ORKUT É ORKUT, ESCOLA É ESCOLA: PROFESSORAS DE LÍNGUA PORTUGUESA OPINAM SOBRE O INTERNETÊS

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1 ORKUT É ORKUT, ESCOLA É ESCOLA: PROFESSORAS DE LÍNGUA PORTUGUESA OPINAM SOBRE O INTERNETÊS Resumo CORDEIRO, Haudrey Fernanda Bronner Foltran UFPR BRITO, Glaucia da Silva UFPR Área Temática: Educação: Comunicação e Tecnologia Agência Financiadora: Não contou com financiamento Este artigo é baseado numa pesquisa cujo tema é a escrita da/na internet e os professores de Língua Portuguesa. O objetivo foi investigar o posicionamento dos professores, da disciplina citada, a respeito da maneira diferenciada de grafar a língua na internet. Como problema, questiona-se qual a opinião dos professores de Língua Portuguesa frente à escrita internetês. Cabe salientar que este artigo é baseado numa pesquisa mais ampla que foca as concepções de língua apresentadas pelos professores da disciplina, diante da escrita da/na internet, porém, neste texto a pesquisa foi reduzida a exploração dos dados obtidos por meio de entrevistas semi-estruturadas (neste artigo, somente duas questões serão analisadas) com cinco professoras (de um total de sete entrevistadas) da Rede Municipal de Educação de Curitiba que atuam de 5ª a 8ª série. Para embasar as discussões levantadas, utilizou-se, principalmente, dos estudos de BAGNO (2006, 2007), FARACO (2007) e POSSENTI (2002, 2006). Outros autores como RAMAL (2002), XAVIER (2005, 2006) e MARCUSCHI (2005) complementam o quadro teórico, podendo assim, obter um maior aprofundamento sobre o tema discutido. Algumas categorias elencadas para análise, com base nos dados obtidos e utilizando como referencial teórico os autores citados, foram a definição do internetês pelas professoras; os motivos para usar a norma culta/padrão e os motivos para não usar o internetês. Também outros dados obtidos referem-se ao local onde a professora presencia o uso do internetês, a utilização ou não do internetês pelas professoras e as palavras que grafam de forma diferenciada e a ocorrência do uso da escrita da/na internet pelos alunos em sala de aula. Esses dados também são apresentados e analisados. Palavras-chave: Escrita na/da Internet; Escrita eletrônica; Internetês; Professores e Internetês. Introdução Quando a Internet já estava com seu espaço garantido na sociedade, por volta da década de 90, surgiu uma maneira diferenciada de grafar a Língua Portuguesa digitalmente.

2 9971 Comunicadores instantâneos como o Internet Relay Chat 1 (IRC), o primeiro comunicador, criado na Finlândia em 1988, de acordo com Marcuschi (2005), I Seek You 2 (ICQ) e Messenger 3 (MSN), este mais utilizado atualmente, começaram a comportar uma escrita com abreviações, ícones, emoticons 4 e imagens animadas. Esta escrita ficou conhecida como internetês, termo utilizado, inclusive, por alguns lingüistas e pesquisadores da área, como Possenti (2006) e Faraco (2007). Assim como afirma Benedito Cada época tem tido uma forma própria de comunicar-se: os sons de tambor, o fogo, os sinais com panos ou bandeiras, o bilhetinho, o telefone, o telégrafo, e agora o telefone fixo-móvel, a Internet e os telemóveis. O século XXI não foge à regra de qualquer outra época. As necessidades de comunicação têm sido muitas, o ritmo de vida é muito rápido, e o Homem continua a inventar sempre o material que faz avançar os seus sonhos e sempre aperfeiçoando e indo mais além, de descoberta em descoberta. E assim o homo sapiens está a converter-se em homo digitalis com a introdução, na vida diária, dos computadores, da Internet e dos telemóveis. (BENEDITO apud FREITAG, 2006, s/p.) Tomando como base, os apontamentos do autor, pode-se concluir que a escrita na/da Internet é uma forma própria de comunicação da época presente e, ainda, sendo o século XXI, um período marcado pela rapidez, uma comunicação ágil também se faz necessária. Além das diferentes formas de se comunicar apontadas por Benedito, ao se analisar a história da escrita, percebe-se por quantas transformações ela passou até ser como é conhecida atualmente. Conforme Cagliari (1989), a escrita egípcia era realizada por meio de desenhos (hieróglifos) feitos em uma pedra (cantaria), porém quando os egípcios descobriram uma planta chamada papiro e notaram que a podiam transformar em uma folha, a escrita tornou-se mais rápida, devido ao suporte, e levou a simplificação dos sinais. Esta escrita ficou conhecida como hierática. Então, os egípcios ficaram com dois tipos de escrita: a hieroglífica (permaneceu) era utilizada para inscrições de templos e túmulos, pois era feita em pedra, e a hierática, era utilizada no dia-a-dia feita no papiro. Ou seja, uma escrita adequada para cada suporte. Hoje em dia, também pode-se pensar em escritas adequadas a cada suporte. Possenti (2006, p.33) afirma que escrever no computador, especialmente se online, é certamente um fator que induz a inovações, seja pela velocidade que deseja imprimir à escrita, seja por eventuais limitações do teclado. Assim como as escritas na pedra e no papiro 1 O IRC foi escrito pelo programador finlandês Jarkko Oikarinen. 2 Eu procuro você. A sigla é um acrônimo feito baseado na pronúncia das letras em inglês (I Seek You). 3 Mensageiro 4 União dos termos ícones e emocionais. Sinais criados para retratar expressões faciais.

3 9972 apresentavam suas próprias características, a escrita no computador e no papel também demonstram diferenças. A Internet, de acordo com Lemos (2003, p.16-17), incubadora de instrumentos de comunicação impulsionou modos diferentes de se relacionar, pois novas ferramentas de comunicação geram efetivamente novas formas de relacionamento social. A comunicação atual apresenta práticas como 5, chats 6, blogs 7, num suporte de leitura e escrita diferente dos habituais até dez anos atrás. Hoje conhecemos um novo espaço de leitura e escrita. As letras concretas e palpáveis se transformam em bites digitais; a página em branco é o campo do monitor; a pena é o teclado e há uma estranha separação entre nosso corpo, real, e o texto, virtual. (RAMAL, 2002, p.65) Neste movimento cultural e digital, é importante refletir sobre diferentes maneiras de se comunicar. De acordo com Lemos (2003, p.13) o surgimento das novas possibilidades planetárias da comunicação digital estão na origem da cibercultura. Entende-se por Cibercultura, de acordo com Levy (1999, p.19) o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores, que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço oportunizando novas relações com o saber, com a linguagem (convergência de mídias) e inclusive, com a língua. Se uma nova cultura se faz presente, novas possibilidades de se comunicar e interagir também surgem. E é a comunicação, a interação que é buscada intensamente, pois o maior uso da internet é para a busca efetiva de conexão social (LEMOS, 2003, p.18) A intensa busca por esta relação social, ou melhor, conexão social, em tempo real, de forma dinâmica, apesar da distância física, originou uma maneira diferenciada de grafar a Língua Portuguesa na internet. 5 ou correio eletrônico funciona com remessa e recebimento de correspondência em ambiente virtual. (MARCUSCHI, 2005, p.26) 6 Chat ou bate-papo são conversas informais mantidas na internet. (RAMAL, 2002, p.103) Acontecem em salas de bate-papo entre várias pessoas simultaneamente ou em ambiente reservado. Acontece em tempo real. (MARCUSCHI, 2005, p.27) 7 Um blog ou blogue é uma página da internet cujas atualizações (posts) são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário). A expressão foi criada por Peter Meme em 1999, de acordo com Ruy Miranda. Disponível em: acesso em 12/06/08.

4 9973 Escrita da/na Internet Devido à criatividade do ser humano, a qual permite que ele modele a língua de acordo com suas necessidades de comunicação e interação, em diferentes suportes, com diferentes mensagens e para diferentes interlocutores, surgiu a escrita na/da internet, criada pelos internautas, o chamado, popularmente, internetês. (OTHERO, 2002) Assim, como apareceram as gírias e expressões, como as dos surfistas, que são entendidas pelo grupo usuário delas, os quais apresentam interesses culturais em comum (OTHERO, 2002); como surgiu a taquigrafia que é um sistema de códigos para o registro rápido da língua, que até hoje só os especialistas na área conseguem decifrar (FARACO, 2007); surgiram os anúncios de classificados nos jornais, nos quais, devido ao espaço restrito para o anúncio, as palavras começaram a ser cada vez mais abreviadas e também não são todos que compreendem o que está sendo vendido (POSSENTI, 2006), apareceu uma escrita própria de um grupo que conecta-se freqüentemente com amigos e demais pessoas por meio da internet. Esta escrita utilizada na Internet se afasta dos padrões da norma culta. Ramal (2002, p ) analisando características desta escrita, chama a atenção para o uso de abreviaturas, nas quais você vira vc, também vira tb; os acentos são evitados e algumas aproximações com a forma oral são feitas como em naum para dizer não, e eh para dizer é. O uso dos emoticons, para suprir as limitações da linguagem escrita, também é intenso. Tudo é iconográfico, pois até letras usadas no estilo caixa alta (todas maiúsculas) podem ser interpretadas como gritos. A autora prossegue afirmando que a rapidez da comunicação é colocada acima da correção ortográfica e gramatical. E ainda Vale ressaltar que essas não são meras opções juvenis, como as gírias podem ser em determinada época: são códigos assumidos por internautas de todas as idades. Não falar assim e agir como um purista da língua, por exemplo, exigindo crases e acentos, concordância e regências no lugar, seria considerado, dentro da ética implícita da comunicação da internet, simplesmente deselegante, desrespeitoso ou fora de contexto. A linguagem deve, assim, ser informal e adaptada à ocasião. (RAMAL, 2002, p.118) Importa ressaltar que as análises feitas por Ramal são exclusivas de salas de bate-papo, sendo assim, é preciso considerar que da mesma maneira que no suporte papel pode-se escrever de maneira mais formal ou informal, no suporte computador isto também acontece. A comunicação via internet não é exclusivamente para bate-papos com amigos, o é

5 9974 uma forma de comunicação bastante utilizada na rede e nem sempre, o contexto e o interlocutor permitem a informalidade do internetês. Apesar de Ramal (2002) confirmar com suas pesquisas a utilização desta forma de escrita entre pessoas de várias as idades, Xavier (2005, s/p.) ressalta que esta escrita é mais presente nas conversas entre jovens. Algumas características desta escrita virtual, também foram levantadas por Palmiere (2005, p.3): - o rompimento das fronteiras entre o oral e escrito originado uma mescla fonética e alfabética; - a supressão de letras (principalmente vogais), de acentuação, sinais gráficos, de pontuação (que marca fronteira oracional); - uso excessivo de sinais de pontuação, especialmente os pontos de interrogação, exclamação e reticências na tentativa de aproximar-se da entonação da fala; - utilização de símbolos, ícones, algarismos; - utilização de letras maiúsculas ou repetição de letras para marcar a entonação (associando com a linguagem oral); - construção de frases curtas (dinamismo), com o uso excessivo da tecla enter, para substituir a os sinais de pontuação que marcam as fronteiras oracionais; - utilização de letras a mais (como a letra H) para substituir o som aberto (acento agudo) das palavras ou para marcar a nasalização (substituição do sinal gráfico til, como em não naum). É uma maneira de se comunicar de forma mais livre, como se pode observar nas características levantadas pela autora, porém não é uma ortografia totalmente aleatória, pois existem regras, apesar de não serem seguidas a risca, como ressalta Possenti (2006, p.30). Aproxima-se de sistemas de escritas silábicos, onde as consoantes são privilegiadas. O autor também lembra que a mudança de suporte (pedra, papiro, papel, monitor) é um dos fatores responsáveis por mudanças da escrita, como já exemplificado anteriormente. Além da busca por agilidade, Xavier (2006) afirma que na Internet, os jovens sentemse livres pra transgredir regras impostas pela escola com a gramática normativa. Sabem que não há sanções ou qualquer forma de repressão quanto ao como vão dizer o que querem a dizer. Têm certeza de que será valorizado pelo direito dizê-lo, pois contam com a proteção da máxima contemporânea da liberdade de expressão na

6 9975 análise dos fatos, na emissão de opiniões, na avaliação da realidade que os envolve e que certamente lhe diz respeito. (XAVIER, 2006, s/p) É uma maneira de grafar a língua rompendo com a idéia de escrever para o professor corrigir, ver se está certo; é uma forma de comunicação ágil, criativa, desprovida de inúmeras regras, sendo o importante comunicar-se. A entrevista Com o objetivo de investigar os posicionamentos dos professores de Língua Portuguesa sobre a escrita na/da Internet, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com sete professoras, da disciplina citada, de uma das onze escolas da Rede Municipal de Educação de Curitiba que atende alunos de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental. A entrevista foi composta por 9 questões abertas, as quais foram gravadas e transcritas para manter as falas das professoras fielmente, na íntegra. Neste artigo, serão apresentadas as análises de apenas duas questões respondidas por cinco professoras, entre as sete da pesquisa original. Este recorte é devido à extensão do conteúdo das respostas, bem como o número de participantes. As cinco participantes do grupo pesquisado foram escolhidas aleatoriamente. As entrevistas foram realizadas nos meses de abril e maio do ano de 2008, com duração máxima de 30 minutos, no próprio ambiente da escola, em horários escolhidos pelas próprias professoras, por serem horários disponíveis para planejamento e demais atividades da profissão. As perguntas aqui analisadas são: 1. Veja este recado postado num site de relacionamento na Internet: "qria fala tds ad qualidads dessa guria... eh d+ naum kberia qria fala o qnto eu amo ela... naum dah pra dizer com palavas qria dizer o qnto ela eh importanti pra mim... ia fik mto grandi a unik coisa q posso fala eh... NUNK C SQUEÇA DI MIM"

7 9976 Você já viu este tipo de escrita? Qual sua opinião sobre ela? Você a utiliza ou não? Por que você (não) a utiliza? Se sim, em quais palavras? 2. Seus alunos já usaram esta escrita em textos escolares? Como você tratou este assunto? Se não, como você imagina que o trataria? A partir das respostas fornecidas, partiu-se para a categorização e análise das mesmas. Posicionamentos sobre o Internetês Para manter o sigilo das identidades das professoras, elas serão referendadas como P1 (professora 1), e assim, sucessivamente, até P5. Quanto ao conhecimento sobre a existência de uma escrita diferenciada, com as características já citadas, todas as professoras afirmaram já tê-la visto. As manifestações sobre a escrita na/da Internet foram várias. Procurando localizar palavras no conteúdo das entrevistas que expressassem o que as professoras pensam a respeito dessa escrita, foram elencadas: interessante, acabada, comunicativa, preocupante e entendível por P1; assustadora e perigosa por P3; entendível por P5 corroborando com P1 nesse aspecto. As demais opiniões foram reveladas como uma escrita que exige domínio da língua por P1; um tipo de escrita própria para internet e celular segundo P2 e P5; uma escrita com falta de letras por P2 e uma escrita com pressa por P4. Possenti (2006, p.30) diz que quando se ataca a linguagem da internet (se é que há uma!), nem sempre se sabe muito bem do que se fala. Dessa forma, manifestações críticas, como dizer que a língua está acabada mostra desconhecimento do fato que não existem textos errados e textos corretos [...] mas, fundamentalmente, textos mais ou menos adequados, ou mesmo inadequados a determinadas situações (POSSENTI, 2002, p.94). O internetês pode ser considerado adequado ao contexto da comunicação, entre amigos, via internet e inadequado numa situação, por exemplo, de um informativo a ser entregue aos pais com o regimento escolar. Pela falta de letras apontada por P2, Possenti (2006, p.31) compara a escrita da/na internet aos sistemas de escrita silábicos, os quais privilegiam as consoantes, ou seja, há uma lógica no processo de grafia internetês, apesar de não ser seguida a risca. Sobre o domínio da língua apontado por P1 necessário para o uso do internetês, Xavier (2005, s/p.) diz para transgredir conscientemente o sistema de escrita de língua é necessário dominá-lo. Para

8 9977 tanto, é preciso investigar o que é ter o domínio do sistema de escrita e o que P1 entende por este domínio mencionado. Quanto a utilização desta escrita pelas professoras, P4 foi taxativa ao negar sua utilização. P1, P3 e P5 afirmaram usar algumas abreviações apenas no celular, e P2 disse utilizar o internetês no celular e na internet, porém pouco. P1 afirmou [...] eu não consigo [...] eu sou professora e tenho a obrigação de escrever correto., P3 disse abreviar algumas palavras no celular porque nem tem como você escrever uma mensagem assim, colocando as palavras todas completas, né, então eu abrevio. P2 relatou que os alunos enviam mensagens via internet para ela usando pouco desta escrita, porque eles sabem que ela não consegue responder da mesma maneira, então ela diz eu mando alguma coisa, mas olha...(risos) também estou no meio, mas não sou fã! Sobre o uso do internetês, Faraco diz que O internetês nada mais é do que uma espécie de taquigrafia. É apenas um modo de grafar a língua que se tornou necessário nos chamados chats. Quando escrevemos, não conseguimos acompanhar o ritmo da fala. Por isso, inventamos estes sistemas taquigráficos, estenográficos e assemelhados. Foi exatamente o que aconteceu nas conversas na Internet. O internetês é, neste sentido, uma solução e não um problema. (FARACO, 2007, p.17) Foi pela necessidade de uma comunicação ágil que o internetês surgiu, de acordo com Faraco, e esta agilidade também se faz necessária em conversas via torpedos (mensagens escritas) por celulares. Além da agilidade, a praticidade em abreviar as palavras prioriza o uso de abreviações e do internetês de modo geral. As quatro professoras que confirmaram utilizar um pouco desta escrita destacaram como palavras corriqueiras, tds (todos), vc (você), tb (também), bjs (beijos) e q (que). Estas quatro, apesar de afirmarem usar as abreviações, mostraram certa resistência para enumerar as palavras, como se não pudessem admitir o uso da escrita internetês por elas, professoras de Língua Portuguesa. Vale ressaltar alguns motivos expostos pelas professoras para o uso da norma padrão. Como as professora ficaram livres para discorrer sobre o que acham dessa escrita, independente do suporte, todas falaram sobre as necessidades de preservar o uso da norma padrão na escola. Assim, justificando o uso da norma, P1 afirmou ser essencial para um concurso vestibular, para concorrer a uma vaga de emprego e porque denota um status social, quanto mais correta a fala e a escrita, mais culta a pessoa é. P2 focou a unificação da

9 9978 escrita, que deve ser mantida para que todos se comuniquem efetivamente, pois, segundo P2, o internetês é variado e não possui um dicionário com os termos. P3 diz que a norma padrão é o que está posto, que não se pode perder de vista a grafia correta das palavras. P4 não se manifestou declaradamente e P5 corroborou com P3 ao citar a importância de garantir a comunicação. A partir das respostas obtidas sobre a necessidade do uso da norma padrão, importa destacar se o principal ensino da língua é para passar no concurso do vestibular e para conseguir emprego. Será que é para isso que se estuda a língua? E o que dizer do status social citado por P1? Será que pessoas que não falam ou não escrevem segundo a gramática normativa são menos cultas? Bagno (2006) indica que a idéia de domínio da norma culta como instrumento de ascensão social não passa de um mito lingüístico, entre tantos outros abordados por ele. Para uma melhor compreensão do presente texto pelos leitores, uma diferenciação sobre o que é norma culta e norma padrão, feita por Bagno (2007, p.104) é necessária. Norma culta seria a o uso real da língua por parte dos falantes privilegiados da sociedade urbana e norma padrão seria o modelo idealizado de língua certa cristalizada nas gramáticas normativas, porém esta última, não possuindo falantes que a utilizem. Desta maneira, os professores que insistem no ensino da norma padrão desconhecem que estas regras impostas pela gramática normativa não são mais utilizadas pelos falantes atuais, e o que eles querem, na verdade, é que os alunos dominem a norma culta, a língua dos falantes privilegiados. Entretanto, não cabe aqui um aprofundamento sobre este aspecto, pois envolverá uma questão política e ideológica a respeito da língua e seus falantes. Quanto ao uso da escrita da/na Internet pelos alunos na escola, as professoras disseram que raramente aparece uma palavra grafada da maneira como escrevem na web. P1 diz ver o internetês no Orkut e no , mas deixa claro para seus alunos Orkut é Orkut, escola é escola ; P2 diz já ter presenciado esta escrita em agendas, observações feitas no caderno, pelos alunos, e em mensagens via celular ou internet; P3 diz ter conhecimento dessa escrita por observar sua filha adolescente usando em conversas com os amigos, além do uso no celular, como dito anteriormente; P4 e P5 já presenciaram esse tipo de escrita no celular e na Internet. Ao relatarem o pouco aparecimento da escrita da/na internet em textos escolares, pode-se perceber uma preocupação sem fundamentos por parte das professoras. O internetês

10 9979 aparece muito pouco como dito por elas, isto significa, que os alunos estão sabendo utilizar as diferentes formas de grafar a língua de acordo com o suporte, contexto e interlocutor. Alguns escapes como as professoras falaram acontecer, são facilmente, contornados. Elas mesmos explicaram que quando surge uma palavra em internetês num texto escolar, chamam o aluno e esclarecem que há um determinado tipo de escrita para cada momento e que na escola é priorizado a norma padrão. Possenti (2002, p. 17) diz o objetivo da escola é ensinar o português padrão, ou talvez mais exatamente, o de criar condições para que ele seja apreendido. Assim, não se trata de as professoras ensinarem o internetês, até porque os alunos saberiam mais sobre esta escrita que elas, mas compreenderem a utilização desta grafia em suportes específicos, como o computador e o celular. Mesmo sem serem questionadas sobre a aceitação do uso do Internetês na escola, duas professoras se posicionaram quanto ao não uso dessa escrita no ambiente escolar. P1 disse que os alunos estão na fase da apropriação da estrutura da língua e que possui medo de se os alunos acostumarem-se a escrever em Internetês, depois não consigam escrever na norma padrão. Também disse que os alunos precisam saber que existem várias linguagens, e o Internetês não é uma linguagem da escola. P2 concorda com P1 quanto aos alunos estarem no processo de formação e fixação de palavras e diz que o Internetês pode interferir nesse processo. P2 ratifica que Internetês é só no computador e celular. Aqui, presencia-se uma contradição, pois se as professoras dizem que a escrita da/na internet é quase inexistente em textos escolares, é sinal que o internetês não está interferindo em processo algum e nem estão se acostumando a escrever só em internetês. P2 exemplifica que em suas aulas há alunos que escrevem textos muito bem redigidos e estruturados apesar de ficarem praticamente, o tempo todo disponível em bate-papos e demais conversas mediadas pelo computador, utilizando o internetês. Desta forma, não há motivos para as preocupações das professoras, visto que têm a resposta as suas dúvidas a sua frente. Considerações Finais De modo algum, a idéia deste artigo é proferir que não se deve ensinar a norma culta e sim, o internetês. O que se pretendeu discutir neste texto e que continuará sendo discutido em demais oportunidades é o fato de o professor de Língua Portuguesa perceber que o Internetês não está destruindo a língua. Como disse Lajolo apud Bearzoti Filho (2006, p.32) essa forma de escrita que provavelmente existe para todas as línguas é completamente inofensiva. É

11 9980 inventiva!. Assim, não há motivos para preocupações e julgamentos negativos, é preciso sim, que o professor busque informar-se sobre o assunto em questão tentando criar uma ponte entre as duas grafias (internetês e padrão) e assim, possa explorar ainda mais as possibilidades da língua materna. É fundamental também, que o professor compreenda que além da agilidade, uma das funções dessa escrita é ser uma espécie de código secreto, como diz Possenti (2006), portanto, seus alunos, usuários do internetês estão sendo criativos com a língua, marcando também, a identidade de seus grupos. O que precisa ser entendido pelos professores, sendo que alguns já demonstraram este esclarecimento de acordo com os dados da pesquisa, é que importa o aluno entender que a língua não é uniforme, nem imutável e assim, ela pode ser utilizada de diferentes maneiras de acordo com o suporte em que está sendo escrita, de acordo com o contexto ao qual a mensagem pertence e ainda, de acordo com o interlocutor, entendendo que o objetivo da língua é proporcionar a comunicação, a interação e assim, é essencial que o interlocutor compreenda a mensagem e, igualmente, continue o processo interativo. Possenti (2006, p. 33) ainda afirma que saber escrever de duas maneiras é bem melhor do que saber escrever de uma só. É sinal de maior competência. Faraco (2006, p.17) completa saber escrever de duas maneiras pode ser melhor do que escrever de uma só. Mas a competência se revela mesmo no uso adequado de cada sistema em seus respectivos contextos. E ainda aprender uma língua é aprender dizer a mesma coisa de muitas formas (POSSENTI, 2002, p.92). Portanto, é preciso conscientizar os professores que a língua pertence aos seus usuários e são eles que a transformam de acordo com suas necessidades. Não se trata de substituir uma grafia por outra, mas compreendê-las, cada qual com suas aplicabilidades e adequadas à determinada situação. REFERÊNCIAS BAGNO, M. Preconceito lingüístico: o que é e como se faz. 46. ed. São Paulo: Loyola, 2006.

12 9981. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação lingüística. São Paulo: Parábola, BEARZOTI FILHO, P. O internetês é inofensivo e inventivo. In: Discutindo a Língua Portuguesa. São Paulo: Escala Educacional. 2006, ano 1, n. 2, p. 32. CAGLIARI, L. C. Alfabetização e lingüística. São Paulo: Scipione, FARACO, C. A. O internetês e a constante mutação da língua portuguesa. In: Notícias da UFPR. Curitiba: UFPR, abril/2007, ano 7, n. 40, p FREITAG, R. M. K. A internet e a língua portuguesa: mudanças à vista? In: III Congresso Online, Observatório para a cibersociedade, LEMOS, A. Cibercultura. Alguns pontos para compreender a nossa época. In: LEMOS, A.; CUNHA, P. (orgs.) Olhares sobre a cibercultura. Porto Alegre: Sulina, 2003, p LEVY, P. Cibercultura. Rio de Janeiro: Editora 34, MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. In: MARCUSCHI, L. A. & XAVIER, A. C. (orgs.). Hipertexto e gêneros digitais. Rio de Janeiro: Lucerna, OTHERO, G. de Á. A língua portuguesa nas salas de bate-papo uma visão lingüística de nosso idioma na era digital. Novo Hamburgo, PALMIERE, D. T. L. Chateando com jovens e adolescentes: a construção da escrita na internet por grupos de diferentes faixas etárias. Estudos Lingüísticos. São Paulo, v. XXXIV. POSSENTI, S. Por que (não) ensinar gramática na escola. 8ª reimpressão. Campinas, SP: Mercado de Letras: Associação de Leitura do Brasil, Você entende internetês? In: Discutindo a Língua Portuguesa. São Paulo: Escala Educacional. 2006, ano 1, n. 2, p RAMAL, A. C. Educação na cibercultura: hipertextualidade, leitura, escrita e aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, XAVIER, A. C. Letramento digital e ensino Disponível em Acesso em 24/03/07.. Reflexões em torno da escrita nos novos gêneros digitais da internet Disponível em 0novos%20g%EAneros%20digitais.pdf Acesso em 25/08/07.

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