4 Métodos Assintóticos
|
|
|
- Benedicta Tomé de Figueiredo
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 4 Métodos Assintóticos No regime de freqüências altas, quando as propriedades do meio não variam ao longo de um comprimento de onda e as dimensões dos obstaculos envolvidos são muito maiores que o mesmo, pode-se rastrear o campo eletromagnético ao longo de trajetorias (raios ortogonais às fontes de onda e tratar os problemas de espalhamento localmente. Isto é feito a partir dos postulados o procedimentos estabelecidos pela Ótica Geométrica (GO e outros métodos assintóticos como, por exemplo, a teoria (Geometrica Uniforme da Difração (UTD, revistas a seguir. 4.1 A Ótica Geométrica A Ótica Geométrica (GO ou ótica de raios usa o conceito de raio para descrever os mecanismos de propagação da onda eletromagnética segundo o principio de Fermat (ou principio de mínima ação que estabelece que o percurso descrito pelo raio corresponde à curva que minimiza o caminho ótico (retilíneo em meios homogêneos. Devido ao principio de conservação da energia, para o tubo de raios ilustrado na figura (4.1, I Ω dω = I 1 dσ 1 = I 2 dσ 2 (4-1 onde I i denotam as densidades de energia através das seções retas de áreas Σ i do tubo ao longo do raio, também chamadas de superficies eikonais e correspondentes às superficies equifasicas (ou frentes de onda. Figura 4.1: Tubo de raios em um meio não homogêneo.
2 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 75 Figura 4.2: Relação entre os raios e as frentes de onda. A variação da amplitude do campo da ótica geométrica ao longo de um tubo de raios é determinada pela lei da conservação da energia em (4-1 e considerando duas frentes de onda L 0 e L 0 + L, como mostrado na figura (4.2 pode-se construir um tubo de fluxo de energia constante usando raaios a eles ortogonais. O fluxo de energia através da seção transversal da seção transversal dσ em P. Resulta: S 0 dσ 0 = S dσ (4-2 onde a densidade de potência média S corresponde à parte real do vetor de Poyting complexo S = 1 ɛ 2 µ Substituindo 4-4 em 4-2 obtemos: E 2 (4-3 E 2 0 dσ0 = E 2 dσ (4-4 e, em forma explicita, a variação da amplitude do campo em função da variação da área de seção reta de tubo de raios: E = E dσ0 0 (4-5 dσ Considerando o tubo de raios astigmático ilustrado na figura (4.3, a expressão (4-4 pode ser reescrita em função dos raios principais de curvatura (ρ 1, ρ 2 e (ρ 1 + l, ρ 2 + l da frente de ondas, utilizando: dσ 0 dσ = ρ 1 ρ 2 (ρ 1 + l, ρ 2 + l Substituindo (4-6 em (4-4 (4-6
3 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 76 Figura 4.3: Tubo de raios astigmático. E = E ρ 1 ρ 2 0 (4-7 (ρ 1 + l, ρ 2 + l Observa-se que, quando o tubo de raios é focalizado, sua seção reta se anula e, consequentemente, a amplitude do campo em (4-7 tende a infinito, invalidando a aproximação da GO. Aos lugares geométricos desses pontos focais, dá-se o nome de (em geral de superfícies cáusticas A expressão completa para, o campo da GO é obtida pela inclusão do fator de fase, a partir do percurso ótico (l desde o ponto de referência: E = E ρ 1 ρ 2 exp( jkl (4-8 (ρ 1 + l, ρ 2 + l onde o numero de onda k = 2π/λ, com λ denotando o comprimento de onda de trabalho Campo de onda direta A figura (4.4 representa a vista superior de um cenário de 20x20x6 m. com os raios traçados em azul representando a radiação direta do transmissor em (-10,0,3 que são interceptados pelas paredes internas e os traçados em verde aqueles que atinguem, sem obstrução, as bordas do cenário. Outro exemplo é apresentando na figura (4.5 Em campo distante, o campo elétrico (onda esférica calculado a uma distância d de uma antena transmissora é dado por: E(d = E A e jkd d (4-9
4 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 77 Figura 4.4: Vista 2D de cenário de 20x20x6 m, com um transmissor na posição (-10,0,3, mostrando os raios em visada direta (verde sem atingir as paredes do corredor, os raios (azul que originaram raios refletidos, transmitidos e difratados.. Figura 4.5: Vista 2D de cenário de 20x20x6 m, com um transmissor na posição (-5,0,2, mostrando os raios em visada direta (azul sem atingir as paredes do corredor, os raios (vermelho que originam raios refletidos, transmitidos e difratados.
5 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 78 Figura 4.6: Sistema de coordenadas esféricas associado à antena transmissora. onde: com E A (θ, ψ = η0 P t G t 2π E 0 (θ, ψ [V/m] (4-10 η 0 = µ0 ɛ 0 = 120πΩ impedância intrínseca do espaço livre. ɛ 0 = 8, F/m permissividade elétrica no espaço livre. µ 0 = 4π 10 ( 7H/m permeabilidade magnética no espaço livre. Pt [W] potência de transmissâo. Gt ganho máximo da antena transmissora, em valor absoluto. E 0 (θ, φ = E 0 (θ, φ â, obtido a partir do diagrama de radiação da antena, com o par de coordenadas (θ, φ relativo ao sistema de coordenadas esféricas centrado na antena, como ilustrado na figura ( Campo da onda refletida O fenômeno da reflexão causa alteração no campo elétrico (amplitude e fase e na direção de propagação da onda eletromagnética. Na figura (4.7 são representadas às reflexões especulares de primeira ordem dos raios que atingem os blocos do mesmo cenário apresentado na figura (4.5. a qual: A direção da onda refletida é regida pela lei de Snell da Reflexão, segundo onde os ângulos são conforme indicados na figura (4.8 θ r = θ i (4-11
6 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 79 Figura 4.7: Vista 2D de cenário 20x20x6 m com antena na posição (-9, 0,2: primeira reflexão nos prédios representada pelos raios em preto, primeira reflexão nos prédios, mas saindo do cenário em vermelho; raios sem atingir os prédios, saindo do cenário, em azul. Figura 4.8: Sistemas de coordenadas fixos aos raios para a reflexão. ˆn θ i θ r Plano de incidencia Plano de reflexão Os vetores ˆα 1, ˆβ 1, ŝ 1 e ˆα 2, ˆβ 2, ŝ 2 vetor unitário normal à superficie refletora no ponto de reflexão R ângulo de incidência: ângulo agudo formado entre o raio incidente e o vetor normal à superficie (0 θ i π/2 θ i = acos( ˆn ŝ 1 ângulo de reflexão: ângulo agudo formado entre o raio refletido e o vetor normal (0 θ r π/2 plano que contem o raio incidente (direção de propagação da onda incidente, ŝ 1 e a normal ˆn plano que contem o raio refletido (direção de propagação da onda refletida, ŝ 2 e a normal ˆn definem os sistemas de coordenadas fixos ao raio incidente e ao raio refletido, respectivamente, conforme explicado adiante.
7 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 80 O campo refletido relaciona-se ao incidente, no ponto de reflexão R da superficie, através de E r (x R, y R, z R = E i (x R, y R, z R R (4-12 onde: E r (x R, y R, z R campo refletido, calculado em R. E i (x R, y R, z R campo incidente, calculado em R. R matriz de coeficentes de reflexão da superficie. Sistemas de coordenadas fixos aos raios para a reflexão Os sistemas fixos aos raios (incidente e refletido são introduzidos para que R seja uma matriz 2 2 o que é feito através de um dois eixos do sistema ao longo do própio raio (incidenteŝ 1 ou refletido ŝ 2, e os eixos restantes, perpendiculares ao raio, ao longo das direções transversais de polarização de campo, paralela ( ˆβ 1,2 e perpendicular (ˆα 1,2 aos planos de incidencia e de reflexão conforme ilustrado na figura (4.8. As componentes de campo perpendiculares ao plano de incidencia / reflexão são também denominadas componentes soft. As componentes sobre o plano (componentes paralelas, são também conhecidas como componentes hard. Assim: E i,r ˆα 1,2 = E i,r ˆα 1,2 E i,r = E i,r ˆβ ˆβ 1,2 1,2 componentes soft. componentes hard. Os vetores unitarios envolvidos são dados por : onde: ŝ 1 = s 1 s 1 ŝ 2 = s 2 s 2 (4-13 e, a partir da figura (4.8 ŝ 2 = ŝ 1 2(ˆn ŝ 1 ˆn (4-14
8 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 81 ˆα 1 = ŝ1 ˆn ŝ 1 ˆn ˆα 2 = ŝ2 ˆn ŝ 2 ˆn ˆβ 1 = ŝ 1 ˆα 1 ˆβ 2 = ŝ 2 ˆα 2 (4-15 Determinação do campo refletido Através do uso dos sistemas fixos aos raios incidente e refletido, os campos podem ser descompostos nas direções dos vetores unitários em (4-15 e a expressão de campo refletido, calculado no ponto de observação 0, descomposto nas suas componentes soft e hard, se escreve: [ E r (0 = Eα r 2 (ˆα 2 + Eβ r 2 ( ˆβ ] 2 A r e jkd 2 (4-16 onde ( E r α 2 E r β 2 = ( Γ s 0 0 Γ h ( E i α 1 E i β 1 (4-17 determina as componentes soft (E r α 2 e hard (E r β 2 do campo refletido, com: ( ( Γ s 0 0 Γ h E i,r α 1,2 E i,r β 1,2 = ( E i,r ˆα 1,2 E i,r ˆβ 1,2 matriz R de coeficentes de reflexão, composta pelos coeficentes de reflexão de Fresnel Soft e Hard(Γ s, Γ h. vetor campo incidente / refletido no ponto de reflexão, E i,r (R, expresso em suas componentes soft e hard, os vetores unitarios ˆα 1,2 e ˆβ 1,2 definidos em (4-15. ˆα 1,2, ˆβ 1,2 conforme definidos em (4-15. A r d 2 fator de divergencia do tubo de raios refletidos. distancia entre o ponto de reflexão R e o ponto de observação O. Fator de divergência do tubo de raios O fator de divergencia do tubo de raios refletidos, em (4-16, é dado por: A r ρ r 1 ρ r 2 = (4-18 (ρ r 1 + d 2 (ρ r 2 + d 2
9 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 82 Figura 4.9: Esquema de refração: meios 1 e 3 iguais. onde ρ r 1,2 denotam os raios principais de curvatura da frente de onda refletida no ponto de reflexão R. Coeficentes de reflexão de Fresnel para ambientes interiores Em ambientes interiores, espera-se que a constituição de paredes internas e divisórias não seja muito distinta entre os ambientes e que a espessura seja mais bem definida. Os coeficentes de transmissão indoor foram obtidos através das seguintes considerações: são desprezadas múltiplas reflexões no interior da estrutura (reflexões entre as duas interfaces com o meio externo; a estrutura é considerada eletricamente distante de qualquer outra, de forma a no haver interação entre elas. Os coeficentes apresentados a seguir consideram os meios 1 e 3 figura (4.9 como sendo os mesmos (vácuo, o meio 2 é homogêneo e isotrópico e as duas interfaces são planas nos pontos de refração. Coeficentes de reflexão de Fresnel Soft com Γ s (θ i = Z 2s (η 0 /cos θ i Z 2s + (η 0 /cos θ i (4-19 Z 2s = (η 2 /cos θ r1 (η 0/cos θ i + (η 2 /cos θ r1 tgh(γ 2 d cos θ r1 (η 2 /cos θ r1 + (η 0 /cos θ i tgh(γ 2 d cos θ r1 (4-20
10 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 83 representando a impedancia [Ω] de entrada da estrutura vista da interface 1-2 figura (4.9 associada à polarização soft dos campos, onde a impedancia intrínseca do meio 2 [Ω] η 2 = η 0 ɛefr2 (4-21 a impedância intrinseca dos meios 1 e 3 [Ω] µ0 η 0 = (4-22 ɛ 0 permissividade elétrica efetiva relativa do meio 2 ɛ efr2 = ɛ 2 j σ 2 ω ɛ 0 (4-23. ɛ 2 permissividade elétrica do meio 2 [F/m].. σ 2 condutividade elétrica do meio 2 [Siemens/m].. ω = 2πf frequencia angular [rad/s], com f frequencia [Hz]. Ainda a partir de (4-29 e (4-37, com cos θ r1 = d [m] espessura da estrutura. 1 ( γ0 γ 2 2 sen 2 θ i (4-24 γ 2 = jω µ 0 ɛ 0 ɛ erf2 (4-25 γ 0 = jω µ 0 ɛ 0 (4-26 Coeficente de reflexão de Fresnel Hard com Γ h (θ i = Z 2h (η 0 /cos θ i Z 2h + (η 0 /cos θ i (4-27 Z 2h = (η 2 /cos θ r1 (η 0/cos θ i + (η 2 /cos θ r1 tgh(γ 2 d cos θ r1 (η 2 /cos θ r1 + (η 0 /cos θ i tgh(γ 2 d cos θ r1 (4-28 representando a impedancia [Ω] de entrada da estrutura vista da interface 1-2 figura associada à polarização hard dos campos, com os demais parametros conforme Z 2s em (4-20.
11 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 84 Figura 4.10: Coeficente de reflexão de Fresnel soft para paredes com permissividade relativa ( j e espessuras 30 cm e infinito, em função do angulo de incidencia e para a frequencia de 4 GHz. Figura 4.11: Coeficente de reflexão de Fresnel hard para paredes com permissividade relativa ( j e espessuras 30 cm e infinito, em função do angulo de incidencia e para a frequencia de 4 GHz.
12 Capítulo 4. Métodos Assintóticos Refração A onda eletromagnética, ao incidir sobre a superfície de separação entre dois meios, além de gerar a onda refletida, gera também uma onda refratada (transmitida, conforme ilustrado na figura (4.10. Também causando alterações na amplitude e fase do campo, propagante. A direção da onda refratada é regida pela Lei de Snell da Refração, dada por : onde: com: γ 1 sen θ i = γ 2 sen θ r (4-29 γ 1 constante de propagação da onda no meio 1 γ 2 constante de propagação da onda no meio 2 γ 1,2 = α 1,2 + j β 1,2 (4-30 α 1,2 = constantes de atenuação nos meios 1 e 2 [Np/m] 1/2 α 1,2 = ω ( 2 1 µ 0 ɛ 1,2 σ1, ( ω ɛ 1,2 ( σ 2 para bons dielétricos: << 1 ωɛ α 1,2 = σ 1,2 2 µ0 ɛ 1,2 (4-32 ( σ para bons condutores: ωɛ 2 >> 1 α 1,2 = ωµ0 σ 1,2 2 (4-33 β 1,2 = constate de fase nos meios 1 e 2 [rad/m] β 1,2 = ω ( 2 1 µ 0 ɛ 1,2 σ1, ω ɛ 1,2 1/2 (4-34 ( σ 2 para bons dielétricos: << 1 ωɛ β 1,2 = ω µ0 ɛ 1,2 (4-35 ( σ 2 para bons condutores: >> 1 ωɛ β 1,2 = ωµ0 σ 1,2 2 (4-36 As constantes de propagação γ também podem ser expressas da forma:
13 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 86 γ 1,2 = jω µ 0 ɛ efr1,2 (4-37 onde, a partir das permissividades (reais eletricas e condutividades dos meios, ɛ efr1,2 = ɛ 1,2 j σ 1,2 ω (4-38 Na figura (4.12 de acordo com a lei de Snell em (4-29: sen θ r = γ 1 γ 2 sen θ i (4-39 As situações de interesse envolverão ambientes nos quais γ 1 será real, pois o meio 1 é o ar (α = 0 e, em geral, γ 2 será complexo. Fica claro então, pela expressão (4-39, que o angulo θ r calculado através da lei de Snell será um ângulo complexo e, por tanto, não tem significado físico, sendo necessário outro procedimento de cálculo para que se determine o ângulo real de refração (trajetoria real do raio refratado. O procedimento detalhado de determinação do ângulo de refração real é apresentado em [2] e, a seguir, são listados os resultados finais. Denominando θ r, na figura (4.12 de θ r, ângulo real de refração, tem-se: cos θ z = onde: q (β1 sen θ i 2 + q 2 e sen θ z = β 1 sen θ i (β1 sen θ i 2 + q 2 (4-40 q = s { [ ( 1 α (a2 b 2 sen 2 θ i 2 s 2 β ( (a2 b 2 sen 2 θ i s 2 ] 1/2 + α 2 β 2 sen(2ν} (4-41 com: s = 2 ab sen2 θ i A 2 A /2 (4-42 a = β 1 β 2 α β 2 2 b = β 1 α 2 α β 2 2 (4-43 [ ] A 2 2 ab sen 2 2 θ i = ( (a 2 b 2 sen 2 θ i
14 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 87 Figura 4.12: Esquema de reflexão e refração dos raios na interface entre dois meios diferentes. sen (2ν = A 2 A ( Determinação do campo transmitido Considerando o esquema da figura (4.9 (meios 1 e 3 iguais, o campo transmitido pela estrutura relaciona-se ao incidente através da expressão: ] E t (0 = [E tα1 ˆα 1 + E tβ1 ˆβ1 A t e jkd 2 (4-46 onde: E t (0 : campo transmitido calculado no ponto de observação O, [ E t αi E t β i ] = descomposto em suas componentes soft e hard. [ ] [ ] T s 0 E i αi : componentes soft (E 0 T h E β i αt e (E βt do campo i transmitido [ ] com: T s 0 : matriz T de coeficentes de transmissão, composta 0 T h pelos coeficentes de transmissão de Fresnel soft e hard, asociados] aos [ sistemas de coordenadas ] fixos aos raios. E i (I ˆα 1 [ E i αi E i β i = = E i (I ˆβ 1 : Componente soft e hard do campo incidente na estrutura, E i (I, com os vetores unitarios ˆα 1 e ˆβ 1 definidos em (4-15
15 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 88 e observando-se que os vetores do sistema fixo ao raio incidente já que os meios 1 e 3 são iguais. A t fator de divergencia do tubo de raios transmitido, dado para superficies planas por (4-18, substituendo ρ i 1,2 pelos raios principais de curvatura da frente de onda incidente, ρ i 1,2. Nesse caso, a distancia d 2 na equação (4-18 é aproximadamente a distancia entre o ponto de incidencia I e o observador O. A transmissão por superficies planas não altera a forma da onda incidente no obstaculo. Coeficentes de transmissão de Fresnel Assim como no casao da reflexão, os coeficentes de transmissão apresentados a seguir consideram os meios 1 e 3 figura (4.9 iguais (vácuo, o meio 2 homogêneo e isotrópico e as duas interfcaes planas nos pontos de refração. Coeficente de transmissão de Fresnel soft T s ( θ i = T 1s T 2s (4-47 T 1s = 1 + Γ s1 e γ 2 d cos θ r1 + Γs2 e γ 2 d cos θ r1 (4-48 Γ s1 = Γ s (θ i para ambientes interiores, dado por (4-19 T 2s = Γ s2 = (η 0/cos θ i (η 2 /cos θ r1 (η 0 /cos θ i + (η 2 /cos θ r1 2(η 0 /cos θ i (η 2 /cos θ r1 + (η 0 /cos θ i (4-49 (4-50 com os parametros definidos como na determinação do campo refletido
16 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 89 Figura 4.13: Raios difratados nas quinas dos predios com Tx em (0,0,2. Coeficente de transmissão de Fresnel hard T h ( θ i = T 1h T 2h (4-51 T 1h = 1 + Γ h1 e γ 2 d cos θ r1 + Γh2 e γ 2 d cos θ r1 (4-52 Γ h1 = Γ h (θ i para ambientes interiores, dado por (4-27 T 2h = Γ h2 = (η 0/cos θ i (η 2 /cos θ r1 (η 0 /cos θ i + (η 2 /cos θ r1 2(η 0 /cos θ i (η 2 /cos θ r1 + (η 0 /cos θ i (4-53 (4-54 com os parametros definidos como na determinação do campo refletido 4.3 Campo Difratado A difração é, em geral, o mecanismo de espalhamento eletromagnético na borda de uma superficie, na aresta formada pela junção (aresta de uma quina de duas superficies, no vértice de um sólido ou, ainda, devido à incideência rasante sobre uma superficie [2], A figura (4.13 ilustra, para o cenário da figura (4.5, o traçado de raios que sofrem difração de primeira ordem.
17 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 90 Figura 4.14: Raio incidente sôbre uma aresta e divisão da área ao redor em três regiões distintas. Se um raio incide sobre uma aresta a área ao, seu redor, no plano perpendicular à mesma, em três regiões distintas, conforme ilustrado na figura (4.14 Na região (1 estão presentes o raio incidente, os raios refletidos na face 0 e o campo difratado na aresta. A fronteira desta região é definida pelo raio refletido na borda da aresta e é conhecida como fronteira de sombra de reflexão RSB (Reflection Shadow Boundary. A região (2 iluminada por raios diretos e difratados, é limitada pela fronteira de sombra de incidencia - ISB (Incidence Shadow Boundary correspondente ao prolongamento do raio incidente sobre a aresta, e pela fronteira RSB. Na região (3, iluminada pela fronteira ISB e pela face n não iluminada do obstaculo, apenas os raios difratados estão presentes e é conhecida como região de sombra. A tabela 4.1 resume as caracteristicas das regiões acima descritas. A teoria Uniforme da Difração (UTD, corresponde à extensão da Teoria Geometrica da Difração (GTD para tornar o campo total, difratado e da Ótica Geométrica (incidente ou refletido, finito e continuo através das fronteiras de sombra, é resumida a seguir: Região 1 Região 2 Região 3 Espaço azimutal 0 < φ < π φ π φ < φ < π + φ π + φ < φ < 2π ψ Constitução do incidente, incidente, difratado campo refletido, difratado difratado Tabela 4.1: Regiões definidas pelas fronteiras de sombra
18 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 91 Figura 4.15: Cone de difração e sistemas de coordenadas fixos aos raios para a difração. Teoria Uniforme da Difração (UTD A figura (4.15 apresenta o detalhamento dos parâmetros e sistemas de coordenadas envolvidos na aplicação da UTD os cálculos de campo difratado por arestas retas em cunhas de cones correspondendo à situação de interesse, onde os obstaculos serão representados por facetas planas tangentes às superficies. A incideência de um raio em uma aresta gera, alem do(s raio(s refletido(s nas faces 0 e n um cone de raios difratados (cone de Keller com semi-ângulos de abertura (δ igual ao ângulo (δ segundo o qual o raio incidente atinge a aresta e vertice concidente com o ponto de difração Q, resultando: ŝ ê = ŝ ê (4-55 Na figura 4.15 é possível identificar : Plano Plano de incidencia fixo à aresta : plano que contem o raio incidente (direção de propagação da onda incidente, ŝ é o vetor ê. de difração fixo à aresta : plano que contem um raio difratado (direção de propagação da onda difratada, ŝ e o vetor ê.
19 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 92 ê : vetor unitário tangente à aresta no ponto de difração δ = acos(ŝ ê : ângulo agudo entre o raio incidente ŝ e o vetor ê tangente à aresta. δ = δ : angulo agudo entre o raio difratado (ŝ e o vetor ê tangente à aresta. Ψ : ângulo de abertura da cunha. Os vetores ŝ, ˆβ, ˆφ e ŝ, ˆβ, ˆφ constituem os sistemas de coordenadas fixos aos raios incidente e difratados, respectivamente, conforme especificados a seguir. Sistemas de coordenadas fixos aos raios para a difração qual: Os sistemas fixos aos raios para a difração são sistemas de três eixos no um eixo está ao longo do raio e, na figura (4.15, corresponde aos unitarios ŝ e ŝ ao longo dos raios incidente e difratado, respetivamente; um eixo é perpendicular aos planos de incidência / difração fixos à aresta e, na figura (4.15 corresponde aos unitarios ˆφ e ˆφ, respectivamente; um terceiro eixo esta sobre os planos de incidência / difração fixos à aresta e na figura (4.15, corresponde aos unitários ˆβ e ˆβ, respectivamente. As componentes perpendiculares aos planos de incidência / difração fixos à aresta são denominadas componentes hard, enquanto aquelas sobre os planos (componentes paralelas, são conhecidas por componentes soft. Assim, sejam E i o campo elétrico incidente e E d o campo elétrico difratado: E i ˆβ e Ed ˆβ : componentes soft E i ˆφ e Ed ˆφ : componentes hard (4.15 onde : Os vetores unitários envolvidos ŝ, ŝ, ê são deduzidos apartir da figura ŝ Q = S Q S P ê = 2 P 1 P 2 P ( ŝ = (cos δ ê + sen δ [(cos φ ˆf + (sen φ ˆn 0 ] (4-57
20 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 93 Figura 4.16: Vista do plano normal à aresta; indice proj refere-se à projeção no plano da vista. com cos δ = ŝ ê sen δ = ŝ ê ˆf : vetor unitário normal a ê, sobre o plano tangente à face O no ponto de difração Q figura (4.16. ˆn 0 : vetor unitário normal à face 0 no ponto de difração Q figura (4.16. φ : ângulo entre a projeção do raio difratado sobre o plano normal à aresta no ponto de difração e o plano tangente à face 0 no ponto de difração figura (4.16. e, a partir da figura (4.15 ˆφ = ê ŝ ê ŝ ˆφ = ê ŝ ê ŝ ˆβ = ˆφ ŝ (4-58 ˆβ = ˆφ ŝ (4-59 Determinação do campo difratado Será aqui descrita a difração de primeira ordem que é a mais relevante e corresponde, na maioria dos casos, à principal contribuição ao campo total difratado. A contribuição (segundo a UTD de segunda ordem, ou slope diffraction, não será aqui considerada. Difração de primeira ordem O campo difratado relaciona-se ao campo incidente através da expressão:
21 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 94 onde: E d (0 = [ E d β ˆβ + Eφ d ˆφ ] A d exp( j k 0 d 2 (4-60 E d (0 : campo elétrico difratado calculado no ponto de observação 0, descomposto nas suas componentes soft e hard ( ( ( Eβ d D s 0 Eβ i = Eφ d 0 D h Eφ i com ( Ds 0 matriz D de coeficentes de difração, composta 0 D h pelos coeficentes de difração soft e hard definidos em (??. ( Eβ i Eψ i = ( E i (Q ˆβ E i (Q ˆφ componentes soft e hard do campo elétrico incidente na aresta E i (Q onde os vetores unitários ˆβ e ˆφ são definidos em (4-60. ˆβ : conforme definidos em (4-60. A d : fator de divergência do tubo de raios difratados. d 2 [m]: distância entre o ponto Q e o ponto de observação O. Coeficente de difração No caso de arestas em obstáculos formados por material condutor perfeito, os coeficentes de difração são obtidos da expressão assintótica para a solução exata do campo espalhado. Para o caso de arestas em cunhas formadas por semi-planos de condutividade finita, pode-se utilizar soluções aproximadas (semi-heuristicas como em [51] e em [2]. Os coeficêntes de difração D s,h soft e hard respectivamente, são, então, definidos por: D s,h (L, ψ, ψ, δ, n = G 0s,h ( D1 + Γ 0s,h D 2 + Gns,h ( D3 + Γ ns,h D 4 (4-61 onde
22 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 95 D 1 = D 2 = D 3 = D 4 = [ e jπ/4 π (ψ ψ 2n 2k π sen δ cot 2n [ e jπ/4 π (ψ + ψ 2n 2k π sen δ cot 2n [ e jπ/4 π + (ψ ψ 2n 2k π sen δ cot 2n [ e jπ/4 π + (ψ + ψ 2n 2k π sen δ cot 2n ] F [ k L i a (ψ ψ ] (4-62 ] F [ k L r 0 a (ψ + ψ ] (4-63 ] F [ k L i a + (ψ ψ ] (4-64 ] F [ k L r n a + (ψ + ψ ] (4-65 com ψ, ψ e δ : definidos anteriormente (figura 4.16 n = 2π ψ π : fator de abertura da cunha, onde ψ = π acos(ˆn 1 ˆn 2 representa o ângulo interior da cunha e ˆn 1,2 os vetores unitarios normais a cada face da cunha. O ângulo externo 4.16 da cunha é dado a partir de (4-66 por nπ = 2π ψ. F (x : A função de transição de Fresnel em (4-61, responsavel pela continuidade do campo total no entorno das fronteiras de sombra, é dado por: F (x = 2j x exp(jx inf x exp( j τ 2 dτ (4-66 L i,r 0,n : parâmetros de distancia, referentes às faces 0 e n ρ i,r 0,n e L i,r 0,n = d 2 (ρ i,r 0,n e + d 2 ρ i,r 0,n 1 ρ i,r 0,n 2 sen 2 δ ρ i,r 0,n e (ρ i,r 0,n 1 + d 2 (ρ i,r 0,n 2 + d 2 (4-67 : raio de curvatura da frente de onda incidente (refletida no plano contendo o raio incidente (refletido e o vetor ê da aresta; ρ i,r 0,n 1,2 : raios principais de curvatura das frentes de onda incidente e refletida. a ± : representa uma medida da separação angular entre o ponto de observação e uma fronteira de incidencia ou reflexão. ( 2n π N a ± (β = 2 cos 2 ± β 2 (4-68 onde β = φ ± φ [rd] cuja representação usual é da forma β ± = φ ± φ para denotar a soma e a substração envolvendo os ângulos φ e φ. Na expressão (4-68, entretanto β é apresentado sem o sobreescrito ± apenas para ressaltar a inexistência de relação com os sobrescritos de a(β e de
23 Capítulo 4. Métodos Assintóticos 96 Figura 4.17: Variação de N ± com linhas partilhadas às fronteiras de transição N, estes sim, relacionados conforme segue: N ± são os inteiros que mais fielmente satisfazem às seguintes equações: 2 π n N + (β ± = π ( π n N (β ± = π (4-70 e para difração exterior (1 < n 2, os valores são: N = 1; 0; 1 e N + = 0; 1 conforme ilustrado na figura (4.17. O sobreescrito de a(β esta diretamente relacionado ao de N, ou seja, a + N + e a N Os ângulos φ e φ são sempre medidos a partir da face 0 e são determinados, conforme a figura (4.16 por cos φ = s proj ˆf s proj φ = acos ( s proj ˆf s proj (4-71 s proj. = s ( s ê ê (4-72 cos φ = s proj ˆf s proj φ = acos ( s proj ˆf s proj (4-73 s proj. = s ( s ê ê (4-74 Um estudo detalhado da implementação da UTD para obstaculos de condutividade finita é apresentado em [2], onde são listados e comentados diversos aspectos complementares.
UFSM-CTISM. Projeto de Redes sem Fio Aula-04
UFSM-CTISM Projeto de Redes sem Fio Aula-04 Professor: Andrei Piccinini Legg Santa Maria, 2012 Ocorre quando uma onda eletromagnética em colide com um objeto que possui dimensões muito grandes em comparação
INCIDÊNCIA DE ONDAS ELETROMAGNÉTICAS EM INTERFACES PLANAS: REFLEXÃO, REFRAÇÃO E LEI DE SNELL
TE053-Ondas Eletromagnéticas INCIDÊNCIA DE ONDAS ELETROMAGNÉTICAS EM INTERFACES PLANAS: REFLEXÃO, REFRAÇÃO E LEI DE SNELL PROF. CÉSAR AUGUSTO DARTORA - UFPR E-MAIL: [email protected] CURITIBA-PR
Propagação Radioelétrica 2017/II Profa. Cristina
Propagação Radioelétrica 2017/II Profa. Cristina Módulo II Fenômenos de Propagação Efeitos da Reflexão na Propagação Reflexão Ocorre quando uma onda EM incide em uma superfície refletora. Parte da energia
Propagação Radioelétrica 2017/II Profa. Cristina
Propagação Radioelétrica 2017/II Profa. Cristina Módulo II Fenômenos de Propagação Efeitos da Refração na Propagação Fenômenos de Propagação Quando uma onda se propaga e encontra certo meio, como um obstáculo
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - UFPR Setor de Tecnologia Departamento de Engenharia Elétrica. Disciplina: TE053 - Ondas Eletromagnéticas
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - UFPR Setor de Tecnologia Departamento de Engenharia Elétrica 3 a LISTA DE EXERCÍCIOS Disciplina: TE053 - Ondas Eletromagnéticas Professor: César Augusto Dartora 1 1) Resolver
Eletromagnetismo Aplicado Propagação de Ondas Eletromagnéticas
Eletromagnetismo Aplicado Propagação de Ondas Eletromagnéticas (Revisão) Heric Dênis Farias [email protected] PROPAGAÇÃO DE ONDAS ELETROMAGNÉTICAS Ondas Eletromagnéticas são uma forma de transportar energia
d = t sen (θ a θ b ). b
Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Física Física IV 019/1 Lista de Exercícios do Capítulo Propriedades da Luz Professor Carlos Zarro 1) Três espelhos interceptam-se em ângulos retos. Um
Ondas Eletromagnéticas Resumo
Ondas Eletromagnéticas Resumo SEL SEL 317 Sistemas de comunicação Amílcar Careli César Departamento de Engenharia Elétrica da EESC-USP Atenção! Este material didático é planejado para servir de apoio às
Cap Ondas Eletromagnéticas
Cap. 33 - Ondas Eletromagnéticas Espectro EM; Descrição de onda EM; Vetor de Poynting e Transferência de energia; Polarização; ; Polarização e Reflexão. Espectro EM Onda: flutuação/oscilação de alguma
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - UFPR Setor de Tecnologia Departamento de Engenharia Elétrica. Disciplina: TE053 - Ondas Eletromagnéticas
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - UFPR Setor de Tecnologia Departamento de Engenharia Elétrica 4 a LISTA DE EXERCÍCIOS Disciplina: TE053 - Ondas Eletromagnéticas Professor: César Augusto Dartora 1 *1) Mostre
ONDAS ELETROMAGNÉTICAS:3 CAPÍTULO 33 HALLIDAY, RESNICK. 8ª EDIÇÃO. Revisão: Campos se criam mutuamente. Prof. André L. C.
ONDAS ELETROMAGNÉTICAS:3 Prof. André L. C. Conceição DAFIS CAPÍTULO 33 HALLIDAY, RESNICK. 8ª EDIÇÃO Ondas eletromagnéticas Revisão: Campos se criam mutuamente Lei de indução de Faraday: Lei de indução
Interbits SuperPro Web
1. (Ulbra 016) Um objeto está à frente de um espelho e tem sua imagem aumentada em quatro vezes e projetada em uma tela que está a,4 m do objeto, na sua horizontal. Que tipo de espelho foi utilizado e
REFLEXÃO E REFRAÇÃO DA LUZ
Experiência 7 REFLEXÃO E REFRAÇÃO DA LUZ Reflexão e refração da luz 103 Natureza da luz A luz tem uma natureza ondulatória, i.e., ondas eletromagnéticas com uma gama de c.d.o. entre os 400 nm (vermelho)
Propagação Radioelétrica 2017/II Profa. Cristina
Propagação Radioelétrica 2017/II Profa. Cristina Módulo II Fenômenos de Propagação Efeitos da Difração na Propagação Difração Difração é a propriedade que toda onda eletromagnética tem de circundar o ápice
PROPAGAÇÃO ELETROMAGNÉTICA
PROPAGAÇÃO LTROMAGNÉTICA LONARDO GURRA D RZND GUDS PROF. DR. ONDA LTROMAGNÉTICA As ondas de rádio que se propagam entre as antenas transmissora e receptora são denominadas de ondas eletromagnéticas Transmissor
Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Física Disciplina: Física IV-A Data: 03/07/2019. (c) I 1 = I 2.
Universidade Federal do Rio de Janeiro Instituto de Física Disciplina: Física IV-A Data: 03/07/2019 Prova Final 1 Um material não magnético possui a permeabilidade magnética igual à do vácuo µ = µ 0 Um
Eletromagnetismo Aplicado Propagação de Ondas Guiadas Guias de Onda - 1/2
Eletromagnetismo Aplicado Propagação de Ondas Guiadas Guias de Onda - 1/2 Heric Dênis Farias [email protected] PROPAGAÇÃO DE ONDAS GUIADAS - GUIAS DE ONDA 1/2 Introdução; Guia de Onda Retangular; Modos
EEC4262 Radiação e Propagação. Lista de Problemas
Lista de Problemas Parâmetros fundamentais das antenas 1) Uma antena isotrópica no espaço livre produz um campo eléctrico distante, a 100 m da antena, de 5 V/m. a) Calcule a densidade de potência radiada
Princípios da Interação da Luz com o tecido: Refração, Absorção e Espalhamento. Prof. Emery Lins Curso Eng. Biomédica
Princípios da Interação da Luz com o tecido: Refração, Absorção e Espalhamento Prof. Emery Lins Curso Eng. Biomédica Introdução Breve revisão: Questões... O que é uma radiação? E uma partícula? Como elas
Revisão: Ondas Eletromagnéticas (EM) Campo Elétrico Campo Magnético. Capítulo 2 do Battan.
Revisão: Ondas Eletromagnéticas (EM) Campo Elétrico Campo Magnético Capítulo 2 do Battan. Campo Elétrico - E O campo elétrico E - é um conceito definido pela força que uma carga (usualmente uma carga de
Lâminas de Faces Paralelas. sen(i
Ótica Lâminas de Faces Paralelas d = e sen(i cos r r) Dioptros Dioptro é constituído pela justaposição de dois meios transparentes e opticamente homogéneos Dioptro Plano Dioptro Plano - Equação di do
1-A figura 1 a seguir mostra um feixe de luz incidindo sobre uma parede de vidro que separa o ar da água.
REFRAÇÃO- LEI DE SNELL DESCARTES -A figura a seguir mostra um feixe de luz incidindo sobre uma parede de vidro que separa o ar da água. Os índices de refração são,00 para o ar,,50 para vidro e,33 para
Interferência de ondas: está relacionada com a diferença de fase entre as ondas. A diferença de fase entre duas ondas pode mudar!!!!
Interferência de ondas: está relacionada com a diferença de fase entre as ondas. Construtiva: em fase Destrutiva: fora de fase A diferença de fase entre duas ondas pode mudar!!!! Coerência: para que duas
Ótica geométrica. Num sistema ótico arbitrário, um raio de luz percorre a mesma trajetória quando o seu sentido de propagação é invertido
Ótica geométrica Princípio da Reversibilidade Num sistema ótico arbitrário, um raio de luz percorre a mesma trajetória quando o seu sentido de propagação é invertido Deriva directamente do princípio do
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA UNESP FACULDADE DE ENGENHARIA DE ILHA SOLTEIRA FEIS SEGUNDA SÉRIE DE EXERCÍCIOS DE ONDAS E LINHAS DE COMUNICAÇÃO
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA UNESP FACULDADE DE ENGENHARIA DE ILHA SOLTEIRA FEIS SEGUNDA SÉRIE DE EXERCÍCIOS DE ONDAS E LINHAS DE COMUNICAÇÃO I Ondas eletromagnéticas planas 1) Uma onda de Hz percorre
Comprimento de onda ( l )
Comprimento de onda ( l ) Definição Pode ser definido como a distância mínima em que um padrão temporal da onda, ou seja, quando um ciclo se repete. λ= c f Onde: c velocidade da luz no vácuo [3.10 8 m/s]
Microondas I. Prof. Fernando Massa Fernandes. https://www.fermassa.com/microondas-i.php. Sala 5017 E
Prof. Fernando Massa Fernandes https://www.fermassa.com/microondas-i.php Sala 5017 E [email protected] Acoplador 3dB Filtros passa baixa Somente o campo H possui componente na direção de propagação
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Escola de Engenharia de Lorena EEL
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Escola de Engenharia de Lorena EEL LOM3083 e LOM3213 Fenômenos de Transporte Prof. Luiz T. F. Eleno Lista de exercícios 2 1. Considere uma parede aquecida por convecção de um
3 Propagação 3.1. Introdução
3 Propagação 3.. Introdução A propagação se dá por diferentes mecanismos e efeitos dependentes da faixa de freqüências utilizada e da distância considerada. São de interesse desse trabalho aqueles de relevância
FÍSICA IV - FAP2204 Escola Politécnica GABARITO DA P1 22 de setembro de 2009
P1 FÍSICA IV - FAP2204 Escola Politécnica - 2009 GABARITO DA P1 22 de setembro de 2009 Questão 1 Um circuito RLC em série é alimentado por uma fonte que fornece uma tensão v(t) cosωt. O valor da tensão
Revisão: Ondas Eletromagnéticas (EM) Campo Elétrico Campo Magnético. Capítulo 2 do Battan.
Revisão: Ondas Eletromagnéticas (EM) Campo Elétrico Campo Magnético Capítulo 2 do Battan. Campo Elétrico - E O campo elétrico E - é um conceito definido pela força que uma carga (usualmente uma carga de
31/05/17. Ondas e Linhas
31/05/17 1 Guias de Onda (pags 102 a 109 do Pozar) Linhas de Transmissão de placas paralelas. Modos TEM Modos TE e TM 31/05/17 2 Linha de Transmissão de Placas Paralelas Vamos considerar os campos de uma
Rede Recíproca. CF086 - Introdução a Física do Estado Sólido 1
Rede Recíproca CF086 - Introdução a Física do Estado Sólido 1 Recordando... Redes de Bravais: conjunto de pontos do espaço que respeitam duas definições 1. Conjunto (infinito) de pontos do espaço com uma
3 - Na figura a seguir, está esquematizado um aparato experimental que é utilizado. 1 - Dois raios de luz, um vermelho (v) e outro
1 - Dois raios de luz, um vermelho (v) e outro azul (a), incidem perpendicularmente em pontos diferentes da face AB de um prisma transparente imerso no ar. No interior do prisma, o ângulo limite de incidência
PROE Radiação Aula 4
1 PROE Radiação Aula 4 Antena de espira (Dipolo magnético de Hertz) 2 Anel de pequenas dimensões (por ex. raio a
PUC-RIO CB-CTC G1 Gabarito - FIS FÍSICA MODERNA Turma: 33-A Nome Legível: Assinatura: Matrícula:
PUC-RIO CB-CTC G1 Gabarito - FIS1061 - FÍSICA MODERNA 20-09-2013 Turma: 33-A Nome Legível: Assinatura: Matrícula: AS RESPOSTAS PRECISAM SER JUSTIFICADAS A PARTIR DE LEIS FÍSICAS E CÁLCULOS EXPLÍCITOS Não
Eletromagnetismo II. Prof. Daniel Orquiza. Prof. Daniel Orquiza de Carvalho
Eletromagnetismo II Prof. Daniel Orquiza Eletromagnetismo II Prof. Daniel Orquiza de Carvalho Ondas planas: Reflexão de ondas (Capítulo 12 Páginas 428 a 437) na interface entre dielétricos com incidência
FÍSICA I. 02. Observa-se, na figura a seguir, uma corda fixa em suas extremidades na qual foi estabelecida uma onda estacionária.
FÍSICA I Esta prova tem por finalidade verificar seus conhecimentos das leis que regem a natureza. Interprete as questões do modo mais simples e usual. Não considere complicações adicionais por fatores
n.estudante:... Eletromagnetismo / MIEEC; frequência 20.abr.2016;. Em cada pergunta só há uma resposta certa e só uma das justificações é a adequada.
Docente:... nome n.estudante:... Eletromagnetismo / MIEEC; frequência 20.abr.2016;. Instruções e recomendações Não desagrafar! Em cada pergunta só há uma resposta certa e só uma das justificações é a adequada.
1 O canal de comunicação radiomóvel
1 O canal de comunicação radiomóvel O projeto de sistemas de comunicações sem fio confiáveis e de alta taxa de transmissão continua sendo um grande desafio em função das próprias características do canal
Aula 3 - Ondas Eletromagnéticas
Aula 3 - Ondas Eletromagnéticas Física 4 Ref. Halliday Volume4 Sumário - Transporte de Energia e o Vetor de Poynting; Polarização; Reflexão e Refração; Reflexão Interna Total; Situação a ser analisada...
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO UNIVERSITÁRIO NORTE DO ESPÍRITO SANTO
53 Experimento 2: Óptica Geométrica em meios homogêneos e isotrópicos 2.2.1 Objetivos Conceituar raios de luz; Verificar os princípios da óptica geométrica para meios homogêneos e isotrópicos; Verificar
Física IV Escola Politécnica GABARITO DA P1 10 de setembro de Hz C
Física IV - 4320402 Escola Politécnica - 2013 GABARITO DA P1 10 de setembro de 2013 Questão 1 O circuito da figura é usado para determinar a capacitância do capacitor. O resistor tem resistência de 100
Fundamentos físicos da Sismoestratigrafia
Fundamentos físicos da Sismoestratigrafia Ondas em meios sólidos elásticos Uma onda é uma perturbação da matéria que se propaga em uma direção, ou seja, as partículas em um determinado ponto de um meio
ELETROMAGNETISMO SEL Professor: Luís Fernando Costa Alberto
ELETROMAGNETISMO SEL 0309 LISTA ADICIONAL DE EXERCÍCIOS SOBRE CAMPOS ELÉTRICOS E MAGNÉTICOS EM MATERIAIS Professor: Luís Fernando Costa Alberto Campo elétrico 1) O campo elétrico na passagem de um meio
Módulo I Ondas Planas
Módulo I Ondas Planas Vetor de Poynting Transmissão de potência Em algum ponto, distante do ponto de transmissão teremos o ponto de recepção. Vetor de Poynting Em toda aplicação prática, a onda EM é gerada
Eletromagnetismo II. Prof. Daniel Orquiza. Prof. Daniel Orquiza de Carvalho
Eletromagnetismo II Prof. Daniel Orquiza Eletromagnetismo II Prof. Daniel Orquiza de Carvalho Profundidade Pelicular e Teorema de Poyinting (Capítulo 11 Páginas 384 a 394) Profundidade Pelicular Teorema
Física IV. Sexta lista de exercícios
4302212 Física IV Sexta lista de exercícios 1. Considere a superfície plana refletora que consta na Figura 1, sobre a qual incidem dois raios luminosos paralelos 1 e 2, que pertencem a uma mesma onda,
Física II. Capítulo 04 Ondas. Técnico em Edificações (PROEJA) Prof. Márcio T. de Castro 22/05/2017
Física II Capítulo 04 Ondas Técnico em Edificações (PROEJA) 22/05/2017 Prof. Márcio T. de Castro Parte I 2 Ondas Ondas: é uma perturbação no espaço, periódica no tempo. 3 Classificação quanto à Natureza
Física IV Escola Politécnica GABARITO DA P1 30 de agosto de 2018
Física IV - 4323204 Escola Politécnica - 2018 GABARITO DA P1 30 de agosto de 2018 Questão 1 Luz proveniente de uma fonte monocromática de comprimento de onda λ é difratada por uma fenda de largura a em
Tópicos avançados em sistemas de telecomunicações. Renato Machado
Renato Machado UFSM - Universidade Federal de Santa Maria DELC - Departamento de Eletrônica e Computação [email protected] [email protected] Santa Maria, 14 de Março de 2012 Sumário 1 2 3 4 5
ANTENAS - TÓPICOS DAS AULAS - 1. Introdução. 2. Dipolo hertziano. 3. Antena dipolo de meia onda. 4. Antena monopolo de quarto de onda.
ANTENAS - TÓPICOS DAS AULAS - 1. Introdução.. Dipolo hertziano. 3. Antena dipolo de meia onda. 4. Antena monopolo de quarto de onda. 5. Antena em anel pequeno. 6. Características das antenas. 7. Conjunto
UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA LISTA DE EXERCÍCIOS DE MAT243-CÁLCULO III
UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA LISTA DE EXERCÍCIOS DE MAT243-CÁLCULO III Capítulo 1 Vetores no Rn 1. Sejam u e v vetores tais que e u v = 2 e v = 1. Calcule v u v. 2. Sejam u
SEL413 Telecomunicações. 1. Notação fasorial
LISTA de exercícios da disciplina SEL413 Telecomunicações. A lista não está completa e mais exercícios serão adicionados no decorrer do semestre. Consulte o site do docente para verificar quais são os
ASSUNTO: Produção e Propagação de Ondas Eletromagnéticas.
UNIDADES DE TRANSMISSÃO 1 QUESTIONÁRIO DA UNIDADE I ASSUNTO: Produção e Propagação de Ondas Eletromagnéticas. Nome: N o : Turma: Para cada período mencionado, analise seu conteúdo e marque " F " para uma
4 Análise de Cornetas Cônicas Coaxiais 4.1. Introdução
4 Análise de Cornetas Cônicas Coaxiais 4.1. Introdução O projeto do sistema de alimentação de antenas circularmente simétricas proposto neste trabalho, envolve a associação de um conector comercial padrão
Lista 1 - Entregar dia 19 de agosto de 2005.
Lista 1 - Entregar dia 19 de agosto de 2005. 0 - Estudar o Capítulo 3 do Balanis. 1 - Balanis, problema 3.3. 2 - Balanis, problema 3.5. Lista 2 - Entregar dia 2 de setembro de 2005. 0 - Estudar os Capítulos
Microondas I. Prof. Fernando Massa Fernandes. Sala 5017 E
Prof. Fernando Massa Fernandes https://www.fermassa.com/microondas-i.php Sala 5017 E [email protected] Aula 23 (Após aula 22 de exercícios ) Acoplador 3dB Filtros passa baixa Modo TE Ondas H (TEn
Energia Solar Térmica. Prof. Ramón Eduardo Pereira Silva Engenharia de Energia Universidade Federal da Grande Dourados Dourados MS 2014
Energia Solar Térmica Prof. Ramón Eduardo Pereira Silva Engenharia de Energia Universidade Federal da Grande Dourados Dourados MS 2014 O Sol Energia Solar Térmica - 2014 Prof. Ramón Eduardo Pereira Silva
