CONCEITOS A EXPLORAR. Ciclo da vida. Biologia celular. Populações. Finitude. Temporalidade. Liberdade. Determinismo. Ética. O sagrado.

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1 CONCEITOS A EXPLORAR H istória Conteúdos e conceitos. Historicidade. Mudança, transformação, simultaneidade e permanência. Alteridade, diversidade e respeito pela diferença. Cultura, sociedade, relação social, identidade, sociabilidade e ritual. B iologia Ciclo da vida. Biologia celular. Populações. F ilosofia Finitude. Temporalidade. Liberdade. Determinismo. Ética. O sagrado. COMPETÊNCIAS A DESENVOLVER H istória Criticar, analisar e interpretar fontes documentais de natureza diversa, reconhecendo o papel das diferentes linguagens, dos diferentes agentes sociais e dos diferentes contextos envolvidos em sua produção. Construir a identidade pessoal e social na dimensão histórica, a partir do reconhecimento do papel do indivíduo nos processos históricos simultaneamente como sujeito e como produto dos mesmos. Situar os momentos históricos nos diversos ritmos da duração e nas relações de sucessão e/ou de simultaneidade. Comparar problemáticas atuais e de outros momentos históricos. Posicionar-se diante de fatos presentes a partir da interpretação de suas relações com o passado.

2 B iologia Formular questões a partir de situações reais e compreender aquelas já enunciadas. Apresentar suposições e hipóteses acerca dos fenômenos biológicos em estudo. Reconhecer a Biologia como um fazer humano e, portanto, histórico, fruto da conjunção de fatores sociais, políticos, econômicos, culturais, religiosos e tecnológicos. F ilosofia Compreender os elementos cognitivos, afetivos, sociais e culturais que constituem a identidade própria e a dos outros. Contextualizar conhecimentos filosóficos, tanto no plano de sua origem específica, quanto em outros planos: pessoal-biográfico; o entorno sócio-político, histórico e cultural; o horizonte da sociedade científico-tecnológica. INTERFACE COM OUTRAS DISCIPLINAS A rte L íngua Portuguesa G eografia Análise da produção imagética (pinturas, gravuras, esculturas, inscrições etc.) e arquitetônica (igrejas e cemitérios, por exemplo), ligadas ao tema da morte. Produção literária associada ao tema. Conseqüências populacionais do crescimento da expectativa de vida. A ntropologia Rituais e valores culturais. Q uímica Reações químicas.

3 SUGESTÕES PARA EXPLORAR O VÍDEO História Tania Regina de Luca O vídeo aborda o tema da morte cobrindo praticamente toda a história da humanidade, desde a pré-história até a sociedade contemporânea. Assim, há várias opções para trabalhar seu conteúdo: de forma integral, para discutir o que é história, ou com o uso de partes específicas. E xploração do vídeo inteiro Assista ao vídeo inteiro com os alunos e, depois, divida a turma em pequenos grupos para que trabalhem em conjunto a partir de algumas questões. Pergunte, por exemplo: Qual a opinião geral sobre o vídeo? Que aspectos chamaram mais a atenção? Abra a discussão para os grupos socializarem suas conclusões e aproveite as observações para introduzir a idéia de História e o sentido de se estudar a disciplina. Ressalte que o vídeo pode se valer da História para analisar como, no decorrer do tempo, diferentes sociedades têm lidado com a inexorabilidade da morte. Mostre que, embora a morte seja um fenômeno natural, as formas de lidar com ela são culturais e têm se alterado profundamente com a trajetória da espécie humana. Incentive os alunos a perceber que ter consciência dessas diferentes atitudes é uma oportunidade para se perceber a historicidade dos nossos valores, hábitos, comportamentos e crenças religiosas. Mostre como o estudo da história ensina a relativizar, a perceber a multiplicidade de possibilidades que a experiência humana encerra, a olhar além dos limites restritos do que está em volta e que, a partir dessa perspectiva, incentiva o respeito pela diferença, pela diversidade e pela alteridade. T rabalho com partes do vídeo A partir da riqueza de informações do vídeo, selecione um pequeno trecho para ilustrar algum conteúdo que esteja sendo estudado. Assim, se o assunto for Idade Média, trabalhe apenas os trechos dedicados a esse período. Peça aos alunos que pesquisem e comparem os rituais em torno do morto limpeza do corpo, velório, cortejo fúnebre, formas de luto e de demonstração de dor, expectativa em relação ao que ocorre depois da morte no presente e na Idade Média, por exemplo. Procure ressaltar como tais práticas culturais informam a respeito da sociedade que as produziu. Trabalhe os mesmos aspectos em culturas marcadas por diferentes crenças religiosas, como o judaísmo, islamismo, hinduísmo e cristianismo.

4 Biologia O trecho que menciona a peste bubônica como fator que praticamente dizimou a população mundial, em um marco que alterou o significado da morte para a humanidade, permite trazer à tona conteúdos e conceitos sobre populações já estudados pelos alunos. Aproveite para discutir o assunto com a classe. Ressalte para os alunos que sob o ponto de vista da natureza, os seres humanos são apenas mais um elemento biótico da biosfera, sujeitos a todos os fatores gerais que regulam o crescimento populacional. Contudo, a humanidade tem conseguido controlar alguns fatores ambientais, como no caso Maria Cristina de Araripe Sucupira da peste bubônica, da gripe espanhola etc. O enorme crescimento da população humana deve-se principalmente à diminuição da taxa de mortalidade, decorrente tanto de avanços agrícolas e tecnológicos que aumentam a produção de alimentos, como de progressos médicos e sanitários que prolongam a expectativa de vida. O aspecto negativo desse sucesso é que vivemos em um planeta finito. A superpopulação gera desconfortos e favorece a propagação de doenças, tanto em decorrência da alta densidade demográfica quanto pela impossibilidade da adoção de medidas sanitárias adequadas. Atividades 1. Solicite que os alunos, em duplas, façam um texto argumentativo sobre O ser humano e sua integração ao ambiente, baseando-se nos dados do vídeo e na discussão inicial. Peça que um aluno de cada dupla leia o texto e o coloque em discussão, orientando o debate. 2. A última parte do vídeo aborda estudos científicos e conquistas tecnológicas para a melhoria da qualidade de vida e da saúde. Divida a classe em grupos de quatro pessoas, sem juntar as duplas da atividade anterior. Peçalhes uma pesquisa sobre clonagem, envelhecimento celular, criogenia etc. definições, verdades e mitos, o que se tem efetivamente conseguido nesses assuntos, entre outras coisas nas fontes que preferirem: biblioteca, internet, revistas etc. Com o resultado, monte um painel junto com os alunos. 3. Agora, os grupos deverão confrontar os textos que cada um dos quatro membros do grupo escreveu na atividade anterior com os dados levantados, para depois produzir um único texto. Nesse texto devem estar os dados levantados pelo grupo e um consenso sobre os quatro textos. Por fim, promova uma discussão de modo a elucidar possíveis dúvidas. Filosofia João Luiz Muzinatti Discuta com os alunos a importância da morte para o ser humano. E questione-os: Qual é o papel da consciência da mortalidade na essência do humano? Em que a certeza da morte nos condiciona a agir de determinada maneira? Ressalte como o vídeo trata a contradição entre a certeza que o ser humano tem da morte e a negação da mesma. A todo momento, o ser humano luta para prolongar sua vida ou, em outras palavras, luta contra a morte. Será a nossa vida algo fundamentalmente contraditório que vem dessa consciência, mas convive sempre com esse impulso vital? Incentive os alunos a questionar os valores que norteiam suas vidas, colocando esses valores em xeque: O que é uma vida feliz? Por que nos preocupamos tanto com os ditames da moda? O que é realmente importante na nossa vida? Quais as

5 motivações para a nossa vida e o que há de errado com elas? Também discuta a questão da nossa finitude: O que é finitude? O que significa ser mortal para um ser com poderes de transformar a natureza? O que representa seguir modismos e dar atenção às opiniões das outras pessoas para quem se sabe finito? Por que existe a ética, se somos mortais? Ou será que ela existe justamente por sermos mortais e conscientes disto? Empregue recursos como canções, filmes e poemas que falem sobre tempo, existência, finitude e morte. Exemplos: a poesia Pneumotórax, de Manuel Bandeira; a canção Epitáfio dos Titãs; o filme Em algum lugar do passado, o livro O resto é silêncio, de Érico Veríssimo etc. Olhar o tema sob a perspectiva de várias formas de expressão leva os alunos a uma reflexão maior. Atividades Divida a turma em grupos e peça para produzirem poemas, desenhos e canções, imaginando como uma pessoa comum, no momento de sua morte, poderia avaliar sua vida. Quais seriam as coisas que essa pessoa guardaria como boas? Quais as que lhe trariam arrependimento? Qual teria sido seu grande acerto? Qual o grande equívoco? O que valorizou demais e nem precisaria ter priorizado? Ao exporem os trabalhos, retome a discussão inicial, encaminhando-a para o questionamento dos valores que norteiam nossas vidas. Coloque também em xeque os posicionamentos ideológicos e até a própria relação dos estudantes com o conhecimento. Incentive uma reflexão filosófica sobre algum tema específico liberdade, vontade, bem, mal, religiosidade etc. A essa altura, os alunos terão certamente subsídios para isso. C onsulte também ARANHA, Maria L. A.; MARTINS, Maria H.P. Filosofando introdução à filosofia. São Paulo, Moderna, ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. Rio de Janeiro, LTC, CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo, Ática, COSENTINO, E. N. U. Para educar é preciso pensar. São Paulo, Organon, REIS, João José. é uma festa: ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do século XIX. São Paulo, Companhia das Letras, O cotidiano da morte no Brasil oitocentista, in: ALENCASTRO, Luis Felipe. (Org.). História da vida privada no Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 1997, v. II, p THOMPSON, William I., Gaia uma teoria do conhecimento. São Paulo, Gaia, 1990.

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