BIOESTATÍSTICA. Parte 5 Testes de Hipóteses

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Transcrição:

BIOESTATÍSTICA Parte 5 Testes de Hipóteses Aulas Teóricas de 05/05/2011 a 19/05/2011

5.1. Conceito de erro, estatística de teste, região de rejeição, nível de significância, valor de prova, potência do teste [testes de hipóteses põem em confronto 2 hipóteses ou afirmações] Notação alternativa H a [A hipótese nula tem de ter uma igualdade, ou seja pode ser estabelecida recorrendo a =, (hipótese simples) a ou a (hipóteses compostas). Na disciplina só vai ser abordado o caso em que à hipótese nula é simples (µ = k)]

[não rejeitar H 0 não implica provar que H 0 é verdadeira, porque continua-se a não conhecer o valor do parâmetro µ; ausência de evidência de uma coisa não é evidência de outra] Ou erro de 1ª espécie É o valor mais típico dentro dos mais usuais

Valor de Prova ou Valor-p [Exemplo: se o valor-p fosse 0,25, rejeitávamos H 0 para níveis de significância maiores que 0,25 (1%, 5%, 10%, etc)] Testes de Hipóteses para o Valor médio (uma população) - média amostral - dimensão da amostra

[Outro enunciado para a mesma situação: Verifique se o nível médio de hemoglobina é diferente de 15. Nunca se pode perguntar directamente se o nível médio de hemoglobina é 15.] Cálculo do valor-p

Exemplo: Teste de Hipóteses para a variância (uma população)

Inferência estatística sobre a diferença entre os valores médios de duas populações que há evidência [O que é equivalente a perguntar se a média da concentração máxima das duas formulações é suficientemente diferente para se considerar que há evidência que o valor médio da concentração do fármaco B é realmente superior à do fármaco A]

[Os pares de gémeos assegurariam que a diferença entre os resultados se devem única e exclusivamente à variável estudada e não a outras variabilidades individuais] Amostras Independentes:

[Note-se que como de costume H o : µ 1 =µ 2, o que é equivalente a H o : µ 1 µ 2 = 0, o que é o objectivo do teste] [Muito Importante: na hipótese alternativa não trocar a ordem de µ 1 com µ 2, têm de estar pela mesma ordem de H o ]

[Se o intervalo de confiança contém o zero é possível que µ 1 =µ 2 (contudo não temos garantias que assim o seja). Mas se o intervalo não conter o valor zero, com 100%(1-α) de confiança pode-se concluir que µ 1 µ 2 ] [Variâncias Desconhecidas Para fazer testes de hipóteses para a diferença de valores médios entre duas populações com variâncias populacionais desconhecidas é necessário saber se estas variâncias são iguais ou diferentes entre si. Este dado pode ser conhecido à partida ou não. Neste último caso é necessário realizar um teste de hipóteses para a variância, em que: H 0 : σ 1 2 =σ 2 2 vs H 1 : σ 1 2 σ 2 2 (a desenvolver mais à frente neste capítulo)] [A estimação de S p 2 é uma espécie de média ponderada, pois dá maior peso à variância da amostra com maior dimensão[

[Ou seja não foi dado o teste de hipóteses para a diferença de valores médios para duas populações normais, com variâncias desconhecidas e diferentes]

Amostras Emparelhadas:

Exemplos:

Testes de Hipóteses para a igualdade de variâncias Em [2] populações normais [É um método muito pouco robusto: só funciona para populações Normais. No caso de outros tipos de populações recorre-se a outro tipo de testes]

[Distribuição F Snedecor: Semelhante à Distribuição do qui-quadrado: Assimétrica; Só toma valores positivos; Possui dois parâmetros: Graus de liberdade do numerador; Graus de liberdade do denominador.] Exemplo: F 0,05 (5,12) = [note-se mesmo que a hipótese nula se verifique (σ 1 = σ 2 ), F 1, porque sendo as amostras diferentes s 1 2 s 2 2 ] [A última hipótese alternativa é usada com pré-teste antes de realizar um teste de hipóteses para o valor médio, para determinar se as variâncias desconhecidas são iguais ou não]

Resumo dos Intervalos de Confiança Uma população: Duas Populações:

Resumo dos testes de Hipóteses:

Análise da Variância (ANOVA) Usa-se quando existem 3 ou mais grupos; A comparação destes grupos dois a dois, através da realização de vários testes t, aumenta imenso (na ordem dos 90%) a probabilidade de erro tipo 1, pelo que se recorre a um método específico - ANOVA; É válido para populações normais ou (aproximadamente) para grandes amostras; É um método robusto (também funciona para populações razoavelmente simétricas) Com amostras pequenas de populações não normais recorrem-se a métodos não paramétricos; Inclui vários métodos, dos quais o mais simples é a Análise de Variância Simples. [factor ou critério caracteriza os indivíduos da amostra Exemplo: Ensaio clínico de 3 fármacos (A, B e C) antipiréticos para testar a sua eficácia numa dada população de indivíduos com febre. População global: indivíduos com febre; Variável tratamento: fármaco A, B e C; - 3 estratos (subpopulações) consoante o fármaco administrado; - 1 único factor: tipo de fármaco Variável resposta: números de horas necessárias para os indivíduos atingirem a temperatura normal.]

[No exemplo anterior: Nível 1 fármaco A Nível 2 fármaco B Nível 3 fármaco B ] [soma de quadrados medida de variabilidade entre amostras e dentro das amostras]

Graus de liberdade K número de grupos N amostra global [Quanto maior F, maior a evidência que algum dos valores médios é diferente, ou seja, maior a evidência contra H 0 ] Exemplo:

Desvio Padrão