NEWSLETTER Janeiro 2014 ORÇAMENTO DE ESTADO 2014

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1 NEWSLETTER Janeiro 2014 ORÇAMENTO DE ESTADO 2014

2 ORÇAMENTO DE ESTADO 2014 Índice 1. INTRODUÇÃO 3 2. IRC 4 3. IRS 8 4. SEGURANÇA SOCIAL IVA BENEFÍCIOS FISCAIS OUTROS 14

3 3 1. Introdução Lei do Orçamento de Estado (O.E.) para 2014 Lei n.º 83 C/2013, de 31 de Dezembro (Proposta de Lei 178/XII) Lei n.º 2/2014, de 16 de Janeiro (Proposta de Lei 175/XII Reforma do IRC) Entrada em vigor 1 de Janeiro de 2014

4 4 2. IRC Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas Limite à dedutibilidade de encargos financeiros Os gastos de financiamento líquidos (excepto banca e seguros) são dedutíveis até à concorrência do maior dos seguintes limites: (era de ); 30 % do EBITDA (com ajustamentos sugeridos) *. * Regime transitório artigo 192.º (60% do EBITDA em 2014) No entanto, os juros excedentes (e os não utilizados) podem ser usados nos 5 períodos seguintes com introdução da regra da caducidade (uso do reporte apenas após gastos do período) RETGS limites apurados Grupo-opção (era somente possível empresa a empresa) Taxa Redução da taxa normal, de 25% para 23% - já para 2014 (Taxa até aos 1.ºs lucro 17% - apenas para PME s) Encontra-se prevista a redução progressiva de taxa 21% em 2015 e entre 17 e 19% em 2016 (criada comissão de acompanhamento para avaliar a situação) Taxa de tributação autónoma 10% (custo aquisição for < ) 27,5% (custo aquisição for >= e < ) 35% (custo aquisição for >= ) (Novidade para 2014: O valor de referência é independente da data de aquisição)

5 5 Derrama Estadual Introdução de um novo escalão: 7% (Lucros > 35 M ) Participation exemption Novo regime fiscal com o principal objectivo de tornar o nosso sistema fiscal mais competitivo. Este regime traduz-se na não tributação dos lucros distribuídos e das mais/menos valias, desde que cumpridos os seguintes requisitos: Participação >= 5%; Período de detenção superior a 2 anos; A entidade detida seja sujeita a IRC, ou similar, e a taxa não seja inferior a 60% da taxa nominal de IRC; A entidade não esteja domiciliada numa jurisdição com regime claramente mais favorável ( offshore ). Regime de transparência fiscal Passam a ser abrangidas pelo regime as actividades previstas na lista em anexo ao CIRS, e se: 75% rendimento da sociedade provenha dessas actividades; Capital social detido por um máximo de 5 sócios; 75% do capital detido por profissionais da lista. Prejuízos fiscais Aumento do período de reporte de 5 para 12 anos; Reduzido o limite de 75% para 70% para dedução ao lucro; Algumas regras alteradas modificação do objecto e actividade (deixa de implicar a perda de prejuízos fiscais reportáveis), e outras exclusões para os 50% referentes à detenção de capital Liquidação de empresas Tratamento do ganho obtido: Rendimentos de capitais Mais-valias Regime de tributação simplificado Volume de negócios < e Activos totais < Base tributável: 4% vendas / prestações serviços 75% rendimentos lista CIRS (10% restantes) (com mínimo de 60% dos 485*14) Não sujeição a Tributações autónomas (excepto viaturas) e PEC

6 6 Outras alterações Simplificação de processos (substituição do requerimento por uma simples comunicação). Exemplos: adopção ano fiscal diferente, transferência de prejuízos fiscais; Re-domiciliação de sociedades para Portugal: data residente fiscal corresponde ao período inicial de tributação, e possibilidade de ser sujeita a uma exit-tax; Isenção de retenção na fonte sobre dividendos pagos no estrangeiro: alargada isenção a todos os países com Convenção desde que sujeitas a uma taxa mínima de 60% da taxa IRC; e passa de 10% para 5% a % de detenção e participação a 2 anos; Isenção para lucros de um estabelecimento estável localizado no estrangeiro: opção e desde que respeitada a taxa mínima de 60% da taxa IRC; Método de eliminação de dupla tributação internacional: possibilidade de reportar, por um período de 5 anos, o crédito não utilizado devido a insuficiência de colecta no ano em que o rendimento de fonte estrangeira é obtido e incluído na base; Amortizações e depreciações: não se devem considerar as despesas de desmantelamento e deverá ser deduzido o valor residual, ao valor depreciável; Regime de reinvestimento: alargado aos intangíveis, mas exclusão das propriedades de investimento. Exigindo-se a manutenção dos bens reinvestidos pelo período mínimo de um ano; Amortizações intangíveis: amortizar por 20 anos os intangíveis sem período de vida útil (idem para o reconhecimento dos rendimentos de subsídios); Grupos de sociedades: percentagem mínima de detenção passa de 90% para 75%; Custos dedutíveis: Limita-se a dedução dos gastos e perdas incorridos ou suportados (para obter ou garantir rendimentos) aos que se encontrem devidamente documentados (em substituição de serem comprovadamente indispensáveis para a realização de rendimentos); Registos contabilísticos e dossier fiscal: manter durante 12 anos (em vez de 10 anos); Estende-se a aceitação fiscal nos seguros de saúde e doença aos familiares dos colaboradores; Redução de capital social, apenas tributável quando exceda o valor de aquisição das respectivas partes de capital; PEC dedutíveis até ao 6.º ano e reembolso deixa de depender de inspecção fiscal; Contratos de construção: passa a ser aceite o método do lucro nulo; Prazo de entrega da declaração de alterações passa de 30 para 15 dias; As variações do justo valor de instrumentos de capital próprio, com preço formado em mercado regulamentado, apenas passam a ser relevantes fiscalmente se a participação no capital for inferior a 5%; As perdas por imparidade em créditos passam a incluir os juros;

7 7 A dedutibilidade dos créditos incobráveis deixa de ter como requisito a existência de prova de comunicação ao devedor do reconhecimento do gasto para efeitos fiscais; Preços de transferência: Presunção a partir de 20% (e não 10%); Prevista a possibilidade de ser reintroduzido um benefício fiscal à interioridade, e da introdução do regime de remuneração convencional do capital social (até 5% das entradas em dinheiro);

8 8 3. IRS Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares Seguros de saúde ou de doença Os seguros de saúde ou de doença pagos pelas entidades patronais em benefício dos seus trabalhadores, ou respectivos familiares, não constituem rendimento tributável em sede de IRS, desde que a atribuição dos mesmos revista carácter geral. Regime simplificado trabalho independente Aumentado o limite máximo dos rendimentos anuais para (era de ). Base tributável: 15% vendas / prestações serviços (era 20%) 75% rendimentos lista CIRS (10% restantes) Sobretaxa Mantida a sobretaxa de 3,5% a aplicar sobre rendimentos que excedam o valor do salário mínimo (485 ). Dedução à colecta de 2,5% SMN por cada dependente não sujeito passivo de IRS Objecto de retenção mensal à taxa de 3,5% Taxas de tributação autónoma Sujeitos passivos com contabilidade organizada passam a estar sujeitos a TA: Despesas de representação e viaturas ligeiras (< ) 10% Despesas viaturas ligeiras (>= ) 20% Mais-valias Passam a ser mais-valias os ganhos obtidos resultantes da extinção ou entrega de partes sociais das sociedades fundidas, cindidas ou adquiridas na sequência das operações que lhe deram lugar. Idem para os resultados da partilha (anteriormente rendimentos de capitais categoria E)

9 9 Deduções à colecta Nos casos de divórcio e separação, em que as responsabilidades sejam repartidas pelos progenitores, as deduções à colecta passam apenas a abranger os menores. Pagamentos por conta Clarificação da fórmula prevista no artigo 102.º do CIRS. C colecta do penúltimo ano, líquida das deduções à colecta, com excepção das referentes à dupla tributação internacional. Retenção na fonte Categorias B, E e F 25% Pagamentos a entidades não residentes simplificação dos procedimentos para dispensa de retenção na fonte Procedimento alternativo à obrigação de obtenção de formulário 21 RFI (ou 24 RFI), devidamente certificado pelas autoridades fiscais do país da residência do beneficiário: Provando a verificação dos pressupostos através de: Formulário de modelo devidamente certificado pelas autoridades do país do beneficiário; ou Documento que ateste a residência fiscal e sujeição a imposto.

10 10 4. Segurança Social IAS O Indexante de Apoios Sociais mantém-se nos 419,22 MOE Os MOE passam a ter que fazer contribuições sobre a totalidade da respectiva remuneração (caindo o limite máximo das 12* IAS) Clarificação do conceito de regularidade Adicionado outro requisito: frequência igual ou inferior a 5 anos Comunicação da admissão de colaboradores Obrigatória a comunicação da admissão através do sítio da internet da SS (excepção para os trabalhadores do serviço doméstico) Declaração de remunerações Deixa de ser possível a sua entrega em papel Ajudas de custo e outros abonos relacionados Deixam de estar sujeitas a contribuições pelas regras de sujeição do IRS, e passam a estar sujeitas quando excedam os limites legais Trabalhadores independentes Entidade contratante apenas para os que se encontrem sujeitos à obrigação de contribuir e tenham um rendimento anual igual ou superior a 6 * IAS Declaração anual de actividade apenas obrigatório para os sujeitos ao cumprimento da obrigação Passam a estar isentos de contribuir quando, num ano, os rendimentos sejam inferiores a 6 * IAS Possibilidade de requerer a aplicação de um escalão de base de incidência diferente do aplicável (dois imediatamente superiores ou inferiores)

11 11 5. IVA Regime de caixa Exigibilidade - IVA é devido no momento do recebimento total ou parcial do preço, pelo montante recebido Direito à dedução Nasce na data da emissão da factura (para os sujeitos passivos não abrangidos pelo regime, relativamente às aquisições a sujeitos passivos abrangidos pelo regime) Operações financeiras dispensa de obrigação de emissão de facturas Dispensa do cumprimento da obrigação de facturação os sujeitos passivos relativamente às operações isentas ao abrigo do artigo 9.º, alíneas 27.º e 28.º (operações bancárias e seguros) quando o adquirente esteja estabelecido na União Europeia e seja um sujeito passivo de IVA Regularização de IVA nos créditos cobrança duvidosa e incobráveis A dedução do IVA relativa a créditos incobráveis (execução, insolvência, revitalização e SIREVE), exclui a possibilidade de dedução nos termos dos créditos de cobrança duvidosa Redução de 4 para 2 anos para dedução do IVA dos créditos: Cobrança duvidosa em mora + 6 meses Incobráveis O sujeito passivo deve comunicar ao adquirente a anulação total ou parcial do imposto IPSS e Santa Casa da Misericórdia Possibilidade de dedução de 50% do IVA suportado em: Aquisições de bens ou serviços relacionados com a construção, manutenção e conservação de imóveis utilizados na prossecução dos fins estatutários Aquisição de bens e serviços relativos a elementos do activo imobilizado corpóreo sujeitos a deperecimento utilizados única e exclusivamente na prossecução dos fins estatutários

12 12 Alteração do regime bens em circulação (DL n.º 198/2012) Exclusões do regime: Bens provenientes aquicultura Bens que se destinem à produção agrícola, pecuária e afins Resíduos Bens a entregar aos utentes pelas IPSS Bens recolhidos no âmbito de campanhas solidariedade social (Org. sem fins lucrativos) Documentos de transporte: Globais factura simplicada pode ser utilizada como documento de transporte comprovativo das entregas efectivas dos bens Saída de bens a incorporar em prestações de serviços registada em folha de obra ou documento equivalente processado por via: electrónica programa informático certificado software interno portal das finanças papel tipográfico Processamento DT: Remetentes dos bens; Por 3.ºs, em nome e por conta do remetente, desde que haja acordo prévio; Por outros SP, quando os bens em circulação sejam objecto de prestação de serviços por eles efectuada. Apreensão dos bens em circulação (e veículos transporte): Deixa de ser aplicável quando ocorra falta de emissão ou imediata exibição do DT, ou quando ocorram omissões ou inexatidões praticadas nos DT

13 13 6. Benefícios fiscais Fundos de investimento Reduzidas para metade as taxas de IMT e IMI, sobre imóveis detidos (actualmente são isentas) Benefício ao reinvestimento de lucros e reservas (PME s) Dedução à colecta, até ao limite de 10% dos lucros retidos que sejam reinvestidos em activos elegíveis no prazo de 2 anos Os activos elegíveis excluem terrenos, edifícios não afectos à actividade, viaturas ligeiras e artigos de conforto Benefício afecto a reserva especial (distribuível após 5.º ano) SIFIDE II Estende-se o prazo do Sistema até 2020 Diversas alterações no programa, ao nível de despesas elegíveis e limitações As despesas que, por insuficiência de colecta, não possam ser deduzidas no exercício em que foram incorridas poderão sê-lo até ao 8.º exercício imediato (era de 6 anos)

14 14 7. Outros IMI e IMT Isenção IMI para hospitais e unidades saúde (Entidades Públicas Empresariais). Reclamação matrizes apenas a partir do 3.º ano Taxas 0,5% a 0,8% não contempladas para prédios urbanos Impostos Especiais de Consumo Aumento da taxa sobre cerveja e bebidas espirituosas Imposto sobre o tabaco estendido ao tabaco para cachimbo de água, folhas de tabaco. Aumento das taxas para charutos e cigarrilhas Imposto do selo Passou a estar consagrado na Lei que a declaração anual deverá discriminar o valor das operações isentas deste imposto Derrogação da isenção de imposto para a generalidade das operações financeiras com sócios estabelecidos em território sujeito a regime fiscal privilegiado Terrenos para construção > 1 M (VPT) passam a pagar 1% IUC Aumento generalizado das taxas Previsto um adicional para os veículos a gasóleo (Categorias A e B) Autorizações legislativas Alteração das regras de localização aplicáveis aos serviços de telecomunicações, radiodifusão, televisão ou serviços via electrónica Imposto sobre as transacções financeiras (em sede de imposto de selo)

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