Comportamento Da Pressão Arterial De Jovens Normotensos Após Realização Dos Testes De 1rm E 10rm

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1 Comportamento Da Pressão Arterial De Jovens Normotensos Após Realização Dos Testes De 1rm E 10rm Siomara F. M. de Araújo; Dyego F. Facundes; Erika M. Costa; Lauane L. Inês; Raphael Cunha. Laboratório de Fisiologia do Exercício LAFEX ESSEFEGO/UEG. Goiania Goias Brasil Palavras-chave: Pressão Arterial, teste de RM, exercício de força. 1. INTRODUÇÃO A hipertensão arterial é uma doença que atinge diversas pessoas em todo o mundo sendo um dos fatores de risco para doenças cardiovasculares e acidente vascular encefálico (LATERZA, RONDON E NEGRÃO, 2007). Segundo a VI Diretriz Brasileira de Hipertensão (2010) a Hipertensão Arterial é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares nas cidades brasileiras a sua prevalência é de 22,3% a 43,9%. O exercício físico tem sido bastante utilizado no auxílio ao tratamento dessa patologia e cada vez mais estudos científicos vêm abordando os benefícios do uso dos exercícios de força no tratamento e na prevenção da Hipertensão Arterial (POLLITO E FARINATTI, 2006), (MEDIANO et al, 2007). No entanto, para a realização do exercício de força é necessário, antes, realizar o teste de força, visto que este fornece dados acerca da força muscular do indivíduo, além de possibilitar uma prescrição e controle adequados dos exercícios a serem realizados (LIBARDI et al, 2007). Os testes de Força são de grande importância para uma prescrição de exercícios de força mais eficiente e responsiva. Tais testes são fundamentais para '

2 verificar os níveis de força muscular dos indivíduos que realizam o exercício contraresistência, como também, a sobrecarga a ser utilizada (DIAS et al, 2005). No entanto, são escassos os estudos que avaliem a relação do comportamento pressórico com os testes de Repetição Máxima. Assim, pesquisas são necessárias para verificar como a pressão arterial se comporta imediatamente após a realização de testes de força para que se possam identificar protocolos que causem menor stress pressórico após sua realização. Este estudo tem como objetivo Avaliar a Pressão Arterial de indivíduos jovens normotensos após a realização dos testes de 1 Repetição Máxima e de 10 Repetições Máximas. 2. MATERIAL E MÉTODOS Este estudo trata-se de um Ensaio Clínico controlado, de caráter experimental, desenvolvido no Laboratório de Fisiologia do Exercício - LAFEX e no Centro Poliesportivo da Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia de Goiás (ESEFFEGO) da Universidade Estadual de Goiás (UEG). O protocolo do estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Humana da Superintendência Leide das Neves (SULEIDE). A pesquisa foi realizada com uma amostra de 11 indivíduos jovensnormotensos, de ambos os sexos, estudantes matriculados na Universidade Estadual de Goiás Unu Goiânia. Como critérios de inclusão, todos os indivíduos tiveram que assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), ter entre 18 e 25 anos e não participar de nenhum tipo de atividade física sistematiza. A Pressão Arterial deveria estar em normotensão. Como critérios de exclusão: obesidade (IMC>=30Kg/m2) (OMS), diabetes mellitus, cardiopatia, limitações ortopédicas ou qualquer limitação física ou mental que impedisse a realização dos exercícios. )

3 Todos os participantes, após serem instruídos, lerem e assinarem o TCLE, foram submetidos à anamnese e avaliação física para inclusão/exclusão do estudo.ao chegarem ao local onde foi realizado o experimento, os pacientes permaneceram em repouso, em local calmo e confortável, na posição sentada por 10 minutos para a medida de Pressão Arterial pré-teste. Após aferição da pressão pré-teste os voluntários realizaram aquecimento para todos os exercícios e depois de um intervalo de 2 min. (GERAGE ET AL, 2007) o teste de 1RM, que consiste no indivíduo executar o movimento correto em uma única repetição com uma determinada carga, nos exercícios selecionados: Supino na barra; Rosca Bíceps na barra e Extensão de Joelhos sentado na máquina, logo após a realização do teste era aferida a pressão arterial pós-teste. Na segunda visita, realizada depois de um intervalo de 48 horas da primeira visita, os participantes seguiram os mesmos procedimentos da visita anterior, contudo realizarão o teste de 10 RM, que consiste no individuo realizar 10 repetições realizando o movimento correto com uma determinada carga, no caso referente a 60% da carga de 1 RM para se iniciar o teste, em todos os exercícios selecionado. Em uma terceira visita foi feita o teste controle, em que os indivíduos realizaram todos os procedimentos de aferição da pressão arterial realizados nos testes de 1RM e de 10 RM, contudo não realizaram nenhum dos testes, além disso, os voluntários da pesquisa permaneceram no local da pesquisa durante o intervalo de tempo de 30 minutos para aferição da pressão pós-teste. Esta visita também foi realizada após 48 horas da realização da segunda visita. A aferição da Pressão Arterial foi realizada com o individuo sentado, utilizando aparelho semiautomático de marca Omron 705 IT, validado pelos organismos internacionais. A PA foi aferida no braço esquerdo. Foi aferida a PA antes da realização dos testes de RM, logo após a realização de cada teste e a cada 10 minutos após a realização dos testes até a primeira meia hora contabilizada a partir da primeira aferição pós-teste.,

4 Para a análise dos dados foi utilizado à estatística descritiva em que o programa Estatístico SPSS foi utilizado. Os resultados foram demonstrados e comparados por meio de média e desvio padrão, foi utilizado o teste t-student e Anova com intervalo de confiança de 95% e significância de p<0, RESULTADOS E DISCUSSÃO Os valores obtidos na Pressão Arterial Sistólica e para a Pressão Arterial Diastólica para os testes de 1RMe momentos pré-teste e pós-testes estão na tabela 1 e no gráfico 1. Tabela 1 p<0,05; PAS = Pressão Arterial Sistólica; PAD=Pressão Arterial Diastólica, Teste de 1RM. PA Pré B S EJ 10 min. 20 min. 30 min. PAS 106 ±14 PAD 63,6 ±6,7 111,6± 15,1 62,8 ±5,4 111,1 ±13,4 62,8 ±5,4 110,5 ±12,6 64,8 ±6,9 108,2 ±13,6 65 ±7,9 105,8 ±14,3 65,3 ±8,4 102,8 ±21,1 66,8 ±9,3 Gráfico 1. PA teste de 1RM Os resultados encontrados para a PAS e PAD do teste de 10 RM e momentos pré-teste e pós-teste podem ser observados na tabela 2 e no gráfico 2. -

5 Tabela 2. PA e teste de 10 RM PA Pré B S EJ 10 min. 20 min. 30 min. PAS 98,7 ±22,2 116,9 ±12,47 113,7 ±13,39 118,05 ±17,89 112,73 ±21,56 102,55 ±14,81 106,32 ±17,88 PAD 63,7 ±5,34 58,2 ±4,19 63 ±8,07 63,18 ±4,41 63,64 ±8,20 60,59 ±7,72 63,64 ±8,19 Gráfico 2. PAS, PAD e teste de 10 RM. A partir da análise dos resultados observa-se que houve aumento significativo da PAS após a realização do teste de 1 RM em todos os exercícios: Bíceps, Supino e Extensão de Joelho, quando comparados com a Pressão Arterial pré-teste, contudo esse aumento foi significativo apenas para PAS não havendo significância nos valores obtidos para a PAD. Verificou-se, também, que a PAS aumentou significativamente após a realização do teste de 10 RM, no entanto esse aumento ocorreu apenas nos exercícios Bíceps e Extensão de Joelho, embora tenha aumentado após a realização do exercício Supino este não foi significante..

6 Não houve aumento significativo da PAD em nenhum exercício tanto para o teste de 1RM quanto para o teste de 10RM. Contudo, ocorreu diminuição significativa da PAD pós-exercício Bíceps. Resultados semelhantes foram encontrados no estudo realizado por Gerage et al (2007). Nesta pesquisa o objetivo dos autores era verificar o comportamento da PAS e da PAD durante a execução de testes de 1RM para diferentes grupamentos musculares. Foi utilizada uma amostra de 7 homens normotensos submetidos a realização do teste de 1 RM em três exercícios, supino em banco horizontal; agachamento e rosca direta bíceps. A PA foi aferida antes e depois da realização do teste em cada exercício. Os autores observaram que a PAS aumentos significativos após a realização do teste de 1RM sem, no entanto aumentar a PAD. Verificou, também, que o aumento nos níveis pressóricos de PAS logo após a realização do teste de 1RM não proporcionou riscos cardiovasculares para a amostra estudada (GERAGE et al, 2007). Outra pesquisa interessante que trata desse tema e que traz resultados significantes é a realizada por Libardiet al (2007), sua pesquisa traz como objetivo comparar as respostas hemodinâmicas e metabólicas de homens jovens submetidos a testes de 1RM e testes de 10RM no exercício de membros inferiores cadeira extensora. Foram analisados 14 indivíduos saudáveis, entre as variáveis pesquisadas estão a FC e a PAS e PAD. Os autores observaram, que a FC obteve valores significativamente maiores para o teste de 10RM, jáa PA não foi evidenciada diferenças significativas entre os testes, contudo os maiores valores foram evidenciados nos teste de 10RM. Os pesquisadores concluíram que ambos os testes possuem ajustes hemodinâmicos diferentes, mas sem apresentar respostas cardiovasculares excessivas, no entanto percebe-se que o teste de 10 RM por ter obtido os maiores valores pode levar o indivíduo a um maior desconforto durante a sua realização. 4. CONCLUSÃO Com a análise dos resultados pode-se observar que houve aumento da PAS em ambos os testes, sendo que este aumento foi significante para todos os /

7 exercícios apenas no teste de 1RM, observando assim que ambos os testes acarretam um estresse pressórico no indivíduo que o realiza. No entanto, tais dados sugerem que os dois protocolos aumentam a PA, mas este aumento não perdura nos momentos subagudos ao exercício. A partir disso é necessário que mais pesquisas sejam feitas sobre o tema, utilizando de uma amostra maior que possibilite uma verificação do comportamento da PA de forma mais adequanda. REFERENCIAS GERAGE, A. M. SCHIAVONI, D. JANUARIO, R. S. B. NASCIMENTO, M. A. CYRINO, E. S. Comportamento da pressão arterial em testes de uma repetição máxima. Revista da Educação Física.v p LATERZA, M. C. RONDON, M. U. P. B. NEGRÃO, C. E. Efeito anti-hipetensivo do exercício. Revista Brasileira de Hipertensão. v. 14 n. 2, LIBARDI, C. e col. Comparação de testes de 1 RM e 10 RMs em homens jovens treinados. Saúde em Revista. Piracicaba.v. 09. n. 22, p MEDIANO, M. F. F.; PARAVIDINO, V.; SIMÃO, R.; PONTES, F. L. E POLITO, M. D. Comportamento subagudo da pressão arterial após o treinamento de força em hipertensos controlados. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. V. 11. n 6. Niterói, POLLITO, M. D. E FARINATTI, P. T. V. Comportamento da Pressão Arterial após o exercício contra-resistência: Uma revisão sistemática sobre variáveis determinantes e possíveis mecanismo.revista Brasileira Medicina do Esporte. V. 12. n 06, DIAS, R. M. R. CYRINO, E. S. SALVADOR, E. P. CALDEIRA, L. F. S. NAKAMURA, F. Y. PAPST, R. R. BRUNA, N. GURUJAO, A. L. D. Influência do processo de familiarização para avaliação da força muscular em teste de 1 RM. Revista Brasileira de Medicina do Esporte.v. 11. n. 1,

8 Sociedade Brasileira de Hipertensão, Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Nefrologia. VI Diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial. Hipertensão

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