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1 CONCEITO BOBATH PARA ADULTOS Profª Ms. Daniela Vincci Lopes Ruzzon INTRODUÇÃO 1943 pintor com hemiplegia grave à direita. Tratamento da espasticidade: Iniciou com vibração no deltóide = sem resultados. Movimentação passiva lenta de proximal para distal = conseguiu estender o braço todo. Conclusões: Pode-se influenciar e/ou modificar o tônus muscular através do manuseio. Trabalhando proximalmente na cintura escapular pode-se influenciar e reduzir a espasticidade de todo o braço. INTRODUÇÃO Desenvolvimento das técnicas de tratamento para reduzir a espasticidade: Padrão de inibição reflexa (PIR): posturas estáticas para inibir padrões patológicos a espasticidade retornava quando o paciente era solto. Pontos-chave de controle: inibição parcial do tônus + estimulação de um movimento normal (facilitação). INTRODUÇÃO Atualmente = o objetivo é conseguir, durante a sessão e fora dela, a funcionalidade do paciente (o tônus se adequa como consequência). HABILITAR O PACIENTE DENTRO DE SUA FUNCIONALIDADE. FUNDAMENTOS Comportamento motor humano = indivíduo + meio ambiente + tarefas. É necessário investigar a causa da disfunção muscular. É preciso aprender os movimentos mais primitivos do tronco, antes que seja tentada a reabilitação do braço e da perna. PADRÕES TÍPICOS DA HEMIPLEGIA Cabeça flexionada para o lado plégico e rodada para o lado são; Escápula aduzida e deprimida; Ombro aduzido e rodado internamente; Cotovelo fletido, antebraço pronado; Punho fletido com desvio ulnar; Dedos fletidos e aduzidos; 1

2 PADRÕES TÍPICOS DA HEMIPLEGIA Tronco rodado para trás no lado plégico e com flexão lateral; Pelve rodada para trás no lado plégico e tracionada para cima; Quadril estendido, aduzido e rodado internamente; Joelho estendido; Pé em flexão plantar e inversão; Artelhos fletidos e aduzidos. AVALIAÇÃO Tônus muscular Arco de movimento Força muscular Padrões posturais Cabeça Tronco Membros superiores Membros inferiores AVALIAÇÃO Posição sentada Posição ortostática Mudanças de decúbito Transferência de peso e reações de equilíbrio Marcha Sensibilidade (tátil, térmica, dolorosa, placing, holding, estereognosia) visão! CAPACIDADES FUNCIONAIS PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO FUNCIONAL Qual a limitação funcional? Quais os problemas que interferem na limitação da função? Quais os componentes normais necessários para realizar a função? Quais os componentes de movimento que preciso dar ao paciente? Escolha da estratégia a ser utilizada. TRATAMENTO Fortalecer e/ou alongar musculatura. Prevenção e tratamento de dor (ombro). Treinar mudança de decúbito em todas as posições. Treinar reações de equilíbrio estático e dinâmico em todas as posições. Treinar coordenação motora grossa e fina. Treinar propriocepção e cinestesia. Aumentar a resistência à fadiga. Treinar marcha. Promover independência ao paciente (FUNÇÃO). EXEMPLOS DE EXERCÍCIOS 2

3 Passar da postura em pé para ajoelhado (HE) Passar de ajoelhado para sentado do lado sadio (HE) Mudando para sentado sobre o lado afetado (HE) Sustentando o peso no braço afetado (HE) Sentado com as pernas estendidas, inibindo a espasticidade flexora no braço (HE) Movimentação de tronco com rotação externa de ombro, inibindo a espasticidade (HE) 3

4 Inibição da retração e da depressão da escápula (HE) Deitando e sentando enfatizando a rotação de tronco (HE) Rolando para prono sobre o lado hemiplégico (HE) Rolando para supino a partir do lado sadio (HE) Rolando para prono sobre o lado sadio (HE) Rolando para prono sobre o lado afetado (HE) 4

5 Sustentando o peso em prono sobre os antebraços (HE) Passando de sentado de lado para gato (HE / HD) De gato, inibindo a retração de escápula (HE) Sentando sobre os calcanhares e voltando para gato (HE) Transferência de peso sobre a perna afetada (HE) Semi-ajoelhado sobre a perna hemiplégica (HE) 5

6 Passando para em pé (HE / HD) 6

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