TESTES DE HIPÓTESES - Generalidades

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Transcrição:

TESTES DE HIPÓTESES - Generalidades Uma hipótese estatística é uma conjectura sobre uma característica da população. Um teste de hipóteses é um procedimento estatístico que averigua se os dados sustentam uma hipótese. Bioestatística, 2007 1

As hipóteses: Num teste de hipóteses há sempre duas hipóteses: Hipótese Nula H 0 vs Hipótese alternativa H 1 Exemplo: H 0 : µ = 3 vs H 1 : µ < 3 (População Normal) Bioestatística, 2007 2

Tipos de erros: Hipótese verdadeira H 0 H 1 Decisão Rejeito H 0 Erro de tipo I do teste Não rejeito H 0 Erro de tipo II P(Erro de tipo I) = α P(Erro de tipo II) = β. Tamanho do teste ou Nível de significância: α = P(Erro de tipo I) = P(rejeitar H 0 H 0 verdadeiro). Potência do teste: 1 β = 1 P(Erro de tipo II) = P(rejeitar H 0 H 1 verdadeiro). Bioestatística, 2007 3

Exemplos de hipóteses 1. H 0 : µ = 0 vs H 1 : µ 0 (População Normal) 2. H 0 : µ = 3 vs H 1 : µ < 3 (População Normal) 3. H 0 : σ 2 = 1 vs H 1 : σ 2 > 1 (População Normal) 4. H 0 : µ = 4 vs H 1 : µ = 7 (População Normal) 5. H 0 : µ > 1 vs H 1 : µ 1 (População Normal) 6. H 0 : X Normal vs H 1 : X outra distribuição. 7. H 0 : X Normal(10, 0.4) vs H 1 : X outra distribuição. Os dois últimos exemplos designam-se habitualmente por testes de ajustamento. Tipos de hipóteses: As várias hipóteses podem ser simples ou compostas. Uma hipótese simples apenas contempla uma possibilidade (sinal de =). Iremos apenas considerar testes em que H 0 é simples. Bioestatística, 2007 4

Tipos de testes: Os testes podem ser unilaterais ou bilaterais. Nos testes unilaterais a hipótese alternativa apenas contempla possibilidades à direita ou à esquerda da hipótese nula. Exemplos de testes unilaterais à direita: H 0 : µ = 1 vs H 1 : µ > 1 H 0 : µ = 4 vs H 1 : µ = 7 Exemplos de um testes unilaterais à esquerda: H 0 : µ = 1 vs H 1 : µ < 1 H 0 : µ = 4 vs H 1 : µ = 2 Nos testes bilaterais a hipótese alternativa contempla possibilidades à direita e à esquerda da hipótese nula. Exemplo de um teste bilateral: H 0 : µ = 1 vs H 1 : µ 1 Bioestatística, 2007 5

Ingredientes: Estatística de teste: é uma estatística calculada a partir da amostra e que é usada para tomar a decisão acerca de rejeitar ou não a hipótese nula. Costuma-se representar por T. Região de rejeição (ou região crítica, RC):é o conjunto de valores da estatística de teste que nos levam a rejeitar a hipótese nula. Região de não rejeição: é o complementar da região de rejeição. Se T pertencer à região crítica rejeita-se H 0 a favor de H 1. Caso contrário não se rejeita H 0. (Dada a incerteza associada a um teste de hipóteses não se costuma dizer que se aceita H 0, mas sim que não se rejeita H 0.) Bioestatística, 2007 6

Procedimentos para a realização de um teste de hipóteses de tamanho α: 1-Procedimento com base na região de rejeição 1. Identificar o parâmetro de interesse e especificar as hipóteses H 0, H 1. 2. Escolher uma estatística de teste, T, com distribuição conhecida (admitindo que H 0 é verdadeira). 3. Identificar a região de rejeição. 4. Calcular t obs que é o valor que T assume para os dados observados. 5. Tomar uma decisão. 6. Concluir. Bioestatística, 2007 7

Concluir sempre referindo-se à hipótese alternativa. Desta forma as hipóteses (e tipo de teste) ficam sempre bem identificadas. Bioestatística, 2007 8

Exemplo 1: Teste bilateral Os tubarões são por natureza peixes de água salgada. No entanto, em alguns rios já foram vistos tubarões e várias pessoas foram violentamente agredidas por esses animais. O rio Ganges é um desses rios onde vários indianos foram já violentamente agredidos. Dada a raridade destas ocorrências não se sabe ao certo qual a espécie que se aventura a subir as águas do rio. Os biólogos crêem que se trata de uma só espécie mas não sabem ao certo qual. As suspeitas populares incidem sobre o tubarão branco, um animal que atinge os 5 m de comprimento, mas os biólogos têm dúvidas. Sabe-se que quando um tubarão ataca uma presa por vezes deixa cair um ou mais dos seus dentes. Assim, os biólogos procuraram o leito do rio e encontraram 4 dentes de tubarão. O comprimento médio destes dentes foi de 3.31cm e o respectivo desvio padrão s = 0.20. Sabendo que os dentes do tubarão branco apresentam um comprimento médio (populacional) de 3.6cm, será de considerar que estamos perante uma amostra de dentes de tubarão branco? Considere α = 0.05. H 0 : µ = 3.6 vs H 1 : µ 3.6 onde µ representa a média da distribuição dos comprimentos dos dentes. Bioestatística, 2007 9

Exemplo 2: Teste unilateral à esquerda Os biólogos desconfiam que a espécie de tubarões que invade o Ganges não é o tubarão branco mas sim o tubarão touro. Este tubarões têm menor porte mas são igualmente agressivos. Devido ao seu menor porte os seus dentes têm comprimento médio inferior aos do tubarão branco. Com base nesta amostra será de considerar que estamos perante uma amostra de dentes de tubarão branco ou de outra espécie com dentes mais curtos, como é o caso do tubarão touro? Considere α = 0.05. H 0 : µ = 3.6 vs H 1 : µ < 3.6. Bioestatística, 2007 10

Exemplo 3: Teste unilateral à direita Um viveiro produz trutas salmonadas. Os gestores do viveiro estão a introduzir alterações na dieta das trutas com vista a aumentar o peso dos animais em estado de serem capturados para consumo humano. De acordo com a dieta regular dos viveiros as trutas pesam em média 760g e apresentam um desvio padrão de 40 (valores populacionais). Um grupo de 25 trutas recém-nascidas foi sujeito à nova dieta. Quando atingiram a idade necessária para poderem ser abatidas pesaram-se e obteve-se x = 784. Supondo que a dieta não altera o desvio padrão e que os dados são bem modelados por um distribuição Normal, será de acreditar que a nova dieta faz aumentar o peso médio das trutas salmonadas (α = 0.05)? H 0 : µ = 760 vs H 1 : µ > 760 onde µ representa o peso médio das trutas sujeitas à nova dieta (populacional) Bioestatística, 2007 11

2-Procedimento alternativo com base nos intervalos de confiança (válido apenas para testes bilaterais) 1. Identificar o parâmetro de interesse e especificar as hipóteses H 0, H 1. 2. Construir um intervalo de confiança para o parâmetro. 3. Rejeitar H 0 se o valor do parâmetro especificado em H 0 não pertencer ao intervalo de confiança. (O intervalo de confiança fornece uma região de não rejeição do teste.) Bioestatística, 2007 12

3-Procedimento com base no p-value (SPSS) p-value do teste é a probabilidade de observar um valor da estatística de teste tanto ou mais afastado que o valor observado na amostra, assumindo que H 0 é verdadeira. 1. Identificar o parâmetro de interesse e especificar as hipóteses H 0, H 1. 2. Determinar o p-value do teste. (O software estatístico fornece o resultado.) 3. Rejeitar H 0 se p-value α. Não rejeitar H 0 se p-value > α. 4. Concluir. Bioestatística, 2007 13

Exemplo 4.11: Pretende-se averiguar se o diâmetro médio dos discos de travão é significativamente diferente de 322 mm. Isto corresponde a testar as hipóteses seguintes H 0 : µ = 322 vs H 1 : µ 322. No SPSS: Analyze / Compare Means / One-Sample T Test, Test value= 322 One-Sample Statistics Diametro do disco de travao N Mean Std. Deviation Std. Error Mean 128 322,00201,0108224,0009566 One-Sample Test Diametro do disco de travao Test Value = 322 99% Confidence Interval of the Mean Difference t df Sig. (2-tailed) Difference Lower Upper 2,101 127,038,002009 -,000492,004511 Bioestatística, 2007 14

Como determinar o p-value Quando a região de rejeição é da forma T > c (rejeitar para valores elevados da estatística de teste), o p-value é igual a P(T > t obs H 0 ). f T (x) H0 p-value t obs Quando a região de rejeição é da forma T < c (rejeitar para valores reduzidos da estatística de teste), o p-value é igual a P(T < t obs H 0 ). f T (x) H0 p-value t obs Bioestatística, 2007 15

Quando a região de rejeição é da forma T < c 1 ou T > c 2 (com igual probabilidade para os dois casos), o p-value é igual a { 2P(T < t obs H 0 ) se t obs for reduzido 2P(T > t obs H 0 ) se t obs for elevado. Dizer que t obs é reduzido (elevado) significa dizer que a estimativa que se obtém para o parâmetro a testar é inferior (superior) ao valor especificado em H 0. f T (x) H0 f T (x) H0 1 2 p-value 1 2 p-value 1 2 p-value 1 2 p-value t obs t obs Bioestatística, 2007 16

Exemplo 4.7: Recordemos os Exemplos 4.1 e 4.2 onde o Rocha durante uns quantos dias registou a quantidade de álcool no sangue dos clientes à saída do bar. A sua amostra tinha 125 valores com x = 0.6 e s 2 c = 0.041 e podia ser considerada como proveniente de uma população Normal. A GNR tem interesse em saber se os clientes do bar conduzem ultrapassando o valor estabelecido pela lei, ou seja 0.5mg/l. Estabeleçamos para tamanho do teste o valor típico α = 0.05. 1. H 0 : µ = 0.5 vs H 1 : µ > 0.5 onde µ representa a média da distribuição que modela a quantidade de álcool no sangue dos clientes do bar onde o Rocha trabalha. 2. Estatística de teste: T = X 0.5 S c / 125 t 124. sob H 0 Bioestatística, 2007 17

3. Uma vez que se trata de um teste unilateral à direita, rejeita-se H 0 para valores elevados de T, ou seja, se T > c. 4. t obs = 0.6 0.5 = 5.52 0.041/125 5. p-value = P(T > t obs H 0 ) = P(T > 5.52 H 0 ) = 9.4 10 8 0. 6. Como p-value< 0.05 rejeita-se H 0. Aliás, para este valor do p-value, rejeita-se H 0 para qualquer nível de significância usual. Conclui-se, ao nível de significância 0.05, que os clientes conduzem, em média, ultrapassando os limites impostos pela lei. Bioestatística, 2007 18

Exemplo 4.6 (continuação): Suponhamos que uma certa amostra forneceu x = 20.04 e s c = 0.2. Com base nesta amostra pretende-se realizar um teste de hipóteses. O tamanho de teste é pre-estabelecido, α = 0.001 (neste tipo de aplicações não se podem permitir erros com probabilidade elevada). 1. H 0 : µ = 20 vs H 1 : µ 20, onde µ representa a verdadeira média da quantidade de Fluoxetina contida nas cápsulas. 2. Estatística de teste: T = X 20 S c / 100 t 99. sob H 0 3. Rejeita-se H 0 se T for muito reduzido ou muito elevado, ou seja se T < c 1 ou T > c 2. 4. Para este exemplo x = 20.04 que é superior ao valor especificado em Bioestatística, 2007 19

H 0 : µ = 20. Assim, vamos ter um valor eventualmente elevado para a estatística de teste T. O p-value para este teste é dado por 2 P(T > t obs H 0 ) = 2 P(T > 2 H 0 ) = 0.048 5. Como este valor é superior a α = 0.001 não se rejeita H 0. Logo, ao nível de significância de 0.001, não há razões para acreditar que as cápsulas não contenham 20mg de Fluoxetina, em média. Bioestatística, 2007 20

Procedimento para transformação de p-values bilaterais em unilaterais. Por vezes o software estatístico apenas fornece o valor do p-value bilateral e nós estamos interessados em realizar um teste unilateral. Nesses casos há que transformar o p-value bilateral em unilateral. se a(s) amostra(s) aponta(m) no sentido da hipótese alternativa deve-se dividir o p-value por 2 e tomar esse valor como o p-value do teste unilateral, p-value uni = p-value bil /2; se a(s) amostra(s) não aponta(m) no sentido da hipótese alternativa, então o p-value do teste unilateral é igual a p-value uni = 1 p-value bil /2. RC f T (x) H0 1 2 p-value 1 2 p-value t obs Bioestatística, 2007 21