Indução e estímulo do trabalho de parto

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Transcrição:

Indução e estímulo do trabalho de parto ADILSON LOPES CARDOSO(UNINGÁ)¹ JAQUELINE MARIA FADONI(G-UNINGÁ) 2 ROSELI ORDIG(G-UNINGÁ) 2 RESUMO Este artigo, foi baseado em um estudo de caso, realizado em uma instituição filantrópica da cidade de Maringá PR, durante o estágio curricular de Saúde da Mulher II, do Curso de Enfermagem da Faculdade Ingá UNINGÁ. O estudo aborda o caso de uma paciente gestante, que teve indicação para o uso de ocitocina. A realização desse trabalho teve como objetivo esclarecer sobre a indução no trabalho de parto, que consiste em estimular as contrações uterinas antes do início espontâneo do trabalho de parto, com a finalidade de que a gravidez ocorra de forma à preservar a vida materno-fetal. Indica-se tal procedimento quando os seus benefícios maternos e ou fetais superam o término da gravidez. Palavras-chave: Indução. Estímulo. Parto. Ocitocina. INTRODUÇÃO O presente artigo foi realizado durante o estágio curricular de Saúde da Mulher II, pelos acadêmicos de Enfermagem da Faculdade Ingá UNINGÁ, em uma instituição filantrópica da cidade de Maringá PR, no Setor da Maternidade. Este trabalho foi realizado por meio de um estudo de caso, baseado em uma paciente com história e indicação para o uso de ocitocina. O trabalho teve como objetivo fornecer esclarecimentos para as pacientes que encontravam-se em trabalho de parto, oferecendo 1 Professor Mestre Faculdade Ingá UNINGÁ 2 Acadêmicas do Curso de Enfermagem, Faculdade Ingá UNINGÁ 29

para as mesmas, suporte de conhecimentos sobre a indução no trabalho de parto, que consiste em estimular as contrações uterinas antes do início espontâneo do trabalho de parto, tendo como finalidade de terminar a gravidez, procedimento indicado quando os seus benefícios maternos ou fetais superam os da continuação da gravidez. Evolução da paciente PRESSUPOSTOS METODOLÓGICOS Paciente do sexo feminino, 25 anos, gestante I para 0 aborto em aminiorrexe com 39 semanas de gestação, encontra-se calma, comunicativa, consciente, orientada, ao exame físico: corada, hidratada, face com presença de cloasma gravídico, mamas flácidas, mamilo protruso e íntegro, ao exame obstétrico: AU: 29cm, DU: 10 (5 contrações) feto em situação longitudinal cefálica, dorso D, pólo cefálico flutuante, BCF: 128bpm, sem edema. Lesão bolhosa em terço inferior de MID causada por alho. Iniciado indução com ocitocina as 8:30hs, estimulado deambulação, encaminhado ao banho de aspersão com degermante, tricotomia feito no domicílio pela parturiente, aceitou dieta. Diurese presente, evacuação ausente. INDUÇÃO E ESTÍMULO DO TRABALHO DE PARTO É feito na presença de situações de risco obstétrico ou clínico, como a ruptura prematura das membranas, distúrbios hipertensivos, diabetes ou qualquer outra afecção associada com insuficiência placentária, ou ainda como um método eletivo que pode basear-se nos antecedentes obstétricos da paciente de trabalhos de parto muito rápidos ou em circunstâncias pessoais da mulher, como a de residir a uma longa distância dos recursos hospitalares. As condições necessárias para uma indução com sucesso são: - A cérvix deve mostrar alguma das mudanças que normalmente tem lugar logo antes do trabalho de parto. - Deve estar fina e parcialmente apagada, e o canal deve estar suficientemente aberto para admitir um dedo. - A cabeça do feto deve estar fixada na pelve. 30

- A indução do trabalho de parto é contra-indicado quando existem contra-indicações ao trabalho de parto espontâneo que incluem: - Cesariana prévia e desproporção cefalopélvica conhecida; - Apresentação fetal anormal e a superdistensão do útero; - Sangramento pré-parto. Dois métodos são empregados comumente para a indução do trabalho de parto que são: - Ocitocina intravenosa - Amniotomia Um enema morno pode ser dado antes do começo da indução, não somente para limpar o intestino, mas pelo seu efeito estimulante sobre o útero. Os métodos empregados para induzir o trabalho de parto também podem ser empregados para aumentar ou estimular um trabalho de parto que não está progredindo satisfatoriamente. Segundo Paraná (2002), Indução: início do parto por meios artificiais (ainda não iniciado). Estimulação: ativar contrações espontâneas por meios artificiais. CUIDADOS avaliar maturidade fetal vitalidade fetal apresentação fetal idade gestacional excitabilidade uterina INDICAÇÕES maternas síndrome hipertensiva hepatopatias crônicas diabetes mellitus colagenases outras Obstétricas pós datismo/ gestação prolongada aminiorrexe crônicas polihidrâmnio óbito fetal 31

hipoatividade uterina isoimunização retardo de crescimento intra-uterino CONTRA INDICAÇÕES Absolutas desproporção céfalo pélvica apresentações viciosas descolamento prematuro da placenta placenta prévia centro total sofrimento fetal agudo com colo desfavorável cirurgias uterinas prévias Relativas cicatriz de cesárea prévia prenhez múltipla grande multipara insuficiência placentária apresentação pélvica USO DA OCITOCINA Quando a ocitocina é usada para induzir ou aumentar o trabalho de parto, geralmente é administrada por gotejamento intravenoso em uma solução muito diluída. A dose de ocitocina usada durante a indução do trabalho de parto é expressa pelo número de miliunidades dados por minuto. O teor de ocitocina administrada por minuto é regulado pelo número de mililitros de solução dado por minuto. A administração de ocitocina é responsabilidade do médico. Tratase de uma droga perigosa quando usada antes do parto, e a enfermeira não deve assumir a responsabilidade pela sua administração. Uma enfermeira experiente no cuidado de pacientes em trabalho de parto, e que esteja bem informada sobre implicações do uso de ocitocina na estimulação do trabalho de parto, em geral colabora com o médico na monitorização das respostas materna e fetal e assegurando que a mulher nunca será deixada sozinha. A indução com ocitocina, pode ser administrada por um gotejamento muito lento com regulação cuidadosa do número de gotas por minuto, ou pelo uso de uma bomba de infusão contínua. A bomba de infusão é altamente preferível ao método de gotejamento, visto que 32

assegura uma taxa constante porque flutuações na taxa permitida podem ser perigosas quando o útero responde intensamente à droga. Quando a infusão de ocitocina é iniciada, primeiro ela é dada bem lentamente para testar a sensibilidade da paciente à droga, depois o fluxo é aumentado gradativamente até 15 a 30 gotas por minuto para obter a resposta desejada em força e freqüência das contrações uterinas. A indução é iniciada com não mais de 1 a 2um de ocitocina por minuto, a medida que o gotejamento é aumentado, a ocitocina, também o é, lentamente. Freqüentemente 5 a 10um por minuto são suficiente para estimular boas contrações, algumas vezes a dose é aumentada um pouco mais. À medida que o trabalho de parto progride, o gotejamento pode ser diminuído de novo, ou a ocitocina pode ser abandonada quando o trabalho de parto está bem estabelecido. A taxa de administração de ocitocina é regulada de acordo com a resposta da musculatura uterina. É dada em um gotejamento que produza contrações uterinas efetivas de cerca de 50mmHg, com duração de 40 a 50 segundos, ocorrendo a cada 3 minutos. As contrações não devem ocorrer em um intervalo inferior a 2 minutos, pois pode haver tempo para um relaxamento adequado entre elas para evitar sofrimento fetal. Também não devem ultrapassar 60 a 70 mmhg de pressão: algumas vezes mesmo pressões inferiores a 50mmHg provocarão dilatação da cérvix. As contrações não devem durar mas de 60 segundos, uma contração mais longa aproxima-se daquela considerada tetânica. Quando a ocitocina é empregada para a intensificação do trabalho de parto, o útero pode ser muito sensível e suscetível a droga, as contrações uterinas começam quase imediatamente após um gotejamento de ocitocina se iniciado, mas essas contrações precoces não são verdadeiras contrações do trabalho de parto, depois as contrações tornamse mais efetivas. É absolutamente essencial a observação cuidadosa das contrações uterinas durante a administração de ocitocinas, contrações agudas e prolongadas podem resultar em ruptura uterina, descolamento prematuro da placenta e hipóxia fetal. Embora a enfermeira não seja a principal responsável pela administração de ocitocina, ela em geral auxilia na observação do paciente, o útero é observado cuidadosamente com respeito à freqüência e duração das contrações e o relaxamento entre elas. O BCF é verificado a cada 15 minutos. O progresso do trabalho de parto e qualquer fenômeno físico incomum devem ser observados de perto. 33

A ocitocina também é usada após o parto, ela ajuda no controle do sangramento pós-parto através da estimulação da contração da musculatura uterina. A injeção intramuscular, outro método pela qual o medicamento é eficaz, não deve ser empregada para a indução ou estímulo do trabalho de parto, visto que o medicamento não pode ser removido no caso de uma reação indesejável e seu efeito continua até a completa absorção. A administração de ocitocina intravenosa é mais segura do que qualquer outro método. A posologia intravenosa pode ser cuidadosamente regulada e imediatamente interrompida. O efeito do medicamento não se prolonga porque a ocitocina é rapidamente inativada e excretada. Por esses motivos a administração deve substituir todos os outros métodos. Quando o partograma indica que necessita de indução? Quando ocorre a progressão anormal do trabalho de parto ou seja, a fase latente prolongada caso uma gestante seja admitida em trabalho de parto na fase latente, menos de 3cm de dilatação, e permanece nesta fase nas próximas 8hs, a progressão é anormal, por esse motivo que existe uma linha traçada em negrito, no final das 8hs da fase latente. PROBLEMAS DE ENFERMAGEM - fumante - parada da dilatação - aminiorrexe prematuro - trabalho de parto prolongado - ansiosa - uso de ocitocina - lesão bolhosa em terço inferior de MID PRESCRIÇÃO DE ENFERMAGEM - Verificar SSVV de 2/2hs - Verificar BCF de 2/2hs - Realizar DU de 2/2hs - Verificar AU 1x/dia - Atentar para perdas vaginais: sangramento vaginal, perda de líquido amniótico, tampão mucoso - Realizar manobra de Leopold-Zweifel 34

- Colocar penço para controlar quantidade e aspecto de perdas vaginais - Orientar a deambulação - Encaminhar ao banho de aspersão morno com PVPI degermante - Encorajar a mãe, proporcionando apoio emocional - Orientar a mãe esclarecendo suas dúvidas e sobre a evolução do parto - Proporcionar conforto fazendo massagem nas costas - Realizar toque vaginal 4/4hs - Realizar cardiotocografia 1x/período - Realizar tricotomia em região perineal - Controlar gotejamento de soro rigorosamente em bomba de infusão - Manter cabeceira elevada 30º - Manter parturiente em DLE - Atentar para reações adversas da ocitocina, na mãe: arritmias cardíaca, aumento da motilidade uterina, aumento da freqüência e débito cardíaco, contrações tetânicas, convulsão, náusea, vômito, hipotensão. No feto: anorexia, arritmia cardíaca, asfixia, aumento da bilirrubina no sangue, bradicardia, taquicardia. OCITOCINA O que é: estimulante uterino, estimulante da lactação, hormônio hipofisário, hormônio pituitário. Para que serve: estimulante da lactação, indução do trabalho de parto, hemorragia pós-parto, hemorragia pós-aborto. Como age: age diretamente estimulando a contração uterina. Estimula a contração músculo liso na região mamária, induzindo a saída do leite. Não usar o produto nas seguintes condições: durante o trabalho de parto, quando ele estiver progredindo normalmente, durante o 1º e 2º estágios do mesmo, para induzir o trabalho de parto, quando a análise dos riscos e benefícios para a mãe e a criança, levarem à indicação de cesariana, quando houver padrões hipertônicos ou quando o parto pela vagina for contra-indicado. Reações que o produto pode provocar: Na mãe: alterações no sangue, arritmias cardíaca, aumento da motilidade uterina, aumento do retorno venoso sistêmico, da freqüência e do débito cardíacos, coma, contrações tetânicas, convulsão, descolamento prematuro da placenta, diminuição do fluxo de sangue uterino, 35

hipersensibilidade, hemorragia sub-aracnóide, náusea, queda da pressão arterial, ruptura uterina, vômito. No feto: anorexia, arritmia cardíaca, asfixia, aumento da bilirrubina no sangue, bradicardia, contração ventricular prematura, taquicardia. CONCLUSÃO Através desse estudo de caso pudemos concluir que a indução é feita quando, o prolongamento da gravidez for de risco para a mãe e para o bebê, por exemplo, incompatibilidade de Rh, em que a continuidade da gestação expõe a criança aos anticorpos, à diabetes, ao sofrimento da passagem mal-sucedida, ou quando acontece o rompimento prematuro da bolsa d'água, nestes casos, a indução deve ser tentada, não sem antes proceder a uma avaliação da maturidade do bebê e à verificação do colo do útero que já deve estar um pouco dilatado. A finalidade da indução é fazer o parto começar de uma forma artificial, provocando as contrações uterinas, como num parto normal, dilatando o colo do útero e expulsando então o bebê espontaneamente. Não é aconselhável à gestante persuadir o médico a induzir o nascimento só porque está cansada da gravidez ou quer uma data marcada para ter o seu bebê. Uma indução mal conduzida ou em situação indesejável pode acarreta muito sofrimento para a criança devido à demora e às contrações prolongadas. REFERÊNCIAS CAETANO, N. BPR Guia de remédios. 6.ed. São Paulo: Escala, 2003. PARANÁ. SECRETARIA de ESTADO da SAÚDE. Protegendo a vida 1999 2000/Enfermagem na Assistência ao Trabalho de Parto e Puerpério. PARANÁ. SECRETARIA de ESTADO da SAÚDE. Protocolo de gestação de alto risco/secretaria de Saúde do Paraná. 3.ed. Curitiba: SESA, 2002. ZIEGEL, E. E; CRANLEY, M.S. Enfermagem obstétrica. 8.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1985. 36