EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Porque [...] temos direito à diferença, quando a igualdade nos descaracteriza. (Boaventura de Souza Santos)

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1 EDUCAÇÃO INCLUSIVA Porque [...] temos direito à diferença, quando a igualdade nos descaracteriza. (Boaventura de Souza Santos)

2 O QUE É INCLUSÃO? Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças. É o ato de permitir, favorecer ou facilitar o acesso de pessoas. Uma escola pode ser considerada inclusiva, quando não faz distinção entre os seres humanos. Uma educação voltada para todos.

3 Na escola inclusiva professores e alunos aprendem uma lição que a vida dificilmente ensina: respeitar as diferenças. A ideia fundamental da escola inclusiva é adaptar o sistema escolar às necessidades dos alunos. A aceitação das diferenças individuais como um atributo e não como obstáculo.

4 O CONCEITO DE INCLUSÃO - Pressupõe a garantia dos princípios de autonomia (direito de ir e vir). - Independência (capacidade de tomar decisões). - Equalização de oportunidades (garantia de condições de aprendizagem para todos e a cada um em particular).

5 É de inclusão que se vive a vida. É assim que os homens aprendem, em comunhão. O homem se define pela capacidade e qualidade das trocas que estabelece e isso não seria diferente com os portadores de necessidades educacionais especiais. (FREIRE, 1996)

6 A Inclusão na Escola Regular A inclusão do aluno com necessidades especiais na Escola regular é um dos maiores desafios da educação neste princípio de século. Estamos ainda dando os primeiros passos em direção à inclusão. Professores, pais, Escola e a sociedade devem estar comprometidos com essa nova empreitada.

7 ESCOLA ALUNOS PROFESSOR SOCIEDADE PAIS

8 Papel do Professor Não é necessário ter formação em Educação Especial; Buscar novos cursos de qualificação; Pesquisar as diferentes formas de trabalhar com a criança; Conversar com os pais sobre as necessidades do aluno; Criar condições pedagógicas adequadas para que o aluno com necessidade especial tenha acesso;

9 Papel dos Pais, da Escola e da Sociedade. Tanto os pais dos alunos com necessidades especiais como os pais que não possuem filhos nessas condições são responsáveis por promoverem esta integração, que sem dúvida alguma, trará para todos o aprendizado das diferenças e do respeito com qual se devem lidar com elas.

10 No que diz respeito à Escola, esta deve fornecer prontamente a estrutura necessária para receber os alunos com necessidades especiais, que vai desde uma simples carteira escolar até a reforma nas instalações, não deixando de lado a adaptação no aspecto pedagógico, o apoio multidisciplinar e o treinamento de professores.

11 A ESCOLA PRECISA TER: Elevador; Corredores largos; Portas largas; Mesas e cadeiras adaptadas; Rampas de acesso; Banheiros adaptados; Trilhas para deficientes visuais;

12 Máquina de Braille; Psicopedagoga; Professor de Libras (Intérprete) AEE Atendimento Educacional Especializado; (sala de recursos multifuncionais); Professor de Educação Especial;

13 AEE * As unidades que ainda estão montando sua infraestrutura têm uma alternativa: O Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais do MEC. A solicitação deve ser feita pela Secretaria de Educação via Sistema de Gestão Tecnológica do Ministério.

14 As escolas regulares, seguindo de orientação inclusiva, constituem os meios capazes para combater as atitudes discriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias, construindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos.

15 As escolas devem ajustar-se a todas as crianças, independentemente das suas condições físicas, sociais, linguísticas ou outras.nesse conceito devem incluir-se crianças com deficiências ou superdotadas, crianças de rua ou crianças que trabalham, crianças de populações imigradas ou nômades, crianças de minoria linguística, etnias ou culturais e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos ou marginais DECLARAÇÃO DE SALAMANCA

16 PRÁTICAS INCLUSIVAS 1- Todo o professor que tem alunos de inclusão necessita ter um auxiliar ou estagiário capacitado para ajudar na aprendizagem desse aluno. 2- O professor precisa também aprender, e essa aprendizagem é constante, ele terá que identificar diferentes formas de pensar a sua profissão.

17 3- Utilizar atividades práticas, concretas e lúdicas. 4- Tentar não enxergar este aluno com sentimento de pena, pois o prejudicará e incentivará os outros alunos. (Diminutivo) 5- Planejar aulas onde todos possam participar. 6-Observar e anotar seu desenvolvimento e crescimento durante o ano letivo. 7-Pensar em aulas criativas, com material de inclusão, aonde todos os alunos poderão utilizar.

18 Alunos mais frequentes de inclusão Síndrome de Down Paralisia Cerebral leve e moderada Retardo Mental Autista Deficiência Múltiplas Deficiente Visual Deficiente Auditivo

19 Mudo Surdo - Mudo Superdotados Cadeirantes Crianças de baixa visão

20 A importância dos jogos de inclusão As crianças e adolescentes dão o melhor de si em um jogo, planejam, pensam em estratégias, agem, analisam o erro, torcem, comemoram, lamentam e querem jogar até ganhar. Os jogos são as melhores formas de se trabalhar a inclusão, porque ele une as pessoas, faz ter o espírito de equipe.

21 A simples vontade de BRINCAR e de JOGAR. Um jogo de inclusão pode ser um jogo normal ou um jogo especial, o importante que TODOS joguem, TODOS aprendam.

22 Jogos de INCLUSÃO Quase todos os jogos podem ser utilizados com os alunos. A criatividade do professor é essencial para que os jogos funcionem. O professor pode contar com a ajuda do professor da sala de AEE de sua escola para a fabricação de novos jogos.

23 SISTEMA BRAILLE Utilizado universalmente na leitura e na escrita por pessoas cegas, foi inventado na França por Louis Braille, um jovem cego, reconhecendo-se o ano de 1825 como o marco dessa importante conquista para a educação e integração dos deficientes visuais na sociedade. O Sistema Braille é um sistema de leitura e escrita tátil que consta de seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três pontos. Os seis pontos formam o que convencionou-se chamar de "cela Braille". Para facilitar a sua identificação, os pontos são numerados da seguinte forma:

24 Em duas colunas; Do alto para baixo, coluna da esquerda: pontos 1-2-3; Do alto para baixo, coluna da direita: pontos

25

26 Braille em Livros

27 OFICINA 1- JOGO: DESCOBRINDO O BRAILLE MATERIAL: Caixas de remédios, cereais, café, natura, etc. Fita colorida; Alfabeto em Braille xerocado; PÚBLICO ALVO: Crianças (a partir do 3ª ano), adolescentes e adultos; OBJETIVO: Identificar o alfabeto e os números em Braille;

28 DESENVOLVIMENTO A turma será dividida em 4 grupos iguais, será distribuído caixas e o alfabeto em Braille aos participantes, todas com o nome tapado por uma fita. Ao sinal do professor as equipes vão começar a decifrar as letras em Braille referentes nas caixas.

29 FINALIZAÇÃO Ao final do jogo, junto com o professor, será feita a correção e a explicação. O jogo pode continuar após a troca de caixas.

30 OFICINA 2- NÚMEROS EM BRAILLE MATERIAL: Embalagens de plástico (kinder ovo), em várias cores; Cola colorida; Venda de TNT; Papel com problemas matemáticos; Alfabeto e números em Braille xerocado; PÚBLICO ALVO: Crianças, adolescentes e adultos; OBJETIVO: Identificar os números em Braille. Desenvolver atenção e raciocínio.

31 DESENVOLVIMENTO A turma será dividida em dois grupos; Será feito um sorteio para ver quem começa; As embalagens com os números em Braille e uma caixa com problemas matemáticos serão dispostas sobre a mesa de jogo; Cada grupo retirará um problema matemático e o apresentará ao grupo adversário, que deverá resolvê-lo.

32 Depois que responderem todas as questões, um participante de cada equipe terá seus olhos vendados o restante vai continuar a responder as questões, mas quem vai achar os números será o participante com os olhos vendados.

33 FINALIZAÇÃO O jogo começa a valer quando os participantes ficam com os olhos vendados; Assim, o grupo que tiver mais acertos será o vencedor.

34 Mensagem Eu percebi que o que me incomodava não era a cegueira. O que me incomodava era a dependência. Eu acho dependência pior que a cegueira. Ser dependente humilha, arrasa, acaba com a pessoa. Ser cego não. (Antony Moraes- Documentário: Sentindo à Flor da Pele, 2002).

35 MENSAGEM FINAL Existem várias formas de inclusão, eu gosto de jogos, é mais divertido. Tássia Mattos

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