ESTATÍSTICA EXPERIMENTAL. Delineamento experimental. Aula 04
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- Ângelo Airton Carneiro
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1 ESTATÍSTICA EXPERIMENTAL Delineamento experimental. Aula 04
2 Conceito Delineamento experimental É o plano utilizado para realizar o experimento. Esse plano implica na maneira como os diferentes tratamentos deverão ser distribuídos nas parcelas experimentais, e como serão analisados os dados a serem obtidos.
3 Delineamento inteiramente casualizado (DIC) O DIC é o mais simples de todos os delineamentos experimentais Os experimentos instalados de acordo com este delineamento são chamados de: experimentos inteiramente casualizados experimentos inteiramente ao acaso O DIC tem como causas de variação nos resultados: Tratamentos (fator controlado) Resíduo (fatores não controlados ou acaso)
4 Delineamento inteiramente casualizado (DIC) As principais características deste delineamento são: a) Utiliza apenas os princípios da repetição e da casualização (não utiliza o controle local); b) Os tratamentos são distribuídos nas parcelas de forma inteiramente casual, com números iguais ou diferentes de repetições para os tratamentos. Limitação: Para a instalação desses experimentos no campo, devemos ter certeza da homogeneidade das condições ambientais e do material experimental.
5 Delineamento inteiramente casualizado (DIC) - Vantagens a) É um delineamento bastante flexível, pois o número de tratamentos e de repetições depende apenas do número de parcelas disponíveis; b) O número de repetições pode variar de um tratamento para outro, embora o ideal seja utilizar o mesmo número de repetições para todos os tratamentos; c) A análise estatística é simples, mesmo quando o número de repetições por tratamento é variável; d) O número de graus de liberdade para estimar o erro experimental (que é dado pelo desvio padrão residual) é o maior possível.
6 Delineamento inteiramente casualizado (DIC) - Desvantagens a) Exige a homogeneidade de todas as parcelas experimentais; b) Pode nos conduzir a uma estimativa bastante alta para a variância residual, pois, não utilizando o controle local, todas as variações entre as unidades experimentais (exceto as devidas aos tratamentos) são consideradas como variação do acaso.
7 Delineamento em blocos casualizados (DBC) Além dos princípios da repetição e da casualização, leva em conta, também, o princípio do controle local, através do estabelecimento dos blocos. Este delineamento é o mais utilizado dos delineamentos experimentais e são chamados de experimentos em blocos completos casualizados experimentos blocos ao acaso O DBC tem como causas de variação nos resultados: Tratamentos (fator controlado) Blocos (fator controlado) Resíduo (fatores não controlados ou acaso)
8 Delineamento em blocos casualizados (DBC) As principais características deste delineamento são: a) As parcelas são distribuídas (ou classificadas) em grupos ou blocos (princípio do controle local), de tal forma que elas sejam o mais uniformes possível dentro de cada bloco; b) O número de parcelas por bloco é igual ao número de tratamentos em estudo; c) Os tratamentos são distribuídos nas parcelas de forma casual, sendo esta casualização feita dentro de cada bloco.
9 Delineamento em blocos casualizados (DBC)- Vantagens a) Permite controlar (através dos blocos) uma diferença existente entre as parcelas experimentais b) Dentro de certos limites, podemos utilizar qualquer número de tratamentos e de blocos; c) Conduz a uma estimativa mais exata para a variância residual (quando as condições experimentais são heterogêneas); d) A análise de variância é relativamente simples, pois possui apenas uma causa de variação a mais que no delineamento inteiramente casualizado.
10 Delineamento em blocos casualizados (DBC)- desvantagens a) Devido à homogeneidade que deve haver dentro de cada bloco, não podemos aumentar muito o número de tratamentos; b) Através do controle local (blocos) há uma diminuição no número de graus de liberdade do resíduo.
11 Delineamento em quadrado latino (DQL) Utiliza os princípios da repetição, casualização e 2 vezes o controle local Há dois tipos de blocos: linhas e colunas O número de linhas e colunas é igual ao número de tratamentos, ou seja, um quadrado perfeito! Um tratamento aparece apenas uma vez em cada linha e em cada coluna O DQL tem como causas de variação nos resultados: Tratamentos (fator controlado); - Linhas (fator controlado); - Colunas (fator controlado) - Resíduo (fatores não controlados ou acaso)
12 Delineamento em quadrado latino (DQL) Em um experimento de ganho diário de peso de suínos, pretendese testar 4 tipos de ração (A, B, C e D) em 4 raças. Os animais foram divididos quanto a faixa etária, em quatro faixas.
13 Experimentos Fatoriais Os experimentos fatoriais não constituem um delineamento experimental, mas sim um esquema de composição dos tratamentos, que deverão ser distribuídos num delineamento inteiramente casualizado, em blocos casualizados etc. Nos experimentos mais simples, comparamos tratamentos de apenas um tipo ou fator, permanecendo os demais fatores, constantes existem casos em que vários fatores devem ser estudados simultaneamente, para que possam nos conduzir a resultados de interesse Para tanto, nos utilizamos dos experimentos fatoriais, que são aqueles nos quais são estudados, ao mesmo tempo, os efeitos de dois ou mais tipos de tratamentos ou fatores.
14 Experimentos Fatoriais Podemos estudar os efeitos de 2 níveis de uma droga N (N0 e N1) combinados com 2 níveis de uma droga K (K0 e K1), num experimento fatorial 2x2, com os 4 tratamentos seguintes: N0K0 = sem N, sem P N0K1 = sem N, com P N1K0 = com N, sem P N1K1 = com N, com P a. Efeito do Fator 1 b. Efeito do Fator 2 c. Efeito da interação entre os fatores
15 Experimentos Fatoriais Experimento fatorial 3x2x2, com os 12 tratamentos seguintes: Experimento fatorial 3x4, com os 12 tratamentos seguintes:
16 Experimentos Fatoriais - vantagens a. Com um único experimento, podemos estudar os efeitos simples e principais dos fatores e os efeitos das interações entre eles; b. Todas as parcelas são utilizadas no cálculo dos efeitos principais dos fatores e dos efeitos das interações, razão pela qual o número de repetições, para o cálculo das médias dos níveis dos fatores é elevado.
17 Experimentos Fatoriais - desvantagens a. Sendo os tratamentos constituídos por todas as combinações possíveis entre os níveis dos diversos fatores, o número de tratamentos aumenta muito e, muitas vezes, não podemos distribuílos em blocos completos casualizados, devido à exigência de homogeneidade dentro de cada bloco. Isto nos obriga a utilizar a técnica do confundimento e a trabalhar com blocos incompletos equilibrados, o que leva a algumas complicações na análise estatística; b. A análise estatística é mais trabalhosa que nos experimentos simples e a interpretação dos resultados se torna mais difícil à medida que aumentamos o número de níveis e de fatores (principalmente) no experimento.
18 OAT SOCRATIVE Controle experimental
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