A (IN)COMPATIBILIDADE DA TENTATIVA NO DOLO EVENTUAL RESUMO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A (IN)COMPATIBILIDADE DA TENTATIVA NO DOLO EVENTUAL RESUMO"

Transcrição

1 331 A (IN)COMPATIBILIDADE DA TENTATIVA NO DOLO EVENTUAL Cícero Oliveira Leczinieski 1 Ricardo Cesar Cidade 2 Alberto Wunderlich 3 RESUMO Este artigo visa traçar breves comentários acerca da compatibilidade ou incompatibilidade da tentativa no dolo eventual. Será demonstrada a grande divergência doutrinária e jurisprudencial existente sobre os dois institutos. A escolha do tema se deve ao fato da grande dificuldade encontrada pelos estudiosos do Direito em esclarecer a intenção de um resultado pretendido pelo agente e, com isso, enquadrá-lo no devido tipo penal. Palavras-chave: dolo eventual, tentativa, incompatibilidade, divergência. INTRODUÇÃO O presente artigo tem por objetivo demonstrar a divergência existente entre a possibilidade de haver ou não dolo eventual em crimes tentados. Para isto, em um primeiro momento analisaremos no que consiste o dolo eventuale onde o mesmo encontra amparo legal em nosso sistema jurídico. Após, demonstraremos como se configura a tentativa de um delito, fazendo referência ao iter criminis.por fim, demonstrando a divergência doutrinária e jurisprudencial acerca do tema, esclarecer a impossibilidade de se configurar o conatus em um dolo eventual. Para o desenvolvimento do presente artigo, foram realizadas pesquisas doutrinárias e jurisprudenciais, as quais serão analisadas no decorrer do trabalho. 1 Acadêmico do Curso de Direito da ULBRA Guaíba. 2 Acadêmico do Curso de Direito da ULBRA Guaíba. 3 Docente do Curso de Direito da ULBRA Guaíba e orientador deste trabalho.

2 332 DOLO EVENTUAL Primeiramente, antes de definirmos e analisarmos o dolo eventual, necessário se faz conceituarmos o que vem a ser o dolo. Segundo Júlio Fabbrini Mirabete, para a configuração do dolo, é necessária a ocorrência de dois elementos, a consciência (conhecimento do fato que constitui a ação típica) e a vontade (elemento volitivo de realizar esse fato) 4.Para Eugênio RaúlZaffaroni, dolo é o querer do resultado típico, a vontade realizadora do tipo objetivo 5. Neste sentido, dolo não é nada mais do que a vontade do agente dirigida a praticar determinado tipo penal. Nosso Código Penal, em seu artigo 18, inciso I, traz uma definição de dolo direto em sua primeira parte, ao afirma que diz-se o crime doloso quando o agente quis o resultado (...). Como se percebe da análise do referido artigo, em sua segunda parte há a definição de dolo eventual. O dolo eventual, nos termos de nosso diploma legal, assim, configura-se quando o agente assume o risco de produzir determinado resultado típico. Segundo Júlio Fabbrini Mirabete: Na segunda parte do inciso em estudo, a lei trata do dolo eventual. Nesta hipótese, a vontade do agente não está dirigida para a obtenção do resultado; o que ele quer é algo diverso, mas, prevendo que o evento possa ocorrer, assume assim mesmo risco de causa-lo. Essa possibilidade de ocorrência do resultado não o detém e ele pratica a conduta, consentindo no resultado. Há dolo eventual, portanto, quando o autor tem seriamente como possível a realização do tipo legal se praticar a conduta e se conforma com isso. 6 Conforme ensinamento de Francisco Muñoz Conde, no dolo eventual, o sujeito representa o resultado como de produção provável e, embora não queira produzi-lo, continua agindo e admitindo a sua eventual produção. 7 Destarte, dolo eventual é a assunção do risco de produzir um resultado lesivo a um bem juridicamente protegido. Nele, não há vontade do agente em produzir o resultado danoso, mas tão-somente a aceitação de que determinado resultado venha a 4 MIRABETE, Júlio Fabbrini. Manual de Direito Penal Parte Geral. 11. ed. São Paulo: Atlas, 1996, p ZAFFARONI, Eugênio Raúl; PIERANGELI, José Henrique. Manual de Direito Penal Brasileiro V. 1 Parte Geral. 7. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011, p MIRABETE, Júlio Fabbrini. Manual de Direito Penal Parte Geral. 11. ed. São Paulo: Atlas, 1996, p CONDE, Francisco Muñoz. Teoria Geral do Delito. Porto Alegre: Fabris, 1988, p. 60.

3 333 ocorrer, ou seja, o agente pratica determinada conduta, prevendo que esta possa resultar um evento danoso, e não se abstém de agir, assumindo o risco da produção do resultado. No dolo eventual, conforme ensina Cézar Roberto Bitencourt: O agente não quer diretamente a realização do tipo, mas a aceita como possível ou até provável, assumindo o risco da produção do resultado. No dolo eventual o agente prevê o resultado como provável ou, ao menos, como possível, mas, apesar de prevê-lo, age aceitando o risco de produzi-lo. 8 Assim, como se verifica, embora não se tenha problemas em conceituar o dolo eventual, a sua aplicação é de extrema dificuldade, visto que, ao contrário do dolo direto, não podemos identificar a vontade do agente em produzir o resultado, mas tãosomente a consciência de que tal resultado possa vir a ocorrer. TENTATIVA De acordo com o art. 14, inciso II, do Código Penal, diz-se o crime tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. Assim, como se percebe, para haver a tentativa, necessário se faz o início da execução do fato típico, a vontade do agente em produzir o resultado, e a sua nãoconsumação por circunstâncias independentes da sua vontade. Conforme Cezar Roberto Bitencourt, citando Aníbal Bruno, a tentativa é a figura truncada de um crime. Deve possuir tudo o que caracteriza o crime, ou seja, deve conter todas as fases do iter criminis, menos a consumação. 9 Antes de prosseguirmos com o tema, é de suma importânciaabrirmos um parêntese para falarmos sobre o que vem a ser o iter criminis. Iter criminis(caminho do crime), nada mais é do que o caminho a ser percorrido pelo agente para a consumação do resultado típico por ele pretendido. Nas palavras de Rogério Greco, desde o início até o fim da infração penal, o agente passa por várias etapas, como se caminhasse por uma trilha que pudesse leva-lo ao êxito de seu plano criminoso BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal Parte Especial 2: Dos Crimes Contra a Pessoa. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 2011, p BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal Parte Geral ed. São Paulo: Saraiva, 2009, p GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal Parte Geral. 12. ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2010, p. 238.

4 334 Para a consumação de um delito, primeiramente o agente começa a mentalizar o resultado que pretende alcançar; após, define os meios necessários a serem utilizados para a prática do delito que mentalizou; em seguida, começa a praticar os atos, já cogitados e preparados, necessários para a consumação do delito. Na fase da execução, ou seja, quando o agente começa a realizar os atos necessários para a configuração do fato típico, pode ocorrer duas situações, a consumação do delito, ou a sua interrupção, que pode se dar pela livre vontade do agente, ou por circunstâncias alheias à sua vontade. Na segunda hipótese, ou seja, quando o crime não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente, está configurada a tentativa. Por fim, ressaltamos que o iter criminis só é possível em crimes dolosos, tendo em vista que em crimes culposos impossível se cogitar, preparar, e executar algo que não se tenha a vontade de produzir. TENTATIVA E DOLO EVENTUAL E SUA (IN)COMPATIBILIDADE Após analisarmos no que consiste o dolo eventual e os requisitos estabelecidos para que possa se falar em crime tentado, passamos a demonstrar a incompatibilidade entre esses institutos, bem como a divergência doutrinária e jurisprudencial existente acerca do tema. A questão sobre a possibilidade de haver ou não compatibilidade entre os dois institutos há muito vem sendo discutida na doutrina e na jurisprudência, merecendo, assim, uma atenção especial. Dentre aqueles que defendem a ideia de compatibilidade entre os dois institutos, temos Eugênio RaúlZaffaroni, o qual afirma que a tentativa requer sempre o dolo, que pode tanto ser o direto, quando o agente requer diretamente o resultado, ou eventual, quando assume o risco de produzir o resultado, tendo em vista que nosso ordenamento jurídico equiparou o dolo direto ao dolo eventual, não fazendo qualquer distinção em face de sua aplicação. Na mesma linha, Flávio Augusto Monteiro de Barros, ao referir que: Admite-se também a tentativa constituída de dolo eventual, quando o agente realiza a conduta assumindo o risco da consumação do crime, que não ocorre

5 335 por circunstâncias alheias à sua vontade. Desde que o nosso Código equiparou o dolo direto e o dolo eventual é incontroverso esse raciocínio. 11 Também defendem a compatibilidade dos dois institutos, utilizando a mesma linha de pensamento, os renomados doutrinadores Damásio de Jesus, Cézar Roberto Bitencourt e Francisco Muñoz Conde. Fundamentando a sua defesa em relação à compatibilidade de dolo eventual na tentativa, Francisco Muñoz Conde e Cézar Roberto Bittencourt fazem referência à teoria do consentimento, asseverando que: Para esta teoria, também é dolo a vontade que, embora não dirigida diretamente ao resultado previsto como provável ou possível, consente na sua ocorrência ou, o que dá no mesmo, assume o risco de produzi-lo. A representação é necessária, mas não suficiente à existência do dolo, e consentir na ocorrência do resultado é forma de querê-lo. 12 Acerca da compatibilidade entre os dois institutos analisados, já decidiu o nosso Superior Tribunal de Justiça, cuja ementa segue abaixo: PENAL. PROCESSUAL. INÉPCIA DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE SUPORTE PROBATÓRIO PARA A AÇÃO PENAL. CRIME COMETIDO COM DOLO EVENTUAL. POSSIBILIDADE DA FORMA TENTADA. HABEAS CORPUS. RECURSO. 1 NÃO HÁ QUE SE DIZER INEPTA A DENÚNCIA QUE PREENCHE TODOS OS REQUISITOS IMPOSTOS PELO CPP, ART A AUSÊNCIA DE SUPORTE PROBATÓRIO PARA A ALÇAO PENAL NÃO PODE SER VERIFICADA NA ESTREITA VIA DO HABEAS CORPUS ; SÓ APÓS O REGULAR CURSO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL PODE PODERÁ SE CHEGAR A CONCLUSÃO SOBRE SUA EFETIVA PARTICIPAÇÃO. 3. ADMISSÍVEL A FORMA TENTADA DO CRIME COMETIDO COM DOLO EVENTUAL, JÁ QUE PLENAMENTE EQUIPARADO AO DOLO DIRETO; INEGAVEL QUE ARRISCAR-SE CONSCIENTEMTE A PRODUZIR UM EVENTO EQUIVALE TANTO QUANTO QUERE-LO. 4. RECURSO CONHECIDO MAS NÃO PROVIDO. (RHC 6.797/RJ) No mesmo sentido, o Supremo Tribunal Federal também se manifestou sobre o tema, reconhecendo a compatibilidade entre o dolo eventual e a tentativa. (RHC Relator: Min. Sydney Sanches. Órgão julgador: 1ª turma DJ ). Como se verifica, aqueles que defendem a compatibilidade entre os dois institutos filiam-se à teoria do consentimento, pois acreditam que tolerar o resultado, 11 BARROS, Flávio Augusto Monteiro de. Direito Penal Parte Geral. Volume 1. São Paulo: Saraiva, p CONDE, Francisco Muñoz; BITTENCOURT, Cezar Roberto. Teoria Geral do Delito. São Paulo: Saraiva, 2000, p. 157.

6 336 consentir em sua provocação, assumir o risco de produzi-lo, são todas formas diversas de expressar a vontade de realizar o resultado. Visto isso, passaremos agora a analisar a corrente doutrinária e jurisprudencial que não admitem a compatibilidade entre o dolo eventual e a tentativa. Segundo Júlio Fabbrini Mirabete: Há hipóteses evidentes de impossibilidade da tentativa com dolo eventual nos crimes de homicídio e de lesões, pois quem põe em perigo a integridade corporal de alguém voluntariamente, sem desejar causar a lesão, pratica fato típico especial (art. 132); quem põe em risco a vida de alguém, causando-lhe lesão e não querendo sua morte, pratica o crime de lesão corporal de natureza grave (art. 129, 1º, II). Deve-se entender que, diante do texto legal, se punirá pelo crime menos grave quando o agente assume o risco de um resultado de lesão ou morte, respectivamente, que ao final não vem a ocorrer. 13 Em acertada abordagem sobre o tema, preleciona o doutrinador e professor Rogério Greco que: A própria definição legal do conceito de tentativa nos impede de reconhecê-la nos casos em que o agente atua com dolo eventual.quando o Código Penal, em seu art. 14, II, diz ser o crime tentado quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente, nos está a induzir, mediante a palavra vontade, que a tentativa somente será admissível quando a conduta do agente for finalística e diretamente dirigida à produção de um resultado, e não nas hipóteses em que somente assuma o risco de produzi-lo, nos termos propostos pela teoria do assentimento. 14 Nesta linha, nosso Egrégio Tribunal de Justiça vem se manifestando sobre impossibilidade de admitir-se a tentativa no dolo eventual. Senão vejamos: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. DELITOS COMETIDOS NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. HOMICÍDIO TENTADO COM DOLO EVENTUAL E EMBRIAGUEZ AO VOLANTE. DESCLASSIFICAÇÃO DO DELITO CONTRA A VIDA PARA OUTRO DE COMPETÊNCIA DO JUIZ SINGULAR. IMPOSSIBILIDADE LÓGICA DE ADMITIR-SE A TENTATIVA NO DOLO EVENTUAL. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS. MANUTENÇÃO DA DECISÃO DE 1º GRAU. Recurso improvido. (Recurso em Sentido Estrito Nº , Primeira Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Manuel José Martinez Lucas, Julgado em 31/03/2010). PRONÚNCIA. TENTATIVA DE HOMICÍDIO. DELITO DE CIRCULAÇÃO NO TRÂNSITO. DOLO EVENTUAL. PROVA. A submissão de quem se envolve em delito de circulação de veículos no trânsito ao julgamento popular, através de imputação de dolo eventual, exige a presença de circunstâncias 13 MIRABETE, Júlio Fabbrini. Manual de Direito Penal Parte Geral. 11. ed. São Paulo: Atlas, 1996, p GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal Parte Geral. 12. ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2010, p. 253/254.

7 337 excepcionais, bem determinadas, visto que a regra, em casos do gênero, é a culpa. Circunstâncias não presentes na espécie. Dificuldade, outrossim, de conciliar conceitos de crime tentado, cujo resultado só não se obtém por circunstâncias alheias à vontade do agente, com o dolo eventual, onde não há essa vontade de obtenção do resultado lesivo. Recurso provido para a desclassificação da infração. (Recurso em Sentido Estrito Nº , Segunda Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: José Antônio HirtPreiss, Julgado em 31/08/2000). CONSIDERAÇÕES FINAIS Como se demonstrou no transcurso do presente trabalho, há uma grande divergência na doutrina e nos Tribunais quanto à possibilidade de conciliar a tentativa nos crimes praticados com dolo eventual. Entendemos pela incompatibilidade entre a tentativa e o dolo eventual, uma vez que, para a configuração do crime tentado, é necessária a vontade do agente em produzir o resultado lesivo, o qual não veio a ocorrer por circunstancias alheias a essa vontade. Tal elemento volitivo, ou seja, o querer produzir o fato descrito no tipo penal, não se encontra presente no dolo eventual, pois neste, como visto acima, há apenas a anuência de que determinado resultado possa ocorrer, isto é, o agente prevê o resultado como possível ou provável e não se importa com a sua ocorrência, aceitando-o. Não há, assim, no dolo eventual, a real vontade de produzir o resultado, o que o torna incompatível com o conceito dado pelo nosso Código Penal à tentativa (art. 14, II, CP). Importante destacar, outrossim, que para a configuração de crimes dolosos, necessário se faz, que o agente realize todas as fases do iter criminis, ou seja, cogite, prepare e execute a ação criminosa, o que é incompatível com o dolo eventual, pois quem assume o risco de produzir um resultado típico, obviamente não cogita, nem prepara a execução de um crime. Por fim, não podemos deixar de observar que o instituto da tentativa sempre comporta a hipótese de desistência voluntária por parte do agente, em que, desistindo de continuar na ação criminosa, somente responderá pelos atos já praticados. Não há possibilidade, assim, de alguém desistir de assumir o risco, pois, uma vez assumido, impossível desistir. Diante do exposto, temos como acertada a posição adotada por nosso Egrégio Tribunal de Justiça, ao reconhecer a incompatibilidade entre os institutos da tentativa e dolo eventual, pois, em que pese nosso Código Penal ter equiparado o dolo direto ao eventual, ilógico seria pensar-se em alguém assumir o risco de tentar produzir um

8 338 resultado, devendo responder, neste caso, apenas por aquilo que efetivamente tenha produzido, visto que falta ao agente a vontade de produzir resultado mais gravoso.

9 339 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANDREUCCI, Ricardo Antônio. Manual de Direito Penal. 5. ed. São Paulo: Saraiva, BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal Parte Geral ed. São Paulo: Saraiva, BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal Parte Especial 2: Dos Crimes Contra a Pessoa. 11. ed. São Paulo: Saraiva, BRUNO, Aníbal. Direito Penal Parte Geral. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense, CONDE, Francisco Muñoz. Teoria Geral do Delito. Porto Alegre: Fabris, GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal Parte Geral. 12. ed. Rio de Janeiro: Impetus, JESUS, Damásio E. de. Direito Penal Parte Geral. 21 ed. São Paulo: Saraiva, MIRABETE, Júlio Fabbrini. Manual de Direito Penal Parte Geral. 11. ed. São Paulo: Atlas, PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro, Volume 1 Parte Geral. 7. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, ZAFFARONI, Eugênio Raúl; PIERANGELI, José Henrique. Manual de Direito Penal Brasileiro V. 1 Parte Geral. 7. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.

2. OBJETIVO GERAL Possibilitar ao aluno contato com toda a teoria do delito, com todos os elementos que integram o crime.

2. OBJETIVO GERAL Possibilitar ao aluno contato com toda a teoria do delito, com todos os elementos que integram o crime. DISCIPLINA: Direito Penal II SEMESTRE DE ESTUDO: 3º Semestre TURNO: Matutino / Noturno CH total: 72h CÓDIGO: DIR118 1. EMENTA: Teoria Geral do Crime. Sujeitos da ação típica. Da Tipicidade. Elementos.

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

Questão de Direito Penal 1,0 Ponto PADRÃO DE RESPOSTA.

Questão de Direito Penal 1,0 Ponto PADRÃO DE RESPOSTA. Poder Judiciário da União Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios XL Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz de Direito Substituto da Justiça do Distrito Federal SEGUNDA PROVA

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga 1 PLANO DE ENSINO Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015 Unidade Carga Horária Sub-unidade Introdução ao estudo do Direito Penal 04 hs/a - Introdução. Conceito

Leia mais

DISCIPLINA: DIREITO PENAL

DISCIPLINA: DIREITO PENAL ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DISCIPLINA: DIREITO PENAL QUESTÃO Nº 109 Protocolo: 11913003657-0 Não existe qualquer erro material na questão. Nada a ser alterado. O recorrente

Leia mais

Plano de Ensino. Identificação

Plano de Ensino. Identificação Plano de Ensino Identificação Curso: Direito Disciplina: Direito Penal III Ano/semestre: 2012/1 Carga horária: Total: 80h Semanal: 12h Professor: Ronaldo Domingues de Almeida Período/turno: 5º - matutino

Leia mais

Embriaguez e Responsabilidade Penal

Embriaguez e Responsabilidade Penal Embriaguez e Responsabilidade Penal O estudo dos limites da responsabilidade penal é sempre muito importante, já que o jus puniendi do Estado afetará um dos principais direitos de qualquer pessoa, que

Leia mais

FATO TÍPICO CONDUTA. A conduta é o primeiro elemento integrante do fato típico.

FATO TÍPICO CONDUTA. A conduta é o primeiro elemento integrante do fato típico. TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO CONDUTA A conduta é o primeiro elemento integrante do fato típico. Na Teoria Causal Clássica conduta é o movimento humano voluntário produtor de uma modificação no mundo

Leia mais

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas.

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. Programa de DIREITO PENAL I 2º período: 4h/s Aula: Teórica EMENTA Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. OBJETIVOS Habilitar

Leia mais

CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES Espécies de Conduta a) A conduta pode ser dolosa ou culposa. b) A conduta pode ser comissiva ou omissiva. O tema dolo e culpa estão ligados à

Leia mais

Direito Penal Emerson Castelo Branco

Direito Penal Emerson Castelo Branco Direito Penal Emerson Castelo Branco 2014 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. DIREITO PENAL CONCEITO DE CRIME a) material: Todo fato humano que lesa ou expõe a perigo

Leia mais

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Omissão de Notificação da Doença DIREITO PENAL - Omissão de Notificação de Doença CP. Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja

Leia mais

Curso: Direito Carga Horária: 64 Departamento: Direito Público Área: Direito Penal e Processo Penal PLANO DE ENSINO

Curso: Direito Carga Horária: 64 Departamento: Direito Público Área: Direito Penal e Processo Penal PLANO DE ENSINO Faculdade de Direito Milton Campos Disciplina: Direito Penal II Curso: Direito Carga Horária: 64 Departamento: Direito Público Área: Direito Penal e Processo Penal PLANO DE ENSINO EMENTA A prática do crime

Leia mais

DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3. Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA

DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3. Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA Centro Universitário de Brasília Faculdade de Ciências Jurídicas e Ciências Sociais DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3 Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA 2013 2 DÉBORA DE

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA

MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA QUESTIONAMENTO: Solicito pesquisa acerca do enquadramento típico de indivíduo que fora abordado pela Brigada Militar, conduzindo veículo embriagado (306 dp CTB) e com a CNH vencida, sendo que foi reprovado

Leia mais

www.apostilaeletronica.com.br

www.apostilaeletronica.com.br DIREITO PENAL PARTE GERAL I. Princípios Penais Constitucionais... 003 II. Aplicação da Lei Penal... 005 III. Teoria Geral do Crime... 020 IV. Concurso de Crime... 027 V. Teoria do Tipo... 034 VI. Ilicitude...

Leia mais

AULA 08. CONTEÚDO DA AULA: Teorias da Conduta (cont). Teoria social da ação (cont.). Teoria pessoal da ação. Resultado. Relação de Causalidade Início.

AULA 08. CONTEÚDO DA AULA: Teorias da Conduta (cont). Teoria social da ação (cont.). Teoria pessoal da ação. Resultado. Relação de Causalidade Início. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Direito Penal / Aula 08 Professora: Ana Paula Vieira de Carvalho Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 08 CONTEÚDO DA AULA: Teorias da (cont). Teoria social

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA Autarquia Municipal de Ensino Superior Curso Reconhecido pelo Dec.Fed.50.126 de 26/1/1961 e Portaria CEE-GP- 436/13-

FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA Autarquia Municipal de Ensino Superior Curso Reconhecido pelo Dec.Fed.50.126 de 26/1/1961 e Portaria CEE-GP- 436/13- FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA Autarquia Municipal de Ensino Superior Curso Reconhecido pelo Dec.Fed.50.126 de 26/1/1961 e Portaria CEE-GP- 436/13- PLANO DE ENSINO DA DISCIPLINA DE FORMAÇÃO FUNDAMENTAL,

Leia mais

PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL

PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL 1 PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL Prof.Dr.Luís Augusto Sanzo Brodt ( O autor é advogado criminalista, professor adjunto do departamento de Ciências Jurídicas da Fundação Universidade Federal

Leia mais

COMUNICADO REFERENTE ÀS 08 QUESTÕES DE DIREITO PENAL DA PROVA DE ESCRIVÃO DA POLÍCIA CIVIL

COMUNICADO REFERENTE ÀS 08 QUESTÕES DE DIREITO PENAL DA PROVA DE ESCRIVÃO DA POLÍCIA CIVIL COMUNICADO REFERENTE ÀS 08 QUESTÕES DE DIREITO PENAL DA PROVA DE ESCRIVÃO DA POLÍCIA CIVIL A Universidade Estadual de Goiás, por meio do Núcleo de Seleção, vem perante aos candidatos que fizeram a prova

Leia mais

COLEGIADO DO CURSO DE DIREITO. Reconhecimento renovado pela portaria MEC nº 608 de 19.11.13, DOU de 20.11.13 PLANO DE CURSO

COLEGIADO DO CURSO DE DIREITO. Reconhecimento renovado pela portaria MEC nº 608 de 19.11.13, DOU de 20.11.13 PLANO DE CURSO COLEGIADO DO CURSO DE DIREITO Reconhecimento renovado pela portaria MEC nº 608 de 19.11.13, DOU de 20.11.13 Componente Curricular: DIREITO PENAL II Código: DIR - 265 CH Total: 60 horas Pré-requisito:Direito

Leia mais

&RQFHLWRGH'ROR. Descaracterizando o DOLO de uma conduta, tornando o ato de doloso para culposo, a extensão da pena diminui drasticamente.

&RQFHLWRGH'ROR. Descaracterizando o DOLO de uma conduta, tornando o ato de doloso para culposo, a extensão da pena diminui drasticamente. &RQFHLWRGH'ROR 3RU$QGUp5LFDUGRGH2OLYHLUD5LRV(VWXGDQWHGH'LUHLWR Tão importante no Direito Penal, o conceito de DOLO, deve estar sempre presente na cabeça do advogado Criminalista. Pois, quem conhece e sabe

Leia mais

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E A ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE AFERIÇÃO DA IMPUTABILIDADE PENAL Á LUZ DO ORDENAMENTO JURÍDICO.

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E A ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE AFERIÇÃO DA IMPUTABILIDADE PENAL Á LUZ DO ORDENAMENTO JURÍDICO. 1 REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E A ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE AFERIÇÃO DA IMPUTABILIDADE PENAL Á LUZ DO ORDENAMENTO JURÍDICO. VAGULA, J. E. M. Resumo No decorrer desta pesquisa buscou-se a melhor forma, dentre

Leia mais

O PRINCÍPIO NE BIS IN IDEM E O CONCURSO DE CRIMES: ROUBO CIRCUNSTANCIADO E QUADRILHA ARMADA

O PRINCÍPIO NE BIS IN IDEM E O CONCURSO DE CRIMES: ROUBO CIRCUNSTANCIADO E QUADRILHA ARMADA O PRINCÍPIO NE BIS IN IDEM E O CONCURSO DE CRIMES: ROUBO CIRCUNSTANCIADO E QUADRILHA ARMADA Rogério Cardoso Ferreira¹ Jaqueline Camargo Machado de Queiroz² RESUMO A essência deste trabalho consiste em

Leia mais

Faculdade de Direito de Alta Floresta (FADAF) Edinaldo Rosa e Silva DESCRIMINALIZAÇÃO DA POSSE DE DROGAS PARA CONSUMO PESSOAL ÁREA CRIMINAL

Faculdade de Direito de Alta Floresta (FADAF) Edinaldo Rosa e Silva DESCRIMINALIZAÇÃO DA POSSE DE DROGAS PARA CONSUMO PESSOAL ÁREA CRIMINAL 0 Faculdade de Direito de Alta Floresta (FADAF) Edinaldo Rosa e Silva DESCRIMINALIZAÇÃO DA POSSE DE DROGAS PARA CONSUMO PESSOAL ÁREA CRIMINAL Alta Floresta-MT 2011 1 Edinaldo Rosa e Silva DESCRIMINALIZAÇÃO

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA

PROGRAMA DE DISCIPLINA Faculdade Anísio Teixeira de Feira de Santana Autorizada pela Portaria Ministerial nº 552 de 22 de março de 2001 e publicada no Diário Oficial da União de 26 de março de 2001. Endereço: Rua Juracy Magalhães,

Leia mais

CURSO: DIREITO NOTURNO - CAMPO BELO SEMESTRE: 2 ANO: 2015 C/H: 67 AULAS: 80 PLANO DE ENSINO

CURSO: DIREITO NOTURNO - CAMPO BELO SEMESTRE: 2 ANO: 2015 C/H: 67 AULAS: 80 PLANO DE ENSINO CURSO: DIREITO NOTURNO - CAMPO BELO SEMESTRE: 2 ANO: 2015 C/H: 67 AULAS: 80 DISCIPLINA: DIREITO PENAL I PLANO DE ENSINO OBJETIVOS: * Compreender as normas e princípios gerais previstos na parte do Código

Leia mais

Egrégio Tribunal, Colenda Câmara,

Egrégio Tribunal, Colenda Câmara, RAZÕES DE APELAÇÃO Vara do Júri do Foro de Osasco Proc. nº 00XXXXX-76.2000.8.26.0405 Apelante: O.C.B. Apelado: MINISTÉRIO PÚBLICO Egrégio Tribunal, Colenda Câmara, 1. Breve síntese dos autos O.C.B. foi

Leia mais

ARTIGO 14 da Lei nº 6368/76: CRIME HEDIONDO!

ARTIGO 14 da Lei nº 6368/76: CRIME HEDIONDO! ARTIGO 14 da Lei nº 6368/76: CRIME HEDIONDO! ELIANE ALFRADIQUE O artigo 14 da Lei nº 6.368/76 tem causado certa dificuldade em sua aplicação prática. O enunciado do artigo em questão, tipifica a associação

Leia mais

Súmulas em matéria penal e processual penal.

Súmulas em matéria penal e processual penal. Vinculantes (penal e processual penal): Súmula Vinculante 5 A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante 9 O disposto no artigo

Leia mais

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas.

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. Programa de DIREITO PENAL I 2º período: 80 h/a Aula: Teórica EMENTA Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. OBJETIVOS Habilitar

Leia mais

DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE À LUZ DOS CRIMES DE TRÂNSITO

DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE À LUZ DOS CRIMES DE TRÂNSITO UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE DIREITO MICHEL MERÊNCIO COSTA DOLO EVENTUAL E CULPA CONSCIENTE À LUZ DOS CRIMES DE TRÂNSITO CRICIUMA, DEZEMBRO 2009 MICHEL MERÊNCIO COSTA DOLO EVENTUAL

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2011

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2011 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2011 Disciplina: Direito Penal IV Departamento III Penal e Processo Penal Docente Responsável: Mauro Augusto de Souza Mello Junior Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo:

Leia mais

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal Direito Penal 1. Apresentação José Nabuco Filho: Advogado criminalista em São Paulo, mestre em Direito Penal 1 (UNIMEP), professor de Direito Penal desde 2000. Na Universidade São Judas Tadeu, desde 2011,

Leia mais

O acórdão em análise é oriundo do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento de um agravo regimental em Recurso Especial e assim dispõe:

O acórdão em análise é oriundo do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento de um agravo regimental em Recurso Especial e assim dispõe: 3. COMENTÁRIOS À JURISPRUDÊNCIA 3.1 QUESTÕES PONTUAIS SOBRE EXECUÇÃO PENAL ÉRIKA DE LAET GOULART MATOSINHO Oficial do Ministério Público do Estado de Minas Gerais Bacharel em Direito 1. Escolha do acórdão

Leia mais

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Resultado Nexo de causalidade Tipicidade RESULTADO Não basta existir uma conduta. Para que se configure o crime é necessário

Leia mais

CRIME CONTINUADO EM HOMICÍDIOS. César Dario Mariano da Silva 8º PJ do II Tribunal do Júri de São Paulo

CRIME CONTINUADO EM HOMICÍDIOS. César Dario Mariano da Silva 8º PJ do II Tribunal do Júri de São Paulo CRIME CONTINUADO EM HOMICÍDIOS César Dario Mariano da Silva 8º PJ do II Tribunal do Júri de São Paulo A figura do crime continuado surgiu na antigüidade por razões humanitárias, a fim de que fosse evitada

Leia mais

Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Embriaguez: uma análise dos artigos 26 e 28 Código Penal brasileiro. Nathalia Botelho Portugal

Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Embriaguez: uma análise dos artigos 26 e 28 Código Penal brasileiro. Nathalia Botelho Portugal Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro Embriaguez: uma análise dos artigos 26 e 28 Código Penal brasileiro Nathalia Botelho Portugal Rio de Janeiro 2013 NATHALIA BOTELHO PORTUGAL Embriaguez:

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª- DIREITO PENAL IV LEGISLAÇÃO ESPECIAL 8ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 Direito penal Iv 2 ROUBO 3 - Roubo Qualificado/Latrocínio 3º Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de

Leia mais

TRIBUNAL CRIMINAL DA COMARCA DE LISBOA 1º JUÍZO-2ª SECÇÃO

TRIBUNAL CRIMINAL DA COMARCA DE LISBOA 1º JUÍZO-2ª SECÇÃO 1 - RELATÓRIO Nos presentes autos de processo comum, com intervenção do Tribunal Singular, o Ministério Público deduziu acusação contra Maria Silva, nascida a 11 de Setembro de 1969, natural de Coimbra,

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª- DIREITO PENAL IV LEGISLAÇÃO ESPECIAL 8ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 Direito penal IV 2 EXTORSÃO Art. 158 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br As Medidas de Segurança (Inconstitucionais?) e o dever de amparar do Estado Eduardo Baqueiro Rios* Antes mais nada são necessárias breves considerações acerca de pena e das medidas

Leia mais

A ILEGALIDADE DA ATIVIDADE EMPRESARIAL POR MILITAR DA ATIVA O excesso legislativo da norma penal

A ILEGALIDADE DA ATIVIDADE EMPRESARIAL POR MILITAR DA ATIVA O excesso legislativo da norma penal A ILEGALIDADE DA ATIVIDADE EMPRESARIAL POR MILITAR DA ATIVA O excesso legislativo da norma penal Art. 204 do CPM e outros diplomas legais Por: Euclides Cachioli de Lima. Muitos são os doutrinadores que

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça HABEAS CORPUS Nº 221.913 - SP (2011/0248241-5) RELATOR IMPETRANTE ADVOGADO IMPETRADO PACIENTE : MINISTRO OG FERNANDES : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO : RICARDO LOBO DA LUZ - DEFENSOR PÚBLICO

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete do Desembargador Federal Marcelo Navarro

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete do Desembargador Federal Marcelo Navarro RELATÓRIO O Senhor DESEMBARGADOR FEDERAL MARCELO NAVARRO: Cuida-se de apelação criminal interposta pelo Ministério Público Federal contra sentença proferida pelo MM. Juízo da 37ª Vara de Pernambuco, na

Leia mais

A descrição do fato típico na acusação penal

A descrição do fato típico na acusação penal A descrição do fato típico na acusação penal Hugo Nigro Mazzilli Advogado, Consultor jurídico, Procurador de Justiça aposentado, Professor da Escola Superior do Ministério Público (SP) A denúncia ou a

Leia mais

01 MOEDA FALSA. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução. 1.1.2. Classificação doutrinária. 1.1.3. Objetos jurídico e material

01 MOEDA FALSA. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução. 1.1.2. Classificação doutrinária. 1.1.3. Objetos jurídico e material 01 MOEDA FALSA Sumário: 1. Moeda falsa 2. Crimes assimilados ao de moeda falsa 3. Petrechos para falsificação de moeda 4. Emissão de título ao portador sem permissão legal. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 Disciplina: Direito Penal I Departamento III Direito Penal e Direito Processo Penal Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual 2º ano Docente Responsável: Prof.

Leia mais

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade

FATO TÍPICO. Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Nexo de causalidade Tipicidade TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO Conduta (dolosa ou culposa; comissiva ou omissiva) Resultado Nexo de causalidade Tipicidade NEXO DE CAUSALIDADE O nexo causal ou relação de causalidade é o elo que une

Leia mais

PARECERES JURÍDICOS. Para ilustrar algumas questões já analisadas, citamos abaixo apenas as ementas de Pareceres encomendados:

PARECERES JURÍDICOS. Para ilustrar algumas questões já analisadas, citamos abaixo apenas as ementas de Pareceres encomendados: PARECERES JURÍDICOS Partindo das diversas obras escritas pelo Prof.Dr. AURY LOPES JR., passamos a oferecer um produto diferenciado para os colegas Advogados de todo o Brasil: a elaboração de Pareceres

Leia mais

SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE

SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE PROMOTOR DE JUSTIÇA ASSESSOR DO CENTRO DE APOIO OPERACIONAL CRIMINAL DO MINISTÉRIO PUBLICO

Leia mais

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03 1. IDENTIFICAÇÃO PERÍODO: 3 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 45 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO PENAL I (1ª PARTE- TEORIA DO CRIME) NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA Ciências Penais,

Leia mais

ESTADO DO TOCANTINS PODER JUDICIÁRIO COMARCA DE PALMAS 3ª VARA CRIMINAL. PROCESSOS N os 5021457-83.2013.827.2729 e 5021453-46.2013.827.

ESTADO DO TOCANTINS PODER JUDICIÁRIO COMARCA DE PALMAS 3ª VARA CRIMINAL. PROCESSOS N os 5021457-83.2013.827.2729 e 5021453-46.2013.827. ESTADO DO TOCANTINS PODER JUDICIÁRIO COMARCA DE PALMAS 3ª VARA CRIMINAL PROCESSOS N os 5021457-83.2013.827.2729 e 5021453-46.2013.827.2729 DECISÃO Tratam-se de queixas oferecidas por Eudival Coelho Barros,

Leia mais

Exercícios de fixação

Exercícios de fixação 1. (UFMT) As infrações penais se dividem em crimes e contravenções. Os crimes estão descritos: a) na parte especial do Código Penal e na Lei de Contravenção Penal. b) na parte geral do Código Penal. c)

Leia mais

a) identificação da unidade judiciária: Vara Criminal da Comarca de Montenegro/RS b) e-mail para contato e envio de informações: alat@tj.rs.gov.br.

a) identificação da unidade judiciária: Vara Criminal da Comarca de Montenegro/RS b) e-mail para contato e envio de informações: alat@tj.rs.gov.br. Apresentação a) identificação da unidade judiciária: Vara Criminal da Comarca de Montenegro/RS b) e-mail para contato e envio de informações: alat@tj.rs.gov.br. c) nome do trabalho/projeto: Sistema para

Leia mais

Excelentíssima Senhora Presidente da Comissão Permanente de Direito Penal do Instituto dos Advogados Brasileiros, Dra.

Excelentíssima Senhora Presidente da Comissão Permanente de Direito Penal do Instituto dos Advogados Brasileiros, Dra. Excelentíssima Senhora Presidente da Comissão Permanente de Direito Penal do Instituto dos Advogados Brasileiros, Dra. Victória Sulocki, Indicação nº 056/2012, sobre o "Projeto de Lei nº 3901/2012, de

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM HABEAS CORPUS Nº 21.628 - SP (2007/0158779-3) RELATORA : MINISTRA LAURITA VAZ RECORRENTE : AGOSTINHO FERRAMENTA DA SILVA JÚNIOR ADVOGADO : JULIANA FERRAMENTA DA SILVA RECORRIDO : TRIBUNAL DE

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR ELBERT DA CRUZ HEUSELER Mestre em Direito da Administração Pública Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais Pós Graduado em Estratégia e Relações Internacionais Especialista em Globalização e Brasil

Leia mais

HOMICÍDIOS PRATICADOS POR CONDUTORES ALCOOLIZADOS NO TRÂNSITO: DOLO EVENTUAL OU CULPA CONSCIENTE?

HOMICÍDIOS PRATICADOS POR CONDUTORES ALCOOLIZADOS NO TRÂNSITO: DOLO EVENTUAL OU CULPA CONSCIENTE? EDER ANTUNES CAIXETA HOMICÍDIOS PRATICADOS POR CONDUTORES ALCOOLIZADOS NO TRÂNSITO: DOLO EVENTUAL OU CULPA CONSCIENTE? Brasília 2013 2 Agradeço a Deus por me conceder o privilégio da vida e aos meus pais,

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR É possível um finalismo corrigido? Saymon Mamede Várias teorias sobre o fato típico e a conduta surgiram no Direito Penal, desde o final do século XIX até hodiernamente. A pretensão deste artigo é expor

Leia mais

Aplicação de dolo eventual nos crimes de homicídio no trânsito

Aplicação de dolo eventual nos crimes de homicídio no trânsito Aplicação de dolo eventual nos crimes de homicídio no trânsito sociedade brasileira. O tema brevemente comentado é gerador de polêmica e celeuma na Os crimes de trânsito têm tratamento legal previsto pelo

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO TOCANTINS TRIBUNAL DE JUSTIÇA Juiz Convocado HELVÉCIO DE BRITO MAIA NETO

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO TOCANTINS TRIBUNAL DE JUSTIÇA Juiz Convocado HELVÉCIO DE BRITO MAIA NETO HABEAS CORPUS Nº 0002031-78.2014.827.0000 ORIGEM: COMARCA DE PARAÍSO DO TOCANTINS 1ª VARA CRIMINAL PACIENTE: RAPHAEL BRANDÃO PIRES IMPETRANTE: ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL SECCIONAL DO TOCANTINS IMPETRADO:

Leia mais

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal)

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Decreto-Lei nº 2.848, de 7.12.1940 (Código Penal) Reforma o Código Penal Brasileiro. Código Penal. O CONGRESSO

Leia mais

1 o ) O decurso do tempo (teoria do esquecimento do fato). 2 o ) A correção do condenado. 3 o ) A negligência da autoridade.

1 o ) O decurso do tempo (teoria do esquecimento do fato). 2 o ) A correção do condenado. 3 o ) A negligência da autoridade. PRESCRIÇÃO FUNDAMENTOS 1 o ) O decurso do tempo (teoria do esquecimento do fato). 2 o ) A correção do condenado. 3 o ) A negligência da autoridade. 51 NATUREZA JURÍDICA Ainda hoje se discute a respeito

Leia mais

Crime consumado, crime tentado, desistência voluntária e arrependimento eficaz

Crime consumado, crime tentado, desistência voluntária e arrependimento eficaz Crime consumado, crime tentado, desistência voluntária e arrependimento eficaz Crime consumado Nos termos do artigo 14 do Código Penal há uma definição legal do que se considera crime consumado e tentado

Leia mais

Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho. M. J. Sealy

Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho. M. J. Sealy Responsabilidade Civil e Criminal em Acidentes de Trabalho O Conceito de Acidente de Trabalho (de acordo com a Lei 8.213/91 Art. 19) Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço

Leia mais

FURTO TENTADO EM ESTABELECIMENTO MONITORADO: CRIME IMPOSSÍVEL? Por Bruno Haddad Galvão, Defensor Público do Estado de São Paulo

FURTO TENTADO EM ESTABELECIMENTO MONITORADO: CRIME IMPOSSÍVEL? Por Bruno Haddad Galvão, Defensor Público do Estado de São Paulo FURTO TENTADO EM ESTABELECIMENTO MONITORADO: CRIME IMPOSSÍVEL? Por Bruno Haddad Galvão, Defensor Público do Estado de São Paulo Comumente a defesa se depara com denúncias por furto tentado em estabelecimento

Leia mais

LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA

LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA Karina Nogueira Alves A legítima defesa é um direito natural, intrínseco ao ser humano e, portanto, anterior à sua codificação, como norma decorrente da própria constituição do

Leia mais

Excelentíssima Senhora Doutora Juíza de Direito da 19 a Unidade do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Fortaleza CE.

Excelentíssima Senhora Doutora Juíza de Direito da 19 a Unidade do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Fortaleza CE. Excelentíssima Senhora Doutora Juíza de Direito da 19 a Unidade do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Fortaleza CE. AUTOS n.: 2277/10. AUTOS n : 2010.8.06.0012/0. AUTOR: 1 o :CARLOS ALBERTO

Leia mais

Direito Penal Aula 3 1ª Fase OAB/FGV Professor Sandro Caldeira. Espécies: 1. Crime (delito) 2. Contravenção

Direito Penal Aula 3 1ª Fase OAB/FGV Professor Sandro Caldeira. Espécies: 1. Crime (delito) 2. Contravenção Direito Penal Aula 3 1ª Fase OAB/FGV Professor Sandro Caldeira TEORIA DO DELITO Infração Penal (Gênero) Espécies: 1. Crime (delito) 2. Contravenção 1 CONCEITO DE CRIME Conceito analítico de crime: Fato

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br (Artigos) considerações sobre a responsabilidade "penal" da pessoa jurídica Dóris Rachel da Silva Julião * Introdução É induvidoso que em se tratando da criminalidade econômica e

Leia mais

Núcleo de Pesquisa e Extensão do Curso de Direito NUPEDIR VII MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (MIC) 25 de novembro de 2014

Núcleo de Pesquisa e Extensão do Curso de Direito NUPEDIR VII MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (MIC) 25 de novembro de 2014 DOS CRIMES CONTRA A VIDA HOMICÍDIO Camila Beatriz Herschaft 1 Jenifer Maldaner 2 Marciele Burg 3 Rogério Cézar Soehn 4 SUMÁRIO: 1 INTRODUÇÃO. 2 HOMICÍDIO. 2.1 O PRIMEIRO HOMICÍDIO. 2.2 OBJETO JURÍDICO.

Leia mais

EMENTA PENAL. DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR SEM HABILITAÇÃO. MANOBRAS IRREGULARES. POTENCIALIDADE DE DANO. RESULTADO NATURALÍSTICO INEXIGÍVEL.

EMENTA PENAL. DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR SEM HABILITAÇÃO. MANOBRAS IRREGULARES. POTENCIALIDADE DE DANO. RESULTADO NATURALÍSTICO INEXIGÍVEL. Órgão : 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais Classe : APJ Apelação Criminal no Juizado Especial Nº Processo: 2007.09.1.007157-3 Apelante : MARTINHO DE JESUS FONSECA Apelante : MINISTÉRIO

Leia mais

DA ILEGALIDADE NO CONTROLE, PELO EMPREGADOR, DO ENDEREÇO ELETRÔNICO ( E-MAIL ) FORNECIDO EM DECORRÊNCIA DA RELAÇÃO DE TRABALHO

DA ILEGALIDADE NO CONTROLE, PELO EMPREGADOR, DO ENDEREÇO ELETRÔNICO ( E-MAIL ) FORNECIDO EM DECORRÊNCIA DA RELAÇÃO DE TRABALHO DA ILEGALIDADE NO CONTROLE, PELO EMPREGADOR, DO ENDEREÇO ELETRÔNICO ( E-MAIL ) FORNECIDO EM DECORRÊNCIA DA RELAÇÃO DE TRABALHO Palavras-chaves: Controle. E-mail. Empregado. Matheus Diego do NASCIMENTO

Leia mais

I miii mil mu mu mu um um mu mi nu *D?7fi3RR9*

I miii mil mu mu mu um um mu mi nu *D?7fi3RR9* TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÁTICA REGISTRADO(A) SOB N I miii mil mu mu mu um um mu mi nu *D?7fi3RR9* Vistos, relatados e discutidos estes

Leia mais

TURMA RECURSAL ÚNICA J. S. Fagundes Cunha Presidente Relator

TURMA RECURSAL ÚNICA J. S. Fagundes Cunha Presidente Relator RECURSO DE APELAÇÃO nº 2006.2579-1/0, DO 1º JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DE LONDRINA Recorrente...: ATAIDIO ANTONIO MEDEIROS Recorrido...: MINISTÉRIO PÚBLICO PENAL. INFRAÇÃO AO ART. 16, CAPUT DA LEI 6.368/76.

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL

IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL Jonas Guedes 1 Resumo: O tema abordado no presente artigo versará sobre a impossibilidade jurídica do Tribunal do Júri na Justiça

Leia mais

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM?

Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? Crimes praticados por militares estaduais contra civis Procedimentos a serem adotados, CPP ou CPPM? A Justiça Militar Estadual por força de expressa vedação contida no art. 125, 4º, da CF/88, não tem competência

Leia mais

Conceito. Responsabilidade Civil do Estado. Teorias. Risco Integral. Risco Integral. Responsabilidade Objetiva do Estado

Conceito. Responsabilidade Civil do Estado. Teorias. Risco Integral. Risco Integral. Responsabilidade Objetiva do Estado Conceito Responsabilidade Civil do Estado é a obrigação que ele tem de reparar os danos causados a terceiros em face de comportamento imputável aos seus agentes. chama-se também de responsabilidade extracontratual

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Ementa e Acórdão DJe 23/05/2012 Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 24/04/2012 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 106.942 GOIÁS RELATOR PACTE.(S) IMPTE.(S) COATOR(A/S)(ES) : MIN. JOAQUIM BARBOSA :SUPERIOR

Leia mais

O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO

O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO José Afonso da Silva 1. A controvérsia 1. A condenação, pelo Supremo Tribunal Federal, na Ação Penal 470, de alguns deputados federais tem suscitado dúvidas relativamente

Leia mais

RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS

RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS SEGURANÇA DE BARRAGENS DE REJEITOS RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS SIMEXMIN OURO PRETO 18.05.2016 SERGIO JACQUES DE MORAES ADVOGADO DAS PESSOAS DAS PESSOAS NATURAIS A vida é vivida por

Leia mais

Chamamos esses fenômenos jurídicos de ultratividade da lei penal e retroatividade

Chamamos esses fenômenos jurídicos de ultratividade da lei penal e retroatividade Conceito A lei penal, quanto à sua obrigatoriedade e efetiva vigência, está subordinada às mesmas regras que disciplinam as leis em geral: publicação oficial no Diário Oficial e decurso de eventual prazo

Leia mais

2. OBJETIVO GERAL Possibilitar que o aluno tome conhecimento do conceito, das finalidades e da importância do Direito Penal.

2. OBJETIVO GERAL Possibilitar que o aluno tome conhecimento do conceito, das finalidades e da importância do Direito Penal. DISCIPLINA: Direito Penal I SEMESTRE DE ESTUDO: 2º Semestre TURNO: Matutino / Noturno CH total: 72h CÓDIGO: DIR112 1. EMENTA: Propedêutica Penal. Relação do Direito Penal com outras ciências: a criminologia

Leia mais

Setor de Recursos Extraordinários e Especiais Criminais Modelo da Tese nº 320

Setor de Recursos Extraordinários e Especiais Criminais Modelo da Tese nº 320 OBS: Na jurisprudência citada, sempre que não houver indicação do tribunal, entenda-se que é do Superior Tribunal de Justiça. Índices Ementas ordem alfabética Ementas ordem numérica Índice do CD Tese 320

Leia mais