OMC reabre a Rodada de Doha. Análise Economia & Comércio

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1 OMC reabre a Rodada de Doha Análise Economia & Comércio Celeste Cristina Machado Badaró 30 de março de 2007

2 OMC reabre a Rodada de Doha Análise Economia & Comércio Celeste Cristina Machado Badaró 30 de março de 2007 Durante o Fórum Econômico Mundial, em janeiro de 2007, o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, declarou reaberta a Rodada de Doha, que estava suspensa desde julho do ano anterior. Oatual sistema de liberalização do comércio internacional começou logo após a Segunda Guerra Mundial, com a assinatura do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT, sigla em inglês), em Depois do GATT, as negociações multilaterais sobre a liberalização do comércio internacional passaram a ser feitas na forma de rodadas [Ver Histórico da OMC: construção e evolução do sistema multilateral de comércio]. Cada rodada durava alguns anos e tinha uma agenda específica para cumprir. A Rodada do Uruguai foi a última do sistema GATT e criou a Organização Mundial do Comércio (OMC), em A Rodada do Uruguai Os bens agrícolas não tinham seu comércio regulamentado pelo GATT. Assim, a Rodada do Uruguai foi uma oportunidade para os países em desenvolvimento conseguirem a liberalização do comércio na agricultura, em que eles são mais competitivos que os países desenvolvidos. A inclusão do comércio de bens agrícolas no sistema GATT não foi fácil, uma vez que também estavam em pauta dois temas que eram do interesse dos países desenvolvidos: propriedade intelectual e serviços, que também não estavam incluídos no GATT. O comércio de serviços ainda não era significante na década de 1940, mas à época da rodada eles haviam adquirido uma importância muito maior, sendo que os países desenvolvidos eram, em geral, exportadores de serviços. A questão da propriedade intelectual era importante para os países desenvolvidos porque eles são os maiores produtores de tecnologia, e queriam que existissem mecanismos que protegessem suas inovações tecnológicas 1. Durante a Rodada do Uruguai, esses temas foram usados como moeda de troca entre os negociadores: os países menos desenvolvidos abririam seus mercados para os serviços dos países mais desenvolvidos e incorporariam em suas legislações o sistema de proteção à propriedade intelectual, em troca da diminuição dos subsídios agrícolas por parte dos países desenvolvidos. Assim, ao final da Rodada do Uruguai, foi criada a OMC, tendo como pilares o já existente GATT, o Acordo Geral sobre Comércio de Serviços (GATS, sigla em inglês) e o acordo sobre Aspectos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (TRIPS, sigla em inglês). A 1 Na verdade, a ONU conta com uma Organização Mundial de Propriedade Intelectual, mas ela não tem tanto poder de garantir que os membros cumpram com as regras como o sistema GATT, e depois a OMC, têm através do Órgão de Solução de Controvérsias.

3 2 agricultura passou a ter seu comércio regulamentado pelo Acordo sobre Agricultura (AA), uma espécie de anexo aos três acordos principais e bem menos abrangentes que os outros novos. A Rodada de Doha Os países em desenvolvimento não se sentiram satisfeitos com o resultado da rodada, argumentando que, até então, haviam aberto seu mercado aos bens e serviços produzidos pelos países desenvolvidos, além de proteger a propriedade intelectual, sem receber nada em troca. Além disso, passaram a surgir diversos estudos de ONGs, como a Oxfam 2, e de organizações, como a Organização de Agricultura e Alimentos (FAO, sigla em inglês) 3 mostrando como os subsídios agrícolas dos Estados Unidos (EUA) e da União Européia (UE), que ainda eram permitidos pelo AA, prejudicavam os países menos desenvolvidos. A OMC passou a ser alvo de críticas de que ela contribuía para a desigualdade entre os países desenvolvidos, os em desenvolvimento e menos desenvolvidos. Para corrigir isso, a primeira rodada estabelecida pela OMC foi uma rodada do desenvolvimento, buscando formas de tornar o livre comércio como um motor do desenvolvimento dos países menos desenvolvidos e em desenvolvimento. Depois de uma tentativa de iniciar os trabalhos em Seattle, em 1999, que não foi possível devido a protestos em frente ao 2 ONGs internacionais de luta contra a pobreza têm uma visão muito crítica em relação à OMC, sendo responsáveis pelos protestos que atrapalharam a realização da Conferência Ministerial de Seattle. Segundo elas, em especial a Oxfam, os subsídios agrícolas praticados por países europeus e pelos Estados Unidos são responsáveis pela fome e miséria de milhões de latino-americanos, asiáticos e africanos. 3 A FAO realizou um encontro em Roma, em maio de 2000, para discutir a visão de organizações internacionais e institutos de pesquisa sobre os problemas no comércio agrícola, em especial as distorções que ainda eram permitidas pelo AA. local onde se reuniram os negociadores, a rodada do desenvolvimento teve início na cidade de Doha, Catar, em Graças a pressões exercidas pelo chamado Grupo de Cairns 4, a agricultura passou a ser a principal questão a ser tratada pela rodada. Enquanto isso, EUA e UE, que tinham liderado todas as rodadas até então, estavam mais interessados na discussão dos chamados temas de Cingapura 5. No entanto, a Rodada de Doha foi construída no formato do single undertaking 6, o que significa que, mesmo que esses atores quisessem colocar os temas de Cingapura em pauta, a rodada não terminaria até se chegar a um consenso na questão da agricultura. Na reunião ministerial de 2003, em Cancun, parecia que UE e EUA conseguiriam que pouco avanço fosse feito na questão e passariam para a negociação sobre os temas de Cingapura, tópicos que os países em desenvolvimento querem evitar. No entanto, um grupo de países em desenvolvimento, liderado por Brasil e Índia, percebendo essa possibilidade, montou o G-20, uma espécie de coalizão de veto 7, afirmando 4 O Grupo de Cairns é um conjunto de países de agricultura competitiva, criado em 1986, durante a Rodada do Uruguai. O grupo é bastante heterogêneo, sendo composto por países como Canadá, Austrália, Brasil, Indonésia, Costa Rica, Paquistão, entre outros. 5 Os temas de Cingapura são: investimento direto, compras governamentais, transparência, e política de competição. Eles têm esse nome porque foram propostos pela primeira vez na reunião ministerial de Cingapura, em O single undertaking significa que tudo o que for decidido na rodada deve ser tomado como um pacote só: não é possível a um país aceitar apenas um acordo e não os outros; e tudo que for discutido deve ser votado em conjunto, não tópico por tópico. 7 Em tese, todas as decisões da OMC devem ser feitas em consenso. No entanto, essa regra não é extremamente rígida, e várias resoluções já foram aprovadas por maioria simples ou qualificada. Ainda assim, por tradição, as negociações no âmbito da OMC buscam o consenso.

4 3 que não discutiriam nenhum assunto até conseguirem uma proposta dos EUA e da UE que diminuísse consideravelmente os subsídios à exportação e o apoio doméstico 8. A reunião de Cancun terminou num impasse. No entanto, as negociações continuaram nos comitês dentro da OMC e em reuniões de bastidores entre o chamado G-4, grupo de atores mais influentes nas negociações comerciais (EUA, UE, Brasil e Índia). Em julho de 2004, foi decidido o pacote de julho, que definia uma nova agenda para a rodada e previa redução nos três pilares, com provável eliminação de subsídios à exportação, mas não determinava prazos nem valores das reduções. O prazo para o fim da Rodada de Doha, que inicialmente era em 2003, foi adiado para o final de 2005, na conferência ministerial de Hong Kong. O prazo não foi cumprido novamente em Hong Kong, já que nenhuma das partes estava disposta a ceder. As negociações nos comitês em Genebra, sede da OMC, continuaram durante 2006, mas, em julho, o impasse chegou a tal ponto que o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, declarou que a Rodada de Doha estava suspensa. A suspensão da rodada não é favorável a ninguém, já que EUA e UE aufeririam ganhos em avançar nos temas de Cingapura e o G-20 teria interesse de maior liberalização no comércio agrícola para ter maiores ganhos de sua 8 O AA foi feito sobre três pilares : acesso a mercado (tarifas), apoio doméstico (subsídio ao produtor que vende internamente, além de outros programas para garantir um preço mínimo aos produtores ou fornecer ajuda em época de adversidades) e subsídios à exportação (subsidio voltado especificamente para tornar as exportações artificialmente competitivas), e previa diminuição diferenciada em cada um deles, variando de 15 a 36%. Essa diminuição foi considerada pequena, já que os três pilares eram muito altos antes do AA. A agenda de Doha prevê diminuição dos três. competitividade nesses produtos. Assim, durante o Fórum Econômico Mundial, em janeiro de 2007, vários países manifestaram seu interesse em retomar a Rodada de Doha. Num discurso de 27 de janeiro de 2007, Lamy declarou reaberta a rodada, e foi feita uma reunião ministerial informal. Reabertura de Doha As reuniões oficiais entre todos os países membros ainda não recomeçaram, mas o comitê de negociações agrícolas na OMC retomou seus trabalhos, e ocorrem negociações de bastidores entre os membros do G-4. Exemplos dessas negociações são: o encontro entre representantes de Brasil, EUA e Reino Unido em Londres, em fevereiro de 2007; a visita do ministro da fazenda britânico à Índia, no mesmo mês; e a visita de George W. Bush ao Brasil em março. Há um interesse geral em terminar a rodada o mais rápido possível. Isso ocorre porque vencerá em julho de 2007 a Trade Promotion Authority (TPA), que autoriza o presidente estadunidense a negociar acordos de comércio sem submetê-los à aprovação do Congresso, o que dá maior agilidade às negociações comerciais. A TPA já foi renovada pelo Congresso em ocasiões anteriores, mas vários senadores democratas, partido que acabou de conseguir maioria no Congresso e que, em geral, é mais protecionista, já afirmaram que votarão contra a renovação da TPA. Tanto Lamy quanto representantes de alguns dos membros mais ativos nas negociações já declararam a importância de se chegar a um acordo enquanto a TPA ainda está em vigor, já que os EUA são um dos principais atores na rodada e, sem a TPA, os negociadores estadunidenses terão menos liberdade para fazer possíveis concessões. Outro motivo para terminar logo as negociações é que os constantes adiamentos de prazos e a suspensão da primeira rodada depois da criação da OMC colocam em risco a reputação da

5 4 organização como fórum de negociações. Diz-se que, talvez, os países-membros sejam mais cautelosos a ceder parte de sua política comercial no ambiente mais institucionalizado que é a OMC, em oposição ao GATT. Desse modo, a OMC não seria um fórum de comércio livre tão eficaz quanto o GATT foi. Contra essa crítica, pode-se argumentar que o processo de negociação nunca foi tranqüilo durante os anos do GATT. Inclusive, a Rodada do Uruguai também foi suspensa entre 1990 e No entanto, também há fatores que podem atrasar o acordo, fazendo com que seja pouco provável o fim da rodada antes de Um deles é a eleição presidencial na França, que ocorrerá em abril de A Política Agrícola Comum (PAC) 9 é um tema muito caro aos eleitores franceses, e qualquer medida que coloque em risco a proteção recebida pelos agricultores do país não é muito bem-vista pelo eleitorado. Assim, o presidente do país, Jacques Chirac, já afirmou que usará seu poder de veto dentro da União Européia para barrar qualquer proposta que diminua significativamente a PAC. Entretanto, é possível que a UE mantenha essa postura rígida apenas até a eleição francesa, já que é pouco provável que a França consiga manter a PAC viva por muito tempo. Ela tem sido criticada internamente, por consumir boa parte dos recursos da UE (em 2002, consumia mais de 40% dos recursos da UE) numa parcela muito pequena da população. Externamente, ela tem sido criticada através de vários estudos mostrando como a PAC tem prejudicado milhões de camponeses na África, Ásia e América Latina. 9 A PAC é a política da União Européia de proteção ao produtor agrícola, através de ajudas aos produtores, restrição a importação de produtos agrícolas e manutenção de exportações artificialmente competitivas através de subsídios. Ela é alvo de críticas mesmo dentro da UE, e sua maior defensora é a França, onde o lobby agrícola é mais forte. Também pode atrasar as negociações o fato de que os membros da OMC que não fazem parte do G-4 se ressentem de não participarem das principais negociações, geralmente feitas nos bastidores ou nas malquistas reuniões chamadas de green rooms 10. É provável que eles prefiram acordo nenhum a um acordo feito apressadamente sem a participação de todos os membros da OMC. Assim, mesmo que o G-4 consiga chegar a um rascunho de resolução ministerial, ela deverá ser discutida intensamente pelos demais países-membros antes de ser aprovada. Essa discussão entre todos os membros, apesar de atrasar o fim das negociações, é sadia, evitando que a Rodada de Doha seja alvo das mesmas críticas que sua antecessora, Uruguai, recebeu: a de que as negociações comerciais do sistema GATT/OMC são excludentes. A reabertura de Doha deixa esperanças de que a rodada conseguirá cumprir parte de sua agenda ambiciosa. O cenário não é tão otimista quanto Lamy sugeriu em seu discurso, mas a rodada do desenvolvimento está longe do fracasso. Livro: Referência Arcy, François d. União Européia: Instituições, Políticas e Desafios. Rio de Janeiro: Fundação Konrad Adenauer. Sites: BBC Brasil CNN International 10 Green Rooms são reuniões informais que reúnem os principais negociadores. Em geral, saem dessas reuniões rascunhos já completos de declarações, cabendo aos demais países apenas aceitá-los ou não.

6 5 Departamento de Estado dos Estados Unidos FAO site oficial Folha online online.com.br Foreign Affairs WTO special edition G-20 Site oficial Grupo de Cairns OMC site oficial Oxfam - site oficial The Guardian Trade Observatory Ver também: 08/09/2005 Histórico da OMC: construção e evolução do sistema multilateral de comércio 08/09/2005 OMC: estrutura institucional 08/08/2006 OMC suspende rodada Doha Palavras Chaves: OMC, Doha, reabertura, agricultura, comércio, GATT, Celeste, Cristina, Badaró.

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