CAPÍTULO 1 O AMBIENTE DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS. Tereza Gonçalves Kirner

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1 CAPÍTULO 1 O AMBIENTE DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS Tereza Gonçalves Kirner Apresentação elaborada com base em: Hoffer, Jeffrey A., George, Joey F. Modern Systems Analysis and Design (Capítulo 1), Pearson, 7 edition,

2 Apresentação Este módulo do curso apresenta os conceitos básicos de sistemas de informação e a abordagem do ciclo de vida de desenvolvimento de sistemas (SDLC), destacando as abordagens tradicionais de desenvolvimento em Espiral e em Cascata. Destaca o uso de ferramentes CASE (Computer-Aided Software Engineering) na geração de sistemas, descrevendo as metodologias RAD (Rapid Application Development) e XP (extreme Programming). Além disso, enfoca a análise e projeto orientado a objeto, apresentando a metodologia RUP (Rational Unified Process). Por fim, enfatiza os aspectos positivos da abordagem SDLC, que possibilita organizar e guiar a criação de sistemas, definir processos e atividades e estabelecer limites e comunicações entre os mesmos. 2

3 Sistemas de Informação Caracterizam-se por armazenar e gerenciar grandes volumes de dados e prover informações necessárias para solucionar problemas organizacionais Podem atender tanto as atividades do dia-a-dia quanto as necessidades gerenciais das empresas. Classificação de Sistemas de Informação: Sistemas de Processamento de Transações Sistemas de Apoio à Decisão Sistemas de Planejamento Estratégico 3

4 Sistemas de Processamento de Transações SPT Auxiliam na realização de atividades do dia-a-dia de uma empresa ou organização Direcionados para uma perspectiva de curto prazo Exemplos: - Controle de empréstimos de livros em uma biblioteca - Atendimento de pedidos / vendas online - Controle de consultas em uma clínica médica 4

5 Sistemas de Apoio à Decisão (SAD) Apóiam gerentes de nível médio das empresas e outros profissionais (knowledge workers) a tomarem decisões inteligentes, com menor risco e maior probabilidade de sucesso. Direcionados para uma perspectiva de curto/médio prazo. Exemplos: - Análise de previsões de vendas - Controle e acompanhamento de projetos 5

6 Sistemas de Informação Estratégicos (SIE) Usados pela alta administração de uma empresa para avaliação e escolha de ações que terão impacto decisivo na vida e sucesso da organização Direcionados para uma perspectiva de médio prazo/longo prazo Exemplo: - Planejamento das políticas de investimento em desenvolvimento de produtos de informática (software, hardware ou dispositivos) para o próximo qüinqüênio 6

7 Análise e Projeto de Sistemas de Informação Processo complexo para desenvolvimento e manutenção de sistemas e aplicações computacionais Abrange desde a decisão de se criar um sistema, passando pela entrega e acompanhamento do produto, até a sua descontinuação Composta por um conjunto de etapas, fases e atividades Utiliza metodologias, técnicas e ferramentas para apoiar o desenvolvimento dos sistemas Dirigida aos profissionais da área - analistas de sistemas, engenheiros de software 7

8 Evolução da Análise e Projeto de Sistemas 1950s: foco na automatização eficiente de processos já existentes 1960s: advento das linguagens procedurais de 3ª geração (3GL) e computadores mais rápidos e confiáveis 1970s: o desenvolvimento de sistemas torna-se mais estruturado (como uma disciplina de engenharia) 1980s: grande avanço, com linguagens de 4a geração (4GL), ferramentas CASE e métodos orientados a objeto 1990s: foco na integração de sistemas, interface com o usuário (GUI ), plataformas cliente/servidor e Internet Novo século: desenvolvimento de aplicações Web, aplicações para celular, sistemas baseados em componentes e provedores de serviços (ASP) 8

9 Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Sistemas (SDLC) Metodologia tradicional usada para desenvolver, manter e substituir sistemas de informação Etapas Básicas do SDLC: - Planejamento - Análise - Projeto - Implementação - Implantação - Manutenção 9

10 Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Sistemas (SDLC) Planejamento - as necessidades de informação são identificadas, priorizadas e organizadas Análise - os requisitos do sistema são elicitados e especificados Projeto - a solução obtida é convertida em um projeto lógico e depois em um projeto físico Implementação - o sistema de informação é codificado e devidamente testado Implantação o sistema de informação é entregue à organização e colocado em funcionamento Manutenção um sistema de informação passa por atualizações, correções e alterações preventivas 10

11 Modelos de Processo de Desenvolvimento de Sistemas Modelos Tradicionais: - Cascata - sequência de etapas/fases - Espiral - construção evolutiva, com refinamentos sucessivos do sistema que está sendo criado 11

12 Proposto por Barry Boehm Modelo Cascata Há várias versões do modelo será apresentada uma versão genérica Abordagem top-down, composta por uma seqüência de etapas, fases e atividades Cada etapa produz um resultado que, após validado, serve de entrada para a etapa seguinte O modelo cascata direciona o desenvolvimento do sistema, indicando as atividades necessárias, desde a concepção até a entrega do sistema 12

13 Planejamento Validação Análise Validação Projeto Preliminar Validação Projeto Detalhado Validação Codificação Modelo Cascata (Bohem ) Validação Operação Validação Implantação Validação 13

14 Proposto por Barry Boehm Modelo Espiral Há várias versões do modelo será apresentada uma visão genérica Adota um Processo Iterativo cada iteração compõe-se de 4 etapas: (1) Inicialização do Processo de Desenvolvimento (2) Avaliação de Alternativas (3) Desenvolvimento do Produto (4) Planejamento do Desenvolvimento (continuidade e finalização) Cada iteração resulta em uma versão do sistema (refinamentos sucessivos) 14

15 Inicialização Avaliação Determinar objetivos, alternativas e restrições Avaliar alternativas, identificar e resolver riscos Decisão de prosseguir ou não Planejar as próximas fases Planejamento Desenvolver, verificar próximo nível do produto Desenvolvimento Modelo Espiral - (Boehm 1980) 15

16 Outras Abordagens de Desenvolvimento de Sistemas de Informação Desenvolvimento Rápido (RAD): prototipação do sistema, com uso de ferramenta Metodologias Ágeis Programação Extrema (xp - extreme Programming) 16

17 Desenvolvimento Rápido (RAD) - Prototipação Reduz o tempo de desenvolvimento do sistema Requer: participação intensiva do usuário, uso de ferramentas CASE, geradores de código, etc. Enfatiza a criação de boas Interfaces Humano- Computador (IHC) Menor preocupação com aspectos de desempenho do sistema 17

18 Fim Início Coleta e refinamento dos requisitos Engenharia do produto Projeto rápido Refinamento do protótipo Avaliação do protótipo pelo cliente Construção do protótipo Prototipação 18

19 Metodologias Ágeis Enfocam o desenvolvimento de sistemas como um processo fluido, dinêmico e não previsível totalmente Assumem 3 princípios básicos: - É um processo mais adaptativo do que preditivo - Enfatiza mais as pessoas (usuários) do que os papéis que estas desempenhanham na organização - Atividades de desenvolvimento são auto-adaptativas 19

20 Programação Extrema (xp) O desenvolvimento do sistema é feito por meio de ciclos curtos e incrementais Os testes são realizados automaticamente e ao longo de todo o desenvolvimento Utiliza a programação pareada os programadores trabalham em duplas, alternando atividades de codificação e de teste - codificar, testar, ouvir, projetar Vantagens: - Communicatção intensa entre desenvolvedores - Alto nível de produtividade - Código de alta qualidade 20

21 Análise e Projeto Orientado a Objeto (OOAD) Especifica o sistema com base em objetos relacionados ao problema e não em funções ou dados Conceitos da Orientação a Objetos: - Objeto - estrutura que inclui atributos e comportamentos de uma entidade existente no mundo real - Classe - agrupamento lógico de objetos que compartilham os mesmos atributos e comportamentos - Herança - permite que subclasses herdem propriedades de super classes 21

22 Rational Unified Process (RUP) Metodologia de desenvolvimento de sistemas orientada a objetos Utiliza a notação UML (Unified Modeling Language) para especificar, projetar e documentar o sistema Fases do desenvolvimento em RUP: - Concepção - ênfase no escopo do sistema - Elaboração - ênfase na arquitetura - Construção - ênfase no desenvolvimento - Transição - ênfase na implantação Cada fase pode incluir duas ou mais iterações. 22

23 Metodologia RUP 23

24 Ferramentas de Software Computer-Aided Software Engineering (CASE) Ferramentas de diagramação - permitem a modelagem gráfica do sistema Geradores de Relatório - apóiam a documentação da análise e projeto Ferramentas de Análise checam a c onsistência entre diagramas, formulários e relatórios Repositório central - permite armazenar diagramas, arquivos de dados, relatórios, etc. Geradores de Código produzem códigos de programas e bancos de dados automaticamente, a partir de especificações 24

25 Tela do ArgoUML - Ferramenta CASE de código aberto ( 25

26 Abordagem seguida no Curso Neste curso, será adotada a Metodologia de Análise e Projeto Estruturado, A Metodologia se adequa aos princípios de: - Análise e Projeto Top-Down, com Refinamentos Sucessivos - Ciclo de Vida de Desenvolvimento (SDLC) - Especificação Orientada a Funções O uso de Ferramentas CASE é fundamental para a geração de projetos corretos, completos e confiáveis 26

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