Diuréticos, Quando eu devo associar?

Documentos relacionados
Classificação. Diuréticos Tiazídicos Hidroclorotiazida Diuréticos de Alça Furosemida Diuréticos Poupadores de Potássio Espironolactona e Amilorida

Hidroclorotiazida. Diurético - tiazídico.

Diuréticos. Classificação da diurese. FUNÇÕES RENAIS A manutenção do meio interno através s da: Secreção de hormônios. Excreção de drogas

Fármacos com Ação nas Arritmias, Insuficiência Cardíaca e Acidentes Vasculares

DIURÉTICOS 09/10/2016 CONCEITO INTRODUÇÃO FISIOLOGIA RENAL FISIOLOGIA RENAL FISIOLOGIA RENAL

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM

Biofísica renal. Estrutura e função dos rins

Coração Normal. Fisiologia Cardíaca. Insuficiência Cardíaca Congestiva. Eficiência Cardíaca. Fisiopatogenia da Insuficiência Cardíaca Congestiva

APARELHO URINÁRIO (III)

Reabsorção tubular. substâncias. reabsorção tubular.

Fisiologia do Sistema Urinário

Biofísica renal. Estrutura e função dos rins. Biofísica Medicina Veterinária FCAV/UNESP/Jaboticabal

FISIOLOGIA HUMANA. Sistema Renal - Filtração Glomerular - Prof. Fernando Zanoni

DIURÉTICOS Professora: Fernanda Brito

Fisiologia do Sistema Urinário

HOMEOSTASE Entrada + Produção = Utilização + Saída. sede BALANÇO DA ÁGUA. formação de urina INGESTÃO DE ÁGUA PERDA DE ÁGUA (*)

Profa. Dra. Milena Araújo Tonon Corrêa 1

Farmacologia cardiovascular

A-Diuréticos inibidores da anidrase carbônica B-Diuréticos de alça ou potentes

ESTUDO DIRIGIDO SOBRE FISIOLOGIA RENAL. Abaixo, encontram-se os pontos que precisam ser estudados na área de Fisiologia Renal.

artéria renal arteríola aferente capilares glomerulares artéria renal capilares glomerulares veia renal

artéria renal arteríola aferente capilares glomerulares artéria renal capilares glomerulares veia renal

Fisiologia Renal. Mecanismos tubulares I ESQUEMAS SOBRE FISIOLOGIA RENAL. Profa. Ms Ana Maria da Silva Curado Lins Universidade Católica de Goiás

ICC SRAA. Tratamento da ICC. Farmacologia Aplicada à Terapêutica Cardiovascular. Prof. Dr. Marlos Gonçalves Sousa Cardiologia Veterinária

São exemplos de órgãos que realizam excreção em nosso corpo: Rins (exemplo de substância excretada = uréia);

artéria renal arteríola aferente capilares glomerulares artéria renal capilares glomerulares veia renal

Homeostase do potássio, cálcio e fosfato

Mantém pressão sanguínea e garante adequada perfusão e função dos tecidos corporais

26/10/2018. A osmolaridade pode ser entendida como a proporção entre solutos e água de uma solução.

Sistema excretor. Profº Fernando Belan - BIOLOGIA MAIS

98% intracelular extracelular

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA E FARMACOLOGIA. Fisiologia Renal

FARMACOLOGIA. Aula 11 Continuação da aula anterior Rim Diuréticos Antidiuréticos Modificadores do transporte tubular ANTIGOTOSOS

DROGAS QUE ATUAM NO SISTEMA URINÁRIO

Fisiologia Renal. Filtração e hemodinâmica renal e transporte no néfron. Prof Ricardo M. Leão FMRP-USP

Marcos Barrouin Melo, MSc CURSO DE EMERGÊNCIAS EV UFBA 2008

Fisiologia Humana. Prof. Alberto Ferreira Donatti

BIOQUÍMICA II SISTEMAS TAMPÃO NOS ORGANISMOS ANIMAIS 3/1/2012

Aulas Multimídias Santa Cecília. Profª Ana Gardênia

Centro de Ciências da Vida Faculdade de Ciências Biológicas SISTEMA URINÁRIO

VASODILATADORES PERGUNTAS. 1. Para que usar? 1. Para que usar? 2. Quais opções? 3. Cuidados? facilita o esvaziamento do coração. (diminui a pré carga)

3) Complicações agudas do diabetes

FISIOLOGIA RENAL E SISTEMA EXCRETOR

Anatomia funcional do rim Função renal

Estrutura néfron e vascularização

Alterações do equilíbrio hídrico Alterações do equilíbrio hídrico Desidratação Regulação do volume hídrico

3/6/ 2014 Manuela Cerqueira

Nos diferentes tecidos do corpo, um dos produtos da degradação das proteínas e dos ácidos nucléicos é a amônia, substância muito solúvel e

DROGAS VASODILATADORAS E VASOATIVAS. Profª EnfªLuzia Bonfim.

Insuficiência Cardiaca

Filtração Glomerular. Entregue Sua Apresentação

Rosângela de Oliveira Alves ROA

PROTOCOLO MÉDICO INSUFICIÊNCIA CARDÍACA NA UNIDADE DE EMERGÊNCIA. Área: Médica Versão: 1ª

FÁRMACOS ANTI-HIPERTENSIVOS

ENFERMAGEM DOENÇAS CRONICAS NÃO TRANMISSIVEIS. Doença Cardiovascular Parte 4. Profª. Tatiane da Silva Campos

PATOLOGIA DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

Sistema Urinário. Patrícia Dupim

Professor Fernando Stuchi. Sistemas Excretores

FARMACOLOGIA DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA

PATOLOGIA DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

Fisiologia Renal. Fisiologia Renal. FUNÇÕES RENAIS A manutenção do meio interno através da: Órgãos responsáveis pela manutenção do meio interno

Pressão Arterial. Pré-carga. Pós-carga. Volume Sistólico. Resistência Vascular Sistêmica

Sistema Renal. Profa Msc Melissa Kayser

FARMACOCINÉTICA FARMACODINÂMICA FARMACOCINÉTICA CONCEITOS PRELIMINARES EVENTOS ADVERSOS DE MEDICAMENTOS EAM. Ação do medicamento na molécula alvo;

Apostila de Biologia 06 Sistema Excretor Fábio Henrique

FARMACOLOGIA 10 CONTINUAÇÃO DA AULA ANTERIOR

Disciplina de Fisiologia Veterinária FISIOLOGIA RENAL. Prof. Prof. Fabio Otero Ascoli

Prof. Hélder Mauad 2012

Edema OBJECTIVOS. Definir edema. Compreender os principais mecanismos de formação do edema. Compreender a abordagem clínica do edema

APARELHO URINÁRIO I (Funções, anátomo-fisiologia, FG e DR)

Sistema excretor. Professora Mariana Peixoto

Síndrome Cardiorrenal. Leonardo A. M. Zornoff Departamento de Clínica Médica

Mantém pressão sanguínea e garante adequada perfusão e função dos tecidos corporais

Choque hipovolêmico: Classificação

Integração: Regulação da volemia e fisiopatologia da hipertensão arterial

Fisiologia Renal. Arqueada. Interlobar. Segmentar. Renal

Faculdade Maurício de Nassau. Disciplina: Farmacologia

Comumente empregadas nos pacientes graves, as drogas vasoativas são de uso corriqueiro nas unidades de terapia intensiva e o conhecimento exato da

Viviane Rohrig Rabassa

FÁRMACOS DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FUNÇÃO VENTRICULAR PRESERVADA. Dr. José Maria Peixoto

Insuficiência Renal Crônica Claudia Witzel

Aparelho Urinário. Prof. Dr. Leonardo Augusto Kohara Melchior Disciplina de Histologia UFAC / CCBN / CCSD

Terapêutica diurética e mecanismos de resistência diurética. Pedro Pereira Campos S. Nefrologia (Director: Dr. Pedro Correia)

Nefropatia Diabética. Caso clínico com estudo dirigido. Coordenadores: Márcio Dantas e Gustavo Frezza RESPOSTAS DAS QUESTÕES:

Desequilíbrio Hidroeletrolítico. Prof.º Enfº. Esp. Diógenes Trevizan

TÓRAX: Percussão. Auscultação: Resenha Anamnese Exame físico Inspeção Palpação Percussão Auscultação. Exames complementares.

Ascite. Sarah Pontes de Barros Leal

Avaliação/Fluxo Inicial Doença Cardiovascular e Diabetes na Atenção Básica

21/07/14. Processos metabólicos. Conceitos Básicos. Respiração. Catabolismo de proteínas e ácidos nucleicos. Catabolismo de glicídios

Transcrição:

Diuréticos, Quando eu devo associar? Curso de emergências em cardiologia de cães e gatos Goldfeder e dos Santos Cardiologia Veterinária Alexandre Bendas, MSc Doutorando Universidade Federal Fluminense Presidente da Regional RJ da SBCV Responsável pelo setor de cardiologia IEMEV

Fisiologia Renal Função renal Excreção de metabólitos tóxicos Síntese de hormônios (eritropoietina e renina) Ativação da 25-hidroxicolecalciferol Equilíbrio ácido-básico, eletrolítico e hídrico 20 a 25% do débito cardíaco Fatores que influenciam na filtração Pressão hidrostática do leito capilar Pressão osmótica do plasma Pressão hidrostática dos túbulos dos néfrons Superfície glomerular Permeabilidade da membrana glomerular

Fisiologia Renal Filtrado glomerular Água, eletrólitos, bicarbonato, glicose, proteínas. Função mais importante Reabsorção de água e eletrólitos Homem: 178L de água reabsorvidos por dia Reabsorção de NaCl é importante para reabsorção passiva de água

Fisiologia Renal Túbulo contornado proximal Reabsorção de 2/3 do sódio (65%) Energia vem da bomba Na + K + ATPase Co-transporte: Reabsorção de Sódio >> Cl - e HCO - 3 Contratransporte: Entra Na, sai H Transporte de Na dirigido pelo cloreto, sai Cl - entra Na Maior região de reabsorção de água O restante distribuído entre Alça de Henle, TCD e ductos coletores Diuréticos inibidores da anidrase carbônica

Fisiologia Renal Alça de Henle Reabsorção passiva de água Hipertonicidade medular Ramo espesso da alça de Henle (reabsorção de Sódio e Cloreto) Reabsorção passiva de Cálcio e Magnésio Diuréticos com ação neste local: sistema co-transporte de sódio/potássio/cloreto.

Fisiologia Renal Tubo contorcido distal Impermeável a água Reabsorção: apenas sódio e água Ducto coletor ADH e Aldosterona Diuréticos inibidores da aldosterona

Diuréticos Definição Medicamentos que aumentam a diurese diminuindo a quantidade de água no corpo Utilização ICC Fase oligúrica/anúrica da IR Insuficiência hepática (hipertensão/hipoalbuminemia) Edema cerebral Diabetes insipido

Diuréticos Cinco classes de diuréticos usados na MV: Inibidores da Anidrase carbônica (Acetozolamida e Metazolamida) Diuréticos de alça (Furosemida e Torsemida) inibem o co-transporte de Na/K/2Cl no ramo ascendente da Alça de Henle. Aumentam a excreção de Na, Cl, Mg, Ca e K (podendo causar arritmia). Tiazídicos (Hidroclorotiazida) inibem o co-transporte de Na/Cl no TCD Poupadores de Potássio Antagonista competitivo da aldosterona Diuréticos osmóticos

Classificação dos diuréticos De acordo com a excreção de Sódio Alta eficácia (>15%) Diuréticos de alça Furosemida Média eficácia (5 a 10%) Diuréticos tiazídicos Hidroclorotiazida Fracos ou adjuntivos (<5%) Xantinas Poupadores de Potássio Antagonista da Aldosterona (Espironolactona)

Diuréticos utilizados no controle da ICC Primeira Linha Diuréticos de alça Furosemida Torsemida Segunda Linha Antagonistas de aldosterona Potência baixa Espironolactona Terceira Linha Tiazídicos Potência moderada Hidroclorotiazida

Furosemida Diurético de alça Amplo espectro de dose efetiva Gatos mais sensíveis que cães Adminsitração Oral, SC ou IV Oral: Início de ação: 60 min Pico de ação: 1 a 2 horas Tempo de ação: 6 horas Promove venodilatação Espolia Sódio, Cloro, Cálcio, Magnésio e Potássio Estimula o SRAA Elevação dos níveis plasmáticos de Uréia e Creatinina

Torsemida Diurético de alça Efeito antagonista da Aldosterona Diminui o processo de fibrose miocárdica Diminui o fenômeno de resistência diurética 10 vezes mais potente que a furosemida Meia-vida mais longa Início de ação em 60 minutos Pico de ação 2 horas em cães e 5 a 6 horas em gatos Tempo de ação: 12 horas Dose: Um décimo da dose da furosemida via oral

Torsemida Espolia menos Cloro e Potássio que a furosemida em cães Estudo em gatos mostrou maior eliminação de Potássio Estudo em cães Intervalo de doses igual a furosemida (N pequeno) Elevação maior de Uréia e Creatinina

Espironolactona Liga-se ao receptor da aldosterona por competição Início de ação lenta em cães Pico de ação em 2 a 3 dias Duração do efeito por 2 a 3 dias após a suspensão Poupador de Potássio e magnésio Estimula liberação de renina

Espironolactona Diminui a fração de filtração glomerular a curto prazo Cuidado com IRA ou Crônica descompensada Contra-indicado em pacientes com hipercalemia; Causa distúrbios gastrointestinais; Dose: 1-2 mg/kg SID a BID VO

Hidroclorotiazida Produzem pequeno a moderado aumento no volume urinário e na excreção de Na (cerca de 1/3 dos diuréticos de alça) Ineficazes quando o fluxo renal é baixo Ineficazes em casos avançados de IC grave e IR Via oral: Início do efeito: 1 a 2 horas Pico de efeito: 4 horas Duração do efeito: 12 horas

Hidroclorotiazida Diminui a fração de filtração glomerular Estimula liberação de renina Após a introdução da espironolactona Dose: 0,5 a 1mg/kg SID a BID VO Efeitos adversos: Hipocalemia e hipocloremia (alcalose); Hiperglicemia e Glisosúria (inibem a conversão de pró-insulina em insulina) *Não usar em diabéticos.

Insuficiência Cardíaca Conceitos Síndrome provocada por disfunção sistólica ou diastólica causando queda de ejeção ventricular e dificuldade no retorno venoso Estado fisio-patológico que ocorre quando o coração não consegue manter um ritmo apropriado requerido pelo metabolismo tecidual ou somente funciona em elevadas pressões.

Insuficiência Cardíaca - Fisiopatologia Aldosterona ADH Retenção de Na e água DC Baroreceptores Ativação do SNS FC, FC, Sensibilidade Aparelho justaglomerular Renina ECA Vasoconstricção Angiotensinogênio Angiotensina I Angiotensina II

Insuficiência cardíaca congestiva Fisiopatologia ICC esquerda Aumen. Pressão em AE ICC direita Aumen. Pressão em AD Cong. Veias pulmonares Aumen. da pressão capilar pulmonar EDEMA Cong. Veias sistêmicas e hipertensão portal Aumen. da pressão capilar Ascite, Efusão pleural e Edema de membros

ICCE - Edema Pulmonar Cardiogênico Radiografia torácica

ICCE - Edema Pulmonar Cardiogênico

ICCE Ecodopplercardiograma

ICCD Efusão pleural

ICCD Efusão pleural

Efusão pleural

ICCD - Ascite

Insuficiência cardíaca congestiva Classificação NYHA - Modificada CLASSE 1 CLASSE 2 CLASSE 3 CLASSE 4 Doença cardíaca ao exame físico, sem sintomatologia Sinais clínicos e atividade intensa, normal ao repouso Sinais clínicos durante atividade normal ou mediana Sinais clínicos graves mesmo em repouso

Insuficiência cardíaca congestiva Classificação ISACHC (International Small Animal Cardiac Health Council) Classe I: assintomático IA sem aumento de câmaras cardíacas IB cardiomegalia Classe II: IC leve a moderada Sinais de ICC em repouso e atividade física leve Classe III: IC grave Sinais óbvios de ICC IIIA: Tratamento em casa IIIB: Necessidade de hospitalização (emergência)

Doença cardíaca valvar Classificação

ESTÁGIO A Pacientes em risco (Cavalier King Charles) ESTÁGIO B ESTÁGIO B1 ESTÁGIO B2 IM, sem remodelamento IM, com remodelamento ESTÁGIO C Sinais de ICC ESTÁGIO D ESTÁGIO C1 ESTÁGIO C2 ESTÁGIO D1 ESTÁGIO D2 Tratamento hospitalar Tratamento domiciliar Tratamento hospitalar Tratamento domiciliar

Insuficiência cardíaca congestiva aguda Tratamento ICC agudamente descompensada Edema pulmonar em cardiopata crônico ICC aguda Ruptura de cordoalha tendínea Endocardite Choque cardiogênico Disfunção sistólica grave Efusão pericárdica aguda Arritmias graves sustentadas

Insuficiência cardíaca congestiva aguda Tratamento Animal agudamente descompensado Emergência Classes C1 e D1 Atendimento imediato com hospitalização Quase sempre FUROSEMIDA

Insuficiência cardíaca congestiva aguda Tratamento FUROSEMIDA Via intravenosa Início de ação em 5 minutos Pico de ação em 30 minutos Tempo de ação de 2 a 3 horas

Insuficiência cardíaca congestiva aguda Tratamento FUROSEMIDA Dose: Cães: 1-4mg/Kg cd 1-4hs in bolus ou bolus + infusão contínua 0,25-0,5mg/Kg/h com acesso a água (máximo de 12mg/kg/dia) ou 0,7-1,0mg/kg/h até no máximo 4 horas Gatos: 1-4mg/Kg/h cd 2 a 8h (máximo 6mg/Kg/dia) Subcutânea Em emergência, somente se não for possível acesso venoso Ou após o controle da FR e dos estertores

Insuficiência cardíaca congestiva aguda Tratamento Quando associar a outros medicamentos? Quando não houver resposta rápida Quando houver choque cardiogênico Associar a inotrópicos positivos Dobutamina 7 a 10mcg/kg/min Observar arritmias diminuir dosagem Caso não haja melhora de pressão, coloração de mucosa ou do TPC, aumentar a dose.

Insuficiência cardíaca congestiva aguda Tratamento Efusão pericárdica + ICC DIURÉTICOS PRIMEIRO DRENAR

Insuficiência cardíaca congestiva aguda Implicações do tratamento Alta dose de diuréticos Aum. da pressão oncótica e dimin. da pressão hidrostática nos capilares peritubulares >> aum. Absorção de Sódio e Água no TCP >> ativação do SRAA Aum. de volume no leito venoso >> aum. de pressão no AD >> congestão venosa >> congestão renal >> Dimin. TFG Risco de desidratação >> hipovolemia >> baixo débito cardíaco >> dimin. Perfusão glomerular Vasodilatadores arteriais IV Maior risco de hipotensão e baixa perfusão renal

Insuficiência cardíaca congestiva crônica Tratamento Animal estável Em casa: C2: Compensado D2: Refratário estável QUAIS DIURÉTICOS?

ACVIM consensus Statement Tratamento Estágio C2 Crônico Furosemida Dose: Cão: 1-4mg/kg/BID a TID (12mg/kg/dia) Gato: 1-4mg/SID a BID Espironolactona (maioria dos cardiologistas) Hidroclorotiazida e torsemide (alguns cardiologistas) IECA, Pimobendan (maioria) Mudança dietética Perda de peso >7,5% (caquexia), 60kcal/kg, Suplementação com ômega 3 (sem consenso)

ACVIM consensus Statement Estágio D2 Pacientes com ICC refratária a terapia convencional Manifestações de baixo débito mais evidentes Hipertensão pulmonar, arritmias, ruptura de cordoalha, ruptura atrial, disfunção miocárdica Consenso: Considerar doses mais altas que Estágio C IECA Furosemida Na mínima dose possível até 4mg/kg/TID Substituir uma ou mais doses orais por SC Associar diuréticos: Espironolactona (2mg/kg/BID) Hidroclorotiazida (0,5-1,0mg/kg/SID-BID)

ACVIM consensus Statement Estágio D2 Sem consenso: Espironolactona em doses inferiores a 2mg/Kg Substituição de uma ou mais doses de furosemida por Torsemida

Cuidados Hidratação Função Renal Eletrólitos Pressão arterial sistêmica

Evitar sempre

OBRIGADO! alexandrebendas@gmail.com