INTERNACIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS BRASILEIRAS NO MERCOSUL : ESTUDO DE CASO

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "INTERNACIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS BRASILEIRAS NO MERCOSUL : ESTUDO DE CASO"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO UFRJ CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E ECONÔMICAS CCJE INSTITUTO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM ADMINISTRAÇÃO COPPEAD MESTRADO INTERNACIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS BRASILEIRAS NO MERCOSUL : ESTUDO DE CASO LUIZ ANTÔNIO PINTO ORIENTADORA : PROFa. ANGELA DA ROCHA RIO DE JANEIRO 1998

2

3 iii Pinto, Luiz Antônio. Internacionalização de empresas brasileiras no Mercosul: Estudo de caso/luiz Antônio Pinto. Rio de Janeiro: UFRJ/COPPEAD, xiii, 118p. il. Dissertação Universidade Federal do Rio de Janeiro, COPPEAD, Internacionalização. 2.Empresas. 3.Mercado Comum do Sul Mercosul. 4.Estudo de Casos. I.Título. II.Tese (Mestr. UFRJ/COPPEAD).

4

5

6 vi RESUMO PINTO, Luiz Antônio. Internacionalização de Empresas Brasileiras no Mercosul : Estudo de Caso. Orientadora : Prof a. Angela da Rocha. Rio de Janeiro : UFRJ / COPPEAD, Dissertação. Este trabalho procura investigar o processo de internacionalização de empresas brasileiras, especialmente no âmbito do Mercosul, enfocando os fatores de ordem comportamental e econômica que podem influenciar a sua tomada de decisão de internacionalização e a definição do modo de entrada em um determinado mercado estrangeiro. Uma análise de um caso de empresa brasileira do setor de serviços a Amil (Assistência Médica Internacional Ltda.) que decidiu internacionalizar-se no Mercosul é feita à luz de referenciais teóricos de natureza comportamental o Modelo do Processo de Internacionalização (também conhecido como Modelo de Uppsala) e os modelos seqüenciais (ou relacionados à inovação) e de natureza microeconômica o Paradigma Eclético e a Análise de Custos de Transação.

7 vii ABSTRACT PINTO, Luiz Antônio. Internacionalização de Empresas Brasileiras no Mercosul : Estudo de Caso. Orientadora : Prof a. Angela da Rocha. Rio de Janeiro : UFRJ / COPPEAD, Dissertação. This study aims at investigating the internationalization process of Brazilian companies, specially in Mercosul, focusing on the behavioral and economic factors which may influence their internationalization decision making and entry mode definition in a specific foreign market. An analysis of a case of a Brazilian service company Amil (Assistência Médica Internacional Ltda.) that decided to internationalize its operations in Mercosul is made in the light of behavioral theoretical models like Internationalization Process Model (also known as Uppsala Internationalization Model) and sequencial models (also known as inovation related models) and microeconomic models like the Eclectic Paradigm and the Transaction Cost Analysis.

8 viii LISTA DE QUADROS Quadro Título Página I.1 Fatores da Globalização... 3 I.2 Características das Empresas Internacionais... 6 I.3 Dados do Mercosul I.4 PIB do Mercosul por Setores I.5 Empresas Brasileiras Instaladas na Argentina, e Vice-Versa, no Período de Julho de 1991 a Junho de II.1 Quatro Modelos Relacionados à Inovação II.2 Determinantes dos Estágios de Internacionalização, segundo Cavusgil (1980) II.3 Tipos de comportamento pré-exportador II.4 II.5 II.6 Modos de entrada classificados em ordem decrescente de grau de controle Fatores que influenciam a decisão da empresa entrante no mercado estrangeiro quanto à integração vertical Modos básicos de presença física de empresas brasileiras em mercados estrangeiros III.1 Condições para Escolha de Estratégia de Pesquisa IV.1 Números do Sistema Médico Particular no Brasil... 67

9 ix LISTA DE FIGURAS Figura Título Página I.1 Etapas de Integração Regional... 9 I.2 Efeitos da criação de bloco regional sobre as empresas... 9 II.1 Modelo do Processo de Internacionalização de Uppsala (adaptado de Johanson e Vahlne, 1990) LISTA DE ANEXOS Anexo Título Página I Resultados de Bilkey e Tesar (1977) 115 II Roteiro Básico de Entrevista 116 III Principais Empresas do Grupo Amil (em 1998) 118

10 x SUMÁRIO Página CAPÍTULO I INTRODUÇÃO Objetivo do estudo Importância do estudo Globalização e Internacionalização de Empresas Tipos de Empresa Internacional Internacionalização de Empresas de Serviços Regionalização e Mercosul Internacionalização de empresas brasileiras no Mercosul Organização do Estudo CAPÍTULO II REVISÃO DA LITERATURA O Modelo do Processo de internacionalização (Modelo de Uppsala) Os Modelos Relacionados à Inovação A Atividade Pré-Exportação Críticas à Teoria de Estágios do Processo de Internacionalização Born Global Firms O Paradigma Eclético Vantagens Específicas de Propriedade Vantagens de Internalização Vantagens de Localização Comparação entre o Paradigma Eclético e o Modelo do Processo de Internacionalização A Análise de Custos de Transação Especificidade dos ativos Incerteza do ambiente Outros fatores de influência sobre o grau de controle Internacionalização de Empresas de Serviços... 45

11 xi Estudos Anteriores Sobre Internacionalização de Empresas Brasileiras Leite, Rocha e Figueiredo (1988) Grael e Rocha (1988) Brasil et alli (1996) CAPÍTULO III METODOLOGIA DO ESTUDO Problema e Perguntas de Pesquisa Método de Pesquisa Condições para Escolha do Método O Método do Estudo de Caso a. Definição do Método b. Classificação do Método c. Críticas ao Método Escolha do Caso Fontes de Informação e Coleta de Dados Análise dos Dados Limitações do Estudo Limitações do Método Dificuldade de Acesso aos Dados Percepções dos entrevistados CAPÍTULO IV ESTUDO DE CASO Descrição do caso Amil O sistema de saúde pública no Brasil A criação da Amil A estratégia para o crescimento a. Novos produtos b. A comunicação com os clientes A capacitação profissional A diversificação dos negócios A internacionalização da Amil a. A ida para os Estados Unidos... 74

12 xii b. A ida para a Argentina A EAT na Argentina A Amil na Argentina O sistema de saúde pública argentino O consumidor argentino A contratação de pessoal A estratégia de comunicação da Amil na Argentina a. 1 o canal : relacionamento com os médicos b. 2 o canal : relacionamento com o sistema de saúde pública c. 3 o canal : relacionamento com os meios de comunicação d. 4 o canal : relacionamento com os meios diplomáticos e. 5 o canal : relacionamento com os meios empresariais f. 6 o canal : relacionamento com os colaboradores g. 7 o canal : relacionamento com o meio acadêmico h. 8 o canal : os brokers A imagem da Amil na Argentina A inovação em produtos e serviços Acordos / associações com empresas locais O relacionamento entre Amil Argentina e Amil Brasil A evolução da Amil Argentina Barreiras, riscos e oportunidades da Amil na Argentina Os planos para o futuro Recomendações para os entrantes no mercado argentino Análise do caso Amil Pergunta 1 : Que fatores econômicos e comportamentais influenciaram a tomada de decisão de internacionalização da empresa? Características do tomador de decisão... 93

13 xiii Estímulos percebidos à internacionalização da 94 empresa Barreiras percebidas à internacionalização Pergunta 2 : Qual o modo de entrada escolhido para o mercado estrangeiro? Análise de Custos de Transação a. Especificidade de ativos b. Incerteza c. Inovação e diferenciação d. Inseparabilidade e. Alto valor da marca Paradigma Eclético a. Vantagens Específicas de Propriedade b. Vantagens de Internalização c. Vantagens de Localização CAPÍTULO V CONCLUSÕES, LIMITAÇÕES E SUGESTÕES DE PESQUISAS FUTURAS Sumário Conclusões Limitações do Estudo Sugestões de Pesquisas Futuras REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXO I Resultados de Bilkey e Tesar (1977) ANEXO II Roteiro Básico de Entrevista ANEXO III Principais Empresas do Grupo Amil (em 1998)

14 CAPÍTULO I INTRODUÇÃO 1.1. Objetivo do estudo Este estudo busca examinar os aspectos relacionados à tomada de decisão de internacionalização por parte de empresas brasileiras, em especial no âmbito do Mercosul. Dentre esses aspectos, destacam-se os fatores, de natureza comportamental e econômica, que servem como estímulos e barreiras ao processo de internacionalização e que influenciam a escolha do modo de entrada em mercados estrangeiros Importância do estudo Ao longo das três últimas décadas, o processo de internacionalização de empresas tem sido objeto de pesquisa substancial na área de Marketing Internacional, o que reflete a sua relevância como causa e conseqüência, simultaneamente, do contexto corrente de globalização de mercados. Este estudo - que integra a linha de pesquisa sobre Estratégia de Internacionalização de Empresas Brasileiras, ligada ao Núcleo de Excelência de Internacionalização de Empresas do COPPEAD/UFRJ - justifica-se pela importância de se resgatarem as experiências de internacionalização de empresas brasileiras, especialmente no Mercosul, e da análise dos determinantes desse processo. O destaque dado ao Mercosul neste trabalho deve-se à importância estratégica desse bloco regional, principalmente em função da sua expressividade econômica e das possibilidades que ele abre em termos de intercâmbio comercial e de inserção competitiva das empresas brasileiras no cenário internacional.

15 Globalização e Internacionalização de Empresas A idéia de globalização está associada a uma série de fenômenos econômicos e sociais observados neste final de século, como a explosão das telecomunicações, o dinamismo do mercado financeiro internacional, o crescimento das empresas multinacionais e a consciência internacional sobre questões ligadas aos direitos humanos e à preservação do meio-ambiente. Embora venha sendo exaustivamente empregado nos últimos anos dentro e fora dos meios acadêmicos, o conceito de globalização é antigo, e tem estado presente ao longo da história em momentos como a expansão de antigos impérios, a difusão de idéias religiosas e a exploração comercial de mares e oceanos. Já no século passado, ao debater o aumento de poder da classe capitalista devido à expansão dos mercados mundiais, Karl Marx antecipava o que hoje se entende por globalização:... as indústrias nacionais são desalojadas por novas indústrias... que não mais empregam matérias primas nativas, mas extraídas das zonas mais remotas; indústrias cujos produtos são consumidos não mais no mercado doméstico, mas em qualquer parte do globo. No lugar de antigos desejos, satisfeitos pela produção do país, encontramos novos desejos, que requerem para sua satisfação produtos de terras e climas distantes. Em lugar da antiga exclusão e auto-suficiência local e nacional, temos o intercurso em todas as direções, a interdependência universal das nações. E assim como no plano material, acontece na produção intelectual. A criação intelectual torna-se propriedade comum... as diferenças nacionais e antagonismos entre os povos estão a cada dia desaparecendo mais e mais, devido ao desenvolvimento da burguesia, à liberdade do comércio, ao mercado mundial, à uniformidade do modo de produção e das condições de vida correspondentes a todos eles (Marx, 1977, p ) 1. 1 Essa citação aparece originalmente no Manifesto do Partido Comunista, publicado em 1848 por Marx e Engels. O ano indicado de 1977 refere-se, na realidade, a uma coletânea de textos de Marx, que se encontra especificada nas Referências Bibliográficas ao final deste trabalho.

16 3 O Quadro I.1, a seguir, mostra quatro fatores - Mercado, Economia, Governos e Empresas - que, segundo Canals (1994), agiriam simultaneamente como forças motrizes e freios ao processo corrente de globalização. Quadro I.1 : Fatores da Globalização (adaptado de Canals, 1994) Fator como Força Motriz como Freio Mercado Economia Governos Empresas convergência das necessidades de consumidores internacionais maior eficiência dos canais de distribuição economias de escala novas tecnologias transportes e infra-estrutura universalização dos mercados financeiros interdependência entre os países blocos regionais de comércio coordenação internacional de políticas econômicas supressão de barreiras tarifárias estratégias de internacionalização penetração em outros mercados. diferenças nacionais (culturais) diferenças de estrutura de mercado diferenças dos canais de distribuição economias de escala pequenas flexibilidade dos sistemas de produção política cambial protecionismo incentivos a empresas nacionais escassez de executivos com orientação global processos e organização Segundo Waters (1995), os meios pelos quais os relacionamentos globais têm sido construídos são: o comércio internacional, a produção e os investimentos em outros países, os mercados financeiros, a cooperação econômica internacional, a migração da força de trabalho e a disseminação ( ecumenismo ) de práticas organizacionais. Estes meios - articulados com o desenvolvimento de novas tecnologias nas áreas de produção, comunicações e transportes, e com as novas condições de mercado proporcionadas pelo maior grau de liberalização,

17 4 integração e competição na economia mundial - têm despertado em empresas dos mais diversos setores e países de origem o interesse em ampliarem suas atividades de um âmbito doméstico (em termos, por exemplo, de marketing e operações) para um âmbito global. Para manterem-se competitivas, as empresas precisam, mais do que nunca, estar próximas de seus clientes em qualquer parte do mundo, reforçando o antigo princípio de "o produto certo, no momento certo, no lugar certo" e, cada vez mais, ao preço certo. O termo "internacionalização de empresas" tem sido genericamente usado para evocar, de modo um tanto incompleto, esse movimento de empresas em direção a mercados estrangeiros. Reconhecendo a importância do movimento contrário, isto é, da ação do mercado externo sobre a empresa, manifestada, por exemplo, nas transferências de tecnologia e na prática de countertrade", Welch e Luostarinen (1988, p.36) definem internacionalização como "o processo de envolvimento crescente com as operações internacionais". Este envolvimento impõe desafios às empresas em relação aos riscos econômicos, financeiros e políticos assumidos no ingresso em mercados geográfica, estrutural e culturalmente distintos, e também, e principalmente, quanto à capacidade de serem competitivas num ambiente de maior rivalidade e concorrência mais acirrada em preço e qualidade de seus bens e serviços. Rivalidade e concorrência essas verificadas não somente no mercado externo, mas ainda primeiramente no mercado doméstico dessas empresas, reciprocamente acessado por empresas estrangeiras que muitas vezes apresentam uma série de vantagens em custos, qualidade e recursos para investir em pesquisa de mercado, produção e redes de distribuição. Assim, podese afirmar que a competitividade em nível doméstico é um pressuposto básico do processo de internacionalização de uma empresa. A globalização de mercados apresenta, na visão de Canals (1994), um conjunto de oportunidades e desafios às empresas. A maior convergência de gostos e necessidades dos consumidores em diferentes países, a contínua queda de barreiras comerciais, as maiores facilidades de comunicação e os menores custos de transporte aumentam rapidamente as possibilidades de expansão e diversificação de mercados para empresas de variados setores.

18 Tipos de Empresa Internacional A abordagem econômica do processo de globalização privilegia o estudo da existência e da forma das empresas internacionais e suas variações. Canals (1994), valendo-se de alguns conceitos de Levitt (1983) e Porter (1986), distingue quatro grandes tipos de empresa internacional, de acordo com suas atividades no mercado estrangeiro. O primeiro tipo é a empresa exportadora, estágio inicialmente experimentado pela maioria das empresas que se internacionalizam, especialmente as de manufatura. Esta empresa caracteriza-se pela exportação desde o seu país de origem (onde se concentram suas atividades) em direção aos mercados estrangeiros. O segundo tipo é a empresa multinacional, que explora internamente uma vantagem competitiva, diversificando suas atividades em diferentes países. Este tipo de empresa, correspondente tanto a empresas de manufatura como de serviços, costuma buscar a adaptação local de seus produtos e a descentralização de suas operações (compras, produção etc.), tentando, contudo, reproduzir em cada país o mais fielmente possível a estrutura de sua matriz. As mudanças no cenário econômico e social nas décadas de 70 e 80 - derivadas principalmente dos avanços tecnológicos em comunicações e transportes, da obtenção de importantes economias de escala em diversos processos produtivos e de uma idéia até certo ponto generalizada de homogeneização das necessidades dos consumidores em qualquer lugar do mundo - favoreceram o surgimento de um terceiro tipo de empresa, a empresa global. Esta empresa caracteriza-se pelo grande peso de suas operações no estrangeiro, sem no entanto deixar de concentrar suas atividades críticas no país de origem, ou em poucos países. A empresa global busca a padronização máxima de seus produtos, fabricando-os e vendendo-os da mesma forma em todos lugares. A partir da formação dos blocos regionais nos anos 80, as empresas se depararam com um novo desafio: concentrar suas atividades críticas e, ao mesmo tempo, ter a capacidade de adaptar-se a cada mercado local, mantendo a eficiência econômica. Este novo tipo de empresa foi denominado por Bartlett e Ghoshal (1989) empresa transnacional.

19 6 O Quadro I.2 resume as características desses quatro tipos de empresa internacional, com relação a três dimensões básicas: a concentração de atividades, o grau de adaptação às necessidades locais e a difusão da aprendizagem de experiências e inovações (ou seja, do conhecimento adquirido) pelas unidades em diferentes países. Quadro I.2 : Características das empresas internacionais (adaptado de Canals, 1994, p.110) Empresa Dimensão Concentração de atividades Adaptação local Transmissão de conhecimento Exportadora Atividades críticas centralizadas Distribuição descentralizada Reprodução das competências da matriz Desenvolvimento de conhecimento na matriz e transferência aos outros países Multinacional Descentralização Unidades nacionais independentes Grande sensibilidade a oportunidades locais Desenvolvimento e exploração local de conhecimento Global Centralização Busca de escala global Implantação de estratégias corporativas da matriz Desenvolvimento e exploração de conhecimento a partir da matriz Transnacional Dispersão Interdependência Especialização de tarefas Contribuições diferenciais das unidades nacionais para as operações globais Desenvolvimento de conhecimento em conjunto pelas unidades nacionais e exploração global Gilpin (1987) considera ultrapassado o conceito das antigas multinacionais, para as quais... o investimento direto no estrangeiro significava a propriedade e controle de subsidiárias próprias (p.256), e preconiza novos tipos de arranjos organizacionais, como o licenciamento de tecnologia entre empresas de diferentes nacionalidades, as joint ventures e a produção de componentes no estrangeiro para posterior montagem local, entre outros. O autor ressalta ainda

20 7 que as grandes corporações internacionais vêm encarando os países em desenvolvimento não mais como simples exportadores de matérias-primas, mas como mercados locais em expansão e parceiros industriais, ou mesmo rivais em potencial (p.256) Internacionalização de Empresas de Serviços Um dos aspectos mais marcantes do fenômeno da globalização é a quantidade cada vez maior de empresas de serviços que têm se internacionalizado, ou seja, que têm procurado oferecer seus serviços em países estrangeiros, seja de modo independente ou em associação com empresas locais. O destaque que o setor de serviços vem ganhando no comércio internacional nos últimos anos tem levado um número cada vez maior de pesquisadores a investigar a internacionalização de empresas de serviços e como este processo se distingue daquele que ocorre com o setor de manufatura. Os serviços eram considerados, até há relativamente pouco tempo, atividades com poucas possibilidades de exportação ou negociação à distância, em função da idéia de que precisavam, em geral, ser produzidos e consumidos simultaneamente, isto é, que exigiam alto grau de interação entre prestador e cliente. O rápido avanço da tecnologia de informação, atuando em conjunto com a redução dos custos de comunicação e transportes, tem, contudo, modificado essa idéia e impulsionado a chamada revolução dos serviços. Braga (1996) destaca as duas idéias-chave desta revolução : a rápida expansão dos serviços intensivos em conhecimento ( knowledge-based services ) - como seguros, educação e assistência médica - e a crescente possibilidade de prestação de serviços a distância, graças ao desenvolvimento, por exemplo, de redes eletrônicas de comunicação a distância de baixo custo, como a Internet. Segundo Braga (1996), o investimento direto no estrangeiro tem sido o modo preferido de presença internacional de várias empresas de serviços, muitas vezes em função das estratégias de seus clientes. A presença de prestadores de serviços eficientes no estrangeiro é um pressuposto da estratégia de grandes exportadores, que dependem cada vez mais da redução dos ciclos de produção,

21 8 de pronta entrega e de serviços de pós-venda, o que tem tornado o investimento direto de empresas de serviços ligadas a infra-estrutura (como comunicações e transportes) cada vez mais atraente. Finalmente, o autor afirma que o número crescente e a diversidade de serviços intensivos em informação, a viabilidade técnica de novos serviços a longa distância e o dinamismo dos investimentos diretos no exterior e da demanda global por softwares sugerem que o mercado para serviços de longa distância continuará a crescer (p.36) Regionalização e Mercosul Os anos 90 têm sido marcados pela formação ou consolidação de blocos regionais (como a União Européia, o Nafta e o Mercosul, entre outros), cujos objetivos principais são explorar a complementaridade das economias dos seus países-membros e substituir suas negociações diretas com terceiros países por negociações entre blocos, procurando assim fortalecer a posição e aumentar a competitividade e a participação de todos esses países-membros no comércio internacional. As etapas genéricas de desenvolvimento da integração regional estão indicadas na Figura I.1 Canals (1994) aborda os efeitos que a formação de um bloco regional pode ter sobre as empresas de seus países-membros. Com a eliminação das barreiras comerciais, há uma redução de custos e de preços, que favorece o aumento da demanda, que por sua vez leva ao aumento da produção e conseqüentemente à obtenção de economias de escala, as quais reforçam esse mecanismo, esquematicamente representado na Figura I.2. Outro importante efeito derivado da formação do bloco regional é a necessidade de reestruturação das empresas, como resposta ao aumento do mercado e da própria concorrência.

22 9 Figura I.1 : Etapas de Integração Regional Progressão Zona de Livre Comércio Supressão de barreiras tarifárias e Controle de fronteiras x Tarifa externa comum para terceiros países União x x Aduaneira Livre circulação de fatores de produção Mercado x x x Comum Harmonização de políticas econômicas União x x x x Econômica Unificação política e institucional União x x x x x Política Fonte : Simonsen Associados (1998, p.14) Figura I.2: Efeitos da criação de bloco regional sobre as empresas (adaptado de Canals, 1994) Eliminação de barreiras Redução de custos Redução de preços Aumento da demanda Economias de escala Aumento da produção

23 10 O impulso de integração dos países do Cone Sul do continente americano acompanha uma tendência mundial de abertura econômica, ao eliminar barreiras nacionais e protecionistas e buscar ajustes estruturais que permitam o ingresso harmonioso dos países da região na comunidade internacional. Nas últimas décadas, uma série de acordos - como a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), criada em 1960, e a Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), criada em tentaram promover uma maior integração política e econômica e um maior incentivo ao comércio intra-regional na América Latina. Contudo, fatores diversos, como a dificuldade em cumprirem-se os prazos estabelecidos, a insistência na manutenção de barreiras protecionistas e o isolamento político, econômico e cultural mútuo fomentado pelos regimes autoritários vigentes por vários anos em quase toda a região, levaram a maior parte dessas iniciativas a um relativo insucesso. Os primeiros passos para uma integração mais efetiva dos países do Cone Sul, concomitantes com o processo de redemocratização da região, foram formalizados com a assinatura, em julho de 1986, em Buenos Aires, do Programa de Integração e Cooperação Econômica (PICE) entre Argentina e Brasil, num total de vinte e quatro protocolos e uma série de anexos que abrangiam matérias como bens de capital, comércio, cooperação industrial, cultural e tecnológica, comunicações, transportes, administração pública, planejamento econômico e social etc. Algum tempo depois, em novembro de 1988, foi assinado pelos dois países o Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento, que previa a criação de um mercado comum, com a remoção de todos os obstáculos tarifários e não-tarifários ao comércio de bens e serviços, em um prazo máximo de dez anos. Este prazo viria a ser encurtado quando, em 1991, decidiu-se antecipar para 31 de dezembro de 1994 o estabelecimento do mercado comum bilateral. O impacto do processo de integração bilateral entre as duas maiores economias do continente sul-americano foi tão grande que despertou o interesse de Paraguai e Uruguai, receosos de um isolamento geográfico, econômico e comercial, em unirem-se a esse novo contexto de regionalização. Assim, em 26 de março de 1991, foi assinado o Tratado de Assunção, pelo qual Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai criavam oficialmente o Mercado Comum do Sul - o Mercosul. Em 1996,

24 11 Bolívia e Chile viriam a se unir ao bloco, na condição de sócios. Na forma de mercado comum, o Mercosul prevê a eliminação de barreiras alfandegárias (tarifárias e não-tarifárias) entre seus países-membros, a adoção de tarifas externas comuns em relação a terceiros países e blocos e a livre circulação de fatores de produção (trabalho e capital). Na realidade, contudo, as diferenças nas estruturas produtivas e nas práticas comerciais dos quatro países-membros levaram à necessidade de estabelecimento de uma lista de exceções ao livre comércio e de um período de transição mais dilatado para a adoção da tarifa externa comum para alguns setores 2. Outro obstáculo a ser vencido é a burocracia que dificulta a movimentação de pessoas entre os países, em razão, por exemplo, da exigência de vistos de trabalho praticamente nos mesmos moldes do que ocorria antes da criação do Mercosul. Finalmente, permanece ainda a necessidade de aperfeiçoamento e harmonização das legislações nacionais (por exemplo, trabalhistas, fiscais e de marcas e patentes) e das regras para investimento estrangeiro nos países-membros, para que o Mercosul possa funcionar efetivamente como um mercado comum 3. Entre os principais resultados do Mercosul como o aproveitamento mais eficaz dos recursos produtivos, a aceleração do desenvolvimento tecnológico e uma maior coordenação das políticas macroeconômicas dos seus países-membros destaca-se a consolidação de um grande mercado, cujos números podem ser vistos nos Quadros I.3 e I.4. De fato, o comércio intra-mercosul cresceu cerca de 400% entre 1990 e 1997, passando de US$ 4,1 bilhões para US$ 20,2 bilhões; no que se refere apenas ao comércio entre Brasil e Argentina, o crescimento foi ainda mais expressivo, com um salto de US$ 2,1 bilhões para cerca de US$ 15 bilhões no mesmo período 4. 2 Atualmente, a zona de livre comércio entre os quatro países atinge cerca de 85% dos produtos, e cada país tem sua lista de exceções. O setor automobilístico deverá ter um regime aduaneiro comum no ano 2000, enquanto os bens de capital terão uma tarifa comum de 14% no ano 2001 e os bens de informática de 16% no ano Ver matéria sobre esse assunto na Revista Veja, de 25/02/98, p Gazeta Mercantil Latino-Americana, ano 3, n.104, 13 a 19/04/98, p.9-10

25 12 Quadro I.3 : Dados do Mercosul País Argentina Brasil Paraguai Uruguai Mercosul Superfície (km 2 ) População em 1996 (milhões de habs.) 35,2 161,4 5,0 3,2 204,8 Índices macroeconômicos (1996) PIB (US$ bilhões) 294,7 748,9 9,7 18, ,5 Renda per capita (US$/hab) Exportações de bens e serviços (US$ bilhões) Importações de bens e serviços (US$ bilhões) Estrutura da Economia (1996) 27,1 49,4 2,0 3,3-28,0 59,2 2,5 3,6 - Setor Primário (%) 6,0 14,0 23,7 8,9 - Setor Secundário (%) 30,7 35,9 22,1 26,4 - Setor Terciário (%) 63,3 50,0 54,2 64,7 - Qualidade de Vida (1996) População urbana (%) 88,4 78,9 53,1 90,5 - Analfabetismo (%>15 anos) Expectativa de vida (anos) Setor de Saúde Gastos com saúde (1995) (% do PIB) 10,6 7,4 4,3 8,5 - Hab./ médico (1994) Hab./ leito hospitalar (1994) Fonte : World Development Indicators CD-ROM, World Bank, 1998

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Fernando Veloso IBRE/FGV Book Launch of Surmounting the Middle Income Trap: The Main Issues for Brazil (IBRE/FGV e ILAS/CASS) Beijing, 6 de Maio

Leia mais

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 1 A Situação Industrial A etapa muito negativa que a indústria brasileira está atravessando vem desde a crise mundial. A produção

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno.

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno. 1. ASPECTOS GERAIS Comércio é um conceito que possui como significado prático, trocas, venda e compra de determinado produto. No início do desenvolvimento econômico, o comércio era efetuado através da

Leia mais

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI Como pode cair no enem A desconcentração industrial verificada no Brasil, na última década, decorre, entre outros fatores,

Leia mais

BLOCOS ECONÔMICOS. O Comércio multilateral e os blocos regionais

BLOCOS ECONÔMICOS. O Comércio multilateral e os blocos regionais BLOCOS ECONÔMICOS O Comércio multilateral e os blocos regionais A formação de Blocos Econômicos se tornou essencial para o fortalecimento e expansão econômica no mundo globalizado. Quais os principais

Leia mais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais João Carlos Ferraz BNDES 31 de agosto de 2008 Guia Contexto macroeconômico Políticas públicas Perpectivas do investimento

Leia mais

Aula 9.1 Conteúdo: Tentativas de união na América Latina; Criação do Mercosul. FORTALECENDO SABERES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES

Aula 9.1 Conteúdo: Tentativas de união na América Latina; Criação do Mercosul. FORTALECENDO SABERES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Aula 9.1 Conteúdo: Tentativas de união na América Latina; Criação do Mercosul. 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Habilidade:

Leia mais

Metodologia. Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Público Alvo: Amostra: 500 entrevistas realizadas. Campo: 16 a 29 de Setembro de 2010

Metodologia. Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Público Alvo: Amostra: 500 entrevistas realizadas. Campo: 16 a 29 de Setembro de 2010 Metodologia Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Através de e-survey - via web Público Alvo: Executivos de empresas associadas e não associadas à AMCHAM Amostra: 500 entrevistas realizadas Campo: 16

Leia mais

PROGRAMAS DAS UNIDADES CURRICULARES. Análise de Informação Económica para a Economia Portuguesa

PROGRAMAS DAS UNIDADES CURRICULARES. Análise de Informação Económica para a Economia Portuguesa MESTRADO EM ECONOMIA PORTUGUESA E INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL PROGRAMAS DAS UNIDADES CURRICULARES UNIDADES CURRICULARES OBRIGATÓRIAS Análise de Informação Económica para a Economia Portuguesa 1. Identificação

Leia mais

O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil

O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil Davi Almeida e Rodrigo Ventura Macroplan - Prospectiva, Estratégia & Gestão Artigo Publicado em: Sidney Rezende Notícias - www.srzd.com Junho de 2007 Após duas décadas

Leia mais

POLÍTICA DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

POLÍTICA DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA POLÍTICA DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA ESTEVÃO FREIRE estevao@eq.ufrj.br DEPARTAMENTO DE PROCESSOS ORGÂNICOS ESCOLA DE QUÍMICA - UFRJ Tópicos: Ciência, tecnologia e inovação; Transferência de tecnologia; Sistemas

Leia mais

AVII 8º ANO Globalização Qual é a mais próxima da realidade? Como será o futuro? Escola do futuro de 1910 Cidade-prédio de 1895 A era das redes aumentou ou diminuiu o tamanho do mundo?

Leia mais

Exemplos de Marketing Global. Coca-Cola, Philip Morris, DaimlerChrysler. McDonald s, Toyota, Ford, Cisco Systems

Exemplos de Marketing Global. Coca-Cola, Philip Morris, DaimlerChrysler. McDonald s, Toyota, Ford, Cisco Systems Fundamentos de Marketing Global Parte 01 O significado de Marketing Global Uma empresa global bem-sucedida deve ser capaz de pensar globalmente e agir localmente. Marketing global pode incluir uma combinação

Leia mais

Desindustrialização e Produtividade na Indústria de Transformação

Desindustrialização e Produtividade na Indústria de Transformação Desindustrialização e Produtividade na Indústria de Transformação O processo de desindustrialização pelo qual passa o país deve-se a inúmeros motivos, desde os mais comentados, como a sobrevalorização

Leia mais

Mercado de Divisas e

Mercado de Divisas e Mercado de Divisas e Taxa de Câmbio Agentes do Mercado de Câmbio Taxa de Câmbio Nominal e Real Taxa de Câmbio Fixa e Flexível http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ Agentes do Mercado Cambial Todos

Leia mais

Planejamento Estratégico

Planejamento Estratégico Planejamento Estratégico Análise externa Roberto César 1 A análise externa tem por finalidade estudar a relação existente entre a empresa e seu ambiente em termos de oportunidades e ameaças, bem como a

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES

A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES A INFLUÊNCIA DA BOLSA AMERICANA NA ECONOMIA DOS PAÍSES EMERGENTES JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico, Economia

Leia mais

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E Prof. Marcelo Mello Unidade III DISTRIBUIÇÃO E TRADE MARKETING Canais de distribuição Canal vertical: Antigamente, os canais de distribuição eram estruturas mercadológicas verticais, em que a responsabilidade

Leia mais

Seus serviços vão além das fronteiras?

Seus serviços vão além das fronteiras? Seus serviços vão além das fronteiras? Negócios Internacionais Oportunidades para o setor de serviços Globalização Transformações de ordem política, econômica e cultural mundial Mais intensidade nas últimas

Leia mais

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS ANEXO 1 MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS Este documento serve como base orientadora para a apresentação de propostas de Arranjos Produtivos Locais para enquadramento no

Leia mais

Parte V Financiamento do Desenvolvimento

Parte V Financiamento do Desenvolvimento Parte V Financiamento do Desenvolvimento CAPÍTULO 9. O PAPEL DOS BANCOS PÚBLICOS CAPÍTULO 10. REFORMAS FINANCEIRAS PARA APOIAR O DESENVOLVIMENTO. Questão central: Quais as dificuldades do financiamento

Leia mais

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica

Desafios para a Indústria Eletroeletrônica Desafios para a Indústria Eletroeletrônica 95 O texto aponta as características das áreas da indústria eletroeletrônica no país e os desafios que este setor tem enfrentado ao longo das últimas décadas.

Leia mais

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas Análise Economia e Comércio / Desenvolvimento Carolina Dantas Nogueira 20 de abril de 2006 O processo de abertura comercial da China:

Leia mais

Secretaria de Estado da Administração e da Previdência Departamento de Recursos Humanos Escola de Governo do Paraná SÍNTESE DAS EMENTAS PROPOSTAS

Secretaria de Estado da Administração e da Previdência Departamento de Recursos Humanos Escola de Governo do Paraná SÍNTESE DAS EMENTAS PROPOSTAS 1º MÓDULO: SÍNTESE DAS EMENTAS PROPOSTAS Economia e Sociedade do Conhecimento: Conceitos básicos: economia da informação e conhecimento. Investimentos tangíveis e intangíveis. Gestão do Conhecimento e

Leia mais

Capítulo 03 Mercados regionais

Capítulo 03 Mercados regionais Capítulo 03 Mercados regionais As organizações decidem atuar no mercado global quando sabem que o crescimento externo será maior do que o interno. Nesse sentido, a China é um dos mercados para onde as

Leia mais

Investimento internacional. Fluxos de capitais e reservas internacionais

Investimento internacional. Fluxos de capitais e reservas internacionais Investimento internacional Fluxos de capitais e reservas internacionais Movimento internacional de fatores Determinantes da migração internacional: diferencial de salários; possibilidades e condições do

Leia mais

Glauco Arbix Observatório da Inovação Instituto de Estudos Avançados - USP. Senado Federal Comissão de infra-estrutura Brasília, 10.08.

Glauco Arbix Observatório da Inovação Instituto de Estudos Avançados - USP. Senado Federal Comissão de infra-estrutura Brasília, 10.08. No mundo mundo de hoje, é preciso preciso correr muito pra ficar no mesmo mesmo lugar. (Rainha (Rainha Vermelha Vermelha para a Alice) Glauco Arbix Observatório da Inovação Instituto de Estudos Avançados

Leia mais

Estudo sobre Empreendedorismo e Criação de Emprego em Meio Urbano e Fiscalidade Urbana - Apresentação de resultados 13 /Novembro/2012

Estudo sobre Empreendedorismo e Criação de Emprego em Meio Urbano e Fiscalidade Urbana - Apresentação de resultados 13 /Novembro/2012 Estudos de Fundamentação do Parecer de Iniciativa Competitividade das Cidades, Coesão Social e Ordenamento do Território Estudo sobre Empreendedorismo e Criação de Emprego em Meio Urbano e Fiscalidade

Leia mais

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 901491 - EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução da teoria organizacional

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 1 2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Fundamentos da Vantagem Estratégica ou competitiva Os sistemas de informação devem ser vistos como algo mais do que um conjunto de tecnologias que apoiam

Leia mais

Estratégia Internacional

Estratégia Internacional Estratégia Internacional Professor: Claudemir Vasconcelos Aluno: Sergio Abreu Estratégia Internacional A internacionalização não se limita somente ao Comércio exterior (importação & exportação); é operar

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Evolução de Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução

Leia mais

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR Cada um de nós, na vida profissional, divide com a Essilor a sua responsabilidade e a sua reputação. Portanto, devemos conhecer e respeitar os princípios que se aplicam a todos.

Leia mais

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 CAP. 02 A Dinâmica dos espaços da Globalização. (9º ano) *Estudaremos a difusão do modo capitalista de produção, ou seja, do modo de produzir bens e

Leia mais

Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência

Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência Contribuição da TIA/TEC-LA para a ANATEL sobre o gerenciamento do espectro de rádio-frequência Sendo uma organização que representa os interesses de fabricantes e fornecdores de produtos e sistemas para

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO DEFINIÇÃO

GLOBALIZAÇÃO DEFINIÇÃO DEFINIÇÃO O termo globalização surgiu no início dos anos 80, nas grandes escolas de administração de empresas dos Estados Unidos (Harvard, Columbia, Stanford, etc.), como referência às oportunidades de

Leia mais

Vantagens e Benefícios das parcerias internacionais

Vantagens e Benefícios das parcerias internacionais Vantagens e Benefícios das parcerias internacionais Nicola Minervini Santa Catarina, 02-05/12/2014 Sumario Desafios da empresa Ferramentas para a competitividade O porque das alianças Formas de alianças

Leia mais

Capítulo 12. Dimensão 7: Aprendizado com o Ambiente. Acadêmica: Talita Pires Inácio

Capítulo 12. Dimensão 7: Aprendizado com o Ambiente. Acadêmica: Talita Pires Inácio Capítulo 12 Dimensão 7: Aprendizado com o Ambiente Acadêmica: Talita Pires Inácio Empresa ABC Crescimento atribuído a aquisições de empresas de menor porte; Esforços de alianças estratégicas e joint-ventures

Leia mais

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÕES

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÕES 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÕES O modelo tradicional do setor elétrico estruturado através de monopólios naturais verticalizados foi a principal forma de provisionamento de energia elétrica no mundo

Leia mais

O COMÉRCIO EXTERIOR DO BRASIL

O COMÉRCIO EXTERIOR DO BRASIL International Seminar & Book Launch of "Surmounting Middle Income Trap: the Main Issues for Brazil" Institute of Latin American Studies (ILAS, CASS) Brazilian Institute of Economics at Getulio Vargas Foundation

Leia mais

Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005.

Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005. Cooperação empresarial, uma estratégia para o sucesso Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005. É reconhecida a fraca predisposição

Leia mais

MARKETING INTERNACIONAL

MARKETING INTERNACIONAL MARKETING INTERNACIONAL Produtos Ecologicamente Corretos Introdução: Mercado Global O Mercado Global está cada dia mais atraente ás empresas como um todo. A dinâmica do comércio e as novas práticas decorrentes

Leia mais

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Prof. Onivaldo Izidoro Pereira Finanças Corporativas Ambiente Econômico Em suas atividades uma empresa relacionase com: Clientes

Leia mais

REDES DE PEQUENAS EMPRESAS

REDES DE PEQUENAS EMPRESAS REDES DE PEQUENAS EMPRESAS As micro, pequenas e médias empresas, em decorrência da globalização e suas imposições,vêm buscando alcançar vantagem competitiva para sua sobrevivência no mercado. CONTEXTO

Leia mais

A Cooperação Energética Brasil-Argentina

A Cooperação Energética Brasil-Argentina 9 A Cooperação Energética Brasil-Argentina + Sebastião do Rego Barros + Rodrigo de Azeredo Santos Os atuais desafios brasileiros na área energética fizeram com que as atenções de técnicos, investidores,

Leia mais

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO 30.1. O comércio e a indústria, inclusive as empresas transnacionais,

Leia mais

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: joselia@unoeste.br

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: joselia@unoeste.br Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 141 A LOGÍSTICA COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO Douglas Fernandes 1, Josélia Galiciano Pedro 1 Docente do Curso Superior

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

Negócios Internacionais

Negócios Internacionais International Business 10e Daniels/Radebaugh/Sullivan Negócios Internacionais Capítulo 3.2 Influencia Governamental no Comércio 2004 Prentice Hall, Inc Objectivos do Capítulo Compreender a racionalidade

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Nome da disciplina Evolução do Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação;

Leia mais

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Pequenas e Médias Empresas no Canadá Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios De acordo com a nomenclatura usada pelo Ministério da Indústria do Canadá, o porte

Leia mais

A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS

A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS www.observatorioasiapacifico.org A ASSOCIAÇÃO DAS NAÇÕES DO SUDESTE ASIÁTICO E SEU AMBIENTE DE NEGÓCIOS Ignacio Bartesaghi 1 O debate na América Latina costuma focar-se no sucesso ou no fracasso dos processos

Leia mais

Conjuntura do Leite Demanda de Importações

Conjuntura do Leite Demanda de Importações ARQ_86.DOC Conjuntura do Leite Demanda de Importações Março/95 ÍNDICE Págin a 1. INTRODUÇÃO... 3 2. O LEITE E AS POLÍTICAS PÚBLICAS... 3 3. COMPETITIVIDADE INTERNACIONAL DOS DERIVADOS DO LEITE... 5 4.

Leia mais

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO ÍNDICE 11. PRESSUPOSTO BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO 25 NO ALENTEJO pág. 11.1. Um sistema regional de inovação orientado para a competitividade

Leia mais

China e África: Será que a lua-de-mel vai continuar?

China e África: Será que a lua-de-mel vai continuar? China e África: Será que a lua-de-mel vai continuar? Wenjie Chen e Roger Nord 21 de dezembro de 2015 A promessa recente de apoio financeiro no valor de USD 60 mil milhões ao longo dos próximos três anos

Leia mais

Brasil-China: Uma Agenda de

Brasil-China: Uma Agenda de Brasil-China: Uma Agenda de Colaboração Jorge Arbache BNDES Palácio do Itamaraty, Rio de Janeiro, 17 de junho de 2011 1 China Principal parceiro comercial do Brasil Um dos principais investidores estrangeiros

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

ELABORAÇÃO DE CENÁRIOS ECONÔMICOS E SOCIAIS. IETS Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade

ELABORAÇÃO DE CENÁRIOS ECONÔMICOS E SOCIAIS. IETS Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade ELABORAÇÃO DE CENÁRIOS ECONÔMICOS E SOCIAIS Uma proposta de trabalho para apresentação ao SESC Serviço Social do Comércio Preparada pelo IETS Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade Maurício Blanco

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

EDUCAÇÃO CORPORATIVA EM EAD: Benefícios da modalidade e-learning.

EDUCAÇÃO CORPORATIVA EM EAD: Benefícios da modalidade e-learning. EDUCAÇÃO CORPORATIVA EM EAD: Benefícios da modalidade e-learning. Autor(a): Gliner Dias Alencar Coautor(es): Joaquim Nogueira Ferraz Filho, Marcelo Ferreira de Lima, Lucas Correia de Andrade, Alessandra

Leia mais

O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA. Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt

O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA. Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt PRINCIPAIS TÓPICOS A emergência da Diplomacia Económica e suas razões As mudanças

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO. BLOG: www.boscotorres.com.br EMAIL: bosco.torres@hotmail.com. 3. Globalização 1

GLOBALIZAÇÃO. BLOG: www.boscotorres.com.br EMAIL: bosco.torres@hotmail.com. 3. Globalização 1 GLOBALIZAÇÃO CURSO: Administração DISCIPLINA: Comércio Exterior FONTE: DIAS, Reinaldo. RODRIGUES, Waldemar. Comércio Exterior Teoria e Gestão. Atlas. São Paulo: 2004. 3. Globalização 1 SUMÁRIO Globalização

Leia mais

Cadernos ASLEGIS. ISSN 1677-9010 / www.aslegis.org.br. http://bd.camara.leg.br

Cadernos ASLEGIS. ISSN 1677-9010 / www.aslegis.org.br. http://bd.camara.leg.br ASSOCIAÇÃO DOS CONSULTORES LEGISLATIVOS E DE ORÇAMENTO E FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Cadernos ASLEGIS ISSN 1677-9010 / www.aslegis.org.br http://bd.camara.leg.br Glohalização das finanças:

Leia mais

Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname

Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname Acordo-Quadro de Associação entre o MERCOSUL e a República do Suriname A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai, a República Oriental do Uruguai, a República Bolivariana

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR PROJETO INTEGRADOR 1. INTRODUÇÃO Conforme as diretrizes do Projeto Pedagógico dos Cursos Superiores de Tecnologia da Faculdade Unida de Suzano

Leia mais

Pequenas e Médias Empresas na Guatemala. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Pequenas e Médias Empresas na Guatemala. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Pequenas e Médias Empresas na Guatemala Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Na Guatemala, existem várias definições fornecidas por diferentes instituições

Leia mais

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012 RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO Junho de 2012 Riscos e oportunidades para a indústria de bens de consumo A evolução dos últimos anos, do: Saldo da balança comercial da indústria

Leia mais

Resumo dos resultados da enquete CNI

Resumo dos resultados da enquete CNI Resumo dos resultados da enquete CNI Brasil - México: Interesse empresarial para ampliação do acordo bilateral Março 2015 Amostra da pesquisa No total foram recebidos 45 questionários de associações sendo

Leia mais

Rio de Janeiro: o melhor lugar para a sua empresa no Brasil

Rio de Janeiro: o melhor lugar para a sua empresa no Brasil Rio de Janeiro: o melhor lugar para a sua empresa no Brasil Thayne Garcia, Assessora-Chefe de Comércio e Investimentos (tgarcia@casacivil.rj.gov.br) Luciana Benamor, Assessora de Comércio e Investimentos

Leia mais

Seminário A economia argentina e as perspectivas das relações com o Brasil e o Mercosul Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2008

Seminário A economia argentina e as perspectivas das relações com o Brasil e o Mercosul Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2008 Seminário A economia argentina e as perspectivas das relações com o Brasil e o Mercosul Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2008 Os interesses empresariais brasileiros na América do Sul Os interesses empresariais

Leia mais

A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE

A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE AUMENTAR O INVESTIMENTO PRIVADO EM P&D ------------------------------------------------------- 3 1. O QUE É A PDP? ----------------------------------------------------------------------------------------

Leia mais

Organizações internacionais Regionais

Organizações internacionais Regionais Organizações internacionais Regionais Percurso 4 Geografia 9ºANO Profª Bruna Andrade e Elaine Camargo Os países fazem uniões a partir de interesses comuns. Esses interesses devem trazer benefícios aos

Leia mais

A nova classe média vai às compras

A nova classe média vai às compras A nova classe média vai às compras 18 KPMG Business Magazine Cenário é positivo para o varejo, mas empresas precisam entender o perfil do novo consumidor Nos últimos anos o mercado consumidor brasileiro

Leia mais

Maxi Indicadores de Desempenho da Indústria de Produtos Plásticos do Estado de Santa Catarina Relatório do 4º Trimestre 2011 Análise Conjuntural

Maxi Indicadores de Desempenho da Indústria de Produtos Plásticos do Estado de Santa Catarina Relatório do 4º Trimestre 2011 Análise Conjuntural Maxi Indicadores de Desempenho da Indústria de Produtos Plásticos do Estado de Santa Catarina Relatório do 4º Trimestre 2011 Análise Conjuntural O ano de 2011 foi marcado pela alternância entre crescimento,

Leia mais

ROSÁRIO MARQUES Internacionalizar para a Colômbia Encontro Empresarial GUIMARÃES 19/09/2014

ROSÁRIO MARQUES Internacionalizar para a Colômbia Encontro Empresarial GUIMARÃES 19/09/2014 ROSÁRIO MARQUES Internacionalizar para a Colômbia Encontro Empresarial GUIMARÃES 19/09/2014 REPÚBLICA DA COLÔMBIA POPULAÇÃO 48 Milhões SUPERFÍCIE 1.141.748 Km2 CAPITAL Bogotá 7,3 milhões PRINCIPAIS CIDADES

Leia mais

ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade

ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade ENCONTRO DE MINISTROS DA AGRICULTURA DAS AMÉRICAS 2011 Semeando inovação para colher prosperidade DECLARAÇÃO DOS MINISTROS DA AGRICULTURA, SÃO JOSÉ 2011 1. Nós, os Ministros e os Secretários de Agricultura

Leia mais

Rede de Produção de Plantas Medicinais, Aromáticas e Fitoterápicos

Rede de Produção de Plantas Medicinais, Aromáticas e Fitoterápicos Rede de Produção de Plantas Medicinais, Aromáticas e Fitoterápicos Atores envolvidos Movimentos Sociais Agricultura Familiar Governos Universidades Comunidade Científica em Geral Parceiros Internacionais,

Leia mais

Exercícios sobre Tigres Asiáticos

Exercícios sobre Tigres Asiáticos Exercícios sobre Tigres Asiáticos Material de apoio do Extensivo 1. (UNITAU) Apesar das críticas, nos últimos tempos, alguns países superaram o subdesenvolvimento. São os NIC (Newly Industrialized Countries),

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, GERAÇÃO DE EMPREGO E INCLUSÃO SOCIAL. XII Seminario del CILEA Bolívia 23 a 25/06/2006

DESENVOLVIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, GERAÇÃO DE EMPREGO E INCLUSÃO SOCIAL. XII Seminario del CILEA Bolívia 23 a 25/06/2006 DESENVOLVIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, GERAÇÃO DE EMPREGO E INCLUSÃO SOCIAL. XII Seminario del CILEA Bolívia 23 a 25/06/2006 Conteúdo 1. O Sistema SEBRAE; 2. Brasil Caracterização da MPE; 3. MPE

Leia mais

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO MBA ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE PROGRAMA GERAL. Módulo I Sociologia da saúde 30 h. Módulo IV Epidemiologia e Estatística vital 30 h

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO MBA ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE PROGRAMA GERAL. Módulo I Sociologia da saúde 30 h. Módulo IV Epidemiologia e Estatística vital 30 h CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO MBA ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE PROGRAMA GERAL Módulos Disciplinas Carga Horária Módulo I Sociologia da saúde 30 h Módulo II Economia da saúde 30 h Módulo III Legislação em saúde 30 h

Leia mais

Processo de Planejamento Estratégico

Processo de Planejamento Estratégico Processo de Planejamento Estratégico conduzimos o nosso negócio? Onde estamos? Definição do do Negócio Missão Visão Análise do do Ambiente Externo e Interno Onde queremos Chegar? poderemos chegar lá? saberemos

Leia mais

1º SEMESTRE 2º SEMESTRE

1º SEMESTRE 2º SEMESTRE 1º SEMESTRE 7ECO003 ECONOMIA DE EMPRESAS I Organização econômica e problemas econômicos. Demanda, oferta e elasticidade. Teoria do consumidor. Teoria da produção e da firma, estruturas e regulamento de

Leia mais

participação de mercado em território estrangeiro. No caso da Suzano, o produto exportado foi a celulose. Por ser commodity, não requer certo padrão

participação de mercado em território estrangeiro. No caso da Suzano, o produto exportado foi a celulose. Por ser commodity, não requer certo padrão 5 Conclusão A partir deste estudo, foi possível observar como as teorias de internacionalização puderam explicar diferentes aspectos da expansão para a China das empresas estudadas. A teoria Poder de Mercado

Leia mais

22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que

22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que Supply Chain Management SUMÁRIO Gestão da Cadeia de Suprimentos (SCM) SCM X Logística Dinâmica Sugestões Definição Cadeia de Suprimentos É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até

Leia mais

MANUTENÇÃO: VANTAGENS E DESVANTAGENS

MANUTENÇÃO: VANTAGENS E DESVANTAGENS 45º SEMINÁRIO DE ACIARIA -ABM PRIMARIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO: VANTAGENS E DESVANTAGENS Cléverson Stocco Moreira PORTO ALEGRE - MAIO/2014 CONCEITO DE MANUTENÇÃO: INTRODUÇÃO Garantir a confiabilidade e a disponibilidade

Leia mais

A ascensão dos subdesenvolvidos. Geografia Professor Daniel Nogueira

A ascensão dos subdesenvolvidos. Geografia Professor Daniel Nogueira GE GRAFIA A ascensão dos subdesenvolvidos Geografia Professor Daniel Nogueira Os grupos econômicos são grupos de países com comportamento econômico específico. Geralmente economias com aspectos semelhantes.

Leia mais

Soluções Simples www.designsimples.com.br solucoes@designsimples.com.br

Soluções Simples www.designsimples.com.br solucoes@designsimples.com.br Soluções Simples www.designsimples.com.br solucoes@designsimples.com.br C1 Introdução Este guia traz noções essenciais sobre inovação e foi baseado no Manual de Oslo, editado pela Organização para a Cooperação

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO e DOUTORADO

EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO e DOUTORADO 1 EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO e DOUTORADO MESTRADO: A) DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS DAS LINHAS 1 e 2: Organizações e Estratégia e Empreendedorismo e Mercado

Leia mais

Um parceiro de confiança / www.portugalglobal.pt BRASIL

Um parceiro de confiança / www.portugalglobal.pt BRASIL BRASIL Tendências de Mercado CURTO E MÉDIO PRAZO Contração do PIB de -0,5% para -1,1% e do PIB per capita (-0,4%) Aumento da taxa de inflação de 6,3% para 7,6% Aumento da taxa de desemprego de 4,8% para

Leia mais

As Vendas e Prestações de Serviços

As Vendas e Prestações de Serviços Disciplina: Técnicas de Secretariado Ano lectivo: 2009/2010 Prof: Adelina Silva As Vendas e Prestações de Serviços Trabalho Realizado por: Susana Carneiro 12ºS Nº18 Marketing Marketing é a parte do processo

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA A atividade empresarial requer a utilização de recursos financeiros, os quais são obtidos na forma de crédito e de

Leia mais

MOTIVAÇÕES PARA A INTERNACIONALlZAÇÃO

MOTIVAÇÕES PARA A INTERNACIONALlZAÇÃO Internacionalização de empresas brasileiras: em busca da competitividade Luis Afonso Lima Pedro Augusto Godeguez da Silva Revista Brasileira do Comércio Exterior Outubro/Dezembro 2011 MOTIVAÇÕES PARA A

Leia mais

Revisando... Segmentos antes da porteira: Insumos agropecuários Serviços agropecuários

Revisando... Segmentos antes da porteira: Insumos agropecuários Serviços agropecuários Revisando... Segmentos antes da porteira: Insumos agropecuários Serviços agropecuários Segmentos dentro da porteira: Produção agrícola Produção pecuária Segmentos depois da porteira: Agroindústria Canais

Leia mais

MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS

MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS 1 Questão: Considere uma economia na qual os indivíduos vivem por dois períodos. A população é constante e igual a N. Nessa economia

Leia mais

AEDB CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AULA 1 GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

AEDB CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AULA 1 GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS AEDB CURSO DE ADMINISTRAÇÃO AULA 1 GESTÃO DE NEGÓCIOS INTERNACIONAIS * NEGÓCIOS INTERNACIONAIS: Definição: Por negócios internacionais entende-se todo negócio realizado além das fronteiras de um país.

Leia mais

Avaliação Ambiental Estratégica em Instituições Financeiras Multilaterais

Avaliação Ambiental Estratégica em Instituições Financeiras Multilaterais Avaliação Ambiental Estratégica em Instituições Financeiras Multilaterais Garo Batmanian Banco Mundial Seminário Latino Americano de Avaliação Ambiental Estratégica Brasília, 28 de agosto de 2006 Estratégia

Leia mais

NOVOS FUNDOS COMUNITÁRIOS

NOVOS FUNDOS COMUNITÁRIOS NOVOS FUNDOS COMUNITÁRIOS Sessão de Esclarecimento Associação Comercial de Braga 8 de abril de 2015 / GlobFive e Creative Zone PT2020 OBJETIVOS DO PORTUGAL 2020 Promover a Inovação empresarial (transversal);

Leia mais

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão de Pessoas

Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão de Pessoas Programa do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu MBA em Gestão de Pessoas Apresentação O programa de Pós-graduação Lato Sensu em Gestão de Pessoas tem por objetivo o fornecimento de instrumental que possibilite

Leia mais