Modelos de Regressão Linear Simples - Erro Puro e Falta de Ajuste
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- Marcela Beatriz de Santarém de Almada
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1 Modelos de Regressão Linear Simples - Erro Puro e Falta de Ajuste Erica Castilho Rodrigues 2 de Setembro de 2014
2 Erro Puro
3 3 Existem dois motivos pelos quais os pontos observados podem não cair na reta ajustada: o modelo não descreve bem os dados (falta de ajuste); existe uma variação aleatória em torno da reta (erro puro). Se grande parte do erro é devido a falta de ajuste: devemos reformular o modelo.
4 As análises apresentadas aqui só podem ser feitas se tivermos mais de um valor da variável resposta para cada valor da explicativa. Essas repetições devem ser medidas em unidades amostrais diferentes. Não pode ser a mesma unidade medida várias vezes
5 5 Considere que uma variável resposta Y. Seja X uma variável explicativa. Coletamos uma amostra de tamanho n. Dentro dessa amostra, alguns valores de X são repetidos. Temos m valores de X distintos, com m < n X 1, X 2,...,X m. Vamos chamar de n i o número de vezes que i-ésimo X i aparece X 1 n 1 observações X 2 n 2 observações onde m i=1 n i = m.
6 6 Veja um exemplo a seguir. X i Y i Temos que n 1 = 2 n 2 = 1 n 3 = 3
7 Erro Puro Variabilidade que permanece no Y mesmo quando o valor de X é fixado. Variabilidade nos valores de Y entre indivíduos com o mesmo valor de X. Para cada valor de X i, podemos associar uma média dos Y s Y 1, Y 2,...,Y n1 n 1 observações de X 1 média Y 1 Y 1, Y 2,...,Y n2 n 2 observações de X 2 média Y 2. Y 1, Y 2,...,Y nm n m observações de X m média Y m
8 8 Decomposição da Soma de Quadrados dos Resíduos Quando ajustamos o modelo e obtemos a reta ajustada Y = β 0 + β 1 X + ɛ Ŷ = ˆβ 0 + ˆβ 1 X todos indivíduos com o mesmo valor X = X j tem o mesmo valor estimado Ŷj = ˆβ 0 + ˆβ 1 X j. Só teremos Ŷk Ŷl se X k X l.
9 9 A soma dos quadrados dos erros podem ser agrupadas pelos valores repetidos de X n n 1 ei 2 = (e i s de X n 2 1) 2 + (e i s de X 2) i=1 i=1 i=1 n m i=1 (e i s de X m) 2 = n m j (Y ij Ŷj) 2 j=1 i=1 = m n j (Ŷj Y j ) 2 j=1 } {{ } soma de quadrados da falta de ajuste + n m j (Y ij Y j ) 2 j=1 i=1 } {{ } soma de quadrados do erro puro
10 10 Vejamos porque essa decomposição é veradeira. Temos que Y ij Ŷj =(Y ij Y j ) (Ŷj Y j ). Elevando ao quadrado (Y ij Ŷj) 2 =(Y ij Y j ) 2 2(Ŷj Y j )(Y ij Y j )+(Ŷj Y j ) 2 Somando em j e em i ficamos com n m j (Y ij Ŷj) 2 = j=1 i=1 n m j (Y ij Y j ) 2 j=1 i=1 n m j n m j 2 (Ŷj Y j )(Y ij Y j )+ (Ŷj Y j ) 2 j=1 i=1 j=1 i=1
11 Observe que o termo (Ŷj Y j ) é constante em i logo n j (Ŷj Y j ) 2 = n j (Ŷj Y j ) 2. i=1 Então a decomposição fica n m j (Y ij Ŷj) 2 = j=1 i=1 n m j (Y ij Y j ) 2 j=1 i=1 n m j m 2 n j (Ŷj Y j ) (Y ij Y j )+ n j (Ŷj Y j ) 2 j=1 i=1 j=1
12 Vamos mostrar agora que n m j (Y ij Y j )n j (Ŷj Y j )=0 Temos que j=1 i=1 n m j (Y ij Y j )n j (Ŷj Y j )= j=1 i=1 masy j = n j i=1 Y ij n j e portanto n j n m j n j (Ŷj Y j ) (Y ij Y j ) j=1 (Y ij Y j )=0 i=1 isso implica que n m j (Y ij Y j )n j (Ŷj Y j )=0. j=1 i=1 i=1
13 13 Vamos usar a seguinte notação. SQFA soma de quadrados da falta de ajuste. SQEP soma de quadrados do erro puro. Vimos que o Coeficiente de Determinação é dado por R 2 = SQR SQT mas max R 2 = SQT SQEP SQT ou seja, na verdade, só poderá ser 1 se SQEP = 0. Portanto o verdadeiro valor do coeficiente de determinação é R 2 real = R2 max R 2.
14 Vejamos quantos graus de liberade têm cada uma das componentes. O termo n m j (Y ij Ŷj) 2 j=1 i=1 tem n 2 graus de liberbade pois precisamos estimar ˆβ 0 e ˆβ 1 Cada termo da soma n m j (Y ij Y j ) 2 j=1 i=1 tem n j 1 graus de liberdade pois n j i=1 (Y ij Y j )=0. Então o total de graus de liberdade é m m m (n j 1) = n j 1 = n m j=1 j=1 j=1
15 15 O número de graus de liberade do termo m n j (Ŷj Y j ) 2 j=1 é dado pela subtração dos outros dois (n 2) (n m) =m 2. Então os graus de liberdade de cada uma das parcelas ficam n m j (Y ij Ŷj) 2 = j=1 i=1 n m m j n j (Ŷj Y j ) 2 + (Y ij Y j ) 2 j=1 j=1 i=1 (n 1) =(m 2)+(n m)
16 16 A Tabela ANOVA fica da seguinte maneira Fonte Graus de Soma de Quadrado Estatística de Variação Liberdade Quadrados Médio F QMR Regressão 1 SQR QMR = SQR/1 S 2 Residual n 2 SQE QME = SQE (n 2) (Falta de Ajuste) (m-2) (SQFA) QMFA = SQFA m 2 (Erro Puro) (n-m) (SQEP) S 2 e = SQEP n m Total n 1 SQT Tabela: Tabela ANOVA QMFA S 2 e
17 Exemplo: Vamos considerar duas variáveis. A figura abaixo apresenta o gráfico de dipersão e a reta ajustada.
18 18 Exemplo: (continuação) Se o modelo está bem ajustado: a média de Y para um valor fixo de X deve ficar próxima do valor predito. Essa distância é dada pela soma da falta de ajuste: m n j (Ŷj Y j ) 2 j=1 } {{ } soma de quadrados da falta de ajuste Para esses dados, a soma é igual a m n j (Ŷj Y j ) 2 = j=1
19 19 Exemplo: (continuação) O restante da variação de Y é causada por erro aleatório n m j (Y ij Y j ) 2 j=1 i=1 } {{ } soma de quadrados do erro puro Para esses dados, a soma é igual a n m j (Y ij Y j ) 2 = 1148 j=1 i=1
20 20 Exemplo: (continuação) A decomposição da soma de quadrados fica n m j (Y ij Ŷj) 2 = j=1 i=1 Qual a conclusão? m n j (Ŷj Y j ) 2 j=1 } {{ } soma de quadrados da falta de ajuste = n m j (Y ij Y j ) 2 j=1 i=1 } {{ } soma de quadrados do erro puro A maior parte da variabilidade é devido a falta de ajuste. O modelo não está bem ajustado. Obsevamos isso pelo gráfico, a relação parece não ser linear.
21
22 Vejamos como usar essas informaçõe para testar se o modelo está bem ajustado. Queremos testar as seguintes hipóteses: H 0 : o modelo linear é adequado (não há falta de ajuste) H 1 : o modelo linear não é adequado (há falta de ajuste) A estatística de teste é dada por F = QMFA S 2 e que sob H 0 tem distribuição F m 2,n m.
23 23 Devemos rejeitar H 0 para valores altos ou baixos de F? Altos. Se F é grande, QMFA é grande, há falta de ajuste.
24 Exemplo: Considere os dados apresentados na tabela a seguir. O modelo ajustado é dado por onde ɛ i iid N(0,σ 2 ). Y i = 1, , 316X i + ɛ i
25 25 Exemplo: (continuação) A tabela ANOVA é apresentada a seguir. Fonte Graus de Soma de Quadrado Estatística de Variação Liberdade Quadrados Médio F QMR Regressão 1 SQR = QMR = 5499 = 7, 56 S 2 Residual 21 SQE = QME = Total 22 SQT = Tabela: Tabela ANOVA O valor crítico da Tabela F com α = 0, 05 é F 1,21 = 4, 325 (lembre que esse teste é unilateral!) Conlusão: Rejeitamos a hipótese de β 1 = 0.
26 26 Exemplo: (continuação) Vamos agora encontrar o valor do erro puro e falta de ajuste. Por exemplo para X = 1.3 temos que Y 1 = ( )2 2 = Logo 2 (Y i1 Y 1 )=( ) 2 +( ) 2 = 0, 125 i=1
27 Exemplo: (continuação) Repetindo essa conta para todos valores distintos de X obtemos os seguintes resultados:
28 28 Exemplo: (continuação) A Tabela ANOVA fica na forma: Fonte Graus de Soma de Quadrado Estatística de Variação Liberdade Quadrados Médio F QMR Regressão QMR = 5499 = 7, 56 S 2 Residual QME = (Falta de Ajuste) QMFA = (Erro Puro) Se 2 = Total Tabela: Tabela ANOVA com cálculo da Falta de Ajuste. QMFA S 2 e = 1.061
29 29 Exemplo: (continuação) Vamos testar as hipóteses: H 0 : o modelo linear é adequado (não há falta de ajuste) H 1 : o modelo linear não é adequado (há falta de ajuste) O valor observado para estatística de teste é F = QMFA S 2 e = sob H 0, F F 11,10. Usando α = 5% da tabela temos que F 11,10 = 2, 854. A região crítica é dada por F > 2, 854.
30 30 Exemplo: (continuação) Rejeitamos ou não H 0? Como 1.061< 2.854, não rejeitamos H 0. Conclusão: com 5% de significância temos evidência de que o modelo linear é adequado nesse caso, ou seja, não há falta de ajuste. Vamos agora calcular o Coeficiente de Determinação Real. Temos que R 2 = SQR SQT = = 0, max R 2 = SQT SQEP SQT = =
31 31 Exemplo: (continuação) O Coeficiente de Determinação Real é dado por: R 2 real = R2 0, 2674 = = 0, 4049 max R Conclusão:40,49% da variabilidade total dos dados pode ser explicada pelo modelo de regressão. Esse valor da uma idéia melhor do que foi alcançado pelo modelo dentro do que era possível.
32 32 Exemplo: (continuação) A figura a seguir mostra os dados coletados e a reta ajustada. Observe que: variação em torno da reta variação do Y para cada valor fixo de X
33 33 Exemplo: (continuação) Isso foi comprovado pelo teste de falta de ajuste. A variabilidade em torno da reta reflete a variabilidade intrínseca aos dados.
34 34 Exemplo: Foram analisados dados de 15 árvores. As variáveis observadas foram: altura e diâmetro da árvore. Vamos considerar Y = {altura da árvore} X = {diâmetro da árvore} Foram considerados 5 diâmetros distintos. Paraca cada valor de diâmetro foram registradas as alturas de 3 árvores. Qual valor de m?5 Qual valore de n 1, n 2, n 3?3 Qual valor de n? 15
35 35 Exemplo: (continuação) A figura a seguir apresenta os dados coletados.
36 36 Exemplo: (continuação) A figura a seguir mostra o gráfico de dispersão dos dados.
37 37 Exemplo: (continuação) O modelo ajustado foi o seguinte Y i = β 0 + β 1 X i + ɛ i A Tabela ANOVA é apresentada a seguir Analysis of Variance Table Response: Y Df Sum Sq Mean Sq F value Pr(>F) X e-07 *** Residuals Lack of fit * Pure Error
38 38 Exemplo: (continuação) Quais conclusões podem ser retiradas a partir dessa tabela? Para testar as hipóteses devemos rejeitar H 0. H 0 : β 1 = 0 H 1 : β = 0 Conclusão: com 5% de significância há evidências de que o diâmetro da árvore é significativo para explicar sua altura.
39 39 Exemplo: (continuação) Vamos testar agora falta de ajuste. As hipóteses a serem testadas são H 0 : o modelo não possui falta de ajuste H 1 : o modelo não possui falta de ajuste Rejeitamos ou não H 0? Rejeitamos. Conclusão: O modelo linear não parece ser adequado nesse caso.
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