Análise de Fundos Imobiliários



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Transcrição:

Análise de Fundos Imobiliários Maio/214

ÍNDICE 1 - O Mercado de Fundos de Investimento Imobiliário 4 2 - Resumo "Guia de Fundos Imobiliários" 11 3 - Leitura dos Fundos de Investimento Imobiliário 3.1 - AESAPAR FII 15 3.2 - FII Agências Caixa 16 3.3 - BB Fundo de de Investimento Imobiliário Progressivo 17 3.4 - BB Progressivo II FII 18 3.5 - BB Renda Corporativa FII 19 3.6 - BB Votorantim JHSF Cidade Jardim Continental Tower 2 3.7 - BM Brascan Lajes Corporativas FII 21 3.8 - BM Edifício Galeria FII 22 3.9 - BM Jardim Sul FII 23 3.1 - FII Brasil Plural Fundo de Fundos 24 3.11 - FII BTG Pactual Corporate Office Fund 25 3.12 - FII BTG Pactual Fundo de CRI 26 3.13 - FII BTG Pactual Fundo de Fundos 27 3.14 - FII Campus Faria Lima 28 3.15 - FII CENESP 29 3.16 - FII CEO Cyrela Commercial Properties 3 3.17 - CSHG Brasil Shopping FII 31 3.18 - CSHG JHSF Prime Offices FII 32 3.19 - CSHG Logística FII 33 3.2 - CSHG Real Estate FII 34 3.21 - CSHG Recebíveis Imobiliários FII 35 3.22 - FII Cyrela Thera Corporate 36 3.23 - Fator Verità FII 37 3.24 - FII Floripa Shopping 38 3.25 - FII Hospital Nossa Senhora de Lourdes 39 3.26 - FII Hotel Maxinvest 4 2

ÍNDICE 3.27 - JS Real Estate Multigestão FII 41 3.27 - Kinea Renda Imobiliária FII 42 3.28 - Kinea Rendimentos Imobiliários 43 3.29 - Maxi Renda FII 44 3.3 - FII Presidente Vargas 45 3.31 - FII Rio Bravo Crédito Imobiliário 46 3.32 - FII Rio Bravo Renda Corporativa 47 3.33 - FII Rio Negro 48 3.34 - Santander Agências FII 49 3.35 - SDI Logística Rio FII 5 3.36 - SP Downtown FII 51 3.37 - FII TB Office 52 3.39 - FII Torre Almirante 53 3.4 - TRX Edifícios Corporativos FII 54 3.41 - TRX Logística Renda I FII 55 3.42 - FII VBI FL 444 56 3.43 - FII Vila Olímpia Corporate 57 3.44 - XP Corporate Macaé FII 58 3.45 - XP Gaia Lote I FII 59 4 - Glossário 6 5 - Disclaimer 62 3

O MERCADO DE FIIs O Mercado Imobiliário: Uma visão geral O investimento no mercado imobiliário, presente na carteira de investidores por meio da aquisição e locação de unidades habitacionais de qualquer porte ou pelo desenvolvimento e exploração de grandes propriedades de vocação híbrida, sofreu grande transformação, especialmente nas duas últimas décadas. Hoje é um território bastante acessível e seguro para qualquer poupador de recursos. Os principais fatores para esta transformação são: (1) um esforço regulatório, inicialmente, marcado pelo ano de 1993, a partir da instituição dos Fundos de Investimento Imobiliário; e (2) por um cenário macroeconômico favorável, principalmente pela maior estabilidade econômica que o Brasil vive desde a última década. 1. O que são Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs)? Os FIIs são veículos de investimento que agrupam investidores com o objetivo de aplicar recursos em ativos de cunho imobiliário. Este veículo funciona como um condomínio fechado, de prazo determinado ou indeterminado, em que os investidores se unem a partir de um conjunto de regras e uma política de investimento. No entanto, a saída do investidor deste condomínio se dá apenas pelo encerramento das atividades, amortização de cotas pré-estabelecidas ou pela venda da cota de participação a outro investidor, não sendo permitido o resgate da cota de participação no condomínio. Assim, a rentabilidade para o investidor é dada de duas formas; pela distribuição mensal do resultado trazido pelos ativos do fundo e pela valorização destes ativos que possuem impacto direto no valor da cota do fundo. O condomínio de investimento, FII, possui um administrador que é o agente responsável pelo seu funcionamento e sua manutenção. De maneira direta ou indireta, suas obrigações compreendem: (1) a manutenção de corpo técnico capacitado a analisar e acompanhar os ativos imobiliários; (2) tesouraria, processamento, gestão e controle de títulos e valores mobiliários integrantes da carteira do fundo; (3) custódia de ativos financeiros; (4) escrituração das cotas e (5) auditoria independente a ser realizada no fundo de maneira periódica. O agente administrador deverá ser qualificado para o cumprimento de suas obrigações. Assim, somente bancos múltiplos com carteira de investimento ou de crédito imobiliário, bancos de investimento, sociedades de crédito imobiliário, caixas econômicas, companhias hipotecárias e sociedades corretoras ou distribuidoras de valores mobiliários estão capacitadas a desempenhar tal função. Ainda, os FIIs podem ter suas cotas negociadas em bolsa de valores ou balcão organizado, o que, além de trazer maior liquidez ao investidor, é também condição obrigatória para que este, quando pessoa física, possa gozar de isenção de imposto de renda nos rendimentos mensais. Isso é melhor explicado na seção de tributação dos FIIs. É importante apontar que toda a operação relacionada a um fundo imobiliário, desde sua autorização de funcionamento, sua constituição e o monitoramento de suas atividades, é de competência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 2. O que são ativos de cunho imobiliário? Ativo de cunho imobiliário é uma classificação muito pouco restritiva atualmente. Aos Fundos Imobiliários é permitido investimento em qualquer direito real sobre bens imóveis, como um empreendimento imobiliário independentemente de seu estágio de desenvolvimento, até títulos e valores mobiliários de renda fixa ou variável de emissores que possuam atividade principal permitida a um FII. A este universo pertencem: (1) títulos registrados na CVM, como debêntures, notas promissórias, ações, bônus de subscrição; (2) certificados de recebíveis imobiliários (CRI); (3) letras hipotecárias (LH), (4) letras de crédito imobiliário (LCI), (5) ações ou cotas de sociedades de propósito específico (SPE), (6) cotas de fundos de investimento em participações (FIP), (7) cotas de fundo de fundos de investimentos em ações setoriais do mercado imobiliário, (8) cotas de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC) e (9) cotas de outros FIIs. 3. Tipos de Fundos de Investimento Imobiliário Os Fundos de Investimento Imobiliário podem ser classificados em três principais categorias: (i) FIIs de Renda, (ii) FIIs de Desenvolvimento (Co-Incorporação) e (iii) FIIs de Títulos de Lastro Imobiliário. FIIs de Renda Os FIIs de Renda são caraterizados por possuírem participação, ou a totalidade de empreendimentos corporativos, logísticos, shopping centers, entre outros, em sua maioria, já concluídos, que geram renda ao investidor por meio do fluxo de aluguéis recebidos mensalmente. Em sua maioria, as políticas de investimento desses FIIs visam à aquisição de empreendimentos e sua rentabilidade se dá, basicamente, pelos aluguéis percebidos pelo ativo. Estes FIIs estabelecem, preferencialmente, contratos de aluguel de longo prazo, reajustados anualmente por índices de inflação. Desta forma, o risco de vacância no curto prazo é diminuído e o cotista fica protegido por um índice de preços. Podemos inferir, desta forma, que os FIIs de Renda possuem perfil mais conservador. Os FIIs de Renda podem possuir um único imóvel em carteira (FIIs mono ativo), sendo este empreendimento locado para um ou mais inquilinos, ou deter mais de um ativo (FIIs multi ativos), que também poderão ser locados para um ou mais inquilinos, diversificando o seu risco. Estes FIIs podem realizar novas emissões de cotas a fim de adquirir novos ativos, aumentando e diversificando o portfólio. Poucos, ainda, se utilizam da prática de reciclagem do portfólio, realizando a venda de ativos em carteira quando estes apresentam ganhos de valorização e adquirindo novos empreendimentos quando oportunidades subprecificadas são encontradas no mercado imobiliário. 4

O MERCADO DE FIIs Por fim, os FIIs de Renda podem possuir imóveis desenvolvidos especificamente para uma determinada empresa, de acordo com as necessidades particulares de infraestrutura. Os fundos Built-to-suit têm contratos de locação de longo-prazo, uma vez que os imóveis são feitos sob medida, detidos pelo FII e locados às empresas, em sua maioria, grandes organizações. No mercado, há FIIs de Renda built-to-suit com contratos de 2 anos. FIIs de Desenvenvolvimento (Co-Incorporação) Os FIIs de Desenvolvimento têm o objetivo de participar da incorporação de empreendimentos imobiliários ou da aquisição de SPEs de mesma intenção, podendo se envolver em todos os processos do desenvolvimento do projeto e realizar lucro com a venda ou locação do empreendimento. Por todas essas características, este tipo de veículo possui maior risco e, consequentemente, podem apresentar maior retorno. Estes FIIs podem receber do incorporador uma renda garantida durante o período de desenvolvimento do projeto e, até mesmo, após a sua conclusão, como forma de atrair os investidores em um momento em que o FII ainda não possui capacidade de gerar receita. A rentabilidade do FII, após a conclusão do empreendimento, dependerá da capacidade da venda ou locação a um valor de mercado competitivo. Após o término do projeto, o FII de Desenvolvimento pode vender seu(s) ativo(s) e se extinguir. No caso de empreendimentos comerciais ou residenciais, as vendas podem ser feitas em etapas e o fundo realizará amortizações conforme o recebimento destes pagamentos, até que a totalidade do empreendimento seja vendido. Quando o objetivo do FII é continuar com a posse do empreendimento, ele pode se tornar um FII de Renda, recebendo normalmente o fluxo de receita dos contratos de locação ou, até mesmo, securitizar os recebíveis futuros, antecipando recursos e reinvestindo em novos projetos. FIIs de Títulos com lastro Imobiliário Os FIIs de Títulos com lastro Imobiliário têm o objetivo de investir em Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI),Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras Hipotecárias (LH), s de FIIs, SPEs e Ações de empresa do setor imobiliário. Estes Fundos possuem gestão ativa realizada por um profissional especializado para a constituição de seu portfólio e os frequentes ajustes realizados nele. Os portfólios, de maneira geral, são bastante diversificados, contendo inúmeros títulos, e concentram seus recursos, em sua maioria, em CRIs ou s de FIIs. Vemos como uma vantagem deste tipo de FII o acesso do pequeno investidor aos CRIs, cujo montante mínimo de investimento, quando adquirido fora do veículo FII, é de no mínimo R$3.. Ainda, o lucro auferido na venda de cotas no mercado secundário pelo FII é repassado ao cotista sem a tributação de 2% sobre o ganho de capital, uma vez que as receitas do veículo são isentas de tributos quando atendidas as devidas exigências. 4. A tributação dos Fundos de Investimento Imobiliário e seus Investidores O veículo Fundo Imobiliário é isento de impostos como PIS,COFINS e IR. O IR só incide sobre as receitas financeiras decorrente das aplicações do caixa, desde que o Fundo cumpra com os seguintes requisitos: Distribua, pelo menos, a cada seis meses 95% do seu lucro auferido; Não invista em empreendimento imobiliário que tenha como incorporador, construtor ou sócio de imóvel pertencente ao Fundo, quotista que possua, isoladamente ou em conjunto com pessoa a ele ligada mais de 25% das quotas do Fundo. Tributos PIS/ COFINS IR CSLL TRIBUTAÇÃO FII x Empresa FII % Empresa 9,25% sobre Receita 34% sobre o Lucro Líquido 9% sobre o Lucro Líquido Rendimento em CRI, LCI ou s de FIIs % 15% a 22,5% sobre ganho de capital % % Outras Aplicações Financeiras 15% a 22,5% sobre ganho de capital 15% a 22,5% sobre ganho de capital Quanto aos investidores dos FIIs, a tributação incide de tal forma: Pessoa Física: A partir da instituição da Lei 11.196/25, os rendimentos distribuídos pelos FIIs passaram a ser isentos de IR. Isto vale quando as seguintes condições são cumpridas: O FII possua no mínimo 5 investidores e tenha suas cotas negociadas em Bolsa, ou mercado de balcão organizado; O investidor pessoa física não possua 1% ou mais das cotas do Fundo, ou que seus rendimentos não representem 1% dos lucros auferidos pelo FII. Já o ganho de capital auferido por este tipo de investidor na venda de suas cotas no mercado secundário é tributado a uma alíquota de IR de 2%. Pessoa Jurídica: Os rendimentos auferidos por este tipo de investidor incidem uma alíquota de IR de 2% e devem ser incluídos no resultado da empresa para eventuais tributações como, IRPJ, CSLL, PIS e COFINS. O ganho de capital é também tributado a uma alíquota de IR de 2%. 5

O MERCADO DE FIIs Cotista Residente no Exterior: No caso de Cotistas não residentes em Jurisdição de Baixa ou Nula Tributação, os ganhos auferidos na cessão ou alienação, amortização e resgate das s, bem como os rendimentos distribuídos pelo Fundo serão tributados à alíquota de 15% (quinze por cento), exceto no caso de ganhos auferidos na alienação das cotas realizada em bolsa de valores ou no mercado de balcão organizado, os quais podem estar sujeitos a um tratamento específico. Para maiores informações sobre o assunto, aconselhamos que os investidores consultem seus assessores legais. No caso de Cotistas residentes em Jurisdição de Baixa ou Nula Tributação, os ganhos auferidos na cessão ou alienação, amortização e resgate das s e os rendimentos distribuídos pelo Fundo serão tributados de acordo com as regras aplicáveis aos Cotistas residentes no Brasil. TRIBUTAÇÃO DOS COTISTAS DE FIIs Cotista Alíquota IR Rendimento Alíquota IR Ganho de Capital Pessoa Física - com menos de 1% das cotas % 2% Pessoa Física - com mais de 1% das cotas 2% 2% Pessoa Jurídica 2% 2% Cotista Residente no Exterior - "Paraíso Fiscal" Cotista Residente no Exterior - "Não Paraíso Fiscal" % a 2% 15% % a 2% %¹ ¹ Quando o FII for listado em Bolsa 5. Investir em imóveis diretamente ou Investir em FIIs? Os FIIs apresentam importantes benefícios em relação ao investimento direto em imóveis, que ajudam a explicar a forte expansão do setor: Benefícios Fiscais à Pessoa Física: Isenção de IR sobre os rendimentos mensais recebidos por cotistas de FIIs, ao contrário da tributação incidente em aluguéis recebidos pelo detentor de um imóvel IR com alíquota progressiva de % até 27,5%. Diversificação: Por meio de FIIs os investidores diversificam o risco ao investir em diferentes setores como shoppings, indústria, hotéis, imóveis residenciais, etc. O risco de inadimplência também é pulverizado entre diferentes locatários dependendo do veículo escolhido. Além disso, o investidor tem a oportunidade de acessar empreendimentos em diversas localidades e mitigar fatores regionais que possam vir a impactar o valor e rentabilidade dos ativos. Acesso ao Mercado Imobiliário: Os FIIs permitem que pequenos investidores acessem empreendimentos imobiliários, antes fora do alcance, devido ao tamanho do investimento requerido para diferentes perfis de imóveis. O investimento em empreendimentos como shoppings centers ou complexos corporativos era antes inacessível para os pequenos investidores. Como o patrimônio dos FIIs é fragmentado por meio das cotas, hoje, o investimento tornou-se acessível. Administração Especializada: A escolha de imóveis de qualidade e de boas oportunidades de investimento fica a cargo de profissionais competentes e especializados no setor. O investimento em ativos com lastro imobiliário torna-se uma alternativa mais segura para o investidor que não possui experiência neste segmento. Fracionamento e Liquidez: O investidor pode vender no mercado secundário apenas a quantidade de cotas desejadas sem precisar liquidar todo o investimento, como é o caso do investimento direto em imóveis. A venda total ou parcial das cotas pode solucionar a necessidade de capital momentânea do investidor, além de auferir lucro quando há valorização das cotas. Ganhos de Escala: Investindo em FIIs, o pequeno investidor consegue condições semelhantes aos grandes investidores devido ao maior poder de negociação. Praticidade: O investidor não precisa se preocupar pessoalmente com as obrigações e procedimentos necessários na compra/venda de imóveis tais como certidões, escrituras, etc. 6. Análise de Fundos de Investimento Imobiliário Os FIIs podem ter seus desempenhos avaliados por meio de métricas utilizadas na análise de outros títulos e projetos financeiros, como a TIR e o Dividend Yield. Além dessas usuais métricas, as três principais categorias de FIIs podem ser avaliadas de acordo com critérios próprios, atendendo às especificidades do veículo. Taxa Interna de Retorno (TIR): A taxa interna de retorno é uma taxa de desconto hipotética que, quando aplicada a um fluxo de caixa, faz com que o valor presente das despesas seja igual ao valor dos retornos obtidos com o investimento. Ou seja, é a taxa necessária para igualar o valor de um investimento a seus respectivos retornos futuros ou saldos de caixa. Esta taxa permite a comparação entre outros títulos financeiros e projetos. Nos prospectos dos FIIs, encontrados no site da BM&FBovespa ou nos sites das administradoras, pode-se encontrar o estudo de viabilidade do Fundo que contém a TIR do projeto, levando em consideração todos os custos da estruturação do veículo, bem como as receitas e despesas futuras do FII. Os estudos de viabilidade, em sua maioria, consideram um fluxo de caixa de no mínimo 1 anos e a posterior venda do ativo no final do período, com valor calculado sob a premissa do Cap Rate de saída, que, dependendo da estimativa, pode impactar de forma significativa na TIR. 6

O MERCADO DE FIIs O Capitalization Rate (Cap Rate) é uma taxa medida entre a receita líquida produzida por um ativo, no caso, o fluxo de aluguel e o seu custo de aquisição, e é muito utilizada no mercado imobiliário para avaliar a compra e venda de empreendimentos. Para o cálculo da TIR, o Cap Rate de saída depende das premissas utilizadas para o crescimento dos alugueis, bem como da valorização do ativo. Ela tem impacto significativo na TIR, uma vez que tais premissas podem ser otimistas demais e não condizer com a realidade futura. : ing é o processo de avaliar e comparar um produto com o outro, por meio de um parâmetro estabelecido pelos administradores e gestores da empresa. O, neste caso, é o parâmetro utilizado pelo administrador e/ou gestor do FII para avaliar a performance do veículo. Alguns FIIs determinam um benchmark e tentam performar igual a ele, no objetivo de superá-lo. O investidor, neste caso, pode avaliar se o FII está, ou não, adequado ao seu benchmark. Análise Criteriosa de FIIs de Renda Os FIIs de Renda devem ser analisados sob a perspectiva de seus empreendimentos e locatários. Empreendimento: É de extrema importância a análise do(s) empreendimento(s) que compõe o portfólio do FII, uma vez que ele(s) é(são) a fonte geradora de receita do veículo. Devem-se analisar as características do ativo como a qualidade da incorporação, classificações ( Empreendimento Classe A, Classe AA, Classe AAA...), certificações (Green Building, LEED...) e outras questões como sistemas de tecnologia do empreendimento e segurança. A qualidade do empreendimento é que vai determinar o valor do m² nos contratos de locação e, de certa forma, selecionar o tipo de inquilino. A localização do ativo é também critério relevante na análise de um FII de Renda, uma vez que as regiões possuem valores médios do m² praticados tanto em aquisições como locações. Este critério deve considerar a possibilidade de crescimento e valorização da região, além de possíveis níveis de saturação de ofertas imobiliárias e tendências de locação. A taxa de vacância (proporção entre área não locada e área total disponível para locação) é outro critério a ser levado em consideração no empreendimento. Os históricos de vacância de um empreendimento já maduro podem demonstrar a relação entre as áreas não locadas disponíveis e o comportamento do fluxo de aluguéis. Quando um imóvel apresenta áreas disponíveis não locadas, isto representa uma menor geração de receita do FII, mas também pode representar uma perspectiva de aumento de receita futura, por meio de valores de locação maiores que os atuais. Na maior parte dos casos, o FII tentará locar as áreas disponíveis por um preço maior do que o anterior, respeitando as condições de mercado. Para novos empreendimentos, devem-se analisar as taxas de vacância da região e avaliar o poder de absorção do determinado ativo dado suas características e as condições de mercado. Os históricos de inadimplência do imóvel também podem servir como critério de análise de FIIs de Renda. Determinados empreendimentos possuem históricos relevantes de inadimplência e isto impacta de forma negativa na rentabilidade dos FIIs. No entanto, a inadimplência está fortemente ligada à estabilidade econômica do momento e aos locatários do empreendimento, por isto, este último deve também ter sua análise exclusiva. Locatários: A análise dos locatários do FII é de grande relevância também. Quando este possui apenas um locatário, a capacidade de geração de receita do FII remete, exclusivamente, a ele e a análise deve-se ater a avaliação de seu risco de crédito, dado sua capacidade de gerar caixa, liquidez, alavancagem e outros índices econômico-financeiros da instituição. Alguns locatários possuem rating de agências especializadas que podem servir como análise de crédito. No caso de FIIs com diversos locatários, a análise se torna mais difícil. Alguns FIIs possuem contratos de aluguel com grandes empresas que acabam por tornar a análise de crédito mais viável, no entanto, se os contratos são bastante pulverizados, a análise do FII deve focar na avaliação do empreendimento, suas características e localização, que acabam por determinar o tipo e nível de locatário. Análise Criteriosa de FIIs de Desenvolvimento (Co-Incorporação) Os FIIs de Desenvolvimento (Co-Incorporação) devem ser analisados sob a perspectiva de seus projetos, incorporadores, processos de due-diligence e cronograma da obra. Projeto: O projeto de incorporação é especificado no prospecto do FII e deve ser analisado detalhadamente, para que se entenda o objetivo real do investimento e avaliar se este é adequado ou não. O estudo de viabilidade que consta no prospecto do FII é o documento principal para avaliar se o projeto é consistente e viável, uma vez que o modelo econômico-financeiro resultará em uma taxa interna de retorno (TIR), por meio de premissas macroeconômicas e financeiras estipuladas pelo gestor do projeto, as quais devem ser criteriosamente analisadas. Incorporador: O histórico do incorporador deve ser buscado a fim de revelar seu track-record em projetos de desenvolvimento semelhantes aos do FII em questão. O incorporador possui forte responsabilidade pelo desenvolvimento da obra e seu conhecimento, experiência, capacidade e reputação, estão fortemente ligados ao sucesso do projeto e do investimento. Due-diligence: Os processos de due-diligence possuem importância em qualquer um dos tipos de FIIs, mas, nos de co-incorporação, falhas podem significar o total insucesso do projeto, uma vez que as autorizações necessárias para o início de uma obra e outras exigências legais podem comprometer a conclusão do empreendimento. Desta forma, é muito importante avaliar os processos em questão e se certificar de que tudo esteja regularizado, desde o contrato de compra e venda do terreno até a situação legal dos antigos proprietários. A assessoria jurídica nesta fase é de extrema importância. 7

O MERCADO DE FIIs Cronograma da obra: Atentar-se para o cronograma das obras é muito importante na avaliação contínua dos FIIs de co-incorporação. Passado o processo inicial de due-diligence, a fase das obras é o momento em que o risco se eleva por diversos fatores inerentes à execução física do projeto, por isso é importante o acompanhamento. É comum ocorrer atrasos em obras, mas é importante entender o porquê do ocorrido. Alguns FIIs firmam contratos com multas em caso de atraso da obra, protegendo o investidor no atraso do empreendimento em gerar renda. Análise Criteriosa de FIIs de Títulos de Lastro Imobiliário Os FIIs de Títulos de Lastro Imobiliário devem ser analisados sob a perspectiva da seleção dos títulos, tipo de renda e securitizadoras. Seleção dos Títulos: É importante analisar a seção Política de Investimento do prospecto, a qual mostra a forma com que o gestor seleciona os ativos que compõe o portfólio do FII. Nela estarão elencados diversos critérios de seleção, desde concentração de títulos por emissor ou tipo (residencial, comercial, renda fixa, renda variável...) e, no caso dos CRIs, se os mesmos possuem alguma forma de proteção como garantias reais ou cotas subordinadas. Tipo de Renda: Este critério basicamente consiste em avaliar se o FII possui uma receita mais estável, por investir preponderantemente em títulos de renda fixa, ou seja, menor risco e retorno, ou se o veículo aloca seus recursos de forma mais agressiva, em títulos de renda variável, com maior retorno consequentemente. Securitizadoras: Nos FIIs de investimento preponderante em CRIs é importante analisar o histórico da securitizadora. 7. Histórico da Indústria e Regulamentação O ambiente atual dos Fundos Imobiliários foi construído em 1 passos regulatórios, sendo o primeiro em 1993 com a Lei Federal n 8.668 (25/6/1993), que instituiu a figura dos FIIs e designou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a autorização, regulamentação e fiscalização destes veículos. Em 1997, um passo importante para a indústria foi tomado. Por meio da Lei Federal nº 9.514, o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) foi criado, trazendo importantes marcos como a alienação fiduciária de imóveis, as companhias securitizadoras de crédito imobiliário e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). A partir de 1999, esse tema passou por um período de ajustes em sua legislação. Isto ocorreu para que este veículo de investimento, o FII, tivesse, de fato, um caráter atrativo para investidores, dada a importância do setor imobiliário para a economia, e não fosse utilizado apenas como uma estratégia de otimização tributária. Com isto vieram: Lei nº 9.779 (1999): definindo as regras para distribuição de rendimentos e ganhos de capital para os Fundos Imobiliários, assim como a retenção na fonte de imposto de renda sobre ganhos auferidos por meio de aplicações financeiras em renda fixa e variável; Lei nº 11.33 (24): isentando de imposto de renda na fonte a remuneração oriunda dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras de Credito Imobiliário (LCI) e Letras Hipotecárias (LH), pelos investidores pessoa física; Lei nº 11.196 (25): isentando os rendimentos distribuídos pelos Fundos Imobiliários de imposto de renda na fonte e na declaração de ajuste anual para pessoas físicas. No entanto, este benefício depende de algumas regras: (1) que as cotas do respectivo fundo sejam exclusivamente negociadas em bolsa de valores ou balcão organizado; (2) que o fundo possua no mínimo 5 cotas; e (3) que a pessoa física, possível beneficiada, não possua montante superior a 1% das cotas emitidas ou direito à distribuição de resultado superior a 1% dos resultados do fundo. Por fim, os anos de 28 e 29 trouxeram os três principais eventos para a indústria. Primeiramente, com a instrução da CVM de nº 472, que, além de atualizar a legislação dos FIIs e equipará-los a outros veículos também regulados pela CVM, amplia a sua base de investimento. Na sequência, em complemento ao evento de 28, a Lei nº 12.24 trouxe a isenção de imposto de renda na fonte aos rendimentos obtidos pelos FIIs em aplicações em CRIs, LHs e LCIs. Por fim, o Conselho Monetário Nacional, por meio de sua resolução nº 3.792 expandiu a base de investimento das Entidades Fechadas de Previdência Complementar para investimentos em FIIs. Após duas décadas de atividades legislativas, o ambiente de investimento em FIIs tornou-se uma alternativa atrativa para o investidor pessoa física, por conta de (1) incentivos fiscais obtidos, (2) alcance a uma maior diversidade de ativos, (3) maior profissionalização da indústria (4) possibilidade e alinhamento de interesses com investidores qualificados. 8

O MERCADO DE FIIs 8. Evolução da Indústria Como reflexo desta evolução do marco regulatório na indústria e da criação de um ambiente de investimento atrativo à pessoa física, o mercado de FIIs ganhou a forma que possui hoje. A começar pelas primeiras cotas negociadas em bolsa, em 1995, do Shopping Guararapes, ativo localizado em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, e à medida que surgia alguma regra nova, a indústria respondia na sequência. Em 1999, a estreia do Fundo Imobiliário Shopping Higienópolis abriu portas para uma nova etapa com sua primeira emissão no montante de 4 milhões de reais, para aquisição de participação no Shopping Center localizado no bairro de Higienópolis na capital paulista. Logo em seguida, foi lançado o FII Financial Center, com o objetivo de adquirir lajes corporativas e explorar sua locação. Fato relevante sobre estas duas emissões é que a aquisição destas cotas foi feita, em sua maioria, por investidores pessoa física. A partir de 23, outro fato relevante foi a estreia da negociação de cotas em balcão organizado, exemplificado pelo FII Almirante Barroso, que, naquele ano, concentrou 97% dos 77 negócios realizados nos leilões do ano. Após o advento da Lei nº 11.196 (25), que estendeu a isenção de imposto de renda sobre as distribuições mensais ao investidor pessoa física, a indústria ganhou mais robustez. Já em 26, o montante negociado no mercado secundário, ao longo do ano, aumentou em aproximadamente 88%, enquanto o número de negócios aumentou quase 15%, atingindo R$ 176,1 milhões em 4.24 negócios. 12 Emissões de FIIs (R$MM) 1 8 6 4 2 23 24 25 26 27 28 29 21 211 212 213 Indústria FIIs Listados Neste período entre o início da aplicação do benefício fiscal à pessoa física até 28, a indústria obteve um salto muito relevante em seu porte. Houve um crescimento de quase 9% no montante captado até então. Somente no ano de 28, os FIIs listados foram responsáveis pela captação de R$ 498,5 milhões. Vale ressaltar que este crescimento se deu em meio a um cenário de intensa concorrência no mercado de capitais. Neste mesmo período, especialmente entre os anos de 27 e 28, 2 empresas ligadas ao setor imobiliário, sendo elas construtoras, incorporadoras, ou retentoras de ativos imobiliários ingressaram na bolsa de valores, com uma captação de aproximadamente R$ 12 bilhões. Montante Diário Negociado na BM&FBOVESPA (R$M) 1. 9. 8. 7. 6. 5. 4. 3. 2. 1. - Dando sequência a este ritmo de expansão, em 29 e 21, o mercado de FIIs atingiu patamares ainda maiores, terminando 211 com R$ 4,1 bilhões em volume de emissão, dos quais R$ 3,1 bilhões foram listados em bolsa. A indústria alcançou aproximadamente R$ 8 bilhões de valores de capitalização, quase dobrando o saldo final do ano de 29. Até janeiro de 214, a indústria contava com 116 FIIs listados na BM&FBovespa representando R$ 27,1 bilhões em valor de mercado. 9

O MERCADO DE FIIs 9. Tamanho e Perfil A indústria de fundos imobiliários, em razão de seu apelo para a participação de pessoas físicas, reflete muito do comportamento deste investidor em seu perfil. Desta forma, é possível observar um racional de investimento nos fundos, muito semelhante ao que é praticado nos investimentos imobiliários diretos. A fotografia apresentada pela indústria, ao término do último exercício explica a razão desta influência, aproximadamente 63,4% do mercado investidor em FIIs é composto por pessoas físicas. Perfil do Investidor 6,% 5,4% 2,6% 3,9% Pessoas Físicas Fundos de Investimento Pessoas Jurídicas 11,6% 63,4% Pessoas Vinculadas 7,1% Previdência Privada Investidores Estrangeiros Fonte: Uqbar Outros Após meia década de franco desenvolvimento, o mercado de fundos ainda traz um cenário estático no que tange a diversidade de produtos ofertados. Ao término de 21, cerca de 91% dos FIIs possuíam como foco da política de investimento a aquisição de bens imóveis, sendo a principal finalidade deste tipo de ativo a distribuição de renda periódica e constante. Perfil do Fundo Imobiliário 1,5% 1,%,9%,8% 3,6% 2,2%,5% Escritórios Varejo - Shopping Centers 12,7% 12,8% 48,1% Diversificado Varejo - Lojas Individuais Logística Residencial Escolar Hospitalar 15,9% Industrial Hospedagem Fonte: Uqbar Varejo - Galerias Apesar deste reflexo do comportamento de investidores pessoa física no perfil da indústria, uma das grandes vantagens do investimento imobiliário, por meio de FIIs, é observada na base de ativos investidos. Cerca de 64% dos recursos dos fundos que investem em bens imóveis, possui como ativo alvo imóveis comerciais como escritórios e shopping centers. O acesso ao investimento direto neste tipo de bens imóveis seria praticamente impossível para boa parte dos investidores pessoa física, pois o investimento é muito superior a uma unidade residencial investimento imobiliário padrão. 1

RESUMO Ticker FII Tabela Resumo Valorização Abril ¹ Valorização + Yield Giro Vol. Méd. Diário R$(mil)² AEFI11 AESAPAR FII 4,45%,83% 5,28% 2,56% R$ 112 9,63% AGCX11 FII Agências Caixa,98%,76% 1,74% 2,95% R$ 355 8,39% BBFI11B BB FII Progressivo,53% 1,14% 1,67% 1,33% R$ 29 13,13% BBPO11 BB Progressivo II FII -1,13%,72% -,41% 2,55% R$ 2.369 8,49% BBRC11 BB Renda Corporativa -,68%,3% -,37% 1,19% R$ 51 3,14% BBVJ11 BB Votorantim JHSF Cidade Jardim Continental Tower 2,54%,51% 3,5% 1,4% R$ 86 9,32% BMLC11B BM Brascan Lajes Corporativas FII 5,16%,83% 5,99%,77% R$ 72 11,5% EDGA11B BM Edifício Galeria FII 9,25%,82% 1,7% 1,25% R$ 242 1,4% JRDM11B BM Jardim Sul FII 2,47%,93% 3,39%,73% R$ 68 11,% BPFF11 FII Brasil Plural Fundo de Fundos,49%,99% 1,48% 1,21% R$ 661 11,46% BRCR11 FII BTG Pactual Corporate Office Fund -2,5%,8% -1,25% 2,33% R$ 3.286 9,38% FEXC11B FII BTG Pactual Fundo de CRI 1,21% 1,28% 2,49% 2,12% R$ 148 11,6% BCFF11B FII BTG Pactual Fundo de Fundos,93%,89% 1,83% 1,6% R$ 329 1,8% FCFL11B FII Campus Faria Lima %,79%,79% 1,16% R$ 145 8,94% CNES11B FII Cenesp -,43%,83%,41%,18% R$ 52 9,91% CEOC11B FII CEO Cyrela Commercial Properties -5,6% 1,21% -3,85% 3,77% R$ 232 14,5% HGBS11 CSHG Brasil Shopping FII -1,67%,84% -,83% 1,24% R$ 71 9,96% HGJH11 CSHG JHSF Prime Office FII,85%,8% 1,65%,36% R$ 19 9,48% HGLG11 CSHG Logística FII -,62% 1,14%,52% 2,9% R$ 625 1,21% HGRE11 CSHG Real Estate FII -3,18%,85% -2,33% 1,59% R$ 973 1,16% HGCR11 CSHG Recebíveis Imobiliários FII -4,66% 1,% -3,66% 1,33% R$ 11 1,33% THRA11B FII Cyrela Thera Corporate -1,4% 1,9% -,31% 1,7% R$ 113 13,4% VRTA11 Fator Verità FII 5,2%,94% 6,15% 5,% R$ 158 1,51% FLRP11B FII Floripa Shopping 13,3% % 13,3% 1,64% R$ 17 8,62% NSLU11B FII Hospital Nossa Senhora de Lourdes,2%,89%,92%,98% R$ 64 1,7% HTMX11B FII Hotel Maxinvest -9,4% 1,73% -7,31% 3,26% R$ 246 3,91% JSRE11 JS Real Estate Multigestão FII %,89%,89% 2,22% R$ 36 8,85% KNRI11 Kinea Renda Imobiliária FII,76%,77% 1,52% 1,81% R$ 1.94 8,59% KNCR11 Kinea Rendimentos Imobiliários FII 1,6%,85% 1,91% 1,33% R$ 693 8,91% MXRF11 Maxi Renda FII 5,59%,94% 6,53% 4,3% R$ 341 9,21% PRSV11 FII Presidente Vargas,93% 1,1% 2,3% 6,3% R$ 456 12,8% RBVO11 FII Rio Bravo Crédito Imobiliário 5,14% 1,3% 6,17% 5,73% R$ 87 1,36% FFCI11 FII Rio Bravo Renda Corporativa,65%,81% 1,46%,95% R$ 65 9,23% RNGO11 FII Rio Negro 8,31%,87% 9,18% 3,9% R$ 351 11,46% SAAG11 Santander Agências FII 1,66%,75% 2,41% 2,7% R$ 493 8,94% SDIL11 SDI Logística Rio FII -1,4%,82% -,58% 2,5% R$ 181 9,81% SPTW11 SP Downtown FII -1,88% 1,5% -,84% 1,41% R$ 146 12,31% TBOF11 FII TB Office 2,57% 1,3% 3,6% 1,24% R$ 469 12,35% ALMI11B FII Torre Almirante 4,76%,85% 5,61%,3% R$ 78 1,11% XTED11 TRX Edifícios Corporativos FII -2,2%,96% -1,5% 2,73% R$ 141 11,4% TRXL11 TRX Logística Renda FII %,86%,86% 1,97% R$ 15 9,85% FVBI11B VBI FL 444 FII -1,28%,97% -,31%,97% R$ 124 11,69% VLOL11 FII Vila Olímpia Corporate,82% 1,12% 1,94% 1,13% R$ 97 14,6% XPCM11 XP Corporate Macaé FII -,28%,83%,55% 2,54% R$ 427 9,66% XPGA11 XP Gaia Lote I FII 5,% 1,13% 6,13% 3,62% R$ 214 11,21% (12M) Média 1,6%,9% 1,96% 2,23% R$ 41 1,79% IBOV x CDI x IFIX 1,45 Índice IBOV Índice CDI IFIX 1,35 1,25 1,15 1,5,95,85,75 ¹ Rendimento referente ao mês de abril dos FIIs: AESAPAR, Agências Caixa, BB FII Progresivo, BB Pogressivo II FII, BB JHSF Cidade Jardim, BM Brascan Lajes Corporativas, BB Renda Corporativa,Brasil Plural Fundo de Fundos, BTG Pactual Corporate Office Fund, BTG Pactual Fundo de CRI, BTG Pactual Fundo de Fundos, CEO Cyrela Commercial Properties, CSHG Brasil Shopping,CSHG JHSF Prime Office, CSHG Real Estate, CSHG Recebíveis Imobiliários, CSHG Logística, Cyrela Thera Corporate, Fator Verità, Hotel Maxinvest, JS Real Estate Multigestão, Kinea Renda Imobiliária, Kinea Rendimentos Imobiliários, Maxi Renda, Rio Bravo Crédito Imob., Rio Bravo Renda Corp, Rio Negro, Santander Agências, SDI Logística Rio, SP Downtown, Torre Almirante,TRX Edifícios Corporativos, TRX Logística, VBI FL 444, Vila Olímpia Corporate, XP Corporate Macaé e XP Gaia Lote I. ¹ Rendimento referente ao mês de março dos FIIs: BM Edifício Galeria, BM Jardim Sul, Cenesp, Campus Faria Lima, Floripa Shopping, Hospital Nossa Sr. de Lourdes, Presidente Vargas e TB Office. ² Volume médio diários dos últimos três meses. 11

RESUMO Valorização Abril FII Floripa Shopping BM Edifício Galeria FII FII Rio Negro Maxi Renda FII Fator Verità FII BM Brascan Lajes FII Rio Bravo Crédito XP Gaia Lote I FII FII Torre Almirante AESAPAR FII FII TB Office BB Votorantim JHSF Cidade BM Jardim Sul FII Santander Agências FII FII BTG Pactual Fundo de CRI Kinea Rendimentos FII Agências Caixa FII BTG Pactual Fundo de FII Presidente Vargas CSHG JHSF Prime Office FII FII Vila Olímpia Corporate Kinea Renda Imobiliária FII FII Rio Bravo Renda BB FII Progressivo FII Brasil Plural Fundo de FII Hospital Nossa Senhora FII Campus Faria Lima TRX Logística Renda FII JS Real Estate Multigestão FII XP Corporate Macaé FII FII Cenesp CSHG Logística FII BB Renda Corporativa BB Progressivo II FII VBI FL 444 FII SDI Logística Rio FII FII Cyrela Thera Corporate CSHG Brasil Shopping FII SP Downtown FII TRX Edifícios Corporativos FII FII BTG Pactual Corporate CSHG Real Estate FII CSHG Recebíveis Imobiliários FII CEO Cyrela Commercial FII Hotel Maxinvest 9,25% 8,31% 5,59% 5,2% 5,16% 5,14% 5,% 4,76% 4,45% 2,57% 2,54% 2,47% 1,66% 1,21% 1,6%,98%,93%,93%,85%,82%,76%,65%,53%,49%,2% % % % -,28% -,43% -,62% -,68% -1,13% -1,28% -1,4% -1,4% -1,67% -1,88% -2,2% -2,5% -3,18% -4,66% -5,6% -9,4% 13,3% FII Hotel Maxinvest FII BTG Pactual Fundo de CRI FII CEO Cyrela Commercial CSHG Logística FII BB FII Progressivo XP Gaia Lote I FII FII Vila Olímpia Corporate FII Presidente Vargas FII Cyrela Thera Corporate SP Downtown FII FII Rio Bravo Crédito Imobiliário FII TB Office CSHG Recebíveis Imobiliários FII FII Brasil Plural Fundo de Fundos VBI FL 444 FII TRX Edifícios Corporativos FII Fator Verità FII Maxi Renda FII BM Jardim Sul FII FII Hospital Nossa Senhora de FII BTG Pactual Fundo de Fundos JS Real Estate Multigestão FII FII Rio Negro TRX Logística Renda FII Kinea Rendimentos Imobiliários CSHG Real Estate FII FII Torre Almirante CSHG Brasil Shopping FII FII Cenesp BM Brascan Lajes Corporativas XP Corporate Macaé FII AESAPAR FII SDI Logística Rio FII BM Edifício Galeria FII FII Rio Bravo Renda Corporativa FII BTG Pactual Corporate CSHG JHSF Prime Office FII FII Campus Faria Lima Kinea Renda Imobiliária FII FII Agências Caixa Santander Agências FII BB Progressivo II FII BB Votorantim JHSF Cidade BB Renda Corporativa FII Floripa Shopping 1,73% 1,28% 1,21% 1,14% 1,14% 1,13% 1,12% 1,1% 1,9% 1,5% 1,3% 1,3% 1,%,99%,97%,96%,94%,94%,93%,89%,89%,89%,87%,86%,85%,85%,85%,84%,83%,83%,83%,83%,82%,82%,81%,8%,8%,79%,77%,76%,75%,72%,51%,3% % 12

RESUMO Valorização Abril + (12M) FII Floripa Shopping BM Edifício Galeria FII FII Rio Negro Maxi Renda FII FII Rio Bravo Crédito Fator Verità FII XP Gaia Lote I FII BM Brascan Lajes FII Torre Almirante AESAPAR FII FII TB Office BM Jardim Sul FII BB Votorantim JHSF Cidade FII BTG Pactual Fundo de CRI Santander Agências FII FII Presidente Vargas FII Vila Olímpia Corporate Kinea Rendimentos FII BTG Pactual Fundo de FII Agências Caixa BB FII Progressivo CSHG JHSF Prime Office FII Kinea Renda Imobiliária FII FII Brasil Plural Fundo de FII Rio Bravo Renda FII Hospital Nossa Senhora de JS Real Estate Multigestão FII TRX Logística Renda FII FII Campus Faria Lima XP Corporate Macaé FII CSHG Logística FII FII Cenesp VBI FL 444 FII FII Cyrela Thera Corporate BB Renda Corporativa BB Progressivo II FII SDI Logística Rio FII CSHG Brasil Shopping FII SP Downtown FII TRX Edifícios Corporativos FII FII BTG Pactual Corporate CSHG Real Estate FII CSHG Recebíveis Imobiliários FII CEO Cyrela Commercial FII Hotel Maxinvest 6,53% 6,17% 6,15% 6,13% 5,99% 5,61% 5,28% 3,6% 3,39% 3,5% 2,49% 2,41% 2,3% 1,94% 1,91% 1,83% 1,74% 1,67% 1,65% 1,52% 1,48% 1,46%,92%,89%,86%,79%,55%,52%,41% -,31% -,31% -,37% -,41% -,58% -,83% -,84% -1,5% -1,25% -2,33% -3,66% -3,85% -7,31% 1,7% 9,18% 13,3% FII Hotel Maxinvest FII CEO Cyrela Commercial FII Vila Olímpia Corporate BB FII Progressivo FII Cyrela Thera Corporate FII Presidente Vargas FII TB Office SP Downtown FII VBI FL 444 FII FII BTG Pactual Fundo de CRI FII Rio Negro FII Brasil Plural Fundo de TRX Edifícios Corporativos FII XP Gaia Lote I FII BM Brascan Lajes BM Jardim Sul FII FII BTG Pactual Fundo de FII Hospital Nossa Senhora de Fator Verità FII FII Rio Bravo Crédito Imobiliário CSHG Recebíveis Imobiliários CSHG Logística FII CSHG Real Estate FII FII Torre Almirante BM Edifício Galeria FII CSHG Brasil Shopping FII FII Cenesp TRX Logística Renda FII SDI Logística Rio FII XP Corporate Macaé FII AESAPAR FII CSHG JHSF Prime Office FII FII BTG Pactual Corporate BB Votorantim JHSF Cidade FII Rio Bravo Renda Corporativa Maxi Renda FII Santander Agências FII FII Campus Faria Lima Kinea Rendimentos JS Real Estate Multigestão FII FII Floripa Shopping Kinea Renda Imobiliária FII BB Progressivo II FII FII Agências Caixa BB Renda Corporativa 14,5% 14,6% 13,13% 13,4% 12,8% 12,35% 12,31% 11,69% 11,6% 11,46% 11,46% 11,4% 11,21% 11,5% 11,% 1,8% 1,7% 1,51% 1,36% 1,33% 1,21% 1,16% 1,11% 1,4% 9,96% 9,91% 9,85% 9,81% 9,66% 9,63% 9,48% 9,38% 9,32% 9,23% 9,21% 8,94% 8,94% 8,91% 8,85% 8,62% 8,59% 8,49% 8,39% 3,14% 3,91% 13

RESUMO Giro Vol. Méd. Diário R$(mil) FII Brasil Plural Fundo de Fundos FII Presidente Vargas FII Rio Bravo Crédito Imobiliário Fator Verità FII Maxi Renda FII FII CEO Cyrela Commercial XP Gaia Lote I FII FII Hotel Maxinvest FII Rio Negro FII Agências Caixa CSHG Logística FII TRX Edifícios Corporativos FII AESAPAR FII BB Progressivo II FII XP Corporate Macaé FII FII BTG Pactual Corporate Office JS Real Estate Multigestão FII FII BTG Pactual Fundo de CRI Santander Agências FII SDI Logística Rio FII TRX Logística Renda FII Kinea Renda Imobiliária FII FII Floripa Shopping FII BTG Pactual Fundo de Fundos CSHG Real Estate FII SP Downtown FII CSHG Recebíveis Imobiliários FII BB FII Progressivo Kinea Rendimentos Imobiliários BM Edifício Galeria FII FII TB Office CSHG Brasil Shopping FII BB Renda Corporativa FII Campus Faria Lima FII Vila Olímpia Corporate FII Cyrela Thera Corporate BB Votorantim JHSF Cidade FII Hospital Nossa Senhora de VBI FL 444 FII FII Rio Bravo Renda Corporativa BM Brascan Lajes Corporativas BM Jardim Sul FII CSHG JHSF Prime Office FII FII Torre Almirante FII Cenesp 6,3% 5,73% 5,% 4,3% 3,77% 3,62% 3,26% 3,9% 2,95% 2,9% 2,73% 2,56% 2,55% 2,54% 2,33% 2,22% 2,12% 2,7% 2,5% 1,97% 1,81% 1,64% 1,6% 1,59% 1,41% 1,33% 1,33% 1,33% 1,25% 1,24% 1,24% 1,19% 1,16% 1,13% 1,7% 1,4%,98%,97%,95%,77%,73%,36%,3%,18% 1,21% FII BTG Pactual Corporate Office BB Progressivo II FII Kinea Renda Imobiliária FII CSHG Real Estate FII CSHG Brasil Shopping FII Kinea Rendimentos Imobiliários FII FII Brasil Plural Fundo de Fundos CSHG Logística FII Santander Agências FII FII TB Office FII Presidente Vargas XP Corporate Macaé FII JS Real Estate Multigestão FII FII Agências Caixa FII Rio Negro Maxi Renda FII FII BTG Pactual Fundo de Fundos FII Hotel Maxinvest BM Edifício Galeria FII FII CEO Cyrela Commercial XP Gaia Lote I FII BB FII Progressivo CSHG JHSF Prime Office FII SDI Logística Rio FII Fator Verità FII TRX Logística Renda FII FII BTG Pactual Fundo de CRI SP Downtown FII FII Campus Faria Lima TRX Edifícios Corporativos FII VBI FL 444 FII FII Cyrela Thera Corporate AESAPAR FII CSHG Recebíveis Imobiliários FII FII Vila Olímpia Corporate FII Rio Bravo Crédito Imobiliário BB Votorantim JHSF Cidade FII Torre Almirante BM Brascan Lajes Corporativas FII BM Jardim Sul FII FII Rio Bravo Renda Corporativa FII Hospital Nossa Senhora de FII Cenesp BB Renda Corporativa FII Floripa Shopping R$ 3.286 R$ 2.369 R$ 1.94 R$ 973 R$ 71 R$ 693 R$ 661 R$ 625 R$ 493 R$ 469 R$ 456 R$ 427 R$ 36 R$ 355 R$ 351 R$ 341 R$ 329 R$ 246 R$ 242 R$ 232 R$ 214 R$ 29 R$ 19 R$ 181 R$ 158 R$ 15 R$ 148 R$ 146 R$ 145 R$ 141 R$ 124 R$ 113 R$ 112 R$ 11 R$ 97 R$ 87 R$ 86 R$ 78 R$ 72 R$ 68 R$ 65 R$ 64 R$ 52 R$ 51 R$ 17 14

AESAPAR FII Ativo Participantes Custos Código AEFI11 Coodernador Líder XP Investimentos Tx. Adm.¹,17% a.a. (3/4) R$ 113,85 Gestor XP Gestão Tx. Gestão¹,2% a.a. Valor de Mercado R$ 85,67MM Administrador Citibank Tx. Perfomance Não há Data IPO dez/11 Consultor Não há Tx. Consultor Não há Emissão R$ 75,25MM ¹ Sobre o PL do Fundo. Atuação Geográfica Valorização Volume R$ (mil) Período TIR (% a.a.) Desde a Emissão 13,85% 45 125,88-2% 128 1 Semana 1,65% 124,6-2% 36 124 1 Mês 4,45% 125,45-4% 12 27 12 Meses -8,19% 116 123,4-3% 18 112 12,1 % Liquidez 18 9 123,94-7% 14 Vol. Méd. Diário R$ 112 (mil) 121, -5% Giro Mensal 2,56% 1 116,5 3% Presença Pregão 1% 13, 65% 112,7 17% 19, 86% 5-fev 1-fev 13-fev 18-fev 21-fev 26-fev 3-mar 6-mar 11-mar 14-mar 19-mar 24-mar 27-mar 1-abr 4-abr 9-abr 14-abr 17-abr 22-abr 25-abr ¹Análise considerando aquisição da pelo preço de mercado no final do mês de referência e venda à R$113,85 Receita Garantida Não NTNB-17 Último R$,94 Abril,83% Acumulado no Ano 3,3% Últimos 12 Meses 9,63% ¹ Yield Anual - Considerando o último rendimento. 1,,9,8,7,6,5,4,3,2,1 9 95 1 11 115 12 125 13 135 14 12,53% 11,87% 11,28% 1,25% 9,81% 9,4% 9,2% 8,68% 8,36% 8,6% O Fundo tem por objetivo realizar investimentos imobiliários de longo prazo por meio da aquisição, construção e/ou eventual adaptação de ativos imobiliários para posterior locação à empresa Anhanguera Educacional Ltda. (AELTDA), celebrando Contratos Atípicos de Locação com a empresa e controladora (AESAPAR) Não é objeto direto e primordial do Fundo obter ganhos de capital com a compra e venda de ativos imobiliários e sim remunerar o Cotista pela valorização dos imóveis, principalmente, por meio da locação à AELTDA. Anhanguera Educacional é a maior empresa de capital aberto do setor de educação no Brasil. A instituição possui mais de 7 campi localizados em todo o Brasil. Seu público-alvo é composto por adultos de classe média e baixa. Uma das características importantes do Fundo são os Contratos de Pagamento de Prêmio de Locação firmados entre a empresa e o AELTDA, com o intuito de assegurar a remuneração dos Cotistas. O prazo do contrato é de 15 anos e ele garante uma receita mensal paga pela AELTDA, gerando uma remuneração líquida ao Cotista correspondente à,85%a.m sobre o valor emissão.,88%,82%,76%,7% Segundo o Relatório de Administrador, ambos os empreendimentos continuam em fase de licenciamento visando à obtenção da aprovação legal e alvará de construção com as Prefeituras de Campinas e Cuiabá. O Campus de Campinas está previsto para inaugurar em janeiro de 215. Em dezembro de 213, os contratos foram reajustados e a distribuição passou a ser de R$,94/cota. No mercado secundário, as cotas valorizaram 4,45%, após a queda de 3,28% em março. 15

FII AGÊNCIAS CAIXA Ativo Participantes Custos Atuação Geográfica Código AGCX11 Coodernador Líder Caixa Tx. Adm.¹,65% a.a. (3/4) R$ 927, Gestor - Tx. Gestão Não há Valor de Mercado R$ 375,44MM Administrador Rio Bravo Tx. Perfomance Não há Data IPO nov/12 Consultor Jones Lang Tx. Consultor - Emissão R$ 45,MM ¹ Sobre o PL do Fundo. A partir do 2 ano,55%, do 3 ano,45%, do 4 ano,35%. Valorização Período TIR (% a.a.) Volume R$ (mil) Desde a Emissão -7,3% 11,1-1% 2. 97 1 Semana 1,22% 12-3% 1 Mês,98% 1.6 95 15, -2% 12 Meses -17,34% 1.2 994,5-2% 93 8 96 3% Liquidez 91 947,1 5% 4 Vol. Méd. Diário R$ 355 (mil) 96 % Giro Mensal 2,95% 89 925, 1% Presença Pregão 1% 915, 15% 92 15% 918, 23% 5-fev 1-fev 13-fev 18-fev 21-fev 26-fev 3-mar 6-mar 11-mar 14-mar 19-mar 24-mar 27-mar 1-abr 4-abr 9-abr 14-abr 17-abr 22-abr 25-abr ¹Análise considerando aquisição da pelo preço de mercado no final do mês de referência e venda à R$927, Receita Garantida Não N/D Último R$ 7,3 Abril,76% Acumulado no Ano 3,3% Últimos 12 Meses 8,39% 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, 1,2%,9%,6%,3% % 88 8,84% 89 8,74% 9 8,64% 91 8,55% 92 8,45% 94 8,27% 96 8,1% 98 7,93% 1 7,78% 15 7,41% O Fundo tem por objetivo a aquisição de imóveis destinados às operações de agências bancárias. Os recursos captados serão alocados em imóveis Buy to Lease (agências bancárias já existentes e operantes) e em imóveis Built to Suit (aquisição de imóveis e adequação para posterior locação como agência bancária). Os contratos terão prazos de 1 anos e serão reajustados, anualmente, pelo IGP-M. Atualmente, o portfólio conta com agências localizadas nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, e são locadas à Caixa Econômica Federal (CEF), além de projetos Built to Suit em desenvolvimento, localizados no estado de São Paulo e destinados à CEF. No final de abril, o Fundo adquiriu dois imóveis, um situado na Av. Rio Branco, no Rio de Janeiro- RJ, com área total de 713,62 m²; e o outro localizado na Rua dos Italianos, em São Paulo SP, com área total de 52,5 m². Ambos serão locados a Caixa Econômica Federal pelo prazo mínimo de dez anos, contados a partir da entrega do empreendimento. Estas aquisições possuem capital comprometido de R$ 16,9 milhões. A Administradora e Gestora, em conjunto com a Consultora Imobiliária, continuam prospectando novos imóveis e realizando processos de due diligence. Novas aquisições estão previstas para este semestre. Atualmente, 46% dos ativos estão alocados em imóveis para renda; 3% em construção/reformas; e o restante em fundos de Renda Fixa e LCIs. No mercado secundário, as cotas valorizaram,98%, após a queda de,22% em março. A negociação média do Fundo aumentou e o índice de giro foi de 2,95%, ante,84% no período anterior. 16

BB FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO PROGRESSIVO Ativo Participantes Custos Atuação Geográfica Código BBFI11B Coodernador Líder BB Investimentos Tx. Adm.¹ 5,1% a.m. (3/4) R$ 2.825, Gestor Não há Tx. Gestão - Valor de Mercado R$ 367,3MM Administrador CEF Tx. Perfomance Não há Data IPO dez/4 Consultor Não há Tx. Consultor - Emissão R$ 13,MM ¹ Sobre a receita total mensal do Fundo. Valorização Período TIR (% a.a.) Volume R$ (mil) 3.35 Desde a Emissão 182,5% 4651, -35% 1.2 1 Semana -,35% 431-33% 1 Mês,53% 9 3.1 422,91-34% 12 Meses -4,78% 43-41% 6 2.85 425-44% Liquidez 3 42-49% Vol. Méd. Diário R$ 29 (mil) 498, -54% Giro Mensal 1,33% 2.6 389-57% Presença Pregão 1% 295-4% 2811,1 18% 281 22% 2-fev 1-mar ¹Análise considerando aquisição da pelo preço de mercado no final do mês de referência e venda à R$2.825, Receita Garantida Não N/D Último R$ 32,17 Abril 1,14% Acumulado no Ano 4,55% Últimos 12 Meses 13,13% 3 25, 2 15, 1 5, 1,8% 1,5% 1,2%,9%,6%,3% % 1 2 22 24 26 28 3 32 34 36 37,9% 18,54% 16,86% 15,45% 14,26% 13,25% 12,36% 11,59% 1,91% 1,3% O BB FII Progressivo adquiriu e realiza a gestão dos imóveis Edifício Sede I, localizado em Brasília, e do Centro Administrativo do Andaraí (um bloco de edifícios administrativos interligados), localizado no Rio de Janeiro. Ambos são locados ao Banco do Brasil. Os rendimentos do Fundo são provenientes dos valores recebidos pela locação dos imóveis ao BB, reajustados pelo IGP-M anualmente. Os contratos de locação são de 1 anos e vencem em dezembro de 214, sendo prorrogáveis por igual período. Em março, foi comunicado que o locatário do CARJ, o Banco do Brasil, manifestou interesse na renovação do contrato, que encerrará em dezembro de 214. A formalização da renovação está sujeita aos termos e prazos a serem definidos. No período anterior, foi anunciado que o Banco do Brasil, que também ocupa o outro imóvel pertencente ao Fundo, não pretende renovar o contrato de locação do Edifício Sede I, afirmando interesse somente na sobreloja, térreo, 1º Subsolo Anexo A e 2º Subsolo Anexo A, pertencentes ao mesmo imóvel. O contrato encerrará em dezembro de 214 e a Administradora iniciou as tratativas para determinar as condições para a desocupação e análise das alternativas para a destinação das áreas que serão desocupadas. No período, as cotas valorizaram,53%, após a queda de,4% em março. O volume negociado aumentou e o índice de giro foi de 1,33%, ante,81% no período anterior. 17

BB PROGRESSIVO II FII Ativo Participantes Custos Atuação Geográfica Código BBPO11 Coodernador Líder BB Investimentos Tx. Adm.¹,28% a.a. (3/4) R$ 14,8 Gestor Votorantim Asset Tx. Gestão² - Valor de Mercado R$ 1.668,4MM Administrador Votorantim Asset Tx. Perfomance Não há Data IPO dez/12 Consultor Não há Tx. Consultor Não há Emissão R$ 1.592,MM ¹ Sobre o PL do Fundo. ² Inclusa na Taxa de Administração. Valorização Período TIR (% a.a.) 15. Volume R$ (mil) 112 Desde a Emissão 4,8% 119,5-6% 1 Semana 1,11% 12. 19,89 3% 18 1 Mês -1,13% 111,9 % 9. 12 Meses -13,3% 14 11,4 1% 6. 11,72-1% Liquidez 3. 1 112,14-5% Vol. Méd. Diário R$ 2369 (mil) 19,1-1% Giro Mensal 2,55% 96 14,83 9% Presença Pregão 1% 11,5 24% 13,5 17% 16, -5% 2-fev 1-mar ¹Análise considerando aquisição da pelo preço de mercado no final do mês de referência e venda à R$14,8 Receita Garantida Não 8,5% a.a. Último R$,75 Abril,72% Acumulado no Ano 2,87% Últimos 12 Meses 8,49%,8,7,6,5,4,3,2,1 1,%,8%,6%,4%,2% % 95 9,37% 98 1 15 11 115 12 125 13 135 9,8% 8,9% 8,48% 8,9% 7,74% 7,42% 7,12% 6,85% 6,59% O Fundo detém 64 imóveis, dentre agências bancárias e prédios comerciais, que estão locados ao Banco do Brasil. Os imóveis estão localizados por todo o país, sendo que 69% se concentram na região sudeste. Todos os contratos de locação são atípicos e com prazo de dez anos, podendo ser prorrogados por igual período. O principal imóvel é o Edifício Administrativo - Sede III, localizado em Brasília - DF, que representa 2% do patrimônio do Fundo. Para o primeiro semestre de 214, está previsto um investimento de R$ 25.364.14, referente a reparos na cobertura, troca de equipamentos de segurança e itens do sistema de ar condicionado. Estas despesas já eram previstas e serão pagas com o caixa destinado às benfeitorias dos imóveis estão sendo contabilizadas mês a mês e não devem impactar os rendimentos do Fundo. No mercado secundário, as cotas desvalorizaram 1,13%, após a alta de 2,42% do período anterior. O volume negociado aumentou e o índice de giro foi de 2,55%, ante 2,41% em março. 18

BB RENDA CORPORATIVA FII Ativo Participantes Custos Atuação Geográfica Código BBRC11 Coodernador Líder BB Investimentos Tx. Adm.¹,6% a.a. (3/4) R$ 76,48 Gestor Não há Tx. Gestão - Valor de Mercado R$ 121,6MM Administrador Votorantim Asset Tx. Perfomance Não há Data IPO jun/11 Consultor Cushman&Wakefield Tx. Consultor² - Emissão R$ 159,MM ¹ Sobre o PL do Fundo. ² Inclusa na Taxa de Administração. Valorização Período TIR (% a.a.) Desde a Emissão -23,52% Volume R$ (mil) 16,5-28% 2 1 Semana -2,89% 11, -26% 82 1 Mês -,68% 15 91,1-18% 12 Meses -34,4% 78 9,5-2% 1 74 91,5-24% Liquidez 5 7 85,6-18% Vol. Méd. Diário R$ 51 (mil) 81, -1% Giro Mensal 1,19% 66 79, -6% Presença Pregão 1% 74,4 16% 74, 26% 77, -4% 2-fev 1-mar ¹Análise considerando aquisição da pelo preço de mercado no final do mês de referência e venda à R$76,48 Receita Garantida Não ² 9,1% a.a. Último R$,23 Abril,3% Acumulado no Ano 1,14% Últimos 12 Meses 3,14%,3,25,2,15,1,5,5%,4%,3%,2%,1% % 65 7 75 78 8 85 9 95 1 12 3,69% 3,43% 3,2% 3,8% 3,% 2,82% 2,67% 2,53% 2,4% 2,35% 2 Após o 2º ano da oferta. O Fundo realiza investimentos imobiliários de longo prazo por meio da aquisição e eventual adaptação de imóveis para a posterior locação ao Banco do Brasil, mediante a celebração de contratos de locação atípicos. Desta forma, o fundo pode se beneficiar de eventuais valorizações ocorridas nos imóveis e, principalmente, da obtenção de renda advinda dos contratos de locação com o Banco do Brasil. Os ativos imobiliários a serem adquiridos pelo Fundo devem possuir área média de 77m², custo médio de adaptação de R$1.5. e prazo médio de duração de obras de 4 meses. Segundo o Relatório do Administrador, ao total são 2 imóveis já adquiridos, dos quais três agências já foram entregues ao Banco do Brasil. Em abril, as cotas desvalorizaram,68%, após a alta de 4,5% no mês anterior. O volume negociado aumentou e o índice de giro no período foi de 1,19%. 19

BB VOTORANTIM JHSF CIDADE JARDIM CONTINENTAL TOWER Ativo Participantes Custos Atuação Geográfica Código BBVJ11 Coodernador Líder Banco Votorantim Tx. Adm.¹ 1,% a.a. (3/4) R$ 58,45 Gestor Votorantim Asset Tx. Gestão - Valor de Mercado R$ 158,4MM Administrador Votorantim Asset Tx. Perfomance Não há Data IPO dez/1 Consultor JSHF Tx. Consultor - Emissão ¹ Sobre o PL do Fundo. R$ 271,MM Valorização Período TIR (% a.a.) Volume R$ (mil) Desde a Emissão -41,55% 9,49-33% 1 Semana,79% 45 66 82, -29% 1 Mês 2,54% 62 8,55-3% 3 12 Meses -33,8% 75,1-27% 58 77,7-35% Liquidez 15 54 77,8-39% Vol. Méd. Diário R$ 86 (mil) 74,2-4% Giro Mensal 1,4% 5 65,3-24% Presença Pregão 1% 56,4 23% 57,97 12% 57, 44% 2-fev 1-mar ¹Análise considerando aquisição da pelo preço de mercado no final do mês de referência e venda à R$58,45 Receita Garantida Vencimento Último R$,3 Abril,51% Acumulado no Ano 2,4% Últimos 12 Meses 9,32% Sim Jan/214 IPCA + 1%a.a.,9,8,7,6,5,4,3,2,1 1,5% 1,2%,9%,6%,3% % 5 55 6 65 7 75 8 85 9 1 1,89% 9,9% 9,8% 8,38% 7,78% 7,26% 6,81% 6,41% 6,5% 5,45% O objetivo do Fundo é gerar renda mensal aos cotistas por meio de locação das lajes corporativas do edifício comercial Continental Tower, que faz parte do empreendimento Cidade Jardim Corporate Center, localizado no complexo Parque Cidade Jardim. O Fundo investiu seu patrimônio na compra de 13 andares do empreendimento Continental Tower e os cotistas obterão renda a partir da locação destas lajes corporativas de propriedade do Fundo. O habite-se foi emitido no final de agosto 212. Enquanto isso, o cotista é remunerado em,8% a.m. líquido, conforme contrato entre a JHSF Incorporações e o Fundo, até os seis primeiros meses após o habite-se e nos 12 meses subsequentes de forma escalonada renda garantida de uma laje a menos a cada mês, até o término final da garantia. O pagamento de garantia pela JHSF encerrou em dezembro, já que a receita das locações recebidas pelo Fundo são maiores que o valor garantido pela JHSF. A partir desta data, as receitas são advindas, preponderantemente, das oito lajes e meia ocupadas atualmente. O Fundo vem buscando locatários com o apoio da Richard Ellis. A vacância atual, referente a quatro lajes e meia, é de 35%. O ativo pertencente ao Fundo foi reavaliado pela Colliers International e resultou em uma valorização de 3,5%, com um valor de R$ 282... No mercado secundário, as cotas valorizaram 2,54%, após a queda de 1,67% do período anterior. O volume negociado diminuiu e o índice de giro foi de 1,4% em abril. 2