O gráfico que é uma rea A UUL AL A Agora que já conhecemos melhor o plano caresiano e o gráfico de algumas relações enre e, volemos ao eemplo da aula 8, onde = + e cujo gráfico é uma rea. Queremos saber mais sobre como é essa ligação que eise enre a fórmula = + e a figura geomérica da rea. Queremos saber, por eemplo, se ouras fórmulas ambém êm como gráfico uma rea. Caso haja, o que essas fórmulas de reas êm em comum; de que modo se parecem? É isso que esudaremos hoje. Como você verá, são muias as siuações na vida coidiana - especialmene nas nossas diversas profissões - em que a relação enre duas grandezas é epressa graficamene por um rea. Veremos isso num eemplo com um auomóvel em movimeno, na relação enre a disância percorrida e o empo de percurso. E deiaremos para você aplicar as mesmas idéias na sua própria área de rabalho: na consrução civil, na indúsria, no comércio, no rabalho em casa ec. A conclusão da aula é que a Maemáica em uma maneira de visualizar oda uma série de problemas, faciliando imensamene sua resolução. Inrodução Um eemplo irado do fuebol Talvez você já enha viso um comenarisa de fuebol dizer o seguine, analisando um deerminado chue a gol: A velocidade da bola era de aproimadamene km/h, quando foi espalmada pelo goleiro. O que significa isso? Como se faz essa esimaiva de velocidade? Se um auomóvel esivesse a km/h, isso quer dizer que ele percorreria quilômeros de disância no empo de hora. Possivelmene, a esimaiva do comenarisa deve er sido calculada por compuador da seguine maneira: pelo vídeo do chue, é anoado o insane em que o pé do jogador oca a bola e a posição em que ele esá no campo; é anoado ambém o insane em que o goleiro espalma a bola e a posição do goleiro. Assim, obém-se a disância que a bola percorreu e o empo que levou para isso. O que é a velocidade da bola, enão? Se, para simplificar, considerarmos que a velocidade da bola é consane ao longo de oda sua rajeória, enão, por definição: Nossa aula Velocidade é a disância percorrida dividida pelo empo de percurso.
A U L A Rigorosamene falando, isso não é verdade, pois o ario do ar diminui a velocidade da bola o empo odo. Esamos simplificando as coisas.) Em linguagem maemáica: velocidade = espaço empo ou v = e No caso desse chue, a velocidade equivale a km/h. Em meros por segundo (pois as medidas do campo de fuebol são em meros e cada chue se dá em frações de segundo), ela é de: v = km/h = km m = h 6s 4 = 5 m/s Ou seja, a bola percorre um espaço de 5 meros a cada segundo. Ou 5 meros a cada segundos, ou meros a cada 4 segundos, ou 5 meros a cada 6 segundos, e assim por diane. É fácil visualizar de uma só vez a relação do espaço (e) percorrido com o empo () de percurso - que nese eemplo é: e = 5, ou e = 5 Para isso, basa consruir uma abela e um gráfico que mosre a maneira como o espaço se relaciona com o empo: e = 5 5 5 5 5 4 6 5 e (m) e 5 5 75 e=5 5 5 4 5 6 (s) Como vemos, nese caso, emos uma rea que passa pela origem do plano caresiano. Observe que, nesse eemplo, os eios do plano caresiano represenam e (espaço) e (empo), que são grandezas diferenes: uma é medida em meros e oura, em segundos, respecivamene. Dessa forma, a marcação dos ponos sobre os eios pode ser feia ambém com unidades diferenes. No eio verical, cada unidade equivale a 5 meros; enquano no eio horizonal cada unidade corresponde a segundo.
O gráfico de = a: reas pela origem Observe os eemplos a seguir: a) = b) = A U L A Eercícios 6 6 5 4 c) = - d) = - - - - 4 - - - - - / - - - - 4
A U L A º q. º q. º q. 4º q. Como você mesmo deve er noado, o gráfico de = a (no qual a é uma consane) é sempre uma rea. Quando a é posiivo, a rea esá no º e no º quadranes do plano caresiano; quando a é negaivo, a rea esá no º e no 4º quadranes. Veja nos eemplos abaio: OS 4 QUADRANTES DO PLANO CARTESIANO = (a=) / = (a=) ( ) = =/ (a=/) a= -/ - - =-/ (a=-/) = - ( ) a =- =- (a=-) =- (a=-) Volando ao eemplo da velocidade O gráfico da relação e = 5, que vimos no início da aula, mosra, para cada insane de empo, o espaço e percorrido pela bola de fuebol, desde o início do movimeno aé o insane. Você se lembra de que verificamos que: v = 5 m/s é equivalene a v = km/h Imagine agora um carroque se desloca a uma velocidade de km/h, ou seja, sua velocidade é de 5 m/s. Na figura abaio, ilusramos isso, imaginando o eio e como o próprio caminho do carro para ajudar na visualização. Desenhamos no carrouma sea v, sempre do mesmo amanho, para represenar sua velocidade consane: in cio do empo depois de segundos v = v=5 m/s v = v=5 m/s e e (espa o) e=5 (meros)
O gráfico da página 64 já falou udo sobre ese eemplo, não é mesmo? Vêse logo que o carro inha percorrido 5 meros após segundo do início da conagem do empo; 5 meros após segundos, 75 meros após segundos ec. Agora vamos meer um pouco no eemplo. No oal, quanos meros eria percorrido o carro se o cronômero só ivesse sido disparado para começar a conagem do empo depois de o carro já haver percorrido 4 meros? A U L A in cio do empo depois de segundos v = v=5 m/s v = v=5 m/s v = v=5 m/s 4 e e (espa o) 4 5 No oal, o carro eria percorrido 5 (como anes) mais 4 meros. É fácil ober o novo gráfico do espaço percorrido em relação ao empo, para e = 5 + 4. Acompanhe como o espaço inicial, que aqui é de 4 meros, aparece nas linhas da nova abela e no gráfico, deslocando a rea anerior para cima em 4 unidades (4 meros). TABELA ANTERIOR: TABELA NOVA: e = 5 e = 5 + 4 + 4 = 4 5 5 5 5 + 4 = 65 5 5 5 5 + 4 = 4 4 + 4 = 4 6 5 6 5 + 4 = e (m) e e=5+4 5 +4 e=5 5 75 65 5 4 5 +4 +4 (,) (,5) +4 4 5 6 (s)
A U L A O gráfico de = a + c: reas quaisquer Nos eemplos abaio, consruímos gráficos de equações do ipo = a + c. Esses gráficos foram obidos somando-se c unidades aos gráficos dos eemplos aneriores, cujas equações eram do ipo = a. =+ = = =- -,5.5 + - - - - +,5 +.5 =-+.5 =-+,5 =- Observe que, quando c é posiivo, a rea de = a + c cora o eio acima da origem; e quando c é negaivo, cora o eio abaio da origem. Um caso paricular: reas horizonais Os diversos gráficos de = a já nos mosraram que a consane a esá relacionada com a inclinação da rea. Quando a é posiivo (rea no º e º quadranes), dizemos que a rea em inclinação posiiva; quando a é negaivo (rea no º e 4º quadranes), dizemos que a rea em inclinação negaiva. Como a rea de = a + c é a rea de = a deslocada de c para cima (se c > ) ou para baio (se c < ), a inclinação permanece igual. Confira nas figuras: as reas são paralelas, endo a mesma inclinação. Para quem esá aeno, uma perguna logo surge: que dizemos da inclinação, quando a não é posiivo nem negaivo, mas nulo (a = )? Dizemos que a inclinação é nula. E como será uma rea = a + c com a =, ou seja, al que = c (para odo )? Aqui esão duas delas, com abela e gráfico: =,5.5, (;.5), (4;.5), =.5,,5,5,5 4,5 -,5 - - 4 = - - - - 4 - - - - - (-, -) - (-, -) =-
Veja que efeio eve anular a na relação = a + c: c ficamos com = c, cujo gráfico é uma rea horizonal. Já conhecemos reas inclinadas de vários modos e, agora, reas horizonais. Que ipo de rea nos fala enconrar? Pense. A U L A Ouro caso paricular: reas vericais Relembre que obivemos reas horizonais anulando o coeficiene a de na relação = a + c. Poderíamos enconrar as reas que nos falam, as vericais, fazendo a mesma coisa com - ou seja, anulando o seu coeficiene? Do jeio que esá não - porque o coeficiene de é. Mas se incluírmos ambém um coeficiene (b) para, enão, quando ele for nulo, eremos as reas vericais: é o caso dos dois úlimos dos próimos eemplos. a) O gráfico de a + b = c : eemplos Vamos desenhar eses gráficos de reas, usando uma abela auiliar: - = 5 = - 5 - = - + 5-5/ = -,6 = - 5 5/ - / / - (, -) -5/ 5/ -=5 b) +=7 =- + 7 =- + 7 7/ =,5 =- + 7 7 4 / +=7 7/ (, ) (4, /) / 4 7 c) += = (para odo ) - - (, ) (, -) d) +=- =- (para odo ) - - - -, 5 (-, ) - (-; -,5) = - - - =
A U L A Conclusão: a relação = c (onde c é uma consane) é represenada no plano caresiano por uma rea verical: à direia da origem se c >, e à esquerda se c <. E se c =? A rea de = é o próprio eio. Além desa conclusão, os dois primeiros eemplos nos mosram claramene como é o gráfico da relação geral a + b = c, quando a e b não são nulos: é uma rea inclinada que cora o eio no pono ( c, ) e o eio em (, c ). Confirme isso a b nos eemplos. Sendo assim, já sabemos raçar o gráfico de qualquer rea, iso é, de qualquer relação enre e do ipo a + b = c. Vamos praicar? Eercícios Aenção: Para os eercícios desa aula, é ineressane você rabalhar com papel quadriculado, pois ele ajuda no raçado de gráficos. Eercício a) Para cada rea abaio, faça uma abela auiliar e use-a para raçar o gráfico da rea. (Desenhe odas as reas num mesmo plano caresiano). a) = 5 a) = 5 + a) = 5-5 a4) - 5 = 7 b) Qual desas reas em maior inclinação? c) Em ermos geoméricos, o que podemos dizer desas quaro reas? Eercício a) Observando o gráfico de e = 5 + 4, do espaço oal (em meros) percorrido pelo auomóvel aé o insane, responda: qual o espaço oal percorrido aé: a) segundos? a) 4 segundos? a) segundos? a4),5 segundo? b) Confirme suas resposas pela abela.
Eercício a) Com base no gráfico de e = 5 + 4, race no mesmo plano caresiano o gráfico de e = 5 + 75. b) O que significa esse 75 no lugar de 4, no eemplo do auomóvel? A U L A Eercício 4 a) Observe, a seguir, cada uma das relações que envolvem e, e faça o que se pede. Escreva ao lado de cada uma: (H) se o gráfico da relação for uma rea horizonal; (V) se for uma rea verical; (I +) se for uma rea de inclinação posiiva; e (I -) se for de inclinação negaiva. a) = - a) = 5 a) = - a4) = p a5) = 5 - a6) = - a7) - 4 = b) Usando uma abela auiliar, race o gráfico de cada rea, e confirme sua resposa anerior. Eercício 5 Aqui esão algumas reas na forma a + b = c. Use o úlimo comenário da aula para responder o que se pede em seguida (ou use as sugesões). : rea : 7 + = - 4 rea : - = rea : - - = rea 4: - 7 - = 4 rea 5: + 5 = 8 a) Em que pono a rea cora o eio? (Sugesão: Faça = e calcule ) b) E o eio? (Sugesão: Faça = e calcule ). c) Em que casos esses dois ponos basam para raçar a rea?