Mecânica dos Sólidos I Parte 1

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Transcrição:

Departamento de Engenharia Mecânica arte 1 rof. Arthur M. B. Braga 2016.1

ENG 1703 rof. Arthur M. B. Braga Secretaria do DEM ou Lab de Sensores a Fibra Óptica E-Mail: abraga@puc-rio.br Tel: 3527-1181/3527-1019 Aulas: 2as 07:00-09:00 Sala L480 6as 07:00-09:00 Sala L481 Textos J. M. Gere, & B. Goodno, Mecânica dos Materiais, 7ª Ed., 2010 Notas de aula (cópia dos slides) e exercícios: http://abraga.usuarios.rdc.puc-rio.br/mecsol1/mecsol1.html S. H. Crandall, N. C. Dahl, and T. J. Lardner, An Introduction to The Mechanics of Solids, 2nd ed., McGraw-Hill, 1978 T. J. Lardner and R. R. Archer, Introduction to Solid Mechanics, McGraw-Hill, 1994

Critério de Avaliação Critério 6: NF = G1+ G2 2 Se G1 e G2 >= 3,0 e NF >= 5,0 então MÉDIA = NF Em outros casos o aluno faz G3: Se G1 e G2 >= 3,0 ou G1 ou G2 < 3,0 e G3 >= 3,0, então: MÉDIA = Gm + Gn 2 Gm e Gn são as duas maiores notas entre G1, G2 e G3 Se G1 ou G2 < 3,0 e G3 < 3,0, então: MÉDIA = G1+ G2 + 4 2 G3

Data das rovas 1: Sexta-feira, 29 de abril 2: Segunda-feira, 20 de junho 3: Segunda-feira, 27 de junho

Capítulos e Seções do Livro Texto Capítulo 1 Leitura de todo o Capítulo Capítulo 2 Seções 2.1 a 2.6 Capitulo 3 Seções 3.1 a 3.6, 3.8 e 3.10 Capítulo 7 Todo o Capítulo Capítulo 8 Todo o Capítulo Capítulo 5 Seções 5.1 a 5.9 1 2 e 3

Ementa ENG 1703 - Carga Horária: (4,0,0) - 4 Créditos ré-requisitos: ENG1200 ou ENG1700 ou MEC1140 Objetivo: Apresentar os fundamentos de análise de tensões na imposição das condições de equilíbrio, o estudo dos mecanismos geométricos da deformação e os modelos representativos do comportamento dos materiais no projeto mecânico de componentes. Ementa: Tensão e deformação. Conceituação. Carregamento uniaxial. Deformação de Barras. Equilíbrio. Efeitos de temperatura. roblemas estaticamente indeterminados. Torção de peças esbeltas. Equilíbrio. Superposição. Torção de eixos com seção transversal não circular. Estado plano e tridimensional. Caracterização tensorial. Transformações-Círculo de Mohr. rocessos de medição de deformações. Relações de compatibilidade geométrica e equilíbrio. Relações constitutivas. Deformações térmicas. Idealização das curvas tensão-deformação. Comportamento dos materiais pós-escoamento. Geometria das áreas. Momentos de inércia. Tensões devidas a flexão. Condições de equilíbrio. Cisalhamento e momento fletor. Bibliografia: : GERE, J.M. Mecânica dos Materiais 5a. ed; S. aulo: Thomson Ltda, 2001; OOV, E.. Engineering Mechanics of Solids 2nd; New Jersey: rentice Hall, 1998.

osicionamento do curso na grade curricular Dinâmica Estática Materiais CMM El. Máq. rojeto de novos componentes e avaliação da integridade de estruturas em serviço Desenho Mec Sol Mec Sol I Mec Sol II Metrologia rojeto roc. Fab. Uso Geralmente trabalha sob considerações elásticas. Envolve carregamentos e geometria para determinar tensões Histórico de ocorrências Mecanismos de dano Avaliação de Integridade Inspeção e Monitoração Cálculo da Vida Remanescente e de Adequação ao Uso Diagrama reproduzido das notas de aula do rof. J. L. Freire ENG 1720 rojeto de Sistemas Mecânicos

Mecânica dos Sólidos roblema F 1 Corpo sujeito a ação de esforços externos (forças, momentos, etc.) F 7 F 8 F 2 F 3 Determinar F 4 Esforços internos (tensões) F 6 Deformações F 5 Deslocamentos

Solução de roblemas em Mecânica Aplicada (1) 1. Selecionar o sistema de interesse 2. ostular as características do sistema. Idealização e simplificações da situação real 3. Aplicar princípios de mecânica para o modelo idealizado Realizar previsões 4. Comparar previsões com o comportamento do sistema real Realizar experimentos e medições 5. Rever as hipóteses e procedimentos caso as previsões do modelo não reproduzam o comportamento real do sistema (1) Crandall, Dahl & Lardner, An Introduction to Solid Mechanics, 2 nd ed., McGraw Hill, 1978

Mecânica dos Sólidos Considerar: Corpo contínuo (mecânica do contínuo) Características das deformações (cinemática) equenas Deformações vs. Grandes Deformações (linear vs. nãolinear) Características do material (modelo constitutivo) Isotrópico ou anisotrópico Elástico, elasto-plástico, viscoelástico, etc. Linear ou não linear Apoios e Carregamentos Deslocamentos conhecidos ou nulos em parte do contorno do corpo Forças externas de corpo ou superfície, localizadas ou distribuídas

Determinação da Distribuição de Tensão no Corpo Sujeito à Ação de Forças Externas Barras sujeitas a carregamentos axiais (Cap. 1 e 2) F F

Determinação da Distribuição de Tensão no Corpo Sujeito à Ação de Forças Externas Cisalhamento (Cap. 1)

Determinação da Distribuição de Tensão no Corpo Sujeito à Ação de Forças Externas Eixos sujeitos a carregamentos de torção (Cap. 3) T T x

Determinação da Distribuição de Tensão no Corpo Sujeito à Ação de Forças Externas Barras submetidas a carregamentos de flexão (Cap. 5 e 6) VIGAS F

Determinação da Distribuição de Tensão no Corpo Sujeito à Ação de Forças Externas Vasos de pressão (ressão Interna) (Cap. 8) p

Barras sujeitas a carregamentos uniaxiais F F

Carregamentos e Deformações Uniaxiais L1 + δ 1 F F L 1 A 1 L2 + δ 2 A 2 A L 2 2 F > A = L F 1 1 F 3 Material Linear 2 1 L 2 F L3 + δ 3 A 3 A L 3 3 = A < L F 2 2 δ L 3

Carregamentos e Deformações Uniaxiais F A Material Linear Módulo de Elasticidade (Módulo de Young) Material E, a (N/m 2 ) F δ A L 1,2,3 = E δ L Aço Alumínio Vidro Madeira Nylon, Epóxi, etc. Tungstênio Molibidênio Borracha Colágeno 1.94E+11 a 2.05E+11 6.90E+10 6.90E+10 6.9E+09 a 1.38E+10 2.75E+08 a 5.5E+08 4.00E+11 2.75E+11 1.38E+06 a 5.5E+06 1.38E+06 a 1.03E+07 Crandall et al., 1978

Carregamentos e Deformações Uniaxiais Ensaio de Tração Objetivo: Caracterização Mecânica do Material Obter constantes elásticas e resistência mecânica Célula de Carga Extensômetro Corpo de rova Cabeçote Móvel

Carregamentos e Deformações Uniaxiais Ensaio de Tração Medida de Deformação no Corpo de rova Máquina de Tração Extensômetro

Carregamentos e Deformações Uniaxiais Ensaio de Tração Algumas Normas Técnicas ASTM E8:2004 Standard Test Methods for - Tension Testing of Metallic Materials ISO 527:1993 arts 1-5 lastics - Determination of tensile properties ISO 6892:1998 Metallic materials - Tensile testing at ambient temperature NBR-ISO 6892:2002 Materiais metálicos - Ensaio de tração à temperatura ambiente NBR 6673:1981 rodutos planos de aço - Determinação das propriedades mecânicas a tração - Método de ensaio

Carregamentos e Deformações Uniaxiais Ensaio de Tração 10 mm 51,2 mm (4 x diâmetro) 12,8 mm 19,1 mm 50,8 mm Base de Comprimento Raio 9,5 mm Corpo de rova adrão: ASTM E8

Carregamentos e Deformações Uniaxiais σ = F/A Ensaio de Tração S u S y Estricção Regime lástico Regime Elástico F F 0,2% ε = δ/l

Barras Carregadas Axialmente Relação entre Tensão e Deformação Figuras reproduzidas de: Beer, Johnston & DeWolf, Mechanics of Materials, 4 th ed., McGraw-Hill, 2002

Barras Carregadas Axialmente Relação entre Tensão e Deformação Figuras reproduzidas de: Beer, Johnston & DeWolf, Mechanics of Materials, 4 th ed., McGraw-Hill, 2002

Carregamentos e Deformações Uniaxiais Material Elástico Linear ( N A < ) S Y N A L +δ N A N L E δ L = δ NL EA

Carregamentos e Deformações Uniaxiais Exemplo: Determinar deslocamento do ponto B C Barra de Aço Diâmetro de 25 mm (Área = 491 mm 2 ) 3 m A 45 B Barra de Aço Área = 3200 mm 2 20 kn

Carregamentos e Deformações Uniaxiais Exemplo: Determinar o valor máximo de para que as barras se mantenham no regime elástico (σ = F/A < S y ). As barras são idênticas, com seção transversal de área A. H 60

Mecânica dos Sólidos roblema F 1 Corpo sujeito a ação de esforços externos (forças, momentos, etc.) F 7 F 8 F 2 F 3 Determinar F 4 Esforços internos (tensões) F 6 Deformações F 5 Deslocamentos

Análise de Tensões Objetivos: Definir o conceito de vetor tensão Mostrar que tensão é uma grandeza tensorial Definir e caracterizar o estado de tensão num ponto Definir tensões e direções principais Estados de tensão uniaxial (1D), plano (2D) e triaxial (3D)

Corpo em equilíbrio sujeito à ação de um conjunto de forças externas F 1 F 8 F 2 F 7 F 3 F 4 F 6 F 5 Corpo em equilíbrio significa que qualquer parte (subvolume) do corpo deve também estar em equilíbrio

Corpo em equilíbrio sujeito à ação de um conjunto de forças externas F 1 F 8 F 2 F 7 F 3 F 4 F 6 F 5 Corte por um plano definido pelo vetor normal n

Corpo em equilíbrio sujeito à ação de um conjunto de forças externas F 1 F 8 F 2 F 3 n F 4 Forças internas de ligação (forças de superfície) mantêm as duas partes do corpo em equilíbrio

Corpo em equilíbrio sujeito à ação de um conjunto de forças externas F 1 F 8 F 2 F 3 n F 4 F A F Força de superfície resultante atuando sobre o elemento de área A n

Definição do Vetor Tensão s t s Vetor tensão t = lim ΔA 0 ΔF ΔA F t DA A 0 Componente normal (tensão normal) t n = t n n t n Componente tangencial (tensão cisalhante) t s = t ( t n)n

As componentes do vetor tensão em um ponto dependem da direção do plano! Ex.: Barra Tracionada F h b F

As componentes do vetor tensão em um ponto dependem da direção do plano! Ex.: Barra Tracionada F a n t F

As componentes do vetor tensão em um ponto dependem da direção do plano! Ex.: Barra Tracionada F a n t Equilíbrio é satisfeito quando: F + t da = 0

As componentes do vetor tensão em um ponto dependem da direção do plano! Ex.: Barra Tracionada F a n t j i Assumindo que o vetor tensão, t, é uniforme ao longo da seção transversal da barra: F = Fi A = da = bh sinα t F = sinα bh i {t n = F bh sin2 α t s = F sinα cosα bh

O Estado de Tensão no onto F 1 F 7 F 6 F 8 F 4 F 2 F 3 z Uma vez conhecido o estado de tensão no ponto, pode-se determinar as componentes do vetor tensão atuando sobre qualquer plano que passe pelo ponto t x F 5 t y n f t (n) x q y t z

Estado de Tensão em um onto O equilíbrio do tetraedro requer: 0 ) ( = + + + z z y y x x n A A A A t t t t n onde A x, A y e A z são as áreas de suas faces. Definindo-se q f n x y z A x A y A z k j i t k j i t k j i t k j i t k j i n n n n n zz zy zx z yz yy yx y xz xy xx x z y x z y x σ σ σ σ σ σ σ σ σ t t t n n n = = = + + = + + = ) ( ) ( ) ( ) (

Estado de Tensão em um onto Decomposição do vetor tensão em componentes nas direções dos eixos Cartesianos n x A n z σ xy t x = σ xx i σ xy j σ xz k y A x σ xx σ xz t x

Estado de Tensão em um onto ode-se mostrar que n x A x = sinφ cosθ, n = A n n x, A y = y A n n = sinφ sinθ, e y, e Substituindo-se estes resultados na equação de equilíbrio, obtém-se: A z = A n n z n z = cosφ t ( n) x = σ xx n x + σ xy n y + σ xz n z t ( n) y = σ yx n x + σ yy n y + σ yz n z t ( n) z = σ zx n x + σ zy n y + σ zz n z

Estado de Tensão em um onto Este resultado também pode ser escrito na forma matricial: t t t ( n) x ( n) y ( n) z σ = σ σ xx yx zx σ n n n Ou, em notação mais concisa, nas formas: σ σ xy yy zy σ σ σ xz yz zz x y z { ( n )} ( = [ ]{ } t n ) t σ n ou = σn

Estado de Tensão em um onto Tensão é uma grandeza tensorial: [σ], ou σ, é chamado o tensor de tensões Uma vez conhecidas as nove componentes do tensor de tensões, pode-se determinar o vetor tensão atuando sobre qualquer plano que passa pelo ponto. ode-se mostrar que o tensor de tensões é simétrico, ou seja, σ xy = σ yx, σ xz = σ zx, e σ yz = σ zy. Logo, [σ] possui apenas seis componentes independentes! ode-se mostrar que a simetria do tensor de tensões é necessária para que o balanço de momentos em torno do ponto (balanço da quantidade de movimento angular) seja satisfeito.

Representação Gráfica do Estado de Tensão no onto (aralelepípedo Fundamental) σ zz z σ xz σ zx σ zy σ yz x σ xx σ xy σ yx σ yy y

Equilíbrio σ x xx + σ y xy + σ z xz = 0 σ x xy + σ y yy + σ z yz = 0 σ x xz + σ y yz + σ z zz = 0

Tensões rincipais Aplicação: Critérios de Falha Estado 3D de tensão Tensões rincipais σ 2 σ 1 Início do escoamento no ensaio de tração S y S y σ 3 Critério de Escoamento σ eq σ eq Estado uniaxial equivalente

Tensões rincipais e lanos rincipais Dado o estado de tensão num ponto, os planos principais são definidos como aqueles planos onde a componente tangencial (cisalhante) do vetor tensão é nula A equação abaixo relaciona o vetor tensão atuando sobre um plano definido pela norman n com o tensor de tensões: ou, em forma matricial: t ( n ) = σn { (n) t } = [ σ]{ n}

Tensões rincipais e lanos rincipais Deseja-se determinar os planos definidos pelas suas normais n, tais que os vetores tensão atuando sobre eles têm a forma: Substituindo-se esta expressão na equação da tela anterior, obtém-se: ou em forma matricial: ( t n ) = λn σ n = λn [ σ]{ n} = λ{ n}

Tensões rincipais e lanos rincipais ortanto, a determinação dos planos principais fica reduzida à solução de um problema de autovalores: σ n = λn Os autovetores do tensor de tensão definem os planos (direções) principais. Os autovalores do tensor de tensão, λ, são as tensões principais.

Tensões rincipais Aplicação: Critérios de Falha Estado 3D de tensão Tensões rincipais σ 2 σ 1 Início do escoamento no ensaio de tração S y S y σ 3 Critério de Escoamento σ eq σ eq Estado uniaxial equivalente

Tensões rincipais e lanos rincipais Exemplo: Considere o estado de tensão dado pelo tensor: 50 10 0 [ σ ] = 10 50 0 (em Ma) 0 0 50 As componentes do tensor referem-se a uma base Cartesiana. Seus autovalores são obtidos resolvendo-se a equação: 50 λ 10 0 det 10 50 0 λ = 0 0 50 λ 0

Tensões rincipais e lanos rincipais Expandindo-se este determinante, obtém-se a equação: ( 2 λ 100λ + 2400)( 50 λ) = 0 Cujas raízes são: λ1 = 60 Ma, λ2 = 50 Ma, e λ3 = 40 Ma Mostra-se ainda que as direções (planos) principais são definidas pelos autovetores (unitários e ortogonais) 2 2 2 n1 = i + j, n2 = k, e n3 = i 2 2 2 2 2 j

Tensões rincipais e lanos rincipais 50 z x 50 10 50 10 y 50 z 40 45 x y 60

Estado Uniaxial de Tensão F [ σ] = σ 0 0 xx 0 0 0 0 0 0 y s xx F z s xx x Ex.: Ensaio de Tração

Estado lano de Tensão z [ σ] = σ σ 0 xx xy σ σ 0 xy yy 0 0 0 s xx s xy y s yy s xy s xy s xy s xx x s yy x s xx s xy s yx s yy y F 1 F 2 F 3 F 7 F 4 F 6 F 5

Departamento de Engenharia Mecânica arte 2 rof. Arthur M. B. Braga 2006.1

arte II Barras carregadas axialmente (Cap. 1 e 2) Cisalhamento (Cap. 1)

Mecânica dos Sólidos roblema F 1 Corpo sujeito a ação de esforços externos (forças, momentos, etc.) F 7 F 8 F 2 F 3 Determinar F 4 Esforços internos (tensões) F 6 Deformações F 5 Deslocamentos

Análise de Tensões Objetivos: Definir o conceito de vetor tensão Mostrar que tensão é uma grandeza tensorial Definir e caracterizar o estado de tensão num ponto Definir tensões e direções principais Estados de tensão uniaxial (1D), plano (2D) e triaxial (3D)

Corpo em equilíbrio sujeito à ação de um conjunto de forças externas F 1 F 8 F 2 F 7 F 3 F 4 F 6 F 5 Corpo em equilíbrio significa que qualquer parte (subvolume) do corpo deve também estar em equilíbrio

Determinação da Distribuição de Tensão no Corpo Sujeito à Ação de Forças Externas F 1 F 8 F 2 F 7 F 3 (x,y,z) F 4 σ zz z σ( x, y, z) σ zx σ zy σ xz F 6 F 5 x σ xx σ xy σ yz σ yx σ yy y

Representação Gráfica do Estado de Tensão no onto (aralelepípedo Fundamental) σ zz z σ xz σ zx σ zy σ yz x σ xx σ xy σ yx σ yy y

Equilíbrio σ x xx + σ y xy + σ z xz = 0 σ x xy + σ y yy + σ z yz = 0 σ x xz + σ y yz + σ z zz = 0

Tensões rincipais Aplicação: Critérios de Falha Estado 3D de tensão Tensões rincipais Início do escoamento no ensaio de tração s 2 S y Sy s 1 s 3 Critério de Escoamento s eq s eq Estado uniaxial equivalente

Estado Uniaxial de Tensão F [ σ] = σ 0 0 xx 0 0 0 0 0 0 y s xx F z s xx x Ex.: Ensaio de Tração

Estado lano de Tensão z [ σ] = σ σ 0 xx xy σ σ 0 xy yy 0 0 0 s xx s xy y s yy s xy s xy s xy s xx x s yy x s xx s xy s yx s yy y F 1 F 2 F 3 F 7 F 4 F 6 F 5

Determinação da Distribuição de Tensão no Corpo Sujeito à Ação de Forças Externas Cisalhamento (Cap. 1)

Determinação da Distribuição de Tensão no Corpo Sujeito à Ação de Forças Externas Eixos sujeitos a carregamentos de torção (Cap. 3) T T x

Determinação da Distribuição de Tensão no Corpo Sujeito à Ação de Forças Externas Barras submetidas a carregamentos de flexão (Cap. 5 e 6) VIGAS F

Determinação da Distribuição de Tensão no Corpo Sujeito à Ação de Forças Externas Vasos de pressão (ressão Interna) (Cap. 8) p

Determinação da Distribuição de Tensão no Corpo Sujeito à Ação de Forças Externas Estado plano de tensões (Cap. 8) z [ σ ] = σ σ 0 xx xy σ σ xy yy 0 0 0 0 y σ xx σ xy σ yy σ xy σ xy σ xy σ xx x σ yy x σ xx σ xy σ yx σ yy y F 1 F 2 F 1 F 2 F 3 F 7 F 4 F 6 F 5

Barras Carregadas Axialmente F [ σ] = σ 0 0 xx 0 0 0 0 0 0 y σ xx = F A s xx F z s xx x

Barras Carregadas Axialmente Hipóteses Esforços internos (tensões) uniformemente distribuídos ao longo do corpo equenas deformações Material linear elástico σ xx z F y σ xx x [ σ ] σ = 0 0 xx 0 0 0 F 0 0 0 Relação entre deformação e deslocamento (variação de comprimento da barra) ε = δ L F L + δ L A F

Barras Carregadas Axialmente Relação entre Tensão e Deformação Ensaio de Tração Figuras reproduzidas de: Beer, Johnston & DeWolf, Mechanics of Materials, 4 th ed., McGraw-Hill, 2002

Barras Carregadas Axialmente Relação entre Tensão e Deformação Figuras reproduzidas de: Beer, Johnston & DeWolf, Mechanics of Materials, 4 th ed., McGraw-Hill, 2002

Barras Carregadas Axialmente Relação entre Tensão e Deformação Figuras reproduzidas de: Beer, Johnston & DeWolf, Mechanics of Materials, 4 th ed., McGraw-Hill, 2002

Barras Carregadas Axialmente Relação entre Tensão e Deformação s = F/A S u S y Regime lástico Regime Elástico F F 0,2% e = d/l

Barras Carregadas Axialmente Relação entre Tensão e Deformação equenas Deformações Regime Elástico: σ = Eε L + δ F L A F σ ε = = F δ A L δ = FL EA

Barras Carregadas Axialmente Exercício Figuras reproduzidas de: Beer, Johnston & DeWolf, Mechanics of Materials, 4 th ed., McGraw-Hill, 2002 Determine os deslocamentos verticais dos pontos B, D e E. A barra rígida BDE é suspensa pelas duas barras flexíveis AB e CD. A barra AB é fabricada de alumínio (E = 70 Ga) e a área de sua seção transversal é de 500 mm 2 A barra CD é fabricada de aço (E = 200 Ga) e a área de sua seção transversal é de 600 mm 2

Barras Carregadas Axialmente Exercício Determinar a variação no comprimento do conjunto ao lado quando carregado em compressão pela força W L W laca Rígida Tubo (Material 1) E 1, A 1 Cilindro (Material 2) E 2, A 2

Cisalhamento Forças e são aplicadas transversalmente ao componente AB Esforços internos atuando no plano da seção C são chamados forças de cisalhamento Vetores tensão atuando ao longo do plano C têm apenas componentes cisalhantes (tangenciais) A tensão cisalhante deve variar ao longo da seção. Seu valor é nulo nas superfícies superior e inferior e o valor máximo ocorre no centro da seção. A tensão cisalhante média ao longo da seção é τ média = onde A é a área da seção transversal C A Figuras reproduzidas de: Beer, Johnston & DeWolf, Mechanics of Materials, 4 th ed., McGraw-Hill, 2002

Cisalhamento Tensão e Deformação Cisalhante g Área A Figuras reproduzidas de: Beer, Johnston & DeWolf, Mechanics of Materials, 4 th ed., McGraw-Hill, 2002

Cisalhamento Tensão e Deformação Cisalhante A τ = τ = Gγ A 1 G γ Área A γ G é o Módulo de Cisalhamento

Cisalhamento Tensão e Deformação Cisalhante equenas deformações Resposta linear elástica t τ = Gγ y x t g t τ = σ xy t

Cisalhamento Exemplos unção t = /pdt t D

Cisalhamento Exemplos : Conexões parafusadas Junta Sobreposta Simples Junta Sobreposta Dupla τ med = = A F A τ A med = = F 2A Figuras reproduzidas de: Beer, Johnston & DeWolf, Mechanics of Materials, 4 th ed., McGraw-Hill, 2002

Cisalhamento Exemplos Junta Sobreposta Simples

Cisalhamento Exemplos Junta Sobreposta Simples

Cisalhamento Exemplos Junta Sobreposta Simples (ruptura por cisalhamento)

Cisalhamento Exemplos Junta Sobreposta Simples (ruptura por cisalhamento) = τ med D ( π 2 4)

Cisalhamento Exemplos Junta Sobreposta Simples (ruptura por cisalhamento) Figura reproduzida de: Gere, Mecânica dos Materiais, Thomson, Brasil, 2003

Cisalhamento Exemplos Junta Sobreposta Simples A = pd 2 /4 t = W/A W

Cisalhamento Exemplos Junta Sobreposta Dupla /2 /2

Cisalhamento Exemplos Junta Sobreposta Dupla /2 /2

Cisalhamento Exemplos Junta Sobreposta Dupla (ruptura por cisalhamento) /2 /2

Cisalhamento Exemplos Junta Sobreposta Dupla (ruptura por cisalhamento) /2 2 = τ med D ( 2 π 4) /2 /2 /2

Cisalhamento Exemplos Conexão arafusada Rasgamento (shear out)

Cisalhamento Exemplos Conexão arafusada Rasgamento (shear out)

Cisalhamento Exemplos Conexão arafusada Rasgamento (shear out)

Cisalhamento Exemplos Conexão arafusada Rasgamento (shear out) ta L ta L

Cisalhamento Exemplos Conexão arafusada Rasgamento (shear out)

Cisalhamento Exemplos Conexão arafusada Rasgamento (shear out)

roblema Determine o valor máximo admissível para a força considerando: inos em B, C e D têm 10 mm de diâmetro A tensão normal, compressiva ou trativa, em BD e CD não deve ultrapassar 100 Ma (em valor absoluto) A máxima tensão cisalhante admissível nos pinos é 150 Ma Figuras reproduzidas de: Lardner & Archer, Mechanics of Solids An Introduction, McGraw-Hill, 1994