Primitivas e a integral de Riemann Aula 26
|
|
|
- Amélia Stachinski da Costa
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Primitivas e a integral de Riemann Aula 26 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 13 de Maio de 2014 Primeiro Semestre de 2014 Turma Engenharia Mecânica
2 Anti-derivadas ou Primitivas Sabemos que a derivada de uma função constante é zero. Entretanto, uma função pode ter derivada zero em todos os pontos de seu domínio e não ser constante; por exemplo f(x) = x x é tal que f (x) = 0 em todo ponto de seu domínio, mas não é constante. No entanto vale o seguinte resultado Corolário Se f for contínua em [a,b] e diferenciável em (a,b) e f (x) = 0 para todo x (a,b), então f será constante.
3 Prova: Seja x 0 [a,b] fixo. Para todo x [a,b], x x 0, pelo Teorema do Valor Médio existe um x pertence ao intervalo aberto de extremos x e x 0 tal que f(x) f(x 0 ) = f ( x)(x x 0 ). Como f (x) = 0 para todo x (a,b), temos que f ( x) = 0, logo f(x) f(x 0 ) = 0 = f(x) = f(x 0 ) para todo x [a,b]. Portanto, f é constante.
4 Corolário Duas funções f,g : (a,b) R tais que f (x) = g (x) para todo x (a,b) diferem por uma constante. Definição Uma primitiva ou anti-derivada de f definida em um intervalo I é uma função derivável F definida em I tal que F (x) = f(x), para todo x I. Observação: Se F for uma primitiva de f, então F será contínua, pois F é derivável. Duas primitivas de uma função definida em um intervalo diferem por uma constante.
5 Segue que as primitivas de f são da forma F(x)+k, com k constante. Denotamos por f(x)dx = F(x)+k, k constante à família de primitivas ou integral indefinida de f. Exemplo x 2 dx = x3 3 +k, dx = 1 dx = x +k.
6 Das fórmulas de derivação já vistas seguem as seguintes primitivas (a) cdx = cx +k; (b) e x dx = e x +k; (c) x α dx = xα+1, α 1; (d) cosx dx = sen x +k; α (e) dx = lnx +k, x > 0; x (f) dx = ln( x)+k, x < 0; x (g) sen x dx = cosx +k; (h) sec 2 x dx = tgx +k; 1 (i) secx tgx dx = secx +k; (j) dx = arctgx +k; 1+x2 (k) secxdx=ln secx+tgx +k; (l) tgx dx = ln cosx +k; 1 (m) dx=arcsenx+k. 1 x 2
7 Mudança de Variável ou Regra da Substituição Sejam f e g tais que Im(g) D f. Suponhamos que F seja uma primitiva de f. Então F(g(x)) é uma primitiva de f(g(x))g (x), de fato, pela Regra da Cadeia, [F(g(x))] = F (g(x))g (x) = f(g(x))g (x). Portanto, f(g(x))g (x) dx = F(g(x))+k, onde k é uma constante arbitrária.
8 Se fizermos a mudança de variável ou substituição u = g(x) temos F (g(x))g (x) dx = [F(g(x))] dx = F(g(x))+k = F(u)+k = F (u)du ou, escrevendo F = f, obtemos a Regra da Substituição: f(g(x))g (x) dx = f(u) du. (1)
9 Exemplo Encontre 2x 1+x 2 dx. Fazemos a substituição u = 1+x 2, então sua diferencial é du = 2xdx. Pela Regra da Substituição, 2x 1+x udu 1+x 2 dx = 2 2x dx = = 2 3 u3/2 +k = 2 3 (1+x2 ) 3/2 +k.
10 Exemplo Encontre x 3 cos(x 4 +2)dx. Fazemos a substituição u = x 4 +2, então du = 4x 3 dx e x 3 cos(x 4 +2)dx = cos(u) 1 4 du = 1 cosudu 4 = 1 4 senu +k = 1 4 sen(x4 +2)+k.
11 Exemplo Calcule x 1+x 4 dx. Se fizermos u = x 2, teremos du = 2x dx, assim, x 1+x 4 dx = u 2 2 du = 1 2 arctg(u)+k = 1 2 arctg(x2 )+k.
12 Exemplo Encontre tgx dx. Fazemos a substituição u = cosx, então sua diferencial é du = sen x dx; portanto senx 1 tgx dx = cosx dx = du = ln u +k u = ln cosx +k = ln secx +k.
13 Sejam f,g : [a,b] R diferenciáveis em (a,b). Então, para cada x (a,b), vale [f(x)g(x)] = f (x)g(x) +f(x)g (x), ou seja, f(x)g (x) = [f(x)g(x)] f (x)g(x).
14 Como f(x)g(x) é uma primitiva de [f(x)g(x)], se existir uma primitiva de f (x)g(x), então também existirá uma primitiva de f(x)g (x) e valerá a fórmula de integração por partes: f(x)g (x) dx = f(x)g(x) f (x)g(x) dx. (2)
15 Notação alternativa. Tomando u = f(x) e v = g(x), temos du = f (x)dx e dv = g (x)dx e podemos re-escrever (2) como udv = uv v du.
16 Example Calcule x sen x dx. Suponha f(x) = x e g (x) = sen x. Então, f (x) = 1 e g(x) = cosx. Assim x senx dx = x( cosx) 1( cosx)dx = x cosx+senx+k.
17 Example arctg x }{{} u }{{} 1dx dv =(arctgx)x 1 x 1+x 2 dx=x arctgx 1 2 ln(1+x2 )+k. Example }{{} x 2 }{{} e x dx = }{{} x 2 f g f e x }{{} g e x }{{} 2x }{{} f g Integrando por partes mais uma vez, obtemos xe x dx = xe x e x dx = xe x e x +k. dx. Portanto, x 2 e x dx = x 2 e x 2xe x +2e x +k.
18 Definição Seja [a,b] R um intervalo limitado e fechado. Dizemos que P : a = x 0 < x 1 < x 2 < < x n = b, onde n N, é uma partição ou divisão de [a,b]. Uma partição P de [a,b] divide o intervalo em n intervalos. a = x 0 x 1 x 2... x i 1 x i... x n 1 b = xn x
19 Para cada i = 1,...,n, definimos x i = x i x i 1 que é o tamanho ou comprimento do intervalo [x i 1, x i ]. Definimos, também a malha da partição P P = max 1 i n x i que é o maior dos comprimentos dos intervalos [x i 1,x i ], 1 i n.
20 Sejam f : [a,b] R uma função limitada e P = {a = x 0 < x 1 <,x n 1,x n = b} uma partição de [a,b]. Para cada índice i seja c i um número em [x i 1, x i ] escolhido arbitrariamente. c 1 c 2... a = x 0 x 1 x 2 c i... x i 1 x i c n x n 1 b = xn x
21 Consideremos a figura seguinte. f(c 3 ) f(c 2 ) f(c i ) 2 f(c 1 ) f f(c j ) x j a=x 0 x 1 x 2 x 3 x i 1 x i j 1 x b=x n c 1 c 2 c 3 c i c j
22 Definição A soma de Riemann de f relativamente à partição P é dada por n f(c i ) x i. i=1 Observação: Note que a soma de Riemann é igual à soma das áreas dos retângulos que estão acima do eixo x menos a soma das áreas dos retângulos que estão abaixo do eixo x. Portanto a soma de Riemann é a diferença entre a soma das áreas dos retângulos que estão acima do eixo x e a soma das áreas dos retângulos que estão abaixo do eixo x.
23 Consideremos a figura seguinte. A 2 f a b A 1
24 Sejam f uma função contínua definida em [a,b] e P = {a = x 0 < x 1 <,x n 1,x n = b} uma partição tal que P = max x i seja suficientemente pequeno. Então a área 1 i n A = A 2 A 1, pode ser aproximada pela soma de Riemann n f(c i ) x i, i=1 ou seja, A n i=1 f(c i) x i. Fazendo P 0, temos n f(c i ) x i A e, portanto, i=1 lim P 0 n f(c i ) x i = A. i=1 Então podemos dar a definição seguinte.
25 Definição Diremos que uma função limitada f : [a,b] R é Riemann integrável ou simplesmente integrável, se existir um número A R tal que lim P 0 n f(c i ) x i = A i=1 onde P = {a = x 0 < x 1,,x n 1 < x n = b} é uma partição de [a,b] e c i [x i 1, x i ].
26 Escrevendo o limite acima com ε s e δ s temos Definição Uma função f : [a,b] R será dita integrável, se existir A R tal que para todo ε > 0, exista δ > 0 tal que n f(c i ) x i A < ε i=1 para toda partição de [a,b] com P < δ, qualquer que seja a escolha de c i [x i 1, x i ]. Neste caso, escrevemos A = b a f(x)dx que é chamada integral definida ou simplesmente integral de f em relação à x no intervalo [a,b]. Observação: Note que, o limite independe da escolha dos c i.
MAT 121 : Cálculo Diferencial e Integral II. Sylvain Bonnot (IME-USP)
MAT 121 : Cálculo Diferencial e Integral II Sylvain Bonnot (IME-USP) 2014 1 Informações gerais Prof.: Sylvain Bonnot Email: [email protected] Minha sala: IME-USP, 151-A (Bloco A) Site: ver o link para
MAT Aula 21/ Segunda 26/05/2014. Sylvain Bonnot (IME-USP)
MAT 0143 Aula 21/ Segunda 26/05/2014 Sylvain Bonnot (IME-USP) 2014 1 Teorema fundamental do cálculo Teorema (Teorema fundamental do cálculo, parte 1) Se f for contínua em [a, b] então a função g definida
Exercícios de Coordenadas Polares Aula 41
Revisão - Métodos de Integração e Exercícios de Coordenadas Polares Aula 41 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 24 de Junho de 2014 Primeiro Semestre de 2014 Turma
Aula 33. Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil
Aplicações da Integral - Continuação e Técnicas de Integração Aula 33 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 30 de Maio de 2014 Primeiro Semestre de 2014 Turma 2014106
A derivada da função inversa, o Teorema do Valor Médio e Máximos e Mínimos - Aula 18
A derivada da função inversa, o Teorema do Valor Médio e - Aula 18 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 10 de Abril de 2014 Primeiro Semestre de 2014 Turma 2014106
Integrais. ( e 12/ )
Integrais (21-04-2009 e 12/19-05-2009) Já estudámos a determinação da derivada de uma função. Revertamos agora o processo de derivação, isto é, suponhamos que nos é dada uma função F e que pretendemos
Exercícios - Propriedades Adicionais do Limite Aula 10
Exercícios - Propriedades Adicionais do Limite Aula 10 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 05 de Abril de 2014 Primeiro Semestre de 2014 Turma 2014106 - Engenharia
Limites - Aula 08. Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil. 14 de Março de 2014
Limites - Aula 08 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 14 de Março de 2014 Primeiro Semestre de 2014 Turma 2014104 - Engenharia Mecânica Limite - Noção Intuitiva
Aula 34. Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil
Técnicas de Integração - Continuação Aula 34 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 03 de Junho de 2014 Primeiro Semestre de 2014 Turma 2014106 - Engenharia Mecânica
Esboço de Gráfico - Exemplos e Regras de L Hospital Aula 23
Esboço de Gráfico - s e Regras de L Hospital Aula 23 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 06 de Maio de 2014 Primeiro Semestre de 2014 Turma 2014106 - Engenharia
AT4-1 - Unidade 4. Integrais 1. Cálculo Diferencial e Integral. UAB - UFSCar. Bacharelado em Sistemas de Informação. 1 Versão com 14 páginas
AT4-1 - Unidade 4 1 Cálculo Diferencial e Integral Bacharelado em Sistemas de Informação UAB - UFSCar 1 Versão com 14 páginas 1 / 14 Tópicos de AT4-1 1 2 / 14 Tópicos de AT4-1 1 3 / 14 Relação entre funções
A Derivada. Derivadas Aula 16. Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil
Derivadas Aula 16 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 04 de Abril de 2014 Primeiro Semestre de 2014 Turma 2014104 - Engenharia Mecânica A Derivada Seja x = f(t)
A derivada (continuação) Aula 17
A derivada (continuação) Aula 17 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 08 de Abril de 2014 Primeiro Semestre de 2014 Turma 2014106 - Engenharia Mecânica Teorema
Aula 12 Regras de Substituição. Integração por partes.
Universidade Federal do ABC Aula 12 Regras de Substituição. Integração por partes. BCN0402-15 FUV Suporte ao aluno Site da disciplina: http://gradmat.ufabc.edu.br/disciplinas/fuv/ Site do prof. Annibal:
Primitva. Integral Indenida
Primitva Denição. 1 Uma função F (x) é chamada uma primitiva da função f(x) em um intervalo I (ou simplesmente uma primitiva de f(x), se para todo x I, temos F (x) = f(x). Exemplo. 1 1. emos que cos(x)
Cálculo Diferencial e Integral I Mestrado Integrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores 2 o Teste (V1) - 15 de Janeiro de h00m
Cálculo Diferencial e Integral I Mestrado Integrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores 2 o Teste (V) - 5 de Janeiro de 2 - hm Resolução Problema (2,5 val.) Determine uma primitiva de cada uma
Aula 32. Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil
Superfícies de Revolução e Outras Aplicações Aula 32 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 29 de Maio de 2014 Primeiro Semestre de 2014 Turma 2014106 - Engenharia
Integração por partes
Universidade de Brasília Departamento de Matemática Cálculo 1 Integração por partes Vimos nos textos anteriores que a técnica de mudança de variáveis é muito útil no cálculo de algumas primitivas. Porém,
Propriedades das Funções Contínuas e Limites Laterais Aula 12
Propriedades das Funções Contínuas e Limites Laterais Aula 12 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 27 de Março de 2014 Primeiro Semestre de 2014 Turma 2014106 -
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO. Resumo. Nesta aula, apresentaremos a noção de integral indefinidada. Também discutiremos
CÁLCULO L NOTAS DA DÉCIMA OITAVA AULA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO Resumo. Nesta aula, apresentaremos a noção de integral indefinidada. Também discutiremos a primeira técnica de integração: mudança
Cálculo Diferencial e Integral I
Cálculo Diferencial e Integral I Complementos ao texto de apoio às aulas. Amélia Bastos, António Bravo Julho 24 Introdução O texto apresentado tem por objectivo ser um complemento ao texto de apoio ao
Cálculo Diferencial e Integral I
2 o Ficha B1 x 2 x se x > 0 x + 1 x arctg(x 2 ) x se x 0 i) Estude a função f do ponto de vista da continuidade. iii) O conjunto f([1, 2]) é limitado? Resolução. 1. i) Para x > 0 a função f é contínua
Cálculo Integral, Sequências e Séries
Cálculo Integral, Sequências e Séries por PAULO XAVIER PAMPLONA UFCG-UACTA 5 Conteúdo Integral 4. Definição de Integral............................... 4. Integral Indefinida................................
Cálculo Diferencial e Integral I
Cálculo Diferencial e Integral I LEE, LEIC-T, LEGI e LERC - o semestre - / de Junho de - 9 horas I ( val.). (5, val.) Determine o valor dos integrais: x + (i) x ln x dx (ii) (9 x )( + x ) dx (i) Primitivando
(x 1) 2 (x 2) dx 42. x5 + x + 1
I - Integrais Indefinidas ā Lista de Cálculo I - POLI - 00 Calcule as integrais indefinidas abaixo. Para a verificação das resposta lembre-se que f(x)dx = F (x), k IR F (x) = f(x), x D f.. x7 + x + x dx.
CÁLCULO I Prof. Marcos Diniz Prof. André Almeida Prof. Edilson Neri Júnior
Objetivos da Aula CÁLCULO I Prof. Marcos Diniz Prof. André Almeida Prof. Edilson Neri Júnior Aula n o 4: Aproximações Lineares e Diferenciais. Regra de L Hôspital. Definir e calcular a aproximação linear
Integrais indefinidas
Integrais indefinidas que: Sendo f(x) e F(x) definidas em um intervalo I R, para todo x I, dizemos F é uma antiderivada ou uma primitiva de f, em I, se F (x) = f(x) Exemplos: F(x) = x é uma antiderivada
Limites infinitos e limites no infinito Aula 15
Propriedades dos ites infinitos Limites infinitos e ites no infinito Aula 15 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 03 de Abril de 2014 Primeiro Semestre de 2014
UNIFEI - UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ PROVA DE CÁLCULO 1
UNIFEI - UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ PROVA DE CÁLCULO 1 PROVA DE TRANSFERÊNCIA INTERNA, EXTERNA E PARA PORTADOR DE DIPLOMA DE CURSO SUPERIOR - 16/10/2016 CANDIDATO: CURSO PRETENDIDO: OBSERVAÇÕES: 1.
Tópico 4. Derivadas (Parte 1)
Tópico 4. Derivadas (Parte 1) 4.1. A reta tangente Para círculos, a tangencia é natural? Suponha que a reta r da figura vá se aproximando da circunferência até tocá-la num único ponto. Na situação da figura
Derivadas 1
www.matematicaemexercicios.com Derivadas 1 Índice AULA 1 Introdução 3 AULA 2 Derivadas fundamentais 5 AULA 3 Derivada do produto e do quociente de funções 7 AULA 4 Regra da cadeia 9 www.matematicaemexercicios.com
Métodos Numéricos - Notas de Aula
Métodos Numéricos - Notas de Aula Prof a Olga Regina Bellon Junho 2007 Introdução Do ponto de vista analítico existem diversas regras, que podem ser utilizadas na prática. Porém, técnicas de integração
Concavidade e pontos de inflexão Aula 20
Concavidade e pontos de inflexão Aula 20 Alexandre Nolasco de Carvalho Universidade de São Paulo São Carlos SP, Brazil 22 de Abril de 2014 Primeiro Semestre de 2014 Turma 2014106 - Engenharia Mecânica
Objetivos. Exemplo 18.1 Para integrar. u = 1 + x 2 du = 2x dx. Esta substituição nos leva à integral simples. 2x dx fazemos
MÓDULO - AULA 8 Aula 8 Técnicas de Integração Substituição Simples - Continuação Objetivos Nesta aula você aprenderá a usar a substituição simples em alguns casos especiais; Aprenderá a fazer mudança de
ATIVIDADES EM SALA DE AULA Cálculo I -A- Humberto José Bortolossi
ATIVIDADES EM SALA DE AULA Cálculo I -A- Humberto José Bortolossi http://www.professores.uff.br/hjbortol/ 08 Continuidade e O Teorema do Valor Intermediário [0] (2008.) (a) Dê um exemplo de uma função
Cálculo Diferencial e Integral I
Provas e listas: Cálculo Diferencial e Integral I Período 204.2 Sérgio de Albuquerque Souza 4 de maio de 205 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CCEN - Departamento de Matemática http://www.mat.ufpb.br/sergio
x 2 + (x 2 5) 2, x 0, (1) 5 + y + y 2, y 5. (2) e é positiva em ( 2 3 , + ), logo x = 3
Página 1 de 4 Instituto de Matemática - IM/UFRJ Cálculo Diferencial e Integral I - MAC 118 Gabarito segunda prova - Escola Politécnica / Escola de Química - 13/06/2017 Questão 1: (2 pontos) Determinar
Lista de exercícios sobre integrais
Universidade Federal de Ouro Preto Instituto de Ciências Exatas e Biológicas ICEB Departamento de Matemática DEMAT Cálculo Diferencial e Integral A Lista de exercícios sobre integrais Questão : Em nossa
MAT Aula 12/ 23/04/2014. Sylvain Bonnot (IME-USP)
MAT 0143 Aula 12/ 23/04/2014 Sylvain Bonnot (IME-USP) 2014 1 Resumo: 1 Site: http://www.ime.usp.br/~sylvain/courses.html 2 Hoje: correção da prova + derivadas. 3 Derivadas: definição de f (a) e equação
Como, neste caso, temos f(x) = 1, obviamente a primitiva é F(x) = x, pois F (x) = x = 1 = f(x).
4. INTEGRAIS 4.1 INTEGRAL INDEFINIDA A integral indefinida da função f(x), denotada por f x dx, é toda expressão da forma F(x) + C, em que F (x) = f(x) num dado intervalo [a,b] e C é uma constante arbitrária.
Integrais - Aplicações I
Integrais - Aplicações I Daniel 13 de novembro de 2015 Daniel Integrais - Aplicações I 13 de novembro de 2015 1 / 37 Áreas entre duas Curvas Área entre duas curvas Se f e g são funções integráveis em [a,b]
da dx = 2 x cm2 /cm A = (5 t + 2) 2 = 25 t t + 4
Capítulo 13 Regra da Cadeia 13.1 Motivação A área A de um quadrado cujo lado mede x cm de comprimento é dada por A = x 2. Podemos encontrar a taxa de variação da área em relação à variação do lado: = 2
Apostila Cálculo Diferencial e Integral I: Integral
Apostila Cálculo Diferencial e Integral I: Integral Apostila Cálculo Diferencial e Integral I: Integral Sumário 1 Integral 5 1.1 Antidiferenciação......................... 5 1.1.1 Exercícios.........................
Diferenciabilidade de função de uma variável
Capítulo 6 Diferenciabilidade de função de uma variável Um conceito importante do Cálculo é o de derivada, que é um ite, como veremos na definição. Fisicamente o conceito de derivada está relacionado ao
Primitivação de funções reais de variável real
Capítulo 3 Sugere-se a seguinte bibliografia adicional que completa o estudo a efectuar nas aulas teóricas e nas aulas práticas: Maria Aldina C. Silva e M. dos Anjos F. Saraiva. Primitivação. Edições Asa,
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Universidade de São Paulo
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Universidade de São Paulo Módulo I: Cálculo Diferencial e Integral Derivada e Diferencial de uma Função Professora Renata Alcarde Sermarini Notas de aula
Integrais - Aplicações I. Daniel 26 de novembro de 2016
Integrais - Aplicações I Daniel 26 de novembro de 2016 1 Sumário Aplicações da Integral Construção de Fórmulas Integrais Aplicação da Estratégia de Integrais Definidas Áreas entre duas Curvas Volume por
Aulas n o 22: A Função Logaritmo Natural
CÁLCULO I Aulas n o 22: A Função Logaritmo Natural Prof. Edilson Neri Júnior Prof. André Almeida 1 A Função Logaritmo Natural 2 Derivadas e Integral Propriedades dos Logaritmos 3 Gráfico Seja x > 0. Definimos
Coordenadora do Curso de Graduação
CÁLCULO II 2007 INSTRUCIONAIS DE MATEMÁTICA Coordenadora do Curso de Graduação Sônia Albuquerque - Matemática Conteudista Sônia Albuquerque SUMÁRIO UNIDADE I PRIMITIVA 1.1 Introdução 1.2 Definição UNIDADE
Integrais - Aplicações I
Integrais - Aplicações I Daniel 17 de novembro de 2015 Daniel Integrais - Aplicações I 17 de novembro de 2015 1 / 45 Áreas entre duas Curvas Sumário 1 Áreas entre duas Curvas 2 Volume por Seções Transversais
ANÁLISE MATEMÁTICA II
ANÁLISE MATEMÁTICA II Acetatos de Ana Matos Séries de Potências DMAT Séries de Potências As séries de potências são uma generalização da noção de polinómio. Definição: Sendo x uma variável e a, chama-se
Limite - Propriedades Adicionais
Limite - Propriedades Adicionais Juliana Pimentel [email protected] Propriedades Adicionais do Limite Os próximos três teoremas são propriedades adicionais de limites. Teorema (Teste da Comparação)
A integral de Riemann e Aplicações Aula 28
A integrl de Riemnn - Continução Aplicções d Integrl A integrl de Riemnn e Aplicções Aul 28 Alexndre Nolsco de Crvlho Universidde de São Pulo São Crlos SP, Brzil 16 de Mio de 2014 Primeiro Semestre de
CÁLCULO I Prof. Edilson Neri Júnior Prof. André Almeida
CÁLCULO I Prof. Edilson Neri Júnior Prof. André Almeida Aula n o 09: Regras de Derivação Objetivos da Aula Apresentar e aplicar as regras operacionais de derivação; Derivar funções utilizando diferentes
Terceira Lista de Exercicios de Cálculo I Rio de Janeiro 1 de abril de 2013
Universidade Federal de Rio de Janeiro Instituto de Matemática Departamento de Métodos Matemáticos Prof. Jaime E. Muñoz Rivera [email protected] http//www.im.ufrj.br/ rivera Terceira Lista de Exercicios
Cálculo Diferencial e Integral I 1 o Sem. 2016/17 - LEAN, MEMat, MEQ FICHA 11 - SOLUÇÕES
Instituto Superior Técnico Departamento de Matemática Cálculo Diferencial e Integral I o Sem 06/7 - LEAN, MEMat, MEQ FICHA - SOLUÇÕES Teorema Fundamental do Cálculo Regra de Barrow Integração por partes
MATEMÁTICA II. Profa. Dra. Amanda Liz Pacífico Manfrim Perticarrari
MATEMÁTICA II Profa. Dra. Amanda Liz Pacífico Manfrim Perticarrari [email protected] CONSIDERAÇÕES INICIAIS Considere a função f x : R R tal que y = f(x). Então: Derivada: Mede a taxa de variação de
1 A Equação Fundamental Áreas Primeiras definições Uma questão importante... 7
Conteúdo 1 4 1.1- Áreas............................. 4 1.2 Primeiras definições...................... 6 1.3 - Uma questão importante.................. 7 1 EDA Aula 1 Objetivos Apresentar as equações diferenciais
Derivada - Parte 2 - Regras de derivação
Derivada - Parte 2 - Wellington D. Previero [email protected] http://paginapessoal.utfpr.edu.br/previero Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR Câmpus Londrina Wellington D. Previero Derivada
Sobre Desenvolvimentos em Séries de Potências, Séries de Taylor e Fórmula de Taylor
Sobre Desenvolvimentos em Séries de Potências, Séries de Taylor e Fórmula de Taylor Pedro Lopes Departamento de Matemática Instituto Superior Técnico o. Semestre 004/005 Estas notas constituem um material
Técnicas de. Integração
Técnicas de Capítulo 7 Integração TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO f ( xdx ) a Na definição de integral definida, trabalhamos com uma função f definida em um intervalo limitado [a, b] e supomos que f não tem uma
CÁLCULO I Aula 11: Limites Innitos e no Innito. Assíntotas. Regra de l'hôspital.
Limites s CÁLCULO I Aula 11: Limites s e no... Prof. Edilson Neri Júnior Prof. André Almeida Universidade Federal do Pará Limites s 1 Limites no 2 Limites s 3 4 5 Limites s Denição Seja f uma função denida
Primitivação. A primitivação é a operação inversa da derivação.
Primitivação A primitivação é a operação inversa da derivação. Definição: Seja f uma função definida num intervalo I. Qualquer função F definida e diferenciável em I tal que F x fx, para todo o x I, diz-se
Se a função de consumo é dada por y = f(x), onde y é o consumo nacional total e x é a renda nacional total, então a tendência marginal ao consumo é ig
ELEMENTOS DE EQUAÇÕES DIFERENCIAIS AULA 01: INTRODUÇÃO ÀS EQUAÇÕES DIFERENCIAIS TÓPICO 02: REVENDO TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO VERSÃO TEXTUAL Este tópico objetiva reapresentar as principais técnicas de integração.
Sucessões. , ou, apenas, u n. ,u n n. Casos Particulares: 1. Progressão aritmética de razão r e primeiro termo a: o seu termo geral é u n a n1r.
Sucessões Definição: Uma sucessão de números reais é uma aplicação u do conjunto dos números inteiros positivos,, no conjunto dos números reais,. A expressão u n que associa a cada n a sua imagem designa-se
Derivada. Capítulo Retas tangentes e normais Número derivado
Capítulo 3 Derivada 3.1 Retas tangentes e normais Vamos considerar o problema que consiste em traçar a reta tangente e a reta normal a uma curvay= f(x) num determinado ponto (a,f(a)) da curva. Por isso
CÁLCULO I Prof. Edilson Neri Júnior Prof. André Almeida
CÁLCULO I Prof. Edilson Neri Júnior Prof. André Almeida Aula n o 06: Continuidade de Funções Objetivos da Aula Definir função contínua; Reconhecer uma função contínua através do seu gráfico; Utilizar as
Derivadas. Derivadas. ( e )
Derivadas (24-03-2009 e 31-03-2009) Recta Tangente Seja C uma curva de equação y = f(x). Para determinar a recta tangente a C no ponto P de coordenadas (a,f(a)), i.e, P(a, f(a)), começamos por considerar
MAT 3210 Cálculo Diferencial e Integral II. Prova 1 D
MAT 3210 Cálculo Diferencial e Integral II Prof. Paolo Piccione 14 de Outubro de 2011 Prova 1 D Nome: Número USP: Assinatura: Instruções A duração da prova é de uma hora e quarenta minutos. Assinale as
Ana Carolina Boero. Página: Sala Bloco A - Campus Santo André
Funções de uma variável real a valores reais E-mail: [email protected] Página: http://professor.ufabc.edu.br/~ana.boero Sala 512-2 - Bloco A - Campus Santo André Funções de uma variável real a valores
Integral Definida. a b x. a=x 0 c 1 x 1 c 2 x 2. x n-1 c n x n =b x
Integral definida Cálculo de área Teorema Fundamental do cálculo A integral definida origina-se do problema para determinação de áreas. Historicamente, como descrito na anteriormente, constitui-se no método
A Regra da Cadeia. V(h) = 3h 9 h 2, h (0,3).
Universidade de Brasília Departamento de Matemática Cálculo 1 A Regra da Cadeia Suponha que, a partir de uma lona de plástico com 6 metros de comprimento e 3 de largura, desejamos construir uma barraca
CÁLCULO I. 1 Derivada de Funções Elementares
CÁLCULO I Prof. Marcos Diniz Prof. Edilson Neri Prof. André Almeida Aula n o : Derivada das Funções Elementares. Regras de Derivação. Objetivos da Aula Apresentar a derivada das funções elementares; Apresentar
Universidade de São Paulo Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Departamento de Ciências Exatas
Universidade de São Paulo Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Departamento de Ciências Exatas LCE0176 - Cálculo e Matemática Aplicados às Ciências Biológicas Professora: Clarice G. B. Demétrio
Derivadas. Slides de apoio sobre Derivadas. Prof. Ronaldo Carlotto Batista. 21 de outubro de 2013
Cálculo 1 ECT1113 Slides de apoio sobre Derivadas Prof. Ronaldo Carlotto Batista 21 de outubro de 2013 AVISO IMPORTANTE Estes slides foram criados como material de apoio às aulas e não devem ser utilizados
Elaborado por: João Batista F. Sousa Filho (Graduando Engenharia Civil UFRJ )
www.engenhariafacil.weebly.com Elaborado por: João Batista F. Sousa Filho (Graduando Engenharia Civil UFRJ- 014.1) Bizu: (I) Resumo com exercícios resolvidos do assunto: Métodos de Integração. (I) Métodos
Apostila Cálculo Diferencial e Integral I: Derivada
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia Campus Vitória da Conquista Coordenação Técnica Pedagógica Programa de Assistência e Apoio aos Estudantes Apostila Cálculo Diferencial e Integral
Gabarito da Prova Final Unificada de Cálculo I- 2015/2, 08/03/2016. ln(ax. cos (
Gabarito da Prova Final Unificada de Cálculo I- 05/, 08/03/06. Considere a função f : (0, ) R definida por ln(ax ), se x, f(x) = 6 ln cos ( π, x 3 se 0 < x
DERIVADAS PARCIAIS. y = lim
DERIVADAS PARCIAIS Definição: Seja f uma função de duas variáveis, x e y (f: D R onde D R 2 ) e (x 0, y 0 ) é um ponto no domínio de f ((x 0, y 0 ) D). A derivada parcial de f em relação a x no ponto (x
13. Taxa de variação Muitos conceitos e fenômenos físicos, econômicos, biológicos, etc. estão relacionados com taxa de variação.
3. Taxa de variação Muitos conceitos e fenômenos físicos, econômicos, biológicos, etc. estão relacionados com taxa de variação. Definição : Taxa de variação média. Considere x variável independente e y
Cálculo Diferencial e Integral I 2 o Exame - (MEMec; MEEC; MEAmb)
Cálculo Diferencial e Integral I o Exame - MEMec; MEEC; MEAmb) 7 de Julho de - 9 horas I val.). i) Sendo u n n do teorema das sucessões enquadradas, dado que n, tem-se u n. Como a sucessão u n é convergente,
