Posters. 20 º Congresso de Obstetrícia e Ginecologia. Ginecologia

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1 20 º Congresso de Obstetrícia e Ginecologia Posters Ginecologia 0025 ENDOMETRIOSE E TUMORES MUCINOSOS DO APÊNDICE UMA ASSOCIAÇÃO? A PROPÓSITO DE 2 CASOS CLÍNICOS Joana Sampaio 1, Lucinda Calejo 2, Sandra Soares 2, Sónia Sousa 2, Pedro Xavier 2 1. Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, Hospital Pedro Hispano, Matosinhos, Portugal 2. Serviço de Ginecologia e Obstetrícia - Unidade de Medicina da Reprodução, Hospital São João, Porto, Portugal Introdução: A Endometriose caracteriza-se por glândulas e estroma endometrial em localização extrauterina. A localização mais frequente dos implantes é pélvica, podendo ocorrer praticamente em qualquer localização. A prevalência global ronda os 6-10%. O envolvimento apendicular é raro, ocorrendo em 2,8-4,1% dos casos de endometriose gastrointestinal. A maioria destas situações é assintomática, podendo manifestar-se como perfuração, invaginação ou apendicite. Diversos tipos de metaplasia podem ocorrer no epitélio endometrial. O tipo mais frequente ocorre nas lesões ováricas (tipo endocervical). Recentemente surgiram relatos de metaplasia intestinal em focos de endometriose apendicular, que histologicamente mimetizam as neoplasias bem diferenciadas do apêndice. Casos Clínicos: CASO 1: 30 anos, primigesta, endometriose e infertilidade 1ª. Gestação atual pós-fiv, com diagnóstico de apendicite aguda às 29 + semanas. Submetida a apendicectomia McBurney sem intercorrências. Exame histológico demonstrou apêndice com sinais de apendicite aguda, focos de endometriose e lesão sugestiva de neoplasia mucinosa de baixo grau do apêndice. CASO 2: 29 anos, nuligesta, infertilidade 1ª. Laparoscopia diagnóstica com exérese de lesões de endometriose vesical, ovárica e retovaginal. Durante a intervenção constatou-se presença de apêndice aumentado, pelo que se procedeu a apendicectomia. Exame histológico revelou aspectos sugestivos de endometriose e neoplasia mucinosa de baixo grau do apêndice. Discussão/Conclusão: A endometriose apresenta uma expressão clínica variável, tornando o seu diagnóstico difícil, principalmente quando a sua localização e apa- rência histológica são atípicas. Até à data estão descritos alguns casos cuja evidência sugere a ocorrência de metaplasia intestinal mucinosa em focos de endometriose do apêndice. Esta situação levanta um importante dilema diagnóstico com uma situação potencialmente mais grave. A mimetização das neoplasias mucinosas de baixo grau do apêndice pode ser uma forma peculiar de apresentação, que deverá considerada na avaliação de neoplasias do trato intestinal feminino, particularmente em mulheres com história de endometriose UTILIZAÇÃO DE PRÓTESES NO TRATAMENTO DO PROLAPSO DOS ORGÃOS PÉLVICOS EXPERIÊNCIA DE 4 ANOS Sofia Estevinho 1, Fernanda Santos 2, Isabel Duarte 2, António Santiago 2, José Correia 2 1. Hospital de Santarém, Santarém, Portugal 2. Centro Hospitalar Leiria, Leiria, Portugal Introdução: Prolapso dos Órgãos Pélvicos (POP) divide-se em prolapso de 3 compartimentos: anterior, apical ou posterior. A utilização de próteses na correção dos defeitos do pavimento pélvico tem sido progressivamente mais utilizada pela menor taxa de recidiva, embora esteja associada a complicações como erosão ou infeção. Objetivo: avaliar os resultados obtidos no tratamento cirúrgico do POP com próteses no Centro Hospitalar de Leiria- Hospital de Santo André E.P.E. (CHL). Material e Métodos: Estudo observacional, analitico, transversal e retrospetivo de 54 mulheres submetidas a correção cirúrgica de POP, com colocação de prótese, entre Janeiro de 2009 e Janeiro de Software: SPSS v Testes estatísticos: Chi-Quadrado; Kruskal-Wallis (p<0,05) Resultados: A idade média na cirurgia foi de 64 anos [51-85], sendo que todas as senhoras estavam em menopausa [37-58 anos], 39 casos tinham patologia médica associada e 14 casos tinham cirurgia ginecológica anterior (histerectomia vaginal e abdominal). À exceção de um caso (nulípara), todas tiveram partos vaginais. Foram realizadas 40 correções do compartimento anterior, 4 do compartimento posterior e 10 correções envolvendo os três compartimentos; em 33 casos foi Acta Obstet Ginecol Port 2014;8(suplemento):

2 efetuada cirurgia simultânea (22 TVT-O+ 11 CPP). Não ocorreram complicações intra-operatórias. A duração média do seguimento pós-operatório foi de 20 meses [1-60 meses]. No follow-up, consideraram-se melhoradas 35,2% e curadas 57,4%. Verificaram-se como complicações a extrusão da prótese em 1 caso (1,9%), contração em 2 (3,7%) e exposição em 3 (5,6%). Observaram-se ainda 3 casos (5,6%) de recidivas de colpocelo posterior 2º grau. Verificou-se relação estatisticamente significativa entre o tipo de cirurgia e as complicações encontradas (p<0.05). Conclusão: Os resultados obtidos demonstram uma taxa de sucesso 83,3% e uma taxa de complicações de 16,7%. É necessário, no entanto, um maior número de doentes, para se poder afirmar com clareza a eficácia desta técnica cirúrgica e a percentagem das complicações a ela associadas AFERIÇÃO DE PROGRAMA DE RASTREIO DO CANCRO DO COLO DO ÚTERO Telma Esteves, Ana Rita Codorniz, Anabela Ramos, Isabel Campião, Célia Rodrigues, Joaquim Carvalho Hospital do Espírito Santo de Évora, EPE, Évora, Portugal Introdução: O cancro do colo do útero (CCU) é a terceira neoplasia mais frequente na mulher. Cerca de 99,7% dos casos estão associados a infecção pelo Papilomavírus humano (HPV). A sua incidência e mortalidade podem ser reduzidas pela implementação de um rastreio citológico organizado. Em Janeiro/2008 a Administração Regional de Saúde do Alentejo implementou um Programa de Rastreio - BARCCU, dirigido às mulheres (com anos) inscritas nos Centros de Saúde (CS) do Alentejo. Objectivo: Aferir os resultados do BARCCU no Hospital do Espírito Santo. Metodologia: Estudo retrospectivo de todas as alterações citológicas com critérios de referenciação hospitalar, entre Abril/2010 e Dezembro/2013. Resultados: Das 347 citologias alteradas, as alterações mais frequentes foram LSIL (39,5%), ASC-US (39,2%), HSIL (9,2%), ASC-H (6,3%) e AGC (3,5%). A média de idades foi 37,3 (±8,9) anos. Detectaram-se 39 genótipos (13 de alto risco e 11 de baixo) de HPV em 198 citologias, sendo mais frequentes o 16, 31, 53, 51, 52 e 58 (alto risco). Verificou- -se a seguinte quantidade de genótipos presente/utente: 47,5%, um só; 33,3% dois; 11,1% três; 6,6% quatro; 1,5% cinco. 289 mulheres compareceram em consulta hospitalar (83%); 94 repetiram inicialmente a citologia, concordante com a anterior em 34%. A colposcopia (realizada a todas) foi anormal em 62,3%: das 180 biópsias houve discordância citológica-histológica em 82 (9 lesões mais graves na histologia). Os resultados histológicos foram: 1 adenocarcinoma, 4 carcinomas pavimento-celular; 24 neoplasias intracervicais (CIN) I, 19 CIN II e 24 CIN III. Não houve associação entre presença ou genótipo de HPV e histologia. Quanto ao encaminhamento, 10 mulheres abandonaram a consulta, 48 tiveram alta, 15 realizaram tratamento conservador (criocoagulação/conização) e, adicionalmente, 23 foram referenciadas ao Instituto Português de Oncologia. As restantes mantêm-se em consulta. Conclusões: Apesar de algumas falhas, as taxas de detecção de lesões neoplásicas/pré-neoplásicas justificam a manutenção de programas de rastreio TROMBOSE DA VEIA OVÁRICA MIMETIZAÇÃO DE ABDÓMEN AGUDO Patrícia Alves, Patrícia Correia, Joana Lisboa, Daniela Freitas, Cátia Carnide, Osvaldo Moutinho Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal Introdução: A trombose da veia ovárica (TVO) é uma complicação rara mas potencialmente fatal, que afeta maioritariamente as puérperas. Apresentação do Caso Clínico: Mulher de 32 anos, admitida por dor abdominal intensa na fossa ilíaca esquerda (FIE) e febre. Antecedentes de interrupção médica da gravidez às 20 semanas dois meses antes, seguida de duas curetagens cirúrgicas, por retenção de restos placentares após a expulsão e por hemorragia vaginal com cheiro fétido 2 meses após. Clinicamente apresentava-se com abdómen agudo. Ao exame ginecológico revelou metrorragia e dor à mobilização do colo uterino. Ecograficamente revelou cavidade uterina com imagem compatível com hematometra. Analiticamente apresentava a proteína C reativa aumentada. Após exclusão de possíveis causas de abdómen agudo, realizou tomografia computorizada (TC) com contraste endovenoso que demonstrou «trombose da veia ovárica esquerda». Foi iniciado tratamento com enoxaparina, antibioterapia endovenosa e analgesia, tendo tido alta medicada com hipocoagulação oral. Discussão: A TVO tem como fatores de risco o pós- 34 Acta Obstet Ginecol Port 2014;8(suplemento):33-110

3 -parto, a doença inflamatória pélvica, a cirurgia ginecológica e a malignidade. O quadro clínico caracteriza-se por dor pélvica ou no flanco, massa palpável, febre e leucocitose na primeira semana pós-parto ou cirurgia. A TC com contraste endovenoso é o meio de diagnós tico ideal. A incidência desta patologia é de 0,05-0,18% nas gestações, sendo em 80-90% à direita. A mortalidade é de cerca de 5%, maioritariamente por tromboembolismo pulmonar. No caso apresentado encontram-se fatores de risco, como a gravidez prévia, o esvaziamento uterino cirúrgico e uma infeção subsequente, com o comprometimento menos comum à esquerda. O tratamento realizado está de acordo com o descrito na literatura. Conclusão: A TVO é uma patologia rara e de difícil diagnóstico de abdómen agudo, que ocorre principalmente no puerpério e que deve ser suspeitada no pós- -parto perante um quadro de dor abdominal nos quadrantes inferiores e febre CANCRO DO COLO DO ÚTERO E GRAVIDEZ REVISÃO DE 9 CASOS Catarina Castro 1, Catarina Lopes 2, Margarida Bernardino 3, Isabel Santana 3, Ana Francisca Jorge 3 1. Centro Hospitalar de Lisboa Norte - Hospital de Santa Maria, Lisboa, Portugal 2. Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal 3. Instituto Português de Oncologia de Lisboa - Francisco Gentil, Lisboa, Portugal Introdução: O cancro do colo do útero é o cancro ginecológico mais frequentemente diagnosticado durante a gravidez, sendo, no entanto, uma entidade rara (0,1-12/10000 gestações). A terapêutica deve ser individualizada, considerando o estádio da doença, a idade gestacional e o desejo da doente. Objectivo: Revisão dos casos de cancro do colo do útero diagnosticados durante a gravidez, tratados na nossa instituição. Métodos: Estudo retrospectivo das doentes com diagnóstico de cancro do colo do útero durante a gravidez, entre Janeiro de 1996 e Dezembro de 2013, que foram tratadas na nossa instituição. As variáveis analisadas incluíram: idade da doente, idade gestacional, paridade, desfecho da gravidez, idade gestacional no parto, peso e Índice de Apgar do recém-nascido, estádio da doença, tratamento, histologia, persistência ou recidiva tumorais e morte. Resultados: Foram avaliados 9 casos, com um período médio de vigilância de 5 anos. A idade média das doentes foi de 35 anos e a idade gestacional média no diagnóstico de 19 semanas. Em 2 casos foi efectuada interrupção médica da gravidez e as doentes submetidas a tratamento com quimioterapia e radioterapia (ambas Estadio IIB). Ambas as doentes apresentaram persistência tumoral. Verificou-se uma morte. As restantes doentes (Estadio IB1-n=5 e IB2-n=2) foram submetidas a histerectomia radical tipo Piver III e linfadenectomia pélvica bilateral pós-parto. A idade gestacional média no parto foi de 34 semanas. Em um caso foi efectuada quimioterapia durante a gravidez. Foi necessário tratamento adjuvante em 3 casos e verificou-se persistência tumoral em 1 caso. Todos os recém-nascidos tiveram um desenvolvimento normal. Conclusões: O diagnóstico de cancro cervical na gravidez implica uma abordagem multidisciplinar. Adiar o tratamento definitivo com o objectivo de prosseguir a gestação pode implicar um risco acrescido de progressão tumoral, no entanto, de acordo com os nossos dados, poderá ser uma opção segura num estádio precoce da doença DOENÇA DE PAGET DA VULVA A EXPERIÊNCIA DO INSTITUTO PORTUGUÊS DE ONCOLOGIA DE LISBOA- FRANCISCO GENTIL Catarina Castro 1, Catarina Lopes 2, Isabel Santana 3, Margarida Bernardino 3, Ana Francisca Jorge 3 1. Centro Hospitalar de Lisboa Norte - Hospital de Santa Maria, Lisboa, Portugal 2. Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal 3. Instituto Português de Oncologia de Lisboa - Francisco Gentil, Lisboa, Portugal Introdução: A doença de Paget da vulva é uma lesão epitelial rara (1-5% das neoplasias vulvares). Em cerca de 20% dos casos associa-se a carcinoma invasivo, habitualmente adenocarcinoma. O tratamento da doença é cirúrgico, sendo elevada a taxa de recidiva. Objectivo: Avaliar o desfecho clínico das doentes com doença de Paget da vulva tratadas na nossa instituição. Métodos: Estudo retrospectivo que incluiu todas as doentes com diagnóstico de doença de Paget da vulva tratadas entre Janeiro de 1995 e Dezembro de As variáveis analisadas incluíram: idade da doente no diagnóstico, sintomatologia, aspecto, localização, dimensão, bilateralidade e multifocalidade da lesão, tratamento, complicações, histologia, margens da peça operatória, necessidade de tratamento adjuvante e per- Acta Obstet Ginecol Port 2014;8(suplemento):

4 sistência ou recidiva tumorais. Resultados: Foram avaliados 25 casos de doença de Paget da vulva. A idade média das doentes no diagnós - tico foi de 68 anos e o sintoma mais frequente o prurido vulvar. As lesões eram maioritariamente unilaterais (n=18) e unifocais (n=19). A dimensão média da lesão era de 4,5 cm(2-10 cm). O tratamento consistiu em: excisão local (n=3), vulvectomia simples e plastia(n=22). Verificaram-se 4 casos de necrose do enxerto vulvar e um de hematoma vulvar com necessidade de re-intervenção cirúrgica. A avaliação histológica demonstrou a associação com adenocarcinoma em 6 casos e a margem cirúrgica foi positiva em 19 doentes. Foi efectuado tratamento adjuvante com quimioterapia e radioterapia em 2 casos. O período médio de vigilância foi de 6 anos (6 meses-17 anos) e a taxa de recidiva da doença de 37%. Conclusão: A série da nossa instituição reporta o maior número de casos de doença de Paget da vulva descritos em Portugal, estando os resultados de acordo com a literatura internacional. Dado a elevada taxa de recidiva, mesmo após tratamento cirúrgico ótimo, é fundamental um prolongado período de vigilância ENDOMETRIOSE NA CÚPULA DIAFRAGMÁTICA UMA LOCALIZAÇÃO INCOMUM Filipe Bacelar, S. Câmera, Patrícia Silva, Hugo Gaspar, Manuel Pontes, F. Santos Hospital Dr. Nélio Mendonça, Funchal, Portugal PCTM, 22 anos, sexo feminino, antecedentes pessoais de alergias medicamentosas múltiplas (seguida em Imuno-Alergolo gia), menarca aos 12 anos, ciclos irregulares/7-10 dias/dismenorreicos, sem anticon - cepção oral, G0P0, recorreu ao serviço de urgência por quadro com 2 dias de evolução de dor no hipocôndrio direito com agravamento progressivo, desde o início do cataménio. Refere episódios semelhantes desde há 5 anos. Ao exame objetivo, apresentava-se apirética, escleróticas anictéricas, palpação do hipocôndrio direito dolorosa, sem defesa. Analiticamente, sem alterações. Ecografia abdominal superior com vesícula biliar de paredes finas com septação completa a nível do infundíbulo. Por ausência de melhoria com analgesia instituída e dúvida diagnóstica, foi submetida a laparoscopia exploradora onde foram verificados focos de endometriose no hipocôndrio direito, na cúpula diafragmática, com aderências hepáticas e outros focos pélvicos a nível útero-anexial. Verificou-se também hemoperitoneu em pequena quantidade. Resultado histológico das biópsias efetuadas confirmou o diagnóstico de endometriose. Presentemente, a doente é seguida em consulta de Ginecologia, medicada com anticonceptivo oral cíclico Discussão: Endometriose na cúpula diafragmática é uma situação rara e constitui um desafio no diagnóstico diferencial de dor abdominal, devendo ser considerada na presença de doentes em idade reprodutiva, com dor cíclica na altura do cataménio. As opções terapêuticas são a analgesia, terapêutica hormonal (anticonceptivos orais cíclicos ou contínuos, progestativos isolados e outros) e a terapêutica cirúrgica (abordagem laparoscópica recomendada) FIBROMIOMA PARASITA, UM DIAGNÓSTICO DIFÍCIL Catarina Vasconcelos, Sofia Aguilar, Lina Redondo, Ana Fatela, Carlos Barros, Carlos Marques Maternidade Dr. Alfredo da Costa, Lisboa, Portugal Introdução e Objectivos: O fibromioma (FM) uterino é classificado de acordo com a sua localização anatómica. Os FM parasitas, são FM subserosos que adqui rem vascularização de outros órgãos intra-abdominais, perdendo a irrigação do útero. São raros e difí - ceis de diagnosticar. Deste modo, torna-se importante compreender e reconhecer a evolução clínica destes. Metodologia: descrição e avaliação de um caso clínico de dor abdominal aguda, que ocorreu no Serviço de Ginecologia. Caso Clínico: Mulher de 45 anos, com antecedentes de apendicectomia, útero miomatoso e dismenorreia secundária. Recorreu ao Serviço de Urgência (SU) por quadro clínico de dor abdominal aguda tipo cólica, localizada no hipogastro e fossa ilíaca direita (FID), com 3 dias de evolução. À observação apresentava dor à palpação profunda do hipogastro e FID, sem reacção peritoneal, e dor à mobilização do útero. Ecograficamente, foi identificada imagem compatível com formação quística hemorrágica com 4cm do ovário direito, líquido no fundo-de-saco posterior (90ml 3 ). Analiticamente, apresentava anemia ligeira e estável (Hb: 9,6g/dl) e PCR a aumentar. Urina II e DIG negativos. Manteve-se clinicamente estável, sendo internada no Serviço de Ginecologia. Repetiu ecografia, onde foi identificado um nódulo (fibromioma subseroso), pediculado e sem vascularização, no fundo uterino e à direita, com 104 x 84 x 58mm. Apresentava 36 Acta Obstet Ginecol Port 2014;8(suplemento):33-110

5 CA125 aumentado (82,3 U/mL). Foi operada ao 5ºdia de internamento por suspeita de FM em torção e por ausência de melhoria clínica. Verificou-se a presença de FM parasita, aderente ao epiplon, cólon e ligamento redondo direito. Fez-se excisão da massa, omentectomia parcial (área aderente ao FM) e histerectomia total abdominal com anexectomia bilateral, por desejo da utente. Teve alta ao 3º dia pós-operatório medicada com ferro oral (hb: 8,0g/dl). Conclusão: Este caso, representa a atipia do quadro clínico e a dificuldade no diagnóstico para uma decisão terapêutica adequada AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO E DOS PRINCIPAIS FACTORES DE RISCO ASSOCIADOS, NUMA AMOSTRA DA POPULAÇÃO PORTUGUESA: RESULTADOS PRELIMINARES DE UM ESTUDO PROSPECTIVO Ana Gomes da Costa, Joaquim Neves, Anabela Colaço, Ana Candeias, Carlos Calhaz Jorge CHLN Hospital Universitário de Santa Maria, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, CAM - Centro Académico de Medicina de Lisboa, Lisboa, Portugal Introdução: A persistência do papilomavírus humano (HPV) é a principal causa de cancro cervical e lesão intraepitelial. Mulheres com genotipagem HPV de alto risco (HPV-AR) negativa têm risco reduzido para neoplasia cervical, contrariamente àquelas com genotipagem positiva. Objectivos: Determinação da prevalência do HPV- -AR e dos principais factores de risco numa amostra de conveniência da população portuguesa. Metodologia: Estudo prospectivo (Novembro2012 a Abril2014) de mulheres entre os anos que efectuaram rastreio do cancro do colo do útero. Realizou- -se citologia e detecção do HPV para 14 tipos de HPV-AR, isolando-se o HPV16 e 18 e outros HPV- -AR. Analisaram-se os seguintes parâmetros: idade, paridade, idade da menarca, idade de início de vida sexual (ivs), número de parceiros sexuais, utilização de contraceptivos orais combinados e tabagismo. Resultados e Conclusões: Foram incluídas 470 mulheres (mediana da idade: 37 anos) das quais 48 apresentaram genotipagem HPV-AR positiva (HPV16: 9; HPV16/outros HPV-AR: 1; HPV18/outros HPV- -AR: 2; outros HPV-AR: 36). Neste grupo, a ivs foi mais precoce (17 vs. 19 anos, p<0,001), o número de parceiros sexuais foi superior (3 vs. 1, p<0,001) bem como a incidência de tabagismo (46,3% vs. 21,4%, p<0,001) e de alterações na citologia, (27,0% vs. 1,7%, p<0,001). Os restantes parâmetros avaliados não revelaram significância estatística. Identificaram-se cinco casos de citologia com lesões de alto grau (HSIL) no grupo com genotipagem HPV-AR positiva. A análise de regressão logística mostrou contribuição independente das variáveis ivs [OR 0,84 (95% IC, 0,71-0,98)] e tabagismo [OR 4,0 (95% IC, 1,73-9,21)]. Na amostra estudada, 10,2% das mulheres apresentaram infecção por HPV-AR, e destas, 27,1% apresentaram citologia alterada. O tabagismo e a idade de ivs foram os factores de risco mais importantes. Estes resultados preliminares corroboram dados recentemente publicados e sugerem a importância da inclusão do teste HPV-AR no rastreio do cancro cervical em mulheres entre os anos. 20º CONGRESSO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA Centro de Congressos Altis, Lisboa 2 a 5 Outubro 2014 Acta Obstet Ginecol Port 2014;8(suplemento):

6 20º CONGRESSO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA Centro de Congressos Altis, Lisboa 2 a 5 Outubro EXPRESSÃO DE GENES DE BAIXA PENETRÂNCIA NO PROGNÓSTICO DO CANCRO DA MAMA, NA POPULAÇÃO DA BEIRA INTERIOR José Fonseca-Moutinho 2, João Godinho 1, Luisa Granadeiro 1, Ana Ramalhinho 1 1. Faculdade de Ciências da Saúde, Covilhã, Portugal 2. Centro Hospitalar Cova da Beira, Covilhã, Portugal Introdução: O cancro da mama é uma patologia em que o património genético representa um papel importante. No entanto, mutações que conferem alto risco para esta doença, apenas explicam uma diminuta porção dos casos. Genes de baixa penetrância evidenciam um importante papel na suscetibilidade e têm sido alvo de estudo nas diversas populações. Trabalhos desenvolvidos pelo nosso grupo, na população que o Centro Hospitalar Cova da Beira abrange, apontaram para uma associação entre polimorfismos de genes de baixa penetrância e cancro da mama. São eles CYP19A1 Trp39Arg (T/C), GSTT1 null e GSTM1 null. Material e Métodos: Realizámos um trabalho do tipo caso-controlo, em que abordámos uma amostra de 37 mulheres pertencentes à população do Centro Hospitalar Cova da Beira. Foi estudado se o polimorfismo, CYP19A1 Trp39Arg (T/C), apresenta diferentes níveis de expressão, entre mulheres com diagnóstico de cancro da mama, mas com prognóstico distinto. Focámo-nos assim em dois principais parâmetros, Estadio clínico e Envolvimento ganglionar regional. Neste trabalho de investigação foram utilizadas amostras de tecido de mama fixadas e incluídas em parafina. A técnica usada para quantificar a expressão génica foi PCR em tempo real. Para calcular as diferenças na expressão foi utilizado o método comparativo de C T,2 - CT. Resultados: Relativamente ao polimorfismo CYP19A1 Trp39Arg, detetou-se expressão em cerca de 36,7% dos casos estudados. Após validarmos os resultados obtidos verificámos que a expressão entre 2 grupos de diferente estadio clínico é distinta. O grupo com Estadio III expressa 4,33 vezes mais CYP19A1 Trp39Arg que o grupo no Estadio I e II, sendo que a presença ou ausência dos Recetores de estrogénio tem que ser considerada para a correta interpretação dos resultados. Conclusões: A expressão deste polimorfismo da aromatase poderá ter algum tipo de impacto na determinação do prognóstico do cancro da mama, na população estudada AVALIAÇÃO DA ACUIDADE DIAGNÓSTICA DA ECOGRAFIA E DA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NA ENDOMETRIOSE PROFUNDA Cláudia Andrade 1, João Lopes 2, Sónia Barata 2, Conceição Alho 2, Filipa Osório 2, Carlos Calhaz-Jorge 2 1. Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Viseu, Portugal 2. Centro Hospitalar Lisboa-Norte, Lisboa, Portugal Introdução: Apesar do diagnóstico ser histológico, a endometriose profunda é suspeitada pela clínica e pelos exames complementares de diagnóstico realizados como a ecografia transvaginal (ET) e a ressonância magnética (RM). A estratégia cirúrgica é assim definida consoante os resultados nestes exames que, como tal, assumem um papel importante no tratamento destas doentes. Objectivo: Avaliar a acuidade diagnóstica da ET e RM na endometriose profunda na nossa realidade. Material e Métodos: Estudo retrospetivo de 134 mulheres submetidas a laparoscopia por suspeita de endometriose profunda, no período compreendido entre Abril de 2009 e Abril de Cálculo da sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo, valor preditivo negativo e exatidão (proporção de resultados verdadeiros positivos e negativos na população em estudo) da ET e RM para o diagnóstico de endometriose 38 Acta Obstet Ginecol Port 2014;8(suplemento):33-110

7 TABELA. ESTUDO DA ACUIDADE DIAGNÓSTICA DA ECOGRAFIA TRANSVAGINAL E RESSONÂNCIA MAGNÉTICA PÉLVICA Ecografia Ressonância Transvaginal Magnética Sensibilidade 69/78 (88,5%) 97/106 (91,5%) Especificidade 3/46 (6,7%) 2/14 (14,3%) VPP 69/112 (61,6%) 97/109 (89,0%) VPN 3/12 (25%) 2/11 (18,2%) Exatidão 74/124 (59,7%) 99/120 (82,5%) Legenda: VPP - valor preditivo positivo; VPN - valor preditivo negativo profunda (ligamentos útero-sagrados, septo recto-vaginal, ureter, bexiga e intestino). Resultados: Discriminando a localização da endometriose, a sensibilidade, a especificidade, VPP, VPN e a exatidão da RM foi globalmente maior que da ET para todas as localizações estudadas, excepto no intestino. Discussão/ Conclusão: Tanto a RM como a ET são dependentes do operador. Na nossa série tendo sido ambos realizados por pessoas experientes, a RM mostrou ter uma maior precisão diagnóstica na endometriose profunda. A nossa experiência permite concluir que apesar de a ET continuar a ser o exame complementar de primeira linha na avaliação de mulheres com suspeita de endometriose, para um bom planeamento cirúrgico a RM é indispensável nessas doentes CURVA DE APRENDIZAGEM NA HISTERECTOMIA TOTAL LAPAROSCÓPICA Cláudia Andrade 1, João Lopes 2, Conceição Alho 2, Sónia Barata 2, Filipa Osório 2, Carlos Calhaz-Jorge 2 1. Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Viseu, Portugal 2. Centro Hospitalar Lisboa-Norte, Lisboa, Portugal Introdução: Todos os procedimentos laparoscópicos têm uma importante curva de aprendizagem de forma a minorar as complicações que ocorrem em maior número durante este período. O objectivo deste estudo foi avaliar os primeiros anos de aprendizagem de um cirurgião na realização de histerectomias totais via laparoscópica (HTL). Comparámos a frequência de complicações e outros outcomes clínicos nas diferentes fases de aprendizagem. Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo comparativo de 250 HTL (ordenadas cronologicamente em 5 grupos de 50 procedimentos) realizadas por um único cirurgião no período compreendido entre 2009 e Várias características clínicas e cirúrgicas foram analisadas como o tempo de cirurgia, complicações peri e pós-operatórias, peso uterino, índice massa corporal (IMC), cirurgias abdomino-pélvicas prévias e estimativa de perda de sangue. Resultados: Não foram encontradas diferenças significativas nos 5 grupos de estudo tendo em conta a idade das pacientes, a paridade, o IMC, o status menopáusico e as cirurgias abdomino-pélvicas prévias. O tempo operatório médio diminuiu de 84 minutos nas primeiras 50 HTL (grupo 1) para 66 minutos nas últimas 50 HTL (grupo 5), com p=0,021, atingindo um plateau após 100 procedimentos. Não houve igualmente diferenças significativas no peso uterino médio (p=0.21) nem nas complicações peri e pós-operatórias (p=0,32 e p=0,15). Registaram-se 2 hemorragias excessivas e 2 lesões intestinais nas complicações major peri-operatórias. Houve apenas 1 conversão para laparotomia (0,4%). Foi registado um aumento da diferença da hemoglobina pós e pré-operatória ao longo do tempo (p=0,02). Discussão/Conclusão: HTL é um procedimento tecnicamente seguro, efetivo e reprodutível com uma baixa taxa de complicações associadas. O aumento de perda de sangue estimada neste estudo é explicada com o aumento da complexidade das situações clínicas observadas nos últimos anos neste centro de referência VALOR DA ECOGRAFIA GINECOLÓGICA NO DIAGNÓSTICO DE CANCRO DO OVÁRIO Marta Silva Morais, Renata Veríssimo, Ângela Melo, Teresa Carvalho, Antonio Pipa, Nuno Nogueira Martins Centro Hospitalar Tondela Viseu, Viseu, Portugal Introdução: Embora com baixa incidência, o cancro do ovário é o cancro ginecológico com maior taxa de mortalidade, sendo normalmente detetado imagiologicamente em estádios avançados. Impõe-se, portanto, a necessidade de encontrar uma forma de diagnós tico precoce e com elevada sensibilidade. Por outro lado, as formações anexiais são um dos achados ecográficos mais frequentes na prática clínica, criando um aumento desnecessário de morbilidade cirúrgica pelo receio de malignidade, aliado à ausência de um teste específico de diagnóstico ou rastreio. Objetivo: Avaliar a acuidade diagnóstica da ecografia Acta Obstet Ginecol Port 2014;8(suplemento):

8 ginecológica e da sua complementação com testes analíticos no diagnóstico de neoplasias malignas do ovário neste Departamento. Metodologia: Foram avaliadas retrospectivamente as ecografias ginecológicas realizadas no Departamento entre Janeiro de 2011 e Dezembro de 2013, tendo sido selecionadas as ecografias com descrição de alterações anexiais. Analisaram-se as características ecográficas descritas, avaliando-se a sensibilidade e especificidade da ecografia isolada e em associação com o valor de Cancer Antigen-125 (CA 125), tendo sido utilizado o programa informático SPSS versão Resultados: Neste período de tempo, foram realizadas 5318 ecografias ginecológicas das quais 689 revelaram alterações anexiais. Destas, foram avaliadas 610, correspondentes a 513 doentes, obtendo-se um total de 176 diagnósticos histológicos. A sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo e negativo da ecografia foram respetivamente 100%, 65%, 14,7% e 100%, e da sua associação com o marcador analítico (Rate of MalignancyIndex - RMI) de 70%, 97,1%, 63,6% e 97,8%. Não se verificou diferença estatisticamente signi - ficativa entre os algoritmos RMI-I e o RMI-II. Conclusões: No grupo de estudo, a ecografia ginecológica parece apresentar uma elevada sensibilidade na deteção de neoplasias malignas do ovário, demonstrando, no entanto, baixa especificidade, achados que vão de encontro à literatura publicada. Quanto à avaliação do algoritmo diagnóstico RMI, a sua sensibilidade foi inferior à esperada e muito inferior à da ecografia isolada, embora consideravelmente mais especifica METÁSTASES OVÁRICAS DE CARCINOMA PRIMÁRIO DA MAMA Iolanda Ferreira, Margarida Figueiredo Dias, Isabel Torgal Serviço de Ginecologia A do Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal Introdução: O carcinoma primitivo da mama é o segundo tipo histológico que mais frequentemente metastiza para os ovários, seguindo-se aos tumores gastrointestinais. Objectivo: Analisar uma amostra de 13 mulheres com carcinoma primitivo da mama e metastização ovárica. Metodologia: Análise retrospectiva de 2632 doentes com carcinoma da mama admitidas no Serviço de Ginecologia dos Hospitais Universitários de Coimbra, entre 2003 e 2013, e selecção das doentes com metastização ovárica. Resultados e Conclusões: Cerca de 5% da amostra global (n=2632) apresentava metastização abdominal, das quais, 13 (9,4 %) manifestaram invasão ovárica. Sete doentes (53,8%) eram pré-menopáusicas; 6 (46,2%) com história familiar oncológica, metade das quais apresentava antecedentes de carcinoma mamário. O carcinoma ductal invasivo G2 foi o tipo histológico predominante (n=8), Her2/neu negativo (n=7), com receptores hormonais positivos (RE em 8/13 e RP em 7/13). Foram diagnosticadas metástases ováricas em média 71,2 meses (10 a 226 meses) após o diagnóstico do carcinoma primitivo da mama. Em 8/13 doentes a metastização ovárica foi bilateral e 6/13 apresentaram metastização extra-pélvica. O tratamento cirúrgico mais frequente foi histerectomia total com anexectomia bilateral (n=7). Apenas 5 doentes realizaram ressecção cirúrgica metastática completa e 12 foram submetidas a quimioterapia e/ou hormonoterapia. O tempo médio de sobrevida global foi de 181,5 meses (41 a 253 meses, +/- 33,9). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre a sobrevida global média e estado pré-menopáusico (p=0,956), antecedentes familiares de carcinoma da mama (p=0,575), RE (p=0,445), RP (p=0,480), Her2/neu (p= 0,303), intervalo de tempo livre de doença > 5 anos (p=0,311) e ressecção completa de doença metastática (p=0,086). Neste estudo, a sobrevida global média não parece ser influenciada pelo estado hormonal da doente, características do tumor, ou pela ressecção completa da doença metastática HISTEROSCOPIA OFFICE VERSUS ECOGRAFIA ENDOVAGINAL NO DIAGNÓSTICO DE PATOLOGIA INTRACAVITÁRIA UTERINA ESTUDO COMPARATIVO Cristiana Gonçalves 1, Liliane Scarpin 2, Patrícia DiMartino 3, João Mairos 3 1. Serviço de Ginecologia-Obstetrícia, Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, Barreiro, Portugal 2. Serviço de Ginecologia-Obstetrícia, Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal 3. Serviço de Ginecologia-Obstetrícia, Hospital das Forças Armadas, Lumiar, Portugal Introdução: A ecografia endovaginal constitui habitualmente a abordagem inicial no estudo da patologia uterina, reservando-se a histeroscopia office para a con- 40 Acta Obstet Ginecol Port 2014;8(suplemento):33-110

9 firmação diagnóstica e, numa abordagem «ver e tratar», também como solução cirúrgica. Objectivos: Comparar eficácia diagnóstica da ecografia e histeroscopia office na avaliação de patologia uterina, calculando sensibilidade (S), especificidade (E), valores preditivos positivo e negativo (VPP e VPN) e Likelihood Ratios (LR+ e LR-), em mulheres pré- -menopausa (grupo A) e pós-menopausa (grupo B). Avaliar a concordância entre os diagnósticos ecográfico e histeroscópico com o resultado anatomo-patológico (gold standard), através da aplicação do teste de concordância kappa (k). Metodologia: Estudo retrospectivo de 634 mulheres (pré-menopausa, n=309; pós-menopausa, n=325) submetidas a ecografia endovaginal e histeroscopia office no serviço de Ginecologia do HFAR, de Novembro de 2005 a Setembro de Análise estatística realizada com os programas Microsoft Excel e MedCalc. Resultados e Conclusões: Idade média de 42 anos no grupo A e de 63,9 anos no grupo B. No grupo A, a histeroscopia apresentou S86,7%, E89%, VPP e VPN superiores a 80% para diagnóstico de pólipo e S90,2%, E98,8%, VPP e VPN superiores a 90% para mioma submucoso, com valores de concordância k 0,76 (boa) e 0,9 (excelente), respectivamente. A ecografia revelou S84%, E62,5% e k 0,46 (concordância moderada) para pólipo e S71%, E98,1% e k 0,75 para mioma. No grupo B, a histeroscopia apresentou resultados semelhantes para pólipo (S93,8%, E89,8% e k 0,8) mas inferiores para diagnóstico de mioma (S70%, E97%, k 0,48). O diagnóstico de carcinoma do endométrio apresentou S66,7%, E99%, VPP66,7%, VPN99%, LR+69,11, LR-0,34 e k 0,66. A ecografia revelou S e E inferiores à histeroscopia, com concordâncias fraca para pólipo e baixa para mioma. A histeroscopia, um procedimento minimamente invasivo, além de terapêutico, apresenta capacidade diagnóstica superior à da ecografia LINFOMA DIFUSO DE GRANDES CÉLULAS B DO COLO UTERINO: RELATO DE UM CASO E REVISÃO DA LITERATURA Dusan Djokovic 1, António Gomes 2, Ana Félix 3, Ana Francisca Jorge 2 1. Serviço de Obstetrícia e Ginecologia, Hospital de São Francisco Xavier, C.H.L.O., E.P.E., Lisboa, Portugal 2. Serviço de Ginecologia, Instituto Português de Oncologia de Lisboa, Francisco Gentil, E.P.E., Lisboa, Portugal 3. Serviço de Anatomia Patológica, Instituto Português de Oncologia de Lisboa, Francisco Gentil, E.P.E., Lisboa, Portugal Introdução: Aproximadamente 0,5% dos linfomas extranodais diagnosticados em mulheres inicia-se no colo uterino, sendo o linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) o subtipo histológico mais frequente. Devido à baixa incidência e dificuldades na implementação de estudos clínicos randomizados, não existem protocolos amplamente aceites sobre o seu tratamento. Relatamos caso de uma nulípara de 25 anos, diagnos ticada com LDGCB cervical primário (estadio IVEB), tratada com 8 ciclos de rituximab-chop que se actualmente apresenta sem sinais de doença 6 anos após o tratamento. Objectivos: A propósito deste caso clinico, resumimos as formas de apresentação clínica, modalidades terapêuticas e desfechos dos casos diagnosticados com a mesma doença e relatados nos últimos 10 anos. Metodologia: Pesquisa de PubMed, com selecção e análise de 26 relatos devidamente documentados de casos de LDGCB cervical primário, publicados em língua inglesa e emitidos entre 2004 e Resultados: Constituiu-se uma séria de 35 doentes (idade média: 49±17 anos). A apresentação clínica predominante foi metrorragia (n=23), seguida por leucorreia fétida (n=5) e dor abdomino-pélvica (n=4). De acordo com o sistema de Ann Arbor, 18 doentes estiveram no estadio IE, 14 no IIE, 2 no IIIE e 1 no estadio IVE. O tratamento oferecido foi a cirurgia em 2 casos, poliquimioterapia em 8 e tratamento multimodal em 24 casos, incluindo imunoterapia com rituximab em 14 doentes. Observou-se remissão completa em 91% (n=32), sem evidência de recorrência durante um período médio de 55 meses (acompanhamento de meses). Faleceram da doença uma doente no estadio IVE, antes de receber qualquer tratamento anti- -neoplásico, e uma doente no estadio IIIE, tratada com poliquimioterapia. Conclusão: O prognóstico de doentes com LDGCB do colo uterino pode ser muito favorável, nomeadamente se a doença for diagnosticada nos estadios iniciais, uma vez que a terapêutica multimodal, incluindo imunoterapia e poliquimioterapia, proporciona um benefício clínico significativo HISTEROSCOPIA E RESSECTOSCOPIA: 3 ANOS NO CENTRO INTEGRADO DE CIRURGIA DE AMBULATÓRIO DO PORTO (CICA) António Braga, Gonçalo Inocêncio, Rosa Zulmira Macedo, António Tomé Pereira Serviço de Ginecologia, Centro Hospitalar do Porto, Porto, Portugal Acta Obstet Ginecol Port 2014;8(suplemento):

10 Introdução: Cirurgia de Ambulatório é a intervenção cirúrgica programada, realizada sob anestesia geral, loco-regional ou local que, embora habitualmente efectua da em regime de internamento, pode ser realizada em instalações próprias, com segurança e de acordo com as actuais leges artis, em regime de admissão e alta do doente no mesmo dia. Objetivo: Caracterização da cirurgia vaginal endoscópica realizada no Centro Integrado de Cirurgia de Ambulatório do Porto (CICA) Metodologia: Revisão das histeroscopias e ressectoscopias realizadas entre 2011 e 2013 no CICA: avaliação de amostra constituída por 672 intervenções realizadas sob anestesia geral. Foram revistos os resultados histológicos de todas as cirurgias onde foi efectuada colheita de material para esse efeito (n=649). Resultados e Conclusões: Foram efetuadas, num período de 36 meses ( Janeiro/2011 a Dezembro/2013), 671 intervenções cirúrgicas ginecológicas endoscópicas por via vaginal sob anestesia geral em regime de ambulatório no CICA (idade média das doentes 51.6 [min.21-máx.91] anos): 185 ressectoscopias, 483 histeroscopias (diagnósticas/cirúrgicas). A principal indicação foi estudo/tratamento de hemorragia uterina anormal. Em 96.6% das cirurgias foi efetuada colheita de material para avaliação anátomo-patológica: 98.5% dos casos tratou-se de patologia benigna e em 1.4% patologia maligna. Verificaram-se complicações em 1,0% dos casos: 4 casos de laceração cervical e 2 casos de hemorragia moderada pós ressectoscopia (nenhum caso necessitou de internamento), 1 caso de doença inflamatória pélvica pós ressectoscopia. Verificou-se impossibilidade de execução técnica em 0,8% dos casos. A par de uma criteriosa selecção dos doentes e das patologias, com adequação dos critérios de admissibilidade para cirurgia Ginecológica de Ambulatório, não se identificaram casos de óbito, nem nenhum caso que necessitasse de cuidados de internamento. Não se registaram casos de internamento por complicações dos procedimentos efectuados, até 30 dias após a intervenção. A histeroscopia cirúrgica é um procedimento seguro que deve ser realizado em regime de ambulatório em doentes selecionados ABORDAGEM CONSERVADORA NO TRATAMENTO DE ADENOCARCINOMA IN SITU DO COLO DO ÚTERO Joana Santos 1, Ana Maçães 2, Rita Sousa 3, Clara Coelho 3, Luís Sá 3 1. Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Viseu, Portugal 2. Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra - Maternidade Bissaya Barreto, Coimbra, Portugal 3. Instituto Português de Oncologia de Coimbra - Francisco Gentil, Coimbra, Portugal Introdução: O adenocarcinoma in situ (AIS) do colo do útero é considerado o precursor do adenocarcinoma invasivo, caracterizando-se histologicamente pela presença de células epiteliais colunares atípicas nas glândulas endocervicais, sem invasão do estroma. O seu diagnóstico é histológico e o tratamento convencional consiste na realização de histerectomia total. No entanto, em mulheres jovens com desejo de preservação da fertilidade, pode ser considerado tratamento conservador através de conização. Objectivos: Avaliar o risco de doença residual e recorrência após conização por AIS do colo do útero. Metodologia: Análise retrospectiva de 72 casos de AIS do colo do útero tratados através de conização no Instituto Português de Oncologia de Coimbra entre Janeiro de 1993 e Dezembro de Resultados: Em 44 dos 72 casos em que se realizou conização obtiveram-se margens livres, sendo as mesmas positivas em 22 casos e não avaliáveis em 6 casos. Em todos os casos com margem positiva ou não avaliável, as doentes foram submetidas a histerectomia total, confirmando-se a presença de lesão residual em 60%. De entre as 44 doentes com margens livres e citologia endocervical negativa, 26 realizaram histerectomia total (23% com lesão residual), uma doente abandonou o seguimento e 17 optaram por tratamento conservador. Neste subgrupo, não se observaram recidivas (tempo médio de seguimento 72 meses) e 23,5% das doentes engravidaram durante esse período. Conclusões: A positividade das margens de conização associou-se a elevada probabilidade de doença residual (60%). No entanto, também em doentes com margens negativas o risco de lesão residual não foi negligenciável (23%). Assim, a histerectomia total deverá continuar a ser considerada preferencial. Em doentes que pretendam preservar a fertilidade, pode ser considerada uma atitude conservadora, desde que se obser vem margens de conização e citologia endocervical ne - gativas. Deve ser sempre recomendada a realização de histerectomia após conclusão do projecto reprodutivo UTILIZAÇÃO DO ROMA NO ESTUDO DE LESÕES ANEXIAIS Renata Veríssimo 1, Marta Morais 1, Teresa Carvalho 2, 42 Acta Obstet Ginecol Port 2014;8(suplemento):33-110

11 Isilda Carneiro 3, Nuno Nogueira Martins 1, Francisco Nogueira Martins 1 1. Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Viseu, Portugal 2. Serviço de Anatomia Patológica, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Viseu, Portugal 3. Serviço de Patologia Clínica, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Viseu, Portugal Introdução: Mais de 90% das lesões ováricas na pré- -menopausa e cerca de 60% na menopausa são be - nignas. Os marcadores tumorais CA125 e HE 4, o algo - ritmo do risco de malignidade ovárico (ROMA) e o índice de risco de malignidade (RMI) são frequentemente utilizados como ferramentas para diferenciar as doentes de baixo e alto risco para carcinoma do ovário. A utilização do ROMA em coortes de pré e pós-menopáusicas revelou sensibilidade de 88,7% e especificidade de 74,7%. Valores de RMI2 superiores a 200 estão a associados a maior risco de malignidade, com sensibilidade de 87,4% e especificidade de 56,8%. Objectivos: Determinação da sensibilidade, especificidade e valores preditivos positivo(vpp) e negativo(vpn) do ROMA na distinção de lesões pélvicas com baixo e alto risco de malignidade e comparação com o RMI2. Metodologia: Estudo prospectivo não randomizado das doentes que realizaram ROMA entre Abril de 2011 e Novembro 2013 por massa pélvica. Os níveis de CA125 e HE4 foram determinados e o ROMA e RMI2 calculados. Critérios de exclusão: ROMA como parâmetro de seguimento (5); falta de dados e/ou patologia não anexial (97); doentes não operadas (173); ROMA incompleto (4); RMI2 incalculável (37); doentes a aguardar cirurgia(1). Resultados e conclusões: O estudo incluiu 480 doentes, das quais 317 foram excluídas. A histologia excluiu malignidade em 90,1% das doentes. Foram determinados 37 ROMA positivos e 126 negativos. O RMI2 mostrou sensibilidade 56%, especificidade 95%, VPP 56% e VPN 95%. Para o ROMA, a sensibilidade, especificidade, VPP e VPN foram de 71%, 82%, 27% e 96%, respectivamente. O ROMA mostrou sensibilidade superior ao RMI2. Ambos algoritmos demonstraram sensibilidade elevada podendo ser utilizados de forma aceitável como método de discriminação destas doentes. O ROMA revelou, contudo, um VPP muito inferior ao RMI2, o que poderá resultar da baixa prevalência da doença nesta população. A existência de exame histológico garantiu o rigor da amostra SEGUIMENTO APÓS CONIZAÇÃO COM ANSA DIATÉRMICA Filipa Ferreira, Cecília Marques, Teresa Rebelo, Isabel Torgal Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Serviço de Ginecologia A, Coimbra, Portugal Objectivos: Análise das recorrências após conização com ansa diatérmica e avaliação da acuidade da colposcopia, citologia e teste de HPV (Papilomavírus humano) no diagnóstico de recorrência aos 6 meses após conização e determinação da correlação entre os testes. Metodologia: Estudo retrospectivo dos 322 casos de mulheres submetidas a conização com ansa diatérmica entre 2010 e Foram excluídos os casos cujo estudo histológico não revelou neoplasia intraepitelial do colo do útero (CIN). Resultados: Dos 165 casos de mulheres com diagnóstico histopatológico de neoplasia intraepitelial, houve 9 recorrências (5.4%), das quais 5 foram diagnos ticadas aos 6 meses, 2 aos 12 meses e 2 aos 24 meses. Dos 165 casos, foi realizado follow-up aos 6 meses com colposcopia, citologia e pesquisa de HPV em 32. O teste de HPV foi positivo em 21.9% (n=7). A taxa de recorrência para neoplasia intraepitelial foi de 10% (n=3), 2 casos diagnosticados aos 6 meses e 1 aos 12 meses. A taxa de recorrência para CIN 2+ foi de 3.1% (n=1). A sensibilidade e especificidade do teste de HPV aos 6 meses na detecção de CIN foi de 100% e 92.6%, respectivamente, com um valor preditivo negativo de 100%. A citologia demonstrou uma sensibilidade inferior, de 66.7%, e a colposcopia de 33.3%. A concordância entre o teste de HPV e a citologia é fraca (K=0.362), embora não tenha atingido significância estatística devido ao reduzido número da amostra. Conclusões: Apesar do reduzido número da nossa amostra, este estudo sugere que um teste de HPV negativo aos 6 meses poderá permitir uma vigilância com maior intervalo de tempo, tendo em conta o seu elevado valor preditivo negativo para recorrência DO RASTREIO À CONIZAÇÃO: SENSIBILIDADE E CONCORDÂNCIA ENTRE MÉTODOS NAS LESÕES DE ALTO GRAU Cecília Marques, Ana F Ferreira, Teresa Rebelo, Francisco Falcão, Isabel Torgal Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Coimbra, Portugal Acta Obstet Ginecol Port 2014;8(suplemento):

12 Objectivo: Avaliar a sensibilidade, especificidade e concordância entre citologia, colposcopia e histologia da conização para lesões intraepiteliais de alto grau do colo uterino. Métodos: Análise retrospectiva dos 310 casos submetidos a conização entre Janeiro de 2011 e Dezembro de 2013 no Serviço de Ginecologia A do CHUC. Foram avaliadas sensibilidade, especificidade, valores preditivos e concordância, de acordo com citologia normal (NILM), baixo grau (ASC-US ou LSIL) versus alto grau (HSIL; AGC; ASC-H), colposcopia sem lesões, com lesões de baixo grau versus lesões de alto grau (LAG) e histologia da peça de conização sem alterações, neoplasia intraepitelial cervical (CIN) 1 versus CIN 2 e 3 e carcinoma. Resultados: A média de idades foi 40,78±9,5 [21-69] anos no grupo das LAG e 45,1±9,39 [24-63] no outro grupo. O tabagismo e o nº de companheiros sexuais (OR 5,9 para nº companheiros>5) foram os factores de risco com p<0,01. A sensibilidade (S) e especificidade (E) da citologia para as LAG foram 57,6% e 81,1%, respectivamente, com um valor preditivo positivo (VPP) de 57,6% e valor preditivo negativo (VPN) de 80,2%. Quanto à colposcopia, as S e E calculadas foram 42,7% e 85,5%, com um VPP de 56,9% e VPN igual a 76,9%. O índice da Kappa (IK) da citologia foi superior ao da colposcopia (0,382 vs 0,303, p<0,001). Nas conizações realizadas por discordância citocolposcópica (N=71), a S e E da citologia foram superiores às da colposcopia (S:55,6% vs 11,8% e E:84,6% vs 78,9%). Os VPN e VPP foram 52,6% e 84,6% para a citologia e 50% e 76,9% para a colposcopia. Os IK foram 0,379 para a citologia (p<0,001) e 0,109 para a colposcopia (p=0,252) Conclusão: Considerando as LAG, a citologia parece ser um bom método de rastreio, apresentando-se a colposcopia como método complementar na selecção dos casos para conização. Isoladamente, os métodos tiveram fraca concordância na detecção das lesões de alto BIÓPSIA DO GÂNGLIO SENTINELA NO CANCRO DA MAMA: A EXPERIÊNCIA DO HOSPITAL DE FARO Sara Costa 2, Conceição Santos 2, António Lagoa 1 1. Serviço de Ginecologia, Centro Hospitalar do Algarve, Unidade de Faro, Faro, Portugal, 2Serviço de Ginecologia, Centro Hospitalar do Algarve, Unidade de Portimão, Portimão, Portugal Objectivos: Avaliação dos resultados das biópsia de gânglio sentinela (GS) no cancro da mama realizadas no Hospital de Faro, dando especial atenção às doentes com micrometastização do GS e ao impacto que o esvaziamento axilar (EA) tem na sobrevida global desta população. Metodologia: Estudo retrospectivo de 377 mulheres com cancro da mama submetidas a biópsia do GS no Hospital de Faro de Dezembro de 2007 a Dezembro de Resultados: As 377 mulheres analisadas corresponderam a um total de 851 GS (excisão média de 2,3 gânglios por doente). O exame extemporâneo foi negativo em 87,5% dos casos e positivo em 5%. O estudo anátomo-patológico definitivo revelou ausência de metastização em 69,5% das doentes, células circulantes isoladas em 6,1%, micrometástases em 11,9% e macrometástases em 12,2%. Foram submetidas a esvaziamento axilar completo 96 mulheres (25,5%); em 22 casos havia invasão ganglionar para além do GS (taxa de invasão 23%). Relativamente às 45 mulheres que apresentaram micrometastização do GS, 38 (84,4%) foram submetidas a EA, não se detectando doença residual em 34 casos (89,5%). Do total de doentes com micrometástases, 38 efectuaram radioterapia adjuvante (84,4%) e 30 quimioterapia adjuvante (66,7%). Foi registado um caso de recidiva pulmonar com consequente morte no grupo das mulheres que realizaram EA e um caso de carcinoma da mama contralateral no grupo das doentes que não realizaram EA. À data da recolha de dados (1º trimestre de 2014) não existia evidência de doença nas restantes 43 mulheres. Conclusões: Este estudo demonstra que na maioria dos casos de micrometastização do GS em que se efectua EA não existe doença ganglionar residual e consequentemente o EA em doentes com micrometastização do GS não parece ter impacto na sobrevivência TROMBOEMBOLISMO PULMONAR SECUNDÁRIO A TROMBOSE DA VEIA OVÁRICA APÓS HISTERECTOMIA ABDOMINAL Joana Lisboa, Daniela Freitas, Patrícia Alves, Ana Castro, Osvaldo Moutinho Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal Introdução: A Histerectomia Abdominal é o procedimento cirúrgico ginecológico mais comumente realizado. As mulheres submetidas a esta técnica devem realizar profilaxia de tromboembolismo venoso, sendo 44 Acta Obstet Ginecol Port 2014;8(suplemento):33-110

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