Circuitos Elétricos- módulo F4

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Circuitos Elétricos- módulo F4"

Transcrição

1 Circuios léricos- módulo F4 M 014

2 Correne elécrica A correne elécrica consise num movimeno orienado de poradores de cara elécrica por acção de forças elécricas. Os poradores de cara podem ser elecrões livres, como nos conduores meálicos, ou iões, como nos conduores líquidos e conduores asosos. Uma correne elécrica diz-se esacionária quando a quanidade de cara que aravessa qualquer secção reca de um conduor, por unidade de empo, é sempre a mesma; não há acumulação nem rarefacção de caras em nenhum pono do circuio. or exemplo, a correne conínua é uma correne em reime esacionário. Grandezas elécricas relacionadas com a correne elécrica nensidade de correne, Quanidade de cara elécrica que aravessa uma secção reca de um conduor, na unidade de empo. q (1) A unidade de inensidade de correne é, no S, o ampere, A. 1coulomb 1 ampere ou 1 seundo 1C 1 A 1 s A parir da expressão (1) pode escrever-se: q sa equação permie definir a unidade S de cara elécrica, o coulomb, C. [

3 1 coulomb é a cara elécrica ransporada por uma correne esacionária de inensidade 1 ampere, durane 1 seundo. Num conduor meálico, onde os poradores de cara são os elecrões, o senido real da correne é oposo ao senido convencional. or convenção, o senido da correne num circuio senido convencional é o senido do poencial mais alo para o poencial mais baixo, ou seja, é o senido conrário ao do movimeno dos elecrões. Diferença de poencial, U, enre os erminais de um conduor percorrido por uma correne elécrica é a eneria elécrica ransferida para esse conduor por unidade de cara elécrica que o aravessa. U q A unidade de diferença de poencial é, no S, o vol, V. 1joule 1J 1 vol ou 1 V 1coulomb 1C 1 vol é a diferença de poencial que se esabelece enre os erminais de um conduor que, aravessado pela cara de 1 coulomb, ransforma 1 joule de eneria elécrica noura forma de eneria. 3

4 Resisência elécrica de um conduor Grandeza física, caracerísica do conduor a emperaura consane, que mede a oposição que esse conduor oferece à passaem da correne elécrica. ode ser calculada pelo quociene enre a diferença de poencial aplicada nos erminais do conduor e a inensidade de correne que o percorre. A unidade de resisência é, no S, o ohm, Ω. R U 1vol 1 ohm ou 1 ampere 1 1V 1A 1 ohm é a resisência elécrica de um conduor que é percorrido por uma correne de inensidade 1 ampere quando, nos seus erminais, lhe é aplicada uma diferença de poencial de 1 vol. Lei de Ohm e conduores óhmicos Lei de Ohm Num conduor óhmico e a emperaura consane, exise uma razão consane enre a diferença de poencial nos erminais do conduor e a inensidade da correne que o percorre ou, dio de oura forma, a diferença de poencial aplicada aos erminais de um conduor homoéneo e filiforme, a emperaura consane, é direcamene proporcional à inensidade da correne que o percorre. U cons an e ou U R 4

5 onde R, resisência elécrica do conduor, é a consane de proporcionalidade. Conduor óhmico Conduor em que as ensões aplicadas são direcamene proporcionais às inensidades da correne, iso é, a resisência elécrica em um valor consane. São exemplos de conduores óhmicos os conduores meálicos e as soluções aquosas diluídas de elecrólios. ara os conduores óhmicos, o ráfico da inensidade de correne em função da diferença de poencial é uma reca que começa na oriem, iso é, para eses conduores, é uma função linear de U. or esa razão, os conduores óhmicos ambém se chamam conduores lineares. 5

6 Há conduores que não obedecem à Lei de Ohm e que se desinam por não óhmicos. São exemplos de conduores não óhmicos os díodos, os ríodos e os ransísores, usados em circuios elecrónicos. A resisência deses não é consane, pois depende da diferença de poencial, conforme se pode concluir da análise do ráfico seuine. Neses não faz senido falar em resisência a dada emperaura. 6

7 Associação de resisências Habiualmene, nos circuios elécricos, são uilizadas associações de resisências em série, em paralelo e misas. O modo como se liam as resisências depende da aplicação práica que se vier a fazer de deerminado circuio. Se ivermos um conjuno de resisências associadas, podemos subsiuí-lo por uma resisência única, que enha a mesma resisência que o conjuno. Chama-se resisência equivalene a esa resisência única. Associação de resisências em série Quando num circuio os conduores se enconram liados como a fiura indica dizemos que esão associados em série. 7

8 Nese ipo de associação: A inensidade da correne que aravessa odos os conduores associados em série num circuio é a mesma. A diferença de poencial nos erminais da associação dos conduores é iual à soma das diferenças de poencial nas exremidades de cada um. U = U AB + U BC + U CD A resisência equivalene da associação dos conduores que consiuem a série é iual à soma das resisências dos conduores associados nessa série. R eq = R 1 + R + R 3 Associação de resisências em paralelo Quando num circuio os conduores se enconram liados como a fiura indica dizemos que esão associados em paralelo. Nese ipo de associação: A inensidade da correne que passa no circuio principal é iual à soma das inensidades das correnes nas derivações. = A diferença de poencial aplicada nos erminais de cada conduor da associação é a mesma. U AB = U CD = U F = U GH Como o valor da diferença de poencial é o mesmo para odos os conduores, emos: 8

9 Assim: U AB = R 1 1 ; U AB = R ; U AB = R 3 3 R 1 1 = R = R 3 3 O que sinifica que a correne de maior inensidade passará pelo conduor de menor resisência. O inverso da resisência equivalene da associação em paralelo é iual à soma dos inversos das resisências associadas. 1 R eq 1 R 1 1 R 1 R 3 Noa: O inverso da resisência é a conduância, G. G 1 R A unidade de conduância é, no S, o siemens, S. Transferência e conversão de eneria num circuio elécrico feio de Joule ou efeio érmico da correne elécrica se efeio consise na liberação de eneria, sob a forma de calor, num conduor meálico, devido à passaem da correne elécrica. 9

10 Lei de Joule A eneria dissipada, por efeio Joule, num conduor óhmico de resisência R, por unidade de empo, é direcamene proporcional ao quadrado da inensidade da correne elécrica que o percorre. R oência dissipada num conduor, por efeio Joule, é: Como: R, vem R ela Lei de Ohm, U R. não, ambém se pode escrever: U ou U R A unidade de poência é, no S, o wa, W. 10

11 Geradores e recepores de correne elécrica Um erador é um disposiivo capaz de ransformar eneria química, ou mecânica, ou oura forma de eneria, em eneria elécrica. São exemplos de eradores as pilhas e os acumuladores de chumbo, que ransformam eneria química em elécrica, e os dínamos, que ransformam eneria mecânica em eneria elécrica. O papel desempenhado pelo erador num circuio é, precisamene, aumenar a eneria poencial elécrica da cara, à cusa da sua eneria química ou mecânica, realizando rabalho sobre ela. Força elecromoriz (f.e.m.), ε, de um erador neria ransformada de uma forma não elécrica (química ou mecânica) em elécrica pelo erador, por unidade de cara que o aravessa. q A força elecromoriz exprime-se, no S, em vol, V. neria oal e poência oal de um erador Resolvendo a equação da força elecromoriz em ordem a e aendendo a que q obém-se a equação da eneria oal do erador:.. Como, pode dividir-se a expressão anerior por, obendo-se assim a equação da poência oal do erador: 11

12 . Resisência inerna de um erador ara medir, de uma forma muio rápida, a força elecromoriz de um erador, liam-se os pólos dese a um volímero. Se o erador for liado a um circuio consiuído por uma resisência exerior, R e, e maniver uma correne de inensidade nesse circuio, o volímero, liado aos pólos do erador, indicará um valor inferior ao da força elecromoriz. Conclui-se que nem oda a eneria fornecida pelo erador é ransporada para o circuio exerior. Que aconece à eneria perdida? O faco inerprea-se admiindo que o próprio erador em aluma resisência (Resisência inerna, r i ). so implica que uma pare da eneria seja consumida, por efeio Joule, denro do erador, ficando, assim, menos eneria uilizável no circuio exerior. Só um erador com resisência inerna nula, ou erador ideal, seria capaz de maner, nos erminais de um circuio exerior, uma diferença de poencial de valor iual ao da sua força elecromoriz. Balanço eneréico de um circuio, conendo um erador e uma resisência óhmica 1

13 Fazendo o balanço de enerias, para o circuio represenado na fiura, aendendo a que há conservação de eneria, em-se no inervalo de empo :. (1) ransf u d ransf. neria ransformada pelo erador u neria fornecida ao circuio d neria dissipada por efeio Joule na resisência inerna R i do erador Como: ransf.. q e q. vem: ransf... u U.. d ri.. Subsiuindo em (1), vem:.. U.. ri.. Dividindo odos os membros por, vem:. U. ri. () onde:. u U. oência do erador u oência úil do erador d oência dissipada no erador d r. i pois u d Dividindo odos os ermos da expressão () por, vem: U ri (3) ou U ri Lei de Ohm para um circuio conendo um erador e uma resisência óhmica 13

14 Recorrendo à expressão (3) e fazendo U R., vem: R. ri. R ri. Resolvendo em ordem a, obém-se: R r i quação do circuio (com um erador e uma resisência óhmica) Rendimeno de um erador É dado pelo quociene enre a eneria úil e a eneria ransformada pelo erador ou pelo quociene enre a poência úil e a poência do erador. u ransf. ou u Como: u U.. ; ransf..., vem: U 14

CEL033 Circuitos Lineares I

CEL033 Circuitos Lineares I Aula 13/03/2012 CEL033 Circuios Lineares I [email protected] Sie Disciplina www.ufjf.br/ivo_junior CEL033_NOTURNO Teoria do Circuios Eléricos Alessandro Vola Físico Ialiano 1745-1827 1800- Invenção

Leia mais

Conceitos Básicos Circuitos Resistivos

Conceitos Básicos Circuitos Resistivos Conceios Básicos Circuios esisivos Elecrónica 005006 Arnaldo Baisa Elecrónica_biomed_ef Circuio Elécrico com uma Baeria e uma esisência I V V V I Lei de Ohm I0 V 0 i0 Movimeno Das Pás P >P P >P Líquido

Leia mais

Mecânica da partícula

Mecânica da partícula -- Mecânica da parícula Moimenos sob a acção de uma força resulane consane Prof. Luís C. Perna LEI DA INÉRCIA OU ª LEI DE NEWTON LEI DA INÉRCIA Para que um corpo alere o seu esado de moimeno é necessário

Leia mais

Capítulo 2: Conceitos Fundamentais sobre Circuitos Elétricos

Capítulo 2: Conceitos Fundamentais sobre Circuitos Elétricos SETOR DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA TE041 Circuios Eléricos I Prof. Ewaldo L. M. Mehl Capíulo 2: Conceios Fundamenais sobre Circuios Eléricos 2.1. CARGA ELÉTRICA E CORRENTE ELÉTRICA

Leia mais

O potencial eléctrico de um condutor aumenta à medida que lhe fornecemos carga eléctrica. Estas duas grandezas são

O potencial eléctrico de um condutor aumenta à medida que lhe fornecemos carga eléctrica. Estas duas grandezas são O ondensador O poencial elécrico de um conduor aumena à medida que lhe fornecemos carga elécrica. Esas duas grandezas são direcamene proporcionais. No enano, para a mesma quanidade de carga, dois conduores

Leia mais

As cargas das partículas 1, 2 e 3, respectivamente, são:

As cargas das partículas 1, 2 e 3, respectivamente, são: 18 GAB. 1 2 O DIA PROCSSO SLTIVO/2006 FÍSICA QUSTÕS D 31 A 45 31. A figura abaixo ilusra as rajeórias de rês parículas movendo-se unicamene sob a ação de um campo magnéico consane e uniforme, perpendicular

Leia mais

Cap. 5 - Tiristores 1

Cap. 5 - Tiristores 1 Cap. 5 - Tirisores 1 Tirisor é a designação genérica para disposiivos que êm a caracerísica esacionária ensão- -correne com duas zonas no 1º quadrane. Numa primeira zona (zona 1) as correnes são baixas,

Leia mais

1 Movimento de uma Carga Pontual dentro de um Campo Elétrico

1 Movimento de uma Carga Pontual dentro de um Campo Elétrico Correne Elérica Movimeno de uma Carga Ponual denro de um Campo Elérico Uma carga elérica denro de um campo elérico esá sujeia a uma força igual a qe. Se nenhuma oura força aua sobre essa carga (considerar

Leia mais

INTRODUÇÃO TEÓRICA - EXPERIÊNCIA 3. Comportamento de Componentes Passivos

INTRODUÇÃO TEÓRICA - EXPERIÊNCIA 3. Comportamento de Componentes Passivos UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA POLIÉCNICA Deparameno de Engenharia de Sisemas Elerônicos PSI - EPUSP PSI 3031/3212 - LABORAÓRIO DE CIRCUIOS ELÉRICOS INRODUÇÃO EÓRICA - EXPERIÊNCIA 3 Comporameno de Componenes

Leia mais

Capítulo 11. Corrente alternada

Capítulo 11. Corrente alternada Capíulo 11 Correne alernada elerônica 1 CAPÍULO 11 1 Figura 11. Sinais siméricos e sinais assiméricos. -1 (ms) 1 15 3 - (ms) Em princípio, pode-se descrever um sinal (ensão ou correne) alernado como aquele

Leia mais

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Universidade Federal do Rio de Janeiro Universidade Federal do Rio de Janeiro Circuios Eléricos I EEL42 Coneúdo 8 - Inrodução aos Circuios Lineares e Invarianes...1 8.1 - Algumas definições e propriedades gerais...1 8.2 - Relação enre exciação

Leia mais

Circuitos Elétricos I EEL420

Circuitos Elétricos I EEL420 Universidade Federal do Rio de Janeiro Circuios Eléricos I EEL420 Coneúdo 1 - Circuios de primeira ordem...1 1.1 - Equação diferencial ordinária de primeira ordem...1 1.1.1 - Caso linear, homogênea, com

Leia mais

Tópicos Especiais em Energia Elétrica (Projeto de Inversores e Conversores CC-CC)

Tópicos Especiais em Energia Elétrica (Projeto de Inversores e Conversores CC-CC) Deparameno de Engenharia Elérica Tópicos Especiais em Energia Elérica () ula 2.2 Projeo do Induor Prof. João mérico Vilela Projeo de Induores Definição do úcleo a Fig.1 pode ser observado o modelo de um

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Engenharia de Porto Alegre Departamento de Engenharia Elétrica ANÁLISE DE CIRCUITOS II - ENG04031

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola de Engenharia de Porto Alegre Departamento de Engenharia Elétrica ANÁLISE DE CIRCUITOS II - ENG04031 Universidade Federal do io Grande do Sul Escola de Engenharia de Poro Alegre Deparameno de Engenharia Elérica ANÁLISE DE CICUITOS II - ENG43 Aula 5 - Condições Iniciais e Finais de Carga e Descarga em

Leia mais

Instituto de Física USP. Física Moderna. Aula 23. Professora: Mazé Bechara

Instituto de Física USP. Física Moderna. Aula 23. Professora: Mazé Bechara Insiuo de Física USP Física Moderna Aula 3 Professora: Mazé Bechara Aula 3 Bases da Mecânica quânica e equações de Schroedinger: para odos os esados e para esados esacionários. Aplicação e inerpreações.

Leia mais

PROCESSO SELETIVO O DIA GABARITO 2 13 FÍSICA QUESTÕES DE 31 A 45

PROCESSO SELETIVO O DIA GABARITO 2 13 FÍSICA QUESTÕES DE 31 A 45 PROCESSO SELETIVO 27 2 O DIA GABARITO 2 13 FÍSICA QUESTÕES DE 31 A 45 31. No circuio abaixo, uma fone de resisência inerna desprezível é ligada a um resisor R, cuja resisência pode ser variada por um cursor.

Leia mais

Seção 5: Equações Lineares de 1 a Ordem

Seção 5: Equações Lineares de 1 a Ordem Seção 5: Equações Lineares de 1 a Ordem Definição. Uma EDO de 1 a ordem é dia linear se for da forma y + fx y = gx. 1 A EDO linear de 1 a ordem é uma equação do 1 o grau em y e em y. Qualquer dependência

Leia mais

Problema Inversor CMOS

Problema Inversor CMOS Problema nersor CMS NMS: V = ol K = 30 μa/v PMS: V = ol K = 30 μa/v A figura represena um inersor CMS em que os dois ransísores apresenam caracerísicas siméricas A ensão de alimenação ale V =5 ol ) Sabendo

Leia mais

4. SINAL E CONDICIONAMENTO DE SINAL

4. SINAL E CONDICIONAMENTO DE SINAL 4. SINAL E CONDICIONAMENO DE SINAL Sumário 4. SINAL E CONDICIONAMENO DE SINAL 4. CARACERÍSICAS DOS SINAIS 4.. Período e frequência 4..2 alor médio, valor eficaz e valor máximo 4.2 FILRAGEM 4.2. Circuio

Leia mais

4 CER Compensador Estático de Potência Reativa

4 CER Compensador Estático de Potência Reativa 68 4 ompensador Esáico de Poência Reaiva 4.1 Inrodução ompensadores esáicos de poência reaiva (s ou Saic var ompensaors (Ss são equipamenos de conrole de ensão cuja freqüência de uso em aumenado no sisema

Leia mais

Campo magnético variável

Campo magnético variável Campo magnéico variável Já vimos que a passagem de uma correne elécrica cria um campo magnéico em orno de um conduor aravés do qual a correne flui. Esa descobera de Orsed levou os cienisas a desejaram

Leia mais

MECÂNICA DE PRECISÃO - ELETRÔNICA I - Prof. NELSON M. KANASHIRO FILTRO CAPACITIVO

MECÂNICA DE PRECISÃO - ELETRÔNICA I - Prof. NELSON M. KANASHIRO FILTRO CAPACITIVO . INTRODUÇÃO Na saída dos circuios reificadores, viso na aula anerior, emos ensão pulsane que não adequada para o funcionameno da maioria dos aparelhos elerônicos. Esa ensão deve ser conínua, semelhane

Leia mais

TRANSFORMADA DE FOURIER NOTAS DE AULA (CAP. 18 LIVRO DO NILSON)

TRANSFORMADA DE FOURIER NOTAS DE AULA (CAP. 18 LIVRO DO NILSON) TRANSFORMADA DE FOURIER NOTAS DE AULA (CAP. 8 LIVRO DO NILSON). CONSIDERAÇÕES INICIAIS SÉRIES DE FOURIER: descrevem funções periódicas no domínio da freqüência (ampliude e fase). TRANSFORMADA DE FOURIER:

Leia mais

Voo Nivelado - Avião a Hélice

Voo Nivelado - Avião a Hélice - Avião a Hélice 763 º Ano da icenciaura em ngenharia Aeronáuica edro. Gamboa - 008. oo de ruzeiro De modo a prosseguir o esudo analíico do desempenho, é conveniene separar as aeronaves por ipo de moor

Leia mais

Amplificadores de potência de RF

Amplificadores de potência de RF Amplificadores de poência de RF Objeivo: Amplificar sinais de RF em níveis suficienes para a sua ransmissão (geralmene aravés de uma anena) com bom rendimeno energéico. R g P e RF P CC Amplificador de

Leia mais

Física 1. 2 a prova 21/10/2017. Atenção: Leia as recomendações antes de fazer a prova.

Física 1. 2 a prova 21/10/2017. Atenção: Leia as recomendações antes de fazer a prova. Física 1 2 a prova 21/1/217 Aenção: Leia as recomendações anes de fazer a prova. 1- Assine seu nome de forma LEGÍVEL na folha do carão de resposas. 2- Leia os enunciados com aenção. 3- Analise sua resposa.

Leia mais

INF Técnicas Digitais para Computação. Conceitos Básicos de Circuitos Elétricos. Aula 3

INF Técnicas Digitais para Computação. Conceitos Básicos de Circuitos Elétricos. Aula 3 INF01 118 Técnicas Digiais para Compuação Conceios Básicos de Circuios Eléricos Aula 3 1. Fones de Tensão e Correne Fones são elemenos aivos, capazes de fornecer energia ao circuio, na forma de ensão e

Leia mais

Lista de Exercícios n o.1. 1) O diodo do circuito da Fig. 1(a) se comporta segundo a característica linearizada por partes da Fig 1(b). I D (ma) Fig.

Lista de Exercícios n o.1. 1) O diodo do circuito da Fig. 1(a) se comporta segundo a característica linearizada por partes da Fig 1(b). I D (ma) Fig. Universidade Federal da Bahia EE isposiivos Semiconduores ENG C41 Lisa de Exercícios n o.1 1) O diodo do circuio da Fig. 1 se compora segundo a caracerísica linearizada por pares da Fig 1. R R (ma) 2R

Leia mais

Prof. Lorí Viali, Dr. UFRGS Instituto de Matemática - Departamento de Estatística

Prof. Lorí Viali, Dr. UFRGS Instituto de Matemática - Departamento de Estatística Conceio Na Esaísica exisem siuações onde os dados de ineresse são obidos em insanes sucessivos de empo (minuo, hora, dia, mês ou ano), ou ainda num período conínuo de empo, como aconece num elerocardiograma

Leia mais

Q = , 03.( )

Q = , 03.( ) PROVA DE FÍSIA 2º ANO - 1ª MENSAL - 2º TRIMESTRE TIPO A 01) Um bloco de chumbo de massa 1,0 kg, inicialmene a 227, é colocado em conao com uma fone érmica de poência consane. Deermine a quanidade de calor

Leia mais

Conceito. Exemplos. Os exemplos de (a) a (d) mostram séries discretas, enquanto que os de (e) a (g) ilustram séries contínuas.

Conceito. Exemplos. Os exemplos de (a) a (d) mostram séries discretas, enquanto que os de (e) a (g) ilustram séries contínuas. Conceio Na Esaísica exisem siuações onde os dados de ineresse são obidos em insanes sucessivos de empo (minuo, hora, dia, mês ou ano), ou ainda num período conínuo de empo, como aconece num elerocardiograma

Leia mais

Movimento unidimensional 25 MOVIMENTO UNIDIMENSIONAL

Movimento unidimensional 25 MOVIMENTO UNIDIMENSIONAL Movimeno unidimensional 5 MOVIMENTO UNIDIMENSIONAL. Inrodução Denre os vários movimenos que iremos esudar, o movimeno unidimensional é o mais simples, já que odas as grandezas veoriais que descrevem o

Leia mais

AULA 22 PROCESSO DE TORNEAMENTO: CONDIÇÕES ECONÔMICAS DE USINAGEM

AULA 22 PROCESSO DE TORNEAMENTO: CONDIÇÕES ECONÔMICAS DE USINAGEM AULA 22 PROCESSO DE TORNEAMENTO: CONDIÇÕES ECONÔMICAS DE USINAGEM 163 22. PROCESSO DE TORNEAMENTO: CONDIÇÕES ECONÔMICAS DE USINAGEM 22.1. Inrodução Na Seção 9.2 foi falado sobre os Parâmeros de Core e

Leia mais

6ROXomR: A aceleração das esferas é a mesma, g (aceleração da gravidade), como demonstrou

6ROXomR: A aceleração das esferas é a mesma, g (aceleração da gravidade), como demonstrou 6ROXomR&RPHQWDGD3URYDGH)VLFD. O sisema inernacional de unidades e medidas uiliza vários prefixos associados à unidade-base. Esses prefixos indicam os múliplos decimais que são maiores ou menores do que

Leia mais

4 Modelagem e metodologia de pesquisa

4 Modelagem e metodologia de pesquisa 4 Modelagem e meodologia de pesquisa Nese capíulo será apresenada a meodologia adoada nese rabalho para a aplicação e desenvolvimeno de um modelo de programação maemáica linear misa, onde a função-objeivo,

Leia mais

Tabela: Variáveis reais e nominais

Tabela: Variáveis reais e nominais Capíulo 1 Soluções: Inrodução à Macroeconomia Exercício 12 (Variáveis reais e nominais) Na abela seguine enconram se os dados iniciais do exercício (colunas 1, 2, 3) bem como as soluções relaivas a odas

Leia mais

Análise de Projectos ESAPL / IPVC. Critérios de Valorização e Selecção de Investimentos. Métodos Dinâmicos

Análise de Projectos ESAPL / IPVC. Critérios de Valorização e Selecção de Investimentos. Métodos Dinâmicos Análise de Projecos ESAPL / IPVC Criérios de Valorização e Selecção de Invesimenos. Méodos Dinâmicos Criério do Valor Líquido Acualizado (VLA) O VLA de um invesimeno é a diferença enre os valores dos benefícios

Leia mais

ANALOGIA ENTRE INTENSIDADE DE CORRENTE ELÉCRICA E CAUDAL DE UM LÍQUIDO

ANALOGIA ENTRE INTENSIDADE DE CORRENTE ELÉCRICA E CAUDAL DE UM LÍQUIDO ANALOGA ENTRE NTENSDADE DE CORRENTE ELÉCRCA E CADAL DE M LÍQDO Exemplo de revisão do conceito de caudal: Para medir o caudal de uma torneira, podemos encher um balde com água e medir o tempo que o balde

Leia mais

PEA LABORATÓRIO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS I CONDUTORES E DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO (CDP_EA)

PEA LABORATÓRIO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS I CONDUTORES E DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO (CDP_EA) PEA 40 - LAORAÓRO DE NSALAÇÕES ELÉRCAS CONDUORES E DSPOSVOS DE PROEÇÃO (CDP_EA) RELAÓRO - NOA... Grupo:...... Professor:...Daa:... Objeivo:..... MPORANE: Em odas as medições, o amperímero de alicae deverá

Leia mais

AULA 8 CONDUÇÃO DE CALOR EM REGIME TRANSITÓRIO SISTEMA CONCENTRADO

AULA 8 CONDUÇÃO DE CALOR EM REGIME TRANSITÓRIO SISTEMA CONCENTRADO Noas de aula de PME 3361 Processos de Transferência de Calor 57 AULA 8 CONDUÇÃO DE CALOR EM REGIME TRANSITÓRIO SISTEMA CONCENTRADO Inrodução Quando um corpo ou sisema a uma dada emperaura é bruscamene

Leia mais

Fundamentos de Electrónica. Teoria Cap.5 - Tiristores

Fundamentos de Electrónica. Teoria Cap.5 - Tiristores Fundamenos de Elecrónica Teoria Cap.5 - Tirisores Jorge Manuel Torres Pereira ST-2010 ÍNDCE CP. 5 TRSTORES Pág. 5.1 nrodução... 5.1 5.2 O díodo de quaro camadas... 5.2 5.3 O recificador conrolado de silício

Leia mais

Exercícios sobre o Modelo Logístico Discreto

Exercícios sobre o Modelo Logístico Discreto Exercícios sobre o Modelo Logísico Discreo 1. Faça uma abela e o gráfico do modelo logísico discreo descrio pela equação abaixo para = 0, 1,..., 10, N N = 1,3 N 1, N 0 = 1. 10 Solução. Usando o Excel,

Leia mais

Experiência IV (aulas 06 e 07) Queda livre

Experiência IV (aulas 06 e 07) Queda livre Experiência IV (aulas 06 e 07) Queda livre 1. Objeivos. Inrodução 3. Procedimeno experimenal 4. Análise de dados 5. Quesões 6. Referências 1. Objeivos Nesa experiência, esudaremos o movimeno da queda de

Leia mais

5 0,5. d d ,6 3. v Δt 0,03s Δt 30ms. 3. Gabarito: Lista 01. Resposta da questão 1: [D]

5 0,5. d d ,6 3. v Δt 0,03s Δt 30ms. 3. Gabarito: Lista 01. Resposta da questão 1: [D] Gabario: Lisa 01 Resposa da quesão 1: [D] Seja v 1 a velocidade média desenvolvida por Juliana nos reinos: ΔS1 5 v 1 v1 10 km h. Δ1 0,5 Para a corrida, a velocidade deverá ser reduzida em 40%. Enão a velocidade

Leia mais

18 GABARITO 1 2 O DIA PROCESSO SELETIVO/2005 FÍSICA QUESTÕES DE 31 A 45

18 GABARITO 1 2 O DIA PROCESSO SELETIVO/2005 FÍSICA QUESTÕES DE 31 A 45 18 GABARITO 1 2 O DIA PROCESSO SELETIO/2005 ÍSICA QUESTÕES DE 31 A 45 31. O gálio é um meal cuja emperaura de fusão é aproximadamene o C. Um pequeno pedaço desse meal, a 0 o C, é colocado em um recipiene

Leia mais

Capítulo 2: Proposta de um Novo Retificador Trifásico

Capítulo 2: Proposta de um Novo Retificador Trifásico 30 Capíulo 2: Proposa de um Novo Reificador Trifásico O mecanismo do descobrimeno não é lógico e inelecual. É uma iluminação suberrânea, quase um êxase. Em seguida, é cero, a ineligência analisa e a experiência

Leia mais

Análise de Circuitos Dinâmicos no Domínio do Tempo

Análise de Circuitos Dinâmicos no Domínio do Tempo Teoria dos ircuios e Fundamenos de Elecrónica Análise de ircuios Dinâmicos no Domínio do Tempo Teresa Mendes de Almeida [email protected] DEE Área ienífica de Elecrónica T.M.Almeida IST-DEE- AElecrónica

Leia mais

Introdução aos multivibradores e circuito integrado 555

Introdução aos multivibradores e circuito integrado 555 2 Capíulo Inrodução aos mulivibradores e circuio inegrado 555 Mea dese capíulo Enender o princípio de funcionameno dos diversos ipos de mulivibradores e esudo do circuio inegrado 555. objeivos Enender

Leia mais

Observação: No próximo documento veremos como escrever a solução de um sistema escalonado que possui mais incógnitas que equações.

Observação: No próximo documento veremos como escrever a solução de um sistema escalonado que possui mais incógnitas que equações. .. Sisemas Escalonados Os sisemas abaio são escalonados: 7 Veja as maries associadas a esses sisemas: 7 Podemos associar o nome "escalonado" com as maries ao "escalar" os eros ou energar a "escada" de

Leia mais

O gráfico que é uma reta

O gráfico que é uma reta O gráfico que é uma rea A UUL AL A Agora que já conhecemos melhor o plano caresiano e o gráfico de algumas relações enre e, volemos ao eemplo da aula 8, onde = + e cujo gráfico é uma rea. Queremos saber

Leia mais

) quando vamos do ponto P até o ponto Q (sobre a reta) e represente-a no plano cartesiano descrito acima.

) quando vamos do ponto P até o ponto Q (sobre a reta) e represente-a no plano cartesiano descrito acima. ATIVIDADE 1 1. Represene, no plano caresiano xy descrio abaixo, os dois ponos (x 0,y 0 ) = (1,2) e Q(x 1,y 1 ) = Q(3,5). 2. Trace a rea r 1 que passa pelos ponos e Q, no plano caresiano acima. 3. Deermine

Leia mais

2 Eletrodinâmica. Corrente Elétrica. Lei de Ohm. Resistores Associação de Resistores Geradores Receptores. 4 Instrumento de Medidas Elétricas

2 Eletrodinâmica. Corrente Elétrica. Lei de Ohm. Resistores Associação de Resistores Geradores Receptores. 4 Instrumento de Medidas Elétricas 2. Eletrodinâmica Conteúdo da Seção 2 1 Conceitos Básicos de Metrologia 4 Instrumento de Medidas Elétricas 2 Eletrodinâmica Corrente Elétrica Resistência Elétrica Lei de Ohm Potência Elétrica Resistores

Leia mais

Capacitores e Indutores

Capacitores e Indutores Capaciores e Induores Um capacior é um disposiivo que é capaz de armazenar e disribuir carga elérica em um circuio. A capaciância (C) é a grandeza física associada a esa capacidade de armazenameno da carga

Leia mais