Avaliação de Redução de Estande em Milho por Cupim.

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1 Avaliação de Redução de Estande em Milho por Cupim. WINDER, A. R. S. da. 1, COUTO, L. P. P. 1, SILVA A. R. da. 2, BELLIZZI, N. C. 1 BARBOSA. E. S 1. 1 Docente e acadêmicos do Curso de Agronomia da Universidade Estadual de Goiás, Rua S7, s/n, Setor Sul, Palmeiras de Goiás GO. .: 2 Embrapa Milho e Sorgo, Sete Lagoas MG. RESUMO Os cupins são insetos sociais organizados em castas e se alimentam de celulose de raízes das plantas. Por serem de difícil controle, provoca danos a plantação acarretando falhas nas lavouras. O experimento foi realizado na Universidade Estadual de Goiás, na Unidade Universitária de Palmeiras de Goiás, tendo como objetivo principal avaliar a redução de estande em área planta com 36 cultivares de milho, devido ataque de cupim, sendo elas: (DKS 390, BRS 1001, BRS 1010, BRS 1030, BRS 1031, BRS 1035, BRS 1040, BRS 2020, BRS 2022, BR 201, BR 205, BR 206, BRS 2223, BRS 3035, BRS 3060, BRS 3025, BRS 3003, P30F35, 2A106, 30F80, AG 1051, BRS 1002, P30R50, P32R48, BR 106, BRS4103, P30F53, BRS4150, AG 9040, BM 3061, 2B710, DKB 330, AS 1567, BRS 3150, BR 2114 e 2B707). O delineamento experimental utilizado foi o bloco ao acaso, sendo composta por quatro blocos. Cada parcela tinha cinco metros de comprimento com o espaçamento de vinte centímetros entre plantas. O cultivar mais atacado o 2B710 com média de 5,9% de redução de estande, seguido do BR 106 com 4,4% de redução e do BRS 3150 com 3,4% de redução. Os demais cultivares não sofreu danos por cupins. Palavras-chave: gramínea, replantio, nível de controle, cultivares, Zea mays. Os insetos são considerados praga em milho quando atingem nível populacional capaz de causar danos e de reduzir o rendimento de grãos ou diminuir a qualidade do produto. As pragas de estádios iniciais de desenvolvimento do milho podem causar danos em sementes, na fase entre a semeadura e a emergência, em plântulas, após a emergência de plantas. Essas pragas iniciais afetam a população de plantas, o que se considera o principal fator limitante na produção de milho (GASSEN, 2010). Os cupins são importante praga na cultura do milho, são insetos sociais organizados em castas e se alimentam de celulose de raízes das plantas. Por serem de difícil controle, provoca danos a plantação acarretando falhas nas lavouras. As raízes atacadas apresentam descortiçamento das camadas externas e as plantas amarelam, murcham e morte da plântula pode indicar sintomas do ataque da praga (GALLO, et al., 2002). A principal fonte alimentar é a celulose ou substâncias ligno-celulósicas sob diferentes formas e, em termos bem gerais, a digestão destas substâncias é feita com auxílio de diferentes microorganismos simbiontes intestinais. Há algumas espécies-praga em áreas urbanas, outras em zonas florestais e agrícolas, mas a maioria das espécies tem uma enorme importância ecológica nos ecossistemas tropicais. Dentre os danos diretos cupim leva a diminuição do estande, dependendo numero de plantas danificadas, muita das vezes o uso de insumo não contribuirá para aumentar a produtividade como desejado, já que parte do seu potencial produtivo foi perdido, já entre os danos indiretos os cupinzeiros podem abrigar animais peçonhentos, dificultar a movimentação 1152

2 de máquinas e animais, e depreciar a propriedade, conferindo-lhe um aspecto de abandono (VALERIO, et al,1998). O controle de cupins depende da espécie e de suas características biológicas. Os cupins de monte podem ser controlados com a injeção de inseticidas na forma de pastilha gasosa, líquida ou de pó, através de uma abertura no topo do monte, nos meses de outono e inverno, antes da fase reprodutiva ou da revoada (CRUZ, I.; WAQUIL, J. M., 2001). Diversas cultivares milho responde de diferentes maneiras ao ataque de pragas, durante o experimento foi realizado uma amostragem pós-plantio para constar como vai a respostas determina a preferência alimentar dos cupins pelas cultivares plantada na área e qual foi este índice de ataque em cada tratamento. Este experimento realizado como objetivo avaliar a redução de estande de plantas de milho, ao ataque de cupim é constar qual das 36 cultivares sofre maior perca de plantas. Material e Métodos O experimento foi realizado na Universidade Estadual de Goiás (UEG) na Unidade Universitária de Palmeiras de Goiás na safra 2009/2010, tendo como objetivo principal avaliar a redução de estande em uma área plantada com 36 cultivar de milho devido ao ataque de cupim, sendo eles: (DKS 390, BRS 1001, BRS 1010, BRS 1030, BRS 1031, BRS 1035, BRS 1040, BRS 2020, BRS 2022, BR 201, BR 205, BR 206, BRS 2223, BRS 3035, BRS 3060, BRS 3025, BRS 3003, P30F35, 2A106, 30F80, AG 1051, BRS 1002, P30R50, P32R48, BR 106, BRS4103, P30F53, BRS4150, AG 9040, BM 3061, 2B710, DKB 330, AS 1567, BRS 3150, BR 2114 e 2B707). O delineamento experimental utilizado foi o bloco ao acaso, sendo composto por quatro blocos. Cada parcela tinha cinco metros de comprimento com o espaçamento de vinte centímetros entre plantas, totalizando 25 plantas por parcela. A amostragem pós-plantio consistiu em contar as plantas quando estas apresentam quatro folhas. Para saber o estande inicial uma semana depois, foi feita outra amostragem para saber o número de plantas danificadas por cupim, anotando as informações em uma ficha. Para diagnosticar o taque de cupins, do gênero Proconitermes spp, foi observado como danos descortiçamento das camadas externa, plantas ficam amarelas, murchas e morrem. Contabilizou a percentagem de plantas de milho atacadas, da seguinte forma pegando a media de plantas em cada tratamento nos quatro blocos para saber o estande médio de plantas das cultivares de milho, logo depois foi calculado índice de ataque de cupim em cada cultivar pela porcentagem de plantas a atacadas, a fim de saber quais cultivares obtiveram maior de plantas por ataque cupins. Resultados e Discussão Os cultivares DKS 390, BRS 1001, BRS 1010, BRS 1040, BRS 2022, BR 206, 30F80, P30R50, BR 106, 2B710, DKB 330, BRS 3150 e BR 2114 tiveram redução no estande, devido os cupins, sendo o cultivar mais atacado o 2B710 com média de 5,9% de redução de estande, seguido do BR 106 com 4,4% de redução e do BRS 3150 com 3,4% de redução. Os demais cultivares não sofreu danos por cupins, então podemos constar certa preferência ao ataque as estas cultivares de milho. Na entanto observou que avia tratamentos um do lado do outro que sofreu o ataque de cupim, porém, na maior parte do ataque não foi em tratamento que esta lado a lado um do outro. Sendo podemos pensar certas cultivares pode ser mais susceptível ao ataque de cupins. 1153

3 Tabela 1. Nome de cada tratamento, como número médio de plantas em quatro blocos e numero de plantas atacadas por cupim nos quatro blocos. Tratamento Cultivares Número médio de Plantas Plantas atacadas por cupim 1 DKS ,5 0,3 2 BRS ,8 0,5 3 BRS ,8 0,8 4 BRS ,5 0,0 5 BRS ,0 0,0 6 BRS ,8 0,0 7 BRS ,5 0,5 8 BRS ,5 0,0 9 BRS ,3 0,3 10 BR ,8 0,0 11 BR ,8 0,0 12 BR ,0 0,5 13 BRS ,3 0,0 14 BRS ,8 0,0 15 BRS ,3 0,0 16 BRS ,3 0,0 17 BRS ,8 0,0 18 P30F35 23,8 0,0 19 2A106 24,5 0, F80 23,0 0,3 21 AG ,0 0,0 22 BRS ,8 0,0 23 P30R50 21,8 0,3 24 P32R48 23,8 0,0 25 BR ,5 1,0 26 BRS ,8 0,0 27 P30F53 24,3 0,0 28 BRS ,3 0,0 29 AG ,0 0,0 30 BM ,3 0,0 31 2B710 21,3 1,3 32 DKB ,8 0,3 33 AS ,3 0,0 34 BRS ,3 0,8 35 BR ,0 0,5 36 2B707 24,8 0,0 Tabela 2. Tratamentos que tiveram ataque a cupim é sua redução de estande. Palmeiras de Goiás,

4 Tratamento Cultivar % de redução de stand por cupim 01 DKS 390 1,02 02 BRS ,67 03 BRS ,16 07 BRS ,17 09 BRS ,23 12 BR 206 2,17 23 P30R50 1,09 25 BR 106 4, B710 5,88 32 DKB 330 1,2 34 BRS ,37 35 BR ,28 Figura 1. Cultivares que sofreram redução do estande por cupim. Palmeiras de Goiás,

5 Fig ura 2. Nív el de dan os, do cupi m nos 36 trat ame ntos. Pal mei ras de Goi ás, Literatura Citada CRUZ, I.; WAQUIL, J.M. Pragas da cultura do milho para silagem. IN: Produção e utilização de milho e sorgo. CRUZ, J.C. et al. Sete Lagoas-MG: Embrapa Milho e Sorgo, p VALERIO, J. R. et al. Controle químico e mecânico de cupins de montículo (Isoptera: Termitidae) em pastagens. An. Soc. Entomol. Bras. [online]. 1998, vol.27, n.1, p ISSN ANJOS, N. Entomologia Florestal: Manejo integrado de pragas florestais no Brasil. Viçosa- MG: UFV (Nota de aula). GALLO, D et al. Manual de Entomologia Agrícola. Ed. Agronômica Ceres. São Paulo p. GASSEN, N. D. Pragas iniciais em milho. Comunicado técnico Embrapa online. Disponível em: Acesso em: 26 de mai

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