PROJETO ESCOLA DO SABOR COMPANHIA DE ENTREPOSTOS E ARMAZÉNS GERAIS DE SÃO PAULO CEAGESP 2012
1. INTRODUÇÃO A alimentação infantil escolar deve ser nutricionalmente equilibrada, confeccionada com alimentos saudáveis, evitando-se o uso de alimentos industrializados em sua composição e ajudar a formar consumidores conscientes e a prevenção de problemas de saúde. Diversos estudos demonstram que as crianças são um grupo muito vulnerável a má nutrição e seus efeitos: deficiências de Ferro, Vitamina A, Vitamina D, Cálcio e Fibras, efeitos como sobrepeso, obesidade e déficit de crescimento. A escola é o local onde a criança, tem o seu primeiro contato com muitos alimentos e onde ela aprende a apreciar novos sabores e texturas. A preocupação com os tipos de alimentos servidos, seu modo de preparo e forma de apresentação na alimentação escolar deve ser constante. A dificuldade de introdução de novos alimentos no cardápio infantil, o crescente distanciamento entre a agricultura e a população urbana, o desconhecimento da origem dos alimentos tornam imprescindível o investimento no desenvolvimento de uma nova metodologia de educação alimentar: a Escola do Sabor. O projeto Escola do Sabor faz parte do planejamento estratégico da CEAGESP e visa: 1. Provocar mudanças nos hábitos alimentares dos alunos, promovendo o consumo de frutas e hortaliças in natura, que não apresentam boa aceitação nos cardápios da alimentação escolar, através de atividades lúdicas. 2. Aproximar a crianças da agricultura, pela compreensão do caminho da produção e do consumo, das diferentes preparações e utilizações de cada alimento estudado. O trabalho foi iniciado e implementado em escala piloto na Associação de Apoio à Infância e Adolescência Nossa Turma: Mini Maternal (6 meses a 2,5 anos); Maternal (2,5 a 3 anos de idade), Jardim I (3 a 4 anos de idade), Jardim II ( 4 a 5 anos de idade) e Pré-Escola (5 a 6 anos de idade), através do desenvolvimento de material técnico, lúdico, plantio e receitas. De 2010 até o presente momento foram objetos de introdução: mandioca, batata doce, beterraba, chuchu, goiaba, couve chinesa (acelga). O projeto apresentou excelentes resultados que puderam ser constatados pela crescente aceitação sensorial, verificada após as atividades lúdicas como: oficinas de culinária, jogos, atividades artísticas, compreensão da cadeia de produção de frutas e hortaliças, plantio entre outras atividades. Atualmente, a berinjela é objeto de introdução no cardápio e a vagem será o próximo produto a ser trabalhado.
2. OBJETIVOS a. Desenvolver a metodologia de introdução de frutas e hortaliças frescas no cardápio de crianças de 3 a 6 anos de idade. b. Aproximar a criança da agricultura. c. Introduzir o conceito e a compreensão da cadeia de produção do produto (mesa e indústria) e do caminho percorrido pelo produto, da produção ao consumo. d. Promover maior diversidade no consumo de frutas e hortaliças. e. Tornar as frutas e hortaliças fontes de prazer e diversão. f. Aumentar o consumo de frutas e hortaliças. g. Provocar mudanças nos hábitos alimentares dos alunos, envolvidos no projeto, e de seus familiares. h. Promover a prevenção de doenças e a melhoria da saúde. i. Formar consumidores de frutas e hortaliças. j. Introduzir o consumidor no mundo, de imensa diversidade de produtos, variedades, cores, texturas e sabores, das frutas e hortaliças frescas. 3. OBJETO DO TRABALHO Frutas e hortaliças frescas que apresentam baixa aceitação no cardápio escolar. 4. INTERVENÇÃO EDUCATIVA a) 1ª Etapa: Escolha do produto entre as frutas e hortaliças de baixa aceitação no cardápio e de baixa ou nenhuma inclusão no cardápio b) 2ª Etapa: Sensibilização dos coordenadores, professoras e merendeiras para apresentação do produto e do programa de inserção no planejamento pedagógico das atividades educativas ao longo do bimestre. A cada bimestre é trabalhado uma fruta ou uma hortaliça. c) 3ª Etapa: Desenvolvimento e aplicação das atividades lúdicas d) 4ª Etapa: Descrição, avaliação e publicação da metodologia utilizada. e) 5ª Etapa: Apresentação dos resultados para as professoras, merendeiras, pais e mães Tabela 1 Cronograma de desenvolvimento das atividades Atividades Apresentação de sensibilização para coordenação, professoras e merendeiras das características do produto, cadeia de produção e comercialização do produto que será objeto de estudo: cadeia de produção e derivados. Levantamento da forma de preparo do produto na instituição e seleção dos novos preparos/receitas juntamente com a equipe de nutrição e merendeiras. Elaboração da Ficha Semana 1 2 3 4 5 6 7 8
Atividades Técnica das preparações. Semana 1 2 3 4 5 6 7 8 Plantio do produto na horta e acompanhamento do desenvolvimento do produto. Desenvolvimento de atividades lúdicas envolvendo o produto (cadeia de produção, produtos derivados, alfabetização e aprendizado (cores, formas, tamanho, etc). Aplicação e registro das atividades lúdicas pelas professoras. Confecção de folheto de receitas para as mães. Descrição, avaliação e publicação da metodologia utilizada. Apresentação dos resultados para a equipe.
5. COMPETÊNCIAS a) Do Centro de Qualidade em Horticultura da CEAGESP: i. Desenvolvimento de material para apresentação do produto para a equipe da Associação Nossa Turma (coordenadores, professoras e merendeiras) ii. Desenvolvimento de material para apresentação do produto para as crianças iii. Contato com permissionários para doação semanal do produto durante as atividades iv. Desenvolvimento de material lúdico: desenhos e jogos para ser aplicado em sala de aula de acordo com a necessidade apresentada pelas professoras e coordenadores v. Apoio técnico ao trabalho de descrição, avaliação e publicação da metodologia utilizada. b) Da Escola (no Projeto Piloto: Associação de Apoio à Infância Nossa Turma): i. Coordenadores: apoio ao desenvolvimento das atividades lúdicas com as crianças ii. Professoras: aplicação das atividades lúdicas com as crianças e avaliação da eficiência do método na introdução do produto iii. Merendeiras: preparação das receitas utilizando as novas sugestões de preparo iv. Descrição, avaliação e publicação da metodologia utilizada. v. Envolvimento das famílias das crianças no trabalho.