, Claire et all, Prevenção da Transmissão Vertical do vírus da Imunodeficiência Humana entre mulheres grávidas, que usam drogas injectáveis na Ucrânia Dependência vol. 107, n 1, 1 de Janeiro 2012, pp Coligação Internacional para a prontidão do Tratamento Falhando o alvo 10: Comunidades e Iniciativa de Tratamento 2.0 Providenciar a expansão do próximo tratamento, ITPC, Banguecoque e Nova Iorque, Outubro de Departamento das Nações Unidas para os Assuntos Económicos e Sociais, Divisão da População, Prospecto da População Mundial : Revisão de 2012, CD-ROM, DESA, Junho de Fundo das Nações Unidas Para Infância, Progresso Para as Crianças: Relatório sobre os adolescentes, N 10, UNICEF, Nova Iorque, Abril 2012, p Análise do UNICEF das estimativas do HIV/SIDA da ONUSIDA de ONUSIDA 2012, Estimativas não publicadas do HIV e SIDA. 110 Bases de dados globais do UNICEF, 2013, Baseado no IDS, MICS e outros inquéritos nacionais, Ibid; e Mahy, Mary, Jesus Maria Garcia-Calleja e Kimberly Anne Marsh, Tendências da Prevalência do HIV entre os jovens em epidemias generalizadas: Implicações na monitoria da epidemia do HIV Doenças Sexualmente Transmissíveis, vol. 88, 2012, pp Rede da Redução de Danos da Eurásia, Jovens e o Uso de Drogas injectáveis em Países Seleccionados da Europa Central e do Leste, EHRN, Vilnius, Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA e Organização Mundial da Saúde, Quadro Comum de Acção Estratégica para Acelerar a Expansão da Circuncisão Masculina Voluntária e Prevenção do HIV na África Oriental e Austral ,ONUSIDA e OMS, Genebra, Novembro 2011, p Ibid. 115 Os 14 países prioritários na África são: Botsuana, Etiópia, Quénia, Lesoto, Malawi, Moçambique, Namíbia, Ruanda, Suazilândia, África do Sul, República Unida da Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbabwe. 116 Cherutich, Pedro, et al., O Progresso na Prestação de Serviços para a Circuncisão Masculina Médica e Voluntária : Quénia, , Morbidade e Mortalidade, Relatório Semanal, vol. 61, n 47, 30 de Novembro de 2012, pp Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA, Relatório Global: Relatório da ONUSIDA sobre a Epidemia Global do SIDA 2013, ONUSIDA, Genebra, 2013, p (i) Silverman, Jay G., Trabalhadoras do Sexo Adolescentes: Invisibilidade, Violência e o HIV, Arquivos da Doenças na Infância, vol. 96, n 5, 28 de Fevereiro de 2011, pp ; (ii) Base de dados globais do UNICEF de 2013, Baseado no IDS, MICS e outros inquéritos, ; (iii) Fundo das Nações Unidas para a Infância, O Estado das Crianças no Mundo, 2014 (em preparação). (iv) Os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio, Relatório de 2013, das Nações Unidas, Nova Iorque, Junho de 2013, p. 33 (v) Organização Mundial da Saúde, Gravidez na Adolescência : Ficha n 364, OMS, Genebra, Maio de 2012, < acedida a 23 de Outubro,2013; (VI) Base de dados globais do UNICEF de 2013, Baseado no IDS, MICS e outros inquéritos, (vii) Pinheiro, Paulo Sérgio, Relatório Mundial sobre Violência contra Crianças, Nações Unidas, Genebra, 2006, p. 12. (viii) Base de dados globais do UNICEF de 2013, Baseado no IDS, MICS e outros inquéritos, Análise do UNICEF das estimativas do HIV/SIDA da ONUSIDA de Ibid. 121 Leclerc-Madlala, Suzanne, Disparidades e Sexo entre Gerações na África Austral: A dinâmica da híper-vulnerabilidade, SIDA, vol. 22, Suplemento 4, Dezembro de 2008, pp. S17 S25; Leclerc-Madlala, Suzanne, Escritos culturais para parcerias múltiplas e concorrentes na África Austral: Por que é que a prevenção do HIV precisa da antropologia, Saúde Sexual, vol. 6, n 2 de Maio de 2009, pp ; Stroeken, Koen, et al., HIV entre os jovens fora da Escola na África Oriental e Austral: Uma revisão, Cuidados do SIDA, vol. 24, n. 2, Fevereiro de 2012, pp ; e Cluver, Lucie, et al., Sexo Transaccional entre Adolescentes Órfãos e Afectados pelo SIDA devido ao abuso e a pobreza extrema, Jornal do Síndroma da Imunodeficiência Adquirida, vol. 58, n 3, 01 de Novembro de 2011, pp Baral, Stefan, et al., HIV Riscos e Associações da infecção pelo HIV entre homens que fazem sexo com homens zonas Peri Urbanas da Cidade do Cabo, África do Sul, BMC Public Health, vol. 11, n 1, 5 de Outubro de 2011, pp ; E Fay, Heather, et al, Estigma e o Acesso aos cuidados de Saúde, e o conhecimento sobre o HIV entre homens que fazem sexo com homens no Malawi, Namíbia e Botsuana, Comportamento do SIDA, vol. 15, n 6 de Agosto de 2011, pp Comissão sobre o SIDA na Ásia, Redefinir o SIDA na Ásia: Engendrar uma resposta eficaz, Imprensa da Universidade de Oxford, Nova Deli, Fundo das Nações Unidas para a Infância, Vivendo em Perigo: Jovens de Populações Chave e a epidemia do HIV na Ásia-Pacífico (Ainda por publicar). 125 Organização Nacional de Controlo do SIDA Índia, Ministério da Saúde e Bem-Estar da Família, Governo da Índia, Posto sentinela de : Uma resumo técnico, Governo da Índia, Nova Deli, Setembro de 2012 e; Bureau de Epidemiologia da Tailândia Relatório da Vigilância Serológica do HIV 2011 Tailândia 29º Ronda, Banguecoque, Equipa de Prevenção do HIV/SIDA entre homens que fazem sexo com homens de Chengdu: Situação da Prevenção do HIV/SIDA e Análise da Resposta entre os Homens que fazem sexo com Homens de Shegndu Apresentação da Equipa de Prevenção do HIV/SIDA de homens que fazem sexo com homens e populações transexuais, na reunião da Initiative Multi-City, Hong Kong, Dezembro de Organização Nacional para o Controlo do SIDA, Índia, Ministério da Saúde e Bem-Estar da Família e o Governo da Índia, Posto sentinela de : Um resumo técnico, Governo da Índia, Nova Deli, Setembro de Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA, ONUSIDA Relatório sobre a Epidemia Global do SIDA: anexos, ONUSIDA, Genebra, República Socialista do Vietname, Quarto Relatório Nacional sobre o acompanhamento da aplicação da Declaração de Compromisso 50
55 sobre o HIV e SIDA: Período de referência: Janeiro 2008 Dezembro de 2009, Governo do Vietname, Hanói, Março de Programa Nacional do SIDA (Mianmar), Departamento da Saúde e Ministério da Saúde, Relatório da Vigilância da Sero-prevalência, 2012, Programa Nacional do SIDA, Naypyidaw (Mianmar), em Fevereiro de 2013, p Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA: Relatório sobre a Epidemia Global do SIDA anexos, ONUSIDA, Genebra, 2012, P Emmanuel, Faran, et al, Segunda Geração da vigilância do HIV/ SIDA no Paquistão: Resultados da 4 ª ronda do Comportamento Integrado e Pesquisa Biológica , Infecções Sexualmente Transmissíveis, publicado online: 02 de Agosto de 2013, doi: /sextrans Busza, J., et al., Comportamento no uso dos serviços entre os jovens que injectam drogas na Albânia, Moldávia, Roménia e Sérvia, Jornal Internacional da Política da Droga, vol. 24, n 5, Setembro 2013, pp , e Escritório Regional das Nações Unidas para a ECL/CEI, Experiências do campo: A prevenção do HIV entre a maioria dos adolescentes em risco na Europa Central e do Leste e na Comunidade de Estados Independentes, Escritório Regional para a CEE/CIS, Genebra, UNICEF Bases de dados globais do UNICEF, 2013, Baseado no IDS, MICS e outros inquéritos nacionais, Organização Mundial de Saúde, Declaração sobre o Aconselhamento e Testagem do HIV: OMS, ONUSIDA reafirmar a oposição aos testes obrigatório de HIV OMS, Genebra, 28 de Novembro de 2012, < day/hiv_testing_counselling/en/index.html>, acedida a 3 de Junho de Kasedde, Susan, et al, Reduzir o HIV e o SIDA em adolescentes: oportunidades e desafios, Relatórios Correntes do HIV/SIDA, vol. 10, n 2, Junho de 2013, pp Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Comissão Global sobre o HIV e a Lei: Riscos, Direitos e Saúde, PNUD, Nova Iorque, Julho de Evans, Denise, et al., Resultados do Tratamento de adolescentes infectados pelo HIV que frequentam as clínicas de HIV do sector público em Gauteng e Mpumalanga, África do Sul, AIDS Research and Human Retroviruses, vol. 29, n 6, Junho de 2013, pp , e Shroufi, Amir, et al, Adolescentes infectados pelo HIV na África do Sul podem conseguir bons resultados no tratamento: Resultados de um estudo retrospectivo de uma coorte, O SIDA, vol. 27, n 12, 31 de Julho de 2013, pp Ferrand, Rashida A., et al., Inquérito em Crianças com Acesso aos Serviços de HIV numa configuração de alta prevalência de HIV: Hora de Contar os Adolescentes?, Boletim da Organização Mundial da Saúde, vol. 88, n 6, Junho de 2010, pp ; Ferrand, Rashida A., et al, As causas de hospitalização aguda na adolescência: O peso e o espectro de morbidade relacionada com o HIV num país com um início precoce e grave da epidemia do HIV um estudo prospectivo, PLoS Medicine, vol. 7, n 2, 2 de Fevereiro de 2010, pp. 1 11; Ferrand, Rashida A., et al, A infecção do HIV não diagnosticada entre os adolescentes que procuram os cuidados primários de saúde no Zimbabué, Doenças Infecciosas, vol. 51, n. 7, 2010, pp ; Arrivé, Elise, et al, Divulgação do Estado Serológico e a Retenção nos Cuidados e Terapia Anti-retroviral (TARV) de Adolescentes Infectados pelo HIV na África Ocidental, PLoS One, vol. 7, n 3, 21 de Março de Ferguson, Jane, et al., Directrizes da OMS sobre a testagem e Aconselhamento e Cuidados para Adolescentes Poster da Conferência, a Organização Mundial de Saúde, Genebra, Children Helpline International, Relatório Anual 2012: Dar voz às crianças e jovens em todo o mundo, Children Helpline International, Amsterdão, Junho de Schwartlander, Bernhard, et al., Rumo a uma abordagem de investimento melhorado para uma resposta eficaz ao HIV/SIDA, Lancet, vol. 377, n 9782, 11 de Junho de 2011, pp Birdthistle, Isolda, et al, Investir nos Jovens: Uma revisão dos gastos ao nível nacional para a prevenção do HIV de jovens em 16 países com epidemias generalizadas de HIV., Apresentado na XIX Conferência Internacional do SIDA, em Washington, DC, Julho de 2012; e a análise do UNICEF de dados não publicados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA, na Base de Dados de Avaliações Nacionais dos Gastos do SIDA, Fevereiro de Fundo das Nações Unidas para a Infância e o Future Institute, O Impacto e os Custos do Quadro de Investimento do HIV/SIDA para os Adolescentes, UNICEF, Nova Iorque, 2013 (documento não publicado). 145 Nesse período, o exercício de modelagem foi realizado, apenas em 2011 e as estimativas estavam disponíveis. O modelo e os resultados foram validados por especialistas do programa antes do lançamento das novas estimativas de 2012 de cada país pela ONUSIDA em Setembro de Os números relativos aos adolescentes quer de novas infecções, quer dos que vivem com o HIV ou das mortes registadas devido ao HIV, aqui reportados em algumas partes deste relatório, podem diferir das estimativas reais dos países em Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Compreender e agir sobre o Activadores Críticos e Desenvolvimento de Sinergias para os Investimentos Estratégicos PNUD, Nova Iorque, Anderson, Mark, et al, Violência contra as Crianças na Suazilândia: Os resultados de uma pesquisa nacional sobre a violência contra as crianças na Suazilândia 15 Maio 16 Junho, 2007, Fundo das Nações Unidas para a Infância e Centro para o Controle e Prevenção dos Estados Unidos e Universidade da Saúde e Ciências Associadas de Muhimbili Violência contra as Crianças, na Tanzânia: Os resultados de uma pesquisa nacional de 2009, UNICEF, Dar es Salaam, Agosto de Jewkes, Rachel K., et al., Violência do Parceiro Íntimo Relacionamento, Poder, Desigualdade e a Incidência da Infecção pelo HIV em Mulheres Jovens na África do Sul: Um estudo de coorte, Lancet, vol. 376, n 9734, 3 de Julho de 2010, pp ; Kouyoumdjian e Fiona, et al, Violência do Parceiro Íntimo está Associada à Incidência da Infecção pelo HIV em Mulheres no Uganda, O SIDA, vol. 27, n 8, 15 de Maio de 2013, pp Organização Mundial da Saúde, Estimativas Globais e Regionais da Violência contra as Mulheres, OMS, Genebra, 2013, p Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Compreender e Agir sobre os Activadores Críticos e o Desenvolvimento de Sinergias para os Investimentos Estratégicos, PNUD, Nova Iorque, Grupo de Trabalho Interagências sobre a Juventude A intersecção entre o Empoderamento Económico da Juventude e a Saúde Sexual e Reprodutiva, As Lentes da Juventude em Saúde Reprodutiva e o HIV/SIDA, Pesquisa Breve, n. 37, FHI 360, Washington, DC, Maio de 2013; Programa conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/ SIDA e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Compreender e Agir sobre os Activadores Críticos e o Desenvolvimento de Sinergias para Investimentos Estratégicos, PNUD, Nova Iorque, 2012, e; Lutz, Brian, As Transferências de 51
56 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 Dinheiro podem (condicionalmente) contribuir para a prevenção do HIV em Raparigas? Documento para discussão sobre Boas Políticas e Práticas em HIV e Educação para a Saúde: Caderno 7 Igualdade de género, HIV e educação, UNESCO, Paris, França, 2012, p Erulkar, Annabel, et al, Toque e Reposição da Juventude (TRY): Providenciar o apoio social, económico e oportunidades de microcrédito para as mulheres jovens em áreas com alta prevalência do HIV, Panfleto SEED, vol. 23, Concelho da População, Nova Iorque, 2006 e; Baird, Sarah J., et al, Efeito de um programa de transferência de dinheiro para o ensino em zonas de Prevalência do HIV e Herpes Simplex de tipo. 2 no Malawi: Um ensaio aleatório Lancet, vol. 379, n. 9823, 7 de Abril de 2012, pp Rijsdijk, Liesbeth E., et al, O Mundo Começa Comigo: Uma avaliação a vários níveis de um programa abrangente de educação sexual visando adolescentes no Uganda, BMC Saúde Pública, vol. 11 de 18 de Maio de 2011, pp ; Grupo de Trabalho Interagências sobre Educação, Comunicação e Ferramentas de Advocacia: Guia do Utilizador, Instituto Americano para a Pesquisa, Washington, DC, Janeiro de 2013, pp ; Jukes, Matthew, Stephanie Simmons e Donald Bundy, Educação e Vulnerabilidade: O papel da escola na protecção do HIV em mulheres jovens e raparigas na Africa Austral, O SIDA, vol. 22, suplemento 4, Dezembro de 2008, pp. S41 S56; E Baird, Sarah J., et al, Efeito de um programa de transferência de dinheiro para a educação em zonas de prevalência de HIV e Herpes Simplex de tipo. 2 n Malawi: Um ensaio aleatório Lancet, vol. 379, n. 9823, 7 de Abril de 2012, pp Jukes, Matthew, Stephanie Simmons e Donald Bundy, Educação e Vulnerabilidade: O papel da escola na protecção do HIV entre mulheres jovens e raparigas na Africa Austral, O SIDA, vol. 22, suplemento 4, Dezembro de 2008, pp. S41 S Dados disponíveis na Organização Mundial da Saúde de 155 países Inquérito Global da Saúde em Estudantes baseados nas escolas OMS, Genebra, < 156 Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Orientação Técnica e Internacional sobre Educação Sexual: uma abordagem baseada em evidências para as escolas, professores e educadores de saúde, UNESCO, Paris, Dezembro de 2009; e Kivela, Jari, Evert Ketting e Rob Baltussen, Análise do Custo de Programas de Educação Sexual Escolar em seis países, Custo Eficácia e Alocação de Recursos, vol. 11, n. 17, 1 de agosto de 2013, pp Jukes, Matthew, Stephanie Simmons e Donald Bundy, Educação e Vulnerabilidade: O papel da escola na protecção do HIV entre mulheres jovens e raparigas na Africa Austral, O SIDA, vol. 22, suplemento 4, Dezembro de 2008, pp. S41 S Organização da Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/SIDA e a Equipa de Trabalho Interagências de Educação, O Sector de Educação e o HIV e a Pesquisa Global sobre o SIDA: Progressão, regressão ou estagnação? UNESCO, Paris, 2013; Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Orientação Técnica Internacional sobre a Educação Sexual: Uma abordagem baseada em evidências para escolas, professores e educadores de saúde, UNESCO, Paris, Dezembro de Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura, Orientação Técnica Internacional sobre Educação Sexual: Uma abordagem baseada em evidências para as escolas, professores e educadores de saúde, UNESCO, Paris, Dezembro de Valério, Alexandria, et al, Educação e HIV/SIDA: Um manual de programas de prevenção de HIV/SIDA, documento de trabalho, Banco Mundial, Washington, DC, 2003; Beasley, Michael, Valerio, Alexandria e Donald AP Bundy, eds, Educação e o HIV/SIDA: Um manual de programas de prevenção do HIV/SIDA abordagens sectoriais na Educação, vol. 2, Banco Mundial, Washington, DC, 2008; Fundo das Nações Unidas para a Infância, Parceria para o Desenvolvimento da Criança e o Banco Mundial, Promovendo a Educação de Qualidade para Crianças Órfãs e Vulneráveis: Um manual de experiências do programa na África Oriental e Austral, UNICEF, Nova Iorque, Novembro de 2009; e O Connell, Tara, Mohini Venkatesh e Donald Bundy, eds, Fortalecimento da Resposta do Sector da Educação para a Saúde Escolar, Nutrição e o HIV/ SIDA na região do Caribe: Uma pesquisa rápida em 13 países, Banco Mundial, Washington, DC, Março de Bundy, Donald, Repensando a Saúde Escolar: Uma componente chave da educação para todos, Direcções para o Desenvolvimento, Séries Banco Mundial, Washington, DC, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura e Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/ SIDA, Grupo de Trabalho interagências sobre Educação, Sector de Educação e o HIV/SIDA Progresso da Pesquisa Global: Progressão, regressão ou estagnação? UNESCO, Paris, Equipa de Trabalho para a Consulta Global Temática de Saúde para a Agenda de Desenvolvimento Pós Saúde no Pós-2015, Agenda: Relatório da consulta global temática sobre saúde, O Mundo que Queremos, Abril de 2013, p Declaração Política das Nações Unidas, sobre o HIV/SIDA: Intensificar os nossos esforços para eliminar o HIV e o SIDA, A/ RES/65/277, Nações Unidas, Nova Iorque, 10 de Junho de Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, para além de 2014, Declaração de Bali do Fórum Global da Juventude, CIPD, Nova Iorque, Dezembro de Sobre Nós, 2010, < acedida a 18 de Setembro de 2013, e Grupo de Trabalho Interagências para a prevenção do HIV e os Jovens; Sobre a IATT, de 2013, < acedida a 18 de Setembro de Grupo de Trabalho Interagências sobre a prevenção e o tratamento da infecção pelo HIV em mulheres grávidas, mães e crianças, Nova Iorque, 2013, < acedida a 18 de Setembro de Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Comité dos Direitos da Criança, OHCHR, Genebra, <www2.ohchr.org/english/bodies/crc/>, acedida a 20 de Agosto de Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Deslocamento: O novo desafio do século 21 ACNUR tendências mundiais de 2012, ACNUR, Genebra, Junho de Governo de Moçambique, Relatórios do Ministério da Saúde: TARV, do Ministério da Saúde de Moçambique, de 2013, <www. misau.gov.mz/index.php/hiv-sida/cat_view/82-hivsida/89- informacao-estrategica-relatorios/90-relatorios-tarv>, acedida a 2 de Outubro de Grupo de Trabalho de Interagências para enfrentar o HIV em situações de emergência humanitária, Tratamento do HIV interrompido num conflito esquecido: A República Centro-Africana, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e o Programa Mundial para a Alimentação, Agosto de 2013 e o Comité Permanente Interagências, Directrizes da IASC para abordar intervenções do HIV em situações humanitárias, IASC, Genebra, Setembro original/gv-fp-239rv3.jpg?
57 Anexo: Quadros estatísticos NOTAS SOBRE OS DADOS Fontes de dados e a compilação Os dados e as análises apresentadas no Sexto Relatório de Balanço provêm de informações dos bancos de dados globais do UNICEF, que são compilados a partir de várias fontes. Estes dados incluem dados nacionais e representativos, recolhidos nas pesquisas domiciliares - por exemplo, Pesquisas Demográficas e de Saúde, Pesquisas dos Indicadores Múltiplos e Pesquisas sobre Saúde Reprodutiva; recorre-se também aos programas e serviços nacionais de estatísticas que são recolhidas anualmente pela ONUSIDA, UNICEF e OMS para a elaboração do Relatório de Progresso da Resposta Global contra o SIDA (GARPR): estimativas nacionais sobre as necessidades de cuidados e tratamento do HIV, modeladas pela ONUSIDA e a OMS, em colaboração com os países, e estimativas do número de nascimentos anuais por país da Divisão da População das Nações Unidas. Em 2013, a ONUSIDA, UNICEF e OMS recolheram dados da cobertura dos programas nacionais de HIV em todo o mundo, através do processo para a elaboração do GARPR de 2013, o que constituiu uma ferramenta de comunicação utilizada para monitorar e reportar o progresso a nível nacional do avanço em relação aos objectivos e metas do HIV e o SIDA. Esta ferramenta compreende indicadores que acompanham o progresso rumo ao acesso universal da prevenção, tratamento e cuidados, incluindo intervenções de HIV para as mulheres e crianças, tais como a prevenção vertical e o tratamento do HIV pediátrico. A ferramenta apoiou também, a recolha de dados actualizados nas pesquisas domiciliares sobre os conhecimentos de HIV e o comportamento sexual. O GARPR substitui a ferramenta do Relatório Conjunto sobre a resposta do HIV e SIDA, do sector da saúde e recolhe os dados do programa de HIV num período de 12 meses isto é, de Janeiro a Dezembro de As estimativas sobre os cuidados de HIV e as necessidades de tratamento das crianças e mulheres grávidas Em 2013, a ONUSIDA e a OMS aperfeiçoaram a metodologia para calcular as estimativas do HIV e SIDA de modo a reflectir dados mais confiáveis que são disponibilizados a partir dos inquéritos populacionais de base, sistemas de vigilância epidemiológica nos postos sentinela a nível nacional e os programas e serviços estatísticos nos vários países. Como resultado do aperfeiçoamento da metodologia, a ONUSIDA produziu retrospectivamente novas estimativas da prevalência do HIV, do número de pessoas vivendo com o HIV, das necessidades de tratamento de HIV pediátrico e de crianças cujos pais morreram devido a todas as causas ou pelo SIDA de anos anteriores. Para assegurar a consistência e estabelecer uma medida comparativa do progresso, a análise das tendências deve ser recalculada utilizando apenas as estimativas recém produzidas. Do mesmo modo, foram aperfeiçoadas as estimativas globais sobre o número de crianças que precisam da terapia anti-retroviral e do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV. Foram recalculadas as taxas de cobertura entre , utilizando as estimativas recém produzidas. Estas estimativas incluíram os dados recentes reportados pelos países em Os métodos e os pressupostos da ONUSIDA e da OMS e o modelo para elaborar as estimativas continua a evoluir e são regularmente actualizados à medida que são disponibilizados novos dados. Como resultado, a proporção estimada de crianças (0-14 anos) que receberam terapia anti-retroviral em 2012 é de 34%, o que não difere muito da cobertura estimada e publicada nos relatórios de balanço anteriores. Qualquer alteração na estimativa da cobertura não está relacionada ao aumento ou diminuição do número de crianças que necessitam de receber a terapia anti-retroviral, mas sim, devem-se às mudanças na metodologia de cálculo das estimativas e na cobertura das intervenções dos programas chave do HIV e SIDA, e em particular da PTV. Perante estas mudanças as taxas de cobertura de 2012 não devem ser comparadas com os valores da cobertura publicadas em versões anteriores dos relatórios de progresso, incluindo os mesmos dados. Por esta razão e para o relatório deste ano, foram recalculadas todas as estimativas dos anos anteriores quer da terapia anti-retroviral pediátrica como dos anti-retrovirais para a PTV. De uma forma geral, as diferenças entre as estimativas recém produzidas e as estimativas publicadas anteriormente não estão relacionadas com as tendências ao longo do tempo e portanto, não são comparáveis. Do mesmo modo, aplica-se a outras estimativas revistas, comparáveis com as estimativas publicadas em anos anteriores. As tendências ao longo do tempo podem ser avaliadas, no entanto, a utilização de novas revisões metodológicas da ONUSIDA são aplicadas retrospectivamente em dados anteriores do HIV e SIDA. Detalhes adicionais sobre o dados, relatórios específicos e por países específicos e a metodologia para estimativas de HIV, podem ser encontrados no seguinte site 53
58 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 TABELA 1 Eliminação de novas infecções pelo HIV em crianças até 2015 e manter as suas mães vivas Estimativa da prevalência do HIV (%) entre adultos (dos 15 aos 49 anos), 2012 Cobertura dos cuidados pré-natais pelo menos uma visita (%), * Número anual de nascimentos (milhares), 2012 Estimativa do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV, 2012 Estimativa baixa Estimativa alta Número reportado de mulheres grávidas vivendo com o HIV que recebeu os ARVs para a PTV, 2012 Número estimado de mulheres grávidas vivendo com o HIV que recebeu os ARVs para a PTV, 2012 Estimativa baixa Países e zonas Estimativa Estimativa Afganistão < ,053 <100 <1, África do Sul , , , , , Albânia Alemanha 100 x 699 <500 <500 Andorra Angola x ,000 12,000 19,000 2, Antígua e Barbuda Arábia Saudita Argélia 89 x 946 Argentina x 695 1,400 2,400 1, >95 Arménia <100 < >95 Austrália <100 <200 Áustria 80 <100 <200 Azerbaijão x 168 <100 < Bahamas 98 x 6 Bahrein 100 x 20 Bangladesh < ,150 <100 1, >95 Barbados 100 x 4 <100 <100 Bélgica 129 <200 <500 Belize <100 < Benin ,400 2,900 4,000 1, Bielorrússia <200 < >95 Bolívia (Estado Plurinacional de) <200 <1, Bósnia e Herzegovina Botswana x 48 13,000 11,000 14,000 12,207 >95 86 >95 Brasil 98 3,009 3,900 5,300 7,641 >95 >95 Brunei Darussalam 99 7 Bulgária 70 <100 <100 Burkina Faso ,400 4,400 6,700 3, Burundi ,100 3,900 6,500 2, Butão <100 < >95 Cabo Verde x 10 <100 < >95 >95 Camarões ,000 23,000 31,000 17, Camboja <1,000 2,300 1, >95 Canadá 100 x 391 <200 <500 Cazaquistão Chade ,000 10,000 16,000 1, Chile <100 <500 China 94 18,455 Chipre 99 x 13 Colômbia ,400 2, Comores <200 < Congo ,100 2,700 3, Costa do Marfim ,000 16,000 24,000 13, Costa Rica Croácia 41 <100 <100 Cuba < <100 < >95 >95 Dinamarca 64 <100 <100 Djibouti x 24 <500 <500 < Dominica 100 Egipto < ,898 <100 < El Salvador <500 <1, Emirados Árabes Unidos 100 x 131 Equador x 328 <500 1, >95 Eritrea x 230 <1,000 <500 <1, Eslováquia 97 x 58 <100 <100 Eslovénia 100 x 21 <100 <100 Espanha 493 <500 <1,000 Estado da Palestina Estados Unidos 4,226 3,200 11,000 Estimativa alta 54
59 Eliminação de novas infecções pelo HIV em crianças até 2015 e manter as suas mães vivas Estimativa da prevalência do HIV (%) entre adultos (dos 15 aos 49 anos), 2012 Cobertura dos cuidados pré-natais pelo menos uma visita (%), * Número anual de nascimentos (milhares), 2012 Estimativa do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV, 2012 Estimativa baixa Estimativa alta Número reportado de mulheres grávidas vivendo com o HIV que recebeu os ARVs para a PTV, 2012 Número estimado de mulheres grávidas vivendo com o HIV que recebeu os ARVs para a PTV, 2012 Estimativa baixa Países e zonas Estimativa Estimativa Estónia 14 <100 <200 Etiópia ,084 38,000 32,000 46,000 15, Ex República Jugoslava da Macedónia Federação Russa 1,690 Fiji <100 < >95 Filipinas < ,383 <200 < Finlândia 100 x 61 <100 <100 França 100 x 792 <1,000 1,700 Gabão ,500 1,300 1,900 1, Gâmbia <1,000 1,300 1, >95 Gana ,500 7,800 11,000 8, >95 Geórgia <100 < Granada 100 x 2 13 Grécia 110 <100 <100 Guatemala ,000 4, Guiana <100 < >95 Guiné Bissau ,200 1,600 3, Guiné Conacri ,300 5,000 8,000 2, Guiné Equatorial 86 x 26 <1,000 2,600 Haiti ,000 4,200 5,700 4,889 >95 85 >95 Honduras <500 < Hungria 98 <100 <100 Iémen x 752 <500 2, Ilhas Cook 100 Ilhas Marshall 81 x Ilhas Salomão 74 x 17 Índia x 25,642 27,000 49,000 Indonésia ,736 8,100 20,000 1, Irão (República Islâmica do) ,454 <500 1, Iraque 78 1,037 Irlanda 100 x 71 <100 <200 Islândia 5 <100 <100 Israel 156 <100 <500 Itália 99 x 563 <200 <500 Jamaica <500 < >95 Japão 1,071 <100 <100 Jordânia Kuwait 100 x 67 Lesoto ,000 14,000 17,000 9, Letónia 92 x 23 <100 <200 Líbano 96 x 62 5 Libéria x 150 <1,000 <1,000 1, >95 Líbia 93 x Liechtenstein Lituânia 100 x 34 <100 <100 Luxemburgo 6 <100 <100 Madagáscar ,100 3, Malásia <500 <1, >95 Malawi ,000 61,000 75,000 40, Maldivas < <100 <100 Mali ,200 7,200 3, Malta 100 x 4 <100 <100 Marrocos <500 <1, Maurícias <100 < >95 >95 Mauritânia <500 <1, >95 México ,269 1,100 1, Mianmar ,800 4,000 2, >95 Micronésia (Estados Federados da) 80 2 Moçambique ,000 81, ,000 80, >95 Estimativa alta 55
60 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 TABELA 1 Eliminação de novas infecções pelo HIV em crianças até 2015 e manter as suas mães vivas Estimativa da prevalência do HIV (%) entre adultos (dos 15 aos 49 anos), 2012 Cobertura dos cuidados pré-natais pelo menos uma visita (%), * Número anual de nascimentos (milhares), 2012 Estimativa do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV, 2012 Estimativa baixa Estimativa alta Número reportado de mulheres grávidas vivendo com o HIV que recebeu os ARVs para a PTV, 2012 Número estimado de mulheres grávidas vivendo com o HIV que recebeu os ARVs para a PTV, 2012 Estimativa baixa Países e zonas Estimativa Estimativa Mónaco Mongólia < <100 < Montenegro 97 x 7 Namíbia x 60 8,100 6,700 9,700 7, >95 Nauru 95 x Nepal <1,000 1, Nicarágua x 139 <200 < >95 Níger ,500 3, Nigéria , , , ,000 33, Niue 100 Noruega 62 <100 <100 Nova Zelândia 63 <100 <100 Oman <100 <100 Países Baixos 180 <100 <200 Palau 90 Panamá <200 < >95 Papua Nova Guiné x 210 <1,000 <1,000 1, Paquistão < x 4,604 1,000 3, Paraguai <500 <1, >95 Peru <1000 4, >95 Polónia 411 <200 <500 Portugal 100 x 94 <200 <500 Qatar Quénia ,535 86,000 76,000 97,000 45, Quirgizistão <100 < >95 Quiribati 88 2 Reino Unido 771 < República Árabe da Síria República Centroafricana República Checa 118 <100 <100 República da Coreia 470 <100 <200 República da Moldávia x 43 <200 < >95 República Democrática do Congo ,839 32,000 28,000 37,000 4, República Democrática Popular do Laos <500 < República Dominicana x 218 <1,000 1,200 1,300 >95 >95 República Popular e Democrática da Coreia República Unida da Tanzânia ,898 97,000 83, ,000 73, Roménia 94 x 224 <100 <200 Ruanda , ,000 9, >95 Samoa Santa Lúcia 99 x 3 12 São Cristóvão e Neves 100 x São Marino São Tomé e Príncipe <100 < São Vicente e Granadinas Seicheles 2 4 Senegal ,000 3,300 1, Serra Leoa ,200 2,300 4,800 3, >95 Sérvia <100 <100 Singapura 53 <100 <100 Somália x 452 1,100 2, Sri lanka < x 383 <100 < Sudão 74 1, Sudão do Sul ,500 4,600 12,000 1, Suécia 100 x 114 <100 <200 Suíça 82 <100 <200 Suriname <100 < >95 >95 Swazilândia ,000 11,000 13,000 10, Tailândia ,400 6,200 4, >95 Estimativa alta 56
61 Eliminação de novas infecções pelo HIV em crianças até 2015 e manter as suas mães vivas Estimativa da prevalência do HIV (%) entre adultos (dos 15 aos 49 anos), 2012 Cobertura dos cuidados pré-natais pelo menos uma visita (%), * Número anual de nascimentos (milhares), 2012 Estimativa do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV, 2012 Estimativa baixa Estimativa alta Número reportado de mulheres grávidas vivendo com o HIV que recebeu os ARVs para a PTV, 2012 Número estimado de mulheres grávidas vivendo com o HIV que recebeu os ARVs para a PTV, 2012 Estimativa baixa Países e zonas Estimativa Estimativa Tajiquistão <200 <1, Timor-Leste Togo ,100 4,200 6,300 4, >95 Tonga 98 3 Trindade e Tobago 96 x 20 <500 <500 Tunísia < <100 < Turquemenistão 99 x 111 Turquia 92 1,268 <100 <200 Tuvalu 97 x Ucrânia x 495 2,000 3,900 5,220 >95 >95 Uganda , ,000 88, ,000 73, Uruguai x 49 <100 <200 Uzbequistão x 623 <500 <1, >95 Vanuatu 84 x 7 Vaticano Venezuela (República Bolivariana) x 601 1,000 2, Vietname ,440 <1,000 6,200 1, Zâmbia x ,000 71,000 88,000 76,963 >95 87 >95 Zimbabwe ,000 60,000 76,000 55, Estimativa alta SUMÁRIO DOS INDICADORES África subsaariana a/ ǂ 34,734 1,400,000 1,200,000 1,500, , África Oriental e Austral ǂ 15,780 1,000, ,000 1,100, , África Ocidental e Central ǂ 17, , , , , África do Norte e Médio Oriente ǂ 10,223 6,700 4,600 10, Sul da Ásia < ǂ 35,448 39,000 32,000 57, <1 1 Asia Oriental e Pacífico **ǂ 30,975 36,000 24,000 53,000 11, América Latina e Caribe ǂ 10,951 24,000 19,000 33,000 21, >95 ECL/CEI 0.5 ǂ 5,889 13,000 9,000 17,000 6,621 >95 >95 >95 Países menos desenvolvidos ǂ 29, , , , , Países de baixa e média renda 0.9 1,500,000 1,300,000 1,600, , Mundo inteiro **ǂ 138,314 1,500,000 1,400,000 1,700,000 DEFINIÇÃO DOS INDICADORES Estimativa da prevalência de HIV (%) entre adultos dos 15 aos 49 anos, 2012: Percentagem de adultos (15-49 anos) vivendo com HIV a partir de Cobertura dos cuidados pré-natais - pelo menos uma visita (%), : Percentagem de mulheres (15-49 anos), que foi atendida por pessoal de saúde qualificado (médico, enfermeiro, parteira) pelo menos uma vez durante a gravidez. Número anual de nascimentos (em milhares), 2012: Estimativa do número de nados vivos em 2012 (em milhares). Estimativa do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV, 2012: Estimativa do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV a partir de Número reportado de mulheres grávidas vivendo com o HIV que recebeu a profilaxias de anti-retrovirais para a PTV, 2012: Número de mulheres que testaram HIV-positivo, durante as visitas às clínicas pré-natais, a quem foram providenciadas anti-retrovirais (ARVs) mais eficazes para prevenir a transmissão vertical do HIV. Exclui dose única de nevirapina. Estimativa da percentagem de mulheres grávidas vivendo com HIV que recebeu anti-retrovirais para a PTV, 2012: A estimativa é calculada dividindo o número reportado de mulheres grávidas seropositivas, que recebeu anti-retrovirais mais eficazes para a PTV (excluindo dose única de nevirapina) pelo número não arredondado de mulheres grávidas vivendo com o HIV em As estimativas pontuais e as variações são dadas aos países com uma epidemia generalizada, enquanto que, aos países com uma epidemia de baixa ou concentrada são dadas variações. As variações das estimativas de cobertura são baseadas na plausibilidade (incerteza) do denominador (ou seja, da estimativa alta e baixa do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV). PRINCIPAIS FONTE DE DADOS Estimativa da prevalência do HIV (%) entre adultos (15-49 anos), 2012: Relatório Global sobre a Epidemia do SIDA, ONUSIDA Cobertura dos cuidados pré-natais - pelo menos uma visita (%), : Dados estatísticos fornecidos pelo UNICEF, Secção de Dados e Análises, Setembro de Número anual de nascimentos (em milhares), 2012: Organização das Nações Unidas, Divisão da População. Estimativa do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV, 2012: Relatório sobre a Epidemia Global do SIDA, ONUSIDA Número reportado de mulheres grávidas vivendo com o HIV que recebeu anti-retrovirais para a PTV, 2012: Relatório de Progresso da Resposta Global contra o SIDA, ONUSIDA, UNICEF, OMS, Percentagem estimada de mulheres grávidas vivendo com o HIV que recebeu anti-retrovirais para a PTV, 2012: Relatório de Progresso da Resposta Global contra o SIDA, ONUSIDA, UNICEF, OMS, 2013 e Relatório sobre a Epidemia Global do SIDA, ONUSIDA NOTAS Dados não disponíveis. * Dados referentes ao ano mais recente, disponíveis durante o período especificado no título da coluna. ** Exclui a China. ǂ Médias regionais são calculadas apenas quando a população representa 50% ou mais, da população total da região de interesse. x Os dados referem-se aos anos ou períodos, que não os especificados no título da coluna. Esses dados não são incluídos no cálculo das médias regionais e globais, com a excepção dos dados da Índia de Não são apresentadas as estimativas de anos anteriores a y Os dados diferem da definição padrão ou referem-se a apenas a uma parte de um país. Se os dados abrangem um período de referência, estes são incluídos no cálculo das médias regionais e globais. p Com base em pequenos denominadores (tipicamente casos não ponderados). Não são apresentados dados com menos de 25 casos não ponderados. a/ A África Subsaariana inclui o Sudão e Djibouti. Algumas estimativas não se somam aos totais devido ao arredondamento. Os países de baixa e média renda são classificados como tal pelo Banco Mundial desde Julho de 2013; Esses países formam a base para a análise de dados na ONUSIDA, UNICEF e OMS. 57
62 TABELA 2 Prestação de cuidados e tratamento pediátrico do HIV RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 Estimativa do número de crianças (0 14 anos) vivendo com o HIV, 2012 Estimativa do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV, 2012 Estimativa do número de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com HIV e que iniciou a profilaxia de cotrimoxazol, 2012 % de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV e que iniciou a profilaxia de cotrimoxazol, 2012 Número de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com HIV, que iniciou a profilaxia de antiretrovirais para prevenir a transmissão vertical, 2012 Países e zonas Estimativa Baixa Alta Estimativa Baixa Alta Afganistão <100 <1,000 África do Sul 410, , , , , , , ,434 Albânia Alemanha <500 <500 Andorra Angola 30,000 24,000 39,000 15,000 12,000 19,000 2, ,061 Antígua e Barbuda Arábia Saudita Argélia 9 Argentina 1,400 2,400 2,525 >95 >95 2,525 Arménia <100 < >95 12 Austrália <100 <200 Áustria <100 <200 Azerbaijão <100 < Bahamas Bahrein Bangladesh <100 1, Barbados <100 <100 Bélgica <200 <500 Belize <100 < Benin 9,100 7,700 11,000 3,400 2,900 4, Bielorrússia <200 < > Bolívia (Estado Plurinacional da) <200 <1, Bósnia e Herzegovina 0 Botswana 11,000 10,000 12,000 13,000 11,000 14,000 8, ,818 Brasil 3,900 5,300 7,436 Brunei Darussalam Bulgária <100 <100 Burkina Faso 21,000 17,000 25,000 5,400 4,400 6,700 1, ,732 Burundi 17,000 14,000 21,000 5,100 3,900 6,500 2, ,149 Butão <100 <100 Cabo Verde <100 < >95 >95 62 Camarões 59,000 51,000 67,000 27,000 23,000 31,000 5, ,564 Camboja <1,000 2, Canadá <200 <500 Cazaquistão Chade 34,000 28,000 43,000 12,000 10,000 16, ,650 Chile <100 <500 China 197 3,305 Chipre Colômbia 1,400 2,800 Comores <200 <500 0 <1 <1 1 Congo 13,000 12,000 15,000 3,100 2,700 3,500 Costa do Marfim 63,000 53,000 74,000 20,000 16,000 24,000 4, ,641 Costa Rica Croácia <100 <100 Cuba <100 < Dinamarca <100 <100 Djibouti 1,200 <1,000 1,500 <500 <500 < Dominica Egipto <100 <200 9 El Salvador <500 <1,000 Emirados Árabes Unidos Equador <500 1, Eritrea 3,100 2,300 4,400 <1,000 <500 <1, Eslováquia <100 <100 Eslovénia <100 <100 Espanha <500 <1,000 58
63 Prestação de cuidados e tratamento pediátrico do HIV % de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV, que iniciou a terapia anti-retroviral para prevenir a transmissão vertical, 2012 Número de crianças, nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV, submetidas aos testes virulógicos de HIV nos primeiros 2 meses de vida, 2012 % de crianças, nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV, submetidas aos testes virulógicos de HIV nos primeiros 2 meses de vida, 2012 Estimativa do número de crianças que necessita de tratamento antiretroviral baseado nas directrizes da ONUSIDA/OMS, 2012 Número de crianças (0 a 14 anos) que receberam a terapia anti-retroviral, 2012 Estimativa da cobertura da terapia anti-retroviral entre crianças (de 0 a 14 anos) (%), 2012 Estimativa Estimativa baixa alta Países e zonas Estimativa Baixa Alta Estimativa Afganistão 8 África do Sul , , , , Albânia 0 Alemanha Andorra 2, Angola , ,000 15,000 24,000 Antigua e Barbuda Arábia Saudita 262 Argélia 63 3,000 Argentina >95 > Arménia 35 > >95 Austrália Áustria 22 Azerbaijão Bahamas Bahrein 48 Bangladesh 1 19 Barbados 154 Bélgica Belize Benin ,300 4,500 6,200 2, Bielorrússia 91 > >95 5 Bolívia (Estado Plurinacional da) Bosnia e Herzegovina 1 1 Botswana >95 4, , ,000 10,261 >95 >95 >95 Brasil >95 >95 2, Brunei Darussalam Bulgária 14 6 Burkina Faso , , ,000 6, Burundi ,000 2, Butão 66 Cabo Verde >95 >95 42 >95 >95 4,595 Camarões , ,000 29,000 38,000 4, Camboja 42 > Canadá 5, Cazaquistão 306 Chade ,000 17,000 25,000 Chile China 1,119 6,249 Chipre 1 Colômbia , Comores <1 1 0 <1 <1 61 Congo ,500 6,600 8,500 5, Costa do Marfim , ,000 29,000 41,000 Costa Rica Croácia Cuba >95 > >95 > Dinamarca 0 Djibouti <1,000 <1,000 <1, Dominica 0 42 Egipto El Salvador Emirados Árabes Unidos Equador 45 > >95 Eritrea ,900 1,400 2,600 Eslováquia Eslovénia Espanha 59
64 TABELA 2 Prestação de cuidados e tratamento pediátrico do HIV RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 Estimativa do número de crianças (0 14 anos) vivendo com o HIV, 2012 Estimativa do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV, 2012 Estimativa do número de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com HIV e que iniciou a profilaxia de cotrimoxazol, 2012 % de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV e que iniciou a profilaxia de cotrimoxazol, 2012 Número de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com HIV, que iniciou a profilaxia de antiretrovirais para prevenir a transmissão vertical, 2012 Países e zonas Estimativa Baixa Alta Estimativa Baixa Alta Estado da Palestina Estados Unidos 3,200 11,000 Estónia <100 <200 Etiópia 170, , ,000 38,000 32,000 46,000 7, ,072 Ex República Jugoslava da Macedónia 0 Federação Russa Fiji <100 < Filipinas <200 <500 Finlândia <100 <100 França <1,000 1,700 Gabão 3,600 3,000 4,200 1,500 1,300 1, Gâmbia <1,000 1,300 1, > Gana 28,000 23,000 33,000 9,500 7,800 11,000 2, ,723 Geórgia <100 < Granada Grécia <100 <100 Guatemala 1,000 4, Guiana <100 < > Guiné Bissau 5,900 4,500 7,700 2,200 1,600 3, Guiné Conacri 14,000 11,000 17,000 6,300 5,000 8,000 2, ,658 Guiné Equatorial 1,700 6,100 <1,000 2,600 Haiti 12,000 10,000 14,000 5,000 4,200 5,700 1, ,663 Honduras <500 <1, Hungria <100 <100 Iémen <500 2,400 7 < Ilhas Cook Ilhas Marshall Ilhas Salomão Índia 27,000 49,000 13,432 Indonésia 8,100 20,000 Irão (República Islâmica do) <500 1, Iraque Irlanda <100 <200 Islândia <100 <100 Israel <100 <500 Itália <200 <500 Jamaica <500 < Japão <100 <100 Jordânia Kuwait Lesoto 38,000 34,000 42,000 16,000 14,000 17,000 Letónia <100 <200 Líbano 5 5 Libéria 3,700 3,100 4,400 <1,000 <1,000 1, Líbia Liechtenstein Lituânia <100 <100 Luxemburgo <100 <100 Madagáscar 2,100 3,100 8 <1 <1 8 Malásia <500 <1, Malawi 180, , ,000 68,000 61,000 75,000 17, ,667 Maldivas <100 <100 Mali 4,200 7,200 Malta <100 <100 Marrocos <500 <1, Maurícias <100 < >95 72 Mauritânia <500 <1, México 1,100 1,900 60
65 Prestação de cuidados e tratamento pediátrico do HIV % de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV, que iniciou a terapia anti-retroviral para prevenir a transmissão vertical, 2012 Número de crianças, nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV, submetidas aos testes virulógicos de HIV nos primeiros 2 meses de vida, 2012 % de crianças, nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV, submetidas aos testes virulógicos de HIV nos primeiros 2 meses de vida, 2012 Estimativa do número de crianças que necessita de tratamento antiretroviral baseado nas directrizes da ONUSIDA/OMS, 2012 Número de crianças (0 a 14 anos) que receberam a terapia anti-retroviral, Estimativa da cobertura da terapia anti-retroviral entre crianças (de 0 a 14 anos) (%), 2012 Estimativa Estimativa baixa alta Países e zonas Estimativa Baixa Alta 2012 Estimativa Estado da Palestina Estados Unidos 17, Estónia 1 Etiópia , ,000 63,000 84,000 Ex República Jugoslava da Macedónia 7 Federação Russa 33 Fiji 75 > Filipinas Finlândia França 271 Gabão ,000 1,700 2, Gâmbia , Gana , ,000 12,000 17,000 1 Geórgia Granada 4 1,024 Grécia 1, Guatemala Guiana 58 > Guiné Bissau ,300 2,500 4, Guiné Conacri <1 <1 <1 8,300 6,800 10,000 2, Guiné Equatorial 783 Haiti , ,700 5,700 7,800 Honduras ,367 Hungria 1,695 Iémen <1 <1 141 Ilhas Cook Ilhas Marshall Ilhas Salomão Índia Indonésia 0 Irão (República Islâmica do) Iraque Irlanda Islândia 454 Israel Itália Jamaica 70 >95 Japão 55, Jordânia 70 Kuwait Lesoto 22,000 19,000 24,000 Letónia 5, Líbano 5 Libéria ,100 1,800 2,500 4 Líbia Liechtenstein Lituânia Luxemburgo Madagáscar <1 <1 4 <1 <1 Malásia Malawi , ,000 90, , Maldivas 36, Malí Malta 1,912 Marrocos Maurícias 85 > Mauritânia México 51 61
66 TABELA 2 Prestação de cuidados e tratamento pediátrico do HIV RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 Estimativa do número de crianças Estimativa do número de mulheres Estimativa do número de Número de crianças nascidas (0 14 anos) vivendo com o HIV, 2012 grávidas vivendo com o HIV, 2012 crianças nascidas de % de crianças nascidas de de mulheres grávidas vivendo mulheres grávidas mulheres grávidas vivendo com HIV, que iniciou a vivendo com HIV e que com o HIV e que iniciou a profilaxia de antiretrovirais iniciou a profilaxia de profilaxia de para prevenir a transmissão Países e zonas Estimativa Baixa Alta Estimativa Baixa Alta cotrimoxazol, 2012 cotrimoxazol, 2012 vertical, 2012 Mianmar 2,800 4,000 1, ,134 Micronésia (Estados Federados da) 0 0 Moçambique 180, , ,000 94,000 81, ,000 60, ,299 Mónaco Mongólia <100 < Montenegro Namíbia 18,000 16,000 22,000 8,100 6,700 9,700 7,871 Nauru Nepal <1,000 1, Nicarágua <200 < Níger 2,500 3, Nigéria 430, , , , , ,000 8, ,455 Niue Noruega <100 <100 Nova Zelândia <100 <100 Oman <100 <100 Países Baixos <100 <200 Palau Panamá <200 < > Papua Nova Guiné 3,100 2,300 4,100 <1,000 <1,000 1, Paquistão 1,000 3,200 0 <1 <1 32 Paraguai <500 <1, Peru <1,000 4, Polónia <200 <500 Portugal <200 <500 Qatar Quénia 200, , ,000 86,000 76,000 97,000 48,602 Quirgizistão <100 < >95 84 Quiribati Reino Unido <1,000 1,100 República Árabe da Síria República Centroafricana República Checa <100 <100 República da Coreia <100 <200 República da Moldávia <200 < República Democrática do Congo 88,000 77, ,000 32,000 28,000 37,000 República Democrática Popular do Laos <500 < República Dominicana <1,000 1, República Popular e Democrática da Coreia República Unida da Tanzânia 230, , ,000 97,000 83, ,000 48, ,571 Roménia <100 < Ruanda 27,000 23,000 33,000 10,000 9,000 12,000 7, Samoa Santa Lúcia 7 10 São Cristóvão e Neves São Marino São Tomé e Príncipe <100 < São Vicente e Granadinas Seicheles Senegal 2,000 3, Serra Leoa 5,800 4,300 8,600 3,200 2,300 4, Sérvia <100 <100 Singapura <100 <100 Somália 1,000 2, Sri lanka <100 <
67 Prestação de cuidados e tratamento pediátrico do HIV % de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV, que iniciou a terapia Número de crianças, nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV, submetidas aos % de crianças, nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV, submetidas aos Estimativa do número de crianças que necessita de tratamento antiretroviral baseado nas directrizes da ONUSIDA/OMS, 2012 Número de crianças (0 a 14 anos) que receberam Estimativa da cobertura da terapia anti-retroviral entre crianças (de 0 a 14 anos) (%), 2012 anti-retroviral para prevenir a transmissão testes virulógicos de HIV nos primeiros 2 testes virulógicos de HIV nos primeiros 2 meses de a terapia anti-retroviral, Estimativa Estimativa Países e zonas vertical, 2012 meses de vida, 2012 vida, 2012 Estimativa Baixa Alta 2012 Estimativa baixa alta Mianmar 78 > ,800 Micronésia (Estados Federados da) 0 0 Moçambique , ,000 88, ,000 Mónaco Mongólia Montenegro 27, Namíbia >95 82 >95 5, ,000 12,000 15,000 4,033 Nauru 11, >95 Nepal Nicarágua Níger Nigéria , , , , Niue 31, Noruega Nova Zelândia Oman Países Baixos Palau Panamá 64 > Papúa Nova Guiné ,800 1,400 2,300 0 Paquistão < Paraguai Peru 13 > Polónia 495 Portugal Qatar Quénia , , , ,000 Quirguizistão 49 > Quiribati 1 Reino Unido 825 República Árabe da Síria República Centroafricana República Checa 63 República da Coreia 4, República de Moldávia 66 > > República Democrática do Congo 1, ,000 47,000 61,000 1,083 República Democrática Popular do Laos República Dominicana 61 > , República Popular e Democrática da Coreia 207 República Unida de Tanzânia , , , ,000 7, Roménia Ruanda 7, ,000 15,000 21,000 3 Samoa 1 Santa Lúcia 7 2 São Cristóvão e Neves 2 São Marino São Tomé e Príncipe <1 <1 11 São Vicente e Granadinas 14 1,207 Seicheles Senegal Serra Leoa ,000 2,200 4, Sérvia 1 Singapura 43 Somália Sri Lanka ,
68 TABELA 2 Prestação de cuidados e tratamento pediátrico do HIV Estimativa do número de crianças (0 14 anos) vivendo com o HIV, 2012 Estimativa do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV, 2012 Estimativa do número de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com HIV e que iniciou a profilaxia de cotrimoxazol, 2012 % de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV e que iniciou a profilaxia de cotrimoxazol, 2012 Número de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com HIV, que iniciou a profilaxia de antiretrovirais para prevenir a transmissão vertical, 2012 Países e zonas Estimativa Baixa Alta Estimativa Baixa Alta Sudão Sudão do Sul 19,000 12,000 28,000 7,500 4,600 12, Suécia <100 <200 Suíça <100 <200 Suriname <100 <200 Swazilândia 22,000 20,000 25,000 12,000 11,000 13,000 9, ,459 Tailândia 4,400 6,200 2, ,822 Tajiquistão <200 <1, Timor-Leste Togo 17,000 14,000 21,000 5,100 4,200 6,300 2, ,982 Tonga Trindade e Tobago <500 <500 Tunísia <100 <100 0 <1 <1 5 Turquemenistão Turquia <100 <200 2 Tuvalu Ucrânia 2,000 3,900 Uganda 190, , , ,000 88, ,000 Uruguai <100 <200 Uzbequistão <500 <1, Vanuatu 1 1 Vaticano Venezuela (República Bolivariana da) 1,000 2,700 Vietname <1,000 6,200 1, >95 1,822 Zâmbia 160, , ,000 79,000 71,000 88,000 41, ,062 Zimbabwe 180, , ,000 68,000 60,000 76,000 36, ,566 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 SUMÁRIO DOS INDICADORES África subsaariana a/ 3,000,000 2,700,000 3,300,000 1,400,000 1,200,000 1,500, , ,518 África Oriental e Austral 2,100,000 2,000,000 2,400,000 1,000, ,000 1,100, , ,292 África Ocidental e Central 860, , , , , ,000 30, ,204 África do Norte e Médio Oriente 14,000 9,800 23,000 6,700 4,600 10, Sul da Ásia 150, , ,000 39,000 32,000 57, ,588 Asia Oriental e Pacífico 63,000 41,000 94,000 36,000 24,000 53,000 6, ,653 América Latina e Caribe 56,000 46,000 70,000 24,000 19,000 33,000 4, ,458 ECL/CEI 19,000 17,000 24,000 13,000 9,000 17, >95 1,599 Países menos desenvolvidos 1,500,000 1,400,000 1,800, , , , , ,631 Países de baixa e média renda 3,200,000 3,000,000 3,700,000 1,500,000 1,300,000 1,600, , ,304 Mundo inteiro 3,300,000 3,000,000 3,700,000 1,500,000 1,400,000 1,700,000 DEFINIÇÃO DOS INDICADORES Estimativa do número de crianças (0-14 anos) vivendo com o HIV, 2012: Estimativa do número de crianças (0-14 anos) vivendo com o HIV a partir de Estimativa do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV, 2012: Estimativa do número de mulheres grávidas vivendo com o HIV a partir de Número de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV que iniciu a profilaxia com o cotrimoxazol, 2012: Número reportado de crianças expostas ao HIV (nascidas de mães HIV-positivas) que deu início à profilaxia de cotrimoxazol, nos primeiros dois meses após o nascimento. Percentagem de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo como o HIV que iniciou a profilaxia de cotrimoxazol, 2012: A percentagem é calculada dividindo o número de crianças expostas ao HIV que iniciou a profilaxia de cotrimoxazol, pelo número estimado de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV. O denominador é o número estimado e arredondado de mulheres grávidas vivendo com o HIV a partir de Número de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV que iniciou a profilaxia de anti-retrovirais para prevenir a transmissão de mãe para filho, 2012: Número reportado de crianças expostas ao HIV que recebeu a profilaxia anti-retroviral para a prevenção da transmissão vertical do HIV a partir de Percentagem de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV que iniciou a profilaxia de anti-retrovirais para prevenir a transmissão vertical do HIV, 2012: A percentagem é calculada dividindo o número de crianças expostas ao HIV que iniciou a profilaxia anti-retroviral pela estimativa do número de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV. O denominador é o número estimado e arredondado de mulheres grávidas vivendo com o HIV a partir de Número de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV submetidas ao teste virológico para o HIV nos primeiros dois meses após o nascimento em 2012: Número reportado de crianças expostas ao HIV que fizeram o teste virológico de HIV nos primeiros dois meses após o nascimento Percentagem de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV submetidas ao teste virológico do HIV nos primeiros dois meses após o nascimento, 2012: É calculada dividindo o número de crianças expostas ao HIV que fizeram o teste virológico de HIV pelo número estimado de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV. O denominador é o número estimado e não arredondado de mulheres grávidas vivendo com o HIV a partir de Estimativa do número de crianças que necessita de tratamento anti-retroviral baseado nas directrizes da ONUSIDA/OMS, 2012: Estimativa do número de crianças (0-14 anos) vivendo com o HIV que necessitam de tratamento anti-retroviral (TARV) a partir de Número de crianças (0-14 anos) que recebeu a profilaxia antiretroviral, 2012: Número reportado de crianças (0-14 anos) vivendo com HIV que recebeu o TARV a partir de Percentagem da estimativa da cobertura da profilaxia antiretroviral entre crianças (0-14 anos), A percentagem é calculada dividindo o número reportado de crianças (0-14 anos) a receber o TARV, pelo número estimado de crianças (0-14 anos) que necessita do TARV a partir de FONTES PRINCIPAIS DE DADOS Estimativa do número de crianças (0-14 anos) vivendo com HIV, 2012: Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/SIDA, Relatório Global: Relatório da ONUSIDA sobre a Epidemia Global do SIDA, 2013, ONUSIDA, Genebra,
69 Prestação de cuidados e tratamento pediátrico do HIV % de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV, que iniciou a terapia anti-retroviral para prevenir a transmissão vertical, 2012 Número de crianças, nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV, submetidas aos testes virulógicos de HIV nos primeiros 2 meses de vida, 2012 % de crianças, nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV, submetidas aos testes virulógicos de HIV nos primeiros 2 meses de vida, 2012 Estimativa do número de crianças que necessita de tratamento antiretroviral baseado nas directrizes da ONUSIDA/OMS, 2012 Número de crianças (0 a 14 anos) que receberam a terapia anti-retroviral, Estimativa da cobertura da terapia anti-retroviral entre crianças (de 0 a 14 anos) (%), 2012 Estimativa Estimativa baixa alta Países e zonas Estimativa Baixa Alta 2012 Estimativa Sudão 170 Sudão do Sul ,000 7,200 17, Suécia Suíça Suriname 84 Swazilândia , ,000 12,000 15,000 7, Tailândia 78 >95 3, ,274 Tajiquistão Timor-Leste 3 Togo ,800 7,200 11,000 2, Tonga Trinidade e Tobago Tunísia Turquemenistão Turquia 3 0 Tuvalu Ucrânia 2,268 Uganda 110,000 88, ,000 35, Uruguai Uzbekistão 62 > ,530 Vanuatu 2 Vaticano 972 Venezuela (República Bolivariana da) ,828 Vietname 29 > >95 53 Zâmbia , ,000 80,000 99,000 34, Zimbabwe , ,000 94, ,000 46, África subsaariana a/ , ,700,000 1,600,000 1,500, , África Oriental e Austral , ,200,000 1,100,000 1,300, , África Ocidental e Central , , , ,000 76, África do Norte e Médio Oriente ,600 6,400 16, Sul da Ásia ,000 82, ,000 35, Asia Oriental e Pacífico , ,000 32,000 64,000 23, América Latina e Caribe >95 9, ,000 33,000 49,000 26, ECL/CEI >95 1, >95 12,000 12,000 13,000 9, Países menos desenvolvidos , , , , , Países de baixa e média renda , ,900,000 1,700,000 2,100, , Mundo inteiro 1,900,000 1,700,000 2,100,000 Estimativa do número de mulheres grávidas vivendo com HIV, 2012: Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/SIDA, Relatório Global: Relatório da ONUSIDA sobre a Epidemia Global do SIDA, 2013, ONUSIDA, Genebra, Número de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV que iniciou a profilaxia do cotrimoxazol, 2012: ONUSIDA, UNICEF, OMS, 2013: Relatório de Progresso da Resposta Global contra o SIDA Percentagem de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV que iniciou a profilaxia de cotrimoxazol, 2012: ONUSIDA, UNICEF, OMS, 2013: Relatório de Progresso da Resposta Global contra o SIDA e Estimativas do HIV e SIDA da ONUSIDA, Número de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV que iniciou a profilaxia de anti-retrovirais para prevenir a transmissão vertical do HIV, 2012: ONUSIDA, UNICEF, OMS, 2013: Relatório de Progresso da Resposta Global contra o SIDA e Estimativas do HIV e SIDA da ONUSIDA, Número de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV submetidas ao teste virológico do HIV nos primeiros 2 meses após o nascimento, 2012: ONUSIDA, UNICEF, OMS, 2013: Relatório de Progresso da Resposta Global contra o SIDA. Percentagem de crianças nascidas de mulheres grávidas vivendo com o HIV submetidas ao teste virológico do HIV nos primeiros 2 meses após o nascimento, 2012: ONUSIDA, UNICEF, OMS, 2013: Relatório de Progresso da Resposta Global contra o SIDA e Estimativas do HIV e SIDA da ONUSIDA, Estimativa do número de crianças que necessitam de tratamento anti-retroviral baseado nas directrizes da ONUSIDA/OMS, 2012: Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/SIDA, Relatório Global: Relatório da ONUSIDA sobre a Epidemia Global do SIDA, 2013, ONUSIDA, Genebra, Estimativa da cobertura da anti-retroviral entre crianças (0-14 anos), 2012: Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/SIDA, Relatório Global: Relatório da ONUSIDA sobre a Epidemia Global do SIDA, 2013, ONUSIDA, Genebra, NOTAS Dados não disponíveis. * Dados referentes ao ano mais recente, disponíveis durante o período especificado no título da coluna. ** Exclui a China. ǂ Médias regionais são calculadas apenas quando a população representa 50% ou mais, da população total da região de interesse. x Os dados referem-se aos anos ou períodos, que não os especificados no título da coluna. Esses dados não são incluídos no cálculo das médias regionais e globais, com a excepção dos dados da Índia de Não são apresentadas as estimativas de anos anteriores a y Os dados diferem da definição padrão ou referem-se a apenas a uma parte de um país. Se os dados abrangem um período de referência, estes são incluídos no cálculo das médias regionais e globais. p Com base em pequenos denominadores (tipicamente casos não ponderados). Não são apresentados dados com menos de 25 casos não ponderados. a/ A África Subsaariana inclui o Sudão e Djibouti. Algumas estimativas não se somam aos totais devido ao arredondamento. Os países de baixa e média renda são classificados como tal pelo Banco Mundial desde Julho de 2013; Esses países formam a base para a análise de dados na ONUSIDA, UNICEF e OMS. 65
70 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 TABELA 3 Demografia e epidemiologia do HIV entre os adolescentes Demografia População (milhares), 2012 Adolescentes dos 10 aos 19 anos como % do total da população Estimativa do número de adolescentes vivendo com o HIV, 2012 Total dos 10 aos 19 anos Raparigas dos 10 aos 19 anos Rapazes dos 10 a 19 anos Epidemiologia Adolescentes (dos 10 aos 19 anos) vivendo com o HIV como % de pessoas (de todas as idades) vivendo com o HIV, 2012 Número de novas infecções pelo HIV entre adolescentes (dos 10 aos 19 anos), 2012 Número de mortes por HIV entre adolescentes (dos 10 aos 19 anos), 2012 Países e zonas Total 10 a 19 anos Afeganistão 29,825 7, África do Sul 52,386 9, , , , ,000 11,000 Albânia 3, ,1 Alemanha 82,800 8, Andorra 78 Angola 20,821 4, ,000 7,900 5, ,500 <1,000 Antígua e Barbuda Arábia Saudita 28,288 4, Argélia 38,482 6,391 16,6 Argentina 41,087 6, Arménia 2, Austrália 23,050 2, Áustria 8, Azerbaijão 9,309 1, Bahamas Bahrein 1, Bangladesh 154,695 32, Barbados Bélgica 11,060 1, Belize Benin 10,051 2, ,500 2,400 2,100 6 <500 <500 Bielorrússia 9, Bolívia (Estado Plurinacional da) Bosnia e Herzegovina 10,496 2, Botswana 3, Brasil 2, ,800 4,600 3, ,300 <100 Brunei Darussalam 198,656 34, Bulgária Burkina Faso 7, Burundi 16,460 3, ,000 8,100 7, <1,000 1,200 Butão 9,850 2, ,000 5,600 5, <500 <1,000 Cabo Verde Camarões 14,865 3, Camboja 21,700 5, ,000 17,000 13, ,000 1,900 Canadá 34,838 4, Cazaquistão 2, Chade 12,448 3, ,000 8,400 7, ,300 1,300 Chile 17,465 2, China 1,377, , Chipre 1, Colômbia 47,704 8, Comores Congo 4, ,200 3,800 3, <500 <1,000 Costa do Marfim 19,840 4, ,000 19,000 16, ,600 2,900 Costa Rica 4, Croácia 11,271 1, Cuba 5, Dinamarca <500 <500 <200 5 <100 <100 Djibouti 72 Dominica 15,492 2, Egipto 80,722 15, El Salvador 6,297 1, Emirados Árabes Unidos 9, Equador 2, Eritrea 46,755 4, Eslováquia 5, Eslovénia 1, Espanha 91,729 22, ,000 47,000 44, ,300 7,900 66
71 Demografia e epidemiologia do HIV entre os adolescentes Demografia População (milhares), 2012 Adolescentes dos 10 aos 19 anos como % do total da população Estimativa do número de adolescentes vivendo com o HIV, 2012 Total dos 10 aos 19 anos Raparigas dos 10 aos 19 anos Rapazes dos 10 a 19 anos Epidemiologia Adolescentes (dos 10 aos 19 anos) vivendo com o HIV como % de pessoas (de todas as idades) vivendo com o HIV, 2012 Número de novas infecções pelo HIV entre adolescentes (dos 10 aos 19 anos), 2012 Número de mortes por HIV entre adolescentes (dos 10 aos 19 anos), 2012 Países e zonas Total 10 a 19 anos Estado da Palestina 2, Estados Unidos 317,505 42, Estónia Etiópia 96,707 20, Ex República Jugoslava da Macedónia 63,937 7, Federação Russa 1, ,700 1,000 <1,000 4 <200 <200 Fiji 1, Filipinas 4, Finlândia 25,366 5, ,000 7,600 6,900 6 <1,000 1,100 França Gabão 11,125 1, Gâmbia 15,083 3, Gana 11,451 2, ,500 5 <500 Geórgia Granada 1, ,000 1,200 <1,000 5 <500 <200 Grécia Guatemala 10,174 2, ,400 5,100 4,300 6 <1,000 <1,000 Guiana 7,936 1, Guiné Bissau 246,864 44, Guiné Conacri 9,976 1, Guiné Equatorial 1,236, , Haiti 76,424 11, Honduras 32,778 7, Hungria 4, Iémen 23,852 6, Ilhas Cook 21 Ilhas Marshall 53 Ilhas Salomão Índia 7,644 1, Indonésia 60,885 5, Irão (República Islâmica do) 2, Iraque 127,250 11, Irlanda 7,009 1, Islândia 16,271 2, Israel 43,178 9, ,000 89,000 64, ,000 7,800 Itália 5,474 1, Jamaica Japão 3, Jordânia 2, ,000 12,000 8, ,900 1,200 Kuwait 4, ,400 <1,000 <1,000 7 <100 <200 Lesoto 6,155 1, Letónia Líbano 3, Libéria Líbia 22,294 5, Liechtenstein 29,240 5, Lituânia 15,906 3, ,000 49,000 42, ,700 5,600 Luxemburgo Madagáscar 14,854 3, Malásia Malawi 32,521 6, Maldivas 1, Malí 3, Malta 120,847 23, Marrocos Maurícias 38 Mauritânia 2, México
72 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 TABELA 3 Demografia e epidemiologia do HIV entre os adolescentes Demografia População (milhares), 2012 Adolescentes dos 10 aos 19 anos como % do total da população Estimativa do número de adolescentes vivendo com o HIV, 2012 Total dos 10 aos 19 anos Raparigas dos 10 aos 19 anos Rapazes dos 10 a 19 anos Epidemiologia Adolescentes (dos 10 aos 19 anos) vivendo com o HIV como % de pessoas (de todas as idades) vivendo com o HIV, 2012 Número de novas infecções pelo HIV entre adolescentes (dos 10 aos 19 anos), 2012 Número de mortes por HIV entre adolescentes (dos 10 aos 19 anos), 2012 Países e zonas Total 10 a 19 anos Mianmar 25,203 5, ,000 68,000 34, ,000 3,900 Micronésia (Estados Federados da) 52,797 9, Moçambique 2, ,300 5,200 4, ,000 <500 Mónaco 10 Mongólia 27,474 6, Montenegro 5,992 1, Namíbia 17,157 3, Nauru 168,834 37, ,000 93,000 74, ,000 11,000 Nepal 1 Nicarágua 4, Níger 4, Nigéria 3, Niue 16,714 2, Noruega 179,160 39, Nova Zelândia 21 Oman 3, Países Baixos 7,167 1, ,300 <1,000 <1,000 5 <100 <100 Palau 6,687 1, Panamá 29,988 5, Papua Nova Guiné 38,211 4, Paquistão 10,604 1, Paraguai 2, Peru 62,783 7, Polónia 21,890 4, Portugal 4,525 1, Qatar 10, Quénia 49,003 6, Quirguizistão 3, <200 <100 <100 Quiribati 4, Reino Unido 65,705 15, ,000 32,000 22, ,700 3,300 República Árabe da Síria 6,646 1, República Centroafricana 10,277 1, República Checa 24,763 3, República da Coreia 4, República da Moldávia 47,783 10, ,000 97,000 69, ,000 10,000 República Democrática do Congo 21,755 2, República Democrática Popular do Laos 11,458 2, ,000 11,000 11, <1,000 1,200 República Dominicana 54 República Popular e Democrática da Coreia República Unida de Tanzânia 31 Roménia Ruanda Samoa Santa Lúcia 181 Sao Cristóvão e Neves 54 São Marino São Tomé and Príncipe 188 3, São Vicente e Granadinas 1 Seicheles Senegal Serra Leoa 5,979 1, ,800 2,000 <1,000 5 <1,000 <200 Sérvia Singapura 5, Somália 10,195 2, Sri Lanka 21,098 3, Sudão 37,195 8, Sudão do Sul 10,838 2, ,000 5 <1,000 68
73 Demografia e epidemiologia do HIV entre os adolescentes Demografia População (milhares), 2012 Adolescentes dos 10 aos 19 anos como % do total da população Estimativa do número de adolescentes vivendo com o HIV, 2012 Total dos 10 aos 19 anos Raparigas dos 10 aos 19 anos Rapazes dos 10 a 19 anos Epidemiologia Adolescentes (dos 10 aos 19 anos) vivendo com o HIV como % de pessoas (de todas as idades) vivendo com o HIV, 2012 Número de novas infecções pelo HIV entre adolescentes (dos 10 aos 19 anos), 2012 Número de mortes por HIV entre adolescentes (dos 10 aos 19 anos), 2012 Países e zonas Total 10 a 19 anos Suécia 9,511 1, Suíça 7, Suriname Swazilândia 1, ,000 12,000 7, ,600 <1,000 Tailândia 66,785 9, Tajiquistão 8,009 1, Timor-Leste 1, Togo 6,643 1, ,000 4,200 3,700 6 <500 <1,000 Tonga Trindade e Tobago 1, Tunísia 10,875 1, Turquemenistão 5, Turquia 73,997 12, Tuvalu 10 Ucrânia 45,530 4, Uganda 36,346 8, ,000 64,000 48, ,000 6,300 Uruguai 3, Uzbequistão 28,541 5, Vanuatu Vaticano Venezuela (República Bolivariana da) 29,955 5, Vietname 90,796 14, Zâmbia 14,075 3, ,000 43,000 39, ,500 4,400 Zimbabwe 13,724 3, ,000 63,000 55, ,900 6,500 SUMÁRIO DOS INDICADORES África subsaariana a/ 913, , ,700,000 1,000, , ,000 97,000 África Oriental e Austral 441, , ,300, , , ,000 70,000 África Ocidental e Central 433,568 98, , , , ,000 27,000 África do Norte e Médio Oriente 425,055 79, ,000 9,100 8, ,300 <1,000 Sul da Ásia 1,650, , ,000 62,000 64, ,000 5,100 Asia Oriental e Pacífico 2,074, , ,000 55,000 53, ,000 1,400 América Latina e Caribe 604, , ,000 35,000 46, ,000 2,000 ECL/CEI 408,336 53, ,000 11,000 11, ,200 <1,000 Países menos desenvolvidos 878, , , , , ,000 54,000 Países de baixa e média renda 2,100,000 1,200, , , ,000 Mundo inteiro 7,040,823 1,185, ,100,000 1,200, , , ,000 DEFINIÇÃO DOS INDICADORES População (milhares) 2012: Estimativa total da população a partir de 2012 (em milhares). Adolescentes com idades entre anos, como percentagem da população total: Percentagem da população total que é adolescente (entre 10-19anos). Estimativa do número de adolescentes vivendo com o HIV, 2012: Estimativa do número de crianças (0-14 anos) vivendo com o HIV a partir de Adolescentes com idades (10-19 anos) vivendo com o HIV como percentagem das pessoas (de todas as idades) vivendo com o HIV, 2012: Percentagem do número estimado de adultos (com + de 15) vivendo com HIV que são adolescentes (dos anos) vivendo com o HIV. Número de novas infecções pelo HIV entre adolescentes (com idade entre anos), 2012: Estimativa do número de novas infecções pelo HIV entre adolescentes (com idade entre anos) a partir de Número de mortes devido ao SIDA entre adolescentes (entre anos), 2012: Estimativa do número de mortes atribuídas ao SIDA entre adolescentes (10-19 anos) a partir de FONTES PRINCIPAIS DE DADOS População (milhares) 2012: Nações Unidas: Divisão da População Adolescentes entre anos como % da população total: Divisão de População das Nações Unidas, de Estimativa do número de adolescentes vivendo com o HIV, 2012: Estimativas do HIV e SIDA da ONUSIDA, Os adolescentes (com idade entre 10-19) vivendo com HIV como % das pessoas (de todas as idades) vivendo com o HIV, 2012: Análise do UNICEF das estimativas do HIV/SIDA da ONUSIDA de 2012 Número de novas infecções pelo HIV entre adolescentes (com idade entre anos), 2012: Estimativas do HIV e SIDA da ONUSIDA, Número de mortes devido ao SIDA entre adolescentes (com idade entre 10-19), 2012: Estimativas do HIV e SIDA da ONUSIDA, NOTAS Dados não disponíveis. * Dados referentes ao ano mais recente, disponíveis durante o período especificado no título da coluna. ** Exclui a China. ǂ Médias regionais são calculadas apenas quando a população representa 50% ou mais, da população total da região de interesse. x Os dados referem-se aos anos ou períodos, que não os especificados no título da coluna. Esses dados não são incluídos no cálculo das médias regionais e globais, com a excepção dos dados da Índia de Não são apresentadas as estimativas de anos anteriores a y Os dados diferem da definição padrão ou referem-se a apenas a uma parte de um país. Se os dados abrangem um período de referência, estes são incluídos no cálculo das médias regionais e globais. p Com base em pequenos denominadores (tipicamente casos não ponderados). Não são apresentados dados com menos de 25 casos não ponderados. a/ A África Subsaariana inclui o Sudão e Djibouti. O modelo actual do Software usado pela ONUSIDA assume que, as infecções pelo HIV entre os adolescentes na faixa etária dos anos é resultado da transmissão vertical. Não estão incluídas neste modelo, outras vias de transmissão para essa faixa etária. Algumas estimativas não se somam aos totais devido ao arredondamento. Os países de baixa e média renda são classificados como tal pelo Banco Mundial desde Julho de 2013; Esses países formam a base para a análise de dados na ONUSIDA, UNICEF e OMS. 69
74 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 TABELA 4 Cohecimentos, testagem do HIV e comportamento sexual entre os adolescentes Conhecimentos % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que têm conhecimento amplo do HIV, * % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que tiveram relacções sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses, * % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) com múltiplos parceiros e que utilizaram o preservativo na última relacção sexual, * Comportamento sexual % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que tiveram relacções sexuais antes dos 15 anos, * % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que fizeram o teste de HIV e receberam os resultados, * Países e zonas Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Afganistão 2 África do Sul Albânia Alemanha Andorra Angola Antígua e Barbuda Arábia Saudita Argélia 12 x 1 x Argentina Arménia Austrália Áustria Azerbaijão 3 x 2 x 0 x 3 x 0 x 1 x Bahamas Bahrein Bangladesh 11 Barbados Bélgica Belize Benin 17 x 31 x x 13 x 8 x 5 x Bielorrússia Bolívia (Estado Plurinacional da) Bosnia e Herzegovina Botswana Brasil 33 x Brunei Darussalam Bulgária Burkina Faso p 76 p Burundi Butão Cabo Verde Camarões Camboja Canadá Cazaquistão p Chade Chile China Chipre Colômbia 21 y Comores p Congo Costa do Marfim Costa Rica Croácia Cuba Dinamarca Djibouti 16 x Dominica Egipto 3 16 El Salvador Emirados Árabes Unidos Equador Eritrea Eslováquia Eslovénia Espanha Estado da Palestina 5 70
75 Cohecimentos, testagem do HIV e comportamento sexual entre os adolescentes Conhecimentos % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que têm conhecimento amplo do HIV, * % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que tiveram relacções sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses, * % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) com múltiplos parceiros e que utilizaram o preservativo na última relacção sexual, * Comportamento sexual % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que tiveram relacções sexuais antes dos 15 anos, * % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que fizeram o teste de HIV e receberam os resultados, * Países e zonas Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Estados Unidos Estónia Etiópia Ex República Jugoslava da Macedónia 23 x Federação Russa Fiji Filipinas Finlândia França Gabão Gâmbia x 4 Gana p 3 22 p 8 4 Geórgia Granada Grécia Guatemala Guiana Guiné Bissau Guiné Conacri Guiné Equatorial Haiti Honduras Hungria Iémen 2 x,y Ilhas Cook Ilhas Marshall 27 x 35 x 5 x 10 x 15 x 25 x Ilhas Salomão 29 x 26 x 15 x,p 15 x 16 x Índia 19 x 35 x 0 x 1 x 39 x 8 x 3 x 1 x 1 x Indonésia 6 x,y 2 x,y Irão (República Islâmica do) Iraque 3 Irlanda Islândia Israel Itália Jamaica 39 y 34 y p Japão Jordânia 12 x,y Kuwait Lesoto p Letónia Líbano Libéria 18 x 21 x 8 x 7 x 11 x 29 x 19 x 9 x 3 x 1 x Líbia Liechtenstein Lituânia Luxemburgo Madagáscar Malásia Malawi p Maldivas 22 y 0 Mali Malta Marrocos Maurícias Mauritânia 5 2 México 4 Mianmar Micronésia (Estados Federados da) 71
76 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 TABELA 4 Cohecimentos, testagem do HIV e comportamento sexual entre os adolescentes Conhecimentos % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que têm conhecimento amplo do HIV, * % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que tiveram relacções sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses, * % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) com múltiplos parceiros e que utilizaram o preservativo na última relacção sexual, * Comportamento sexual % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que tiveram relacções sexuais antes dos 15 anos, * % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que fizeram o teste de HIV e receberam os resultados, * Países e zonas Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Moçambique Mónaco Mongólia p 0 2 Montenegro Namíbia 62 x 59 x 1 x 6 x 77 x,p 84 x 7 x 19 x 18 x 8 x Nauru 8 x 8 x 15 x 35 x Nepal Nicarágua 13 x Níger 12 x 14 x x 5 x 2 x 1 x Nigéria Niue Noruega Nova Zelândia Oman Países Baixos Palau Panamá Papua Nova Guiné 4 x 4 x Paquistão 2 x Paraguai Peru 17 x 1 x x 6 Polónia Portugal Qatar Quénia p Quiguizistão 19 x 7 0 x Quiribati Reino Unido República Árabe da Síria 6 x República Centroafricana República Checa República da Coreia República da Moldávia República Democrática do Congo República Democrática e Popular de Laos República Dominicana x 14 x 37 x 72 x República Popular e Democrática da Coreia 7 República Unida da Tanzânia Roménia Ruanda Samoa 2 5 Santa Lúcia São Cristóvão e Neves São Marino São Tomé e Princípe p São Vicente e Granadinas Seicheles Senegal Serra Leoa Sérvia Singapura Somália 3 x Sri Lanka Sudão 4 Sudão do Sul p 11 3 Suécia Suíça 72
77 Cohecimentos, testagem do HIV e comportamento sexual entre os adolescentes Conhecimentos % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que têm conhecimento amplo do HIV, * % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que tiveram relacções sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses, * % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) com múltiplos parceiros e que utilizaram o preservativo na última relacção sexual, * Comportamento sexual % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que tiveram relacções sexuais antes dos 15 anos, * % de adolescentes (dos 15 aos 19 anos) que fizeram o teste de HIV e receberam os resultados, * Países e zonas Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Raparigas Rapazes Suriname Swazilândia p 3 2 Tailândia 46 x Tajiquistão Timor-Leste Togo p Tonga Trinidade e Tobago 49 x 2 x x 5 x Tunísia 15 0 Turquemenistão 4 x Turquia Tuvalu 31 x 57 x 2 x 19 x Ucrânia 39 x 33 x 2 x 8 x 66 x,p 1 x 3 x Uganda Uruguai Uzebequistão 27 x 0 x x Vanuatu 14 x Vaticano Venezuela (República Bolivariana de) Vietname Zâmbia x 5 x 47 x,p 50 x x 9 x Zimbabwe p SUMÁRIO DOS INDICADORES África subsaariana a/ 26 ǂ 36 ǂ 3 5 ǂ 35 ǂ ǂ 13 ǂ 9 ǂ 19 ǂ ǂ África Oriental e Austral 34 ǂ 39 ǂ 2 ǂ 5 ǂ ǂ ǂ 10 ǂ 11 ǂ 29 ǂ 20 ǂ África Ocidental e Central 21 ǂ ǂ 4 ǂ ǂ 37 ǂ ǂ 16 ǂ 7 ǂ 10 ǂ ǂ África do Norte e Médio Oriente ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ Sul da Ásia 17 ǂ 34 ǂ 0 ǂ 1 ǂ ǂ 39 ǂ 8 ǂ 3 ǂ 1 ǂ 1 ǂ Asia Oriental e Pacífico **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ América Latina e Caribe ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ECL/CEI ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ ǂ Países menos desenvolvidos 22 ǂ ǂ 2 ǂ ǂ ǂ ǂ 12 ǂ ǂ 27 ǂ ǂ Países de baixa e média renda **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ Mundo inteiro 21 **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ **ǂ DEFINIÇÃO DE INDICADORES Percentagem de adolescentes (15-19 anos), que têm um conhecimento abrangente do HIV: Percentagem de adolescentes (15-19 anos), que identificou correctamente as duas principais formas de prevenir a transmissão sexual do HIV (usar preservativos, fidelidade e parceiro não infectado) e que rejeitam dois conceitos erróneos mais comuns sobre o HIV e, que sabem que uma pessoa aparentemente saudável pode transmitir o HIV. Percentagem de adolescentes (15-19 anos), que teve relações sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses: Percentagem de adolescentes (15-19 anos) que reportaram relações sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses. Percentagem de adolescentes (15-19 anos) com múltiplos parceiros que usaram preservativo na última relação sexual: Percentagem de adolescentes (15-19 anos) que reportaram relações sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses e que usaram o preservativo na última relação sexual. Percentagem de adolescentes (15-19 anos) que iniciaram as relações sexuais antes dos 15 anos: Percentagem de adolescentes (15-19 anos) que reportaram o início de relações sexuais antes dos 15 anos. Percentagem de adolescentes (15-19 anos), que foi testado e recebeu os resultados: Percentagem de adolescentes (15-19 anos), que nunca foi testado em HIV ou recebeu o resultado. FONTES PRINCIPAIS DE DADOS Percentagem de adolescentes (15-19 anos), que têm um conhecimento abrangente do HIV: Banco de Dados Globais do UNICEF, 2013 e baseados no IDS, MICS e outras pesquisas nacionais, Percentagem de adolescentes (15-19 anos), que teve relações sexuais com mais de um parceiro nos últimos 12 meses: Banco de Dados Globais do UNICEF, 2013 e baseados no IDS, MICS e outras pesquisas nacionais, Percentagem de adolescentes (15-19 anos) que iniciou as relações sexuais antes dos 15 anos: Banco de Dados Globais do UNICEF, 2013 e baseados no IDS, MICS e outras pesquisas nacionais, Percentagem de adolescentes (15-19 anos) com múltiplos parceiros e que usou o preservativo na última relação sexual: Banco de Dados Globais do UNICEF, 2013 e baseados no IDS, MICS e outras pesquisas nacionais, Percentagem de adolescentes (15-19 anos), que foi testado e recebeu os resultados: Banco de Dados Globais do UNICEF, 2013 e baseados no IDS, MICS e outras pesquisas nacionais, NOTAS Dados não disponíveis. * Dados referentes ao ano mais recente, disponíveis durante o período especificado no título da coluna. ** Exclui a China. ǂ Médias regionais são calculadas apenas quando a população representa 50% ou mais, da população total da região de interesse. x Os dados referem-se aos anos ou períodos, que não os especificados no título da coluna. Esses dados não são incluídos no cálculo das médias regionais e globais, com a excepção dos dados da Índia de Não são apresentadas as estimativas de anos anteriores a y Os dados diferem da definição padrão ou referem-se a apenas a uma parte de um país. Se os dados abrangem um período de referência, estes são incluídos no cálculo das médias regionais e globais. p Com base em pequenos denominadores (tipicamente casos não ponderados). Não são apresentados dados com menos de 25 casos não ponderados. a/ A África Subsaariana inclui o Sudão e Djibouti. Algumas estimativas não se somam aos totais devido ao arredondamento. Os países de baixa e média renda são classificados como tal pelo Banco Mundial desde Julho de 2013; Esses países formam a base para a análise de dados na ONUSIDA, UNICEF e OMS. 73
78 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 TABELA 5 Epidemiologia, conhecimentos, testagem do HIV e comportamento sexual entre populações chave afectadas e menores de 25 anos Epidemiologia Comportamento sexual Acceso Testes % da população de alto risco (menos de 25 anos) que usaram o preservativo na última relacção sexual, * Prevalência do HIV (%) entre populações chave e de alto risco nas cidades capitais (menos de 25 anos), * Pessoas que injectam drogas Trabalhadores de sexo Homens que fazem sexo com homens Pessoas que injectam drogas Trabalhadores de sexo Homens que fazem sexo com homens % de pessoas que injectam drogas (menos de 25 anos) e que reportaram o uso de seringas esterilizadas na última vez que se injectaram, * % da população de alto risco (menos de 25 anos) que fez o teste de HIV e conhece o resultado, * Pessoas que injectam drogas Trabalhadores de sexo Homens que fazem sexo com homens Países e zonas Afganistão África do Sul Albânia Alemanha 8.2 Andorra Angola Antígua e Barbuda Arábia Saudita Argélia Argentina Arménia Austrália Áustria Azerbaijão Bahamas Bahrein Bangladesh Barbados Bélgica Belize Benin Bielorrússia Bolívia (Estado Plurinacional da) Bósnia e Herzegovina Botswana Brasil Brunei Darussalam Bulgária Burkina Faso Burundi Butão Cabo Verde Camarões Camboja Canadá Cazaquistão Chade Chile China 0.0 Chipre Colômbia Comores Congo 42 Costa do Marfim Costa Rica Croácia Cuba Dinamarca Djibouti Dominica Egipto El Salvador Emirados Árabes Unidos Equador Eritrea Eslováquia Eslovénia Espanha
79 Epidemiologia, conhecimentos, testagem do HIV e comportamento sexual entre populações chave afectadas e menores de 25 anos Prevalência do HIV (%) entre populações chave e de alto risco nas cidades capitais (menos de 25 anos), * Pessoas que injectam drogas Epidemiologia Comportamento sexual Acceso Testes % da população de alto risco (menos de 25 anos) que usaram o preservativo na última relacção sexual, * Trabalhadores de sexo Homens que fazem sexo com homens Pessoas que injectam drogas Trabalhadores de sexo Homens que fazem sexo com homens % de pessoas que injectam drogas (menos de 25 anos) e que reportaram o uso de seringas esterilizadas na última vez que se injectaram, * % da população de alto risco (menos de 25 anos) que fez o teste de HIV e conhece o resultado, * Pessoas que injectam drogas Trabalhadores de sexo Homens que fazem sexo com homens Países e zonas Estado da Palestina Estados Unidos Estónia Etiópia Ex República Jugoslava da Macedónia Federação Russa Fiji Filipinas Finlândia França Gabão Gâmbia Gana Geórgia Granada Grécia Guatemala Guiana Guiné Bissau Guiné Conacri Guiné Equatorial Haiti Honduras Hungria Iémen Ilhas Cook Ilhas Marshal Ilhas Salomão Índia Indonésia Irão (República Islâmica do) Iraque Irlanda Islândia Israel Itália Jamaica Japão Jordânia Kuwait Lesoto Letónia Líbano Libéria Líbia Liechtenstein Lituânia Luxemburgo Madagáscar 0.3 Malásia Malawi Maldivas Malí Malta 12 Marrocos Maurícias Mauritânia México
80 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 TABELA 5 Epidemiologia, conhecimentos, testagem do HIV e comportamento sexual entre populações chave afectadas e menores de 25 anos Prevalência do HIV (%) entre populações chave e de alto risco nas cidades capitais (menos de 25 anos), * Pessoas que injectam drogas Epidemiologia Comportamento sexual Acceso Testes % da população de alto risco (menos de 25 anos) que usaram o preservativo na última relacção sexual, * Trabalhadores de sexo Homens que fazem sexo com homens Pessoas que injectam drogas Trabalhadores de sexo Homens que fazem sexo com homens % de pessoas que injectam drogas (menos de 25 anos) e que reportaram o uso de seringas esterilizadas na última vez que se injectaram, * % da população de alto risco (menos de 25 anos) que fez o teste de HIV e conhecem o resultado, * Pessoas que injectam drogas Trabalhadores de sexo Homens que fazem sexo com homens Países e zonas Mianmar Micronésia (Estados Federados da) Moçambique Mónaco Mongólia Montenegro Namíbia Nauru Nepal Nicarágua Níger Nigéria Niue Noruega Nova Zelâandia 0.0 Oman Países Baixos Palau Panamá Papua Nova Guiné Paquistão Paraguai Peru Polónia Portugal Qatar Quénia Quirguizistão Quiribati Reino Unido República Árabe da Síria República Centroafricana República Checa República da Coreia República da Moldávia República Democrática do Congo República Democrática e Popular de Laos República Dominicana República Popular e Democrática da Coreia República Unida da Tanzânia Roménia Ruanda Samoa Santa Lúcia São Cristóvão e Neves São Marino São Tomé e Príncipe São Vicente e Granadinas 12.9 Seicheles Senegal Serra Leoa 5.7 Sérvia Singapura Somália Sri Lanka Sudão 46 6 Sudão do Sul 76
81 Epidemiologia, conhecimentos, testagem do HIV e comportamento sexual entre populações chave afectadas e menores de 25 anos Prevalência do HIV (%) entre populações chave e de alto risco nas cidades capitais (menos de 25 anos), * Pessoas que injectam drogas Epidemiologia Comportamento sexual Acceso Testes % da população de alto risco (menos de 25 anos) que usaram o preservativo na última relacção sexual, * Trabalhadores de sexo Homens que fazem sexo com homens Pessoas que injectam drogas Trabalhadores de sexo Homens que fazem sexo com homens % de pessoas que injectam drogas (menos de 25 anos) e que reportaram o uso de seringas esterilizadas na última vez que se injectaram, * % da população de alto risco (menos de 25 anos) que fez o teste de HIV e conhece o resultado, * Pessoas que injectam drogas Trabalhadores de sexo Homens que fazem sexo com homens Países e zonas Suécia Suíca Surinama Swazilândia Tailândia Tajiquistão Timor-Leste Togo Tonga 27 Trindade e Tobago 5.8 Tunísia Turquemenistão Turquia Tuvalu Ucrânia Uganda Uruguai Uzebequistão Vanuatu 63 Vaticano Venezuela (República Bolivariana da) Vietname Zâmbia Zimbabwe DEFINIÇÃO DE INDICADORES Prevalência do HIV (%) entre as populações de maior risco nas cidades capitais (com idade inferior a 25 anos), : Percentagem de populações de maior risco e vivendo com o HIV (pessoas que usam drogas injectáveis, profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens com idades entre 0-24 anos). Percentagem de populações de maior risco (com idade inferior a 25 anos) que usaram o preservativo na última relação sexual, : Percentagem de populações de maior risco (pessoas que usam drogas injectáveis, profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens com idades entre 0-24) que usaram o preservativo na última relação sexual. Percentagem de pessoas que injectam drogas (com idade inferior a 25 anos) que reportaram o uso de seringas esterilizadas na última injecção, : Percentagem de pessoas que injectam drogas (com idade entre 0-24) que reportaram o uso de seringas esterilizadas na última injecção Percentagem da população de maior risco (com idade abaixo de 25 anos) que fizeram o teste de HIV e conhecem o resultado, : Percentagem da população de maior risco (pessoas que usam drogas injectáveis, profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens com idade (0-24), que fizeram o teste de HIV e conhecem o resultado, nos últimos 12 meses. FONTES PRINCIPAIS DE DADOS Prevalência do HIV (%) entre as populações de maior risco (com idade inferior a 25 anos), nas cidades capitais : Banco de dados online da ONUSIDA www. aidsinfoonline.org, acedida a 26 de Setembro de Percentagem da população de maior risco (com idade inferior a 25) que usou o preservativo na última relação sexual, : Banco de dados online da ONUSIDA www. aidsinfoonline.org, acedida a 26 de Setembro de Percentagem de pessoas que usam drogas injectáveis (com idade inferior a 25 anos) que reportaram o uso de seringas esterilizadas na última injecção, : Banco de dados online da ONUSIDA acedida a 26 de Setembro de Percentagem da população de maior risco (com idade abaixo de 25 anos) que fez o teste de HIV e conhece o resultado, : Banco de dados online da ONUSIDA, a 26 de Setembro de NOTES Dados não disponíveis. * Dados referentes ao ano mais recente, disponíveis durante o período especificado no título da coluna. ** Exclui a China. ǂ Médias regionais são calculadas apenas quando a população representa 50% ou mais, da população total da região de interesse. x Os dados referem-se aos anos ou períodos, que não os especificados no título da coluna. Esses dados não são incluídos no cálculo das médias regionais e globais, com a excepção dos dados da Índia de Não são apresentadas as estimativas de anos anteriores a y Os dados diferem da definição padrão ou referem-se apenas a uma parte de um país. Se os dados abrangem um período de referência, estes são incluídos no cálculo das médias regionais e globais. p Com base em pequenos denominadores (tipicamente casos não ponderados). Não são apresentados dados com menos de 25 casos não ponderados. a/ A África Subsaariana inclui o Sudão e Djibouti. δ Devido à cessação da República do Sul do Sudão da República do Sudão em Julho de 2011, e a sua posterior admissão às Nações Unidas a 14 de Julho de 2011, ainda não estão disponíveis os dados desagregados para todos os indicadores para cada um destes estados. Nestes casos são apresentados dados agregados do período de pré-cessação do Sudão. Algumas estimativas não se somam aos totais devido ao arredondamento. Os países de baixa e média renda são classificados como tal pelo Banco Mundial desde Julho de 2013; Esses países formam a base para a análise de dados na ONUSIDA, UNICEF e OMS. 77
82 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 TABELA 6 Protecção, cuidados e apoio às crianças afectadas pelo HIV e o SIDA Crianças que perderam um ou ambos progenitores devido a todas as causas, 2012 Crianças que perderam um ou ambos progenitores devido ao SIDA, 2012 Estimativa baixa Estimativa Alta Crianças órfãs e vulneráveis Crianças cujos progenitores (ambos) morreram devido a qualquer causa, 2012 Crianças cujos progenitores (ambos) morreram devido ao SIDA, 2012 Taxa de frequência escolar de órfãos, * % de crianças cujos agregados familiares recebem apoio externo, * Países e zonas Estimativa Afganistão África do Sul 4,000,000 2,500,000 2,300,000 2,700,000 1,100, , Albânia Alemanha Andorra Angola 1,100, ,000 87, , ,000 38, Antígua e Barbuda Arábia Saudita Argélia Argentina Arménia Austrália Áustria Azerbaijão Bahamas Bahrein Bangladesh 84 x Barbados Bélgica Belize Benin 450,000 43,000 36,000 51,000 60,000 13, x Bielorrússia Bolívia (Estado Plurinacional da) Bosnia e Herzegovina Botswana 160, , , ,000 46,000 44, y Brasil Brunei Darussalam Bulgária Burkina Faso 980, , , , ,000 46, x Burundi 680,000 89,000 73, , ,000 40, Butão Cabo Verde Camarões 1,300, , , , , , x Camboja 86 Canadá Cazaquistão Chade 960, , , , ,000 64, Chile China Chipre Colômbia 93 Comores Congo 220,000 64,000 58,000 72,000 39,000 21, p Costa do Marfim 1,300, , , , , , Costa Rica Croácia Cuba Dinamarca Djibouti 43,000 7,200 5,600 8,700 7,100 2,300 Dominica Egipto El Salvador Emirados Árabes Unidos Equador Eritrea 160,000 21,000 14,000 30,000 25,000 7,400 Eslováquia Eslovénia Espanha Estado da Palestina 78
83 Protecção, cuidados e apoio às crianças afectadas pelo HIV e o SIDA Crianças que perderam um ou ambos progenitores devido a todas as causas, 2012 Crianças que perderam um ou ambos progenitores devido ao SIDA, 2012 Estimativa baixa Estimativa Alta Crianças órfãs e vulneráveis Crianças cujos progenitores (ambos) morreram devido a qualquer causa, 2012 Crianças cujos progenitores (ambos) morreram devido ao SIDA, 2012 Taxa de frequência escolar de órfãos, * % de crianças cujos agregados familiares recebem apoio externo, * Países e zonas Estimativa Estados Unidos Estónia Etiópia 4,500, ,000 <100 < , , Ex República Jugoslava de Macedónia Federação Russa Fiji Filipinas Finlândia França Gabão 61,000 19,000 16,000 22,000 9,900 6, Gâmbia 106 Gana 1,000, , , , ,000 53, Geórgia Granada Grécia Guatemala Guiana 13 x Guiné Bissau 120,000 17,000 13,000 23,000 21,000 6, x Guiné Conacri 670,000 46,000 35,000 58, ,000 15, x Guné Equatorial 5,000 20,000 Haiti 430, ,000 90, ,000 61,000 29, x Honduras 92 Hungria Iémen Ilhas Cook Ilhas Marshal Ilhas Salomão Índia 72 x Indonésia Irão (República Islâmica do) Iraque 94 Irlanda Islândia Israel Itália Jamaica 15 x Japão Jordânia Kuwait Lesoto 220, , , ,000 64,000 59, Letónia Líbano Libéria 190,000 23,000 19,000 27,000 30,000 7, x Líbia Liechtenstein Lituânia Luxemburgo Madagáscar 74 Malásia Malawi 1,300, , , , , , Maldivas Mali 92 Malta Marrocos Maurícias Mauritânia 100 p México Mianmar Micronésia (Estados Federados da) 79
84 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 TABELA 6 Protecção, cuidados e apoio às crianças afectadas pelo HIV e o SIDA Crianças que perderam um ou ambos progenitores devido a todas as causas, 2012 Crianças que perderam um ou ambos progenitores devido ao SIDA, 2012 Estimativa baixa Estimativa Alta Crianças órfãs e vulneráveis Crianças cujos progenitores (ambos) morreram devido a qualquer causa, 2012 Crianças cujos progenitores (ambos) morreram devido ao SIDA, 2012 Taxa de frequência escolar de órfãos, * % de crianças cujos agregados familiares recebem apoio externo, * Países e zonas Estimativa Moçambique 2,000, , , , , , Mónaco Mongólia 102 Montenegro Namíbia 130,000 76,000 62,000 95,000 25,000 22, x 17 x Nauru Nepal 72 p Nicarágua Níger 67 x Nigéria 11,500,000 2,200,000 1,900,000 2,600,000 2,000, , Niue Noruega Nova Zelândia Oman Países Baixos Palau Panamá Papua Nova Guiné 320,000 13, ,000 43,000 3,900 Paquistão Paraguai Peru Polónia Portugal Qatar Quénia 2,600,000 1,000,000 <100 < , , x 21 x Quirguizistão Quiribati Reino Unido República Árabe da Síria República Centroafricana 88 7 x República Checa República da Coreia República da Moldávia República Democrática do Congo 5,100, , , , , , x República Democrática e Popular do Laos 80 República Dominicana 98 República Popular e Democrática da Coreia República Unida de Tanzânia 3,100,000 1,200,000 1,000,000 1,300, , , Roménia Ruanda 590, , , , ,000 47, Samoa Santa Lúcia São Cristóvão e Neves São Marino São Tomé e Príncipe 4 x São Vicente e Granadinas Seicheles Senegal 97 Serra Leoa 370,000 26,000 18,000 37,000 56,000 7, Sérvia Singapura Somália 78 x Sri Lanka Sudão Sudão do Sul 470, ,000 67, ,000 75,000 34, Suécia Suíça 80
85 Protecção, cuidados e apoio às crianças afectadas pelo HIV e o SIDA Crianças que perderam um ou ambos progenitores devido a todas as causas, 2012 Crianças que perderam um ou ambos progenitores devido ao SIDA, 2012 Estimativa baixa Estimativa Alta Crianças órfãs e vulneráveis Crianças cujos progenitores (ambos) morreram devido a qualquer causa, 2012 Crianças cujos progenitores (ambos) morreram devido ao SIDA, 2012 Taxa de frequência escolar de órfãos, * % de crianças cujos agregados familiares recebem apoio externo, * Países e zonas Estimativa Suriname Swazilândia 120,000 78,000 69,000 87,000 33,000 30, x Tailândia 93 x 21 x Tajiquistão Timor-Leste 75 Togo 360,000 90,000 75, ,000 62,000 30, x Tonga Trinidade e Tobago Tunísia Turquemenistão Turquia Tuvalu Ucrânia 98 x Uganda 2,700,000 1,000, ,000 1,200, , , x Uruguai Uzbequistão Vanuatu Vaticano Venezuela (República Bolivariana da) Vietname Zâmbia 1,400, , , , , , y Zimbabwe 1,200, , , , , , SUMÁRIO DOS INDICADORES África subsaariana a/ 56,000,000 15,100,000 13,400,000 16,900,000 10,300,000 5,000, ǂ ǂ África Oriental e Austral 27,900,000 10,600,000 9,600,000 11,800,000 5,500,000 3,500, ǂ ǂ África Ocidental e Central 28,100,000 4,400,000 3,800,000 5,200,000 4,800,000 1,500, ǂ ǂ África do Norte e Médio Oriente 5,500, ,000 71, , ,000 21,000 ǂ ǂ Sul da Ásia 40,800, , ,000 2,100,000 3,600, , ǂ ǂ Asia Oriental e Pacífico 26,900, , ,000 1,200,000 2,000, ,000 **ǂ **ǂ América Latina e Caribe 7,800, , ,000 1,000, , ,000 ǂ ǂ ECL/CEI 6,200, , , , ,000 57,000 ǂ ǂ Países menos desenvolvidos 42,900,000 7,600,000 6,700,000 8,600,000 6,900,000 2,400, ǂ ǂ Países de baixa e média renda 140,000,000 17,700,000 15,900,000 21,400,000 17,300,000 5,500,000 **ǂ **ǂ Mundo inteiro 150,000,000 17,800,000 16,100,000 21,600,000 17,600,000 5,500,000 **ǂ **ǂ DEFINIÇÃO DOS INDICADORES Crianças que perderam um ou ambos os progenitores devido a todas as causas: Estimativa do número crianças (0-17 anos), que perderam um ou ambos os progenitores devido a qualquer causa a partir de Crianças que perderam um ou ambos os progenitores devido ao SIDA: Estimativa do número de crianças (0-17 anos) que perdeu um ou ambos progenitores devido ao SIDA a partir de As crianças cujos progenitores morreram devido ao SIDA: Estimativa do número de crianças (0-17 anos) que perderam ambos os progenitores devido ao SIDA a partir de Taxa de frequência escolar de crianças órfãs: Percentagem de crianças (10-14 anos) que perderam ambos os progenitores, que frequentam actualmente a escola, como uma percentagem das crianças não-órfãs da mesma idade,que vivem com pelo menos um dos progenitores e que frequentam a escola Percentagem de crianças cujo agregado familiar recebeu apoio externo, : Percentagem de crianças órfãs e vulneráveis, cujo agregado familiar recebeu apoio básico externo e gratuito para cuidar da criança. FONTES PRINCIPAIS DE DADOS Crianças que perderam um ou ambos os progenitores devido a todas as causas: Estimativas do HIV e SIDA da ONUSIDA, Crianças que perderam um ou ambos os progenitores devido ao SIDA, 2012: Estimativas do HIV e SIDA da ONUSIDA, Crianças cujos progenitores morreram devido a qualquer causa, 2012: Estimativas do HIV e SIDA da ONUSIDA, Crianças cujos progenitores morreram devido ao SIDA, 2012: Estimativas do HIV e SIDA da ONUSIDA, Taxa de frequência escolar de crianças órfãs: Banco de Dados Globais do UNICEF, 2013 e baseados no IDS, MICS e outras pesquisas nacionais, Percentagem de crianças cujos agregados familiares receberam apoio externo: Banco de Dados Globais do UNICEF, 2013 e baseados no IDS, MICS e outras pesquisas nacionais, NOTAS Dados não disponíveis. * Dados referentes ao ano mais recente, disponíveis durante o período especificado no título da coluna. ** Exclui a China. ǂ Médias regionais são calculadas apenas quando a população representa 50% ou mais, da população total da região de interesse. x Os dados referem-se aos anos ou períodos, que não os especificados no título da coluna. Esses dados não são incluídos no cálculo das médias regionais e globais, com a excepção dos dados da Índia de Não são apresentadas as estimativas de anos anteriores a y Os dados diferem da definição padrão ou referem-se a apenas a uma parte de um país. Se os dados abrangem um período de referência, estes são incluídos no cálculo das médias regionais e globais. p Com base em pequenos denominadores (tipicamente casos não ponderados). Não são apresentados dados com menos de 25 casos não ponderados. a/ A África Subsaariana inclui o Sudão e Djibouti. Algumas estimativas não se somam aos totais devido ao arredondamento. Os países de baixa e média renda são classificados como tal pelo Banco Mundial desde Julho de 2013; Esses países formam a base para a análise de dados na ONUSIDA, UNICEF e OMS. 81
86 RUMO Á UMA GERAÇÃO LIVRE DO SIDA Crianças e o SIDA: Sexto Relatório de Balanço, 2013 FOTOS LEGENDAS E CRÉDITOS Capa Crianças correndo de em direcção á casa depois de participarem numa discussão em grupo sobre saúde, higiene, saneamento e HIV. UNICEF/RWAA /Noorani Página 2 Esquerda: Ver legenda da páginas 4 5 Centro: Ver legenda da páginas Direita: Ver legenda da as páginas Páginas 4 5 Em Lilongwe, Malawi, uma mãe recebe tratamento a longo prazo com medicamentos anti-retrovirais (ARV) e segura seu filho recém-nascido. UNICEF Malawi/2013/Marinovich Página 9 Na região de Worodougou, na Costa do Marfim, uma enfermeira informa à mulher que o resultado do seu teste de HIV é negativo. UNICEF/NYHQ /Asselin Fotos adicionais na versão electrónica deste relatório: Um trabalhador de saúde realiza o teste rápido de HIV no Hospital Público da Redenção, apoiado pelo UNICEF em Monróvia, Libéria. Esses testes permitem o diagnóstico em apenas uma visita. UNICEF/NYHQ /Pirozzi Um profissional de saúde observa uma mulher grávida no centro integrado de saúde na cidade de Maradi, no sul do Níger. UNICEF/NIGB /Pirozzi Página 17 Os diagnósticos nos Pontos de Prestação de Cuidados podem ser usados sem a necessidade de uma infra-estrutura de laboratório extensiva ou de habilidades técnicas. UNITAID/2013/Giulio Donini Fotos adicionais na versão electrónica deste relatório: Em Moçambique, para o processamento de testes de carga viral, era necessário o transporte das amostras que eram processadas a muitos quilómetros de distância. As novas máquinas podem processar os testes localmente, em apenas uma hora. UNITAID/2013/Giulio Donini Uma adolescente que vive com o HIV em Tamil Nadu vestida para ir á escola. O MAC, AIDS Fund, UNICEF e o Governo da Índia estão a lançar uma iniciativa de telemedicina para prestar serviços a famílias como a dela. UNICEF India/2013 Página 18 Uma mulher sul-africana que vive com HIV segura a pílula que toma diariamente para o TARV uma abordagem inovadora que acaba com a necessidade de um regime diário de várias pílulas. UNICEF South Africa/2013/Marinovich Página 20 Uma mulher que vive com HIV abraça a sua filha num hospital em Moundou, no Chade. A mãe participou no programa de eliminação da transmissão vertical (EMTCT) e a criança está livre do HIV. UNICEF/NYHQ /Esteve Página 21 Duas crianças brincam no Centro de Assistência do Dia de Kaldirgoch, apoiado pelo UNICEF em Tashkent, Uzbequistão. O Centro oferece atendimento e serviços médicos para crianças vivendo com o HIV e suas famílias. UNICEF/NYHQ /Pirozzi Fotos adicionais na versão electrónica deste relatório Uma menina de oito anos vivendo com o HIV na cidade de Ruilin na China, é abraçada pela embaixadora do UNICEF e actriz internacional de cinema Maggie Cheung. UNICEF China/2010/Liu Notas e desenhos de crianças e trabalhadores sociais, no Centro Crianças Felizes e Adolescentes patrocinado pelo UNICEF em Freetown, Serra Leoa. UNICEF Sierra Leone/2011/Asselin Página 22 Na Zâmbia rural, um menino de dois anos de idade, vivendo com o HIV e em tratamento ARV, sorri para a tia. Ela assumiu os cuidados do menino após a morte da mãe por complicações relacionadas com o SIDA. UNICEF/NYHQ /Nesbitt Página 23 Uma enfermeira e parteira registada do Centro de Saúde de Chelstone em Lusaka, capital da Zâmbia. Os serviços do Centro incluem a prevenção da transmissão vertical. UNICEF/NYHQ /Nesbitt Fotos adicionais na versão electrónica deste relatório: Um gestor de casos de famílias vivendo com o HIV, usa o laço vermelho da campanha de consciencialização do HIV/SIDA, numa exposição na estação de comboios de Vijaywada na Índia. UNICEF/INDA /Purushotham Profissionais de saúde numa vila no Zimbabwe partem com as suas bicicletas para providenciar serviços de saúde às comunidades rurais. UNICEF/AUSNC /Tattersall Páginas Uma rapariga que vive e trabalha nas ruas de Colombo, Sri Lanka, tem um calendário de bolso distribuído num evento de consciencialização do HIV, organizado pelo Think Wise partnership. UNICEF/NYHQ /Jayasuriya Página 30 Um adolescente injecta drogas num prédio abandonado na Europa do Leste. UNICEF Serbia/2010/Maccak Fotos adicionais na versão electrónica deste relatório: Trabalhadores de sexo transexuais e adolescentes numa rua turística e popular em Laos. UNICEF Laos Uma jovem, de 15 anos, na cama de um dos quartos do bordel, onde recebe clientes em Abidjan, Costa do Marfim. UNICEF Côte d Ivoire/2013/Asselin Página 31 Um adolescente faz uma careta no momento em que o profissional de saúde recolhe uma amostra de sangue para o teste de HIV, num Centro de jovens que oferece testes gratuitos em Mondou, Chade. UNICEF/NYHQ /Esteve 82
87 Página 33 Jovens que participam no programa Clube do Laço Vermelho na Índia para a prevenção do HIV e caminham pelo Distrito de Chandrapur em Maharashtra, Índia. O clube é um fórum voluntário para a prestação de informações sobre o HIV nas aldeias. UNICEF/INDA /Crouch Fotos adicionais na versão electrónica deste relatório: Num centro juvenil em Moundou, Chade, uma rapariga ri durante uma sátira sobre a prevenção do HIV. O centro ensina aos adolescentes a protegerem-se contra o vírus e oferece teste de HIV. UNICEF/NYHQ /Esteve Adolescentes assistem a uma sessão de consciencialização sobre o HIV e o SIDA durante um seminário de prevenção na comunidade indígena Shipibo-Conibo de Nuevo Saposoa na Região Ucayali na Amazónia Peruana. UNICEF/NYHQ /Markisz Uma rapariga assiste a um seminário para educadores de HIV e SIDA num centro de serviço social apoiado pelo UNICEF, na cidade de Aden, no Iémen. UNICEF/NYHQ /Pirozzi Página 39 Um rapaz de onze anos de idade, cujos pais morreram de causas relacionadas com o SIDA, na casa de seu tio em Freetown, Serra Leoa. A criança foi expulsa da casa da sua tia quando ela soube que vivia com o HIV. UNICEF/NYHQ /Asselin Fotos adicionais na versão electrónica deste relatório: Uma menina de 15 anos de idade, que vive com o HIV, escreve na parede da casa abandonada que divide com a sua família na Ilha de Zanzibar, na Tanzânia. UNICEF/NYHQ /Noorani Páginas Uma mulher vivendo e com o HIV e a neta, de 14 anos, na sua casa numa aldeia a sul de Bulawayo, Zimbabwe. Esta é uma de muitas famílias que se beneficiam do apoio social. UNICEF/ZIMA /Pirozzi Página 44 Tenda para a prestação de tratamento anti-retroviral (TARV) no campo de Chiaquelane, distrito de Chokwé, Moçambique. UNICEF Mozambique/2013 Fotos adicionais na versão electrónica deste relatório: Uma enfermeira no município de Ouham, República Centro Africana, carrega uma criança órfã, cuja mãe morreu de causas relacionadas com o SIDA. A enfermeira cuida da criança. UNICEF/NYHQ /Grarup Uma mulher que vive com HIV fala com o pessoal do UNICEF no bairro degradado de Bouldougu nos arredores da cidade de Djibouti. UNICEF/NYHQ /Takahashi Uma rapariga de dezasseis anos, observa o campo de deslocados onde vive em Port-au-Prince, Haiti. Ela está grávida e vivendo com o HIV. UNICEF/NYHQ /Dormino ACRÓNIMOS ACNUR ARV Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas Anti-retroviral (droga) CD4 Aglomerado de células de diferenciação ou designação 4: medida de contagem de glóbulos brancos para a elegibilidade do TARV CDC Centro para Controlo e Prevenção de Doenças CMMV Circuncisão Médica Masculina e Voluntária EGPAF Fundação Elizabeth Glaser para o SIDA Pediátrico EID Diagnóstico Infantil Precoce (de HIV) EMTCT Eliminação da Transmissão Vertical (de HIV) FG Fundo Global para o Combate ao SIDA, Tuberculose e Malária FNUAP Fundo das Nações Unidas para a População GARPR Relatório de Progresso da Resposta Global do SIDA HIV Vírus da Imunodeficiência Humana IATT Equipa de Trabalho de Interagências IDS Inquéritos Demográficos e de Saúde MICS Inquérito de Indicadores Múltiplos NEPAD Nova Parceria para o Desenvolvimento de África ODM Objectivos do Desenvolvimento do Milénio OIT Organização Internacional do Trabalho OMS Organização Mundial da Saúde ONG Organização não-governamental ONUSIDA Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/SIDA PEPFAR Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio do SIDA PMA Programa Mundial de Alimentação PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PTV Prevenção da Transmissão Vertical (do HIV) SIDA Síndroma da Imunodeficiência Adquirida SMI Saúde Materna e Infantil SMS Serviço de Mensagens Curtas (mensagens de texto) TARV Terapia Anti-retroviral TB Tuberculose UNESCO Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura UNICEF Fundo das Nações Unidas para a Infância UNODC Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime VPH Vírus do Papiloma Humano
88 Pela primeira vez na história da epidemia do HIV, a comunidade global tem acumulado o conhecimento, a experiência e as ferramentas para conseguir uma geração livre do SIDA. Isso significa, uma geração em que todas as crianças nascem livres do HIV e permanecem nesse estado nas duas primeiras décadas de vida, isto é, do nascimento até a adolescência. Isso também significa que, as crianças que vivem ou estão afectadas pelo HIV têm acesso ao tratamento, protecção, cuidado e o apoio que precisam para permanecem vivas e saudáveis. Incidindo sobre a primeira e a segunda décadas de vida, o Sexto Relatório de Balanço de 2013 : Crianças e o SIDA: analisa o peso do HIV entre as crianças e os adolescentes assim como, os progressos registados, identifica as principais estratégias para acelerar o acesso à prevenção, tratamento, protecção, cuidados e apoio para crianças e adolescentes resume as oportunidades decorrentes dos avanços científicos recentes, novas tecnologias, inovações e práticas emergentes procura mobilizar esforços nacionais e internacionais para manter as crianças livres do HIV e garantir que, as crianças vivendo com o HIV permaneçam sem o SIDA. Para a obtenção de mais dados e materiais de apoio, visite: Unidos pelas crianças, Unidos contra o SIDA Fundo das Nações Unidas para a Infância 3 Praça das Nações Unidas Nova Iorque, NY 10017, USA [email protected] Website: ISBN: Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), November 2013
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