BOLETIM FISCAL ESPECIAL

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1 PRINCIPAIS ALTERAÇÕES FISCAIS PARA 2013 A. LEI DO ORÇAMENTO DO ESTADO 1. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DAS PESSOAS SINGULARES (IRS) Rendimentos da Categoria A O subsídio de refeição passa a estar sujeito a IRS assim que exceda o limite legal de 4,27 - anteriormente a tributação era apenas aplicável após o limite legal ser ultrapassado em 20%, correspondente a 5,12 -, excepto no caso de vales de refeição, em que se mantém o limite de 60%, correspondente a 6,83. As remunerações auferidas pelos deputados ao Parlamento Europeu passam a estar sujeitas a IRS como rendimentos da categoria A. Regime Simplificado Na determinação do rendimento tributável passa a aplicar-se o coeficiente de 0,75 aos rendimentos empresariais (anteriormente 0,70, pelo que a dedução automática é reduzida de 30% para 25%). Taxas Gerais Os escalões de IRS foram reduzidos de 8 para 5, tendo sido alteradas as respectivas taxas gerais conforme a seguir discriminado: Rendimento Colectável (em Euros) Até De mais de até De mais de até De mais de até Superior a Taxa Normal (A) (%) 14,50 28,50 37,00 45,00 48,00 Taxa Média (B) (%) 14,500 23,600 30,300 37,650 - Sobretaxa No ano de 2013 será aplicada uma sobretaxa de 3,5% ao rendimento colectável de IRS, a qual incidirá sobre todos os rendimentos englobados na declaração anual de IRS e alguns rendimentos sujeitos a taxas especiais. Sobre a colecta resultante da aplicação da sobretaxa serão dedutíveis: (i) 2,5% do valor da retribuição mínima mensal garantida por cada dependente ou afilhado civil que não seja sujeito passivo de IRS; e (ii) a retenção mensal de 3,5% efectuada pelas entidades devedoras de rendimentos de trabalho dependente ou pensões, quando superior à sobretaxa devida. Os sujeitos passivos que aufiram rendimentos de Categoria A e H estarão sujeitos a uma retenção mensal acrescida da sobretaxa. A retenção mensal de 3,5% é calculada tendo por base o rendimento bruto deduzido das retenções de IRS e das contribuições obrigatórias para a segurança social, na parte em que exceda o valor da retribuição mínima garantida. As entidades que efectuem a retenção encontramse obrigadas a declarar esses pagamentos na sua declaração de rendimentos e retenções. Taxa Adicional de Solidariedade Ao quantitativo do rendimento colectável superior a é aplicada uma taxa adicional de solidariedade de: (i) 2,5% quando o rendimento colectável se situe entre e ; e (ii) 5% sobre rendimentos superiores a Deduções à colecta Os limites às deduções, por escalão, são os seguintes: Rendimento Colectável (em Euros) Até De mais de até De mais de até De mais de até Superior a limite (em Euros) Sem limite pág. 1

2 As deduções personalizantes são reduzidas para os seguintes valores: (i) de 55% para 45% do valor do IAS ( 419,22), por cada sujeito passivo; (ii) de 80% para 70% do valor do IAS, por sujeito passivo, nas famílias monoparentais; (iii) de 55% para 45% do valor do IAS, por cada dependente ou afilhado civil que não seja sujeito passivo do imposto, sendo esta última dedução de 50% nos agregados com três ou mais dependentes a seu cargo, por cada dependente. Benefícios fiscais Alteração dos limites nas deduções à colecta dos benefícios fiscais previstos no Estatuto dos Benefícios Fiscais (seguros de saúde, PPR, etc.). Assim, os limites por escalão passam a ser os seguintes: Rendimento Colectável (em Euros) Até De mais de até De mais de até De mais de até Superior a Empréstimos à habitação limite (em Euros) Sem limite 100 A dedução com encargos referentes a empréstimos à habitação limitada aos juros da dívida é reduzida de 591 para 296 e somente para contratos celebrados até 31 de Dezembro de As importâncias suportadas a título de renda pelos arrendatários de prédios urbanos para fins de habitação permanente, referentes a contratos de arrendamento celebrados ao abrigo do Regime do Arrendamento Urbano ou do Novo Regime do Arrendamento, são dedutíveis até 502. Estes valores são majorados em 50% até ao limite do primeiro escalão e em 20% até ao limite do 2.º escalão de rendimento. Os encargos suportados com contratos celebrados a partir de Janeiro de 2012 deixam de ser dedutíveis Comunicação de rendimentos e retenções As entidades devedoras de rendimentos do trabalho dependente, ainda que isentos ou não sujeitos a tributação, passam a estar obrigadas a entregar, até ao dia 10 do mês seguinte ao do pagamento dos rendimentos, uma declaração de modelo oficial referente aos rendimentos pagos ou colocados à disposição e respectivas retenções de imposto. Anteriormente esta declaração era de periodicidade anual. Retenção na fonte A taxa de retenção na fonte aplicável aos rendimentos do trabalho independente (i.e., entre outros, os profissionais liberais) e aos rendimentos prediais sobe para 25%, sendo que estes últimos passam a poder ser tributados à taxa autónoma de 28%. Mais-valias de partes sociais O saldo positivo das mais e menos-valias resultantes da alienação de partes sociais passa a ser tributado à taxa de 28% (anteriormente 25%), sendo eliminada a isenção para pequenos investidores cujo saldo anual positivo não excedesse 500. Mais-valias O saldo positivo dos demais incrementos patrimoniais da categoria G passa a estar sujeito a tributação à taxa de 26,5%. Rendimentos de capitais Os rendimentos de capitais sujeitos a retenções na fonte liberatórias juros de depósitos, dividendos, etc. passam a estar tributados à taxa de 28% (anteriormente 25%). Não residentes A retenção na fonte liberatória sobre a generalidade dos rendimentos auferidos por sujeitos passivos não residentes trabalho dependente, pensões, rendimentos de capitais, etc. aumenta de 21,5% para 25%. pág. 2

3 As mais-valias e outros rendimentos auferidos por não residentes, bem como os rendimentos de capitais devidos por entidades não residentes passam a ser tributados autonomamente à taxa de 28%, tal como os rendimentos prediais, cuja taxa é incrementada de 16,5% para 28%. Sujeitos passivos com deficiência Em 2013, os rendimentos brutos das Categorias A, B e H auferidos por sujeitos passivos com deficiência serão apenas considerados em 90% para efeitos de tributação em sede de IRS. Contudo, a parte excluída de tributação não pode exceder, por categoria de rendimento, o montante de IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DAS PESSOAS COLECTIVAS (IRC) Limitação à dedutibilidade de gastos financeiros Os gastos financeiros líquidos que excedam ou 30% do resultado antes de depreciações, gastos de financiamento líquidos e impostos deixam de ser dedutíveis para efeitos de IRC, sem prejuízo da possibilidade de reporte do excedente nos 5 exercícios seguintes (desde que observados os limites acima referidos). Encontra-se, contudo, previsto um regime transitório segundo o qual o tecto máximo de dedução é progressivamente reduzido, sendo a percentagem de 70% em 2013, 60% em 2014, 50% em 2015, 40% em 2016 e 30% no ano de 2017 e seguintes. Este novo regime vem substituir o regime de subcapitalização até à data vigente no Código do IRC. Não residentes Os royalties, rendimentos prediais, rendimentos por intermediação de contratos e os rendimentos derivados de prestações de serviços auferidos por não residentes sem estabelecimento estável em Portugal, passam a estar sujeitos a retenção na fonte liberatória de 25% (anteriormente, 15%). Derrama Estadual A derrama estadual é agravada por via da redução do limite a partir do qual há lugar ao pagamento da taxa mais elevada de 5% , ao invés do actual limite de As novas regras de cálculo da derrama estadual e dos respectivos pagamentos adicionais por conta serão apenas aplicáveis aos lucros tributáveis referentes ao período de tributação que se inicie após 1 de. Lucro Tributável (em Euros) TAXAS De mais de até Superior a Pagamentos por conta Agravamento do pagamento por conta de 70% para 80% do montante do imposto pago no ano anterior para sujeitos passivos cujo volume de negócios seja igual ou inferior a e de 90% para 95% para sujeitos passivos cujo volume de negócios seja superior a Adicionalmente, os sujeitos passivos passam a ser obrigados a efectuar o segundo pagamento por conta, mesmo nos casos em que estejam verificadas as condições de dispensa previstas na lei, pelo que apenas o terceiro pagamento poderá não ser efectuado. Despesas com equipamentos de software de facturação As desvalorizações excepcionais decorrentes do abate, durante o ano de 2013, de programas e equipamentos informáticos de facturação que sejam substituídos por programas de facturação electrónica, são consideradas perdas por imparidade. 3. IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO (IVA) Isenções 3% 5% É reposta a isenção aplicável à transmissão de direitos de autor e autorização para a utilização pág. 3

4 de obra intelectual nos casos em que os autores sejam pessoas colectivas. É revogada, com efeitos a partir de 1 de Abril de 2013, a isenção aplicável a determinadas transmissões de bens e prestações de serviços agrícolas com carácter acessório. Taxas A lista I anexa ao Código do IVA é alterada de forma a enquadrar no regime de tributação à taxa reduzida uma grande variedade de prestações de serviços e transmissões de bens ligadas à produção agrícola, as quais estavam anteriormente isentas nos termos do n.º 33 do artigo 9º do Código do IVA. Regularização de créditos incobráveis Introduzem-se novas regras relativas à recuperação de IVA em créditos incobráveis e de cobrança duvidosa aplicáveis aos créditos vencidos a partir de 1 de, incluindo novos procedimentos que prevêem um sistema de autorização prévia para a regularização de determinados créditos. O conceito de crédito de cobrança duvidosa passa a incluir os créditos em mora há mais de 24 meses relativamente aos quais haja provas de imparidade e diligências de cobrança, tendo o activo sido desreconhecido contabilisticamente. Para efeitos de dedução do imposto, não são considerados de cobrança duvidosa os créditos de entidades entre as quais existam relações especiais bem como os créditos sobre o Estado. Mantém-se as normas anteriormente existentes para créditos vencidos antes de 1 de. Renúncia à isenção de IVA É alargado de dois para três anos o prazo de regularização de IVA a favor do Estado no caso de imóveis que não estejam a ser efectivamente utilizados em finalidades da empresa. Direito à dedução Esclarece-se que, nos casos em que a obrigação de liquidação compete ao adquirente dos serviços, o imposto que for liquidado por força dessa obrigação confere o respectivo direito à dedução. Regime de bens em circulação A entrada em vigor das alterações ao regime de bens em circulação objecto de transacções entre sujeitos passivos de IVA aprovadas pelo Decreto- -Lei 198/2012, de 24 de Agosto, é adiada para o dia 1 de Maio de Estabelecem-se novas regras no âmbito deste regime, criando-se ainda um regime transitório que permite a utilização, até 31 de Dezembro de 2013, de documentos de transporte impressos ao abrigo do regime em vigor, sem prejuízo do cumprimento da obrigação de comunicação. 4. Imposto do Selo Os prémios de jogos sociais de valor superior a passam a estar sujeitos a Imposto do Selo, à taxa de 20%. Por outro lado, é criada uma isenção para actos de recuperação de empresa praticados ao abrigo do Código de Insolvência e de Recuperação de Empresas, sendo, ainda, alargado o prazo de caducidade do direito à liquidação de Imposto do Selo para 8 anos, nos casos de aquisição de bens imóveis por doação. 5. Estatuto dos Benefícios Fiscais Fundos de Investimento É eliminada a exclusão de 50% dos rendimentos pagos por fundos de investimento mobiliário e imobiliário quando auferidos por sujeitos passivos de IRC, mantendo-se o benefício apenas para sujeitos passivos de IRS, limitado aos rendimentos correspondentes a dividendos. A taxa de tributação das mais-valias e dos rendimentos prediais auferidos por fundos de investimento é elevada para 25%. Propriedade Intelectual É reduzido de para o limite do montante dos rendimentos de propriedade pág. 4

5 intelectual que beneficiam da exclusão de 50% em sede de IRS. 6. IMPOSTOS ESPECIAIS DE CONSUMO Imposto sobre os Produtos Petrolíferos O gás natural utilizado como combustível está sujeito a tributação em sede de Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos taxa de Euros 0,30/Gj. Imposto sobre o Tabaco Aumento do Imposto sobre o Tabaco aplicável na venda de charutos e cigarrilhas de 15% para 20%. A determinação da taxa de Imposto sobre o Tabaco aplicável ao tabaco de corte fino destinado a cigarros de enrolar e aos restantes tabacos de fumar passa a estar sujeita a um elemento específico (Euros 0,065/g) e a um elemento ad valorem (20%). 7. IMPOSTO SOBRE VEÍCULOS Agrava-se em cerca de 10% a tributação sobre os veículos ligeiros e motociclos de alta cilindrada, as embarcações de recreio e as aeronaves de uso particular. A generalidade das restantes taxas é actualizada em cerca de 1,3%. 8. GARANTIAS DOS CONTRIBUINTES E JUSTIÇA TRIBUTÁRIA 8.1. Lei Geral Tributária Prescrição da prestação tributária A instauração de procedimento criminal passa a constituir um novo fundamento de suspensão legal do prazo de prescrição, considerando-se o prazo legalmente suspenso desde a instauração do inquérito criminal até ao arquivamento ou ao trânsito em julgado da sentença. Direito de Audição Prévia Consagra-se a possibilidade de alargamento do prazo de audição prévia para o máximo de 25 dias em função da complexidade da matéria anteriormente o prazo máximo era de 15 dias. Informações relativas a operações financeiras A obrigação de comunicação, na declaração de rendimentos de IRS, das contas abertas em instituições financeiras não residentes é alargada às contas detidas junto de sucursais localizadas no estrangeiro de instituições financeiras residentes. A obrigação de comunicação é, ainda, alargada, para além dos titulares, aos demais beneficiários e pessoas autorizadas a movimentar as contas Código de Procedimento e de Processo Tributário Passagem de certidões Estabelece-se um prazo geral de validade de um ano para as certidões passadas pela Administração Tributária, com excepção das certidões comprovativas de situação tributária regularizada cuja validade é de três meses. É, ainda, clarificado que as certidões comprovativas de situação tributária regularizada não constituem documento de quitação. Alteração do prazo de impugnação judicial É alterado o prazo para apresentação de impugnação judicial de 90 dias para três meses. Valor da garantia para efeitos de suspensão do processo de execução fiscal Clarifica-se que sempre que a garantia seja apresentada no prazo de 30 dias após a citação do processo de execução fiscal o seu valor corresponde ao que consta da citação. Cálculo de juros de mora Estabelece-se que, para efeitos de contagem dos juros de mora devidos sobre dívidas cobradas em pág. 5

6 execução fiscal, não se contam os dias incluídos no mês de calendário em que se efectuar o pagamento Regime Geral de Infracções Tributárias Fraude contra a Segurança Social As condutas que visem a não liquidação, entrega ou pagamento, total ou parcial, ou o recebimento indevido, total ou parcial, de prestações de segurança social com intenção de obtenção para si ou para outrem de vantagem ilegítima passam a ser puníveis como crime sempre que o valor em causa seja superior a Falta de comunicação da adesão à caixa postal electrónica É criada uma nova contra-ordenação para os casos de falta de comunicação ou comunicação fora do prazo legal da adesão à caixa postal electrónica, punível com coima variável entre 50 e Normas avulsas Regime Fiscal de Apoio ao Investimento O regime fiscal de apoio ao investimento ( RFAI ) é mantido em vigor até 31 de Dezembro de Medidas excepcionais de apoio ao financiamento da economia É aprovado um conjunto de medidas com o objectivo de fomentar o financiamento da economia, nomeadamente: (i) criação de incentivos à aquisição de empresas em situação económica difícil; (ii) regime de isenção de tributação de juros de capitais provenientes do estrangeiro representativos de contratos de empréstimo Schuldscheindarlehen celebrados pelo IGCP, E.P.E.; e (iii) regime especial de isenção de tributação de valores mobiliários representativos de dívida emitida por entidades residentes. Contribuição sobre o sector bancário A contribuição sobre o sector bancário é mantida no ano de Autorizações legislativas A Lei do Orçamento do Estado contém diversas autorizações legislativas, das quais destacamos as seguintes: (i) Transposição da Directiva 2011/16/UE, do Conselho, sobre a assistência mútua das autoridades competentes dos Estados-membros no domínio dos impostos directos e dos impostos sobre os prémios de seguro; (ii) Revisão do Regime Complementar do Procedimento de Inspecção Tributária; (iii) Introdução de taxa até ao máximo de 0,3% em sede de Imposto do Selo sobre as transacções financeiras de valores mobiliários que tenham lugar em mercado secundário; (iv) Introdução, em sede de IVA, de um regime simplificado de contabilidade de caixa aplicável a pequenas empresas com volume de negócios anual até , que não beneficiem de isenção de imposto, nos termos do qual, nas operações realizadas, o imposto apenas se torne exigível no momento do recebimento e o direito à dedução de IVA seja apenas exercido no momento do efectivo pagamento; (v) Reformulação do regime de transferência de residência de uma sociedade para o estrangeiro e cessação de actividade de entidade não residente, de acordo com o recente acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia, de 6 de Setembro de 2012, proferido no processo n.º C-38/10. Em alternativa ao pagamento imediato do imposto resultante da tributação das mais- -valias potenciais, prevê-se um regime de pagamento faseado ou a liquidação aquando da venda dos activos mediante a prestação de uma garantia bancária e o pagamento de juros compensatórios; (vi)incorporação do RFAI no Código Fiscal de Investimento e extensão da sua validade até 2017, prevendo-se, ainda: (a) alargamento das deduções à colecta; (b) alargamento dos investimentos elegíveis para reinvestimento de lucros e possibilidade de reporte do excesso não utilizado durante 5 exercícios; (c) reforço dos incentivos ao reinvestimento de lucros e entradas de capital; e (d) criação de dedução à colecta para entradas de capital em empresas recém- -constituídas. pág. 6

7 B. LEI N.º 55-A/2012, DE 29 DE OUTUBRO Este diploma consagra diversas alterações ao Código do IRC, do IRS, do Imposto do Selo e à Lei Geral Tributária, com impacto no exercício de 2013, das quais destacamos as seguintes: (i) Em sede de IRS, agravamento da taxa de tributação autónoma para 35% (anteriormente era 30%) sobre os rendimentos de capitais devidos por entidades não residentes sem estabelecimento estável em Portugal e que sejam domiciliadas em país sujeito a um regime fiscal claramente mais favorável, sempre que tais rendimentos não sejam sujeitos a retenção na fonte liberatória; (ii) Em sede de IRC, agravamento da taxa de 30% para 35% sobre os rendimentos de capitais sempre que sejam pagos ou colocados à disposição em contas abertas em nome de um ou mais titulares, mas por conta de terceiros não identificados, e sobre os rendimentos obtidos por não residentes domiciliados em país sujeito a um regime fiscal claramente mais favorável; (iii) Incidência de Imposto do Selo, à taxa de 1%, sobre imóveis cujo valor patrimonial tributário seja igual ou superior a 1 milhão de Euros. A taxa é de 7,5% sempre que os imóveis sejam detidos por pessoas residentes em país sujeito a um regime fiscal claramente mais favorável; (iv) Em sede da Lei Geral Tributária e para efeitos de aplicação do regime das manifestações de fortuna, reduz-se de 50% para 30% o valor do diferencial entre o rendimento declarado e o rendimento padrão, tal como constante da respectiva tabela do regime das manifestações de fortuna. C. Decreto-Lei n.º 197/2012, de 24 de Agosto Introduz alterações relativas ao lugar das prestações de serviços, para efeitos de IVA, e às regras em matéria de facturação, nomeadamente, as normas referentes à localização das prestações de serviços de locação de meios de transporte de longa duração a não sujeitos passivos (incluindo regras especiais sobre embarcações de recreio), em que a regra geral passa a ser a tributação no local da residência do adquirente dos serviços. Passa a ser obrigatória a emissão de factura, eliminando-se o conceito de documento equivalente. Na sequência desta alteração, entra em vigor um novo modelo de facturas-recibo previstas no artigo 115º do Código do IRS (titulares de rendimentos da Categoria B), aprovado pela Portaria n.º 426-B/2012, de 28 de Dezembro, que revogou o regime dos antigos recibos verdes electrónicos. D. Decreto-Lei n.º 198/2012, de 24 de Agosto Este diploma visa a criação de medidas de controlo da emissão de facturas e outros documentos com relevância fiscal. Assim, passa a ser dedutível à colecta do IRS devido pelos sujeitos passivos um montante correspondente a 5% do IVA suportado por qualquer membro do agregado familiar com o limite global de 250, que conste de facturas que titulem prestações de serviços, comunicadas à Autoridade Tributária e Aduaneira e enquadradas nos seguintes sectores de actividade: (i) manutenção e reparação de veículos automóveis; (ii) manutenção e reparação de motociclos, suas peças e acessórios; (iii) alojamento, restauração e similares; (iv) salões de cabeleireiro e institutos de beleza. Para o efeito, os sujeitos passivos que pretendam beneficiar do incentivo devem exigir ao prestador do serviço a inclusão do seu número de identificação fiscal nas facturas. Por outro lado, as entidades que tenham sede, estabelecimento estável ou domicílio fiscal em território português e aqui pratiquem operações sujeitas a IVA são agora obrigadas a comunicar à Autoridade Tributária a Aduaneira, por transmissão electrónica de dados, os elementos das facturas emitidas, até ao dia 8 do mês seguinte ao da emissão da factura. pág. 7

8 MIRANDA CORREIA AMENDOEIRA & ASSOCIADOS - SOCIEDADE DE ADVOGADOS, RL Rua Soeiro Pereira Gomes, L Lisboa Telefone: Fax: DEPARTAMENTO FISCAL Para mais informações acerca do conteúdo deste Boletim Fiscal Especial, por favor contacte: Rita Correia Samuel Fernandes de Almeida PORTUGAL ANGOLA BRASIL CABO VERDE EUA (HOUSTON) GABÃO GUINÉ-BISSAU GUINÉ EQUATORIAL MACAU MOÇAMBIQUE REINO UNIDO (LONDRES) REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO REPÚBLICA DO CONGO SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE TIMOR-LESTE Miranda Correia Amendoeira & Associados, A reprodução total ou parcial desta obra é autorizada desde que seja mencionada a sociedade titular do respectivo direito de autor. Aviso: Os textos desta comunicação contêm informação de natureza geral e não têm por objectivo ser fonte de publicidade, oferta de serviços ou aconselhamento jurídico; assim, o leitor não deverá basear-se apenas na informação aqui consignada, cuidando sempre de aconselhar-se com advogado. Para além do Boletim Fiscal, a Miranda emite regularmente um Boletim Bancário e Financeiro, um Boletim de Direito Público e um Boletim Laboral. Caso queira conhecer e receber o nosso Boletim Bancário e Financeiro, por favor, envie um para: Caso queira conhecer e receber o nosso Boletim de Direito Público, por favor, envie um para: Caso queira conhecer e receber o nosso Boletim Laboral, por favor, envie um para: Este boletim é distribuído gratuitamente aos nossos clientes, colegas e amigos. Caso pretenda deixar de o receber, por favor responda a este . pág. 8

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