O ENOTURISMO. Conceito:

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1 Conceito: O conceito de enoturismo ainda está em formação e, a todo o momento, vão surgindo novos contributos; Tradicionalmente, o enoturismo consiste na visita a vinhas, estabelecimentos vinícolas, festivais de vinho, espectáculos de vinho; A motivação principal da visita é a prova dos vinhos das regiões;

2 Conceito: Provar os vinhos da região é, sem dúvida, o objectivo principal ou fundamental da visita dos enoturistas; Outros objectivos se poderão integrar no conceito, tal como o contacto directo e o conhecimento do património paisagístico e arquitectónico relacionados com a cultura da vinha e a produção de vinhos;

3 Conceito: Alguns dos enoturistas interessam-se pelo conhecimento do património natural e cultural associado à vinha e ao vinho, sobretudo quando o destino turístico comporta uma cultura ancestral ligada a este sector; Para estes enoturistas, o contacto directo com o património rural de um determinado país ou região constitui, só por si, um objectivo essencial da visita, obviamente relacionados com a cultura da vinha e a produção de vinho;

4 Conceito: O enoturismo terá também como objectivo fundamental a promoção do desenvolvimento regional numa perspectiva económica, social, cultural e ambiental; Procura-se salvaguardar a paisagem e património rural, colocados em causa pelo envelhecimento da população e êxodo das camadas mais jovens;

5 Conceito: Procura de fontes de rendimento alternativas; A agricultura não consegue, no momento actual, assegurar um rendimento satisfatório aos que nela trabalham, levando os produtores ao abandono da actividade;

6 Conceito: O enoturismo é um tipo de produto turístico inserido simultaneamente no turismo em espaço rural, no turismo de natureza e turismo cultural; Tem assumido a forma de rotas dos vinhos. Em Portugal, as rotas dos vinhos constituem actualmente a face mais visível do enoturismo; Identifica-se normalmente o enoturismo com as rotas dos vinhos. Estas últimas não esgotam, porém, o conceito;

7 Conceito: As rotas dos vinhos são um produto turístico cujo objectivo essencial é o da promoção e divulgação do vinho produzido numa região demarcada específica; O enoturismo é susceptível de integrar no seu seio todo um conjunto de locais, actividades, associações, não integrados necessariamente num percurso, ou porque não existe ainda ou porque não será facilmente integrável no mesmo, pela sua própria natureza ou localização;

8 Conceito: A constituição das rotas dos vinhos é, em Portugal, relativamente recente; As mais antigas são: a rota do Vinho do Porto, instituída em 1995 e a rota dos Vinhos Verdes, datada do mesmo ano; As rotas dos vinhos são recentes mas o enoturismo é mais antigo. Na região do Douro organizam-se, há muitos anos, visitas às caves de Vila Nova de Gaia. Há passeios de barco ao longo do rio Douro para se vislumbrar o património natural berço do famoso vinho do Porto e, simultaneamente, visitar as quintas onde o mesmo é produzido; Tais visitas integram-se perfeitamente no conceito de enoturismo;

9 Conceito de Rota dos Vinhos: Percursos sinalizados e publicitados através de painéis especiais que destacam os valores naturais, culturais e ambientais, explorações vitivinícolas, individuais ou associadas, abertas ao público, constituindo instrumentos através dos quais os territórios agrícolas e as suas produções podem ser divulgados, comercializados e dispostos em forma de oferta turística; Uma rota é constituída por um conjunto de locais, organizados em rede, devidamente sinalizados, dentro de uma região produtora de vinhos de qualidade, que possam suscitar um efectivo interesse turístico, incluindo locais cuja oferta inclua vinhos certificados, centros de interesse vitivinícola, museus e empreendimentos turísticos;

10 Conceito de Rota dos Vinhos: Percursos/Locais organizados em rede; Sinalização da rota e respectiva publicitação; Ligação à cultura e produção de vinhos de qualidade; Susceptível de desencadear um interesse turístico;

11 Requisitos das Rotas e do Enoturismo: Requisitos básicos: factores básicos que as rotas têm de preencher para poder aceder ao mercado; Requisitos chave: factores que acrescentam valor aos factores básicos e reforçam as vantagens competitivas da rota e destino turístico;

12 Requisitos básicos: Abundância e variedade de vinhos; Diversidade de empresas que integram as rotas: adegas, restaurantes, museus, centros de interpretação, lojas especializadas, etc.; Instalações de produção organizadas e adaptadas especificamente para as visitas turísticas;

13 Requisitos básicos: Existência de restaurantes com uma oferta variada de gastronomia regional; Boas condições de acesso; Sinalização específica, orientadora e informativa das rotas de vinho;

14 Requisitos básicos: Oferta de alojamento variada e de qualidade: hotéis de charme, casas rurais, alojamentos com personalidade portuguesa, etc.; Recursos humanos especializados: guias conhecedores dos processos de produção e engarrafamento do vinho, peritos em castas e degustação de vinhos, etc.;

15 Requisitos chave: Variedade de cursos e actividades relacionadas com o vinho e os produtos associados: cursos de enologia e de cozinha, provas de vinho, degustação, etc.; Centros de interpretação bem equipados a fim de oferecer maior valor às visitas; Excelente preservação e manutenção das rotas e espaços envolventes;

16 Requisitos chave: Prestígio internacional dos produtos típicos; Lojas especializadas em produtos típicos e artesanato regional, com garantia de qualidade ; Profissionais capacitados e com clara vocação para o cliente, capazes de informar contando histórias e permitindo ao turista desfrutar enquanto aprende;

17 Oferta nacional: Grande variedade de vinhos, de gastronomia e de produtos de qualidade: herança patrimonial rica e variada ligada à vinha e ao vinho; paisagens classificadas; Infra-estruturas, equipamentos e serviços turísticos inadequados e insuficientes;

18 Oferta nacional: As rotas existentes estão, em termos de produto turístico, pouco estruturadas: poucas adegas, caves e restaurantes têm infra-estruturas e serviços adequados à actividade turística (horários de funcionamento, pessoal qualificado, espaços apropriados para visitas, provas de vinho, eventos, etc.; quase inexistente articulação entre vinho e gastronomia; os museus do vinho são relativamente poucos e desinteressantes e estão mal adaptados à actividade turística ;

19 Oferta nacional: As rotas existentes estão, em termos de produto turístico, pouco estruturadas : falta de documentação de suporte em diversos idiomas que permita ao turista uma melhor orientação territorial e informativa; poucas empresas com programas de cursos de vinho e de cozinha; insuficiências de sinalização específica das rotas, de informação e de mapas explicativos das rotas;

20 Oferta nacional: Pequena dimensão das empresas que operam no sector; Ausência de produtos ou experiências integrais: é difícil encontrar ofertas integradas com elevado conteúdo de experiência: ausência de pacotes turísticos integrados e de tours estruturados; Insuficiência de recursos humanos especializados: falta qualificação técnica e o domínio de idiomas;

21 Oferta nacional: Insuficiente qualidade das instalações; Inexistência de restaurantes de qualidade em muitas rotas; Insuficiência nos alojamentos turísticos de charme e de qualidade nas rotas; Falta de postos de turismo e informação;

22 Oferta nacional: Inexistência de transporte organizado para aceder às adegas; Modelo de gestão das rotas desadequado; Falta de preparação turística dos produtores de vinho; Dispersão versus diversidade;

23 Oferta nacional: Falta de trabalho em rede, espírito associativo; Falta de planos de comunicação, quer internos, quer externos; Défice de cultura empresarial; Sazonalidade.

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