OS FOTÓGRAFOS DA COMPANHIA AGRÍCOLA E COMERCIAL DOS VINHOS DO PORTO (AAF, SA.)

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1 OS FOTÓGRAFOS DA COMPANHIA AGRÍCOLA E COMERCIAL DOS VINHOS DO PORTO (AAF, SA.) Paula Montes Leal e Carlos Jorge Barreira Arquivo Histórico da A. A. Ferreira No seguimento da comunicação apresentada ao primeiro seminário desta série de encontros, "Os arquivos do vinho em Gaia e no Porto", onde demos uma panorâmica geral dos materiais presentes no Arquivo Histórico AAF, vamos, desta feita, começar a especificá-los, esperando ter oportunidade para, no futuro, continuar esta tarefa. Mais do que dar conta dos processos arquivísticos aplicados no Arquivo, o nosso principal objectivo é fazer a divulgação do vasto espólio documental que alberga e da sua incontornável importância para a histór a do sector do vinho do Porto, em particular, mas também, num espectro mais alargado, para a história económica e social a partir do século XVIII. Vamos, então, começar por divulgar uma parte da colecção de fotografias que está ao cuidado do Arquivo Histórico, sobre a qual temos estado a trabalhar, e que constitui uma parte muito importante do nosso acervo. Gostaríamos de as mostrar todas. Tal não sendo possível, apresentaremos apenas três, uma por cada grande fotógrafo, de quem falaremos de seguida. Ainda não sabemos exactamente o número de exemplares que compõe a colecção de fotografias da Casa Ferreira 1 Serão, talvez, alguns milhares, dos quais, até ao momento, foram tratados setecentos. As primeiras fotos a serem tratadas (inventariadas, limpas e devidamente acondicionadas) foram as que nos pareceram correr maior risco, por um lado, por serem as mais antigas e, por outro, por serem as mais procuradas. O facto de terem tanta procura, fez-nos tomar a decisão de as digitalizar e, posteriormente, fazer cópias em tamanho normalizado 10x15 que passaram a ser as usadas para escolha, evitando o constante manuseamento dos originais. A sua passagem para formato digitafpermitiu-nos, também, inserir uma imagem na base de dados que contém as descrições das fotografias. Esta colecção tem dois momentos importantes: o dos grandes fotógrafos, de finais do século XIX à década de 40 do século XX e o dos grandes estúdios (como Tavares da Fonseca), da década de 50 aos anos 70. A partir dessa altura nota-se alguma dispersão tanto na temática como na autoria. Quanto à temática, os autores fotografam, essencialmente, os armazéns em Gaia e as quintas no Douro enquanto os estúdios fazem mais trabalhos de foto- 255

2 PA ULA MONTES LEAL I CARLOS JORGE BARREIRA -reportagem em ocasiões especiais (geralmente inaugurações de instalações e visitas de personalidades). Daquele a que estipulámos chamar o período dos grandes fotógrafos, fazem parte três grandes nomes : Emílio Biel, Alberto Cerqueira e Domingos Alvão (dispostos pela ordem cronológica dos trabalhos feitos para a Casa). Provavelmente toda a gente conhece o trabalho de Emílio Biel (B aviera, Porto, ), um alemão que vem para Portugal em 1 857, fixando-se em Lisboa. Em 1 860, vai para o Porto onde, em 1 874, compra o seu primeiro estúdio fotográfico. Em já é fotógrafo da Casa Real. DA CAZA R EAL D. Antónia Adelaide Ferreira, em fotografia de Emílio Biel (c ) 256

3 OS FOTÓGRAFOS DA COMPANHIA AGRÍCOLA E COMERCIAL DOS VINHOS DO PORTO Além de excelente fotógrafo, Biel também era um empresário muito empreendedor. Em 1885, por exemplo, é representante de motores a gás e de artigos eléctricos, acabando por fundar várias empresas de instalação de luz eléctrica, nomeadamente a Companhia de Luz Eléctrica de Vila Real. Editou vários álbuns, sendo um dos mais conhecidos O Douro, de Manuel Monteiro, de Infelizmente, após a sua morte uma grande parte das suas chapas de vidro foi vendida como sucata para fábricas de cerâmica, pelo que se conhecem muitos poucos negativos deste fotógrafo. Quanto a Alberto Cerqueira (A. C.), fotógrafo portuense nascido em 1891 e falecido em 1985, podemos dizer que foi completamente esquecido após a sua morte e só nos foi possível localizá-lo atrav s de dois testemunhos pessoais. Primeiro, o de um antigo membro da Casa Ferreira e, posteriormente, o da filha do próprio fotógrafo 2 Assim, de acordo com o que nos foi dito pela sua filha (que com ele trabalhava), Alberto Cerqueira tinha uma casa de fotografia na Rua 31 de Janeiro, no Porto, onde vendia material fotográfico e fazia reproduções. Os trabalhos fotográficos eram sempre feitos fora, isto é, não tinha estúdio. O trabalho em fotografia foi quase um acaso na vida de Alberto Cerqueirá, pelo que nunca foi um "fotógrafo encartado". Também só uma vez na vida foi a COJlCurso - que, por acaso, ganhou - pelo que também não é considerado um "saionista". O Cachão da Valeira. Alberto Cerqueira (Outubro de 1928) 257

4 PA ULA MONTES LEAL I CARLOS JORGE BARREIRA Devemos fazer um aparte para explicar que, de acordo com o CPF - Centro Português de Fotografia que nos ajudou nesta pesquisa 3, para esta época, os fotógrafos conhecidos estão incluídos numa destas categorias: "fotógrafo encartado" ou "salonista". Não estando incluído em nenhuma delas, Alberto Cerqueira era, assim, desconhecido. Enquanto teve loja aberta, este fotógrafo era muito solicitado, tendo trabalhado, por exemplo, para várias casas de vinho do Porto (nomeadamente para a Companhia Velha - Miguel de Sousa Guedes), e para a Papelaria Araújo e Sobrinho que lhe encomendou uma recolha sobre "Costumes Portugueses". O Instituto do Vinho do Porto também tem fotografias de Alberto Cerqueira na sua Biblioteca. No entanto, provavelmente pela aparente semelhança, estão catalogadas como sendo da Casa Alvão. Realmente, numa primeira observação, muitas são as semelhanças 4 entre a obra de Alberto Cerqueira e Alvão mas, e ainda segundo o que foi assegurado por Maria Teresa Cerqueira, nunca estes dois fotógrafos conviveram, nem trabalharam juntos. Também sabemos que não tiveram os mesmos mestres, uma vez que o primeiro teve como mestre um fotógrafo amador (de apelido Carvalho) e o segundo foi discípulo de Biel. Domingos Alvão (Porto, ), por seu lado, está já sobejamente' estudado, tendo ainda recentemente sido levado a cabo pelo CPF um extenso trabalho de divulgação e pesquisa. A capela da Quinta do Valado. Domingos Alvão (c. 1940) 258

5 OS FOTÓGRAFOS DA COMPANHIA AGRÍCOLA E COMERCIAL DOS VINHOS DO PORTO Como já dissemos, Alvão iniciou a sua carreira como aprendiz na Casa Biel. Em 1903, após um estágio em Madrid, funda na Rua de Santa Catarina 120, no Porto, a Fotografia Alvão. A obra de Alvão tem suscitado algumas questões por muitas das fotos que lhe são atribuídas serem da autoria de Álvaro de Azevedo. Álvaro de Azevedo foi discípulo de Domingos Alvão desde os onze anos, e gerente da Fotografia Alvão desde Em 1924 Alvão dá sociedade a Álvaro de Azevedo que, em 1937, passa a ser o único proprietário do atelier fotográfico. A verdade é que Álvaro de Azevedo assinou sempre os seus trabalhos como "Alvão", nomeadamente o levantamento do Douro Vinhateiro encomendado pelo Instituto do Vinho do Porto em 1933, e que se prolongou até 1951, isto é, cinco anos após a morte de Domingos Alvão. Quanto às fotografias da colecção da AAF, elas são resultado de uma encomenda própria, isto é, não são cópias do levantamento do Instituto do Vinho do Porto, como se encontra noutras empresas. E, embora não estejam datadas (com uma excepção, indicando 1941), de acordo com o testemunho pessoal de um dos membros da Casa, estes trabalhos foram feitos pelo próprio Alvão. NOTAS N o Arquivo também existem, embora em menor número, fotografias de outras casas de vinho do Porto cujos fundos albergamos. Deixamos, aqui, os nossos agradecimentos ao Senhor Bernardo Campos e a D. Maria Teresa Pereira Caldas Vilarinho de Carvalho Cerqueira. Não podemos, portanto, deixar de agradecer à Dr." Teresa Siza e Dr." Maria do Carmo Serén, mas, também, ao Dr. Silvestre Lacerda, do Arquivo Distrital do Porto. Devemos notar que essa semelhança se vai desvanecendo à medida que se conhece melhor a obra destes dois autores. Alvão tem um estilo mais pictórico, enquanto Alberto Cerqueira parece usar uma linguagem mais cinematográfica. 259

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