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1 Fiscalidade pessoal e empresarial Jorge Figueiredo 18 de Fevereiro de 2011

2 Agenda 1. IRS 1.1 Alterações das taxas 1.2 Outros rendimentos 1.3 Dedução específica Categoria A 1.4 Reporte de perdas Categorias B, F e G 1.5 Deduções à colecta e benefícios fiscais 2

3 Agenda 2. IRC 3. IS 2.1 Tributação de dividendos 2.2 Créditos incobráveis 2.3 Tributação autónoma 2.4 Benefícios fiscais - resultado da liquidação 2.5 Dedução dos prejuízos fiscais Taxas de retenção na fonte 4. Obrigações declarativas e acessórias 4.1 Armazenamento informático 4.2 Nova declaração Modelo 22 e IES 3

4 Fiscalidade pessoal 1.1 Alterações das taxas - Gerais Actualização dos escalões à taxa aproximada de 2,2% 2% 11,08% - 45,88% para 11,50% - 46,50% Rendimento Taxas 2010 Rendimento Colectável Taxas 2011 (em euros) (em %) (em euros) (em %) 2010 Normal Média 2011 Normal Média Até ,08 11,080 Até ,50 11,500 De até ,58 11,927 De até ,00 12,348 De até ,08 19,179 De até ,50 19,599 De até ,88 28,053 De até ,50 28,586 De até ,38 30,944 De até ,00 31,504 De até ,88 31,667 De até ,50 32,231 De até ,88 38,049 De até ,50 38,645 Superior a ,88 - Superior a ,50-4

5 Fiscalidade pessoal 1.1 Alterações das taxas - Liberatórias Alargamento da taxa de 21,5% - juros e outras formas de remuneração Suprimentos Devidos pelo facto de os sócios não levantarem os lucros colocados à sua disposição Taxa de 30% por retenção na fonte - rendimentos sujeitos a taxas liberatórias quando pagos ou colocados à disposição em contas abertas em nome de um ou mais titulares, tu mas por conta de terceiros não identificados Aplicação da taxa de 21,5% quando beneficiário efectivo está identificado 5

6 Fiscalidade pessoal 1.1 Alterações das taxas - Especiais Rendimentos de capitais auferidos no estrangeiro por sujeitos passivos residentes em Portugal, devidos por entidades não residentes e sem agente pagador em Portugal Taxa de 21,5% 6

7 Fiscalidade pessoal 1.2 Outros rendimentos Valor de Aquisição no exercício da opção de compra prevista em contratos de locação financeira imobiliária VA = Capital incl na renda + Valor pago em dto opção VA = V. aq. dos imóveis adquiridos mediante o exercício do direito de opção no termo da vigência do contrato de locação financeira (leasing) Cap incl rendas = Capital incluído nas rendas pagas na vigência do contrato Valor pago em dto opção = Valor pago no exercício do direito de opção de compra líquido de encargos 7

8 Fiscalidade pessoal 1.3 Dedução específica - Categoria A Indexadas ao valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS) Regime transitório - Indexação à Retribuição Mínima Mensal Garantida (RMMG) para 2010 (475 ), até que o IAS atinja este montante Limite geral para 2011: Excepções: Quando contribuição para a Segurança Social for superior Elevação para quando resultado da diferença de quotizações para ordens profissionais ou de importâncias pagas e não reembolsadas relativas a despesas de formação profissional 8

9 Fiscalidade pessoal 1.4 Reporte de perdas - Categorias B, F e G Categoria B - Reporte de Perdas Redução para 4 anos Categoria F - Reporte de Perdas Redução para 4 anos Categoria G - Reporte de Perdas Redução para 4 anos Imóveis e direitos sobre imóveis Propriedade Intelectual ou Industrial 9

10 Fiscalidade pessoal 1.5 Deduções à colecta e benefícios fiscais Deduções à colecta Benefícios fiscais OE2011 Acordo PS - PSD OE 2011 Até 4, Sem limite Sem limite Sem limite Desde 4, até 7, Sem limite Sem limite Sem limite Desde 7, até 18, Desde 18, até 42, Desde 42, até 61, % do rendimento colectável com o limite de % do rendimento colectável com o limite de % do rendimento colectável com o limite de 1050 Sem limite Sem limite Sem limite Desde 61, até 66, % do rendimento colectável com o Sem limite limite de 1100 Desde 66, até 153, % do rendimento colectável com o 1.666% do rendimento colectável com o limite de 1100 limite de Superior a 153, Limite de 1100 Limite de Nota: Deduções à colecta - inclui encargos com despesas de saúde, educação/formação, imóveis e lares. Benefícios fiscais - inclui contribuições para fundos de pensões, PPR s e regime público de capitalização, encargos com energias renováveis; seguros de saúde e donativos. 10

11 2.1 Tributação de dividendos Isenção integral passa a depender da detenção de uma participação de pelo menos 10% no capital da sociedade que distribui os lucros, independentemente do valor de aquisição da participação ser ou não de pelo menos Euros 20 milhões; Retenção na fonte sobre a distribuição de dividendos se a participação for inferior i 10%, ainda que o valor de aquisição i seja de pelo menos Euros 20 milhões; Deixa de ser possível a isenção parcial (50%) dos lucros recebidos (por exemplo, quando percentagens de participação inferiores a 10%). 11

12 2.1 Tributação dos dividendos O requisito de participação mínima de 10% passa a ser aplicável as SGPS; SGPS deixam de poder deduzir os rendimentos recebidos, quando provenham de lucros que não tenham sido sujeitos a tributação efectiva. Tributação efectiva? 12

13 2.1 Tributação de dividendos - consequências Regime do reinvestimento t de partes de capital A possibilidade de reduzir a 50% a tributação das mais-valias de partes de capital passa a depender da participação alienada corresponder a pelo menos 10% do capital, independentemente do valor de aquisição ser ou não superior a Euros 20 milhões. Dedutibilidade das menos-valias de partes de capital Menos-valias as e outras perdas relativas as a partes de capital deixam de ser dedutíveis na parte correspondente aos lucros que tenham beneficiado do regime da eliminação da dupla tributação nos últimos quatro anos. 13

14 2.1 Tributação de dividendos - consequências Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades d Deixa de ser possível corrigir a soma dos lucros tributáveis e dos prejuízos fiscais nas declarações individuais, pela parte dos lucros distribuídos entre as sociedades do grupo que se encontre incluída nas bases tributáveis individuais. 14

15 2.2 Créditos incobráveis Passam também a ser considerados como créditos incobráveis: Os reconhecidos por tribunal arbitral no âmbito de litígios emergentes da prestação de serviços públicos essenciais; e Os créditos, até Euros 750, que se encontrem prescritos nos termos do regime jurídico da prestação de serviços públicos essenciais. Sem prejuízo da manutenção da obrigação para efeitos civis, a dedutibilidade passa a estar dependente da existência de prova da comunicação cação ao devedor edo do reconhecimento e do gasto para a efeitos e fiscais, devendo o devedor reconhecer o montante em causa como proveito. 15

16 2.3 Tributação autónoma Taxas de tributação autónoma são agravadas em 10 p.p., se os sujeitos passivos apresentarem prejuízos fiscais nos exercícios a que os gastos se referem, relativamente a todos os encargos sujeitos a tributação autónoma. 16

17 2.3 Tributação autónoma - viaturas Viaturas ligeiras de passageiros ou mistas relativamente a encargos efectuados ou suportados (ainda que não dedutíveis): a) 10% (20% se tiver prejuízos fiscais) se o custo de aquisição for inferior ou igual ao definido por portaria: 2009 Euros , Euros ; Euros ; após Euros b) 20% (30% se tiver prejuízos fiscais) se o custo de aquisição for superior. 17

18 2.3 Tributação autónoma - viaturas Qual é o encargo suportado pelas Empresas? Contrato de locação efectuado em 2011 Renda mensal = Euros 800 Remuneração Custo + Segurança Social (23,75%) Utilização viatura Custo + TA (10% ou 20%*) * Assumindo que a Empresa não apresenta prejuízos fiscais no exercício de

19 2.3 Tributação autónoma - bónus Se > 25% rendimento anual e Se > Tib Tributação autónoma a 35% Excepção: diferimento do pagamento de mais de 50% por 3 anos ou mais, condicionado ao desempenho positivo da sociedade ao longo dos 3 anos. 19

20 2.4 Benefícios Fiscais - resultado da liquidação O IRC liquidado não pode ser inferior a 90% (75% anteriormente) do montante que seria apurado na ausência de benefícios fiscais/ regimes fiscais especiais. Não se consideram benefícios fiscais para este efeito: a) Os que revistam natureza contratual; b) SIFIDE; c) Benefícios fiscais às Zonas Francas e os que operem por redução de taxa; d) Criação de emprego/sgps/lucros / PALOP`s e Timor Leste. 20

21 2.5 Dedução dos prejuízos fiscais Redução do prazo de reporte dos prejuízos fiscais de 6 para 4 anos. 21

22 2.5 Dedução dos prejuízos fiscais No caso de sociedades comerciais que deduzam prejuízos fiscais em dois períodos de tributação consecutivos, a dedução, no terceiro ano, passa a depender da certificação legal das contas por Revisor Oficial de Contas (condições a definir por portaria do Ministro das Finanças). 22

23 2.6 Taxas de retenção na fonte Acréscimo para 21.5% (antes 20%) da taxa de retenção na fonte de: rendimentos de capitais auferidos por não residentes (e.g.,dividendos, juros); rendimentos auferidos na qualidade de membro de órgãos estatutários. Passam a ser tributados, à taxa de 30%, por retenção na fonte, a título definitivo, os rendimentos de capitais pagos ou colocados à disposição em contas abertas em nome de um ou mais titulares tu mas por conta de terceiros não identificados, excepto se identificado o beneficiário efectivo. 23

24 3. Imposto do Selo Suprimentos Abolição da condição de estabelecer um prazo inicial de um ano nos suprimentos feitos dos sócios às sociedades Antes do OE 2011: prazo não inferior a 1 ano e que não sejam reembolsados antes desse tempo 24

25 4. Obrigações declarativas e acessórias Armazenamento informático Arquivamento em suporte electrónico das facturas ou outros documentos com relevância fiscal emitidos pelo sujeito passivo, desde que processados por computador; Despesas com a aquisição de programas e equipamentos informáticos de facturação certificados, adquiridos em 2010 ou 2011, são gasto fiscal no exercício e c em que sejam suportadas. 25

26 4. Obrigações declarativas e acessórias Nova declaração Modelo 22 Maior detalhe dos montantes a acrescer ou a deduzir no Q07 (adaptação para as alterações ao CIRC consequentes do novo normativo contabilístico); Identificação dos prejuízos fiscais com transmissão autorizada; Campos para a Derrama Estadual e Pagamentos Adicionais por Conta. 26

27 4. Obrigações declarativas e acessórias Nova IES Maior detalhe na informação sobre relacionamentos com entidades relacionadas; Maior detalhe sobre os empréstimos e respectivos custos, discriminando entre partes relacionadas e terceiros; Maior detalhe na discriminação de rendimentos e ganhos com entidades relacionadas e não residentes. 27

28 Contactos Palácio Sottomayor Rua Sousa Martins, 1-4º Lisboa Tel: Fax: Jorge Figueiredo Francisca Gomes Esta comunicação é de natureza geral e meramente informativa, não se destinando a qualquer entidade ou situação particular, e não substitui aconselhamento profissional adequado ao caso concreto. A PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda. não se responsabilizará por qualquer dano ou prejuízo emergente de decisão tomada com base na informação aqui descrita. PricewaterhouseCoopers & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda Todos os direitos reservados. refere-se à rede de entidades que são membros da PricewaterhouseCoopers International Limited, cada uma das quais é uma entidade legal autónoma e independente.

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