T. Rolle, Lagrange e Cauchy

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Transcrição:

T. Rolle, Lagrange e Cauchy EXERCÍCIOS RESOLVIDOS. Mostre que a equação 5 + 5 = 5 tem uma única solução em R. Seja f = 5 +5 5. Então f é contínua e diferenciável em R. Temos f = 5 4 + > 0, em R, logo f é estritamente crescente em R e eistirá no máimo uma solução da equação acima ou Teorema de Rolle: se f tivesse dois zeros, então f teria pelo menos um, como não é esse o caso, f tem no máimo um zero. Por outro lado, ± f = ±, logo como f é contínua, conclui-se do Teorema do Valor Intermédio / Bolzano, que f tem pelo menos um zero aliás CD f = R. 2. Mostre que a equação 3 2 = e tem eactamente três soluções em R. Seja f = 3 2 e. Então f é contínua e diferenciável em R. f tem pelo menos 3 zeros: Teo. Valor Intermédio Bolzano Uma vez que f = +, f 0 = conclui-se do Teorema do Valor Intermédio que f tem um zero em ], 0[. Por outro lado, f = 3 e > 0, f = logo, de novo pelo Teorema do Valor Intermédio, f tem um zero em ]0, [ e também terá um zero em ], + [. Conclui-se que f tem pelo menos 3 zeros. f tem no máimo 3 zeros: Teo. Rolle Para vermos que não pode ter mais do que 3 zeros, calculamos as suas derivadas: f = 6 e, f = 6 e. Como e é injectiva, f tem um único zero. Logo, do Teorema de Rolle, f terá no máimo três zeros. 3. Considere a função f : R R dada por f = 2 3. Verifique que f = f = 0, mas a derivada de f não se anula em [, ]. Justique que este facto não contraria o Teorema de Rolle. 44

É claro que f = f = 0 e que para 0, f = 2 3 3 0. Não contraria o Teorema de Rolle dado que f não é diferenciável em todos os pontos de ], [ não é diferenciável em 0. 4. Prove que se f : R R é duas vezes diferenciável e o seu gráfico cruza a recta y = em três pontos, então f tem pelo menos um zero. Note-se primeiro que o gráfico de f cruza a recta y = em três pontos sse a equação f = tem três soluções. Seja g : R R dada por g = f. Então, g tem três zeros. Logo, do Teorema de Rolle aplicado a g e a g, g tem pelo menos dois zeros e g tem pelo menos um zero. Mas Logo f tem pelo menos um zero. g = f g = f. 5. Seja f : ]0, [ R uma função diferenciável tal que f = 0, para todo o n N. n + Diga se cada uma das seguintes proposições é verdadeira ou falsa. Justifique as respostas. a Para qualquer n 2, a restrição da função f ao intervalo [ n+, n] tem necessariamente um máimo. b A função f é necessariamente itada. c A função f tem necessariamente infinitos zeros. a Verdadeira, uma vez que f sendo diferenciável em ]0, [ será também contínua em qualquer intervalo [ n+, n], para n 2. Logo, pelo Teorema de Weierstrass tem máimo e mínimo no intervalo fechado [ n+, n]. b Falsa: por eemplo, a função f = sen π verifica f n+ = 0 e f não é itada justifique!. c Verdadeira: para n 2, f é contínua em [ n+, n ] e diferenciável em ] n+, n[, com f n = f n+. Logo, do Teorema de Rolle, f tem um zero em ] n+, n[, para cada n N. 45

6. Use o Teorema de Lagrange num intervalo adequado para provar a seguinte relação: < ln <, para >. Aplicando o Teorema Lagrange a ln em [, ], temos < c < vem que < c <, logo uma vez que > 0, ln = c, < c <. De < ln < < ln <. 7. Prove que se f : R + 0 R é diferenciável e satisfaz f n = n, para n N, então a sua derivada não tem ite no infinito. Se f n = n, então f n + f n = n+ n = 2 n+. Agora, como f é diferenciável em R +, é contínua em [n, n + ] e diferenciável em ]n, n + [, para cada n N. Do Teorema de Lagrange temos então que eiste c n ]n, n + [ tal que f n + f n n + n = f c n f c n = 2 n+ e concluimos que f c n é uma sucessão divergente tem dois subites, 2 e 2. Como n < c n < n +, temos que c n +, logo f não tem ite no infinito se tivesse, f c n seria convergente. 8. a Seja f : R + R diferenciável, tal que f = b R. Mostre que se eiste f = L então L = 0. b Seja h : R + R diferenciável, tal que h tem uma assíntota à direita em y = m + b. Mostre que se eiste h = L então L = m. a Aplicando o Teorema de Lagrange a f no intervalo [, + ], temos f + f = f c, em que < c < +. Fazendo +, temos c +, logo dado que f eiste, f = f c = f + f = b b = 0. b Aplicar a à função f = h m. 46

9. Seja f uma função diferenciável em R tal que f 0 = 0 e cuja derivada é uma função crescente. Mostre que a função definida por g = f é crescente em R +. Sugestão: Aplique o Teorema de Lagrange a f num intervalo adequado para mostrar que g 0. A função g será diferenciável em R \ {0} e portanto será crescente em R + se g 0 para > 0. Temos, para > 0, g 0 f f 2 0 f f f f. Para provar esta desigualdade, aplicamos o Teorema de Lagrange à função f no intervalo [0, ]. Temos que, como f 0 = 0, f = f c para algum c ]0, [. Como f é crescente, c < f c f. 0. Supondo que f : [a, b] R é uma função de classe C em [a, b] com a, b R e a < b, mostre que eiste C R tal que f f y C y para quaisquer, y [a, b]. Sejam, y [a, b], com < y, por e. Aplicando o teorema de Lagrange no intervalo f f y [, y], temos = f c, para algum c ], y[. Como f é contínua em ]a, b[ e y tem ites laterais em a e b, é itada em [a, b], logo f f y y = f c C f f y C y.. Calcule os ites, se eistirem em R: a b arcsen arctg a, c, 0 0 e sen, ln + e arctg 2 b, d 0 4, f ln ln ln, Diz-se que f é de classe C em [a, b] sse f é contínua em [a, b], f é contínua em ]a, b[ e eistem a + f, b f i.e., f é prolongável por continuidade a [a, b]. 47

e / g 0 +, e / h 0, 2 sen i 0 + sen. sh sen j 0 3, k l 2 2, 2 2, m 2 cos, n 2 cos, o ln sen, p 0 + ln sen, NOTA: Nas resoluções seguintes, quando escrevemos a igualdade f RC f = a g a g estamos a assumir como verificado que o ite à direita eiste em R mesmo que não seja f eplicitamente referido. Se a g não eiste em R, então a Regra de Cauchy não é aplicável. a a b 0 é uma indeterminação do tipo 0 0. Pela Regra de Cauchy uma vez que se verifica que o ite à direita eiste: a b 0 RC = 0 ln a a ln b b = ln a ln b = ln a b. ln+e b é uma indeterminação do tipo. Pela Regra de Cauchy duas vezes - uma vez que temos de novo uma indeterminação e se verifica que o ite à direita eiste: ln + e RC = + e RC e = + e + e =. arcsen c, é uma indeterminação do tipo 0 0 0. Usando a Regra de Cauchy uma vez que se verifica que o ite à direita eiste: arcsen RC = 0 0 2 arctg 2 d 0 4 é uma indeterminação do tipo 0 0. Fazendo y = 2 e usando a Regra de Cauchy uma vez que o ite à direita eiste: arctg 2 arctgy RC 0 4 = = y 2 =. + y 2 2y = +. 48

arctg e sen é uma indeterminação do tipo 0 0. Fazendo y = / e usando a Regra de Cauchy uma vez que o ite à direita eiste: arctg sen arctg y RC = = y 0 sen y y 0 + y 2 cos y =. f ln ln ln é uma indeterminação do tipo 0. Escrevendo ln ln ln ln ln = ln temos uma indeterminação do tipo, e pela Regra de Cauchy uma vez que o ite à direita eiste, ln ln RC = ln ln ln 2 = ln = 0. g 0 + e / é uma indeterminação do tipo 0 0. Escrevendo e / 0 + = 0 + e /, temos uma indeterminação do tipo, e pela Regra de Cauchy uma vez que o ite à direita eiste, 0 + e / RC = 0 + 2 = = 0. e/ e/ 2 0 + Nota: a Regra de Cauchy aplicada directamente a 0 + e / questão... e / h = 0 0 e / = + =. Note que a Regra de Cauchy não é aplicável! não simplifica a 2 sen i 0 + sen = 0 + sen sen = 0 = 0. Note que não eiste 0 + 2 sen logo a Regra de Cauchy não é aplicável. sen sh sen j 0 3 é uma indeterminação do tipo 0 0. Aplicando a Regra de Cauchy três vezes - uma vez que obtemos indeterminações 0 0 e o ite à direita eiste: sh sen RC RC ch + cos =... = 0 3 = 0 6 3. 49

2 k é uma indeterminação do tipo 2. Aplicando a Regra de Cauchy duas vezes - uma vez que o ite à direita eiste: 2 RC = 2 ln 2 2 2 = RC = ln 2 2 2 2 = +. 2 l 2 = 2 = 0 0 = 0. 2 m 2 cos = 0, por enquadramento, já que 2 0, e 0 < cos < 2, logo 0 < 2 cos < 2 2. A Regra de Cauchy não é aplicável. n 2 cos y =,, é uma indeterminação do tipo 0. Temos, fazendo cos y 2 RC sen y cos = = y 0 y 2 y 0 2y = 2. o ln sen é uma indeterminação do tipo 0. Temos, fazendo y = e usando a Regra de Cauchy uma vez que o ite à direita eiste: já que y 0 sen y y ln sen = ln y sen y = + y 0 RC = y cos y sen 2 y = ou RC mais uma vez. = ln y sen y sen 2 y y cos y = 0 2. Calcule os ites, se eistirem em R: a + ln ln, b. c 0 + sen sen, d ln, e cos 2, 0 f sen ln 50

a + ln ln é uma indeterminação do tipo. Temos ln ln ln = + + elnln = eln ln ln = e + ln ln ln. + Vimos no eercício anterior.f, + lnln ln = 0 logo ln ln = e 0 =. + b é uma indeterminação do tipo 0. Temos = eln = e ln = e ln. Agora, ln = ln é uma indeterminação do tipo e aplicando a Regra de Cauchy uma vez que o ite à direita eiste, Logo, ln RC = = 0. = e 0 =. c 0 + sen sen é uma indeterminação do tipo 0 0. Temos sen 0 sen = e 0 + sen ln sen. + Temos que 0 + sen ln sen = 0 + ln sen sen é uma indeterminação do tipo. Aplicando a Regra de Cauchy uma vez que o ite à direita eiste ln sen 0 + sen RC = 0 + cos sen cos sen 2 = sen = 0. 0 + Logo d ln sen 0 sen = e 0 =. + é uma indeterminação do tipo 0. Temos ln = e ln ln. Agora ln ln = ln ln é uma indeterminação do tipo e temos logo ln =. ln ln RC = ln = 0 5

e cos 2 0 f já que é uma indeterminação do tipo 0. Temos cos 2 0 = e 0 ln cos RC = 0 2 0 ln cos 2 = e 2 = e sen cos 2 = 2. sen ln é uma indeterminação do tipo 0 0. Temos sen ln ln = e sen ln = e já que, fazendo y = /, e pela Regra de Cauchy já que o ite à direita eiste, ln sen ln sen y RC = ln = ln y cos y sen y y y cos y = =. sen y 3. Calcule n sen n, n N. Sugestão: determine primeiro 0 sen. 4. 0 sen é uma indeterminação do tipo 0 0. Temos que 0 sen = e sen ln = e 0 sen ln. 0 Vamos calcular 0 sen ln, que é uma indeterminação do tipo 0. Escrevendo sen ln = ln ficamos com uma indeterminação do tipo e podemos usar a Regra sen de Cauchy uma vez que o ite à direita eiste: ln 0 sen Logo, 0 sen = e 0 =. RC = 0 cos sen 2 = sen2 0 cos = sen sen = 0 = 0. 0 cos 52

Pela definição de ite, como n 0, temos agora sen n =. n 5. Prove por indução matemática que, para qualquer p N, se tem: p e = 0. Para p =, aplicando a Regra de Cauchy, temos e RC = e = 0. Assumindo por hipótese de indução que p de novo a Regra de Cauchy para calcular p+ e RC p + p = e = p + 0 = 0. = 0 para um dado p N, usamos e 53